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Ceia da Páscoa Judaica será feita na Catedral Metropolitana

29 de março de 2017 0

Convite Pessach

Grupo de Diálogo Inter-religioso participou do Fórum do Idoso

24 de janeiro de 2017 0

 

O Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre, ministrou uma palestra na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, no marco do Fórum Social Mundial, População Idosa, Paz e Direitos Humanos. 

Foto: Guerreiro | Agência ALRS

Fórum Social Mundial 24 de janeiro de 2017

Lançamento de livro sobre saúde e espiritualidade

04 de janeiro de 2017 0

Livro lançamento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

KARIN H. K. WONDRACEK

MARIA APARECIDA DA SILVEIRA BRÍGIDO

NILTON E. HERBES

THOMAS HEIMANN

(ORGANIZADORES)

Título: PERDÃO: ONDE SAÚDE E ESPIRITUALIDADE

SE ENCONTRAM. São Leopoldo: Sinodal/EST/CAPES, 2016, 344 páginas.

ISBN 978-85-8194-092-2

1.Teologia prática. 2. Psicologia.

 

SUMÁRIO

Apresentação ………………………………………………………………………………………..7

I UM ITINERÁRIO DE PERDÃO: PONTOS DE PARTIDA

Perdoar faz bem à saúde: influências do perdão sobre saúde e doença ……. 11

Mauro R. N. Pontes, Alvaro M. Rösler e Fernando A. Lucchese

Visão judaica do perdão ……………………………………………………………………… 27

Guershon Kwasniewski

“Assim como nós perdoamos”… o desafio do perdão cristão ………………….. 39

Wilhelm Wachholz

O que aprendi sobre o perdão ……………………………………………………………… 53

Everett L. Worthington Jr.

Perdoar para não se perder …………………………………………………………………. 71

Marilena Marasca

O perdão na esfera pública. O lugar da saúde e espiritualidade ……………… 77

Xabier Etxeberria Mauleon

 

II PERDÃO COMO CAMINHADA ESPIRITUAL

Perdão em perspectiva teológica ……………………………………………………….. 103

Vítor Westhelle

Culpa e perdão na Bíblia …………………………………………………………………… 113

Flávio Schmitt

Lutero e o perdão: observações a partir dos catecismos do reformador … 129

Martin Timóteo Dietz

Perdão e mística cristã ……………………………………………………………………… 147

Everton Ricardo Bootz

Perdão no horizonte da vida: acompanhamento espiritual hospitalar a

pacientes diante da morte ………………………………………………………………… 159

Nilton Eliseu Herbes e Rafael Souza Rodrigues

José do Egito: entre trauma, fraternidade e perdão …………………………….. 173

Karin H. Kepler Wondracek

Arte e perdão: meditação sobre um quadro de Rembrandt ………………….. 191

Roseli M. Kühnrich de Oliveira e Karin H. Kepler Wondracek

 

 

III PERDÃO COMO ENCONTRO RELACIONAL

O perdão como ferramenta terapêutica: desafios no cotidiano em

saúde mental …………………………………………………………………………………… 199

Lia Dauber

Ressentimento e perdão em Dom Casmurro, de Machado de Assis ………. 211

Maria Aparecida da Silveira Brígido e Marilda Peres

Traição e violência entre casais: crenças e perdão ……………………………….. 225

Laura de Souza Benites e Sônia Nunes da Silva

Perdão e violência doméstica …………………………………………………………….. 237

Marcia Blasi e Daniéli Busanello Krob

Mil perdões – dos complexos familiares aos casais ……………………………… 249

Laura de Souza Benites e Fernanda Dornelles Hoff

Escala do Perdão – EFI: uma medida de avaliação do perdão

interpessoal …………………………………………………………………………………….. 261

Júlio Rique, Thalita Alencar, Eloá Losano de Abreu e Thiago Francisco de

Andrade

 

IV PERDÃO COMO DESTINO COMUNITÁRIO

A possibilidade do perdão e a fluidez do tempo ………………………………….. 271

Eneida Cardoso Braga

O perdão entre os povos indígenas: ação restauradora e reconciliadora

na comunidade ………………………………………………………………………………… 285

Cledes Markus

Perdão judicial para além do bem e do mal …………………………………………. 299

Regina Tramontini

Perdão na história brasileira? Reflexões sobre a alma brasileira e a

necessidade de perdão para além das relações pessoais ……………………….. 311

Roberto E. Zwetsch

Brasil, outro perdão é possível? …………………………………………………………. 323

Xabier Etxeberria Mauleon

Conclusão ……………………………………………………………………………………….. 327

Índice temático ………………………………………………………………………………… 329

Índice onomástico ……………………………………………………………………………. 335

Autores e autoras …………………………………………………………………………….. 337

Mensagem de Natal do Papa Francisco

19 de dezembro de 2016 0

O Papa que completou recentemente 80 anos, deixou a sua mensagem de Natal que compartilhamos no Blog das Religiões

Para assistir clique no link a seguir

https://www.youtube.com/watch?v=875pGySkqFI

Dom Paulo Evaristo Arns morre em São Paulo aos 95 anos

19 de dezembro de 2016 0

Arcebispo emérito da Arquidiocese de São Paulo teve vida marcada  pela defesa dos direitos humanos e pela resistência à ditadura militar.

Conhecido pela postura fraterna, por sua defesa dos direitos humanos e pela resistência à ditadura militar, o arcebispo emérito da Arquidiocese de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, morreu nesta quarta-feira, aos 95 anos. O cardeal — que dedicou 71 anos ao sacerdócio e 76 à vida franciscana — estava internado desde 28 de novembro, com broncopneumonia, na capital paulista.

Catarinense de Forquilhinha, quinto da prole de 13 filhos de um casal de descendentes de alemães, dom Paulo fez parte de um clã de benfeitores dedicados à infância e à juventude brasileiras. Sua irmã mais ilustre, a pediatra Zilda Arns Neumann, fundou a Pastoral da Criança, com a colaboração do religioso. Ao chorar a morte de Zilda, uma das vítimas do terremoto do Haiti, em janeiro de 2010, dom Paulo, do alto de sua resignação sacerdotal, afirmou:

— Ela morreu de uma maneira muito bonita, morreu na causa em que sempre acreditou.

Dedicado à defesa de pobres, perseguidos e injustiçados na maior parte das suas nove décadas e meia de vida, o arcebispo comprou brigas com poderosos dentro e fora da Igreja.

Por causa de suas posições, estremeceu até mesmo o coração da cúpula católica. Seu nome era tão temido em Roma que, ao som dele, “arrepiavam-se todos os pelos dos braços” do alto clero, como declarou no final dos ano 1990 o então secretário de Estado do Vaticano, Agostino Casaroli.

Na luta contra os desatinos da ditadura militar no Brasil, dom Paulo levou generais à loucura visitando prisões, denunciando casos de tortura e se empenhando pessoalmente contra a censura. Em 5 de maio de 1971, revoltado com o que ocorria nos porões do país, o cardeal foi a Brasília para fazer um pedido formal ao presidente da República em nome dos bispos de São Paulo:

— Venho pedir que o senhor assuma a situação lá, onde pessoas estão sendo mortas, torturadas, ou então desaparecem.

Irritado, diante da batina preta do religioso, o general Emílio Garrastazu Médici levantou-se e sugeriu:

— O senhor cumpra a sua missão e fique na sacristia.

Acostumado a ver suas ordens cumpridas, o general presidente deu por encerrada a audiência-relâmpago no Palácio do Planalto com a certeza de ter sido claro e definitivo. Dom Paulo deixou o gabinete disposto a nunca aceitar aquele conselho.

Frade franciscano, o cardeal rebelde era desapegado de bens materiais. Quando decidiu vender o suntuoso Palácio Pio XII, a residência episcopal em São Paulo, foi criticado até mesmo por parte dos fiéis. Venceu as resistências e, com os US$ 5 milhões do negócio, construiu centros comunitários para pobres e nordestinos. Sua postura em defesa dos direitos humanos muitas vezes lhe valeu acusações de “protetor de bandidos”. Seus incontáveis defensores, porém, lhe apoiavam pelos mesmos motivos que outros lhe viravam o rosto.

Em 1992, em função de um acidente de carro na República Dominicana, dom Paulo sofreu uma fissura no crânio, teve de reduzir o ritmo de trabalho e se submeter a tratamento especial para evitar a perda da memória. Formado em Filosofia e Teologia, era doutor em Letras pela Universidade Sorbonne, na França. Sempre esteve lúcido o bastante para escrever dezenas de livros, entre eles, a sua autobiografia (Da Esperança à Utopia — Testemunho de uma Vida), lançada em setembro de 2001, quando completou 80 anos, revelando bastidores de suas atribuladas relações com o Vaticano e com os militares.

Uma de suas últimas aparições públicas foi em outubro, durante homenagem por seus 95 anos, completados no mês anterior. Fragilizado pela idade, dom Paulo falava pausadamente diante de um auditório repleto de militantes de movimentos sociais, como Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Pastoral do Povo de Rua. O cardeal não tocou no atual momento da política brasileira em sua fala:

— O discurso já está preparado, é uma palavra só, porque o povo está cansado: obrigado.

PROTAGONISTA DA HISTÓRIA BRASILEIRA

O clã de benfeitores
- A marca da família formada pelos descendentes de alemães Gabriel Arns e Helena Steiner é uma só: a fraternidade. Criados na cidade catarinense de Forquilhinha, os 13 filhos usaram a religiosidade e a solidariedade para ganhar o mundo. A irmã mais famosa de dom Evaristo, Zilda Arns, foi responsável pela fundação da Pastoral da Criança, que reduziu a mortalidade infantil em diferentes partes do país. O trabalho na Pastoral, que era apadrinhado por Evaristo, ainda rendeu a Zilda indicações ao Prêmio Nobel da Paz.

A sociedade
- Engajado em diferentes momentos importantes da história brasileira, dom Paulo atuou diretamente na negociação com os sequestradores do empresário Abílio Diniz no final da década de 1980. Diniz ficou seis dias em um cativeiro em São Paulo em poder do grupo terrorista chileno Movimiento de Izquierda Revolucionaria.

O Vaticano
- Por diferentes razões ou ideias polêmicas, dom Paulo chegou, por vezes, a estremecer as estruturas do Vaticano. Entre os medos da Cúria estava o fato de o cardeal autorizar a publicação de livros favoráveis à Teoria da Libertação. Em 1989, o Vaticano dividiu em cinco a Arquidiocese de São Paulo e, na época, muitos enxergaram a medida como uma forma de conter o religioso.

No mundo
- Reconhecido internacionalmente por sua defesa aos direitos humanos, o religioso encontrou-se, mais de uma vez, com o presidente americano Jimmy Carter. Em 1977, a Universidade de Notre Dame, em Indiana, nos Estados Unidos, concedeu a dom Paulo o título de doutor honoris causa. Em 1988, o governo francês também lhe concedeu o título de comendador da Legião de Honra e, em 1988, com outro honoris causa, dessa vez concedido pela Universidade de Dubuque, em Iowa, nos Estados Unidos.

Brasil Nunca Mais
- O projeto reflete o envolvimento obstinado de dom Evaristo na luta contra a ditadura militar. Resultado de seis anos de pesquisa, a versão original da publicação tem mais de 6 mil páginas com relatos de torturas, assassinatos e desaparecidos políticos. Lançado em julho de 1985, o livro de 312 páginas continua nas livrarias. Também aderiu ao Grupo Tortura Nunca Mais, que busca, entre outras questões, a indenização das famílias de vítimas da repressão.

O Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre manifesta o seu pesar por esta importante perda no mundo religioso.

Fonte ZH

Culto na Catedral de Porto Alegre lembra as vítimas do acidente da Chapecoense

05 de dezembro de 2016 0

Neste final de semana, na mesma hora em que em muitos pontos do Brasil aconteciam os velórios das vítimas da Chapecoense, foi realizada na Catedral Metropolitana um culto em homenagem dos falecidos. O culto foi ecumênico, porque contou com representantes Católicos e Anglicanos e Inter-religioso, porque contou com a presença de um Rabino. Também se fez uma prece pela saúde e recuperação dos sobreviventes. Desde a espiritualidade nos unimos para enviar a nossa mensagem para centos de famílias que se viram afetadas pela fatalidade. Força Chape!! 

Culto Chapecoense Catedral

Intolerância religiosa no Brasil

14 de novembro de 2016 0

Dados da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, ligada ao Ministério da Justiça.

Em caso de intolerância religiosa, lembre  discar 100, o Disque denúncia.

Intolerância religiosa no Brasil

 

Acolhida de Nossa Senhora Aparecida encerra Jubileu da Misericórdia

13 de novembro de 2016 0

Uma tarde de muitas celebrações e significados. Assim foi a programação que marcou, na tarde deste domingo, dia 13, o encerramento do Jubileu Extraordinário da Misericórdia e a acolhida solene da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida na Arquidiocese de Porto Alegre. Centenas de leigos e dezenas de padres participaram do evento na Catedral Metropolitana.

Ainda no contexto do Jubileu da Misericórdia, integrantes do grupo de Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre marcaram presença na celebração. Após o pronunciamento do Rabino Guershon Kwasniewski, deram-se as mãos os líderes judaico, muçulmano, espírita e católico, reforçando o discurso de paz e reconciliação.

Dentro da Catedral, o coral da PUCRS apresentou canções em referência à devoção mariana antes da missa.

Catedral 13 novembro 2016 Misericórdia

O evento deste domingo teve ainda outra grande marca: a recepção da imagem jubilar de Nossa Senhora Aparecida, dentro das comemorações dos 300 anos da aparição da santa nas águas do rio Paraíba do Sul, no interior do Estado de São Paulo. Antes da procissão de entrada, crianças de projetos sociais e um casal conduziram a imagem até o presbitério da Catedral Metropolitana.

A missa foi transmitida ao vivo para todo o país pela TV Aparecida.

Comemoração Ano da Misericórdia 13 de novembro 2016 Catedral

Fonte, Arquidiocese de Porto Alegre

Fotografias, Amanda Fetzner Efrom

Sacrifício de animais na pauta do STF

08 de novembro de 2016 0

SUPREMO DECIDIRÁ se parágrafo que destaca licença para religiões de matriz africana deve ser retirado ou não de legislação

Pouco mais de um ano depois de os deputados gaúchos derrubarem um projeto de lei que previa a proibição do uso de animais em sacrifícios religiosos, a discussão voltou à tona, desta vez, no Supremo Tribunal Federal (STF). O STF vai decidir se um parágrafo que destaca a licença das religiões de matriz africana para realizar sacrifícios será excluído ou não do Código Estadual de Proteção aos Animais.

Está na pauta da mais alta corte da Justiça brasileira um recurso protocolado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) em 2005 que pede a retirada do texto que integra o artigo segundo do documento. O órgão recorreu após a ação de inconstitucionalidade ter sido negada por 15 votos a 10 pelo STF.

– O MP não questiona a possibilidade de haver sacrifício em rituais religiosos. Esse é um parágrafo inócuo, porque a liberdade religiosa é garantida constitucionalmente. Mas o Estado foi além de onde poderia para regulamentar – diz o promotor assessor da subprocuradoria para assuntos jurídicos, Bruno Heringer Júnior.

No entendimento do MP, o parágrafo único de autoria do então deputado estadual Edson Portilho (PT), que destaca a liberdade das religiões de matriz africana para realizarem liturgias que abatem animais, é inconstitucional por ferir os princípios da isonomia – que prevê tratamento igualitário a todos – e da laicidade do estado, porque “beneficiaria a uma única religião”. O órgão defende, ainda, que não é competência do Estado regulamentar esse tipo de questão.

PARA ENTIDADES, EXCLUSÃO PODE GERAR PERSEGUIÇÕES

Para entidades que representam religiões de matriz africana, a eventual retirada do parágrafo específico sobre o assunto é preocupante. Embora o direito à liberdade religiosa esteja previsto na Constituição Federal, os movimentos acreditam que a exclusão pode dar margem a perseguições.

– Isso vem ocorrendo há anos, em várias esferas: apegam-se no ritual para embargar as religiões afro-brasileiras. Nós não maltratamos animais, nós os tratamos muito bem e o sacralizamos para os nossos orixás. É uma religião milenar em que os fundamentos são feitos dessa forma – explica Jorge Verardi, presidente da Federação das Religiões Afro-Brasileiras (Afrobras).

Segundo Verardi, diversas entidades estão encaminhando documentos ao STF pedindo para que o texto seja mantido. Conselheiro-geral do Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros, Clovis Alberto Oliveira de Souza diz que os movimentos estão apreensivos com o julgamento de pessoas sem um conhecimento mais profundo das religiões de matriz africana. O sacrifício, para elas, é um ritual de morte e renascimento – comer sangue e vísceras de animais imolados é o que dá vida às divindades afro-brasileiras –, e é realizado com alguns tipos de animais, nunca silvestres. A carne do abate deve ser consumida por quem participa do rito.

– A natureza é o nosso altar. Somos contra maus-tratos, e os movimentos sérios têm nosso apoio. Nós abatemos os mesmos animais que têm no supermercado, e consumimos ela, o que chamamos de comida de obrigação. O que não é consumido é doado a instituições carentes, porque deixar a carne estragar invalida o ritual – afirma Souza.

Fonte ZH, 8 de novembro de 2016

 

Centro Cristão de Estudos Judaicos lança livro sobre os 50 anos de diálogo católico-judaico

07 de novembro de 2016 0

O Centro Cristão de Estudos Judaicos lançou em outubro o livro “Jubileu de Ouro do Diálogo Católico-Judaico: primeiros frutos e novos desafios”, quarta obra de sua coleção Judaísmo e Cristianismo. A obra inspira-se no 50º aniversário da declaração conciliar Nostra Aetate, a qual apresenta o desejo manifesto da Igreja em seguir e aprofundar o diálogo inter-religioso, de um modo específico com o judaísmo. A comemoração se deu em São Paulo no ano de 2015, no Teatro Tuca da PUC-SP. Na ocasião, o cardeal Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e da Comissão da Santa Sé para as Relações Religiosas com o Judaísmo, encontrou-se com o cardeal de São Paulo Odilo Pedro Scherer, com Fernando Lottenberg, presidente da Conib, e com Michel Schlesinger, rabino da CIP e representante da Conib para o diálogo inter-religioso, além de outras importantes personalidades dos meios católico e judaico. “Este livro é um novo e importante reconhecimento do trabalho de aproximação que judeus e católicos vêm desenvolvendo no país, ao longo das últimas décadas. As conquistas obtidas devem servir como evidência da capacidade que o homem possui de superar conflitos do passado e construir pontes de coexistência. É nossa tarefa estender esse entendimento para as bases de cada comunidade, bem como para estabelecer conexões com outras religiões”, declarou Lottenberg. A obra traz dois textos que abordam a Nostra Aetate sob o ponto de vista judaico: o primeiro, de um grupo de rabinos franceses ligados à Amizade Judaico-Cristã da França; o segundo, assinado por mais de 50 rabinos ortodoxos de Israel, da Europa e da América do Norte, tem o seguinte título: “Declaração do Rabinato Ortodoxo sobre o Cristianismo”. Ambos manifestam alegria pelo diálogo com o mundo católico após 50 anos da Declaração Nostra Aetate e apresentam novos desafios teológicos. O livro também apresenta duas conferências do cardeal Kurt Koch, proferidas na PUC-SP. Em sua primeira conferência, ele fala sobre “A Igreja em diálogo” e propõe uma reflexão ecumênica. Na segunda, “Nostra Aetate – bússola permanente do diálogo católico-judaico”, aborda a contribuição da Nostra Aetate para que a Igreja superasse uma série de preconceitos históricos e nota que, “para que a visão antissemita seja superada, se faz necessário lançar um novo olhar para a história e perceber as tensões que marcaram católicos e judeus”. A apresentação foi escrita pelo rabino Michel Schlesinger e pelo cônego José Bizon.

Jornada de estudos judaicos on-line com Rabinos brasileiros

07 de novembro de 2016 0

Rabinos brasileiros participarão de jornada mundial de estudos The Global Day of Jewish Learning

O PROCESSO DE CURA – DIVINO, UMA PRÁTICA NATURAL OU ALGO NO MEIO DO CAMINHO? DIA MUNDIAL DE ESTUDOS JUDAICOS – domingo, 20/11,  19 horas.

NO BRASIL, coordenado pelos rabinos Uri Lam (Congregação Israelita Mineira) e Guershon Kwasniewski (SIBRA, Porto Alegre).
Participem desta discussão via internet.

Seria “antinatural” interferir e fazer mudanças no mundo natural? A cura de uma pessoa ocorre graças a um esforço humano ou é algo divino?
Juntos, estudaremos e analisaremos como é possível abrir espaço para o divino em nossas próprias vidas, ao mesmo tempo em que adotamos o entendimento contemporâneo no tratamento da saúde.

VAGAS ILIMITADAS (via internet).

Inscrições sem custo  e informações no site http://www.theglobalday.org/

 

Igreja católica proíbe guardar ou espalhar cinzas de mortos

26 de outubro de 2016 0

Cd Igreja católica divulgou nesta terça-feira as novas diretrizes para a sepultura dos mortos e a conservação das cinzas daqueles que são cremados, através das quais proíbe espalhá-las ou mantê-las em casa.

Segundo as normas, ilustradas no Vaticano pelo cardeal alemão Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, as cinzas devem ser mantidas em um cemitério ou em um local sagrado.

“Não está permitida a conservação das cinzas no lar” nem “a dispersão das cinzas no ar, na terra ou na água”, ou sua conversão como lembranças, segundo as novas disposições.

“Evita-se o risco de que os mortos sejam esquecidos por suas famílias e pela comunidade cristã”, explicou à imprensa o cardeal alemão, cujo cargo costuma ser chamado de “guardião da fé”.

“Também são evitados possíveis descuidos e falta de respeito por parte das gerações sucessivas”, disse Müller.

Poucos dias antes da celebração do dia dos mortos, em 2 de novembro, a hierarquia da igreja católica lembra a importância que a morte e a ressurreição têm para os católicos.

Também lembra que desde 1963 é permitida a cremação, uma prática que, reconhece, “se difundiu notavelmente em muitos países, mas que também esteve acompanhada pela propagação de ideias que estão em desacordo com a fé”, disse.

Em casos “excepcionais e graves”, os bispos locais podem conceder a permissão de conservar as cinzas em casa, como é o caso das zonas de guerra, onde a sepultura é dificultada.

A igreja católica proíbe claramente e de forma categórica que as cinzas se convertam “em recordações, joias e outros objetos”, assim como a distribuição das cinzas de um falecido entre os diferentes parentes, uma recomendação que se aplica de forma retroativa às relíquias dos santos.

O texto do Vaticano reitera a posição tradicional da Igreja, que recomenda que os corpos dos falecidos sejam enterrados em cemitérios ou santuários.

Com isso é encorajada a memória e a oração por parte da família e de toda a comunidade cristã, lembra o texto.

“Caso o falecido tenha decidido pela cremação e dispersão de suas cinzas na natureza por razões contrárias à fé cristã, seu funeral deve ser negado, de acordo com a norma do direito”, adverte o documento.

Portanto, as pessoas que desejarem que suas cinzas sejam espalhadas não poderão ter funerais católicos, segundo a decisão aprovada pelo papa Francisco em março deste ano e divulgada sete meses depois.

* AFP

Placa descerrada no Hospital Conceição pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso

22 de janeiro de 2016 0

Placa GHC

Encontro promoveu a paz e reuniu representantes de diversas religiões no GHC

22 de janeiro de 2016 0

 

Grupo Hospitalar Conceição
No Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, o Espaço Inter-Religioso do Hospital Conceição realizou ato de acolhimento de diferentes crenças com a participação de integrantes de denominações religiosas como Judaísmo, Islamismo e de Matriz Africana



Com o objetivo de promover a cultura da paz e da liberdade de crenças, o Espaço Inter-Religioso do Hospital Conceição realizou, nesta quinta-feira, 21 de janeiro, um encontro temático com a participação de integrantes de diversas denominações religiosas. A data, que celebra o Dia Mundial das Religiões e o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, foi marcada pelo descerramento da placa do Espaço Inter-Religioso, que materializa o compromisso do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) de incentivar a liberdade de culto.

Convidados representantes do Judaísmo, Islamismo, Budismo, Espiritismo, Catolicismo, Anglicanismo, religiões Evangélicas e de Matriz Africana participaram da solenidade expressando a fé em prol do cuidado ao usuário. O gerente de Apoio do GHC, Márcio Belloc, defendeu que o Espaço Inter-Religioso é uma articulação importante, garantida por políticas públicas que buscam a diversidade. “É um privilégio que nossa instituição possa sustentar um espaço assim”, disse o gerente.

O diretor técnico do GHC, José Fossari, considerou de extrema importância a presença da religião no ambiente hospitalar. “Sabemos que manter o vínculo com a fé ajuda a diminuir o sofrimento, estimulando a longevidade em casos de recuperação e, nos casos terminais, um fim com conforto e qualidade que todos merecem”, declarou o diretor.

A diretora-superintendente do GHC, Sandra Fagundes, também esteve presente no encontro e destacou o respeito às dimensões da espiritualidade como um momento histórico de reafirmação do GHC em relação à população do Rio Grande do Sul. “Estamos promovendo a paz em um momento oportuno das necessidades brasileiras. Aqui é realizado um trabalho civilizatório, de reconhecer a pluralidade, aceitar e acolher cada crença, e isso faz a diferença”, enfatizou a superintendente.

O coordenador da Participação Cidadã, Elpídio de Souza, reforçou a importância do encontro como meio de integração. “Este espaço é fundamental para a saúde do usuário”, disse o coordenador.

A assistência espiritual é feita nos hospitais do Grupo Hospitalar Conceição (Conceição, Criança Conceição, Cristo Redentor e Fêmina), por meio de celebrações nos espaços inter-religiosos e conforme o calendário de atendimento com escala elaborada para contemplar todas as denominações. Também são realizadas visitas aos usuários internados, quando há solicitação. O objetivo é contribuir com a humanização e a atenção integral à saúde, levando em conta o aspecto físico, psicológico, social e espiritual.

Representantes das denominações religiosas parabenizaram o GHC e o Núcleo de Assistência Espiritual pela promoção de um espaço inter-religioso e ressaltaram a missão de incentivar a fé, a esperança e o respeito à diversidade. O espaço garante acesso à assistência espiritual e assegura aos usuários o direito de expressar sentimentos de fé, paz e solidariedade durante o tratamento médico.

Também estiveram presentes na cerimônia o gerente de Recursos Humanos do GHC, Diogo dos Santos, a coordenadora da Comissão Especial de Promoção de Políticas da Igualdade Racial (Ceppir/GHC), Ludmila Marques, a coordenadora da Comissão de Gênero do GHC, Renata Zardin ,o gerente de Administração do Hospital da Criança Conceição, Aldacir Oliboni, o representante do Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros do Rio Grande do Sul Pai Clóvis de Xangô Aganju, a representante da Igreja Evangélica da Graça de Deus Carla Oliveira, a representante da Igreja Anglicana Roberta Santos.

O encontro inter-religioso integra a programação do GHC no Fórum Social Mundial 2016, e contou com a participação dos seguintes integrantes de denominações religiosas:

Ahmad Ali – Centro Cultural Islâmico do Rio Grande do Sul

Carlos Dreher – Igreja Evangélica de Confissão Luterana

Darlan Oliveira – Igreja Evangélica Assembleia de Deus

Guershon Kwasniewski – Judaísmo

Jussara Reis – Doutrina Espírita

Lea Bos Duarte – Federação Espírita do Rio Grande do Sul

Mãe Angélica de Oxum – Religião de Matriz Africana

Mãe Carmem de Oxalá – Religião de Matriz Africana

Maximiliano Zambom – Igreja Católica

Pai João de Iemanjá – Religião de Matriz Africana Umbandista



Creditos:
Mariana Ribeiro

Grupo de Diálogo Inter-religioso abriu os trabalhos do Fórum Social Mundial

19 de janeiro de 2016 0

Fórum Social Mundial 19 de janeiro de 2016