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História para pensar

Prezados leitores do Blog, como comentei em algum post anterior, estou lendo o livro de Paulo Coelho, O Aleph,  gostaria compartilhar uma história do primeiro capítulo que serve para refletir e que motivou uma das minhas prédicas na sinagoga.

” Um homem escorregou e caiu em um buraco. Um padre passava pelo local, e o homem pediu que o ajudasse a sair dali. O padre o abençoou, mas seguiu adiante.

Horas depois apareceu um médico. O homem pediu ajuda, o médico limitou-se a olhar de longe os arranhoes, escrever uma receita e dizer que comprasse aqueles medicamentos na farmácia mais próxima.

Finalmente surgiu alguém que ele nunca vira antes. De novo pediu ajuda, e o estranho jogou-se dentro do buraco. Mas e agora? Nós dois estamos presos aquí!

Ao que o estranho respondeu: Nao estamos, nao. Eu sou da regiao e sei como chegar lá em cima.

Será que estamos precisando de estranhos como esse”, se pergunta Paulo Coelho.

Eu lhes pergunto, será que estamos prontos para permitir a ajuda de um desconhecido?

Será que continuaremos desconfiados de quem verdadeiramente tende uma mao para ajudar.

E os conhecidos, que acontece com eles nas nossas horas ruins?

Vamos trocar uma uma idéia, deixe o seu comentário.

Recomendo a leitura do O Aleph de Paulo Coelho, editora Sextante.

Prof  Guershon

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Religião leva brasileiro à cadeia

Um brasileiro residente no Egito foi preso no último dia 18 sob a acusação de proselitismo religioso, o que é proibido pelas leis do país, majoritariamente islâmico. Conforme o Itamaraty, ele trabalha como guia turístico e foi detido no Cairo com outras duas mulheres, também brasileiras, que já foram liberadas. A prisão ocorreu quando o brasileiro – cujo nome não foi divulgado – visitava as Pirâmides de Gizé. Policiais teriam encontrado Bíblias e folhetos com textos evangélicos em seu carro. A embaixada brasileira no Egito está tomando providências para que o brasileiro seja liberado.

Fonte ZH

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Recital de música sacra

Neste sábado, 28 de agosto, às 20 horas,  no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, a SIBRA - Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência - estará comemorando 74 anos de vida.

A aniversário da entidade será comemorado com um recital de música sacra judaica e árias de conhecidas óperas.

O Chazan e Cantor Lírico Gustavo Serrano vindo especialmente de Córdoba, Argentina se apresentará pela primeira vez em Porto Alegre, acompanhado do Maestro Sergio Olivé.

Todo interessado que quiser participar será muito bem-vindo.

Os ingressos são cortesia da SIBRA e devem ser retirados na sinagoga, previa ligação

ao telefone 3331-8133.

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Mesquitas em New York, sim ou não

No estúdio da Rádio Gaúcha,  Ivonete Pinto - Historiadora -, Fátima Ali - Sociedade Palestina -, Lauro Quadros - Jornalista -, Prof. Guershon Kwasniewski - Lider Religioso da SIBRA -.

Escute o programa

http://mediacenter.clicrbs.com.br/radio-gaucha-player/232/player/133460/polemica-24-08-2010-9h30/1/index.htm

Este foi o resultado dos ouvintes sobre a temática

Mesquita seria construída próximo ao local do atentado às Torres Gêmeas. Você vê algum problema?

Sim - 59%
Não - 41%
Total de votos: 123

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Programa Polêmica

Amanhã, terça-feira, 9:30 horas, estarei participando do programa Polêmica da Rádio Gaúcha.

A temática do debate será a mesquita a ser construída em Manhattan, perto da onde estava o World Trade Center.

Estarei junto a Sra. Fátima Ali - musulmana -, e uma historiadora.

A gente se encontra no ar.

Prof. Guershon

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Grupo Inter-religioso no Colégio Sévigné

Em 2010, o Colégio Sévigné está celebrando o Ano Brasileiro do Ensino Religioso com o Projeto As Cores da Vida.

Uma das principais intenções é fazer memória dos esforços empreendidos na construção da identidade pedagógica do ensino religioso, como área de conhecimento escolar.

Neste sentido o Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre foi convidado para realizar uma palestra que acontecerá no próximo dia 25 de agosto, às 18h.30m. no próprio colégio.

Agradecemos o convite.


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Espaço Inter-religioso no Pentágono, Estados Unidos

WASHINGTON (Reuters) - Em meio à polêmica por causa dos planos para a construção de um centro cultural islâmico e de uma mesquita perto do local dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York, muçulmanos já rezam regularmente num local próximo a outro alvo daqueles atentados, no Pentágono, em Washington.

Muçulmanos, judeus e cristãos de várias denominações realizam cultos regulares na capela multirreligiosa que foi inaugurada em novembro de 2002, depois da reconstrução da ala do Pentágono que foi atingida por um dos aviões comerciais sequestrados no 11 de Setembro.

“Neste mês faz quatro anos que estou aqui, e a capela e sua função e papel nunca foram uma questão (polêmica)”, disse na quinta-feira George Wright, porta-voz do Exército no Pentágono.

O projeto de construção do centro cultural islâmico a apenas duas quadras do chamado “Marco Zero,” onde ficavam as torres do World Trade Center em Manhattan, causou indignação de certos setores da opinião pública.

O presidente Barack Obama e o prefeito Michael Bloomberg apoiam o direito de os muçulmanos construírem o que desejarem no terreno privado, embora Obama diga que não irá se manifestar sobre a “sabedoria” disso.

Já o líder democrata no Senado, Harry Reid, discordou de Obama, enquanto parlamentares republicanos usam o caso para alegar que Obama está fora de sintonia com a opinião pública.

Em meio à polêmica, a capela do Pentágono começou a chamar a atenção depois de um apresentador de TV declarar erroneamente que havia uma mesquita dentro da sede do Departamento de Defesa. “Não há”, esclareceu Wright. “Há uma capela multirreligiosa.”

A capelania estima que 300 a 400 pessoas usem o local por semana, seja em cultos organizados, ou para orações e meditações privadas.

Os muçulmanos realizam orações diárias de segunda a quinta-feira, e uma atividade especial na sexta-feira. Judeus, católicos, protestantes, hindus e outros grupos também fazem cultos regulares.

Pelo menos 3.264 militares dos EUA (inclusive mais de 300 mulheres) se identificam como muçulmanos, segundo estatísticas oficiais.

Para efeito de comparação, há nas Forças Armadas norte-americanas 3.095 judeus, 4.759 budistas, 781 hindus e 2.529 “wiccans.”

Os maiores grupos religiosos das Forças Armadas são os católicos (222.039) e os protestantes de diversas designações (160 mil). Mais de 263 mil se dizem apenas cristãos, sem especificar a denominação, e 262 mil não declaram religião.

Post enviado pelo Sr. Clovis Alberto


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HPS planeja espaço inter-religioso

O Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre está planejando criar um espaço inter-religioso para que familiares e pacientes possam freqüentar durante o período de internação.

Integrantes do Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre, foram procurados para oferecer um assessoramento sobre outros espaços semelhantes criados pelo grupo em nossa cidade.

O HPS, enquanto hospital eminentemente do SUS, está comprometido com a Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Um dos dispositivos para a implementação desta política é a criação de Grupos de Trabalho de Humanização - GTH.

O GTH tomou esta iniciativa. O Grupo de Diálogo Inter-religioso agradece o contato e se coloca a disposição de toda a população.

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Ciência redescobre sabedoria ancestral

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OS ANCESTRAIS E AS DIFERENTES INTELIGÊNCIAS De acordo com os ancestrais de diferentes partes de nosso mundo, nosso corpo sente e pensa.

Por exemplo, no caso dos ancestrais das tribos australianas, quando uma pessoa se fere ou adoece,  a tribo se reúne ao redor do enfermo e canta pedindo perdão à ferida ou parte afetada. E esta começa automaticamente a dar sinais de melhora e ocorrem curas milagrosas.

O mesmo ocorre nas assombrosas curas dos kahunas ou médicos magos havaianos. Eles entram em oração direta com a parte afetada pedindo-lhe perdão. Esse ato de oração envolve os magos, o paciente e todas as vidas durante as quais eles possam ter se encontrado e se envolvido com essa pessoa. E também ocorrem curas consideradas milagrosas. ( HOPO NO PONO OU SAINT GERMAIN LEMBRAM??? )

No conhecimento ancestral Inca, tudo é reciprocidade, quando alguém adoece ou se enche de energia pesada ou “hucha”, por ter atitudes egoístas, não deixando fluir o “sami” ou energia leve. Por isso nas curas se pede para aquela parte do corpo se harmonizar com ‘pachamama’ permitindo que o bloqueio se reequilibre . E a pessoa se cura.

No caso dos Lakotas, na América do Norte, eles falam com o corpo para informar-lhe que existe uma medicina que vai curá-lo. E logicamente as pessoas se curam.

Como vemos, examinando alguns casos de medicina ancestral, chegamos a uma interessante conclusão:

os ancestrais aceitavam as partes de nosso corpo como um ser completamente inteligente e autônomo

do cérebro. Isso durante os últimos séculos passou a ser considerado como fraude ou superstição.

Mas vejamos agora as descobertas mais recentes da ciência. Você vai ficar estupefata (o).

A sabedoria do corpo é um bom ponto de acesso às dimensões ocultas da vida: é totalmente invisível, mas inegável. Os investigadores médicos começaram a aceitar este fato em meados dos anos oitenta. Anteriormente se considerava que a capacidade da inteligência era exclusiva do cérebro.

Então foram descobertos indícios de inteligência no sistema imune e, logo a seguir, no digestivo.

A INTELIGÊNCIA DO SISTEMA IMUNE

A Dra. Bert descobriu (e logo outros cientistas confirmaram), que existem tipos de receptores inteligentes não só nas células cerebrais, mas em todas as células, de todas partes do corpo  (chamaram inicialmente de neuropeptídios).

Quando começaram a observar as células do sistema imunológico, por exemplo, as que protegem contra o câncer, contra as infecções, etc., encontraram receptores dos mesmos tipos que os do cérebro.

Em outras palavras, suas células imunológicas, as que o protegem do câncer e das infecções, estão literalmente vigiando cada um dos seus pensamentos, cada emoção, cada conceito que você emite, cada desejo que tem. Cada pequena célula T e B do sistema imunológico produz as mesmas substâncias químicas produzidas pelo cérebro quando pensa. Isto torna tudo muito interessante, porque agora podemos dizer que as células imunológicas são pensantes. Não são tão elaboradas como as células cerebrais, que podem pensar em português, inglês ou espanhol. Mas sim, elas pensam, sentem, se emocionam, desejam, se alegram, se entristecem, etc. E isto é a causa de enfermidades, de stress,câncer, etc. Quando você se deprime entram em greve e deixam passar os vírus que se instalam em seu corpo.

A INTELIGÊNCIA DO SISTEMA DIGESTIVO

Há dez anos parecia absurdo falar de inteligência nos intestinos. Sabia-se que o revestimento do trato digestivo possui milhares de terminações nervosas, mas que eram consideradas simples extensões do sistema nervoso, um meio para manter a insossa tarefa de extrair substâncias nutritivas do alimento. Hoje sabemos que, depois de tudo, os intestinos não são tão insossos. Estas células nervosas que se estendem pelo trato digestivo formam um fino sistema que reage a acontecimentos externos: um comentário perturbador no trabalho, um perigo iminente, a morte de um familiar. As reações do estômago são tão confiáveis como os pensamentos do cérebro, e igualmente complicadas.

A INTELIGÊNCIA DO FÍGADO

As células do cólon, fígado e estômago também pensam, só que não com a linguagem verbal do cérebro. O que chamamos “reação visceral” é apenas um indício da complexa inteligência destes milhares de milhões de células. Em uma revolução médica radical, os cientistas acessaram uma dimensão oculta que ninguém suspeitava: as células nos superaram em inteligência durante milhões de anos.

A INTELIGÊNCIA DO CORAÇÃO

Muitos acreditam que a consciência se origina unicamente no cérebro. Recentes investigações científicas sugerem, de fato, que a consciência emerge do cérebro e do corpo atuando juntos. Uma crescente evidência sugere que o coração tem um papel particularmente significativo neste processo. Muito mais que uma simples bomba, como alguma vez se acreditou, o coração é reconhecido atualmente pelos cientistas como um sistema altamente complexo, com seu próprio e funcional “cérebro”.

Ou seja, o coração tem um cérebro ou inteligência. Segundo novas investigações no campo da Neurocardiologia, o coração é um órgão sensorial e um sofisticado centro para receber e processar informação. O sistema nervoso dentro do coração (ou o “cérebro do coração”) o habilita a aprender, recordar e tomar decisões funcionais independentemente do córtex cerebral. Além da extensa rede de comunicação nervosa que conecta o coração com o cérebro e com o resto do corpo, o coração transmite informação ao cérebro e ao corpo, interagindo através de um campo elétrico.

E LEIA ISTO…

O coração gera o mais poderoso e mais extenso campo elétrico do corpo. Comparado com o produzido pelo cérebro, o componente elétrico do campo do coração é algo assim como 60 vezes maior em amplitude, e penetra em cada célula do corpo. O componente magnético é aproximadamente 5000 vezes mais forte que o campo magnético do cérebro e pode ser detectado a vários pés de distância do corpo com magnetômetros sensíveis.

RECOMENDAÇÕES

As investigações do Instituto HeartMath sugerem que respirar com Atitude, é uma ferramenta que ajuda a sincronizar seu coração, mente e corpo para dar-lhe uma coerência psicofisiológica mais poderosa. Ao usar esta técnica regularmente – experimente-a cinco vezes ao dia - você desenvolverá a habilidade para realizar uma mudança de atitude durável. Respirando com Atitude, você coloca o foco em seu coração e no plexo solar, enquanto respira com uma atitude positiva. O coração automaticamente harmonizará a energia entre o coração, a mente e o corpo, incrementando a consciência e a clareza.

A Técnica de Respirar com Atitude

Coloque o foco em seu coração enquanto inala. Enquanto exala coloque o foco no plexo solar. O plexo solar se encontra umas quatro polegadas debaixo do coração, justamente debaixo do esterno onde os lados direito e esquerdo da caixa torácica se juntam.

Pratique inalar através do coração e exalar através da caixa torácica durante 30 segundos ou mais para ajudar a ancorar sua atenção e sua energia ali. Depois escolha alguma atitude ou pensamento positivo para inalar ou exalar durante esses 30 segundos ou mais. Por exemplo, você pode inalar uma atitude de estima e exalar uma de atenção

Pratique diferentes combinações de atitudes que você queira desenvolver.

Pode dizer em voz alta: “Respiro Sinceridade, Respiro Coragem, Respiro Tranqüilidade, Respiro Gratidão” ou qualquer atitude ou sentimento que você queira ou necessite. Inclusive, se você não sente a mudança de atitude a princípio, mesmo fazendo um esforço genuíno para mudar, lhe ajudará a alcançar um estado neutro, no qual você terá mais objetividade e poupará energia.

Post enviado pelo CEUCAB/RS


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O Aleph de Paulo Coelho

Aleph é a primeira letra de diversos sistemas de escrita e normalmente simboliza o início de algo. É ainda o título de uma das principais obras do escritor argentino Jorge Luis Borges. E, desde o fim de semana, O Aleph surge também como o mais recente livro de Paulo Coelho, que marca sua estreia em nova editora, a Sextante.

Segundo título decalcado de Borges (depois de O Zahir), O Aleph marca também a volta de Coelho à não ficção ao relatar, em primeira pessoa, a sucessão de dúvidas sobre sua fé que o atormentou em 2006. Não foi algo passageiro ou fugaz – Coelho mostra que, para se reaproximar de Deus, era preciso reavivar experiências, como viajar e buscar novas formas de conexão com as pessoas. Assim, comungando com a observação de Borges (“O que a eternidade é para o tempo, o Aleph é para o espaço”), o escritor empreendeu, entre março e julho daquele ano, uma grande peregrinação por Europa, Ásia e África a fim de decifrar os mistérios que incomodavam seu íntimo.

A motivação veio de J., seu mestre espiritual: “Está na hora de sair daqui, reconquistar seu reino.”

– A fé não é algo estático, mas uma dinâmica constante – diz Coelho em uma entrevista divulgada pela Sextante (o escritor ainda não falou com a imprensa por estar em mais uma peregrinação por Santiago de Compostela). – Portanto, eu não chamaria isso de crise, mas de um comportamento normal, com altos e baixos. Uma fé que se cristaliza perde seu sentido e se transforma em fanatismo. A fé cresce quando é alimentada pela dúvida e pelos questionamentos interiores.

Logo no início do livro, Coelho revela sua preocupação em tratar de um questionamento espiritual justamente no momento em que o planeta é assolado por fome, desemprego, guerras: “Todos querendo resultados imediatos para resolver pelo menos alguns dos problemas do mundo ou de sua vida pessoal (…) e eu aqui, querendo seguir adiante em uma tradição espiritual cujas raízes se encontram em um passado remoto, longe de todos os desafios do momento presente?”.

A decisão se justifica, acredita ele, graças ao raciocínio de que a ordem mundial só poderá ser conquistada a partir do momento em que existir primeiro a ordem pessoal. “A viagem não foi para encontrar a resposta que estava faltando na minha vida, mas para voltar a ser rei do meu mundo. Estou de novo conectado comigo e com meu universo mágico à minha volta. É isso que faz a vida interessante: acreditar em tesouros e milagres”, escreve.

Durante a peregrinação, realizada principalmente pela Transiberiana (rede ferroviária com mais de 9 mil quilômetros que conecta a Rússia europeia com as províncias do Extremo Oriente russo, Mongólia e China), o escritor descreve o esforço de se despir de seu ego e de seu orgulho para se abrir a sentimentos mais nobres como amor e perdão. Um dos momentos mais interessantes da narrativa é o surgimento de uma jovem leitora, Hilal, durante a travessia da Rússia, e que acredita ter recebido um chamado para ajudá-lo. Mais que uma fã, ela está determinada a conquistá-lo movida por uma trágica paixão que os uniu em uma vida passada. Coelho, que é casado há 30 anos com Christina, trata a situação com cavalheirismo e aproveita para abordar um tema delicado, a reencarnação.

UBIRATAN BRASIL | Agência Estado
Fiquei curioso por este livro do Coelho, vou comprar depois comentarei neste espaço.
Quem quiser fazer o comentário sobre  esta obra pode escrever para nós.
Prof. Guershon

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O direito de mostrar o rosto

Achei interessante esta visão do escritor Moacyr Scliar sobre o uso do véu.

No último verão fiquei chocado quando duas mulheres musulmanas entraram a tomar banho numa das praias de Florianópolis.

Totalmente vestidas e de rosto coberto mergulharam no mar. Os esposos e os filhos de short de banho, elas completamente vestidas.

É verdade que o choque é cultural, mas vai exatamente contra o natural que estava acontecendo nesse momento naquele local, mulheres tomando banho de bikini.

A linha religiosa ortodoxa dentro do Judaísmo não é muito diferente, você nunca vai encontrar uma mulher  tomando banho no mar, o motivo é o recato que ela deve guardar para o seu marido.

Nos clubes que freqüentam os ortodoxos, existe um horário de piscina para homens e outro horário para mulheres, mas quem entra na piscina não é visto por quem está fora.

Costumes e culturas as vezes distantes da nossa cultura.

A seguir a crônica do Scliar

“Na briga que envolve o fundamentalismo, o véu é o cavalo de batalha, por causa de sua visibilidade e pelo contraste que representa em relação aos costumes ocidentais. Os homens também precisam manifestar sua opção religiosa através de sinais externos: não usam gravata, deixam crescer a barba, o que aliás é uma tradição antiga no Oriente Médio, onde a face glabra de gregos e romanos era vista como coisa obscena; a barba também foi adotada pelos revolucionários cubanos como símbolo. Barba não chega a ser coisa insólita, e tampouco as formas, digamos, mais moderadas de véu; mas o nicab, que cobre o rosto, deixando descobertos apenas os olhos, e a burca, que até os olhos oculta mediante uma tela quadriculada, realmente chamam a atenção e não raro despertam hostilidade. Não é de estranhar que a Assembleia Nacional francesa tenha aprovado (335 votos a favor, um contra) projeto de lei proibindo o uso do véu islâmico na sua forma integral nas ruas e em locais públicos. A pena é de multa, relativamente pequena para a mulher que usa o véu, e muito alta para quem obriga a mulher a usar o véu.

~

A medida está dentro da tradição laica e liberal da França, mas mesmo assim provocou polêmica. Em primeiro lugar porque são relativamente poucas (menos de duas mil) as mulheres que usam nicab e burca. Depois, porque a medida, ainda que tenha fundamento lógico, pode provocar um efeito paradoxal. É possível que, forçadas a escolher entre sua religião e as leis do país, as mulheres muçulmanas se apeguem ao véu como forma de desafio, aumentando ainda mais o conflito que já existe entre os 5 milhões de muçulmanos que vivem na França e a população em geral.

~

Nesse caso, e em outros semelhantes, é melhor recorrer ao bom senso. O islamismo não é um todo monolítico; existem dentro dele várias correntes, desde as mais fanáticas, até as mais moderadas. E estas últimas são a favor de uma convivência, mesmo porque o processo de modernização tem muitos adeptos no Oriente Médio, isto apesar do conceito de “choque das civilizações”, popularizado pelo cientista político americano Samuel Huntington e reforçado pelo atentado de 11 de setembro. Seria bom que o movimento contra o véu partisse das próprias mulheres muçulmanas, como parte de um processo de igualdade e liberação. Afinal, mostrar a própria face é um direito de todos os seres humanos. Um direito que fanatismo algum pode abolir”.

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Argentina: Senado aprova casamento homossexual

Senado argentino aprovou no dia 15 de julho o casamento homossexual, após tenso debate que se prolongou por cerca de 15 horas.Após um tenso debate que se prolongou por cerca de 15 horas, o Senado argentino aprovou  o casamento homossexual, O projeto de lei obteve 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções.

A Argentina, onde 91% da população se afirma católica, tornou-se assim no primeiro país da América Latina a autorizar o casamento homossexual.

Este debate acabou criando polêmica dentro do setor religioso e dentro das próprias religiões.

Estive em Buenos Aires ha uma semana, e foi interessante ver como a população se movilizou em virtide da temâtica.

Alem de manifestações na rua e na frente do parlamento, a sociedade toda se expressou.

A  democracia Argentina encarou um assunto delicado, e conseguiu chegar até o final.

Assim como a lei do divorcio foi polêmica na êpoca, achando que tudo o mundo iria se divorciar, acho que a aprovação do casamento homosexual não vai provocar maior número de casamentos homossexuais, apenas vai regulamentar uma situação existente.

Gostaria esclarecer ao leitor do nosso blog a posição judaica, onde uma maioria rabínica não aceita este tipo de união no mundo religioso.

Agora no âmbito  civil não existe unanimidade, pelo contrário, a linha ortodoxa condena a união homossexual, e nos âmbitos conservadores  e reformistas a opinião é dividida.

A pergunta do milhão é qual vai ser a atitude apôs de sancionada esta lei se chega um casal homossexual e pede para o Rabino - que se manifestou a favor da lei - realizar a cerimônia religiosa.

Consultei o Rabino Daniel Goldman da comunidade Bet El de Buenos Aires, que foi uma das vozes a favor da lei, e respondeu que em caso de um pedido, colocaria a temâtica para ser debatida dentro da sua sinagoga, correspondendo a resolução a toda a comunidade.

Mesmo aprovada a lei, o assunto não está encerrado e a polêmica poderá surgir a qualquer momento.

 

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A vida não é só uma bola

Existem diversos sentimentos após da saída do Brasil da Copa do Mundo, mas a maioria de nós está triste e frustrada.

O futebol nos da um maravilhoso exemplo do que é a vida.

Desde a espiritualidade 10 conceitos para refletir neste momento

1. Não sempre ganhamos

2. Devemos aceitar perder

3. Não sempre ganha o melhor

4. Não sempre ganha quem apoiamos

5.Perder em algumas ocasiões não é o final de tudo, é uma oportunidade

6. É um sentimento miserável a alegria pelo fracasso do próximo

7.Devemos ser humildes na hora de ganhar e na hora de perder

8. Devemos reconhecer os erros

9. Devemos sempre pensar que existe um futuro melhor

10.  O único perfeito é De-s.

Leitores, o mundo sigue girando, nada acabou, apenas uma Jabulani deixou de rolar.

Prof Guershon Kwasniewski

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O ensino religioso

O Ensino Religioso, de acordo com o artigo 210 do Constituição Federal de 1988, é uma disciplina de horário normal nas escolas públicas do ensino fundamental, respaldado pelo artigo 209 da Constituição Estadual de 1989 que estende a obrigatoriedade também para o ensino médio.                 

O ensino religioso deve compor o currículo da escola como uma “parte integrante da formação básica do cidadão”, com a característica de interreligiosidade, com o objetivo de apresentar o transcendente nas diferentes culturas e tradições religiosas, considerando a diversidade de crenças existentes no Brasil, sem qualquer forma de proselitismo, de acordo com o artigo 33 da LDBEN 9394/96 para que o aluno possa refletir sobre sua dimensão espiritual.

O sistema de ensino oficial necessita reconhecer que o  aluno é um ser que interage em suas várias dimensões: biológica, psicológica sóciocultural, histórica e espiritual.

A área de conhecimento trabalhada pelo ensino religioso deve voltar-se para o desenvolvimento e a educação da inteligência espiritual e da inteligência emocional do aluno.

         As pesquisas na área da neurociência comprovam, na atualidade, que a pessoa não possui somente a inteligência intelectual, que precisa ser desenvolvida pela instrução, pelo adestramento, ela possui aptidões para  a inteligência emocional (QE) e inteligência espiritual, entre outras.

A inteligência emocional deve ser educada  desde a mais tenra idade, através da linguagem simbólica da literatura infanto-juvenil e demais expressões das artes e dos exemplos práticos das atitudes dos adultos, para que sejam trabalhadas e educadas as emoções básicas, como o medo, a raiva, a tristeza, a alegria e o afeto. O recurso didático de uma boa história, das fábulas, dos contos que estimulam a emoção, a imaginação e a criatividade da mente infanto-juvenil.

         Quanto à inteligência espiritual(QS), Danah Zohar, física e filósofa norteamericana, juntamente com o psiquiatra Jan Marshall, no livro “Inteligência Espiritual” afirma que essa é a terceira inteligência que deve ser educada para que seja dinamizado o potencial divino que existe dentro de cada um, possibilitando colocar nossos atos e experiências  num contexto mais amplo  de sentido e valor.

 A pessoa  que apresenta um alto quociente espiritual (QS), porque foi educada nessa área, apresenta uma capacidade de usar sua dimensão espiritual direcionada para uma vida mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal, desenvolve valores éticos e crenças positivas que nortearão suas ações. O desenvolvimento desse potencial, através da educação moral  e ética, vai ajudar o aluno das escolas de nosso Estado a construir uma identidade moral positiva e, em conseqüência, criar para si uma vida que valha a pena ser vivida e que lhe proporcione felicidade e paz. Não será isso que está faltando em nossas escolas?

 Os cientistas que estudam os diversos compartimentos do cérebro humano afirmam que numa dessas áreas está “o ponto de Deus”, que se ilumina, durante uma sessão de tomografia cerebral quando o paciente é estimulado auditivamente por assuntos transcendentais.

            Em relação ao ensino religioso, deve se levar em consideração a proposta de educação para o terceiro milênio, da UNESCO, levantada no estudo do relatório de Jacques Dellors e apresentada pelo grande educador francês Edgar Morin, aponta quatro pilares sobre os quais deve se embasar a educação das novas gerações: aprender a conhecer – abrir-se para novas conquistas na área do conhecimento, renovar-se; aprender a fazer – instruir-se tecnicamente para executar as atividades desafiadoras do mundo atual; aprender a conviver -  ou seja, viver em grupo com harmonia, aceitar o outro como ele é, respeitá-lo, viver em alteridade, ser altruísta; aprender a ser – desenvolver a sua humanidade, autoconhecer-se, amar-se. É uma proposta arrojada, sobre a qual a escola precisa refletir e planejar novos rumos,  engajando-se nesses novos tempos e oferecer aos alunos situações de ensino-aprendizagem que o ajudem a integrar-se harmonicamente consigo mesmo, com o próximo e com Deus para que eles se transformem em homens de bem, felizes e equilibrados, interagindo de forma positiva na sociedade.

            Para o nosso entendimento, esse desafio está diretamente ligado à disciplina do Ensino Religioso na escola.

            Nas atividades escolares precisa ser incluída a questão da religiosidade, Muitos problemas vivenciados hoje, nas dependências escolares, como o bullying, o baixo rendimento escolar, as reprovações, a agressividade, a violência, o desrespeito a professores, colegas e ao prédio por certo seriam atenuados se alunos estivessem sendo trabalhados na área da espiritualidade.

         No que concerne à regulamentação legal para a habilitação dos professores do Ensino Religioso, a Resolução 256 do Conselho Estadual de Educação busca estabelecer os critérios que devem nortear a contratação de professores da disciplina.

         O CONER/RS (Conselho Estadual do Ensino Religioso do RS) - previsto no artigo 33 da LDBEN, credenciado junto ao Sistema Estadual de Ensino pelo Parecer do CEED 75401 - é uma entidade civil que tem por finalidade congregar as denominações religiosas interessadas no processo de definição, regulamentar e construir conteúdos básicos na busca de meios e condições para assegurar a tutela do direito à liberdade de consciência religiosa, e ao direito do ensino religioso na formação básica do cidadão, propondo-se a colaborar nesse processo de e na formação de professores para que seja suprida a falta de educadores habilitados para tão importante componente curricular nas escolas gaúchas, proporcionando aos alunos a oportunidade de despertar a consciência de suas potencialidades positivas.

 

                                      Gladis Pedersen de Oliveira – Pedagoga

                                                 Conselheira do CONER/RS

 

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Carta enviada à direção do HCPA

O Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre (DIRPOA) é composto hoje por dez lideranças religiosas. Foi reconhecido pela lei municipal nº 10.372 de 25/01/2008, embora esteja no seu 13º ano de atuação.

Esse grupo, por suas características e sua finalidade além de ser convidado para palestras e cerimônias inter-religiosas inaugurou o espaço inter-religioso do Aeroporto Salgado Filho, construído pela INFRAERO em cujo local estão expostos elementos, livros e objetos pertinentes às mais diversas religiões. Também inaugurou o espaço inter-religioso que existe na Barra Shopping Sul, a convite do empreendimento.

Fazem parte do Grupo representante das seguintes religiões e credos:

Igreja Católica (Padre João Tadeu da Silva- Capelão da Brigada Militar), Conselho da Umbanda e dos Cultos  Afro-Brasileiros ( Babalorixá Clóvis do Xangô), Igreja Episcopal Anglicana do Brasil ( Reverenda Marines dos Santos Bassoto), Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil ( Pastor Carlos Dreher), Zen Budismo Monja Shoden), Budismo Tibetano( Dr. Nelson Morroni), Federação Espírita do RGS( Dra.Cristina Canovas de Moura ,Fá Bahái (Dr. Payam neda), Sociedade Israelita Brasileira- SIBRA ( Rabino Guershon Kwasniewski),Centro Cultural islâmico do RGS ( Dr Ahmad Ali)

A finalidade maior do grupo e demonstrar por ações concretas a possibilidade de entendimento e de aceitação dos diferentes e das diferenças, através do diálogo. Acredita que dessa forma seja possível uma convivência pacífica, respeitando o credo de cada pessoa.

Ao lermos a reportagem publicada na Zero Hora do dia 22 de junho, a respeito da situação vivida pelo HCPA, tomamos a liberdade de fazer esse contato, na esperança de poder, de alguma forma, colaborar.

Temos realizado cerimônias em espaços religiosos os mais diferentes, especialmente na Catedral Metropolitana.E participado também  de cerimônias em outros templos, levando um bom exemplo de unidade.

Em nosso BLOG (Zero Hora) “Blog das Religiões”, está à disposição a Carta de Princípios do Grupo entre outras matérias e um pouco da história do inicio do mesmo. Um dos fundadores, Padre Roberto Paz, é hoje Bispo em Niterói, no Rio de Janeiro.

Se desejarem maiores esclarecimentos, estamos inteiramente à disposição. Entendemos que por ser o Brasil um Estado Laico é possível organizar o espaço de uma forma que contemple a cada fiel que ali freqüente, respeitando-se esta peculiaridade, cada um sentindo-se contemplado e respeitado na sua fé.

Temos recebido convites de vários segmentos do poder público que hoje preferem oferecer uma cerimônia inter-religiosa para seus servidores, mesmo não entrando em detalhes pessoais sobre suas crenças. Torna-se mais seguro oferecer momentos de espiritualidade dessa forma, sem entrar no particular de cada indivíduo, como demonstração de respeito e de não imposição.

O Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre, inédito no RGS, no Brasil e desconhecemos que exista em alguma outra parte atuando dessa forma, é hoje considerado um patrimônio espiritual de Porto Alegre. Por isso sente-se não só responsável como também motivado a oferecer seu trabalho, como forma de conciliar esses impasses.

Agradeço a atenção .

Cordialmente 

Alfa Buono

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