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Posts na categoria "Temas de atualidade"

SHABAT SHALOM DAS NAÇÕES

08 de junho de 2014 0

Procurando saber, buscamos no dicionário, obtendo como respostas: ” Shabat é a fonte para o termo em português Sábado, e para a palavra que denomina esse dia da semana em muitas outras línguas. Uma tradução mais literal seria “cessação”, com a implicação de ‘parar o trabalho’. Portanto, Shabat é o dia de cessação do trabalho, enquanto que descanso é implícito, mas não é uma denotação da palavra em si. O Shabat é iniciado ao pôr do sol de cada sexta-feira. Deus abençoou o 7º dia – o Shabat – quando repousou, depois de ter completado sua obra de criação.Shalom (em hebraico שָׁלוֹם) significa paz entre duas entidades (geralmente duas nações) ou a paz interior de um indivíduo. A palavra shalom representa um desejo de saúde, harmonia e paz para aquele ou aqueles a quem é dirigido o cumprimento. Em diversas passagens bíblicas é encontrada a palavra shalom com o significado de paz e desejo de bem estar entre as pessoas ou nações. Por exemplo, ‘Shalom Aleichem’, uma saudação frequentemente utilizada por Jesus e que significa ‘A paz esteja convosco’. ‘Shalom Aleichem’ é também o nome de um cântico entoado em celebrações do Shabbat. ”

Para muitos esta busca de significado não tem sentido. Entretanto, ontem, sexta feira, dia 06 de junho de 2014, estivemos presente e participamos de belíssimo evento na Sinagoga SIBRA, onde o representante israelita no DIRPOA, Rabino Guershon propiciou a todos o sentido das palavras na prática, dando testemunho de Oração pela Paz entre os Povos, no dia importante de preces que se iniciava. Por iniciativa de Rabino Guershon, acolhida com entusiasmo pela comunidade israelita e apoiada pela Direção da SIBRA, ontem se reuniram, na sede da SIBRA, cônsules e representantes de diversos países (Espanha, Itália, Egito, Alemanha, Grécia, Portugal, Uruguai entre outros), para celebrar o Shabat Shalom, juntamente com os participantes do Diálogo Interreligioso de Porto Alegre, o Prefeito Municipal e o Representante do Governo Estadual através da Brigada Militar.

Os ares se encheram de belíssimos cantos, em vozes extraordinariamente abençoadas, em ritmos que contagiavam a todos, pela pureza dos sons, dos cânticos e do envolvimento que todos sentiram e mostravam.

A paz celebrada nada tinha de tristeza, de momento sério e fúnebre: eram hinos de amor, cheios de esperança e de realizações, motivadores de vida e de luz, numa construção individual e coletiva para a paz, de cada um e entre todos. A construção da paz começa em cada um; quando sincera e pura, consegue envolver a todos, como vimos e sentimos nos momentos em que estivemos reunidos. E este sentimento devemos levar aos dias que se seguirão, onde nossa querida Porto Alegre vai receber tantas pessoas, e a todos acolherá com carinho e atenção.

Destes momentos de paz, aprendemos ainda mais o significado do diálogo, do respeito mútuo entre as pessoas, entre as religiões e entre as nações; saímos revigorados, com esperança no dia de amanhã, agradecendo a Rabino Guershon pela iniciativa e desejando a todos: Shabbat Shalom! Shalom Aleichem!

- Cristina Canovas de Moura- representante da Federação Espírita do Rio Grande do Sul.

GDIRPOA no Hanamatsuri e Festival da Paz 2014

01 de junho de 2014 0

HANAMATSURI E FESTIVAL DA PAZ.

Cerimônia Inter-religiosa de Abertura

Cerimônia Inter-religiosa de Abertura – Hanamatsuri e Festival da Paz 2014

Em 24 e 25 de maio de 2014 o Grupo de Diálogo Interreligioso de Porto Alegre foi convidado pela Monja Isshin,  representante do Zen Budismo, a participar de belíssimo Hanamatsuri e Festival da Paz, que se realizou na Usina do Gasômetro.

Lemos nos prospectos gentilmente oferecidos, que, “de acordo com a tradição Budista, uma chuva de pétalas e néctar caiu quando o Buda Shakyamuni nasceu, no dia 08 de abril de 566 A.C. Para comemorar a data, os japoneses criaram o Hanamatsuri, Festival das Flores. A festa em Porto Alegre, agora na sua 2ª edição, torna-se um Festival da Paz, para celebrar os valores da não discriminação, não violência, inclusão social e cuidados com o meio ambiente e os animais.”

No sábado pela manhã o dia se fazia cinzento até o início do evento; o sol se mostrou quando as autoridades subiram ao palanque revestido de flores: lá estavam o Cônsul do Japão Takeshi Goto, o Vice Prefeito Sebastião Melo representando a Prefeitura Municipal, Monja Isshin  e Alfa Buono, representando o Grupo de Diálogo Interreligioso.

Após as saudações iniciais, a procissão formada por crianças vestidas com quimono (Ochigosan) e outras com roupas tradicionais de gaúchos, mostrando a inclusão dos povos às tradições da terra, levaram o Hanamido, altar adornado com a imagem do Pequeno Buda.

Terminada a procissão, as Ochigosan e as autoridades realizaram o ritual do Kanbutsu-e, banho de chá adocicado no Buda, simbolizando o néctar que teria caído do céu abençoando o seu nascimento.

Encontro de Diálogo Inter-religioso no Hanamatsuri e Festival da Paz 2014

Encontro de Diálogo Inter-religioso no Hanamatsuri e Festival da Paz 2014

O evento contou, nos dois dias, com inúmeras palestras e oficinas, do que o Grupo de Diálogo Interreligioso de Porto Alegre também participou, assim como outros credos ali representados no domingo à tarde.

As dependências do Gasômetro estiveram repletas de pessoas que mostravam no sorriso contagiante a satisfação de comemorar a Paz, a união de crenças pelo desejo de construção de novo mundo, num renascimento de esperança na pessoa humana, na compaixão, na caridade.

O evento que a Sanga Águas de Compaixão (Jisui Zendô) e uma comissão de voluntários, sob a orientação da Monja Isshin, proporcionou a nossa cidade,  foi um belo momento de muita leveza espiritual, fraternidade e respeito entre os povos do que todos nos  podemos orgulhar, parabenizando os promotores com alegria, neste Porto Alegre que considera esta uma festividade que se deve realizar a cada ano. Nossa cidade aplaude o Festival das Flores e a Cultura da Paz.

- Cristina Canovas de Moura. Federação Espírita do Rio Grande do Sul

Vídeo: Um Ano de Francisco - Percepções

28 de março de 2014 1

Um Ano de Francisco – Percepçõe: Uma série de entrevistas sobre o primeiro ano do Papa Francisco como líder da Igreja Católica, gravadas em março 2013 pela Rede Vida de televisão.
1. Zen Budismo
2. Islamismo
3. Judaismo
4. Umbanda e Cultos Afro-brasileiros

Um ano de Francisco, percepções do Judaísmo

19 de março de 2014 0

Clique no link e veja opinião do representante do Judaísmo do Grupo Inter-religioso de Porto Alegre sobre o primeiro ano de Francisco no papado.

http://www.youtube.com/watch?v=hdFKXpCf8kc

Veja aqui o Concerto Inter-religioso, em clave de fraternidade

03 de dezembro de 2013 0

Organizado pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre, aconteceu no passado domingo 1 de dezembro  na Igreja das Dores de Porto Alegre, o primeiro concerto inter-religioso.

Confira na íntegra, clique aqui

http://www.youtube.com/watch?v=2qCfGJNcTE0&feature=youtu.be

Concerto em Clave de Fraternidade promovido pelo Grupo de Diálogo Inter-religioso consolida o trabalho entre as religiões por meio da música

02 de dezembro de 2013 0

Afro Bahai Espíritas Judeu e Musulmano Público Musulmanos Público 1 Católicos Judeus

Grupo de Diálogo Inter-religioso participa da posse do novo Arcebispo de Porto Alegre

17 de novembro de 2013 0

Na passada sexta-feira, 15 de novembro, os integrantes do Grupo Inter-religioso participaram na Catedral de Porto Alegre da posse de Dom Jaime Spengler, novo Arcebispo.

Desejamos agradecer a acolhida oferecida tanto pelos religiosos, como pelos leigos que participaram da posse.

Foi um momento relevante da Igreja Católica e como integrantes do Grupo somos gratos pela oportunidade de estarmos presentes.

 

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Fórum Gusmão, por um mundo melhor, vivências, experiências e perspectivas

03 de outubro de 2013 0

De  30 de setembro a 4 de outubro,  acontece na cidade de São Leopoldo o Fórum Gusmão, na E.M.E.F Prof. Maria Gusmão Britto.

Hoje pela tarde participei de um painel junto ao meu colega do Grupo de Diálogo Inter-religioso, Dr. Ahmad Ali, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof. Maria Gusmão Britto de São Leopoldo, onde abordamos o conflito árabe-israelense.

Gostaria registrar que falamos para uma platéia de mais de 200 alunos, que seguiram os nossos depoimentos com o maior respeito, perguntaram e participaram com muito entusiasmo.
Fazia tempo que não encontrava uma turma tão bem preparada pelos professores para receber este tipo de atividade.
Fomos aguardados por um grupo de alunos que nos receberam desde o minuto que chegamos na escola.
Entramos com uma salva de palmas dos presentes e com bandeiras de Israel e a Palestina tremulando nas mãos dos alunos.
Recebemos muito carinho e respeito por parte de todos os presentes.
No final os alunos pediram para bater fotografias conosco. Pedi para todos multiplicar a nossa mensagem de paz e diálogo.
Obrigado a todos, ficou o compromisso de voltar em 2014 e o convite para que visitem a nossa sinagoga.

árabe judeu

Ato Inter-religioso: Dia Nacional dos Doadores de Orgãos

30 de setembro de 2013 0

13-09-27Doacao-de-Orgãos001Por iniciativa da Secretaria Estadual de Saúde do RGS através de sua Central de Transplantes, o Grupo de Diálogo Inter-religioso de Porto Alegre participou  no dia 26 de setembro, de um evento em comemoração ao Dia Nacional do Doador de Órgãos.

O momento, de grande espiritualidade, aconteceu na Catedral Metropolitana de Porto Alegre, às 18h30m, com uma Bênção Inter-Religiosa. Cada membro do DIRPOA, precedido pelas palavras do Arcebispo Don Dadeus Grings, pode manifestar, dentro de seus princípios, a importância do gesto da doação de   órgãos como também da importância de preservar a vida. Valores como a caridade, a solidariedade e o respeito pelos semelhantes foram evocados.

Num momento de extrema sensibilidade houve manifestações de familiares de doadores, de receptores, da Organização de Procura de Órgãos e do reconhecido profissional da área da saúde, Dr. Fernando Lucchese, especialista em transplante.

13-09-27Doacao-de-Orgãos002O Coral dos Profissionais da Caixa Econômica Federal estiveram presentes alegrando o momento com músicas muito especiais, como “Vida”e  “É preciso Saber Viver”.

O Grupo de Diálogo Inter-Religioso, hoje com onze representantes,  convictos de que é necessário aprender a conviver com os diferentes e acima de tudo respeitar essas diferenças, encerrou sua participação com a bênção Aarônica.  Mais uma vez, por reconhecimento da sociedade, aceitou o convite para uma oração em comum, sendo exemplo e testemunho de que o amor incondicional e o respeito são o caminho mais garantido para se alcançar a paz.

Como declarar-se doador de órgãos no Facebook:
- Faça login na sua conta do Facebook
- Navegue para sua Linha do Tempo
- Clique em “Evento Cotidiano” na parte superior da sua Linha do tempo, onde atualiza o seu Status:
- Selecione saúde e bem-estar
- Selecione doador de órgãos
- Selecione seu público
- Clique em Salvar

Projeto Doar é Legal:
Se você quiser manifestar sua vontade de ser doador, preencha os campos abaixo. Será expedida uma certidão – sem validade jurídica – atestando essa vontade. Imprima-a e mostre a seus familiares e amigos para que eles saibam da sua intenção.
http://doarelegal.tjrs.jus.br/

Cadastro Virtual de Doadores – ADOTE – Aliança Brasileira pela Doação de Orgãos e Tecidos
http://www.adote.org.br/cadastro_doadores.php

Para imprimir um cartão de doador:
http://www.adote.org.br/pdf/adote_cartao_de_doador.pdf

Reabertura do Mercado Público Municipal

17 de agosto de 2013 0

Reabertura do Mercado PúblicoA convite da Prefeitura de Porto Alegre, o Grupo de Diálogo Inter-Religioso de Porto Alegre, DIRPOA, esteve presente no ato de reabertura das atividades do Mercado Público Municipal no dia 13 de agosto.

Para um grande público, composto pelo Prefeito Fortunatti, Vice-Prefeito Sebastião Mello, autoridades, permissionários, funcionários e clientes, o DIRPOA, através de seus representantes religiosos, proferiu uma bênção de agradecimento e de proteção a todos. Cada religião, a seu modo e de acordo com sua crença levou palavras de conforto e de estímulo, incluindo em suas orações os desejos de que as atividades retornem com muita segurança e prosperidade.

Comitê Estadual de Diversidade Religiosa toma posse

16 de agosto de 2013 0
Posse da Comitê Estadual de Diversidade Religiosa

Posse da Comitê Estadual de Diversidade Religiosa

Evangélicos, católicos, umbandistas, judeus, budistas e ateus reuniram-se nesta quinta-feira (15) para tomar posse no Comitê Estadual de Diversidade Religiosa. Coordenado pela Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH), o comitê é composto ainda por pesquisadores das religiões e representantes do poder público.

De acordo com o secretário da Justiça e dos Direitos Humanos, Fabiano Pereira, o comitê terá um papel fundamental, que será o de dialogar com as diversas religiões e, principalmente, dar voz às pessoas que sofrem discriminação religiosa. “O que está acontecendo no Egito mostra o quanto é importante fazer esse exercício inter-religioso. Já existe um diálogo no município e internacionalmente. Agora o Rio Grande do Sul cria esse espaço para boas reflexões e ações”, disse Fabiano.

Coordenadora do comitê, a diretora de Direitos Humanos e Cidadania da SJDH, Tâmara Biolo Soares, explicou que a criação do organismo era uma cobrança da sociedade civil. A secretaria preocupou-se em criá-lo dentro dos critérios do Plano Nacional dos Direitos Humanos e da Declaração Universal dos Direitos Humanos. “Vamos discutir, além da intolerância religiosa, a laicidade do Estado em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos”, disse Tâmara. Ela citou como um avanço o governo federal aceitar denúncias de violência por motivação religiosa através do serviço Disque 100.

O Rio Grande do Sul é o primeiro estado brasileiro a ter um Comitê de Diversidade Religiosa. O órgão foi instituído pelo governador Tarso Genro, no Palácio Piratini, em janeiro deste ano e tem por objetivo favorecer a promoção do direito à diversidade religiosa, o combate à intolerância e a proteção contra violações de direitos humanos por motivação religiosa no Estado.

Fonte: Secretaria de Justiça e de Direitos Humanos do Estado de Rio Grande do Sul

Diálogo Católico-Judaico em SP.

14 de julho de 2013 0



Rabino Michel Schlesinger,  mediador do debate, Dan Stulbach e  Cardeal Dom Odilo Scherer.



Público participou ativamente do debate


“Depois de dois mil anos conturbados, os últimos 50 foram de reaproximação entre cristãos e judeus. Hoje, cultivamos uma relação de amizade e respeito”, disse o rabino Michel Schlesinger. “O ódio e o menosprezo precisam ser superados. O trabalho continua, mas fizemos grandes progressos”, acrescentou o cardeal Dom Odilo Scherer.


Às vésperas da chegada do papa Francisco ao Brasil, o rabino e o cardeal participaram na noite desta quarta-feira, 10 de julho, de um debate em São Paulo para lembrar os 50 anos do Concílio Vaticano II, convocado pelo papa João XXIII, que deu início ao processo de aproximação entre judeus e católicos, e abordaran os caminhos, sob o novo pontificado, para que este processo se capilarize entre as duas comunidades.


Com Francisco, o que mudará na Igreja? Dom Odilo afirmou: “De pronto, muda o estilo pessoal. Na gestão, as mudanças serão paulatinas”. Schlesinger lembrou da ótima relação do então cardeal Bergoglio com a comunidade judaica argentina, mas disse que torceu muito para que Dom Odilo fosse o escolhido..


“Em nosso diálogo com os judeus, há muitos motivos de celebração, mas também desafios”, disse Dom Odilo. “Temos uma herança espiritual e preocupações comuns, como a paz e os direitos humanos. O diálogo é muito bom em nível de cúpula, mas no âmbito das comunidades devem ser superadas resistências”. Schlesinger concordou e disse que há diferenças teológicas e em temas como a bioética.


Ambos lembraram a importância do trabalho feito por João XXIII e pelos que o sucederam: Paulo VI, que visitou Israel em 1964, quando o Estado judeu e o Vaticano não mantinham relações diplomáticas – o que só veio a ocorrer em 1993, sob João Paulo II – o papa polonês visitou o Muro das Lamentações e o Yad Vashem, além da Grande Sinagoga de Roma – gestos de grande conteúdo simbólico; e Bento XVI, que também visitou Israel e foi ao campo de extermínio de Auschwitz. “João Paulo II abraçou a causa do diálogo de forma sem precedentes, e Bento XVI seguiu seus passos”, disse Dom Odilo.

Com relação ao diálogo no Brasil, Fernando Lottenberg, secretário-geral da Conib, notou que o diálogo começou com o padre Humberto Porto e o jornalista Hugo Schlesinger (avô de Michel, que é o representante da Conib para o diálogo inter-religioso) e prosseguiu com o rabino Henry Sobel (presente ao debate) e o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. O padre José Bizon, da Comissão Nacional de Diálogo Religioso Católico-Judaico da CNBB, agradeceu à Conib pela iniciativa de promover o debate.

Para o cardeal e o rabino, o aumento do convívio e o contato pessoal entre judeus e católicos servem para romper barreiras e quebrar estereótipos. O diálogo se dá a partir das diferenças, não é necessário concordar em tudo. “É na diferença que se dialoga”, disse Dom Odilo. “João Paulo II convidou a uma atitude que chamou de purificação da memória: a humildade de reconhecer os erros, os pecados, pedir perdão e recomeçar por um caminho novo”.


Os judeus participarão de forma importante na visita de Francisco: o rabino Schlesinger irá à missa em Aparecida, no dia 24 de julho; jovens judeus, cristãos e muçulmanos participarão do primeiro seminário inter-religioso de juventude, dia 21 de julho, na PUC-Rio; também na capital fluminense, na Estação Central do Brasil, uma exposição organizada pela Embaixada de Israel e pela Federação Israelita (Fierj) mostrará imagens das visitas dos papas a Israel.


O cardeal afirmou que a vinda de Francisco fará com que as vozes dos brasileiros sejam mais ouvidas e que o papa falará ao mundo sobre as questões do País. Para ele, a Jornada Mundial da Juventude será uma “mobilização positiva, em um momento propício”.

O mediador do debate, Dan Stulbach, perguntou a ambos sobre a onda de protestos no Brasil. “Foi uma ótima surpresa”, disse Dom Odilo. “Os jovens mostraram que estão interessados na vida política e que rejeitam a forma como ela vem sendo conduzida. Vejo como algo muito positivo o despertar da consciência política”.


“A Bíblia Hebraica é cheia de manifestações em que o povo judeu foi atendido por seus líderes. De forma geral, a tradição judaica vê com muito bons olhos manifestações para a construção de um mundo melhor”, disse o rabino Schlesinger.


Stulbach perguntou que cartaz eles levariam para as ruas. Dom Odilo: “Não sei se levaria um cartaz, mas me identifico com os dizeres contra a corrupção, contra os grandes gastos em estádios, por melhores condições de saúde e educação”. Schlesinger: “Contra qualquer tipo de fanatismo, que é a raiz de muitos males. A moderação é o único caminho”.

Ambos concordam que se deve trabalhar para que as vozes moderadas prevaleçam, inclusive no diálogo com os muçulmanos. “Justamente a religião pode nos aproximar deles, já que os conflitos são políticos”, disse o rabino.


Com grande participação do público, o debate tocou em temas delicados, como a relação da Igreja com a Inquisição e sua postura durante o Holocausto. Quanto ao primeiro tema, Dom Odilo respondeu que a Inquisição exerceu o poder judiciário quando não existia uma ordem democrática e que foram violadas muitas formas de consciência e de pensamento. O Estado, por exemplo, o espanhol, também usou a Inquisição colocando religiosos a seu serviço.  Ele considera que a história da Inquisição ainda deve ser melhor conhecida.


Schlesinger afirmou que a visão da Inquisição para os judeus é somente negativa: “Nos vêm à mente a tortura, a morte, a expulsão da Península Ibérica”.


Com relação ao Holocausto, o cardeal acredita que a Igreja fez muito para salvar judeus. “Se não fez mais, devem ser examinadas as circunstâncias: era possível? Acho que não devemos ver a questão sob um ponto de vista da instituição. Localmente, muitos católicos ajudaram judeus. Devemos lembrar também que os governos se omitiram”.


Perguntado sobre a possibilidade de abertura, por Francisco, dos arquivos referentes ao papa Pio 12, Dom Odilo disse que a investigação é bem-vinda, mas não sabe quando os arquivos serão abertos.

Um católico perguntou como poderia se aproximar dos judeus, segundo ele uma “comunidade fechada e elitizada”. Schlesinger lhe sugeriu visitar o Centro da Cultura Judaica, em São Paulo, “uma torá aberta” que visa divulgar a cultura judaica para a sociedade maior.

O rabino Henry Sobel perguntou a Dom Odilo como pode ser levada para a periferia das grandes cidades e para o interior do País a mensagem de diálogo que existe entre as lideranças católicas e judaicas. “Precisamos continuar a promover encontros, a nos conhecer e nos fazer conhecidos. Sair a público e apresentar as questões. Não há outra maneira”, respondeu o cardeal. “Eventos como o de hoje têm justamente o objetivo de divulgar esse trabalho de aproximação e respeito. Estivemos no início de 2013 na catedral metropolitana lotada, para celebrar os 50 anos da declaração Nostra Aetate”, promulgada pelo Concíclio Vaticano II, acrescentou Schlesinger. Uma rápida busca no Google mostra que a notícia do debate foi reproduzida em muitas comunidades católicas.

Encerrando o encontro, o cardeal disse que professores importantes em sua formação, no Seminário em Curitiba, tiveram contato muito próximo com os judeus, e que ele se sente intimamente ligado à comunidade judaica.

O rabino contou uma história que serve bem para fechar este relato: “Fui convidado por Dom Odilo para um evento, mas avisei que não poderia participar porque seria na época de Pessach, quando temos que seguir uma dieta estrita. Ele respondeu: pode vir, pois contratamos um bufê kasher”.

Schlesinger retribuiu e convidou o cardeal para a cerimônia do Iom Kipur [Dia do Perdão]. “Para compensar, permitimos que ele jejuasse conosco”.

O debate, realizado com apoio da Conib e Livraria Cultura, foi destacado pelo Vatican News, Rádio Vaticano, pela agência italiana ANSA, Folha de S. Paulo, O Estado de S.Paulo, portal UOL, Rádio Capital (São Paulo), portal católico Canção Nova, Senado Federal, Rede TV (que publicará as imagens em uma série de matérias especiais sobre a visita do papa), Mosaico na TV, Shalom Brasil, Tribuna Judaica, BB Press, Revista Hebraica, jornal O São Paulo, Arquidiocese de São Paulo, Rede Vida e jornal O Semeador, do Rio Grande do Norte.

Fonte Bnai Brith

Um Brasil diferente

27 de junho de 2013 0


Socialmente  mundo fora o brasileiro é conhecido pelo seu espírito de alegria. Definitivamente podemos considerar que acabou o Brasil do tudo bom, tudo bem.

Acordamos para uma realidade que nos condena há  anos.  Fazemos parte de uma sociedade desigual onde os valores da justiça foram banalizados.

Hoje temos medo de sair para a rua porque tem muitos que confundem democracia  com libertinagem.

Existe muito ódio gerado pela desigualdade social.  Seja qual for a cidade o percebemos.

No Brasil dos últimos anos ficou feio dizer a palavra favela, que foi substituída pela palavra comunidade, mas não é outra forma de disfarçar a nossa dura realidade.

Está na hora de chamar as coisas pelo seu nome, temos favelas, temos pobres, temos corrupção,  temos políticos ficha suja, temos falta de respeito pelo patrimônia público e privado,  temos violência demais, temos insegurança , temos pessoas com fome, temos pessoas  em procura  de um atendimento médico digno.

Pagamos impostos do primeiro mundo mas recebemos serviços do terceiro mundo.

Compramos os  mesmos carros que existem na Europa ou nos Estados Unidos mas nos deslocamos por estradas e ruas precárias e ainda pagamos pedágio.

Fazemos festa e comemorarmos quando de fato deveríamos chorar.

O nosso país sofre com a falta de memória que tem o seu povo.

Como é que se explica  hoje que  nas  diversas cidades  as pessoas se manifestem contra os políticos corruptos que eles próprios escolheram?

Estamos em crise, mas parece que fica feio admitir.

Nem a Copa das Confederações, nem a Copa do Mundo, nem as Olimpíadas poderão desviar o foco do sofrimento do povo brasileiro.

Parece que a  fórmula pão e circo que acompanha a humanidade desde os tempos romanos desta vez não funcionará num Brasil ferido que acordou para ser um país diferente.

Quando nos unimos podemos realizar as melhores coisas, mas também as piores, tudo vai depender  de achar o rumo certo.

Ainda acredito no poder de superação, rezemos pelo Brasil e a sua gente.

Rabino Guershon Kwasniewski

Líder Religioso da SIBRA

Encontro ecumênico será realizado antes de Jornada Mundial da Juventude. Evento reunirá judeus e muçulmanos em julho, no Rio de Janeiro

12 de maio de 2013 1
Pela primeira vez na história das Jornadas Mundiais da Juventude católicos, judeus e muçulmanos vão se reunir em uma atividade conjunta. O encontro acontecerá no dia 21 de julho, na PUC-Rio, dois dias antes da abertura oficial do encontro católico que reunirá pelo menos 2 milhões de fiéis. Cerca de 200 pessoas estarão presentes: 50 jovens de cada religião, vindos do país inteiro, e convidados, como o padre Fábio de Melo, que fará uma palestra.

Um jovem de cada comunidade falará sobre o tema “Juventude: força de engajamento, força de fé”, haverá rodas de conversas, exibição de vídeos e exposição de objetos litúrgicos das diferentes comunidades. “Dentro da Jornada, é o primeiro trabalho com essas três religiões. É uma iniciativa ousada. O tema central é a unidade, o diálogo, o que é realmente importante para o resgate dos valores primordiais da sociedade”, diz o padre Arnaldo Rodrigues, do setor de Preparação Pastoral da organização da JMJ.

Muitos participantes aproveitarão a presença no Rio para, nos dias seguintes, participarem dos eventos que terão a presença do papa Francisco, que chega à cidade no dia 22 e fica até 28 de julho, quando se encerra a JMJ.

A origem deste primeiro grande encontro é um grupo chamado Juventude Inter-Religiosa do Rio de Janeiro (JIRJ), que começou com católicos e judeus e, há pouco mais de um ano, incorporou a comunidade muçulmana. “O principal objetivo do grupo é promover o diálogo, o respeito entre as religiões, já que no meio juvenil a gente vê tantas desavenças em relação à religiosidade”, diz a fiscal tributária Aline Barbosa Almeida, de 26 anos, secretária-executiva do JIRJ. “Se a gente quer passar essa ideia da coexistência, não só religiosa, tem que partir de algum lugar. Nossa proposta é disseminar essa ideia do diálogo entre religiões, discutir como funciona e como idealmente deveria funcionar. Plantar uma semente na cabeça de cada um”, diz a estudante de psicologia Tamar Nigri Prais, coordenadora de projetos sociais da instituição judaica Hillel e integrante do JIRJ.

Organização

O jornalista Fernando Celino, de 31 anos, é um dos representantes da comunidade muçulmana na organização do encontro inter-religioso da Jornada. Ele trabalha na Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro e integra a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. Também faz parte do projeto Vizinhos de Portas Abertas, dos colégios Santo Inácio, católico, e Liessin, judaico, com intercâmbio de professores e alunos. “Existem cerca de 2 mil muçulmanos no Estado do Rio, não existem escolas islâmicas. Então, eu participo do projeto no Santo Inácio e no Liessin. O Islã é coberto de preconceitos. Quando surgiu o JIRJ, eu quis participar. Na Jornada, é a primeira grande ação que vamos realizar juntos. Queremos dar visibilidade ao diálogo inter-religioso, trabalhar pela destruição dos preconceitos e disseminar essa ideia no mundo inteiro”, diz Fernando.

Na noite de quinta-feira passada, o grupo se reuniu na sede da Arquidiocese do Rio para acertar mais detalhes do encontro na PUC-Rio. Além dos jovens, veteranos da militância pelo diálogo entre as religiões também estão engajados. “Já demos passos para trazer as religiões de matriz africana, mas, como ainda é muito inicial, não foi possível incluir na atividade da Jornada”, diz Diane Kuperman, ex-vice-presidente da Federação Israelita do Rio.

Diversidade

Sede da 28ª Jornada Mundial da Juventude, o Rio de Janeiro é um dos Estados de maior diversidade religiosa do Brasil. Menos da metade da população é católica e mais de um quarto é evangélica, uma das maiores proporções do País. Também tem porcentuais elevados, em comparação com os índices nacionais, de espíritas, praticantes de umbanda e candomblé e de pessoas que se dizem sem religião. Na semana que antecede a JMJ, durante encontro de jovens organizado pelos jesuítas, a troca de experiências das diferentes religiões também estará em foco, com visitas de jovens católicos a sinagogas, mesquitas e terreiros de umbanda.

Aos que estranham a ausência de grupos evangélicos no encontro inter-religioso, padre Arnaldo informa que haverá uma atividade específica, durante a JMJ, do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), ainda a ser definida. “Queremos motivar os jovens de várias religiões na ideia de conhecer, respeitar, dialogar, conviver”, resume padre Arnaldo.

Karen Armstrong - Compaixão como o Centro das Religiões

08 de maio de 2013 0

reproduzindo do Diário Catarinense:

Palestra de Karen Armstrong no Fronteiras do Pensamento exalta a compaixão como centro das religiões Bruno Alencastro/Agencia RBS


Karen Armstrong falou sobre história das religiões e sobre a compaixão como um fundamento moral
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS


Uma das mais respeitadas historiadoras da religião em atividade, Karen Armstrong não se contenta em pesquisar em fontes antigas.

A inglesa, que proferiu ontem a primeira palestra do ciclo Fronteiras do Pensamento, vem se dedicando a uma tarefa prática e, para ela, essencial: devolver a compaixão ao centro moral de qualquer prática religiosa.

Para um salão de atos lotado, Karen Armstrong passeou, ao longo de sua fala, por diversas histórias e fundamentos de diferentes religiões ao redor do globo: judaísmo, cristianismo, islamismo, budismo, com passagens por grandes obras da tradição literária, como a Ilíada, de Homero. Todas as religiões, para ela, trazem em seu coração um princípio comum ao qual ela deu o nome de “Regra de Ouro”.

– Todas as principais religiões do mundo desenvolveram algo que pode ser chamado a Regra de Ouro. Não é uma doutrina, é um teste para a verdadeira espiritualidade: nunca trate alguém como não gostaria de ser tratado – disse.

Armstrong começou sua palestra assumindo a dificuldade de definir o que é religião – algo que sempre permeou a vida humana, mas foi transformado em algo apartado após o começo da era moderna. A religião, para ela, passa, contudo, pela capacidade de vencer ou pôr de lado o ego, aquilo que, segundo ela, “nos mantém afastados do que há de melhor em nós”. Outro elemento fundamental da prática religiosa, para ela, é a identificação do outro como alguém igual, merecedor de uma empatia que não nasce naturalmente, mas é exercitada continuamente.

- O conhecimento religioso não é algo que se faça apenas dentro da cabeça, é uma prática, como andar de bicicleta, dirigir ou nadar. Você não aprende lendo livros ou manuais, você tem de entrar no carro e pisar nos pedais, ou mergulhar, entrar na água. Religião tem mais a ver com fazer coisas do que pensar coisas – disse.

A necessidade de prática foi reforçada constantemente em seu discurso. Para ela, mitos não são, como a idade moderna os apelidou, mentiras. São guias práticos e simbólicos para a ação, e só fazem sentido dentro dos rituais práticas nos quais estavam inseridos. Karen, que investiu o dinheiro que recebeu ao ser agraciada com o TED Prize em um instituto para aprofundar sua idéia de espalhar a compaixão pelo mundo em questões práticas, como a organização das comunidades, encerrou falando de sua experiência à frente da entidade, Charter for Compassion. Ao mencionar o episódio da Ilíada, de Homero, na qual o grego Aquiles devolve ao rei troiano, seu inimigo, o cadáver do filho morto em combate, ela resumiu o que considera o centro da prática moral da compaixão:

- Ter compaixão é reconhecer que seu inimigo também sofre.

O Fronteiras do Pensamento Porto Alegre é apresentado pela Braskem e tem o patrocínio de Unimed Porto Alegre, Weinmann Laboratório, Santander, CPFL Energia, Natura e Gerdau. Promoção Grupo RBS. O projeto conta com a UFRGS como universidade parceira e com a parceria cultural de Unisinos, Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Governo do Estado do RS.