Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Olhos maternais da enchente

28 de novembro de 2008 1

Em algum lugar tem uma criança pensando: onde estão meus brinquedos?/Artur Moser

Quando não se é mãe, ver crianças em situação de risco ou de abandono dá uma enorme angústia e revolta. Mas, quando se é mãe, parece que em qualquer situação de tristeza salta aos olhos e ao coração a dor daquela criança indefesa, o sofrimento daquela mãe que não consegue salvar seu filho.

Essa enchente me faz enchergar o tempo todo a quantidade de crianças afetadas. Como pode o mundo permitir que pais e filhos se percam em meio à chuva, ao barro, ao deslizamento de terra…à morte?

Parece que dói mais ver aqueles anjinhos perdidos em meio à tragédia quando se pensa nos anjinhos que temos em casa. Ver aquela gestante à espera, numa longa fila, por comida, para ela e para aquele bebê que, já crescido dentro de sua barriga, insiste em viver pra ver o mundo aqui fora, é perceber que a vida vale a pena e, quando se é mãe, faz ainda mais sentido lutar por ela.

Postado por Ana Paula Bandeira

Comentários (1)

  • Yara Tropea diz: 30 de novembro de 2008

    Ana,
    É assim mesmo. Assistindo às notícias sobre a enchente, chorei. Meu filho de dois anos me olhou com ternura, me abraçou e disse: “Não chora, mamãe, eu tô aqui”.

    Não tem como não pensar nas mães que estão sem seus filhos ou nos filhos sem as mães.

Envie seu Comentário