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Mudando o prisma

10 de setembro de 2012 0

Se você faz dieta, isso significa que faz parte de um seleto grupo de pessoas que tem o direito de escolher não comer tudo o que pode. Não esqueça que tem uma parte da humanidade para quem o verbo ‘comer’ não é uma questão de escolha, mas de possibilidade – por vezes, remota.

Os ocidentais, especialmente os latinos (italianos, espanhóis e lá vai), sentem muito prazer em comer, especialmente pelo ajuntamento natural que uma mesa e um prato de comida proporcionam.  Resultado: somos obesos, hipertensos, estressados, sonâmbulos, sedentários, felizes e coradinhos.

Muito diferente dos orientais em geral, especialmente os asiáticos, pra quem o alimento é um suporte funcional: o que comem está diretamente ligado às suas necessidades orgânicas imediatas. Para ficar claro: nenhum japa come um prato de massa ao quarto queijos antes de uma reunião de 4 horas para tratar do balanço anual da empresa. Resultado: essa turma vive pra caramba, meu amigo!

Você pode escolher em que grupinho quer ficar. Ou pode juntar o melhor dos dois mundos: ter prazer fazendo bem pro seu corpo. Então, a primeira pequena lição que eu gostaria de deixar chama-se “não diga pro seu cérebro que dieta significa total ausência de prazer”. O que você disser vira lei, então prefira tartar a função como uma mudança de hábito, um novo mind set, uma resignificação da palavra “comer” na sua vida. Trocando em miúdos, aprenda a ser criativo, pare de colocar tanta coisa inútil dentro da sua boca e vá dar uma volta no mercado público, pra começar.


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