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O nosso Argentino

18 de novembro de 2014 0

 

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Ele está no Internacional desde 2008 e assinou uma renovação até 2017, um caso raro de permanência de um atleta em clube – principalmente no Brasil. Ele é competitivo. Segundo seu ex-treinador, Dunga, não gosta de perder nem rachão de treino. Ele é sanguíneo – expressão que me parece um tanto tola, afinal sangue, todos nós, os vivos, temos correndo nas veias – o que significa que tem emoções. Ele chora em público. Não esconde suas emoções e as escancara para quem tiver capacidade de entendê-las. Chorou quando foi campeão pela Libertadores em 2010. Chorou quando ganhou o prêmio de melhor jogador estrangeiro do Brasileirão 2013.  Chorou na decisão da Taça Farroupilha 2013, onde errou um penalti. Chorou quando marcou um golaço de falta contra o Peñarol na reinauguração do Beira-Rio. A foto que ilustra esse post é desse momento. Ele chorou depois do gol fantástico de Paulão, no domingo. Chorou e desabafou, ao dizer “a gente passou por muita coisa”. Assim como Alex, após o jogo contra o Fluminense, chorou e desabafou no mesmo tom.
A cobrança sobre o nosso argentino existe, afinal ele é o capitão e líder desse time colorado. A cobrança da imprensa, da torcida, dos dirigentes, técnicos, dos colegas… Mas nenhuma cobrança é maior do que a que ele mesmo faz.
Os tempos de expulsões e ataques de raiva que prejudicaram o time – como na final da Copa do Brasil, contra o Corinthians – já se foram. Ele mesmo reconheceu que precisava que melhorar nesse aspecto. Melhorou. Virou o capitão, mas segue combativo. Não assite passivamente a conduta dos árbitros, colegas e adversários. Ele fala. Participa. Interfere. Mesmo quando não faz uma grande partida, ele é o centro das atenções. Ele chora. Esbraveja. Luta. Ele tem mais que apenas sangue nas veias – seria uma redução míope de um jogador diferenciado. O nosso argentino tem cérebro, inteligência, sagacidade e uma capacidade de leitura de uma situação que o cerca, acima da média. Por isso ele é quem é. Não se trata de “apenas” ser um guerreiro em campo – um tipo de jogador que muitos clubes sonham em ter – mas de um atleta de capacidade intelectual que o diferencia além do domínio da bola. Ele chorou depois do gol de Paulão, no domingo e provou que nem todo o jogador está ali “apenas pelo dinheiro”. Aliás, ele tem mais que provado isso, ele tem transformado esse comportamento em sua marca regsitrada: qualidade e técnica aliadas a um componente emocional difenrenciado. Ele chegou ao Inter e mais do que vestir a camiseta, ele a incorporou. É essa inteligência & emoção que faz com que a rotina do clube, dos jogos e, principalmente, das derrotas tenha um impacto diferente no nosso argentino. Ele se importa. Ele sofre com a derrota. Vibra e se emociona com a vitória de uma maneira que causa inveja em muitos torcedores que esperavam igual grau de envolvimento nos atletas que vestem a camiseta de seus respectivos clubes. Alguns zombam dessa sua maneira de ser, mas no fundo o admiram. Alguns debocham de suas demonstrações de emoção, mas no fundo o invejam. Alguns pretendem reduzir seu choro a uma causa específica, quando o choro de D’alessandro é o conjunto de sua obra. O choro da frustração pelo vice-campeonato tem a mesma razão do choro da conquista da Libertadores. Ele é assim. O nosso argentino chora, briga, luta, chora, vence, conquista, chora, protesta, se indiguina, se revolta, chora…e assim deve ser até o dia em que pendurar as chuteiras. D’alessandro chorou no domingo, depois do gol fantástico de Paulão. Como todo artista, ele se emocionou ao presenciar uma obra de arte. Esse é o nosso argentino.

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Notas do Gre-Nal.

09 de novembro de 2014 0

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Alisson: não merece a zaga que tem. Pegou bola de tudo quanto foi jeito e, mesmo assim, levamos quatro. NOTA 7

Claudio Wink: Tem que ir numa benzedeira. Se lesionou de novo e não jogou. Em função disso entrou o W.Silva. NOTA 1. PS.: pensou que ia escapar do Alambrado?

W. Silva: não viu nada do jogo. Até porque todo Gre-nal aconteceu nas costas dele. Foi peça fundamental na derrota colorada. NOTA ZERO

A. Costa: Bateu pernas, bateu asas e comeu muita mosca. Estava sempre no lugar errado, na hora errada. NOTA 1

Ernando: Ernando é um Fernando que não deu certo. Não precisa dizer mais nada. NOTA 1

A. Ruschel: No segundo gol ficou pedindo impedimento quando devia estar marcando. Jogador assim não pode usar a camisa do Inter. NOTA 1

Willians: No início até que foi bem mas depois voltou a ser o Willians de sempre. Fez parte da Ala das Lavadeiras do Inter. NOTA 1

Aránguiz: esse até que se escapa, apesar de ter feito uma das piores partidas pelo Inter.
NOTA 3

A. Patrick: deu um chute no primeiro tempo e outro no segundo. Fora isso, fez a mesma coisa que o Alex: aceitou a marcação dos volantes. NOTA 2

Dale: ARainha das Lavadeiras. A única coisa que conseguiu fazer foi um confusão pra não levar mais um. NOTA 2

Alex: Não adianta fazer carinha de braba na hora de sair. Não jogou xôngas. NOTA 2

Nilmar: 1 pelas chuteiras pretas. + 1 pela bicicleta no primeiro tempo. Acabou aí. NOTA 2

Moura: Que bucha. Fez o gol de honra e aliviou o resultado. Mas também só fez isso. NOTA 3

Valdívida: Tentou sair da marcação mas segue devendo. NOTA 3

Abel Conseguiu levar um rodião de um time com 3 volantes. Fez o que nos treinos fechados? Só churrasco? NOTA ZERO

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O Grenal da minha vida: Cinco muito. Hu! Fabiano

06 de novembro de 2014 1

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André, Enciso, Marcão, Régis, Luciano, Anderson, Fernando, Sandoval (Mabília), Arílson (Marcelo), Fabiano (Espínola) e Christian. Técnico,sim ele: Celso Roth

Esses foram os personagens que fizeram historia naquele 24 de agosto de 1997, domingo de sol quente, e iria esquentar mais, pois lá naquele Ex-tádio da Azenha, foi feita história e lá estava eu.

Acordei cedo, talvez mal tivesse dormido pensando no Grenal, acreditando que todo Rio Grande Sul também estava sentindo o mesmo, era um Grenal de Brasileirão, não havia título em disputa e estávamos liderando o campeonato, mas tinha uma raiva dentro de mim, aquele adversário ganhou muita coisa em pouco tempo, isso dificultava meu dia a dia com meus colegas de escola e amigos torcedores de azul.

Precisava de algo pra rebater, pois meu trunfo nos debates eram os Gauchões e uma Copa do Brasil que eu forçava memórias reais e imaginárias para de alguma forma ser participante do título, pois naquele momento acho que nem Deus poderia dizer que a nosso futuro seria de tantas alegrias.

Mas lá estava eu brigando com o tempo, esperando o 335 das disputas, e chegou a hora de rumar para história; como torcida fora de casa, bem antes do início da partida chego ao local marcado para o confronto e em número menor, eu e meu irmão mais velho, no estádio havia coisas que não temos hoje, como cerveja, mijo em sacolas, chuteiras pretas, penteados normais e praticamente sem a presença de meninas, no alto dos meus 11 anos a cerveja não fez falta.

Partida inicia e aos 4 minutos Christian, artilheiro do Brasileiro, abre o placar, sinto que tanta espera valeria a pena, iríamos dominar todo o jogo, provavelmente não tinha noção clara da tática, mas sabia que jogávamos mais, e o jogo pegando fogo, antes dos 30 minutos, 4 expulsões, Fernando e Christian dos nossos e mais dois do outro lado, partida nervosa e adversário desorientado, até o goleiro deles pelo que me lembro deu uma amarelada, e ainda no primeiro tempo Sandoval faz o segundo gol.

No segundo tempo, o principal personagem daquele dia, Fabiano camisa 7, jogando impecavelmente, faz o terceiro e se não bastasse, logo mais, brilhantemente fuzila o  quarto gol, comemorando de um jeito próprio e sempre com postura fala para a imprensa “Este gol vai… Este gol vai.. Este gol vai pra todo mundo, porra!” e realmente foi o que senti, aquele gol era pra mim e pra cada colorado que vibrava com aquele feito.

Depois disso, pouco prestei atenção no jogo, queria era comemorar; até teve mais fatos, mas coisas menos relevantes, como o Régis foi expulso, o Marcelo fez mais um gol pro Colorado, o time que jogava em casa fez dois gol, até aplaudimos, pois a vitória, a história, a conquista era nossa, o time derrotado teve uma mal ano.

Cheguei segunda-feira na escola precisando conversar com meus amigos que não vestiam mais azul naquele dia.

Tiago Allmer

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O GRENAL da minha vida: um dia de festa no Olímpico.

04 de novembro de 2014 5

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29 de novembro de 1981. Sim, meu amigo. Se você tem trinta e poucos anos – ou menos – ainda nem era nascido e eu já estava lá: cantando, pulando e xingando dentro do falecido Estádio Olímpico. Na época eu estudava em um colégio muito bacana: o Anne Frank, no coração do Bom Fim. Escola onde fiz grandes amigos, onde aprendi a respeitar a diversidade entre as religiões e onde surgiu uma grande torcida organizada do Inter: a Força Rubra, nascida e criada nos eventos escolares.

Não tenho nenhum contato com as torcidas organizadas de hoje. Sei apenas o que sai nos jornais e, mesmo assim, confesso que é um assunto que não me interessa muito. Naquela época, as Organizadas tinham uma particularidade: todas se davam muito bem, inclusive com as Organizadas da Azenha.

Lembro bem desse dia. Entramos antes no Estádio, havia essa prerrogativa para as Organizadas visitantes. Chegamos ainda de manhã no Olímpico e, antes dos portões se abrirem para o público em geral, passamos o tempo trocando ideias com os líderes das outras torcidas. Tínhamos acesso ao espaço dos azuis e vice-versa. Pelo que sei, hoje os líderes de Organizadas vão para o Estádio com guarda-costas, confere? Se for verdade é uma pena.

O Inter havia vencido a primeira partida no Beira-Rio, se não me falha a memória por 2 a 1, com gols de Cléo e Bira – o Bira Lôco. Chegamos à final com essa vantagem. Não lembro até hoje se o jogo terminou 1 a 1 e fomos campeões ou se foi 1 a zero e fomos campeões. Sim, porque isso eu tenho certeza: naquela tarde conquistamos nosso 26º título gaúcho com um gol do Silvinho que foi, mais ou menos assim: alguém deu um balão na intermediária do Inter e botou o Silvinho pra correr. Ele levou dois ou três na velocidade e fez um golaaaaaçooooooo. O goleiro era o Leão, aquele da seleção que raspava as pernas antes de entrar em campo. Silvinho não perdoou: meteu no ângulo daquele fresco, com força e efeito. Lembro bem: estávamos atrás do gol e, depois desse bucha, não vi mais nada: apenas a Coloradagem indo pras ruas comemorar. Do Olímpico para o Parcão, para a João Pessoa, para a Protásio, locais que – na época – concentravam as comemorações.

O dia se encerrava com faixa no peito e taça no armário. Depois disso, só entrei mais uma vez no Olímpico: 5 a 2 pro Inter. Mas essa é outra história, de um Grenal inesquecível para todos. Inclusive pra eles.

Fabiano Bonetti
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O Grenal da minha vida: O dia em que comemoramos comendo cuca

03 de novembro de 2014 2

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Nílson

12 de fevereiro de 1989. Para mim e para o meu irmão, aquele Grenal começou às 5 da manhã.

Como se já não bastasse a bizarrice de um campeonato brasileiro de 1988 ainda estar sendo disputado em 89, para aquele Grenal de semifinal, as direções decidiram vender ingressos apenas no dia do jogo. Lá no Gigantinho. Chegamos por volta de 6 da manhã e só saímos com os ingressos comprados perto do meio dia.

Voltamos pra casa pra almoçar e um pouquinho antes de sairmos para retornar ao Beira Rio, meu pai arregou e decidiu ficar em casa. Demos o ingresso para um vizinho nosso e fomos os três rumo ao estádio.

Lá, encontramos um tio nosso e esperamos o início do jogo, pacientemente e sob um inclemente sol perto dos 40 graus. O Beira Rio estava lindo e dividido entre o azul e o vermelho. Para os mais novos, era a época em que não nos matávamos simplesmente por estarmos usando camisetas de cores diferentes.

O Inter vinha bem no campeonato: tinha feito uma fase classificatória impecável, possuía o goleador do certame, havia passado bem pelo Cuzeiro na fase anterior e já tinha empatado a primeira partida dessa fase no Olímpico. Jogava com a vantagem.

Do outro lado, o Grêmio vinha de uma classificação heroica dentro do Maracanã contra o Flamengo e tinha a maior estrela gaúcha do momento: Cuca. Aliás, Lazaroni, então técnico da seleção brasileira na época e, às portas da Copa de 90, estava lá no Beira Rio justamente para ver o tão badalado meia naquele jogo decisivo.

O classificado, além de ir para a final do Brasileiro também garantiria vaga na Libertadores. Fato que fez com que a imprensa apelidasse esse confronto de “Grenal do Século”.

O jogo finalmente começou. E começou estranho, pelo menos para nós, colorados.

Ignorando o fato de jogar fora de casa, o Grêmio foi pra cima e dominou o jogo até que Marcos Vinícius, um sofrível centroavante, recebeu a boa pela esquerda e chutou forte. A bola bateu na trave esquerda e entrou, sem chance de defesa para o Taffarel. Eu estava bem atrás da goleira oposta, de frente para o lance e vi o inevitável: uma massa azul fazendo a festa atrás do gol do Taffarel. A partir daí, o quadro ficou ainda pior e o Grêmio passou a empilhar chances de gol contra um Inter atônito. E ficaria terrível depois que Casemiro deu uma botinada em Trasante e foi expulso. Graças a Deus o primeiro tempo terminou e, assim que Arnaldo César Coelho, ele mesmo, encerrou o primeiro tempo, eu e o meu irmão resolvemos ir embora. E só não saímos do estádio porque no intervalo não havia nenhum funcionário lá na saída para abrir o portão. Fomos salvos pela incompetência.

Voltamos para o nosso lugar e, resignado com aquele desfecho que parecia sem volta, me sentei na arquibancada, só aguardando aqueles 35 minutos do segundo tempo chegarem logo para eu poder ir pra casa.

Aí o Inter voltou com uma novidade bem ousada, quase kamikaze, utilizada pelo magrinho Abel: mesmo com um a menos, ele tirou um volante e colocou um novo atacante. Sim, era no tempo em que Abel não tirava articulador pra colocar atacante e destruir com o time.

Começa o segundo tempo e, logo de cara, o Cuca perde um gol feito de cabeça. Ali, na minha frente. Continuei sentado, só esperando pelo pior.

Aí rolou uma falta na lateral esquerda do campo do Grêmio. Quase um escanteio. Segui sentado junto com o meu pessimismo. Mas ainda consegui ver o Nilson subir mais alto que toda a zaga e cabecear pro fundo do gol do Mazzaropi.

Bom, aí eu também vi a parte vermelha berrar, fazer festa e vibrar como nunca. E eu voltei pro jogo. Ninguém mais sentou naquela arquibancada. O jogo mudou completamente, a torcida empurrava o time em contraste com um mar azul que não fazia nem marola. O gol era apenas uma questão de tempo. E foi mesmo. Numa jogada pela ponta direita, Mauricio tirou dois marcadores e chutou torto e rasteiro pra dentro da área. Ele jura até hoje que tentou cruzar mesmo, mas tanto faz. A bola cruzou rasteira, torta e fraquinha por toda a área gremista e só parou no pé abençoado do Nilson que a empurrou para as redes.

Loucura total. Torcedores que nunca se conheciam abraçados, rezando, chorando, não acreditando naquilo que estava acontecendo.

O Grêmio ainda tentou alguma coisa, mas aquela tarde já tinha um dono e ele se chamava Sport Club Internacional.

Pra ajudar, até promessa eu fiz pra que o jogo terminasse como estava. Ok, uma promessa impossível de ser cumprida, principalmente para um jovem em plena fase da puberdade. Mas foda-se. Naquele momento, valia tudo pelo Inter.

Uma das boas lembranças que eu tenho na saída daquele jogo foi ver meu tio, ensandecido, gritando pra todo o colorado ou gremista que cruzava pela gente:

“Uca, uca, uca! Comemo (sic) o cu do Cuca!”

A rima era pobre, tosca e grosseira. Mas naquela hora, soou melhor que qualquer sinfonia de Bethoven poderia fazer.

O Grenal do Século nunca mais terminou para nós.

 

Te dedico, Colorado.

 

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As notas do Inter contra o Flamengo

22 de outubro de 2014 0

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Alisson: salvou uma, não saiu no primeiro gol, não teve culpa no segundo mas fez reposições bisonhas. Nota: 3

Ernando: Corre muito pois parece estar sempre no lugar errado na hora errada, como faz parte da defesa-que causa-depressão perde nota pelo simples fato de. Nota: 3 (-1 por fazer parte da defesa-que-causa-depressão)= 2

Alan: não pode levar culpa pelas derrotas e vidas passadas, mas dançou a dança da defesa-trapalhões, Nota: 3 (-1 por fazer parte da defesa-que-causa-depressão)= 2 + 1 por ser melhor que o Paulão= 3

Fabrício: não conseguiu cruzar, marcar, acompanhar atacantes e articular jogadas pela lateral. Está sempre envolvido em lances de gol, contra o Inter. Fardou, estivesse nu levaria um zero. Nota: 1 (-1 por fazer parte da defesa-que-causa-depressão)= nesse caso, ZERO

Wellington Silva: esforçado, machucado, perdeu o pouco da velocidade que tem, não marcou sentiu falta de parceria de alguém (um ser humano qualquer) para fazer jogadas. Nota: 2 (-1 por fazer parte da defesa-que-causa-depressão)= 1

Willians: foi o único jogador que pareceu estar preocupado em marcar e roubar a bola. Estava tão preocupado com essa tarefa que quando conseguia, fazia um passe errado para tentar roubar a bola novamente e assim entrou em loop. Nota: 4 (-1 por fazer parte da defesa-que-causa-depressão)= 3

Aránguiz: está prejudicado por uma lesão e pelos episódios de amnésia temporária – que ocorrem sempre durante as partidas do Inter, momento em que esquece como jogava futebol. Errou cruzamentos, passes, cobranças de faltas, armou contra-ataques para o Flamengo e – como todo o time do Inter – sempre que pegava a bola imprimia ao time uma velocidade que não condizia com o tamanho de suas pernas. Nota: 2

Alan Patrick: lento, mais que Aránguiz, não conseguiu acompanhar o raciocínio do Nilmar (a única coisa rápida no time – fora o Valdívia). Parecia não ter certeza que “os de branco” estavam no seu time. Nota: 3

Alex: burocrático, sem ímpeto e sem inspiração, até levar uma falta que o deixou mancando burocrático, sem ímpeto e sem inspiração. Deveria ter saído, mas se deu conta que dentro do campo era o melhor lugar para assistir o Flamengo jogar. Queimou a gordura da partida contra o Fluminense.

Nota: 4

Jorge Henrique: tenho a impressão que ele não entendeu bem as orientações do Abel na preleção pois pareceu perdido. Ou, talvez, tenha entendido com perfeição as orientações do Abel quando, aí sim, passou a ficar completamente perdido em campo. Lento para um atacante, não fazia aproximação com Nilmar. Ele estava muito longe. Ia demorar até chegar lá. Pensou em mandar um whatsapp.

Nota: 2

Nilmar: queimou a gordura de sua primeira passagem pelo Inter. Perdeu gols demais. Correu muito, não faço ideia para onde. Tentou driblar quando deveria passar. Tentou passar quando deveria chutar. Foi a maior vítima da lerdeza do Inter. Mesmo assim foi o melhor colorado em campo. Nota: 5

Valdívia: tivesse entrado antes teria levado o posto de melhor jogador colorado de Nilmar. Sempre que pegava a bola partia para cima, depois voltava porque percebia que lá (em cima) não havia ninguém de branco. Até que entrou o Moura (Rafael) lá em cima. Ao perceber isso, também voltava. Fez uma bela jogada. Só por ela merece boa nota. Nota: 5

Wellington Paulista: sem nota, sem lenço, sem documento.

Rafael Moura: PRIMEIRA OPÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO de Abel para resolver o jogo, não desapontou a torcida: fez faltas de ataque, não conseguiu matar a bola e, mesmo sabendo que o time seria armado para abastecê-lo na área, vinha ao meio buscar o jogo. Nota: 1 (fardou e arrumou o cabelo)

Abel: tenho uma forte impressão que estamos diante de um masoquista. Ele adora levar um gol (às vezes 5) para promover alterações. Adora até a espinha arrepiar – da base dos cabelos descendo até onde a vista alcança –  ver os goleiros fazendo cera, os adversários demorarem a bater lateral, falta e escanteios. Fica com os pêlos eriçados quando leva um gol, pois sabe que sofrerá o massacre de nervos de observar o outro time catimbar. A-D-O-R-A ! Mesmo percebendo a inoperância e a lentidão do time hoje, achou melhor poupar os jogadores do banco. Manteve o estilo tomar-gol-para-mudar-e-perder. Sua marca registrada. Como o Inter não tinha o domínio do meio-de-campo, preferiu deixar o time sem articulação. Seria uma indelicadeza com os donos da casa tomar o meio deles. Ao sair do campo ligou o celular para, ansioso, esperar a ligação de Luxemburgo o consolando. Ninguém ligou até agora. Apenas o Tite, perguntando se poderia ficar com sua vaga na garagem. Nota: 1

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A casa é sua

20 de outubro de 2014 1

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Elias Ricardo Figueroa Brander, foi zagueiro do nosso Radioso de Luz, Varonil, entre os anos de 1971 e 1976, com diversos títulos no currículo e personagem de jogos memoráveis, eleito o melhor jogador da América e do Mundo. Autor daquele gol iluminado, em 1975, contra o Cruzeiro, levando o Internacional ao encontro do título de Campeão Brasileiro.

Figueroa, além de ser o melhor de sua época, jogador de copa do mundo, e ter escolhido jogar no Internacional ao invés de ter ido para o Real Madri, tinha um diferencial, simbolizado pela sua clássica frase: “A grande área é a minha casa, aqui só entra quem eu quero!”. Esse objetivo ajudou Don Elias a ser o zagueiro tão admirado que é e, por consequência, o levou às conquistas pelos clubes que passou. Acredito, inclusive, que esta frase deveria ser um mantra na cabeça dos nossos zagueiros.

Portanto, com muita atenção, suplico que Ernando e Paulão repitam comigo, agora:

“A grande área é a minha casa, aqui só entra quem eu quero!”

De novo, com mais vontade:

“A grande área é a minha casa, aqui só entra quem eu quero!”

Pronto! Agora temos um objetivo, minha zaga amada! Vamos tentar jogar com mais
vontade e defender nosso território, nosso time, nossas cores, nossa torcida, enfim,
nosso clube!

Meus queridos Ernando e Paulão, nunca pedirei que tenham o brilhantismo, a habilidade e a classe do nosso Figueroa, mas que pelo menos tenham a vontade jogar e o querer proteger a nossa casa.

Portanto, não deixem acontecer novamente o que ocorreu nesse jogo contra o Corinthians. Dois gols inexplicáveis, sem sentido, sem levar em consideração a tremenda insegurança que temos quando alguma bola chega na área.

Dominamos o jogo, ficamos mais tempo com a posse de bola, porém estávamos com a nossa casa de portas e janelas abertas, prontos para um Corinthiano saquear tudo, assim como saqueou.

Peço coisas simples, proteção, só isso; pois cansei de pedir proteção divina para não tomarmos gols, e através desta minha crença e suplicas, descobri que São Jorge está com eles, logo me basta ter fé em vocês Paulão e Ernando.

 

Tiago Allmer

 

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As notas de Internacional 1 x 2 Corinthinas

20 de outubro de 2014 1

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O Inter teve posse de bola mas não teve posse do jogo. Leia aqui as notas do Alambrado.

Alison: das quatro bolas chutadas a gol levou três: um foi anulado e a outra bateu no poste. Mostrou hoje que não faz mágicas e, por isso mesmo, não serve. Nota 4.

Wellington Silva: obviamente voltou fora de ritmo, em alguns lances deixou a marcação para o Dalessandro e voltou caminhando. Não teve culpa no cruzamento do primeiro gol. Nota 3

Paulão: foi o segundo pior em campo. É ele quem grita “ Mandrake “ pra zaga do Inter ficar parada em lances importantes. Só pode. Nota 1.

Ernando : errou na marcação e também ficou assistindo de camarote aos dois gols do Corinthians. Se liga, meu.  Nota 2.

Fabrício: conseguiu entregar atrás e errar na frente. Manteve a média: fez uma partida terrível. Nota zero.

Willians: quando o Inter perdia de um a zero errou um passe de dois metros. Depois, tentou o teatro. O juiz não gostou da atuação dele – eu menos ainda. Nota 2.

Aránguiz: se movimentou bem, principalmente no primeiro tempo quando meteu uma cobrança de falta na trave. Caiu de produção no segundo, os ares da seleção chilena nunca fazem muito bem pra ele.  Nota 3.

Alex: hoje foi o Soneca do time. Falta ensaiada e ele fica olhando pra torcida? Que isso, rapaz? Longe de ser o Alex que vinha empolgando no time. Hoje ficou devendo. Nota 3.

Dale: jogou com inteligência mas muito bem marcado. Deu movimentação ao time do Inter e ajudou o time a ter a posse de bola do jogo. Nota 6.

Alan Patrick: por favor, alguém avisa pra ele que o grenal acabou e que ele precisa mostrar jogo pra continuar vestindo a camisa do Inter. Nota 2.

Valdívia: Instável. Precisa amadurecer, jogar mais concentrado. Pensar menos no Instagram e mais em como dominar bem uma bola. Nota 2.

Nilmar: deu novos ares para o nosso ataque. Estava no lugar certo quando a zaga do Corinthians deu uma de zaga do Inter. Nota 7.

Jorge Henrique: cisca, cisca, cisca e nada. Seria melhor ter deixado o Wellington Silva pra pegar ritmo de jogo. Nota 3.

WP9: mostrou mais uma vez porque merece a reserva. Aprendeu com o Moura a fazer faltas de ataque ridículas. Nota 2.

Abel: é ele quem escala o Fabrício. E mais: com um centroavante como o Nilmar deve preparar o time para essa mudança. Hoje, no primeiro tempo, a única jogada dos armadores colorados foi botar o Nilmar pra correr. Precisa mais do que isso. Precisa da mão de um treinador. Nota 3.

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Feliz aniversário, Rei!

16 de outubro de 2014 9

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O ano é 77. Meu primeiro jogo no Beira-Rio. Inter 1 a 0 no Colorado, do Paraná. Gol dele.

Eu o vi ganhar Grenal, ser Campeão Gaúcho dentro do Olímpico, em 1978.

Eu e todo o Brasil nos indignamos quando ele ficou de fora da Copa da Argentina pra que o Chicão – um volante tosco e irrelevante, fosse convocado.

Eu testemunhei a ousadia da crônica esportiva paulista querendo compará-lo ao Mococa – um esforçado meio campo do Palmeiras.

Então, eu vi a maior atuação de um jogador de futebol nestes meus 42 anos de vida, justamente nesta semifinal de Brasileiro.

Eles queriam Mococa? Eles tiveram Falcão. Por três vezes naquele jogo. Fora o baile.

Eu e um Beira-Rio lotado vibramos com aquele segundo gol contra o Vasco, na final que nos deu o tricampeonato invicto do Brasileirão.

Eu lamentei com ele aquele petardo na trave do Nacional do Uruguai, naquela final de Libertadores de 1980.

Eu ganhei um segundo time quando ele foi vendido para a Europa no início da década de 80 e, como todo mundo que ama futebol, também reverenciei o novo Rei de Roma.

Eu saí correndo e gritando com ele naquele gol contra a Itália, na Copa de 82 e chorei junto pela dolorosa eliminação.

Quando voltou ao Brasil para defender o São Paulo, eu também fiquei desconfortável como ele naquele amistoso de estreia justamente contra o Inter.

Eu vibrei com sua volta ao Beira-Rio como técnico em 1993 e 2011, quando eu

o vi ganhar um Grenal quase impossível e um improvável campeonato gaúcho dentro do Olímpíco. Mais uma vez.

E lamentei profundamente sua saída do clube por todos os motivos políticos e nenhum futebolístico.

Confesso que eu também me chateei com ele porque nunca tinha ouvido uma declaração pública de amor ao Inter. Daquelas que a gente vê sair da boca de tantos ídolos de outros clubes.

No dia 5 de abril de 2014, na festa de reabertura do Beira-Rio, eu o vi passar por cima do orgulho ferido, da mágoa e da injustiça para dar a prova de amor que só os maiores podem dar.

E ele estava lá, novamente fardado, novamente em campo, novamente ovacionado por um Beira-Rio lotado.

Então, como milhares de colorados naquele momento, eu também chorei.

Por ter o nosso maior ídolo de volta e a certeza de que todo o nosso amor sempre foi correspondido. Acima de qualquer coisa. Acima de tudo.

Rei, maestro, craque, ídolo. O maior a vestir nosso manto encarnado.

Feliz Aniversário, Paulo Roberto Falcão.

E tenha certeza de que, como você mesmo disse no final daquela linda festa:

Nada vai nos separar.

 

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Inter. Às vezes te odeio por quase um segundo.

13 de outubro de 2014 2

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40 minutos do segundo tempo, nosso time tinha recuado. Fred, logo o Fred, faz de cabeça e empata um jogo que poderia ter sido facilmente liquidado em jogadas anteriores pelos pés do Alan Patrick ou do Alex. Um choque de frustração – reforçado pelo vexame da semana passada: levar 5 da Chapecoense, meu amigo, e poucos dias depois colocar mais de 28 mil torcedores no estádio não é para qualquer um. É só para colorado.

O sentimento pelo clube nos leva da ira ao amor em segundos. Em apenas um chute. Valdívida pagou o que estava devendo na hora certa – no instante em que mais precisamos. Mas, se olharmos para trás, vamos ver que a nossa história está repleta de casos assim. Sem falar dos anos 90 em que sofremos, ouvimos, mas que também sobrevivemos. E sempre na primeira divisão do futebol brasileiro.

A seleção brasileira passou pela maior vergonha de toda sua história na última Copa do Mundo. Jogando em casa, um papelão. A goleada sofrida para a Alemanha deixou pequena qualquer lembrança da final de 50. Alguma dúvida de que, na próxima Copa, estaremos todos de verde e amarelo acreditando no hexa? Por mais morta e cretina que seja a seleção ela representa tudo que sentimos pelo melhor futebol do mundo: o nosso.

Este Brasileirão está sendo marcado pelos altos e baixos. O próprio líder levou três do Flamengo ontem e emendou a sua segunda derrota consecutiva. É pouco, né? Mas você já imaginou se a Raposa perde este campeonato? Os caras estão na liderença há muitas rodadas. Já pensou ser ultrapassado na reta final? Mais amor e ódio do que isso, impossível.

Eu continuo acreditando. Não adianta ficar lembrando todos os pontos que perdemos, o jogo contra o Figuerense, o primeiro tempo contra o Cruzeiro, a vergonha contra a Chapecoense. Devemos lembrar apenas que estamos na segunda colocação e que muita gente gostaria de estar neste lugar. Vale lembrar que o futebol não tem lógica. E, principalmente, não esquecer que, quem está na cola do líder é o Colorado, é o Campeão de Tudo. É só entrar em campo domingo que, depois, eu te amo mais.

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