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Recuo do mar em algumas praias catarinenses

14 de agosto de 2017 0

Hoje conversamos com professor do Curso de Oceanografia da UFSC,  Felipe Pimenta. Ele nos ajudou a explicar o que aconteceu para que ocorresse o forte recuo do mar no fim de semana.

Tudo começa pelo que os oceanógrafos chamam de Transporte de Ekman, um fenômeno que ocorre todo o dia e aqui no Hemisfério Sul faz a água superficial se mover a esquerda do vento predominante.  A imagem abaixo representa essa condição.

ekmanEsse fenômeno é quase imperceptível.

O QUE OCORREU DESTA VEZ?

Ao longo dos últimos dias tivemos a presença de um forte Anti Ciclone (Alta Pressão), na altura da Argentina, representado na figura abaixo. Esse sistema meteorológico tem seus ventos soprando na direção anti-horária, o que é representado na imagem pelas setas na cor preta.

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Como a intensidade desse Anti Ciclone foi fora do padrão ele ajudou a acentuar o transporte de Ekman, fazendo com que recuo do mar fosse extremamente perceptível em muitas praias.

OUTRO FATOR

Outro fenômeno que contribui para o recuo do mar foi a lua cheia dos últimos dias, ou seja, a maré de Sizígia,  quando os efeitos lunares e solares atuam em conjunto, e reforçam uns aos outros, produzindo as maiores marés altas e as menores marés baixas. 

ONDE ACONTECEU?

O recuo do mar foi registrado em várias praias catarinenses. Em Balneário Rincão, por exemplo, o mar chegou a recuar 50 m no sábado, e os ventos de Nordeste chegaram 67 km/h em alguns momentos deste dia no Litoral Sul do estado. Na Praia do Pântano do Sul, na Capital, o mar também recuou e ainda no sábado foi possível avistar um barco que normalmente fica totalmente coberto pela água.

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Foto: Praia do Pântano do Sul, Florianópolis. Imagem: Samira Kuball

Outras praias catarinenses que tiveram esse grande recuo do mar entre sábado e domingo foram:

Balneário Camboriú

Praia da Atalaia, em Itajaí

Porto Belo

Lagoa Santo Antônio,  em Laguna

Praia de Itapiruba, em Imbituba 

Esse fenômeno foi registrado em partes do Litoral, entre o Uruguai e São Paulo, entre sexta e domingo.

Vale lembrar que isso não tem nada a ver com tsunami. Tsunamis ocorrem por conta de terremotos no mar que acabam causando ondas gigantes.

Postado por:

Leandro Puchalski – Meteorologista

Bianca Souza – Técnica em Meteorologia

 

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