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Nunca diga adeus

29 de abril de 2012 30

A vida é feita de ciclos. Quando um termina, outro se inicia. O meu como blogueiro no ZHesportes , portal do Grupo RBS, se encerra neste 30 de abril. Com saldo extremamente positivo, pois quando surgiu a ideia havia a certeza da audiência. Só que junto veio um frison e até um certo receio de que os torcedores mais exaltados fossem deselegantes comigo nos comentários, a parte que mais incomoda quem escreve. Para mim não foi assim. Nos quatro meses de postagem o blog teve uma media mensal de 30 mil acessos. E comentaristas engajados, com livre direito a elogios e críticas, aceitas democraticamente.

Se repararmos que os temas procuraram – sempre que possível – serem didáticos e pouco factuais, a quantidade de participantes me orgulha. Por questões éticas, jamais interferi diretamente no dia a dia dos clubes, seja do futebol gaúcho ou de outras praças. Até abordei situações do cotidiano, coisas que acontecem à beira do gramado, nos treinos, nos jogos, nos gabinetes de diretoria, mas sempre com respeito. Amparado pela intenção de contribuir, de acrescentar algo ao futebol brasileiro como um todo.

Muitas pessoas tem questionado os motivos da interrupção. Perguntam o que seriam as “questões administrativas” citadas na minha justificativa. Ocorre que cada empresa tem um formato de gerir suas parcerias. Algumas com mais interação, outras com menos. Mesmo principiante nesta área, considero aceitável o desempenho editorial do blog. Difícil mesmo acabou sendo entender a engrenagem que move o todo. As dúvidas foram brotando, o tempo passando e as soluções que deveriam ser apresentadas foram ficando para depois. Isso me consome. Meu perfil claro e objetivo não permite seguir assim. Melhor parar.

Faço isso sem nunca dizer adeus. Gostei muito da experiência. Da fantástica interação com os leitores/torcedores. Esta relação se assemelha aos jogos, quando se está à frente de um time. A busca é sempre pelo melhor. No blog, pelo assunto cativante, pelo bom texto, pela exatidão nas colocações. No campo é pela vitória, pelo jogar bem, pelo funcionamento do plano de jogo. Pela suprema alegria do torcedor.

Obrigado a todos. Grande abraço.

Resultado bom é vencer

26 de abril de 2012 22

Até 19 de maio, dia em que saberemos quem será campeão da Champions League, os debates sobre as semifinais serão acalorados e incessantes. Ouviremos muito: foi injusto o Barcelona cair diante do Chelsea; o milionário Real Madri merecia melhor sorte contra o Bayern de Munique. Todo mundo terá uma opinião sobre os lances capitais dos jogos. Muitos vão lançar críticas sobre os estelares Messi e Cristiano Ronaldo, que desperdiçaram pênaltis comprometedores.

Também vai sobrar para os treinadores, donos de diversas opções de reposições no banco de reservas e que nem assim conseguiram reverter a desvantagem. Tudo isso faz parte do futebol moderno. Nele, só existe um resultado possível: vencer. Melhor é aquele que ganha, mesmo que jogue menos que o adversário. Que ataque pouco e defenda muito. Quem ganha é protagonista da história. Os derrotados se transformam em meros coadjuvantes.

Na minha concepção, esta reta final de Champions League ainda está devendo. Pelo menos taticamente, porque em termos de organização os europeus seguem dando show. Fazendo festas lindas nos jogos decisivos de seu principal torneio de clubes. Dentro de campo faltou alguma coisa.

Talvez pelo fato de ter no Barcelona um time a ser batido de qualquer maneira, acabou brotando um anti-futebol no Chelsea. Os ingleses usaram a tática da neutralização. Não tentaram superar os espanhois com um jogo próprio. Foram eficientes e chegaram à final. No confronto entre Real Madri e Bayern a qualidade técnica foi menor, mas a competitividade pulsou mais. Pena que a vaga do segundo finalista foi definida em cima de erros individuais. Nas cobranças de penalidades. Qualquer um que passasse estaria de bom tamanho, mas me pareceu que o Real sentiu a pressão e a ansiedade de conquistar um lugar que desde o começo da competição estava reservado ao seu maior rival, o Barça.

Adeus próximo
Por questões administrativas, a partir do mês de maio o “Blog do Roth” não será mais veiculado em ZHesportes, portal do Grupo RBS. Aos leitores que têm acompanhado e contribuido com comentários, sinceros agradecimentos.

Está tudo errado?

24 de abril de 2012 8

No futebol atual, o que manda são os resultados. Em clubes grandes, mais ainda. Perdeu, está tudo errado. A semana de alguns times de enormes torcidas iniciou sob um clima de amargura e desconfiança. Tudo causado pelos fracassos do domingo. Esta é a hora mais dura para todos. Aquela em que a emoção supera a razão. Quando começa a caça às bruxas, com grande incentivo da mídia, que adora ver o circo pegar fogo. Sempre que isso acontece, as novidades são diárias. Não precisa procurar notícias. Elas brotam – verdadeiras ou não – espontaneamente.

Mas vamos aos fatos. A esta altura da temporada, com as competições em fases embrionárias e fracas tecnicamente, presenciar um tropeço é muito ruim. Gera um tsunami de incertezas e desconfianças. Se gastou muito para montar o time, a direção fica inquieta, pois acreditava que todos os problemas já estavam solucionados para o ano. Caso tenha feito apostas em jogadores de menos nome, a convicção fica ainda mais abalada. Sem falar nas cobranças por investimentos maiores, para fugir da pressão da torcida. E da mídia.

O que normalmente ocorre nestes casos é a falta de encaixe da equipe. Muitas vezes um pouco de rodagem, de se deparar com situações de difícil solução, em jogos que não se pode perder. Levar um 2 a 0 no primeiro tempo, por exemplo, é terrível para um time que está acostumado a ter o controle do jogo. E que mesmo quando sai perdendo, reverte o placar mínimo. Quando a vantagem do adversário é maior, complica.

Tem outros casos também. Aquele do time que começa a obter resultados sem apresentar um padrão de jogo confiável. Joga e ganha. Joga e ganha. Lá na frente, quando tudo parece estar encaminhado, a curva de rendimento vira para baixo e o time entra em queda livre justo quando não poderia fazer isso.

Mas é assim mesmo. Cabe aos dirigentes a análise de situação. Estará nas suas mãos a tarefa de diminuir ou prolongar o sofrimento de todos – torcida inclusive – até o final da temporada.

Adeus próximo
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Gigante nas cordas

22 de abril de 2012 12

O futebol continua praticamente o mesmo, mas os resultados dos últimos dias têm deixado o Barcelona nas cordas. Perdeu para o Chelsea a primeira dos mata-matas da Champions League. Derrota também no clássico contra o Real Madri (2 a 1, sábado), quando praticamente deu adeus ao título espanhol. Não está fácil a vida deste time que virou alvo número um dos rivais europeus nesta reta final de temporada. Imagine o esgotamento físico e mental destes jogadores. E de todos os outros profissionais que trabalham nas linhas barcelonistas.

Discutir a qualidade do time azul-grena é chover no molhado. A questão que se impõe no momento é perceber que o vento já não sopra tão a favor. E que isso precisa mudar rápido, sob pena de não atingir as conquistas que todos esperavam desde o início das competições, onde sempre entrou como favorito quase absoluto. No jogo contra o Chelsea, a bola teimou em não entrar, claro. Mas ao fim do confronto, havia um semblante de preocupação nos espanhóis, pois os ingleses encararam o confrotno com uma guerra de duas batalhas. E venceram a primeira. Na rodada do final de semana da Premier League, pouparam oito titulares contra o Arsenal, mostrando que no segundo mata-mata vão jogar a vida.

O Barça não pode fazer o mesmo. Tinha um clássico no sábado, para tentar salvar o campeonato local. Se desgastou e não conseguiu. Agora vai ter que reagrupar. Possui qualidade, é evidente, mas como disse antes, dá sinais de desgaste. Sem falar que o adversário pela frente agrega força e boa técnica. Além de jogadores decisivos e uma ambição incomum por este título inédito de campeão europeu. Há muita coisa em jogo de ambos os lados.

Na outra semifinal, o Real Madri tenta reverter a vantagem de 2 a 1 do Bayern de Munique. Os madridistas entram a semana na maior expectativa. Tem chance de garantir vaga na final da Champions e de ver o Barcelona fora da briga. O sonho no Santiago Bernabeu é um só: Real campeão espanhol e da Europa, deixando pelo caminho o rival hiperbadalado. Mas entre sonho e realidade, há muito caminho a ser percorrido. A sorte está lançada.

Adeus próximo
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Oscar ontem. Oscar hoje.

19 de abril de 2012 38

Não sei quem está com a razão no caso do jogador Oscar. Se São Paulo FC ou SC Internacional. Isso é assunto para juristas. Homens de toga. O que posso dizer é que o Oscar de hoje é muito diferente daquele que aportou no estádio Beira Rio em 2010. Chegamos quase juntos, em minha última passagem pelo clube da avenida Padre Cacique. Então com 18 anos, surgia como um garoto promissor, mas que ainda carecia de afirmação, amadurecimento, choque de realidade. Passados quase dois anos desta epoca, fica claro que ele evoluiu muito. Como atleta e homem.

Mais uma vez sem tomar partido sobre quem tem razão no caso, posso dizer que alguns fatores atualmente fazem Oscar valer ouro. Na sua chegada ao clube, mostrava-se talentoso mas franzino. Sem falar que seu jogo era limitado a duas funções, atuando como meia ofensivo ou segundo atacante. Em seis meses de adaptação, se transformou. Aprimorou a parte física. Ganhou força, velocidade, encorpou. Foi burilado aos poucos, jogando na equipe B, que disputou o Campeonato Brasileiro sub-20.

No começo de 2011, quando mostrou-se pronto, foi alçado ao grupo principal, onde chegou confiante, maduro e determinado a vencer. Dentro de campo, ainda haviam correções a serem feitas. Caia demais no contato com os adversários, mesmo estando mais robusto. Também não mantinha a intensidade do jogo, oscilando bastante durante as partidas. Acolhido pelo grupo e posto para sofrer pelos defensores mais experientes, Oscar assimilou a nova dinâmica e se firmou.

Como eu era o técnico do Inter nesta epoca, pude testar a versatilidade do menino em algumas ocasiões. E em todas elas ele deu boa resposta. Hoje ele segue atuando como foi descoberto no São Paulo, de meia-atacante. Mas muita gente dentro do Beira Rio já sabe que ele também pode jogar como armador da equipe, graças a sua rapidez de raciocínio e qualidade técnica. E até como uma espécie de volante, um homem de composição, numa função mais recuada. Agregando estas novas facetas táticas, já temos um total de quatro posições em que ele pode ser usado, com qualidade.

Ai vem a pergunta: um jogador de 20 anos, que pode atuar em quatro funções do meio para a frente e que faz gols, vale quanto mesmo?

Maiores abandonados

17 de abril de 2012 7

Na hora de decidir os campeonatos regionais, uma legião de jogadores das equipes pequenas não consegue pensar apenas nos jogos. Divide as atenções do hoje com as dúvidas sobre o amanhã. Em um cálculo superficial, dá para dizer que algo em torno de 70% dos jogadores que estão em atividade nos Estaduais vai estar sem emprego antes que o mês de maio chegue. É impossível querer que alguns tenham concentração máxima para ser um entrave, enquanto equipe, aos grandes clubes.

O calendário no pais do futebol é cruel demais. De janeiro a maio, temos um mínimo de 20 campeonatos locais com média de 18 clubes participantes. No total, 360 elencos com cerca de 30 jogadores cada, dando emprego a pelo menos 10.800 atletas em suas primeiras divisões. Quando o Campeonato Brasileiro chega, o número cai drásticamente. Entre as séries A, B e C, atingimos 60 clubes, com grupos de 30 jogadores, que garantem emprego a 1.800 atletas. E os outros 9 mil, pra onde vão? Intala-se um “Deus nos acuda”, um clima de desespero.

Como não são robos cibernéticos, totalmente programáveis, estes seres humanos começam a viver o drama do abandono pelo menos um mês antes de chegarem as fases decisivas das competições caseiras. O homem não consegue ter bom rendimento no trabalho quando está cercado pela incerteza. Idem com o jogador de futebol, que gosta sempre das coisas às claras.

Em meio ao clima de instabilidade psicológica, alguns deles são “jogados à arena” para enfrentar as feras dos clubes grandes. Os afortunados, donos de calendários completos, salários robustos, condições físicas invejáveis, sonhos realizáveis. Vidas fora de campo tranquilas.

É a realidade. Dura realidade para os coadjuvantes dos campeonatos estaduais.

Time milionário, jogo pobre?

15 de abril de 2012 11

Uma ilusão permeia boa parte do mundo do futebol. Aquela de que time milionário é certeza de conquistas. Ai a bola rola e os resultados mostram que há outros caminhos mais coerentes. Se contratar jogadores caros significasse faixa no peito, hoje o Chelsea deveria estar no topo de todas as competições do planeta. Seguido do Manchester City, talvez Real Madri. Sem falar nos nossos “ricos” aqui do Brasil que todos conhecem e eu nem preciso citar. Os mesmos que todo ano enfileiram compras bombásticas e que nunca avançam nos projetos que dizem ter para o futebol do clube.

A Premier League Inglesa é a mais rentável do momento e de lá vem alguns exemplos a serem analisados. Com investimentos modestos se comparado aos concorrentes diretos, o Manchester United segue apostando na estrutura que montou ao longo dos anos. E também na filosofia de jogo e de formação de times adotadas por Alex Ferguson. Desta maneira, toda temporada se mantém na luta por algum título. Mesmo viés do Barcelona, o sucesso do momento. Do Liverpool vem outra dica.

Damien Comolli, o diretor encarregado de produzir um time de chegada, em pouco mais de um ano, gastou mais de R$ 300 milhões em compras. Como a equipe travou no modesto oitavo lugar até aqui, a direção não quis saber de tirar o treinador. Quem caiu foi Comolli.

No Brasil as coisas andam mais devagar. Mas a cada dia que passa, são os executivos os responsáveis pela vinda dos novos jogadores. O debate com a comissão técnica se mantém, mas a decisão está cada vez mais nas mãos destas pessoas, que por sua vez ainda não têm quem avalie seus desempenhos. E isso intefere diratamente na vida dos comandantes técnicos, que ainda são o “ficha um” na hora que alguem opta pela mudança de rumos no futebol do clube.

No céu
O cronista esportivo Cláudio Cabral nos deixou, mas jamais será esquecido. Um abraço de conforto à família.

Começou a aparecer

12 de abril de 2012 15

Parece que ficou no passado os feitos dos times pequenos na Copa do Brasil. A epoca em que derrubavam os grandes já era. Pelo menos é isso que temos visto a cada rodada da competição. Começou a aparecer quem vai dar as cartas. Times de tradição, como Atlético Mineiro, São Paulo, Palmeiras podem até não jogar grandes partidas, praticar um futebol de encher os olhos, mas têm seguido à risca a cartilha do torneio. O importante é ir encorpando, crescendo jogo a jogo, até se verem frente a frente com algum outro gigante.

É mais ou menos o que ocorre na Copa Libertadores também, só que ai com algumas surpresas. Entre elas o baixo rendimento das equipes uruguaias, como Nacional e Peñarol, ocorrendo o mesmo com o Chivas Guadalajara, do México. Sem saber detalhes, me parece que foram equipes que não conseguiram decolar na competição e morreram logo nesta fase preliminar. Diferentemente dos argentinos Velez Sarsfield, Lanús e Boca Juniors, que têm bons números e vão em frente. O Boca mandou um alerta geral, ao ganhar do Fluminense em pleno Rio de Janeiro quarta-feira. Está bem vivo, como manda a tradição.

Há um ponto em comum nas duas competições que pode ser decisivo: a definição dos confrontos das fases seguintes. Basta ver que tem times que rendem mais jogando fora de casa. Outros, usam o fator local como peça fundamental. E neste caso tem a peculiaridade de alguns estádios estarem fora de rota, devido aos preparativos para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Detalhes tão pequenos que na hora da decisão ficam enormes.

No geral, tudo igual

10 de abril de 2012 16

Passados mais de três meses desde o início da temporada 2012 e, no geral, segue tudo igual dentro das quatro linhas. Olhando os jogos dos Estaduais do Brasil inteiro, além de Copa do Brasil e Copa Libertadores, percebe-se que ainda não há time que tenha um diferencial.
As variações táticas seguem as mesmas. Quando a coisa aperta, o 3-5-2 ainda ajuda bastante. Na hora do clássico, 4-2-3-1 e bola pra frente. Para manter a imagem, 4-4-2. Se o adversário não mete medo, pra cima dele num 4-3-3. Aqueles que no final do ano passado sonharam clonar a magia do Barcelona, já abriram mão e se voltaram para os resultados imediatos.
Outros clubes ainda estão envoltos na tarefa mínima de montar uma equipe encorpada, que alimente o sonho dos torcedores por títulos. Mas não está fácil. Achar o caminho para tanto demanda tempo. E esse ingrediente encontra-se em extinção no cenário nacional.
Quem está no comando técnico precisa equilibrar diversas situações. Já o pessoal que vive da porta do estádio pra fora, quer futebol bonito, resultados expressivos e que os jogadores preferidos da maioria jogue. É um desafio diário e desgastante. Algumas situações são até desconexas.
Tem time que vence toda semana, mas os críticos reclamam do placar. Um outro, bateu todos os times do Interior, mas empatou o clássico e pronto: caíram de pau. Nem vou falar de um caso no Rio Grande, onde o técnico finalista perdeu o emprego antes da final. Que coisa estranha.
Mas é assim que o mundo da bola vive. Como ninguém tem certeza de nada, vale sempre aquela máxima que se repete entre os inseguros: a grama do vizinho sempre vai parecer mais verde que a nossa.

Verdade caseira

08 de abril de 2012 8

Ao deixar o campo depois do jogo de sábado, oitava vitória seguida do São Paulo no Paulistão, desta vez contra o Mogi Mirim por 2 a 0, um repórter perguntou a Luís Fabiano em que nível está sua equipe, líder do regional paulista, um dos mais fortes do pais. Resposta clara e objetiva: “Agora é que vamos saber. Mas estamos no caminho certo”. Com desempenhos iguais ou um pouco abaixo, a maioria dos grandes clubes do Brasil vivem situação parecida. Têm sobrevivido bem aos Estaduais, contam com três meses de temporada, times mais ou menos alinhavados, e agora começam a ser realmente testados.

Em razão da falta de datas no apertado calendário do futebol brasileiro, a maioria das formulas de disputa dos torneios caseiros optou por sistemas de mata-mata nas fases decisivas. Isso dá um tom de emoção, de maior competitividade, mas ao mesmo tempo pode trair os desavisados. Tanto os dirigentes quanto os formadores de opinião precisam ser criteriosos nessa hora, sob pena de colocarem a perder um trabalho que começa a se estabelecer como promissor.

No sistema eliminatório por um jogo só, o time que tem mais rodagem e atletas experientes, leva uma certa vantagem. Só que isso não basta. Precisa estar em dia com a parte física. A cabeça também tem que estar boa, focada apenas no objetivo da equipe. Atenta a tudo. Às dicas que normalmente o pessoal da comissão técnica passa. Jogos equilibrados são decididos nos detalhes. Numa boa leitura tática. Naquela bola parada. Em uma jogada invertida para um contra-ataque em velocidade. Coisas que premiam o trabalho do dia a dia, que é forjado justamente para um momento assim. Pra hora da verdade.