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Gerente de Futebol do Tigre diz que novidades só serão anunciadas em janeiro

10 de dezembro de 2012 4

Foto Mauricio Vieira

A tarde desta segunda-feira foi de esclarecimento para a torcida do Criciúma. O gerente de Futebol Rodrigo Pastana concedeu coletiva no início da tarde, no Estádio Heriberto Hülse. O dirigente começou a coletiva explicando a recente visita de parte da diretoria do clube às cidades de Rio e São Paulo:

— A viagem não foi apenas a negócios. Fomos prestigiar uma palestra do nosso preparador físico Márcio Correia (no Footcon). Na segunda-feira, ficamos em São Paulo fazendo contatos. Nos outros dias, participamos do mesmo evento que o Márcio palestrou. Nós estamos nesta busca contínua de formar uma bela equipe para o Campeonato Catarinense e para a Série A. Muito se fala na Série A, mas é preciso ter o foco principal no Catarinense. Há muito tempo o Tigre não vence a competição, queremos vencer o Catarinense em 2013. Estamos nos preparando, principalmente, para o Catarinense.

Pastana aproveitou também a oportunidade para explicar a situação do atacante Lucca, que foi destaque na campanha que levou o Criciúma de volta à Série A e que também esteve recentemente em São Paulo:

— Não há nenhuma proposta para o Lucca. Nenhuma proposta formalizada. O Lucca tem 100% de seus direitos econômicos e federativos pertencentes ao Criciúma. Ele tem, sim, como procuradores o grupo Sonda. Ele foi à São Paulo a passeio e para conversar com os procuradores dele. O pensamento dele é se tratar o quanto antes para jogar as finais do Catarinense e a Série A pelo Criciúma.

O gerente de Futebol explicou que o Criciúma está em busca de novos contatos, sim, mas que não pode e nem deve anunciar nada até o mês de janeiro. Segundo Rodrigo, quatro atletas já estão contratados pelo clube, restando apenas algumas questões burocráticas para finalizar a contratação. A informação oficial é de que o setor de meio-de-campo é o mais preocupante para o tricolor. Volantes e meias são as posições mais visadas por Pastana e Comelli, que estão trabalhando juntos para a formulação do elenco para a próxima temporada. As posições dos atletas contratados não foram reveladas. A participação de Comelli no processo foi salientada por Pastana, que explicou a situação de alguns atletas que participaram da campanha da Série B:

— Estou falando com o Comelli diariamente. Dos atletas que aqui estão, o Matheus já renovou, o Marlon deve renovar entre hoje e amanhã. Com o Valber não houve renovação, parece que ele acertou com o Linense. E o outro atleta é o França, que tem uma negociação um pouco mais complexa, a gente ainda esta conversando com ele.

Pastana comentou ainda que o mercado está aquecido no momento, mas que os clubes estão ainda pedindo valores muito altos em proporção à oferta de atletas e por isso é melhor ser cauteloso no momento. Segundo o dirigente, o Criciúma dispensou muitos jogadores porque quer fazer uma equipe no padrão da Série A, mas que não possui caixa para disputar jogadores que estão à disposição em clubes de grande porte.

Uma parceria com um clube maior não foi descartada pelo gerente de Futebol, mas se houver, é preciso analisar bem a proposta. Pastana aproveitou também para falar sobre a pré-temporada do Criciúma e o início do Catarinense:

— A “priori”, a pré-temporada será toda em Criciúma. As quatro primeiras rodadas do Estadual podem ser feitas com equipe mista. Nossa pré-temporada vai durar 30 dias. Como (o Catarinense) começa dia 20, vamos montar de uma forma que as quatro primeiras rodadas tereremos uma equipe mista, ainda por conta da formação do elenco.

Criciúma busca um "chefe" dentro de campo

13 de julho de 2012 1

Foto: Maurício Vieira

O Criciúma não cansa de dar alegrias ao torcedor com a excelente campanha no Campeonato Brasileiro da Série B, mas de vez em quando dá alguns sustos. Contra o Boa Esporte, na última terça-feira, o time repetiu o mesmo drama contra o Bragantino, na segunda rodada: chegou a estar venceu por 4 a 1, mas, no final, permitiu a reação do adversário e quase deixou escapar uma vitória que parecia tranquila.
Após a vitória sobre o Boa, o técnico Paulo Comelli diagnosticou o problema: falta ao time um líder para dar uma “sacudida” nos companheiros em algumas situações.

Hoje, o capitão é o goleiro Douglas Leite, mas que, pela limitação da posição, não consegue acompanhar e orientar os colegas nos momentos mais complicados.
Paulo Comelli fez do Tigre um gigante na Série B, mas ainda busca o “chefe” dentro de campo. Quem poderia ser “a voz de Paulo Comelli” dentro de campo?

Os candidatos

Zé Carlos — é o mais respeitado dos jogadores, cobra e “agita” os companheiros e sempre fiscaliza a arbitragem, mas tem um comportamento explosivo que pode atrapalhar as atribuições de um capitão.

Valber  — aos 30 anos o meia acumula experiência por passagens por clubes como Goiás, Portuguesa, Avaí, Atlético-PR e Ponte Preta, mas não é do tipo de jogador com discurso vibrante.

Ozeia — o zagueiro quando foi titular no Campeonato Catarinense chegou a adotar o estilo “xerifão” na defesa. Gritava com os companheiros para tentar orientar o posicionamento do time, mas na Série B ainda não teve chances com Paulo Comelli e por vezes nem no banco de reservas fica.

Kleber — o meia é um dos jogadores mais participativos do meio-campo do Tigre. Aos 30 anos é também um dos mais experientes do elenco, mas também não tem uma comunicação ideal para um líder.

Nirley — o zagueiro é um dos mais antigos jogadores do time titular, o que o torna uma referência principalmente para os atletas mais jovens ou que estão no clube há pouco tempo. Se tivesse voz mais enérgica seria uma boa alternativa como capitão.

Elias — é volante com características defensivas e que tem boa comunicação com o grupo, mas não é titular absoluto, o que compromete a braçadeira de capitão.

Os 10 motivos para apostar no Tigre

09 de julho de 2012 18

Vice-líder da Série B, com a mesma pontuação do líder Américo-MG, 22 pontos, o Criciúma faz o torcedor sonhar mais forte com a Série A em 2013. Após nove rodadas, oi Tigre mantêm a sua pegada dentro do G-4 e mostra aos adversários que está com apetite. Uma das razões do sucesso do Criciúma é o bom momento do atacante Zé Carlos, mas existem outros nove motivos que ajudaram o Tigre a se firmar no topo da competição.

1) Atitude da direção na remontagem do grupo: após o fiasco no Campeonato Catarinense e Copa do Brasil e direção dispensou mais da metade do elenco e promoveu uma renovação radical no time titular. Foi o primeiro grande passo para começar bem a Série B

2) Os acertos de Paulo Comelli — O Tigre queria Toninho Cecílio para a Série B, mas acabou trazendo Paulo Comelli e a contratação foi mais do que acertada. Comelli foi feliz na remontagem da equipe e acertou na escolha dos titulares que se juntaram a Zé Carlos, Lucca e Nirley, os remanescentes do primeiro semestre.

3) A boa preparação física — o trabalho do preparador físico Márcio Correa também é um diferencial do Tigre na Série B. O time tem fôlego de sobra para jogar mais de 90 minutos e em vários jogos conseguiu marcar gol decisivos após os 40 minutos do segundo tempo.

4) Estabilidade no gol — no futebol costuma-se dizer que um grande time começa por um grande goleiro e um dos sucessos do Criciúma atende pelo nome de Douglas Leite. Abalada pela instabilidade do antecessor Andrey a torcida do Tigre ficou um pouco desconfiada com o camisa 1 no início da Série B, mas em pouco tempo as boas e regulares atuações do goleiro mudaram tudo.

5) A chegada de Waldeci Rampinelli — após a saída do diretor de futebol Rubens Angelotti o Criciúma trouxe novamente para a função Waldeci Rampinelli, que já havia sido diretor em 2002. Em Criciúma é quase um consenso que o dirigente colocou em ordem o vestiário, algo bem diferente do que aconteceu na Copa do Brasil e Estadual.

6) O crescimento de Lucca — eleito jogador revelação do Campeonato Catarinense, o meia-atacante Lucca não decepcionou na Série B e além de marcar gols também tem feito ótimas assistências para Zé Carlos. É uma referência nas jogadas agudas pela esquerda.

7) A volta do camisa 10 — longe de ser um jogador badalado, o meia Kléber é quem dá equilíbrio ao meio-campo do Criciúma. Muito elogiado pelo técnico Paulo Comelli, o jogador dá a falsa impressão de atuações discretas, mas é o “cérebro” do time na criação e distribuição das jogadas ao ataque do time.

8) Departamento de futebol com conhecimento — Paulo Comelli tem feito um grande trabalho a frente do time, mas tem na retaguarda um grupo de peso no Departamento de Futebol. Além do homem-forte Waldeci Rampinelli estão no grupo o gerente Rodrigo Pastana, o auxiliar Silvio Criciúma e o coordenador Marcos Vinícius Beck Lima.

9) A convicção do presidente Angeloni — O Criciúma tem um presidente que sabe o que quer e banca o que diz. Durante a especulação da possível saída de Zé Carlos o mandatário foi a público afirmar que nem Zé Carlos nem qualquer outro jogador deixa o time até do final do ano. As atitudes dele passam confiança ao elenco, aos diretores e torcedores.

10) A fase do atacante Zé Carlos — Zé Carlos é o autor de 50% dos gols marcados pelo Criciúma na Série B. É um jogador que está em ótima fase. Quando está em campo consegue fazer o time ser mais vibrante e impõe respeito aos adversários. Se o Tigre chegar a Série B, boa parte dos méritos serão creditados a ele.