Criciúma não irá reclamar para a CBF sobre o gol anulado na vitória contra o ASA
17 de junho de 2012 5Cristiano Rigo Dalcin/cristiano.dalcin@diario.com.br
O Criciúma não irá reclamar para a CBF sobre o gol anulado de forma equivocada pelo árbitro Eduardo Tomaz de Aquino Valadão. De acordo com o diretor de Futebol, Waldeci Rampinelli, a opinião pública é que irá condenar o árbitro diante das imagens da televisão.
Mesmo com a vitória e os três pontos na bagagem, Rampinelli entende que o Criciúma foi prejudicado, já que poderia ter um gol a mais de saldo, um dos critérios de desempate e que podem ser decisivo "lá na frente". Para o diretor de Futebol do Tigre, é responsabilidade da CBF punir a Federação Goiana de Futebol que disponibilizou um árbitro "sem condições para exercer a profissão".
— Eu não condeno o árbitro. Eu condeno a instituição do futebol brasileiro. O futebol precisa ser nivelado por cima e queremos subir para a Série A sem ajuda de ninguém, mas também sem ser prejudicados — explica.
O dirigente relata que o gol foi anulado pelo quarto árbitro Josevaldo de Melo e pelo delegado da partida, Ailton Olímpio da Silva, ambos da Federação Alagoana, já que o árbitro Eduardo Valadão bateu no peito para assumir a marcação do gol depois de perceber o auxiliar imóvel na lateral do campo.
— Os dois chamaram o árbitro quando ele estava no centro do gramado. E o árbitro estava tão perdido que foi conferir se havia um furo na lateral da rede e não no fundo, por onde a bola passou — relembra.
Já no vestiário, Rampinelli cobrou explicações do quarto árbitro e ouviu uma explicação inaceitável, já que os recursos tecnológicos são proibidos pela Fifa.
— O quarto árbitro disse que apenas falou para o árbitro segurar um pouco a partida pois iria conferir o lance no tape (da televisão) — conta.
Diante de um lance como esse, Rampinelli sugere a implantação do juiz de linha, como já acontece na Série A.

