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Posts de dezembro 2006

Ervas não são eficazes no tratamento da menopausa

30 de dezembro de 2006 0

A erva black cohosh, originária da América do Norte e do Canadá, conhecida como preta no país, e outras ervas selvagens usadas para controlar os calorões da menopausa não é mais eficaz do que um placebo, revela um novo estudo.

Publicado no The Annals of Internal Medicine, a pesquisa revelou que o tratamento com hormônio reduziu os calorões e os sintomas da menopausa, mas nenhuma terapia com as ervas teve eficácia.

– O resultado não significa que o tratamento hormonal deve ser recomendado para todos dos casos. As mulheres devem se lembrar que a menopausa é uma transição normal e que os sintomas passam com o tempo – disse Katherine M. Newton, autora principal do grupo de pesquisa do Group Health Center for Health Studies, de Seattle.

As mulheres que fizeram terapia hormonal tiveram mais dores na mama e distúrbios menstruais que aquelas que receberam placebo.

 

A pesquisa

  • Pesquisadores testaram 351 mulheres durante um ano.
  • As voluntárias foram divididas em cinco grupo.
  • O primeiro ingeriu 160 ml de black cohosh por dia, o segundo tomou a black cohosh com combinação de outras ervas.
  • O terceiro recebeu uma infusão multiervas e duas porções de soja diariamente. O quarto tomou doses diárias de estrogênio, e o quinto recebeu apenas um placebo.
  • Nem os pesquisadores, nem as mulheres, que anotaram seus sintomas num diário, sabia a que grupo cada uma pertencia.

Postado por Sílvia Lisboa

Terapia traz esperança para alérgicos a alimentos

30 de dezembro de 2006 0

Uma nova terapia para alergias alimentícias, baseada no consumo de quantidades mínimas e em incrementos progressivos dos alimentos perigosos, poderá trazer esperança a milhões de pessoas que sofrem de alergia deste tipo.

Desenvolvido pelo médico Wesley Burks, do Centro Médico da Universidade de Duke, a terapia compreende três etapas. Primeiro, um grupo de voluntários passou um dia no hospital consumindo pequenas quantidades dos alimentos ao qual são alérgicos.

A primeira dose é um minúsculo pedaço de amendoim ou de ovo, dois dos alimentos pesquisados, que vai aumentando gradativamente com o controle médico da reação. Em seguinda, as crianças com alergia voltam para casa, onde recebem uma dose diária do alergênios (tipo de medicamento para controle da alergia). Voltam ao hospital a cada duas semanas e recebem um incremento da quantidade do alimento até chegarem a tolerar uma quinta parte de um ovo ou amendoim. Essa será a dose que deverão consumir diariamente.

Após dois anos, quatro das sete crianças pesquisadas com alergia a ovo estavam consumidando dois ovos mexidos sem apresentar sintomas, segundo o artigo publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology.

Nos casos dos alérgicos a amendoim, os resultados ainda não foram publicados. Agora, os estudos devem caminhar para determinar essa terapia tem resultados duradouros.

Postado por Sílvia Lisboa

Estudo rastreia toxoplasmose congênita em bebês

30 de dezembro de 2006 0

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) servirá de referência para que o Ministério da Saúde possa avaliar, no início do próximo ano, a inclusão definitiva dos exames de detecção da toxoplasmose congênita no chamado teste do pezinho.

O exame é capaz de detectar doenças em recém-nascidos por meio de gotinhas de sangue tiradas do calcanhar. Desde novembro, a toxoplasmose, conhecida também como doença do gato, começou a ser rastreada no Programa Estadual de Triagem Neonatal, o nome do teste do pezinho em Minas. A pediatra e pesquisadora do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da UFMG, Gláucia Manzan Queiroz, destaca que as gestantes são mais suscetíveis à contaminação - e a toxoplasmose pode ser transmitida da mãe para o feto durante a gravidez.

– Entre as infecções que acometem a criança dentro do útero, ela é uma das mais freqentes e que lesam de forma mais intensa – explica.

A intenção é que a partir do diagnóstico precoce seja possível evitar seqelas graves na criança decorrentes da toxoplasmose, como o comprometimento da visão e do sistema nervoso central, prejudicando o desenvolvimento dos recém-nascidos.

O estudo - uma parceria entre o Nupad e a Secretaria de Estado da Saúde - será realizado até abril de 2007. Nesse período de seis meses, deverão ser feitas triagens em cerca de 140 mil crianças nos 853 municípios de Minas. O sangue dos recém-nascidos é coletado entre 5 e 12 dias de vida e enviado para análises, que são feitas em Belo Horizonte.

De acordo com o Nupad, é a primeira pesquisa dessa dimensão feita no País. Um levantamento realizado na capital mineira entre setembro de 2003 e outubro de 2004 identificou um infectado para cada 1,5 mil nascidos. A expectativa é que a incidência no interior do Estado seja maior devido às condições sanitárias deficientes de regiões menos desenvolvidas. Nos trabalhos preliminares já foram identificados pelo menos sete casos de contaminação.

Embora a doença possa causar perda da visão uni ou bilateral e atraso no desenvolvimento da criança, em geral os recém-nascidos não costumam apresentar sintomas, observa Gláucia.

– Se a criança for tratada no primeiro ano de vida, você tem uma chance importante de impedir que essas lesões ocorram ou de reduzir a intensidade delas, diminuindo as seqelas – afirma ela.

A identificação da doença no teste do pezinho seria uma medida inovadora em termos de serviço público. %22No serviço privado, esse teste já está disponível há alguns anos%22, comenta Gláucia. Segundo ela, no Brasil a prevalência da doença entre as mulheres é muito elevada.

– Temos uma proporção que varia de 20% a 40% de mulheres em idade fértil que são suscetíveis. Isso num país em que as chances de infecção são muito elevadas, devido ao clima tropical, porque o contato do homem com o ambiente é muito freqüente e nem sempre as condições de saneamento são adequadas.

No resto do País, o teste do pezinho, normatizado desde 2001, quando o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal, está em fases diferentes de implantação. Em alguns Estados, são feitos o exame da fenilcetonúria e do hipotireoidismo congênito. Outros já incluem a anemia. Os mais adiantados têm ainda a fibrose cística.

Contaminação - A doença é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, cujo hospedeiro definitivo é o gato. Os ovos do parasita são eliminados pelas fezes do animal e a transmissão para o ser humano se dá principalmente pela contaminação do solo e da água. Na natureza, o protozoário pode infectar um grande número de mamíferos. O homem pode se contaminar pela ingestão de carne crua ou mal cozida, frutas, verduras e legumes crus, mal lavados ou lavados com água contaminada, além do contato direto com os gatos.

Postado por Sílvia Lisboa

Como fugir da preguiça sexual

29 de dezembro de 2006 0

O frenético ritmo de vida atual e os conflitos e rotinas entre os casais podem levar a uma falta de apetite sexual. O relacionamento íntimo que anteriormente era tão desejado, passa a ser indiferente ou até mesmo incômodo.

Para evitar que isso aconteça, é importante não deixar que a %22preguiça sexual%22 te vença. Esta %22preguiça sexual%22, como todos conhecemos, tem o nome clínico de %22Desejo Sexual Inibido%22 (DSI) e, embora qualquer pessoa passe por períodos de menor atividade sexual, uma preguiça prolongada pode ter conseqüências sérias para a relação de um casal.

O desejo é fundamental para as relações sexuais satisfatórias e se ele diminui, as relações começam a perder em quantidade e qualidade, até acabar eventualmente desaparecendo.

Muitos são os fatores que podem fazer com que o desejo sexual diminua. Os problemas entre o casal, os conflitos no trabalho, o estresse e as doenças comuns como a depressão podem influir ou desencadear esta apatia. Partos recentes ou certos medicamentos como os antidepressivos e os diuréticos também podem reduzir o apetite sexual.

Em algumas ocasiões, a pressão à qual estamos submetidos pode fazer com que o desejo diminua sem que isto indique um problema. Mas se a inapetência continuar pode derivar conseqüências físicas como problemas de ereção, nos homens, ou dores durante a relação sexual, para as mulheres. Em geral, as mulheres costumam sofrer mais do DSI que os homens, mas as diferenças diminuem cada vez mais. Igualmente, associamos esta disfunção à idade adulta ou madura das pessoas.

No entanto, os jovens também podem sofrer deste mal. Miguel Costa, psicólogo clínico na Espanha especializado na matéria, recomenda alguns procedimentos que devem ser levados em conta.

Em primeiro lugar, uma %22dieta sexual%22 onde se proíba o sexo ou até mesmo falar dele. Restabelecer a comunicação com o casal. O diálogo e a confiança no parceiro são fundamentais para que as relações se desenvolvam com normalidade. Depois, pouco a pouco, reiniciar a vida sexual, mas sem chegar ao sexo de fato: massagens, carícias, afeto até que a pessoa volte a sentir o desejo ressurgindo. Da mesma maneira, existem medicamentos que podem ajudar, como lubrificantes, pomadas e o Viagra.

Um especialista deve recomendar o qual é melhor para cada problema. Se o seu parceiro sofre do %22Desejo Sexual Inibido%22, o melhor a ser feito é acompanhar de perto o tratamento e ajudá-lo em sua recuperação.

É necessário dedicar atenção ao parceiro, animando-o em outros aspectos da vida para que ele veja sua auto-estima fortalecida. Uma boa idéia é propor novas idéias que facilitem a comunicação e a confiança entre o casal. Mas o mais importante é não exercer nenhum tipo de pressão a quem sofre do DSI, pois a ansiedade somente piorará as coisas.

Pouco a pouco, esta disfunção será corrigida e o casal poderá voltar a ter uma vida sexual completamente normal e satisfatória, sem maiores traumas ou complexos. Faça com que o diálogo seja a base da relação e o próprio casal sentirá o ressurgimento do apetite sexual. Dê adeus à preguiça e desfrute da vida íntima ao lado do ser amado.

Postado por Sílvia Lisboa

Japoneses e Diabetes

29 de dezembro de 2006 0

Mudança na alimentação é uma das causas do diabetes


  Um estudo realizado na cidade de Bauru, em São Paulo, com imigrantes japoneses mostrou que a alteração nos hábitos alimentares teve uma relação direta com o aumento do número de casos de diabetes, tornando essa população a campeã de incidência da doença no Brasil.


  Segundo a professora de Nutrição da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Teresa Gontijo de Castro, que participou da pesquisa realizada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), uma das razões do avanço da enfermidade foi a modificação do padrão alimentar deste grupo, caracterizado pela redução do consumo de fibras e aumento do consumo de gordura de origem animal e produtos refinados, o que elevou o índice de glicose (ou açúcar), colesterol e triglicerídios no sangue dos nipo-brasileiros.

– Em 2000, cerca de 90% dos descendentes japoneses de Bauru apresentavam dislipidemias. A prevalência de diabetes observada nesta população (36,2% em 2000) é maior que a observada no Brasil e no Japão, e está entre as maiores do mundo.

  O estudo analisou os hábitos alimentares e o consumo de gorduras numa população de descendentes de japoneses em Bauru, que apresenta elevada incidência de diabetes e doenças associadas.Teresa afirma que a importância de verificar o nível de lipídeos séricos entre os descendentes de japoneses se deve à elevada prevalência de dislipidemias (diabetes e doenças associadas) nesta população.

  Para realizar a pesquisa, Teresa utilizou os dados obtidos com medidas bioquímicas, antropométricas e de consumo alimentar de 328 descendentes de imigrantes japoneses de primeira (issei) e segunda (nissei) gerações de Bauru, com idades entre 40 e 79 anos e de ambos os sexos.

  As informações foram reunidas em 1993 e 2000 pelo Grupo de Estudo de Diabetes de Nipo Brasileiros de Bauru, da Unifesp, para detectar mudanças no padrão alimentar e nos níveis de lipídeos séricos (colesterol total, LDL, HDL e triglicérides).

 

Postado por Sílvia Lisboa

Coração

23 de dezembro de 2006 0

Estudo diminui os méritos de

novas formas de prevenção cardíaca

Os fatores de risco como o nível de colesterol, a pressão e o diabetes continuam sendo a melhor forma de prever o perigo de um ataque ao coração, revelou um estudo divulgado hoje pela revista New England Journal of Medicine.

A pesquisa realizada por cientistas do Instituto Framingham de Estudos Cardíacos do estado americano de Massachusetts indica que as novas provas com as quais os médicos esperavam melhorar a previsão não são melhores que o acompanhamento convencional dos fatores de risco.

Nos últimos anos, os médicos americanos achavam ter melhorado a previsão de males cardíacos através da análise de substâncias presentes no sangue como uma proteína reativa-C, a homocistina ou um peptídio natriurético. No entanto, o estudo revelou que a diferença entre a previsão cardíaca com essas substâncias ou biomarcadores e os fatores de risco é insignificante.

– É decepcionante. Acho que nosso estudo e outras investigações começaram a diluir o entusiasmo– assinalou Thomas Wang, professor auxiliar da Escola de Medicina da Universidade de Harvard.

A conclusão se baseia no acompanhamento durante 10 anos de 3.209 participantes do estudo para determinar se algum desses biomarcadores podia servir como previsão de um ataque cardíaco.

– A combinação desses marcadores permitiu em pequena medida prever quem corria um maior risco. Mas não acrescentou muito à previsão – assinalou.

Segundo Richard Stein, diretor de cardiologia preventiva do Centro Médico Beth Israel, em Nova York, o resultado do estudo respalda o valor de reduzir os fatores de risco %22e não buscar uma prova mágica%22.

Postado por Sílvia Lisboa

Bactéria pode contribuir para a obesidade

23 de dezembro de 2006 0

Ratos obesos – e pessoas também – têm mais de um tipo de bactérias e menos de um outro tipo, de acordo com dois estudos publicados na revista Nature.

Um componente microbiológico parece contribuir para a obesidade, disse o principal autor do estudo Jeffrey Gordon, diretor da Centro de Genoma da Universidade de Washington.

Ratos obesos e humanos têm um baixo nível de a família de bactéria chamado de %22Bacteroides%22 (em inglês) e mais de um tipo de bactéria conhecida como %22Firmicutes%22 (em inglês).

Os pesquisadores não estão certos se é a Firmicutes que faz engordar ou se as pessoas que são obesas fazem esse tipo de bactéria se proliferar. Evidências levam os cientistas a acreditar que há um novo e ainda distante modo de combater a obesidade: mudar as bactérias que agem no intestino e no estômago. A descoberta também pode auxiliar no combate à desnutrição.

Embora não tenha feito parte da pesquisa, Nikhil Dhurandhar, professor de infectologia e obesidade da Universidade de Louisiana, afirma que as descobertas podem mudar a forma que a obesidade é encarada atualmente:

– Estamos tendo mais e mais evidências de que a obesidade não é apenas o que pensamos ser. Ela não se restringe a %22comer muito%22 e %22ser preguiçoso%22. Tratar obesidade apenas com dieta e exercícios é o mesmo que curar todas as febres com aspirina – disse.

Os indivíduos nascem livres dos germes, mas em poucos dias já tem seu intestinho cheio de micróbios. Eles vêm por meio das primeiras papinhas – até mesmo do leite materno.

Como foi a pesquisa

– Em um dos estudos, Gordon e seus colegas analisaram o que aconteceu com ratos depois de uma mudança nos níveis de bactéria.

– Sem um dos tipos de bactéria no intestino, os ratos ficaram mais gulosos e ingeriram mais calorias que os ratos com taxas normais

– Em outro estudo sobre uma dúzia de dietas humanas, o resultado foi dramático. Antes da dieta, apenas 3% da bactérias presente no intestino eram de %22bacteroidetes%22. Depois da dieta, a taxa de bactérias subiu para 15%.

 – O resultado levou os cientistas a concluir que as bactérias do intestino têm influência na obesidade.

Postado por Sílvia Lisboa

Mulheres e incontinência urinária

22 de dezembro de 2006 0

Tossir ou dar uma risada para algumas mulheres pode se transformar numa situação embaraçosa devido à incontinência urinária. Entre as mulheres, o problema é bastante grave.

– A fragilidade do assoalho pélvico feminino explica por que essa doença atinge mais as mulheres. A musculatura que dá sustentação aos órgãos pélvicos é mais frágil nelas e o aparelho esfincteriano, mais delgado, e a uretra feminina curta. Além disso, o músculo estriado, que forma um pequeno anel em volta da uretra, é mais fino e adelgaçado nas mulheres do que nos homens, onde é espesso e forte –  afirma o urologista Ricardo de La Roca, diretor da Clínica e Cirurgia Urológica Dr. Ricardo Felts de La Roca.

Diferentemente das mulheres, as perdas urinárias nos homens adultos estão mais relacionadas aos procedimentos cirúrgicos que envolvem a retirada total da próstata com o comprometimento do esfíncter uretral masculino. Além da própria constituição física, o aumento do peso, do conteúdo abdominal e uterino, devido à gravidez, são também causas da incontinência urinária futura, dentre as mulheres.

– Durante a gestação, não só o aumento do volume abdominal, mas também a presença da cabeça fetal na pelve podem causar uma pressão maior sobre o diafragma muscular pélvico, que pode levar a uma flacidez da musculatura –explica o urologista.

Obesos, fumantes com tosse crônica e pneumopatas também podem desenvolver incontinência urinária. O tipo de incontinência urinária mais comum entre as mulheres é a incontinência urinária de esforço. Seu sintoma inicial é a perda urinária que ocorre durante aumento da pressão abdominal, quando a pessoa tosse, espirra, levanta um peso, movimenta-se, ou faz algum exercício físico.

O segundo tipo mais freqüente é a incontinência urinária de urgência, mais grave do que a de esforço. É a incontinência que as mulheres apresentam quando, em meio às atividades diárias, abrem uma torneira, por exemplo, e sentem uma vontade súbita e urgente de ir ao banheiro, mas não conseguem chegar ao sanitário a tempo de evitar a perda de urina.

O terceiro tipo é a incontinência mista que associa a incontinência de esforço à incontinência de urgência. Nesse caso, o principal sintoma também é a perda urinária pela uretra sem possibilidade de controle.

Existem métodos para facilitar o diagnóstico. Um deles é o diário miccional, onde ela deve registrar, durante três dias consecutivos, como foi a perda urinária. Se a urina escapou, por exemplo, quando fez exercícios, ou em repouso, ou quando estava dormindo em casa. Essas duas situações são bastante diferentes para identificação e tratamento da enfermidade.

Outro recurso que auxilia o diagnóstico da incontinência urinária é o exame urodinâmico, que permite determinar a ocorrência de contrações vesicais involuntárias (sem que a bexiga esteja muito cheia, surge o desejo premente de urinar), assim como a perda urinária quando a paciente faz esforço. 

O tratamento da incontinência urinária por esforço é basicamente cirúrgico, embora exercícios fisioterápicos para reforçar a musculatura do assoalho pélvico também ajudem. Em determinadas situações são necessárias outras abordagens cirúrgicas para corrigir falhas maiores da musculatura pélvica, bem como o reposicionamento do útero, ou do reto, caso estes também estejam comprometidos.

Já o tratamento da incontinência urinária de urgência é farmacológico e fisioterápico. O farmacológico pressupõe o uso de várias drogas que contêm substâncias anticolinérgicas que evitam a contração vesical. Atualmente, alguns médicos já utilizam a aplicação de botox intravesical a fim de controlar e diminuir a contração da musculatura vesical e evitar a perda urinária nos casos mais graves.

Postado por Sílvia Lisboa

Embora discreto, câncer de pulmão é o mais letal

16 de dezembro de 2006 0

Sem muitos sintomas aparentes, o câncer de pulmão é o tipo de tumor maligno mais letal que existe. Segundo os médicos, o maior problema é que, na maioria dos casos, ele é descoberto já em estágio avançado, quando as chances de cura são menores.

– Essa possibilidade cai de 80% no estágio inicial para 20% no mais avançado– diz Célia Tosello, chefe do departamento de oncologia do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.

Especialistas afirmam, porém, que o problema é detectar os sinais do problema no organismo.

– Como a maioria dos cânceres, os sintomas só aparecem quando o comprometimento já é grande– diz Marcelo Calil, oncologista do Hospital Beneficência Portuguesa de Santo André (ABC).

E não há muito o que fazer a respeito disso. Ambos os médicos dizem que o exame ideal para detectar o tumor é a tomografia de tórax, que é cara e não é acessível à maior parte da população. Para eles, a melhor medida é o paciente se prevenir.

– O maior agente causador desse tipo de câncer é o tabaco. O ideal é não fumar ou parar de fumar. Pesquisas indicam que, após cinco anos sem cigarros, a chance de ter um câncer de pulmão é reduzida em 50% – explica Célia.

Calil completa, dizendo que é claro que o tabaco não é o único responsável, ou todos os fumantes teriam a doença, mas é um grande fator de contribuição, além de idade e exposição a alguns produtos químicos como arsênio e hidrocarbonetos.

– Quem trabalha diretamente com asfalto, por exemplo, deve ficar atento – afirma a médica.

Os oncologistas recomendam que as pessoas façam acompanhamento com um pneumologista e, anualmente, façam um raio-x de tórax. O câncer de pulmão em jovens é raro, segundo os oncologistas. A maior parte dos casos aparece após os 40 anos, %22mas a média é por volta dos 60 anos%27%27, conta o médico do Beneficência Portuguesa.

Mas, da mesma forma, o tratamento de pessoas mais velhas é mais complicado, porque, normalmente, esses pacientes tem outros problemas, como diabetes e hipertensão. O tratamento mais eficiente, de acordo com Calil, é a cirurgia. A quimio e radioterapia também são técnicas usadas em combinação com a retirada do pulmão ou de parte dele para assegurar que possíveis células de câncer no sangue sejam destruídas. Calil diz que, após o tratamento, é preciso de acompanhamento médico por cinco anos. Só depois disso o paciente pode ser considerado curado.

Postado por Sílvia Lisboa

Cientistas detectam genes que evitam a dor

16 de dezembro de 2006 0

Um estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, revelou a existência de uma mutação genética no organismo humano que pode evitar que pessoas sintam dor, segundo publicação na revista Nature. Isto é, existem pessoas que não têm capacidade de sentir dor. Mas agora o estudo descobriu as razões desta anomalia.

– Como as vias da percepção da dor são numerosas e complexas, foi surpreendente constatar que a interrupção de um único gene, o SCN9A, pode levar à completa perda do sinal nociceptivo (de estímulo doloroso) – afirmam os autores da pesquisa.

A descoberta pode ajudar a desenvolver novos tratamentos analgésicos que não causem efeitos colaterais, já que os pacientes estudados não mostravam nenhuma deficiência em sua saúde.

Os cientistas estudaram seis crianças de três famílias do norte do Paquistão, aparentadas entre si, que por causa de uma variação genética eram insensíveis à dor. Cada um deles tinha uma mutação no gene SCN9A, que codifica uma proteína encontrada na superfície dos neurônios encarregada de transmitir a informação de dor. As alterações genéticas nas crianças impediam a informação de chegar ao cérebro. Assim, evitava que eles sentissem dor.

O estudo começou quando os cientistas observaram uma criança de 10 anos em Lahore, no norte do Paquistão, que não sentia dor alguma ao caminhar sobre carvão aceso nem ao ser furada com facas. A criança morreu antes de poder ser estudada, mas os cientistas puderam avaliar três famílias aparentadas, que apresentavam a mesma anomalia.

Postado por Sílvia Lisboa