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Posts de julho 2007

Idosos e planos de saúde

31 de julho de 2007 0

Aumenta em 17% procura de idosos por planos de saúde

O crescimento da população idosa no país, com impacto no Sistema Único de Saúde (SUS), está levando também a uma mudança no setor privado. De acordo com levantamento feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nos últimos seis anos houve um aumento de cerca de 17% no número de clientes acima de 60 anos nos planos de saúde - entre as outras faixas etárias, o índice permaneceu em torno de 5%.

Isso significa mais de um milhão de novos clientes nas carteiras das operadoras:

  • Em março de 2000, havia 3,2 milhões de clientes com mais de 60 anos nos planos
  • Em março de 2006, eram 4,2 milhões de clientes nessa faixa etária

Postado por Tatiana Tavares

Câncer de mama

23 de julho de 2007 0

Grapefruit pode aumentar risco de
câncer de mama, diz estudo

Comer grapefruit (fruta também conhecida como toranja) todos os dias pode aumentar em mais de 30% o risco de desenvolver câncer de mama, segundo cientistas americanos.

Um estudo com mais de 50 mil mulheres que já tinham passado pela menopausa descobriu que comer apenas um quarto de uma grapefruit por dia aumentou o risco da doença. Segundo informações publicadas na revista especializada British Journal of Cancer, a fruta aumenta o nível de estrogênio, o hormônio sexual feminino associado ao maior risco de desenvolvimento do câncer de mama.

Os pesquisadores e outros especialistas afirmam, no entanto, que precisam de mais estudos sobre o assunto para reforçar a teoria. As mulheres que participaram da pesquisa tiveram que preencher um questionário em que contavam com qual freqüência consumiam a fruta e o tamanho das porções consumidas.

Os pesquisadores, das universidades do Sul da Califórnia e do Havaí, descobriram que as mulheres que comiam um quarto de uma grapefruit, ou porções maiores, todos os dias tinham um risco maior de desenvolver câncer de mama do que as que não consumiam a fruta.

Estudos anteriores mostraram que uma molécula chamada citocromo P450 3A3 (CYP3A4) está envolvida no metabolismo do hormônio estrogênio.

A grapefruit pode aumentar os níveis de estrogênio no sangue ao inibir esta molécula, permitindo o acúmulo do hormônio. Os pesquisadores descobriram que em mulheres que comiam pelo menos um quarto de grapefruit diariamente os níveis de estrogênio eram maiores. 

Os cientistas dizem que mais pesquisa é necessária para confirmar as descobertas, que podem ter sido afetadas pelo fato de ter sido levado em consideração o consumo da fruta, e não do suco da fruta.

 

Postado por Sílvia Lisboa

Tabagismo

21 de julho de 2007 0

Atendimento psicológico ajuda tabagistas
a parar de fumar

A terapia cognitivo-comportamental pode ser uma grande aliada dos fumantes que desejam abandonar o vício do cigarro. Uma pesquisa apresentada recentemente na Faculdade de Medicina da USP mostrou que, por meio dessa terapia, 93,4% dos pacientes deixaram de fumar até o final da 6ª semana de tratamento. Na literatura, este índice é de 59%.

- Esses dados revelam que o atendimento psicológico aumenta as chances de sucesso do tratamento antitabagista -afirma a autora do estudo, a psicóloga Silvia Maria Cury Ismael.

Silvia trabalhou com 61 pacientes, com idades entre 18 e 60 anos, que procuraram o Hospital do Coração, em São Paulo, em busca de um tratamento que a instituição oferece para tabagistas. As sessões da terapia, de uma hora cada, ocorreram uma vez por semana, em grupos de 5 a 10 pacientes, durante 6 semanas. A psicóloga explica que os tabagistas desenvolvem uma crença disfuncional relacionada ao fumo.

- Eles têm pensamentos como %27Se eu não fumar, não consigo pensar%27, porém eles podem realizar qualquer atividade sem o cigarro - afirma.

De acordo com a pesquisadora, esses pensamentos são automáticos. A terapia consistiu em mudar esse padrão de comportamento a partir da descoberta de alternativas para lidar com essas situações e de levar essas novas respostas para outros setores da vida.

Postado por Sílvia Lisboa

Coração

21 de julho de 2007 0

Pesquisadores trabalham para desenvolver
válvula cardíaca ideal

Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e da Santa Casa de Curitiba trabalham para desenvolver, por meio da engenharia de tecidos, uma válvula cardíaca humana ideal para implante. Eles chegaram a uma válvula %22repovoada%22 in vitro com células do próprio receptor, o que pode eliminar rejeição ou evitar problemas de durabilidade.

A técnica retira da válvula cardíaca as células do doador, processo chamado de descelularização, deixando apenas a estrutura. Além disso, os pesquisadores retiram células do próprio paciente-receptor e colocam na válvula, já %22descelularizada%22.

Essa válvula, agora com as células do receptor, vai para um biorreator, que simula a atividade do coração. Somente depois de ter sido repovoada com as células do receptor, a válvula é implantada. Todo o processo demora cerca de sete semanas.

A primeira cirurgia com a técnica foi feita em novembro de 2005. Desde então, outras quatro pessoas foram beneficiadas. A Santa Casa tem aprovação da Comissão Nacional de êtica em Pesquisa (Conep) para mais 45 cirurgias na fase experimental humana dessa técnica. 

A Santa Casa tem aprovação da Comissão Nacional de êtica em Pesquisa (Conep) para mais 45 cirurgias na fase experimental humana dessa técnica. Segundo o conta o chefe de cirurgia cardíaca da Santa Casa e líder das pesquisas, Francisco Diniz Affonso da Costa, todos os pacientes estão levando vida normal, com exames que comprovam o bom funcionamento da válvula

Como funcionam

As válvulas são tecidos que se abrem ou fecham para permitir a correta irrigação das cavidades cardíacas e o bom funcionamento do coração. Defeitos congênitos e doenças degenerativas, entre outras, podem danificar a estrutura e sobrecarregar o músculo cardíaco. Segundo Costa, a melhor opção é consertar.

 

Postado por Sílvia Lisboa

Gravidez indesejada

21 de julho de 2007 0

Estudo revela ligação entre gravidez
indesejada e violência em SP

A gravidez indesejada é uma causa muito mais importante dos crimes violentos no Estado de São Paulo do que a desigualdade ou outros indicadores econômicos. Esta é a conclusão de um trabalho do economista Gabriel Hartung, em etapa final de elaboração.

O estudo foi realizado com base na análise estatística de dados demográficos e econômicos de 643 dos 645 municípios de São Paulo. O levantamento partiu do famoso estudo do economista americano Steven Levitt - autor do best-seller %22Freakonomics%22 - que demonstrou a ligação entre legalização do aborto nos Estados Unidos e a queda da criminalidade duas décadas depois.

Como no Brasil o aborto é ilegal e não há estatísticas confiáveis sobre o assunto, a opção de Hartung foi a de examinar os indicadores de mães adolescentes e solteiras. A relação entre gravidez indesejada e o fato de a mãe ser solteira ou adolescente já foi exaustivamente comprovada.

Mas os resultados do trabalho mostram que uma queda no número de crianças vivendo com mães solteiras diminuiria a taxa de homicídios três vezes mais do que reduções idênticas na desigualdade - e quatro vezes mais do que uma aceleração equivalente do crescimento econômico.

Assim, uma queda de 10% no número de filhos criados por mães solteiras provocaria uma redução de 5,1% na taxa de homicídios. Já uma diminuição de 10% na desigualdade reduziria a taxa de homicídios em apenas 1,7%. E uma aceleração de 10% no ritmo de crescimento econômico teria um efeito de 1,2% sobre os homicídios.

Segundo o pesquisador, o trabalho aponta o controle de natalidade como instrumento fundamental para o combate à criminalidade no Brasil. Pessoalmente, ele também defende a descriminalização do aborto.

Ele explica que o canal entre a gravidez indesejada e o crime violento é a criação dos filhos em um ambiente familiar deteriorado, que tipicamente consiste num lar chefiado por uma mulher sem marido ou companheiro, que muitas vez deu à luz na adolescência.

 Dessa forma, essas crianças têm probabilidade maior de se tornarem criminosas quando chegarem à adolescência ou à juventude. E o problema tende a piorar. A proporção de mães com menos de 17 anos saltou 45%no Brasil, entre 1991 e 2000, e os domicílios chefiados por mulher aumentaram 38% nesse período.

O pesquisador observa que %22reduzir o número de mães solteiras, por meio de uma política pública, é provavelmente muito mais fácil do que conseguir diminuição equivalente da desigualdade%22.

Postado por Sílvia Lisboa

Íntegra da entrevista com Leventhal e Martin

17 de julho de 2007 0

Crianças também sofrem de depressão

Confira a entrevista na íntegra com os psiquiatras Bennett Leventhal, professor da Universidade de Chicago, e Andres Martin, professor da Universidade de Yale

Assim como os adultos, crianças sofrem de depressão e de transtornos psiquiátricos graves e devem, quando indicado, tomar remédio para viver melhor o mais cedo possível. Essa é a opinião dos psiquiatras Bennett Leventhal, professor da Universidade de Chicago, e Andres Martin, da Universidade de Yale (EUA), que estiveram no início de junho em Porto Alegre para o congresso da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil. Confira os principais trechos da entrevista:


VIDA _ Crianças podem ser diagnosticadas com depressão ou apresentam apenas sintomas da doença?
Andres Martin _ Crianças podem sofrer de depressão sim. Esse foi um dos grandes avanços da psiquiatria nas últimas décadas. Houve um melhor entendimento dos sintomas das doenças psiquiátricas e de como elas se manifestam em diferentes idades. Um distúrbio, como a depressão, tem peculiaridades nas crianças. Nos pequenos, a depressão se manifesta por sintomas físicos, como dores de estômago e de cabeça freqüentes, falta de vontade de ir à escola. Uma criança que está sempre no pediatra, sente-se fraca, também pode estar depressiva.  A maioria pode pensar que adolescentes facilmente irritáveis, temperamentais e bravos estão apenas sendo adolescentes, mas essa pode ser uma outra manifestação de depressão. Se procurarmos os mesmo sintomas dos adultos em crianças, como a tristeza, podemos estar negligenciado esses outros sintomas.
Bennett Leventhal _ Hoje podemos fazer diagnóstico de doenças psiquiátricas em crianças muito cedo. Sabemos diferenciar o comportamento normal de uma criança de um comportamento atípico e podemos fazer diagnósticos e iniciar tratamentos muito eficazes em crianças desde a mais tenra idade. Podemos fazer diagnóstico de autismo em crianças de dois anos, ou menos menos.  Em depressão, entre três ou quatro anos. Ao fazer diagnóstico cedo, conseguimos que essas crianças não sofram tanto, não sejam prejudicadas na escola, no seu relacionamento com os amigos e adultos. Podemos detectar sintomas até em bebês. Por exemplo, gestantes que estão muito deprimidas, fumam ou usam drogas antes do parto podem causar problemas neurológicos aos filhos. Sabendo que uma mãe usou substâncias durante a gravidez, podemos iniciar desde o parto um tratamento a fim de evitar que a criança sofra  esses danos. Mulheres que fumam aumentam o risco de que seus filhos desenvolvam graves problemas psíquicos.


Vida _ É possível prevenir doenças psiquiátricas como se previne uma doença cardíaca, por exemplo?
Leventhal_ Podemos prevenir algumas, mas em todas podemos minimizar seu impacto, controlando-as, da mesma forma de se trata a pressão alta. Podemos ensinar uma criança com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) a ter certas habilidades sociais,  dar-lhe remédios e ensinar seus pais como lidar melhor com o problema. Quando ele for para a escola, se sairá tão bem quanto as outras crianças e terá reduzido o risco de desenvolver uma dependência química. Ou seja, podemos mudar o rumo dessa doença, mesmo sem alcançar a cura. Por isso digo e repito: se os pais perceberem que há algo de errado com seu filho, procure ajuda. Ter um diagnóstico cedo e tratar cedo, faz muita diferença. Quanto maior for o tempo que uma criança ter um distúrbio sem tratar, mais difícil será o tratamento. É a mesma coisa que uma doença como outra qualquer. O problema é que ainda há uma discriminação com doenças mentais. Temos que lutar contra isso, porque temos tratamentos muito eficazes que as pessoas não procuram por medo, por preconceito e falta de informação. Hoje sabemos que 25% das crianças com TDAH não são tratadas. E aqueles que não são tratados têm todos os tipos de doenças. Metade das crianças com depressão não é tratada. Você imagina que tragédia seria se eu dissesse que metade dos pacientes de câncer não é tratado? Temos muitas crianças sofrendo à toa e correndo risco de suicídio.


Vida _ É verdade que as crianças de hoje estão sofrendo mais de transtornos de humor, como a depressão?
Leventhal - Não acho que isso esteja acontecendo. Estamos diagnosticando mais. Doenças mentais são muito comuns na população em geral. Não conheço os números do Brasil, mas acho que são semelhantes aos dos Estados Unidos: cerca de 50% dos norte-americanos terão um distúrbio psiquiátrico em alguma etapa da vida. Destes, 75% manifestarão os sintomas antes dos 25 anos. Metade desse total, a doença começara antes dos 16 anos. Isso significa que uma entre quatro crianças terá algum distúrbio psiquiátrico durante seu crescimento, seja retardo mental, ou autismo, TDAH, depressão, transtorno bipolar. Nos últimos 10 anos, as pessoas não estavam se dando conta o quanto comum essas doenças são. Antes, porém, apenas se dizia que crianças com problemas psiquiátricos eram crianças más ou filhas de pais negligentes. Uma coisa que descobrimos foi que a maioria dessas doenças não é causada por problemas na educação dos filhos em casa.  A maioria dos pais são muito bons, mas não sabem o que fazer. Nosso papel, é ajudá-los.

Vida _ É correto prescrever medicação para crianças?
Martin _ Sim. Hoje temos muita informação de quais doenças e as condições respondem bem aos medicamentos. Alguns transtornos são muito bem controlados com remédios, como transtorno obssessivo-compulsivo (TOC), depressão, TDAH,  autismo e esquizofrenia. Para algumas doenças, como TDAH, sabemos com detalhes qual a dose mais adequada, por quanto tempo usar e quão seguro eles são. É claro que, assim como em outras áreas, não há medicamentos psiquiátricos sem efeitos colaterais. A maioria pode ser controlada, mas podem ser sérios, como ganho de peso. Mas, quando colocamos os efeitos colaterais e os benefícios numa balança, vemos que os ganhos dos remédios são bem maiores.

Vida_ Os remédios não podem causar danos para um cérebro ainda em desenvolvimento já que a personalidade ainda está sendo formada?
Martin_ Existe sim efeitos colaterais. Os estimulantes, por exemplo, podem dar dores de estômago. Mas são pequenos quando comparamos com os prejuízos de não tratar. Depressão não tratada leva ao suicídio, e é uma das maiores causas de morte entre adolescentes. Ou seja, o cérebro dessa criança pode ser mais prejudicado se não tratarmos a doença do que os possíveis danos com os medicamentos.
Leventhal _ Se você tem TDAH e não tratá-lo, você tem quatro vezes mais chances de desenvolver uma dependência química e cinco vezes mais chances de sofrer um acidente de carro. Se você tratar, seu risco será o mesmo do de uma pessoa sem TDAH. A pergunta é devemos correr esse risco? Sabemos que crianças que têm esses distúrbios de humor, como depressão e TDAH, sofrem muito, são isoladas na escola, o que traz muita dor e angústia. E tristeza e angústia causam problemas no desenvolvimento do cérebro infantil.

Vida_ Como os avanços em tecnologia de imagem estão ajudando os psiquiatras a entender melhor os distúrbios?
Leventhal _ Ainda não sabemos bem o que determinadas imagens do cérebro nos dizem do ponto de vista clínico, em termos de diagnóstico e tratamento.  Elas nos dão a informação de como o cérebro funciona, quando ele está bem e quando ele não está bem. Mas ainda não sabemos o que ocorre em um cérebro em desenvolvimento. Talvez,  nos próximos, cinco, dez anos, após termos o entendimento disso, saberemos como as imagens podem nos ajudar para o diagnóstico e o tratamento.

Vida _ Uma pessoa nasce com problemas mentais ou adquire a doença à medida que cresce?
Leventhal _ As duas coisas. Grande parte da nossa personalidade é herdada geneticamente. Quando dizemos que alguém é parecido com o pai ou com a avó, estamos identificando a parte herdada. Mas a outra parte é adquirida por meio da educação, da relação com o outro. A fundação é genética, mas a forma como a pessoa age e se porta é será talhada pela experiência de cada um.

Vida_ O que falta avançar?
Leventhal _ O cérebro é o ultimo órgão que a ciência ainda não entende perfeitamente. Sabemos como os músculos funcionam, como o ossos funcionam, agora temos que entender como o cérebro funciona. Estamos fazendo progresso muito rápido. Uma das dificuldades que temos em crianças é de que os mecanismos que usamos em adultos não podem, ser usados em crianças e a outra coisa é que um cérebro em desenvolvimento é diferente de um já formado. O cérebro de uma criança de três anos é diferentes de uma criança de cinco anos. Temos por isso que entender a ciência cada uma dessas etapas. Esse é o grande desafio para a psiquiatra, entender o que chamamos de neurociência do desenvolvimento, olhando como o cérebro se desenvolve, como as funções mudam e elas estão associadas a um desenvolvimento normal ou a um desenvolvimento anormal. 

Postado por Silvia Lisboa

Depressão

14 de julho de 2007 0

Antidepressivos reduzem risco de
suicídio entre adolescentes

Jovens que consomem antidepressivos têm menos chances de tentar o suicídio do que pacientes deprimidos que não estejam sendo tratados com medicamentos, revela um novo estudo publicado no American Journal of Psychiatry.

A descoberta contradiz pesquisas anteriores que levaram a administração de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos (FDA) a advertir que alguns destes medicamentos estimulam o comportamento suicida nos jovens.

O novo estudo se concentrou nos medicamentos SSRI (selective serotonin reuptake inhibitor ou inibidores seletivos de reabsorção de serotonina), que incluem o Lexapro, o Paxil, o Zoloft e o Prozac, um novo tipo de antidepressivo que regula o humor ajustando o nível de serotonina no cérebro.

– O índice de tentativas de suicídio entre pacientes deprimidos tratados com drogas SSRI foi de aproximadamente um terço em comparação com os pacientes que não foram tratados com o SSRI – indicou o autor do estudo, Robert Gibbons, da Universidade de Illinois, em Chicago.

O estudo analisou 226.866 pacientes diagnosticados com depressão entre 2003 e 2004 e comparou o risco de suicídio em quatro grupos de idades antes e depois do tratamento com medicamentos SSRI.

Todos os grupos tratados com medicamentos SSRI apresentaram um risco menor de tentativa de suicídio, indicou o estudo.

Postado por Sílvia Lisboa

Câncer

14 de julho de 2007 0

Estudo mostra que quimioterapia oral
é tão eficaz quanto a intravenosa

A quimioterapia oral consegue a mesma eficácia que a padrão ou intravenosa, é mais confortável e melhora a qualidade de vida dos pacientes com câncer colorretal avançado, segundo um estudo publicado no Journal of Clinical Oncology, da Associação Americana de Oncologia Clínica.

A partir do estudo com 248 pacientes em 25 hospitais espanhóis, os autores da pesquisa, membros do Grupo Espanhol de Tratamento de Tumores Digestivos (TTD), destacam que, em até 15% dos pacientes, as metástases hepáticas podiam ser retiradas com a cirurgia, após a quimioterapia.

– Deste modo obtinham melhoras de sobrevivência e ampliavam suas chances de futuro - disse o chefe do Serviço de Oncologia Médica do Hospital Clínico San Carlos de Madri, Eduardo Díaz-Rubio.

Díaz-Rubio afirma que %22os pacientes gostam muito de poder receber o tratamento em seu próprio domicílio%22, pois assim não têm que ir diariamente ao hospital e usar um cateter.

Os objetivos da pesquisa diziam respeito à progressão da patologia, à sobrevivência global, à taxa de resposta e à possibilidade de resecções das metástases hepáticas dos pacientes. Atualmente, os especialistas continuam analisando os dados para descobrir outros aspectos relacionados à qualidade de vida, e que possam motivar a escolha ou não de um tratamento diferente.

Postado por Sílvia Lisboa

Envelhecimento

14 de julho de 2007 0

Habilidade para entender piadas diminui com a idade

As velhas piadas podem ser as melhores mas, segundo um estudo psicológico realizado nos Estados Unidos, a habilidade para entender as anedotas, mesmo as mais breves, se deteriora com a idade.

Pesquisadores da Universidade de Washington em St Louis entregaram a um grupo de pessoas de entre 65 anos e mais de 80 anos e outro formado por jovens de cerca de 20 as primeiras frases de algumas anedotas e pediram que selecionassem um entre quatro possíveis finais. Uma frase completou exatamente a piada, das outras, uma era engraçada, uma mais ou menos cômica, mas sem relação com o início da anedota. A última não tinha nenhum sentido.

Segundo Wingyun Mak, a estudante de pós-graduação que chefiou o estudo, o grupo de pessoas mais velhas falhava mais em escolher a resposta correta.

– São diferenças estatísticas significativas. Nosso estudo teve como base a idéia da relação entre habilidade mental e compreensão do humor das pessoas – disse Mak. – Não queremos dizer que as pessoas mais velhas não tenham senso de humor, mas que existem brincadeiras mais difíceis de serem entendidas.

Mark disse que a pesquisa este é o primeiro passo para entender como funciona a comprensão do humor entre as pessoas de mais idade.

Postado por Sílvia Lisboa

Corante de hambúrguer pode causar câncer

14 de julho de 2007 0

A substância E128, também conhecida como Vermelho 2G, usada como corante em hambúrgueres e salsichas pode causar câncer, segundo alerta da Autoridade Européia de Segurança Alimentar.

Especialistas em aditivos alimentícios recomendou que o corante não fosse mais considerado seguro para o consumo humano. A Agência Britânica de Padrões Alimentares está atualmente investigando se ainda são vendidos na Grã-Bretanha produtos que contém E128 .

Segundo as atuais leis da União Européia, quantidades limitadas do Vermelho 2G são permitidas para o uso em salsichas com um mínimo de conteúdo de cereais de 6% e em carne de hambúrguer com um mínimo de conteúdo de vegetais e/ou cereais de 4%. Ratos

O corante Vermelho 2G é convertido pelo corpo em um composto oleoso, a anilina. Exames em ratos e camundongos indicam que esta substância tem o potencial de desencadear o câncer. Os roedores injetados com anilina desenvolveram tumores cancerosos.

– Devido às novas provas científicas, não pode ser excluído o fato de que o potencial carcinogênico ocorre devido ao dano ao material genético das células. Portanto não é possível determinar o nível de consumo para anilina que possa ser considerado seguro para humanos –  disse uma declaração do painel da Autoridade Européia de Segurança Alimentar.

 

Postado por Sílvia Lisboa