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Posts de outubro 2007

Otimismo

31 de outubro de 2007 0

Cientistas descobrem áreas do cérebro responsáveis por regular o otimismo

Uma equipe do Departamento de Psicologia da Universidade de Nova York descobriu as áreas do cérebro responsáveis por regular o otimismo. A pesquisa publicada na revista Nature afirma que que quando os indivíduos imaginam ocorrências positivas em sua carreira profissional, por exemplo, aumentam as atividades na amídala e no córtex cingulado anterior do cérebro.
Tratam-se das mesmas regiões que anteriormente foram vinculadas com a experiência da dor e do pessimismo. Por isso, os autores do estudo sustentam que os resultados poderiam ajudar a explorar também os mecanismos essenciais que  levam à depressão e a pensamentos pessimistas.

Postado por Tatiana Tavares

Dica de livro

31 de outubro de 2007 0


O livro Doce Vôo da Juventude (Editora Objetiva, 256 páginas, R$ 32,90), dos médicos Alex Botsaris e Flávia Addor, traz informações sobre como amenizar as mudanças causadas pelo envelhecimento e dicas parar manter corpos e mentes saudáveis. Dividido em duas partes, o livro trata do envelhecimento que não é visto, mas sentido, e também das transformações físicas. O livro fala também de alimentação e equilíbrio.

Postado por Tatiana Tavares

Cleptomania

31 de outubro de 2007 0

O Hospital das Clínicas de São Paulo criou um programa de atendimento psicológico e psiquiátrico para pessoas com transtornos de cleptomania. O participante deve ter mais de 18 anos e se inscrever pelo telefone (11) 3069-6975. Os convocados receberão tratamento por 14 semanas. A cleptomania pode ser descrita como a incapacidade do indivíduo de resistir a um impulso de pegar objetos, dos quais geralmente não precisa.

Postado por Tatiana Tavares

Acupuntura

31 de outubro de 2007 0

Acupuntura pode diminuir dor de operações

Recorrer à acupuntura antes e durante uma intervenção cirúrgica diminui a dor e as doses de analgésicos necessárias após a operação. A informação é de uma pesquisa divulgada nos Estados Unidos por um médico da Universidade Duke. O estudo foi realizado com a ajuda de 15 clínicas de acupuntura, que realizaram testes com pessoas escolhidas aleatoriamente.
_ A dose de opióides necessária para controlar a dor foi bastante inferior entre os pacientes em estado pós-operatório tratados com acupuntura, em comparação com aqueles não beneficiados por este tratamento. Mas a maior vantagem foi a forte diminuição dos efeitos secundários ligados aos opióides _ explicou Tong Joo Gan, anestesista da Universidade Duke.
Ele recomenda que a acupuntura seja considerada uma opção para o controle da dor em caso de cirurgia.

Opióides: similares ao ópio e têm propriedades e efeitos fisiológicos semelhantes aos da morfina. Os efeitos colaterais desses analgésicos afetam negativamente a recuperação do operado e prolongam a duração de sua permanência no hospital.

Postado por Tatiana Tavares

"Fatores biológicos não me parecem relevantes"

30 de outubro de 2007 0

Um dos mais renomados psicanalistas, o francês Roland Chemama, 60 anos, acredita a depressão é uma doença da atualidade e não deve ser tratada com remédio. Autor do recém-lançado Depressão, a grande neurose contemporânea, Chemama veio a Porto Alegre lançar a obra na 53ª Feira do Livro. Nesta entrevista, ele fala como a psicanálise pode ajudar os pacientes com a doença:

Vida - O senhor escreve no livro que a depressão é uma doença do desejo. Por que?

Roland Chemama - Com freqüência, representamos a depressão como uma perturbação do humor, um afeto de intensa tristeza. Isso não me parece ser o essencial. De fato, nossos afetos dependem em grande parte da maneira como podemos sustentar nosso desejo. A depressão, segundo meu entender, constitui uma inibição radical do desejo e da ação.

Vida _ Como a sociedade moderna e o ritmo de vida das pessoas influenciam no desenvolvimento da depressão? Isso significa que a depressão tem mais origem social do que biológica?

Chemama _ Você faz alusão ao ritmo de vida, é verdade que nossa época, que dá muito lugar às satisfações imediatas, contribui para tirar todo o sentido da própria noção do projeto de satisfação, tão essencial ao desejo e à ação. Mas é preciso observar que, por um lado, não está aí a única determinação %22social%22 da depressão, e que, por outro lado, o social sempre incide sobre o indivíduo por meio de mediações, e em particular da família. Assim, o pai contemporâneo, menos seguro de seu lugar e de sua função é bem diferente do pai tradicional, e então, pela falta de um pai com o qual se defrontar, o desejo do sujeito se torna em si mesmo mais incerto. Em contrapartida, os fatores biológicos não me parecem relevantes na depressão neurótica.

Vida_ Quais são as principais queixas das pessoas que sofrem de depressão hoje e o procuram?

Chemama _ Os sujeitos depressivos não apresentam sintomas precisos em nível do corpo. Aliás, nem obsessões ou outras perturbações bem localizáveis. Elas se queixam de um sentimento de vazio, de uma impossibilidade de agir, de uma ausência de gosto pelas coisas.

Vida _ Como o tratamento psicanalítico pode ajudar essas pessoas? Chemama _ O tratamento psicanalítico ajuda essas pessoas permitindo-lhes se reinserir na situação de sua própria história, e em que ponto estão de sua própria história. Mas isso supõe que o psicanalista seja mais ativo com elas do que habitualmente costuma ser em outros casos, porque, como já lhe disse, elas estão em sérias dificuldades para se engajar em seu desejo, até mesmo no desejo de se curar.

Vida _ O senhor não acredita em psicofármacos para tratar a depressão. Por que?

Chemama _ Penso que o uso de medicamentos pode ser necessário, mas eles não substituem o tratamento psicanalítico. Por vezes aliás, o tratamento psicanalítico, ao conduzir os sujeitos depressivos a afrontar suas responsabilidades os coloca frente a uma certa angústia, em relação a qual um auxílio medicamentoso pode ser necessário.

Vida_ No seu livro, o senhor recorre muito a Lacan, que formulou pensamentos complexos até para os entendidos. Como o senhor vê a atualidade de Lacan para entender o paciente que sofre de depressão? Chemama _ Eu penso que Lacan percebeu com muita antecedência fenômenos sociais, e mais precisamente o declínio da imagem e da função do pai. Nesse sentido sua obra é essencial para compreender não apenas a depressão, mas várias outras formas contemporâneas de psicopatologia, como a adição às drogas, por exemplo.

Postado por Sílvia Lisboa

A química do amor

20 de outubro de 2007 1

Donatella Marazziti/Divulgação
Você já leu a reportagem de capa do caderno Vida deste sábado? Se ainda não leu, clique aqui primeiro, depois aqui, aqui e aqui. Leia as quatro partes da reportagem. Se já se saboreou com os textos da repórter Sílvia Lisboa, então siga em frente e veja trechos do livro recém-lançado da psiquiatra italiana, Donatella Marazziti – A natureza do amor – Conhecendo os sentimentos para vivê-los melhor (Editora Atheneu, 2007, R$ 40)


Quem é ela:
Donatella Marazziti, psiquiatra, Professora de Psiquiatria e Diretora do Laboratorio de Psicofarmacologia na Universidade de Pisa, Italia. Tem mais de 350 publicações sobre os temas do apaixonamento e processos correlatos, transtornos de ansiedade e transtornos de humor.

A ciência e a poesia do amor
%22Aproximar-se do amor por uma óptica científica, aprendendo a conhecer e a reconhecer as dinâmicas biológicas nele implicadas, não atenuará a intensidade com que o vivenciamos, não apagará a surpresa que nos toma quando nos apaixonamos. Pelo contrário, poderá nos auxiliar a aliviar o sofrimento que com freqüência acompanha essas circunstâncias e poderá nos ajudar, quem sabe, a escolher melhor nosso parceiro. A biologia não degrada os sentimentos, mas nos torna mais conscientes do fato de que a origem destes está dentro de nós e de que eles são produtos do nosso cérebro. Saber disso não diminui a grandeza humana.
Pelo contrário, reconhecer que o amor é uma força potencialmente intrínseca em cada um de nós, gerada por nossa essência humana, ou seja, pelos mesmos componentes que regulam cada aspecto do nosso ser, é reconhecer plenamente a grandeza humana - grandeza que se torna ainda maior quando, vivendo plenamente o amor, o ser humano torna-se capaz de superar a si mesmo.%22

O que é o amor
%22O amor, assim, é um organismo vivo e, como tal, deve ser continuamente alimentado e nutrido, para que possa desenvolver-se de maneira harmônica, para que não se paralise nem fique estagnado. E, como um organismo, tem suas etapas de desenvolvimento e suas épocas _ todas necessárias e gratificantes se bem vividas. O dramaturgo August Strindberg, com uma analogia poética muito apropriada, comparou-o a uma flor de jacinto, que, antes de desabrochar e revelar sua beleza, deve fincar raízes sólidas no terreno.
Para chegar a viver plenamente o amor é preciso, então, tempo. É necessário esperar para que os mecanismos envolvidos sejam primeiramente ativados e depois desativados para que seja possível passar à fase seguinte. Não se pode pensar em amar verdadeiramente alguém após um único dia, nem pensar em dedicar-lhe a vida se o sentimento não estiver suficientemente enraizado.%22


A primeira etapa do amor: a atração
%22Seguramente há um sem-número de etapas para se chegar a um amor que seja realmente satisfatório e gratificante a longo prazo. Que existem várias etapas para atingir o amor é uma verdade da qual todos nós temos conhecimento. Não se pode dizer %22eu te amo%22 um dia depois de termos conhecido uma pessoa que nos agrada e, se alguém fizer isso, não levamos essa pessoa muito a sério ou a consideramos superficial. É típico dos adolescentes e das pessoas jovens usarem com exagero a expressão %22eu te amo%22. Apenas com o passar do tempo é que se pode avaliar a real envergadura dessa frase e alcançar o profundo significado que ela contém.
A sucessão das etapas no caminho para o amor, cada uma correspondente a uma específica condição biológica, é, no conjunto, comum a todos nós. Aquilo que muda de um indivíduo para outro, mas também de uma relação amorosa para outra, é o tempo que transcorre entre as várias progressões, que necessitam de uma ampliação e de uma estabilização permanente dos mecanismos cerebrais envolvidos. Apenas depois de ocorridas alterações químicas ou elétricas no interior de algumas zonas do nosso cérebro é que se podem desencadear as modificações seguintes em outras áreas cerebrais, até chegarmos à utilização constante e contínua dos processos cognitivos que provavelmente são a base da vontade de empenhar-se numa relação afetiva. E não é certo que esses processos cognitivos se verifiquem: cada um de nós pode facilmente recordar relações amorosas que, independentemente do envolvimento inicial ou da correspondência do parceiro, não progrediram e vieram a se extinguir logo após a fase do apaixonamento. Enquanto no curso de nossa vida pode acontecer de nos apaixonarmos algumas vezes ou várias vezes, o amor é uma experiência menos freqüente, porque implica o envolvimento de processos não só emocionais, mas também cognitivos e voluntários.
Quando as diversas etapas são superadas pelo casal, e o processo desenvolvese praticamente paralelo em ambos os parceiros, chega-se a um relacionamento tão profundo e gratificante a ponto de representar uma das experiências mais aprazíveis e duradouras da experiência humana.%22


O apego ou a quietude após a tempestade
%22Estar junto com o outro, conhecê-lo cada vez mais, aprofundar a intimidade sexual, compartilhar a vida cotidiana, tudo isso leva, no entanto, como vimos, ao enfraquecimento da exaltação típica do apaixonamento, ou melhor, transformam na, e isto, considerando-se o amor como um processo dinâmico, não é outra coisa senão um progresso.
Assim, um belo dia acordamos e, de repente, nos damos conta de que ao nosso lado não temos um semideus ou uma semideusa, mas estamos dividindo os nossos dias com uma pessoa %22normal%22 que, como todos, tem suas qualidades e seus defeitos; por exemplo, notamos que está com sobrepeso, que tem os dentes tortos, que seu corte de cabelo está fora de moda, que ronca quando dorme, que come de modo voraz, que é desafinado, e assim por diante. Trata-se, então, de um despertar pouco prazeroso?
Na imensa maioria dos casos não é assim, porque nos damos conta de como é o outro e ele nos agrada do mesmo jeito; é como se ocorresse uma espécie de ajustamento cognitivo, ou uma focalização mais adequada. Não existe mais a idealização do parceiro como o ser mais perfeito que existe na face da Terra. Ao contrário, existe a plena noção, freqüentemente declarada, de que o vemos como ele é realmente. Não obstante, não queremos perdê-lo, em absoluto, porque é de qualquer modo o único que amamos e que acreditamos que nos ama de forma exclusiva.
Agora nós o vemos como os outros o vêem, mas, ao contrário dos outros, estamos dispostos a tolerar todos os seus pontos negativos, a amá-lo realmente. Agora, nós nos sentimos profundamente ligados ao nosso parceiro e somos capazes de perceber de maneira clara que a relação se modificou.%22

O amor que sente a mulher é diferente do amor que sente o homem?
%22A impressão que se tem (ainda não demonstrada cientificamente, mas de acordo com observações clínicas) é de que o apego na mulher talvez seja mais global e exclusivo.
Por outro lado, as mulheres, por motivos evolucionistas, são aquelas que devem doar-se mais – devem conceber, parir, nutrir e cuidar da prole que delas depende para a sobrevivência. Dado que tais comportamentos se tornaram possíveis pelas flutuações nos níveis de oxitocina, que não ocorrem no homem, podese estabelecer a hipótese de que o apego mais integral da mulher possa dever-se à maior flexibilidade e pulsatilidade dos mecanismos que regulam a liberação de oxitocina.
Pois bem, se nos detivermos por um momento neste ponto, devemos nos perguntar se alguma vez um homem poderá se comportar como a Anna Karenina de Tolstoi, que perde a respeitabilidade, o marido, o filho e a si mesma porque se apaixonou por um Conde Vronski que nunca a perdoará por ter sido obrigado a deixar sua carreira no exército por causa dela _ um pouco como o nosso Stefano. Talvez não se possa afirmar que graus extremos de amor sejam sempre e somente protagonizados pelas mulheres, mas não dispomos, no momento, de elementos que comprovem cientificamente alguma teoria.%22

Postado por Sílvia Lisboa

Campanha

16 de outubro de 2007 0

Falta de óculos é ainda uma das maiores causas de baixa visão e cegueira infantil no Brasil

Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a falta de óculos é uma das maiores causas de baixa visão e cegueira infantil _ situação que poderia ser evitada em 80% dos casos com a prevenção. Para alertar para o problema, uma campanha será realizada com o slogan Visão para Crianças.
De acordo com os dados da CBO, os erros refrativos não corrigidos (inadequação ou não utilização das lentes) atingem 10% das crianças de 0 a 10 anos, aproximadamente 240 mil casos no país. O diagnóstico precoce e o tratamento podem impedir que crianças com miopia sejam vítimas de graves deficiências visuais futuras pela não utilização dos óculos na sala de aula, por exemplo.

Postado por Tatiana Tavares

Alimentação

15 de outubro de 2007 0

Comida de adulto gera déficit de ferro em bebês

Pesquisa realizada com 513 mulheres que deram à luz nos municípios paulistas apontou que 49% das crianças apresentaram deficiência de ferro nos primeiros 180 dias de vida. Um dos principais fatores relacionados ao desenvolvimento da anemia, denominada ferropriva, seria o consumo dos mesmos alimentos ingeridos pelos adultos.
A pesquisa mostrou que 87 crianças consumiam a mesma comida que a família, sendo que, deste número, 57 tinham anemia, ou seja, 65,5% dos bebês.

Postado por Tatiana Tavares

Anabolizantes

14 de outubro de 2007 0

Homens de 30 são os maiores usuários de esteróides
   
O usuário típico de esteróides anabolizantes androgênicos não é o adolescente ou o atleta, mas o homem de cerca de 30 anos, bem educado e com renda alta, segundo um estudo publicado hoje.
A revista da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva publicou um estudo no qual participaram 2.663 homens e mulheres de 81 países, indicando que o motivo principal para o uso desses compostos é o aumento da musculatura.
Esses esteróides, que são usados sem fins médicos, são derivados do hormônio masculino testosterona, nos quais se diminuem quimicamente os efeitos androgênicos e virilizantes e se aumenta a ação anabólica. Já que esses dois efeitos fundamentais dos esteróides anabolizantes androgênicos não foram isolados completamente, o efeito virilizante é mais evidente na mulher com o uso prolongado do produto.
Embora alguns atletas recorram a tais esteróides para aumentar seu rendimento na competência esportiva, o estudo assinala que a melhoria da imagem física motiva a maioria de usuários que deseja aumentar sua massa muscular, sua força e sua suposta atratividade.
Diferentemente das pessoas que abusam dos narcóticos ou outras drogas ilícitas, os usuários de esteróides anabolizantes, em sua maioria seguem regimes cuidadosamente planejados junto com uma dieta saudável, outros compostos e exercícios, segundo o artigo.

Postado por Tatiana Tavares

Saúde dos olhos

13 de outubro de 2007 0

Alemães desenvolvem córnea artificial para ser testada em humanos até 2008

Um grupo de pesquisadores alemães desenvolveu uma córnea artificial que poderia começar a ser testada em humanos no início de 2008, o que evitaria que pacientes tivessem de esperar muito tempo por uma doação. A nova córnea artificial já foi testada em laboratório, onde foi implantada em coelhos e, segundo os pesquisadores, apresentou resultados promissores.
Da iniciativa, financiada pela União Européia (UE), participaram pesquisadores alemães do Instituto Fraunhofer de Pesquisa Aplicada de Potsdam e do Hospital Universitário de Regensburg.
A descoberta resolve o principal problema que envolve atualmente a produção de córneas artificiais: a necessidade de que o implante cresça e se una firmemente ao tecido natural, com o centro do mesmo permanecendo isento de células, já que isso dificultaria a visão.

Postado por Tatiana Tavares