Os polifenóis
— A baixa dosagem de álcool e os polifenóis são apontados como os principais responsáveis pelos benefícios do vinho para a saúde.
— Os polifenóis são compostos produzidos pelos vegetais, encontrados nas cascas e sementes de frutos e nas folhas. Existem mais de 200 diferentes tipos, e o mais conhecido é o reverastrol.
— Cabe a eles proteger as plantas dos ataques físicos, como a radiação ultravioleta do sol, e biológicos, como fungos, vírus e bactérias.
— Por sua função, os polifenóis têm ação antibiótica e potente efeito antioxidante.
— Como os vinhos tintos são fermentados com a casca e as sementes, têm cerca de 10 vezes mais polifenóis que os brancos.
— O álcool é o melhor solvente (que faz a extração) dos polifenóis das cascas e sementes da uva e também favorece sua absorção pelo organismo. Por isso, parte dos benefícios proporcionados pelo vinho não é oferecida pelo suco de uva.
Os benefícios da bebida
Contra radicais livres
— Os polifenóis têm ação antioxidante, ou seja, neutralizam os radicais livres. Dessa forma, previnem uma série de doenças relacionadas à ação desses compostos, como reumatismo, câncer, arteriosclerose, doenças cardíacas, catarata, entre outras.
Coração
— Inúmeros estudos nessa área apontam que a ingestão moderada de vinho diminui a ocorrência de doenças cardíacas e circulatórias entre 40% e 60%.
— Aumenta os níveis de HDL (o chamado bom colesterol) e diminui os de LDL (mau colesterol).
— Previne a formação de coágulos, principal causa de obstrução de vasos sangüíneos, que causam o infarto, derrame cerebral e gangrenas.
— Aumenta a resistência e a elasticidade da parede vascular.
— Dilata os vasos sangüíneos, diminuindo a resistência ao trabalho do coração.
Acidente Vascular Cerebral (AVC)
— Pessoas que mantêm o hábito de beber vinho de forma regular e moderada têm de 40% a 60% menos riscos de desenvolver o AVC isquêmico, que é resultante da obstrução de vasos, provocando a redução do fluxo de sangue no tecido cerebral.
— Por outro lado, o consumo abusivo, mais de cinco copos por dia, aumenta o risco de AVC hemorrágico, provocado pelo rompimento de vasos e vazamento de sangue no sistema nervoso.
Pressão arterial
— É bastante controverso o efeito do vinho nesse caso. Mas não há dúvidas que o consumo excessivo de álcool, mais de cinco copos por dia, por exemplo, aumenta a pressão arterial.
— Há quem defenda que o consumo em pequenas doses — até três copos por dia, por exemplo — baixa a pressão arterial, tanto a sistólica (máxima) como a diastólica (mínima).
Câncer
— As pessoas que têm o hábito de consumo regular e moderado de vinho têm 20% menos chances de desenvolver câncer de qualquer tipo. Essa proteção se deve aos polifenóis, que agem bloqueando tanto o início quanto o crescimento e a disseminação da doença.
— Alguns cânceres têm relação direta com o consumo de bebidas alcoólicas, como a cerveja e os destilados em altas doses. Entre eles estão o de boca, pulmão, próstata, mama e intestino.
— Nas mulheres, o vinho reduz em 50% as chances de desenvolvimento de câncer de ovário.
Envelhecimento
— Como o envelhecimento das células, dos tecidos e do organismo como um todo é uma ação dos radicais livres, e os vinhos têm uma potente ação antioxidante, quem consome vinho junto às refeições, de forma moderada e regular, tem melhor qualidade de vida.
Fonte: Vinho e Saúde — Como Estamos em 2007, de Jairo Monson de Souza Filho, especialista em clínica médica
Postado por Larissa