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Posts de outubro 2008

Saiba mais sobre a psoríase

30 de outubro de 2008 1

Cotovelos e joelhos são os locais mais atingidos/Burcin Tuncer, Stock.xchng, divulgação

Considerada uma doença inflamatória e imunomediada (quando o sistema imunológico provoca a inflamação), a psoríase atinge, aproximadamente, 130 milhões de pessoas em todo o mundo. O problema de pele tem predisposição genética e acomete igualmente homens e mulheres, podendo aparecer em qualquer idade, inclusive em crianças, sendo mais comum em pessoas entre 30 e 40 anos.

A psoríase se desenvolve pela ação das chamadas células T, que hiperestimulam e aceleram a proliferação das células da pele. Esse crescimento acelerado provoca a formação de lesões elevadas, chamadas de placas, com aparência avermelhada e recobertas por escamas brancas.

— Para se ter uma idéia, na pele normal e saudável, as novas células levam cerca de um mês para migrarem para a superfície. Já na pele de uma pessoa com psoríase, esse processo pode levar apenas três a quatro dias para acontecer — explica a dermatologista Letícia Secco.

Os sinais e sintomas físicos mais evidentes da psoríase são lesões avermelhadas e descamativas, que coçam, podem rachar e sangrar. Os joelhos e os cotovelos são os locais geralmente atingidos, porém, outras partes do corpo podem apresentar lesões. Diversos fatores podem desencadear a doença: um trauma na pele, por exemplo, pode fazer com que as placas apareçam no local. Fatores como mudança de temperatura, estresse físico e psicológico e infecções podem agravar o quadro.

Ao contrário do que muita gente pensa, a psoríase não é contagiosa e pode ser controlada. Para isso, entretanto, é necessário que se faça um diagnóstico correto para que a doença não tome proporções mais graves, com áreas extensas de pele acometidas, dor e deformidade nas articulações, também conhecida como artrite psoriásica.

— Por se tratar de um problema que fica exposto o tempo todo, os pacientes sentem-se envergonhados. Mas com as terapias certas, indicadas por um médico, é possível ter uma vida completamente normal e saudável. Medicamentos à base de corticosteróides injetáveis ou tomados via oral podem proporcionar uma melhora imediata, mas geralmente causam piora posterior — conclui a especialista.

A psoríase é contagiosa?

Não, a psoríase não é contagiosa. Ninguém pega psoríase pelo ar, na piscina, nas toalhas, no ato sexual ou ao manter qualquer outra forma de contato com a pele de uma pessoa com a doença. Se você tem psoríase, lembre-se: não há motivo para constrangimentos. E se você convive com pessoas que têm a doença, é importante saber que ela não é contagiosa e, portanto, não há por que apresentar qualquer tipo de preconceito ao relacionar-se com um portador de psoríase.

O que pode agravar os sintomas?

Vários fatores podem agravar ou até desencadear a doença. Estresse físico ou psicológico, além de fatores externos como uso de álcool, cigarro e coçar as lesões, podem piorar o quadro.

Pacientes com psoríase devem seguir alguma dieta alimentar?

Não há restrições na alimentação do portador de psoríase. Mas fique atento: alimentos ricos em gordura interferem na absorção de alguns medicamentos usados no tratamento das lesões. Sempre é recomendável uma dieta balanceada, rica em frutas, legumes e verduras. Isso ajuda na recuperação. Existem estudos mostrando que indivíduos obesos tendem a apresentar mais psoríase que os magros. Portanto, procure manter o peso ideal. Faça exercícios físicos e procure evitar ao máximo situações e hábitos estressantes. Não esqueça: repouso e lazer são muito importantes.

Posso viver normalmente com a psoríase?

A doença não deve impedir o lazer, atividades sociais, exercícios físicos, viagens, alimentação, vida profissional e familiar. Este é o objetivo dos tratamentos: proporcionar a retomada de todas as atividades, de forma saudável.

Já que a psoríase não tem cura, devo ficar sem medicação?

Apesar de ser uma doença que não tem cura, a psoríase pode e deve ser controlada. A finalidade do tratamento é reduzir as crises com uma terapia que possa ser usada a longo prazo com segurança. As substâncias calcipotriol e betametasona são as mais utilizadas. Já existem medicamentos que combinam os dois princípios ativos, diminuindo a necessidade de muitas reaplicações. Além da maior comodidade, o calcipotriol e a betametasona combinados atuam mais rapidamente no organismo e apresentam resultados mais efetivos que quando usados separadamente.

Cremes hidratantes ajudam na cicatrização ou apenas mascaram os sintomas?

Hidratantes melhoram a descamação e evitam as rachaduras. Todos os pacientes portadores de psoríase se beneficiam com a utilização de hidratantes potentes nas áreas lesadas. Abuse de hidratantes.

Posso tomar banhos de imersão?

Sim. Estâncias hidrominerais proporcionam hidratação e desinfecção das lesões, além de exercer efeito calmante sobre a pele. Por exemplo, na região do Mar Morto (Ásia), existem clínicas voltadas exclusivamente a essa terapêutica, que tratam a psoríase com exposição solar moderada e banhos de água salgada.

Fonte: Letícia Secco, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da American Academy of Dermatology e da European Academy of Dermatology and Venereology

Postado por Larissa Roso

Mais informações sobre o Previna

28 de outubro de 2008 1

O site do grupo da Unicamp que pesquisa o composto de soja para mulheres na menopausa é o seguinte:

www.estudosojamenopausa.com.br

Postado por Larissa Roso

O ranking das doenças mais fatais

28 de outubro de 2008 0

Stock.xchng, divulgação

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, mas as infecções respiratórias ocupam o primeiro posto nos países de baixa renda, segundo um relatório global divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No mundo, as principais causas de óbitos depois das doenças cardiovasculares são as infecções respiratórias, diarréia, aids, tuberculose, câncer de pulmão e acidentes de trânsito, segundo o amplo estudo elaborado com os dados de mortes de 2004. Nos países pobres, matam mais as infecções e as doenças parasitárias, assim como a diarréia.

Das 60 milhões de pessoas que morreram em 2004, mais da metade tinha mais de 60 anos, mas o relatório mostra claramente as diferenças por regiões. Na África, 46% de todas as mortes em 2004 foram de menores de 15 anos, enquanto nos países ricos apenas 1% eram desse grupo de idade. Inversamente, só 20% dos mortos na África tinham mais de 60 anos, enquanto no mundo industrializado esse total era de 84%.

De cada 10 mortes no mundo, seis se deveram a doenças não-infecciosas, três a infecciosas e uma a ferimentos. Em 2004, morreram 10,4 milhões de crianças menores de cinco anos, 73% delas por seis causas: infecções respiratórias agudas (especialmente pneumonia), diarréia, nascimentos prematuros, infecções neonatais, asfixia ao nascer e malária.

No mundo todo, homens entre 15 e 60 anos correm muito mais risco de morrer do que as mulheres da mesma faixa etária. Essas mortes se devem principalmente às taxas mais elevadas de cardiopatias e aos traumatismos. Essa diferença é mais marcada na América Latina, no Caribe, no Oriente Médio e no Leste Europeu. Se entre os adultos africanos a principal causa de morte é a aids, os europeus dessa faixa etária morrem mais de doenças cardiovasculares e ferimentos.

Com base nos dados de 2004, a OMS elaborou projeções para 2030, que indicam que haverá uma grande redução das mortes por doenças transmissíveis, inclusive aids, tuberculose e malária. As mortes por aids devem aumentar de 2,2 milhões em 2008 para 2,4 milhões em 2012, caindo depois para 1,2 milhão em 2030. Prevê-se que, em 2030, as doenças não-transmissíveis sejam responsáveis por 75% das mortes, entre elas câncer, que aumentará de 7,4 milhões de óbitos em 2004 para 11,8 milhões em 2030.

Também está previsto aumento de 28% das mortes devido a ferimentos, cuja causa principal serão os acidentes de trânsito, que passarão de 1,3 milhão de falecimentos em 2004 para 2,4 milhões em 2030. Para esse ano, a OMS prevê que as principais causas de morte sejam as doenças cerebrovasculares e as infecções respiratórias, especialmente pneumonia.

As mortes por tabagismo devem aumentar de 5,4 milhões em 2004 para 8,3 milhões em 2030, quando representarão quase 10% do total de óbitos. A aids diminuirá, mas continuará sendo a 10ª causa de morte no mundo. A tuberculose cairá para a 20ª posição, e a diarréia, para a 22ª. O envelhecimento da população aumentará os casos de câncer, e os acidentes de trânsito subirão da 9ª para 5ª causa de morte.

Postado por Larissa Roso

Composto de soja para a menopausa

25 de outubro de 2008 4

Adriana Franciosi

Estudo da Unicamp, em Campinas (SP), concluiu que composto feito com soja, criado por pesquisadores brasileiros, produz efeitos semelhantes aos da terapia hormonal usada na menopausa. Ondas de calor, secura vaginal, dores musculares, articulares e cansaços típicos da menopausa podem ser aliviados com um composto à base de isoflavonas, proteínas de soja e cálcio, segundo o Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da universidade.

Os números são surpreendentes: o composto Previna foi eficaz para aliviar os sintomas, tais como ondas de calor (redução de 65,4%) e problemas musculares e articulares (redução de 40%) e produziu uma melhora significativa na secura vaginal. Um dos fatores que contribuiu para a eficácia, segundo os autores da pesquisa, foi a proporção de isoflavona e proteína de soja contida no composto, em torno de 3,75mg de isoflavona por grama de proteína de soja.

O alimento mostrou boa aceitabilidade, poucos efeitos colaterais e eficácia comparável à da terapia hormonal e superior ao placebo. Dessa forma, pode ser uma boa opção para muitas mulheres que decidem não utilizar hormônios para o controle dos sintomas relacionados à menopausa.

O estudo foi realizado pelo médico Lucio Carmignani, com a orientação da ginecologista Adriana Orcesi Pedro, que apresentou os resultados no Encontro Anual de Climatério, nos Estados Unidos. 

— A recepção do estudo pelos médicos e pesquisadores foi muito positiva — afirma Adriana. — Eles queriam saber se o alimento já era produzido em escala comercial ou se havia sido desenvolvido apenas para o estudo. Os Estados Unidos vivem buscando alternativas à terapia hormonal. Há farinha especial para muffins, shakes, chocolate de soja, mas ainda sem comprovação científica. Eles ainda não conseguiram desenvolver um alimento com a mesma efetividade ou que tenha tido a comprovação da sua eficiência em um estudo como esse — conclui.

Para Adriana, a metodologia utilizada deu grande credibilidade ao projeto.

— Foi um estudo comparativo, randomizado e controlado com placebo — conta. — Outro ponto positivo foi termos excluído as mulheres que tinham apenas sintomas leves da menopausa. Só foram selecionadas as que apresentavam sintomas moderados e severos. Acho que até por esse corte o resultado que o suplemento nutricional obteve despertou tanto interesse nos médicos e pesquisadores internacionais — acredita.

Desde a publicação do estudo Women Health`s Initiative (WHI), em 2002, que levantou os riscos dos tratamentos realizados com reposição hormonal sintética, como possível aumento na incidência de câncer de mama, e problemas tromboembólicos, a comunidade científica mundial busca alternativas para as mulheres que não podem ou não querem se tratar com os hormônios.

Depois da divulgação dos dados do WHI, o número de prescrições de terapia hormonal diminuiu em todo mundo. No Estado de São Paulo, houve um decréscimo em 25,2% (Maturitas, 2007). Sabe-se também que cerca de 70% das mulheres que optam por tratamentos alternativos no climatério em vez de hormônios sintéticos, por medo do desenvolvimento do câncer.

Saiba mais sobre o Previna

O alimento utilizado no estudo da Unicamp foi desenvolvido por uma equipe de especialistas em Nutrição com a assessoria científica de Jocelem Mastrodi Salgado, professora titular do Departamento de Agroindústria e Nutrição da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais. Trata-se de um composto concentrado à base de isolado protéico de soja, rico em isoflavonas e proteínas, enriquecido com cálcio. Com fórmula concentrada, é mais saboroso e tem rendimento maior. É adoçado com sucralose, o que oferece só 50 calorias por porção.

Nutrientes importantes
* Componentes da soja — aliados importantes para a saúde da mulher.
* Cálcio — mineral importante para a saúde óssea, principalmente em mulheres na menopausa. O composto tem 500mg de cálcio (50% da necessidade diária)
* Nos sabores frutas, baunilha e original. Basta misturar com leite, água, sucos ou vitaminados
* Apresenta 0% de gorduras trans, saturadas e colesterol
* Todas as versões são sem lactose

Postado por Larissa Roso

Suicídio de mulheres brancas aumenta nos EUA

25 de outubro de 2008 0

A taxa de suicídios nos Estados Unidos aumentou entre 1999 e 2005, pela primeira vez em mais de uma década, e principalmente entre as mulheres brancas, segundo um estudo da Escola de Saúde Pública Bloomberg da Universidade Johns Hopkins.

O estudo, divulgado nesta semana pela revista American Journal of Preventive Medicine, revela que as armas de fogo foram o instrumento mais usado pelos americanos que tiraram a própria vida durante o período. Além disso, os adolescentes, os adultos jovens (homens e mulheres) e os idosos brancos deixaram de ser, nesse período, os grupos mais propensos a cometer suicídio.

A investigação descobriu que o aumento geral dos suicídios entre 1999 e 2005 ocorreu principalmente entre os brancos de 40 e 64 anos e que a maior alta correspondeu às mulheres brancas na meia-idade. Nesse lapso, os suicídios no país aumentaram só 0,7%, mas entre os brancos o crescimento anual foi de 2,7%, enquanto entre as mulheres brancas de meia-idade foi de 3,9%, segundo o levantamento.

Em contraste, o suicídio entre os negros caiu consideravelmente nesses anos e se manteve estável entre os americanos de origem asiática e entre os americanos nativos. Apesar de as armas de fogo terem sido o método predominante de suicídios, esse recurso diminuiu durante o período. Os suicídios por sufocamento subiram de forma notável: 6,3% entre os homens e 2,3% entre as mulheres. Em 2005, por exemplo, a forca ou o sufocamento representaram 22% dos suicídios, ultrapassando os 18% do envenenamento.

- Os resultados indicam uma mudança na epidemiologia do suicídio no qual os brancos de meia-idade surgem como o grupo de maior risco - diz Susan Baker, professora do Centro de Pesquisas e Política da Escola de Saúde Pública. - Historicamente, os programas de prevenção do suicídio focavam nos grupos de maior risco: jovens, adultos jovens e idosos brancos. Esta investigação nos diz que é necessário dirigir agora nossos recursos ao desenvolvimento de programas de prevenção para homens e mulheres de meia-idade.

Os pesquisadores admitem que até agora desconhecem as razões da mudança. No entanto, afirmaram que, "embora fosse possível atribuir os resultados a um aumento da crise ao calcular a média de vida de uma pessoa, há outros estudos que afirmam que essa idade é também um momento de relativa segurança e de bem-estar emocional". Portanto, "é necessário explorar as mudanças sociais que poderiam afetar de maneira desproporcional os adultos de meia idade neste país", acrescentou Baker.

Postado por Larissa Roso

Anticorpo contra a artrite reumatóide

25 de outubro de 2008 0

Cientistas italianos demonstraram que o adalimumab, um anticorpo humano que se injeta para combater os efeitos da artrite reumatóide, também produz efeitos benéficos na atividade laboral dos pacientes que sofrem com essa doença. Os efeitos curativos do anticorpo foram comprovados em um estudo realizado por 23 centros médicos italianos apresentado nesta semana em Veneza, durante um simpósio da Sociedade Italiana de Reumatologia.

O relatório mostra que 23% dos 340 pacientes que receberam o anticorpo experimentaram um retrocesso clínico da doença após um ano e, em alguns casos, viram o desaparecimento substancial de seus sintomas. Os cientistas observaram que a qualidade de vida tinha melhorado em 29% dos pacientes, o que relacionam ao fato de boa parte deles terem conseguido trabalhar melhor.

- A melhora da produtividade no trabalho gera um efeito virtuoso em todo o sistema econômico e produtivo - aponta Gianfranco Ferraccioli, professor da Universidade Católica de Roma.

Três meses antes do início do tratamento para o estudo, 29% de pacientes haviam perdido dias de trabalho por causa da doença. Um ano depois, o número caiu para 9%.

Postado por Larissa Roso

Transtorno da conduta

25 de outubro de 2008 0

A revista científica Cadernos de Saúde Pública, da Fiocruz, publicou o primeiro estudo realizado no Brasil sobre a prevalência do transtorno da conduta - desordem psicológica que vai desde mentir e matar aula até brigar com uso de armas e praticar assaltos. A pesquisa consistiu em entrevistas com 1.145 adolescentes de 11 a 15 anos moradores de Pelotas, avaliando a presença de seis comportamentos: ter freqüentemente passado a noite na rua, sem autorização dos pais; ter freqüentemente mentido ou enganado os outros; ter roubado alguma coisa; ter ameaçado bater em outras pessoas; ter destruído coisas de propósito; e ter machucado animais ou pessoas de propósito. Os resultados, que constam da edição de setembro da revista, mostram que três em cada 10 adolescentes apresentavam dois ou mais desses comportamentos avaliados.

Essa prevalência de 30% para transtorno da conduta entre os adolescentes de Pelotas é similar à observada no Peru e bem superior à verificada no Canadá. Neste país da América do Norte, a prevalência do transtorno da conduta é de 5,5%.

"As diferenças nos valores provavelmente são decorrentes da divergência de instrumentos utilizados nas coletas de dados e nas diferenças socioeconômicas e culturais dos locais investigados", explicam a pesquisadora Ana Laura Sica Cruzeiro e co-autores no artigo.

Os pesquisadores constataram, por exemplo, que esse transtorno era mais freqüente entre os meninos do que entre as meninas e atingia, sobretudo, os adolescentes das classes socioeconômicas mais baixas - resultados que estão de acordo com trabalhos realizados em outros países. Outra conclusão diz respeito ao consumo de bebida alcoólica e ao uso de drogas: adolescentes com tais comportamentos no mês anterior à entrevista apresentaram um risco maior para o transtorno da conduta.

Um risco maior para esse problema também foi encontrado entre jovens que sofreram bullying, isto é, "todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivações evidentes, dentro de uma relação desigual de poder, causando dor, angústia e humilhação". "É plausível que os adolescentes que sofreram violência tornem-se violentos", diz o artigo, assinado por pesquisadores da Universidade Católica de Pelotas (UCPel).

Os autores chamam a atenção para a necessidade de estratégias preventivas, que minimizem os fatores associados ao aparecimento do transtorno da conduta. Essa desordem psicológica poderia ser prevenida por meio de intervenções para evitar o consumo de álcool, o uso de drogas e o bullying desde a infância. "Crianças e adolescentes com transtornos de comportamento tendem a permanecer com estes transtornos na idade adulta e, quando adultos, tendem a criar filhos também com transtornos de comportamento, estabelecendo-se um ciclo difícil para a sociedade", destacam Ana Laura e co-autores.

Postado por Larissa Roso

Novidade sobre as células-tronco tumorais

25 de outubro de 2008 0
Células-tronco tumorais - que representam 1% das que formam um tumor - são as responsáveis pelas metástases do câncer e, portanto, podem ser a chave para a cura. A descoberta, que pode revolucionar o modo de combater os tumores, é fruto de uma pesquisa de cientistas Instituto Superior de Saúde (ISS) e da Universidade La Sapienza de Roma, na Itália, entre outras instituições, que participaram do Congresso Nacional da Sociedade de Cirurgia nesta semana.
- Descobrimos que as células-tronco tumorais, apesar de constituírem 1% ou 2% da população do total das células tumorais, são as mais importantes do ponto de vista da agressividade, determinando as metástases e reaparições do câncer - comenta Ruggero De Maria, oncologista do ISS. - Devemos identificar essas células através de estudos de imagem computadorizada. Só assim podemos pensar em intervir depois para desativar o tumor - acrescenta.
Os pesquisadores italianos, em colaboração com cientistas americanos, analisam agora o comportamento das células-tronco tumorais para averiguar que medicamentos podem ser mais efetivos para conseguir curar os tumores, inclusive sem necessidade de intervenção cirúrgica.

Postado por Larissa Roso

Colonoscopia em teste

25 de outubro de 2008 0

Do caderno Vida de hoje

A tomografia computadorizada pode ser usada quase com a mesma eficiência que a colonoscopia tradicional para detectar pólipos grandes no intestino, mas ainda não tem a mesma precisão para os pequenos. Essa são as principais conclusões de um estudo realizado pela Clinica Mayo, do Arizona (EUA), e outros centros médicos publicado neste mês no New England Journal of Medicine, uma das revistas médicas de maior credibilidade. Segundo especialistas, o estudo foi interessante para mostrar vantagens da nova técnica, mas também para alertar que ela não substitui totalmente a tradicional.

A colonoscopia virtual _ como ficou conhecido o uso da tomografia computadorizada para mapear o cólon (intestino grosso) _ foi mais uma das aplicações dadas nos últimos anos a esse exame radiológico na tendência de procedimentos cada vez menos invasivos. Contudo, sua eficácia, se comparada à da colonoscopia tradicional, feita com um endoscópio, ainda é muito discutida.

A pesquisa americana mostrou que a tomografia é capaz de encontrar 90% dos pólipos com 10 milímetros ou mais de diâmetro em relação ao total detectado pela colonoscopia. Esses pólipos são os que têm mais chances de se tornar um tumor. Quanto aos pólipos de cinco milímetros, menos perigosos, a tomografia identifica apenas 65%. Participaram do estudo 2.531 pessoas com 50 anos ou mais.

O especialista em cirurgia oncológica Ademar Lopes explica que esses pólipos são verrugas presas à parede do intestino. Para evitar que virem tumor, recomenda-se que a colonoscopia seja feita pelo menos uma vez a cada 10 anos, a partir dos 50 anos de idade. A imprecisão na detecção dos pólipos menores verificada na tomografia é um risco.

— Se a pessoa fizer uma tomografia a cada 10 anos e não detectar um pólipo menor de 5 mm que esteja lá, até fazer o outro exame esse pólipo poderá se desenvolver — diz o médico.

Para ele, a tomografia é uma opção a mais de diagnóstico, mas não substitui totalmente a colonoscopia. Mesmo porque este procedimento tem diversas outras funções, como a retirada de material para biópsia ou do próprio pólipo.

— É uma opção para pacientes com alguma característica anatômica que não permita que o endoscópio passe por todo o intestino. Ou então para aqueles que não aceitam a colonoscopia em razão de seus inconvenientes. Mas o médico deve explicar as diferenças entre o que cada exame pode fazer — explica Lopes.

Para o endoscopista Gustavo Mello, a colonoscopia virtual é um método que veio para ficar, como ocorreu no caso de exames da via biliar com outra técnica radiológica, a ressonância magnética.

— Certamente a evolução da tecnologia vai melhorar a acurácia da colonoscopia virtual, mas no momento ainda está estabelecido o papel definitivo desse exame por tomografia computadorizada no seguimento do câncer colorretal.

O câncer de cólon e reto está entre os quatro mais comuns. Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa de novos casos em 2008 no país é de 12.490 para homens e 14,5 mil para mulheres

Colonoscopia virtual

É feita por meio de tomografia computadorizada, também conhecida como colonografia

Vantagens

— Menos invasiva

— Não requer sedação, apenas preparação igual a do colonoscopia (limpeza)

— Mais barata

Desvantagens

— Não permite a coleta de biópsias e a retirada de pólipos

— Menos precisa para diagnosticar pólipos pequenos

Colonoscopia tradicional

Exame do intestino grosso feito com um endoscópio e instrumentos para a retirada de pólipos

Vantagens

— Coleta de biópsias e retirada de pólipos

— Diagnóstico mais preciso de pólipos pequenos

Desvantagens

— Preço mais caro

— Invasiva

— Requer sedação e geralmente um dia fora do trabalho

Fonte: New England Journal of Medicine e Hospital A. C. Camargo

 

Estudos tentam acabar com necessidade de lavagem antes de procedimentos

Apesar das limitações em relação à colonoscopia, procedimentos de imagem como a tomografia podem continuar evoluindo e alcançar uma vantagem significativa, que é o fim da necessidade das lavagens como preparação de exames de intestino, hoje necessária.

Rubens Chojniak, radiologista, diz que estão começando a brotar na literatura estudos avaliando técnicas que consideram ministrar materiais radiopacos na alimentação.

— O objetivo é ter o bolo alimentar contrastado após alguns dias. Assim, conseguiria-se diferenciar na imagem o que é resto fecal de um pólipo, acabando com a necessidade da limpeza, que é hoje o principal desconforto do paciente que vai fazer qualquer um dos exames de diagnóstico de intestino — afirma o médico.

De acordo com o radiologista, entretanto, os estudos apenas iniciaram essa discussão, e a técnica ainda não está validada para inclusão na rotina médica.

 

Tomografia permitiu diagnóstico e tratamento de aposentado

Uma conjunção entre a tomografia para o diagnóstico e a colonoscopia para o tratamento foi a saída utilizada pelo aposentado Simonides Justino de Paula, 80, que recentemente retirou um pólipo do intestino. Ele integra um grupo de pacientes com características anatômicas que dificultam o acesso do endoscópio usado na colonoscopia a todas as regiões do intestino.

— Sempre preveni o aparecimento de pólipos. Porém, há cerca de dois anos, recomendaram uma tomografia para uma análise completa do intestino. Foi encontrado um pólipo, e não era dos pequenos, não — afirma Simonides.

Ele diz que a tomografia foi fundamental em seu caso.

— Só tinha feito esse procedimento antes para averiguar a próstata. Graças a Deus, juntando os dois exames (tomografia e colonoscopia) resolvi meu problema — conta o aposentado.

Postado por Larissa Roso

Diabéticos têm duas vezes mais chances de surdez

23 de outubro de 2008 0

Um estudo realizado pelo National Institute of Health, dos Estados Unidos, confirma a relação existente entre a perda auditiva e o diabetes. Segundo os pesquisadores, os casos de surdez ocorrem duas vezes mais entre pacientes diabéticos do que em pessoas que não têm a doença.

Está comprovado que o diabetes é um claro fator de risco para a perda auditiva. A doença afeta os nervos internos e os vasos sanguíneos do ouvido, o que é visto como a provável causa do aumento do dano auditivo em pessoas diabéticas.
A pesquisa americana incluiu 5.140 indivíduos com idades entre 20 e 69 anos. Quase um em cada dez adultos examinados era diabético.

Em 21% daqueles que sofriam de diabetes foi verificada perda auditiva em baixas freqüências e de gama média, em comparação com apenas 9% dos não-diabéticos. A pesquisa revelou também que 54% dos diabéticos têm dificuldades auditivas em altas freqüências, em comparação com 32% dos que não têm a doença.

Os especialistas em audição recomendam que os indivíduos diabéticos façam o exame auditivo para verificar se apresentam algum problema de surdez.

Postado por Sílvia Lisboa