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Posts de novembro 2008

Centenários estão mais propensos à depressão

29 de novembro de 2008 0

www.sxc.hu

Uma nova pesquisa americana indica que pessoas que conseguem chegar aos cem anos de idade podem ter maior propensão à depressão.

Os pesquisadores da Universidade de Temple, na Filadélfia (Estados Unidos), analisaram 244 pessoas com 100 anos ou mais e descobriram que uma em cada quatro demonstrava sinais claros de depressão. Mas menos de um terço dos casos foram oficialmente diagnosticadas por um médico.

– Centenários ainda são raros, e a depressão ainda não foi totalmente estudada  neste grupo – afirma Adam Davey, que liderou o estudo.

O estudo da Universidade Temple foi apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Gerontologia. Segundo a pesquisa, 25% das 244 pessoas analisadas apresentavam níveis "clinicamente relevantes" de sintomas de depressão. Mas apenas 8% relataram que tiveram um diagnóstico do problema.

– As pessoas que sofrem de depressão tendem a um risco maior de mortalidade, então é incompreensível observar altos números (da doença) entre os mais velhos – acrescentou.

 

Postado por Sílvia Lisboa

Mudança cerebral associada ao transtorno do pânico

29 de novembro de 2008 0

Na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, cientistas detectaram pela primeira vez um aumento no volume da insula, uma estrutura cerebral que fica entre o lobos frontal e temporal, que está diretamente envolvida no processamento das emoções.

A descoberta vai permitir avanços nos estudos sobre o funcionamento do cérebro, principalmente de pessoas com transtorno do pânico. Segundo o psiquiatra Ricardo Riyoiti Uchida, responsável pelo estudo, várias estruturas já haviam sido implicadas no transtorno do pânico, mas a insula não havia sido detectada com volume alterado, mas somente com função alterada.

Ainda segundo o pesquisador, estudos anteriores de pânico funcional já mostraram que pessoas que têm dor, falta de ar, taquicardia ou sensações gastrintestinais ativam a insula.

– Como pacientes com Transtorno do Pânico (TA) sentem e queixam-se de sensações corpóreas muito intensas e desagradáveis durante as crises, sugerimos que a insula aumentada em nossos pacientes os predisponha a perceber mais intensamente o próprio corpo. Aliado a isso, há a diminuição de volume de cíngulo anterior, região muito importante do lobo frontal, também relacionada com ansiedade, percepção corporal e avaliação de risco – afirma.

O pesquisador diz que utilidades práticas imediatas para estudos deste tipo são ainda limitadas. "Mas nos últimos anos mudaram vários pontos de vista sobre a doença. Agora já se comprovou que pessoas com TA sentem as coisas de modo diferente. Talvez elas tenham que se esforçar muito mais que qualquer outra pessoa para ignorar alarmes corporais internos e que terão mais dificuldade de racionalizar e assim saber que não irão morrer, enlouquecer ou perder o controle, sintomas presentes durante o ataque de pânico, apesar de sentirem que estão para morrer". 

Na pesquisa foram avaliadas 39 pessoas, entre pacientes com TA e controles. Os exames de ressonância foram feitos no Hospital das Clínicas da FMRP e a análise no Hospital das Clínicas de São Paulo.

 

Postado por Sílvia Lisboa

Meninas sofrem mais de depressão

29 de novembro de 2008 0

Uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) avaliou 1.923 alunos, entre 11 e 19 anos, que cursavam da 7ª série do ensino fundamental ao 2° ano do ensino médio em 38 escolas públicas e privadas de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e constatou que 10% dos jovens apresentam sintomas depressivos.

– A adolescência se revela particularmente importante para o estudo do transtorno depressivo, cuja prevalência é mais elevada nesse período da vida, chegando a 20% – afirmam os pesquisadores em artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.

A pesquisa também apontou que as meninas têm mais que o dobro de chances de apresentar esses sintomas do que os meninos, jovens com baixa auto-estima possuem 6,4 vezes mais chances e os insatisfeitos com sua vida, 3,2 vezes mais possibilidades. "Dois eventos revelaram-se particularmente de risco à expressão da depressão na adolescência: a separação dos pais e a experiência de violência física causada pela mãe", comentam os pesquisadores. "Essas circunstâncias da vida são capazes de alterar o estado de bem-estar físico e mental, gerando muita insegurança".

Os dados encontrados foram que adolescentes vítimas de violência severa cometida pela mãe (como chutes, mordidas, murros, espancamentos, ameaças ou uso de arma ou faca) mostraram ter 6,5 vezes mais possibilidades do que aqueles que não sofreram com esses males. "A separação dos pais também se revela importante, indicando que aqueles cujos pais se separaram têm 73% mais chances de apresentar sintomas depressivos do que aqueles que nunca passaram por essa experiência", explicam os pesquisadores no artigo.

Postado por Sílvia Lisboa

Sonda é alternativa para remoção de pólipos

29 de novembro de 2008 0

Pesquisadores da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, informam, com base em estudos que vêm sendo desenvolvidos, que biópsias virtuais irão eliminar a necessidade de remover pólipos não cancerosos de cólon.

Atualmente, de um terço à metade dos pólipos removidos por colonoscopias se mostram inofensivos, mas precisam ser examinados por patologistas, aumentando o tempo, os custos e o potencial de complicações do exame para a paciente.

Em estudo realizado por gastrenterologistas da Mayo, foi testada uma nova sonda, ultra sensível, que pode revelar se uma célula está se tornando cancerosa ou não, sem necessidade de removê-la para biopsia. Os pesquisadores descobriram, especificamente, que o sistema, conhecido como endomicroscopia confocal a laser baseada em sonda, garante uma precisão de 90% na identificação de pólipos benignos, ou inofensivos. Com mais tentativas, o sistema pCLE pode atingir uma precisão de 100%, acreditam os pesquisadores.

– Nosso objetivo é, durante uma colonoscopia, remover apenas pólipos cancerosos ou pré-cancerosos das pacientes e penso que estamos perto disso – diz o pesquisador chefe do estudo, o médico Michael Wallace, que também é professor da Escola de Medicina da Mayo.

Postado por Sílvia Lisboa

Cientista sugere mecanismo contra envelhecimento

29 de novembro de 2008 0

O bioquímico russo Mikhail Shchepinov acredita ter achado a fórmula para lutar contra os radicais livres que, segundo alguns cientistas, causam o envelhecimento: utilizar um isótopo de hidrogênio mais pesado

Em artigo publicado pela revista britânica New Scientis, ele afirma que presença desse isótopo, denominado deutério, no corpo humano contribuiria para frear a ação dos radicais livres e propõe incorporá-lo à dieta para este fim.

A hipótese mais aceita pela comunidade científica sobre o envelhecimento é de que ele resulta de um dano irreversível das biomoléculas do corpo, causado por radicais livres de oxigênio.

Estes radicais são compostos químicos produzidos pelo metabolismo e são perigosos porque têm um apetite voraz pelos elétrons, que rouba a água, as proteínas, as gorduras e inclusive as moléculas de DNA, deixando um rastro de destruição em seu caminho.

O corpo humano produz centenas de antioxidantes, incluindo vitaminas e enzimas que desativam os radicais livres antes que estes causem qualquer dano, mas esses sistemas de defesa acabam falhando, também vítimas de ataques oxidantes.

Shchepinov propõe uma luta contra os radicais livres baseada no "efeito isótopo": a presença de isótopos pesados em uma molécula pode desacelerar as reações químicas porque formam ligações químicas mais fortes. As ligações com o isótopo deutério, que tem o dobro do peso do hidrogênio mais comum e mais estável, são oitenta vezes mais fortes do que o habitual. Portanto, argumenta o bioquímico, sua presença nas biomoléculas as tornaria mais resistentes aos ataques dos radicais livres do oxigênio.

A partir dessa teoria, o russo planeja criar alimentos ricos em aminoácidos que contenham este elemento de modo que ele se incorpore naturalmente ao organismo, assim como comercializar água na qual a molécula de oxigênio tenha se aliado ao deutério.

 

Postado por Sílvia Lisboa

Exame de sangue na mãe detecta doenças genéticas

27 de novembro de 2008 0

www.sxc.hu

Amostras de sangue de mulheres grávidas podem revelar se a criança é portadora de doenças genéticas, segundo uma pesquisa da Universidade Chinesa de Hong Kong, publicada na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os pesquisadores afirmaram que a técnica pode identificar fibrose cística, talassemia beta e anemia falciforme. Os únicos exames disponíveis para estas doenças acarretam um alto risco de aborto.

– Isto resolve o problema que tem confundido pesquisadores nos últimos dez anos, no campo de diagnóstico pré-natal não invasivo – afirmou Dennis Lo, o professor que liderou a pesquisa na universidade em Hong Kong.

O novo exame analisa o DNA fetal no sangue da mãe, comparando com o próprio sangue da mulher. As pessoas têm duas cópias de cada gene, uma herdada do pai e outra da mãe. Quando elas concebem uma criança, passam para frente uma destas cópias. Muitos casais que querem ter um filho não se lembram ou não sabem que problemas genéticos recessivos podem ser uma ameaça que permanece escondida.

No caso da fibrose cística, por exemplo, apenas as pessoas que têm duas cópias do gene para a doença vão desenvolver o problema. Mas, se os dois pais carregam um único gene com a doença, existe uma chance de 25% do filho que conceberem herdar de ambos e desenvolver a doença.

A descoberta da existência do DNA do feto no plasma (a parte restante do sangue, depois da remoção das células) da mãe, abriu novas possibilidades para o exame. Entre 10% e 15% do DNA no plasma vêm do bebê e o resto pertence à mãe. Cientistas podem então procurar por seqüências de DNA defeituosas que foram passadas a partir do pai.

Mas é muito mais difícil detectar seqüências defeituosas passadas pela mãe, pois elas são idênticas ao "quadro de fundo" - as seqüências defeituosas no DNA da própria mãe. A equipe da Universidade Chinesa de Hong Kong pode ter conseguido superar esta dificuldade.

Segundo os cientistas de Hong Kong, ao usar tecnologia digital para contar estes genes é possível fazer uma avaliação mais precisa.

 

Postado por Sílvia Lisboa

Cientistas testam luz infravermelha contra surdez

25 de novembro de 2008 0

Cientistas americanos estão estudando uma forma de reduzir problemas de audição com um implante que aciona uma luz infravermelha, estimulando os nervos do ouvido.

Segundo os cientistas da Northwestern University, no Estado americano de Illinois, o ouvido pode ser estimulado tanto por som como por luz.

Um estudo publicado na revista científica New Scientist afirma que o uso de luz infravermelha obteve melhores resultados contra a surdez do que implantes cocleares em testes com preás.

Nos últimos anos, o uso de implantes cocleares (ou "ouvidos biônicos") ajudou a combater a surdez. O implante funciona com a instalação de 20 eletrodos direcionados para estimular os nervos do ouvido interno, mas ele é limitado, especialmente em ambientes barulhentos. Isso acontece porque as células ciliares de ouvidos saudáveis são muito mais precisas na captação de sons do que os implantes artificiais.

O pesquisador Claus-Peter Richter, da Northwestern, acredita que uma descoberta feita ao acaso pode levar à criação de um novo implante, que usaria luz infravermelha em vez de eletrodos.

Em uma operação, cirurgiões que usaram laser para corrigir um problema de audição descobriram que as células nervosas do ouvido podem ser estimuladas com luz infravermelha. A forma como isso acontece ainda não é conhecida pelos cientistas. Richter acredita que o fenômeno tem alguma ligação com o calor da luz.

 

Postado por Sílvia Lisboa

Os inimigos da visão

22 de novembro de 2008 0

Jefferson Botega

Do caderno Vida de hoje

Crianças

Nos próximos 13 anos, especialistas em oftalmologia pediátrica têm o desafio de reduzir em 80% o índice de cegueira infantil no mundo. Apesar de ambiciosa, a meta que integra o Programa Visão 2020, lançado há dois anos, está baseada em uma estatística estarrecedora: em cada 10 casos de perda total de visão, oito poderiam ter sido evitados. Mudar essa realidade depende, acreditam especialistas, da conscientização de pais e pediatras sobre a importância dos cuidados com a visão desde o berço até os 10 anos, período em que termina o desenvolvimento da visão.

A primeira arma é o teste do olhinho, que deve ser realizado nas primeiras 48 horas de vida do bebê. Menos famoso que o teste do pezinho, que detecta precocemente alterações genéticas, o do olhinho é capaz de diagnosticar enfermidades oculares como retinopatia, catarata congênita, glaucoma, tumores, infecções e traumas no parto. No ano passado, Porto Alegre tornou obrigatória a realização do exame nas maternidades locais.

— A decisão de Porto Alegre foi seguida por outros municípios gaúchos e por pediatras — comemora a oftalmologista infantil Rosane Ferreira, vice-presidente do Instituto Ver, ONG gaúcha voltada à prevenção da cegueira infantil e que ajudou a elaborar o projeto que tornou obrigatório o exame.

Além da realização do teste do olhinho, os bebês devem voltar ao oftalmologista até o sexto mês de vida para realizar a dilatação da pupila. O procedimento deve ser repetido a cada seis meses até os dois anos de idade. Este é um período especialmente crítico, em que 90% da visão é formada. Por meio da dilatação da pupila, o especialista detecta alterações oculares que se desenvolveram após o nascimento e podem levar à cegueira. Após esse período, as consultas passam a ser anuais, mas não devem ser negligenciadas.

Segundo Rosane, o pico de incidência do tumor ocular (retinoblastoma) ocorre aos 18 anos. Até mesmo defeitos na visão que podem ser corrigidos com óculos, como a miopia e o astigmatismo, podem acarretar deficiências caso não sejam detectados precocemente.

— Temos de tentar resolver as doenças oculares enquanto a visão está sendo desenvolvida — explica a médica.

Os óculos escuros também devem ser usados por todas as crianças, e não apenas pelas de olho claro, mais sensíveis às radiações solares.

Maioria pode doar córneas

Para doar grande parte dos órgãos, o paciente precisa ter diagnosticada a morte cerebral, condição em que a respiração não é possível sem aparelhos e os batimentos cardíacos cessam em poucas horas. No caso da córnea, no entanto, esse critério não é necessário. Com exceção das mortes provocadas por infecções ou alguns tipos de câncer, nas demais é possível retirar a lente transparente que fica na frente da íris, a parte colorida do olho, até seis horas após o óbito de pessoas, entre dois e 80 anos.

Embora a maioria possa ser doador, 90% das pessoas se recusam a autorizar a retirada do tecido de parentes mortos. Essa realidade no país coloca na escuridão 26 mil brasileiros que aguardam na fila pelo transplante. No Rio Grande do Sul, o tempo de espera é, em média, de oito meses.

Para reverter esse quadro, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançou no Fórum Nacional de Saúde Ocular, no último dia 30, a campanha "Desta Vida você não leva nada. Mas pode deixar. Doe córneas". Além de mostrar como o gesto solidário pode ajudar a devolver a visão para duas pessoas, a campanha chamará a população para a consulta pública sobre uma portaria que estabelece as regras de funcionamento das Organizações de Procura de Córneas, conhecidas como OPC`s. As OPC`s são ONGs que têm a autorização de entrar nos hospitais e abordar parentes sobre a doação. Segundo Hamilton Moreira, presidente do CBO, a presença de voluntários nos hospitais é um ponto nevrálgico.

— Em geral, os hospitais não permitem a entrada de pessoas de fora que têm o papel de abordar os familiares, apesar disso estar previsto em lei. Por isso, precisamos levar o assunto para debate público, pois trata-se de uma grande alternativa para zerar a fila. Estrutura e profissionais capacitados nós já temos. O objetivo é seguir o exemplo de Sorocaba, onde não há fila de espera — explica Moreira.

A Santa Casa de Porto Alegre, que mantém um Banco de Córneas, decidiu criar uma equipe formada por assistentes sociais especializados exclusivamente na captação de córneas. Quando ocorre a morte de um possível doador, as profissionais são acionadas pela administração do hospital e entram em contato com a família. Essa medida conseguiu aumentar as doações.

— A equipe não apenas sensibiliza a família para a doação como a acompanha até a liberação do corpo — diz Italo Mundialino Marcon, chefe do Serviço de Oftalmologia da Santa Casa.

Quem está na fila dos transplantes de córnea

— Pacientes com lesões na córnea devido a traumas, úlceras ou doenças degenerativas (como o ceratocone)

Desfazendo mitos

— A retirada da córnea não altera a fisionomia do doador. Somente a córnea é retirada, não o olho todo

— Não importa se o doador tiver problemas como miopia ou astigmatismo

Postado por Larissa Roso

Barriga alerta para risco de câncer de próstata

22 de novembro de 2008 0

Daniel Marenco, banco de dados

Os homens com muita barriga são mais propensos a desenvolver câncer de próstata do que os que acumulam poucas gorduras na região abdominal, conclui um estudo realizado por cientistas do Instituto Alemão de Nutrição em Potsdam, cidade próxima a Berlim. De acordo com a pesquisa, divulgada nesta semana, após observar 153 mil homens, a relação entre o perímetro da cintura e o do quadril é a que melhor reflete o risco de ter esse tipo de câncer.

Os cientistas suspeitam de que a gordura abdominal tenha uma influência negativa sobre o balanço hormonal. Os homens com um coeficiente de cintura-quadril superior a 0,99 têm 43% mais risco de ter câncer de próstata do que aqueles com um coeficiente inferior a 0,89. O coeficiente é obtido pela divisão do perímetro da cintura pelo perímetro do quadril.

Ambos os perímetros permitem tirar conclusões sobre o volume de gordura acumulada na região abdominal.

— Até agora sabemos pouco sobre a relação causal — reconhece Heiner Boeing, um dos autores, que apontou a possibilidade de relação entre a gordura e o nível dos andrógenos (hormônios masculinos).

O relatório faz parte de um amplo estudo sobre a relação da alimentação com o câncer e outras doenças crônicas como o diabetes tipo 2, iniciado em 1992.

Já é sabido que altos acúmulos de gordura abdominal elevam sensivelmente os riscos de infarto do miocárdio e de diabetes.

Postado por Larissa Roso

Musculação afasta idoso do diabetes

22 de novembro de 2008 0

Genaro Joner, banco de dados

 

Exercícios com pesos aplicados em homens idosos mostraram-se um importante fator para a redução dos riscos de desenvolvimento da resistência à insulina (RI), estágio prévio ao aparecimento do diabetes mellitus do tipo 2.

— Com o envelhecimento da população, evidencia-se a necessidade do estabelecimento de condutas que minimizem as perdas fisiológicas e as complicações relacionadas às limitações que surgem deste processo — destaca o educador físico Thiago Gaudensi Costa.

No estudo apresentado na Faculdade de Educação Física da Unicamp, em Campinas (SP), orientado pela professora Mara Patrícia Traina Chacon Mikahil, Costa submeteu 10 homens acima de 60 anos, sedentários e saudáveis, ao treinamento com pesos durante 16 semanas e comparou o resultado com um grupo de controle composto por oito idosos. No período, foram avaliados os efeitos dos exercícios sobre a resistência à insulina, a composição corporal e a força muscular. O educador físico destaca que o objetivo do trabalho foi analisar o exercício de musculação como método de prevenção ao aumento de indicadores de riscos à saúde.

— A maioria dos estudos nesta área destina-se a oferecer o treinamento para indivíduos já doentes ou dentro do ambiente hospitalar com a finalidade de observar os efeitos sobre a doença já instalada. Um dos diferenciais deste estudo reside, justamente, em aplicar os exercícios em pessoas saudáveis para observar a interferência nos índices, ou seja, como fator de prevenção — explica.

Para a seleção, os voluntários deveriam ter hábitos de vida não-ativos e serem clinicamente saudáveis. O grupo treinado apresentou índice de Homeostasis Model Assesment (Homa) — que mede o fator de RI — abaixo de 2,71. Nos idosos, não é recomendável que o valor de Homa esteja acima de 2,71, pois caracteriza o indivíduo como resistente, com potencial de desenvolver o diabetes mellitus tipo 2. Pelos resultados da pesquisa, os índices de Homa na população estudada se mantiveram os mesmos depois do treinamento com pesos.

— Não aumentou nem diminuiu. A hipótese era que estes índices poderiam diminuir após os exercícios — destaca Costa.

Já nos valores de força muscular, outro fator analisado, foi observado um aumento, o que significa menor risco no desenvolvimento da doença. Os dados de composição corporal também tiveram alterações benéficas, com reduções significativas na gordura corporal relativa, visto que o tecido adiposo em grandes quantidades é um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento da RI. Segundo o educador físico, outros estudos deveriam considerar diferentes intensidades e duração do treinamento com pesos para se detectar possíveis interferências sobre a RI.

Postado por Larissa Roso