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Posts de dezembro 2008

Reduza a quantidade de sal

30 de dezembro de 2008 1

Juan Barbosa, banco de dados

Após uma revisão da literatura médica, pesquisadores do Hospital St. George, de Londres, descobriram que, se a quantidade de sal da dieta diária caísse apenas um grama, 52 mil mortes seriam evitadas por ano no Reino Unido.

ONGs britânicas fazem campanha para que a indústria diminua o sal nos produtos. A quantidade ideal de sal é de seis gramas por dia.

Postado por Larissa Roso

Suplementos vitamínicos se mostram ineficazes

29 de dezembro de 2008 2

Artiom Chernyshevich, divulgação

Muitas pessoas tomam vitaminas C e E esperando reduzir os riscos de doenças cardíacas, e algumas pesquisas respaldam essas esperanças. Mas testes amplos e de longo prazo descobriram que esses suplementos funcionam tanto quanto placebos.

Cientistas contaram com a participação de 14.641 médicos homens no estudo, dividindo-os em quatro grupos de aproximadamente 3,6 mil cada. O primeiro grupo tomou 400 unidades internacionais de vitamina E dia sim, dia não, e 500 miligramas de vitamina C diariamente. O segundo grupo tomou vitamina E e um placebo de vitamina C. O terceiro grupo, vitamina C e um placebo de vitamina E. E o último grupo, somente placebo. Nenhum dos participantes nem os cientistas sabiam quais grupos estavam tomando as vitaminas ativas.

Após oito anos, os pesquisadores não encontraram nenhuma diferença entre os grupos quanto à incidência de ataque cardíaco, derrame, falência cardíaca congestiva ou angina. E o fato de tomar as vitaminas não reduziu a necessidade de revascularização cardíaca, uma operação cirúrgica para restaurar o fluxo de sangue adequado para o coração. O estudo foi publicado no Journal of the American Medical Association.

— Não existem razões persuasivas para tomar vitamina E ou C para prevenir doenças cardiovasculares — disse o autor principal, Howard D. Sesso, professor assistente do Brigham and Women`s Hospital, nos Estados Unidos. — Ainda estamos avaliando se o fato de tomar um suplemento multivitamínico padrão tem algum efeito.

Postado por Larissa Roso

Saiba mais sobre o diabetes

27 de dezembro de 2008 1

Daniel Marenco, banco de dados

O diabetes é uma das doenças que mais mata no mundo. Já reconhecido como um mal de origens genéticas, pode ser desencadeado por fatores que vão além da obesidade e do sedentarismo — apesar de esses ainda serem considerados os principais fatores de risco. Entre as crianças, o gatilho para as primeiras crises pode estar em oscilações emocionais e viroses. Os nascidos por cesarianas também são mais propensos a desenvolver a síndrome metabólica.

Na infância, o diabetes mais comum é o do tipo 1. Ele corresponde à incapacidade do pâncreas de produzir insulina, uma enzima responsável pela transformação do açúcar em energia, indispensável para o funcionamento do corpo. Essa disfunção é determinada pela genética, com fortes influências hereditárias. A doença, no entanto, está condicionada a uma crise inicial: um momento específico que marca a falha da produção da insulina. Viroses simples, daquelas que aparecem em períodos frios e melhoram sem grandes danos, podem levar à inclusão no grupo dos diabéticos.

Professor da pós-graduação em endocrinologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, Leão Zagury aponta que o quadro é bastante comum. Os fatores, segundo ele, ainda não estão bem explicados. Não há, por exemplo, uma relação entre um ou outro tipo de vírus.

— Mas é consenso que podem levar à debilidade do pâncreas que, naturalmente frágil, levará à primeira crise — explica.

Epidemiologistas europeus investigaram a incidência da síndrome e o parto cesariano. Constataram que o diabetes acomete 20% mais crianças nascidas dessa forma, se compararmos com as que passaram por parto normal — independentemente da idade gestacional, peso ao nascer, idade materna, amamentação ou diabetes materna. Em ambos os casos, há a prova da influência de fatores externos no desencadear da doença tipo 1 em crianças geneticamente predispostas.

Outro fator apontado pelo especialista é o chamado diabetes nervoso, ou seja, influenciado por fatores emocionais. Em geral, a crise surge por algum momento de estresse, mas também pode resultar de momentos de euforia. O médico citou o exemplo de um garoto que se descobriu diabético no dia da primeira comunhão, e outro, na festa de aniversário do irmão.

— As emoções alteram índices glicêmicos e, conseqüentemente, exigem maior ou menor concentração de insulina — explica.

O médico Freddy Goldberg, chefe do departamento de endocrinologia do Hospital Heliópolis (SP) e membro da equipe do Hospital Albert Einstein (SP), mostra que estudos recentes apontam para uma ação da insulina nas áreas cerebrais responsáveis pelas emoções. Isso justificaria o cruzamento comum de duas patologias: diabetes e depressão, que acometem cerca de 30% dos pacientes tipo 2.

— Ao que parece, as descargas hormonais influenciam a ação da insulina e vice-versa. A depressão do diabético não é só por descontentamento — afirma.

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— As constatações foram apresentadas durante o Congresso Internacional de Endocrinologia 2008, realizado no Rio de Janeiro, no mês passado, reunindo cerca de 6 mil especialistas de 60 países. Durante o encontro, os médicos também defenderam a importância de iniciar mais cedo a suplementação de insulina para evitar complicações decorrentes da doença. Entre as mais comuns estão as doenças cardiovasculares, insuficiência renal, problemas visuais e amputação de membros inferiores.

— O diabetes se divide entre os tipos 1 e 2, referentes à dificuldade de produção da insulina e à capacidade de ação da mesma para sintetizar o açúcar nas células, respectivamente. No tipo 2, a enzima geralmente só é prescrita quando o diabético não consegue mais dispor de quantidade suficiente para cumprir essa função. No entanto, os protocolos médicos atuais apontam que não se deve chegar a esse ponto para iniciar a suplementação injetável de insulina. Ela deve ser administrada a partir da contagem dos anos com a doença, cruzada com os índices glicêmicos do paciente.

— Freddy Goldberg defende que a necessidade do uso da insulina é fruto do efeito progressivo da doença. Mesmo que num primeiro momento o paciente consiga produzir a insulina, a tendência é que essa produção caia de forma significativa com o tempo. "Enquanto isso ocorre, outras complicações podem se desenvolver em paralelo. Se há suplementação, reduz-se a chance de problemas", explica. A resistência dos pacientes às injeções diárias ainda é a grande barreira. "Para não desagradar, muitos médicos deixam a insulina como último recurso. Com isso, exigem muito do organismo do paciente", comentou.

— A evolução dos medicamentos e dos mecanismos de administração dos mesmos oferece vantagem aos pacientes. A variedade de insulinas abrange diversas manifestações da doença. Há, por exemplo, insulinas de dose única capazes de agir durante 24 horas. Outras têm ação imediata e podem ser usadas após a refeição, evitando o cálculo errado da dose — útil, especialmente, crianças e idosos que tenham problemas em se alimentar.

Postado por Larissa Roso

Arritmias nem sempre indicam doenças coronárias

27 de dezembro de 2008 0

Uma notícia ruim, um susto, uma irritação ou uma xícara bem encorpada de café podem desencadear arritmia cardíaca. Ela nada mais é do que uma alteração do ritmo ou freqüência do batimento cardíaco, por isso sentimos taquicardia quando sofremos uma forte emoção ou praticamos exercício. A arritmia também pode resultar de alterações, como coração dilatado ou hipertrofiado, isquemia, doenças nas válvulas, doença de Chagas e pressão alta.

A chave da questão é identificar se ela pode ser prejudicial ou não à saúde do coração e se merece tratamento específico. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac), Leandro Zimerman, as arritmias que podem levar à morte ocorrem comumente em pacientes com histórico de graves doenças cardiovasculares

 

O cardiologista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Luiz Fernando Junqueira Júnior reforça que o paciente precisa estar atento aos sintomas. Palpitações, tonturas, desmaios e dor no peito devem servir de ponto de partida para que a pessoa procure um especialista e investigue se realmente se trata de arritmia ou de algum outro problema cardíaco.

O histórico e o exame clínico são o começo da investigação. Eles são fundamentais para a avaliação do problema pelo médico e para a realização de exames apropriados.

Saiba mais

O que causa a alteração no ritmo cardíaco?

O coração é um órgão elétrico, mecânico, endrócrino e neural. Desde sua parte superior e estendendo-se por todo o coração, existe o tecido excito-condutor, responsável pela formação e pela condução de estímulos elétricos para todo o órgão, ativando o seu funcionamento mecânico. Esse tecido compreende um conjunto de estruturas interligadas. A ordem do impulso elétrico é do nodo sinusal para o atrioventricular e daí para o resto do coração. Qualquer alteração em um desses pontos pode resultar em arritmia. Além disso, algumas doenças causam a destruição do nodo sinusal e das outras partes, comprometendo a ação do músculo cardíaco.

Como saber se uma arritmia é prejudicial à saúde ou uma alteração aceitável?

A freqüência normal de batimentos do coração é de 60 a 100 por minuto. Com menos de 60 batimentos, caracteriza-se a bradicardia, comum em atletas, jovens e praticantes regulares de atividade física. Já a freqüência acima de 100 significa taquicardia. Há estudos que indicam que pessoas com freqüência cardíaca mais baixa vivem mais e com menos problemas cardíacos.

Quais os tratamentos disponíveis?

Os tratamentos podem ser por meio de remédios ou por marcapasso, que envia impulsos elétricos para o coração. Também podem ser com desfibriladores implantados e destruição do tecido doente. Cada recomendação dependerá do caso.

Fonte: Luiz Fernando Junqueira Júnior, professor de cardiologia e fisiologia cardiovascular da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília

Postado por Larissa Roso

Fisioterapia atenua incontinência pós-cirúrgica

27 de dezembro de 2008 0

Pesquisa realizada pela fisioterapeuta Maria Carolina Ramos Perissinotto revelou que exercícios podem melhorar a força muscular do assoalho pélvico em indivíduos que sofrem de incontinência urinária após cirurgia de retirada da próstata. A dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, em Campinas (SP), orientada pelo professor Carlos Arturo Levi D`Ancona, sugere que esse tipo de tratamento seja melhor investigado, pois a incidência em pacientes pode chegar a até 57%.

Segundo Maria Carolina, a fisioterapia é uma alternativa no tratamento da incontinência pós-prostatectomia radical no primeiro ano após a cirurgia.

— Não são esclarecidos na literatura os motivos que levam o indivíduo a sofrer com o mal após a cirurgia, mas é fato que, ao treinar o músculo do esfíncter externo, que serve como porta de saída urinária, pode-se devolver a função e fazer o fechamento da pressão uretral  — explica.

Foram seis meses de acompanhamento com 28 pacientes, atendidos no Hospital das Clínicas da Unicamp. Para comparar os resultados, também se observou um grupo de controle que não participou dos exercícios, somando um total de 28 voluntários. O protocolo de tratamento desenvolvido, segundo a fisioterapeuta, foi relativamente simples, de forma a ser realizado no próprio domicílio.

A questão, conta Maria Carolina, foi tentar melhorar a qualidade de vida dos pacientes, uma vez que a incontinência causa um impacto negativo em razão do uso de absorventes e de outros tipos de transtornos.

— Após a operação, é possível permanecer mais de um ano com o incômodo — alega a fisioterapeuta.

Mas, nos testes, não foram obtidos resultados significantes pela amostragem, que se mostrou insuficiente. O estudo indicou, no entanto, aumento da força muscular, o que aponta para grandes possibilidades de abreviar o período de incontinência, bem como a melhora no mecanismo de continência.

Postado por Larissa Roso

Horário de verão pode aumentar ataques cardíacos

26 de dezembro de 2008 3

Jefferson Botega, banco de dados

Ajustar o relógio uma hora para frente na primavera traz uma agradável hora adicional de luz solar no fim do dia, mas, segundo pesquisadores da Suécia, isso pode ter um efeito colateral nada agradável: um aumento na freqüência de ataques cardíacos.

O estudo publicado no The New England Journal of Medicine examinou 20 anos de dados obtidos nos registros suecos de ataques cardíacos para comparar as taxas dos dias após a troca de horário com aquelas das duas semanas anteriores à mudança e das duas semanas após o ajuste.

A hora perdida na primavera foi seguida de um aumento de 7% em ataques cardíacos nos primeiros três dias da semana, e houve um aumento de 5% para os sete dias completos. Não houve acréscimo significativo na semana após a mudança de horário no outono.

Rickard Ljung, co-autor do estudo e professor assistente de epidemiologia no Karolinska Institute, disse que já estava estabelecido que a privação de sono a longo prazo era um fator de risco para ataques cardíacos. O pesquisador acrescentou que mais ataques cardíacos ocorreram em segundas-feiras do que em qualquer outro dia da semana. O efeito adicional da mudança de horário é pequeno, ele disse, mas "pode ser prejudicial para pessoas que têm outros fatores de risco".

— Talvez um despertar mais tardio na segunda-feira de manhã possa ser benéfico. Dormir faz bem.

Postado por Larissa Roso

Ceia saudável

23 de dezembro de 2008 0

Confira as dicas do grupo Vigilantes do Peso para não abandonar totalmente a dieta durante as refeições mais incrementadas do Natal e do Ano-Novo:

— Corte 1/3 da gordura indicada na receita tradicional

— Retire toda a gordura visível das carnes

— Não coma a pele das aves

— Reduza pela metade o açúcar indicado na receita tradicional e ainda substitua uma parte do açúcar branco por açúcar mascavo, mais nutritivo

— Use essência com sabor no lugar das bebidas alcoólicas

Sugestões de petiscos

— Canapé com patê de peru defumado e azeitona verde recheada

Transfira para um saco de confeitar 1 pote (130 g) de patê de peru defumado. Pipete sobre 16 biscoitos salgados light uma pequena porção. Decore cada canapé com 1 azeitona recheada (120 g) e 1 folha de salsa.

— Canapé de salmão defumado com cream cheese e funcho

Abra o salmão defumado como uma manta (200 g). Espalhe 1 pote (150 g) de cream cheese temperado com ervas finas ou com sementes de funcho. Enrole e prenda com palitos. Corte em 16 rodelas. Arrume sobre 16 biscoitos toast light. Decore com um raminho de funcho.

— Canapé de presunto com cheese

Sobre 16 biscoitos cream cracker integral, arrume 16 pedaços de alface americana roxa. Espalhe 16 porções de cream cheese. Coloque por cima 16 pedaços de presunto de ave light. Decore com 16 tiras de pimentão vermelho e 16 rodelas de pepino japonês.

— Salada verde com manga e nozes

Ponha, numa bandeja rasa, uma camada de folhas verdes variadas (alface verde, roxa e espinafre). Salpique 1/2 xícara de folhas de coentro inteiras. Espalhe por cima 1 xícara de manga quase madura em cubos, temperada com pimenta-calabresa, cebola picada, suco de limão e molho de soja. Salpique 1/4 de xícara de rabanete fatiado e 1/4 de xícara de nozes picadas.

Postado por Larissa Roso

Não abuse do álcool nas festas de final de ano

22 de dezembro de 2008 0

Emílio Pedroso, banco de dados

Com as festividades de final de ano, aumenta o consumo de bebidas alcoólicas e de comidas gordurosas. De acordo com o supervisor de cardiologia do Hospital do Coração de São Paulo, Ricardo Pavanello, é possível comemorar a chegada do novo ano sem colocar a saúde em risco.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para pessoas saudáveis, o consumo de até 30 gramas de bebida alcoólica pode reduzir a incidência de infarto. O vinho tinto, em especial, por ser rico em flavonóides (substâncias que atuam na estabilidade da parede dos vasos sanguíneos, diminuindo o acúmulo de placas de gordura nesses vasos), diminui as chances de uma parada cardíaca. A bebida contém ainda polifenóis, substâncias que atuam numa enzima vasoprotetora presente no coração e sintetizam o óxido nítrico, outro relevante elemento que evita o acúmulo de gordura.

Entretanto, o consumo de álcool em excesso aumenta os níveis de triglicérides no sangue. No caso de bebidas destiladas, como a vodca e o uísque, o malefício pode ser ainda maior, já que seu consumo elevado pode causar danos ao músculo do coração.

— Em consumidores regulares de grandes quantias de álcool, o etanol pode apresentar efeitos tóxicos direto no músculo cardíaco (miocárdio) e, com o tempo, ocasionar uma miocardiopatia alcoólica dilatada. Em portadores de insuficiência cardíaca, de qualquer origem, o consumo excessivo da bebida poderá descompensar esses pacientes — explica Pavanello.

A OMS estima que cerca de 16,6 milhões de pessoas morrem, anualmente, de doenças cardiovasculares como infarto e insuficiência cardíaca, além de hipertensão e derrame cerebral. De acordo com um relatório da organização, até 2010 as doenças cardiovasculares serão a principal causa de mortalidade nos países em desenvolvimento.

Nível de álcool das bebidas

1 lata de cerveja — 17 gramas

1 copo de chope — 10 gramas

1 taça de vinho — 10 gramas

1 dose de destilado — 25 gramas

Postado por Larissa Roso

Amamentação deve começar logo

20 de dezembro de 2008 0

Jefferson Botega

Quanto mais se prorroga a primeira amamentação, que é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a primeira hora de vida, maiores são as chances de mortalidade neonatal. Com base nessa premissa, pesquisadores da Secretaria de Saúde de Queimados (RJ), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) resolveram investigar os fatores que interferem no tempo entre o nascimento e o início do aleitamento materno durante as primeiras 24 horas de vida do bebê. O estudo, publicado na última edição da revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, contou com a participação de 8.397 mães selecionadas em 47 hospitais públicos e privados da cidade do Rio de Janeiro.

Os resultados apontaram uma diferença significativa de tempo entre as mães que fizeram partos normais e as que fizeram cesarianas: as primeiras levaram, em média, quatro horas para começar a alimentar seus bebês, enquanto as segundas, cerca de 10 horas. Além disso, das participantes consultadas, 81% conseguiram iniciar o aleitamento no primeiro dia de pós-parto (86% das mães que fizeram parto normal e 76% daquelas submetidas à cesariana). "Quando se considerou apenas a primeira hora de vida, 22,4% das mães com parto normal iniciaram o aleitamento materno, enquanto apenas 5,8% das mães com parto cesariano o fizeram", comentam os pesquisadores no artigo.

Dentre os fatores observados, a internação do recém-nascido em berçário foi o que mais adiou a amamentação em ambos os tipos de parto. Em relação somente aos partos normais, outros aspectos que retardaram o processo foram a prática de não levar o bebê para a mãe logo após o nascimento e a presença de anomalias congênitas no recém-nascido. Entre as mães que fizeram cesariana, os dois fatores que mais se destacaram foram não poder ficar com acompanhante e ter um bebê do sexo masculino. "Quanto maior o peso ao nascer, mais rapidamente se deu a primeira mamada", comentam os estudiosos. "Isto se deu, possivelmente, devido à segurança materna em cuidar de crianças com maior peso e à aptidão fisiológica do recém-nascido."

Além disso, os pesquisadores apontaram que as maternidades públicas apresentaram, de forma geral, melhor qualidade de atenção ao parto. "É surpreendente que nenhum estabelecimento particular tenha tido um bom desempenho para o início do aleitamento materno entre as mães submetidas ao parto normal, o que reflete a falta de investimento em rotinas e treinamentos para o incentivo à amamentação, além de práticas institucionais ineficientes", afirmam.

Para tentar amenizar alguns desses fatores, os pesquisadores recomendam que sejam reduzidas as internações desnecessárias em berçário, substituindo esse procedimento pelo alojamento conjunto, sempre que possível, durante o período de internação. Outra dica é que o recém-nascido seja levado ao seio da mãe logo ao nascer, mantendo um contato com ela para estabelecer o aleitamento. A permissão da presença de um acompanhante no período de internação para apoiar a mãe em atividades rotineiras também pode ajudar a agilizar o processo. "É necessário amplo debate nas esferas pública e privada no intuito da continuidade de construção de políticas públicas efetivas para o estabelecimento de práticas que favoreçam o início do aleitamento materno, favorecendo a amamentação na primeira hora de vida", concluem.

Postado por Larissa Roso

Caminhar e correr são mais eficazes contra a fome

20 de dezembro de 2008 0

Carlos Edler, banco de dados

Um estudo realizado na Grã-Bretanha indica que exercícios aeróbicos, como a caminhada e a corrida, são mais eficazes na inibição do apetite do que as chamadas atividades anaeróbicas, como a musculação. Segundo a pesquisa, publicada na revista da Sociedade Americana de Fisiologia, passar 60 minutos na esteira afeta a liberação de dois dos principais hormônios reguladores do apetite, enquanto 90 minutos de musculação afetam apenas um deles.

O principal autor do estudo, David J. Stensel, da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, diz que a descoberta pode levar a novos e mais eficientes métodos para usar os exercícios físicos no controle do peso. Há vários hormônios que ajudam a regular o apetite, mas os pesquisadores se concentraram em dos dois principais, o peptídeo YY e a ghrelina. O primeiro inibe o apetite, e o segundo é o único hormônio conhecido por estimulá-lo.

Na experiência britânica, 11 homens jovens realizaram várias rotinas de exercícios, com intervalos de descanso, ao longo de vários dias. Em vários estágios de cada sessão de exercícios, eles preenchiam um questionário sobre o grau de fome que sentiam, e os cientistas mediam os níveis de ghrelina e de peptídeo YY em cada voluntário.

Os pesquisadores descobriram que as sessões na esteira provocavam uma queda da ghrelina, indicando a supressão do apetite. Os níveis de peptídeo YY não se alteravam significativamente.

Apenas com base nos questionários sobre a fome, os cientistas perceberam que tanto os exercícios aeróbicos quanto os anaeróbicos inibiam o apetite, mas o primeiro tipo de atividade apresentava uma inibição mais duradoura.

Estudos anteriores foram inconclusivos quanto ao grau de produção ou inibição da grelina.

Postado por Larissa Roso