Do caderno Vida de hoje
Apesar de ganharem novo fôlego com o reconhecimento do Conselho Federal de Odontologia (CFO), as práticas integrativas ainda são vistas com reservas por boa parte dos profissionais. Há alguns motivos para que se fique com um pé atrás. Um deles é a falta de cursos reconhecidos na área. Sem formação adequada, não há como controlar o trabalho dos dentistas que utilizam as técnicas. Esse problema, porém, pode ser resolvido em alguns anos. A decisão do CFO abre espaço legal para a formação de dentistas no trabalho com acupuntura, por exemplo.
Outro receio decorre da falta de pesquisas científicas que comprovem a eficácia dessas práticas, como explica João Batista Burzlaff, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
— A academia ainda não abraçou algumas dessas técnicas, como a fitoterapia e a hipnose. Por isso, há poucos estudos avaliando a questão, o que nos deixa um pouco conservadores na hora de buscar as novas práticas — diz.
Segundo ele, não existe um preconceito forte entre os profissionais. A insegurança reside apenas na falta de conhecimento sobre os procedimentos.
— Eles não fizeram parte da minha formação profissional. Como não os conheço, não me sinto no direito de indicá-los para meus pacientes — conta.
Porém, o dentista cita a homeopatia e a acupuntura como duas vertentes mais conhecidas dos acadêmicos, com vários trabalhos publicados mostrando sua eficácia.
— No caso da laserterapia, conheço bem suas aplicações como anti-inflamatório e já indiquei para meus pacientes, com bons resultados. A homeopatia, apesar de não usar no consultório, usei no tratamento de saúde de meus filhos. E também com bom resultado — lembra.
Postado por Larissa Roso

