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Posts de outubro 2009

Novela discute a anorexia alcoólica

31 de outubro de 2009 2

Bárbara Paz interpreta Renata em

A anorexia alcoólica, também conhecida como drunkorexia (termo derivado do inglês), não é uma doença e sim um sintoma do alcoolismo. Caracteriza-se por perda de apetite provocada pelo consumo excessivo de álcool. É um tema controverso, já que há dúvidas a respeito de sua classificação: é um transtorno alimentar especificamente — muitas mulheres jovens preocupadas com a imagem corporal têm anorexia — ou uma deficiência metabólica, consequência de uma dependência química em estágio avançado?

O assunto está em pauta e será muito discutido na novela Viver a Vida, da Rede Globo. A personagem Renata, vivida pela atriz Bárbara Paz, foi diagnosticada com o distúrbio e sofrerá muito até aceitar que precisa de cuidados médicos.

A trama possibilita difundir informações, principalmente aos pais e responsáveis por meninas que possam apresentar indícios de distúrbios alimentares e/ou de consumo de álcool. Com essa identificação, é possível procurar ajuda mais cedo. Noventa por cento dos casos de anorexia nervosa são verificados em mulheres.

Preste atenção

— Recusa em se manter no peso mínimo indicado para a altura e idade (ou um pouco acima disso), medo intenso de engordar, distorção da imagem corporal e alterações do ciclo menstrual sem causa aparente, associados ao consumo de álcool em substituição aos alimentos, são alguns sinais da anorexia alcoólica.

Saiba mais

— A drunkorexia pode atingir mulheres por volta dos 20 anos que ingerem quantidades cada vez maiores de bebidas alcoólicas e restringem a ingestão de calorias na tentativa de manterem-se magras. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o alcoolismo acomete cerca de 12% da população feminina mundial.

O álcool se torna uma forma de anestesiar as emoções negativas. Na busca por um corpo perfeito, a bebida é usada para reduzir a compulsão por alimentos e o apetite. Além disso, os efeitos do álcool amenizam os sintomas psicológicos e, quando ingerido com o estômago vazio, a ação é ainda mais rápida, tornando-o um "grande aliado".

Mesmo sendo uma fonte calórica, o álcool substitui o alimento sob a forma de calorias vazias, pois não é utilizado eficientemente pelo organismo como uma forma de combustível.

Tanto a digestão como a absorção das calorias são prejudicadas, já que a nutrição, nessas condições, ocorre sob a influência de um déficit de tiamina, vitamina B12, ácido fólico, zinco e aminoácidos.

— Com o metabolismo alterado, os micronutrientes (folato, tiamina, piridoxina, vitamina A, vitamina D, zinco, selênio, magnésio e fósforo) sofrem alterações. Entre as consequências, estão distúrbios nutricionais importantes com alterações orgânicas como arritmias, convulsões, doenças neurológicas, anemia, distúrbios menstruais e alterações da tireoide. Além da perda de apetite, complicações como esofagite, gastrite hemorrágica, hepatite alcoólica e diabetes podem ocorrer.

O tratamento é feito com terapia comportamental e acompanhamento nutricional para controle das duas doenças associadas: o transtorno alimentar e o alcoolismo. São necessárias estratégias como trabalhos de grupo, reuniões do Alcoólicos Anônimos e avaliações clínicas para medir e tratar os prejuízos orgânicos.

Fonte: Patrícia A. de Oliveira, médica-nutróloga responsável pela Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional do Hospital Bandeirantes, em São Paulo

Postado por Larissa Roso

Pele humana é "esponja" para gás tóxico

31 de outubro de 2009 0

O ozônio que circula em grandes quantidades pelos ambientes fechados, como os dos escritórios, pode ser ainda mais irritante para o corpo humano do que se pensava até agora. Cientistas descobriram que o gás, ao reagir com compostos oleosos que existem na própria pele, liberam outros compostos, que são potencialmente perigosos tanto para a própria pele quanto para os pulmões. Eles podem potencializar sintomas de asma, por exemplo.

A relação entre ozônio e pele humana já era conhecida, mas o experimento apresentado recentemente na revista científica PNAS revelou a produção de novas substâncias até então desconhecidas pela ciência. Segundo os cientistas, os compostos estavam sendo subestimados pelas outras técnicas de pesquisa.

No experimento, a dupla de pesquisadores — Armin Wisthaler (Universidade de Innsbruck, Áustria) e Charles Weschler (Universidade Rutgers, EUA) — reproduziu um escritório de 30 metros cúbicos. Dentro dele, havia apenas um único trabalhador, que acabou exposto ao ozônio, injetado na sala pelos sistemas de ventilação, como ocorre no mundo real. O ozônio é um dos principais poluentes da atmosfera. E, por isso, também circula bastante em ambientes fechados.

Após quatro horas, mostraram as medições do estudo, o ozônio na sala teve uma redução de até 25%. Isso porque ele reagiu com substâncias oleosas da pele. Dessas reações é que surgiram alguns tipos novos de substâncias irritantes.

O ozônio, que tem efeitos poluentes em baixas altitudes, é fundamental para a vida na Terra em alturas mais elevadas. O gás, por exemplo, barra a chegada de grande parte dos nocivos raios ultravioleta ao solo.

A pesquisa não analisou a relação direta que pode existir de fato entre os compostos produzidos pela reação entre ozônio e pele com eventuais doenças. Mas, em tese, as reações químicas descritas agora são um problema em potencial, dizem os cientistas. Mesmo elas servindo também para reduzir o ozônio no ambiente.

Os resultados da pesquisa não apresentam apenas implicações diretas para o homem. Alguns dos dados obtidos agora poderão ser úteis para o controle do ozônio que circula pelos ambientes externos também. Esse gás é formado principalmente pela poluição que sai dos escapamentos dos carros.

Os compostos oleosos que existem na camada externa da pele humana também estão presentes em vários outros locais. É comum achá-los em superfícies de plantas, na serrapilheira (folhas soltas sobre o solo) e na lâmina d`água do mar.

É bem provável, segundo os autores do trabalho, que nesses locais os óleos também apresentem um papel crucial no balanço do ozônio atmosférico.

Postado por Larissa Roso

Prótese mamária x câncer de mama

24 de outubro de 2009 0

A mamoplastia de aumento, mais conhecida como cirurgia de prótese de mama, já foi feita por mais de 2 milhões de mulheres em todo o mundo. Em cerca de 80% dos casos, o que se busca é a estética pura, sem uma necessidade médica. Os 20% restantes são provenientes das cirurgias para reconstrução pós-tratamento para o câncer mamário e que, na verdade, também têm como função principal a manutenção da estética.

Uma das maiores dúvidas em relação à colocação da prótese é se ela pode levar ao câncer de mama. A doença é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, com cerca de 50 mil novos casos por ano no Brasil e uma incidência estimada em 51 casos a cada 100 mil mulheres. Esse é um dos temas de destaque em outubro, mês mundial da luta contra o câncer de mama.

Maria Helena Louveira, médica radiologista, explica que nenhuma pesquisa comprovou relação entre a prótese e o câncer de mama.

— A prótese pode apenas prejudicar o exame diagnóstico deste tipo de câncer, mas não vai impedir que ele seja detectado. No mais, não há nenhuma relação entre a mamoplastia e a doença — reforça.

Mas nem sempre a prótese prejudica o exame mamográfico, segundo Maria Helena, já que existem técnicas especiais para a realização de mamografia nestas pacientes, de forma a não comprometer o resultado. A especialista orienta que as mulheres que venham a fazer esta cirurgia estética procurem conversar com o médico responsável sobre a melhor forma de colocação da prótese.

— É sempre bom reforçar que você quer um tipo de técnica de colocação da prótese que não prejudique seus exames, principalmente se você faz parte de grupos de risco, como para quem tem casos de câncer de mama na família, em especial mãe, filha ou irmã — exemplifica.

Maria Helena lembra que alguns estudos mostram que o câncer de mama palpável tende a ser descoberto com mais precocidade por mulheres com prótese.

— Até porque elas tendem a ser mais cuidadosas com o autoexame. Isto se deve também ao fato de essas mulheres pertencerem a um grupo de maior poder aquisitivo e com maior nível sóciocultural, sendo mais esclarecidas quanto à importância do auto-exame e dos exames periódicos.

Os exames indicados para mulheres com ou sem prótese são os mesmos e a partir da mesma idade. A partir dos 40 anos, é indicado que a mulher faça anualmente uma ecografia mamária e a mamografia. Em casos de suspeitas de complicação, também é indicada a ressonância mamária.

— Mas esta idade só vale para quem não tem história familiar de parentesco de primeiro grau — salienta a médica.

Caso seja detectada a doença em uma mulher que tenha prótese, o tratamento também deverá ser igual. Normalmente, é feita uma cirurgia de retirada do nódulo, podendo ser seguida de rádio e quimioterapia.

— A única diferença é que, nesta cirurgia, também deverá ser feita a retirada da prótese — explica.

Maria Helena lembra que existe um risco de a prótese estourar, o que poderia provocar o vazamento do silicone nas mamas. Em 80% dos casos, o silicone fica retido na própria mama, mas existe uma chance de 20% de o líquido vazar e se espalhar pela mama e, em casos mais extremos, migrar para outros órgãos.

— Por isso, sugere-se a troca da prótese a cada 10 anos. A troca costuma ser mais fácil e rápida do que a primeira colocação, e normalmente não acarreta novas cicatrizes na mulher.

A médica lembra que o principal sintoma e sinal da doença é um nódulo endurecido indolor na mama, a maioria descoberta pela própria paciente. Sintomas menos frequentes incluem dor, secreção mamilar, erosão, retração da pele, prurido, vermelhidão e massa axilar.

Fonte: Journal of Plastic, Reconstructive & Aesthetic Surgery

Postado por Larissa Roso

Campanha esclarece sobre a psoríase

24 de outubro de 2009 0

No Dia Mundial de Conscientização da Psoríase, 29 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove uma campanha nacional. As regionais da instituição montarão tendas em pontos de grande circulação para distribuir folders informativos e orientar a população sobre esta doença, muito comum, mas ainda pouco falada e cercada de preconceito, que acomete duas entre cada cem pessoas em todo o mundo. Em Porto Alegre, serão três postos de atendimento.

— A campanha acontece em 19 Estados, em mais de 45 postos de orientação. Nossa expectativa é de que pelo menos 50 mil pessoas sejam abordadas e aprendam a como identificar a doença, que não é contagiosa e não tem cura, mas pode ser controlada com o tratamento junto ao dermatologista — informa a médica Claudia Maia.

As ações da SBD continuam ainda com um simpósio online destinado à atualização de dermatologistas (oferecido pelo site da entidade nos dias 5, 14, 19 e 26 de outubro) e um simpósio presencial em Brasília, no dia 14 de novembro, com a participação de médicos e autoridades. Este tem por objetivo promover um amplo debate sobre a doença e terá como destaque um workshop para associações de pacientes com psoríase, no qual estas serão orientadas, entre outros assuntos, sobre questões envolvendo regulamentação, captação de recursos e apoio a pacientes.

Este ano, a campanha também ganhou mais um reforço: a reedição do Consenso Brasileiro da Psoríase — uma publicação da SBD para a qual foram convocados vários especialistas atuantes em seu estudo clínico e terapêutico. A partir deste mês, a edição, considerada uma importante ferramenta de atualização dos guias de tratamento dessa dermatose, será enviada a bibliotecas médicas de todo o país, secretarias de saúde, entidades médicas e serviços credenciados.

O presidente da SBD, Omar Lupi, explica que esta é uma publicação científica muito relevante e que, de certa forma, normatiza o tratamento.

— O consenso irá contribuir para a padronização de condutas e, consequentemente, para aprimorar o atendimento ao paciente, nosso principal objetivo — reforça.

Postos de atendimento em Porto Alegre no dia 29/10

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, das 12h às 14h — Palestra aberta ao público, seguida de espaço para perguntas sobre a doença

Amrigs, às 19h30min — Palestra aberta ao público, seguida de espaço para perguntas

Ambulatório de Dermatologia Sanitária, das 9h às 12h — Orientação à população

O que é psoríase?

É uma doença inflamatória crônica da pele que se manifesta, na maioria das vezes, por lesões róseas ou avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Em alguns casos, as lesões podem estar apenas nos cotovelos, joelhos ou couro cabeludo. Já em outros, as lesões se espalham por toda a pele. Frequentemente, há acometimento das unhas. Embora seja pouco habitual, há casos em que as articulações também podem ser afetadas, causando a artrite psoriásica.

A psoríase não escolhe sexo ou idade, embora tenha picos de incidência na segunda e quinta décadas de vida. Qualquer pessoa pode desenvolver essa doença, que não é contagiosa e não atinge órgãos internos. Apesar de não provocarem dor, as lesões trazem prejuízos à qualidade de vida dos portadores, já que atingem a aparência, comprometendo a interação social e a autoestima.

Fatores desencadeantes

A psoríase é causada por vários fatores, destacando-se a existência de um componente genético, o que não significa que seja, necessariamente, hereditária. Aproximadamente, de 50% a 60% dos pacientes não possuem registro da psoríase em sua família. A partir do componente genético, vários fatores podem desencadear o surgimento das lesões, como a reação a alguns medicamentos, infecções, ferimentos na pele e, principalmente, o estresse. É comum o surgimento da psoríase estar associado a crises emocionais. Porém, a eliminação de um ou de todos esses fatores não significa que as lesões de psoríase desaparecerão.

Diagnóstico

Pelo simples exame clínico do dermatologista, que é o único médico indicado pelo Conselho Federal de Medicina para tratar da pele, cabelos e unhas. A psoríase não causa manifestação nos órgãos internos, por isso, os exames laboratoriais têm pouca utilidade (geralmente só são utilizados para acompanhamento durante o uso das medicações). Além do "olho clínico", o único recurso que pode confirmar o diagnóstico é a biópsia da pele: exame simples feito no consultório ou ambulatório, em que o médico tira um pedacinho da pele para análise.

Tipos

Psoríase vulgar ou em placas — A psoríase em placas ou vulgar é a mais comum. Atinge 90% dos pacientes. A doença pode apresentar diferenças em relação à intensidade e evolução. As áreas mais afetadas são cotovelos, joelhos, couro cabeludo, região lombo-sacra e umbigo.

Psoríase nas unhas ou ungueal — Em mais de 50% dos casos, pode envolver as unhas, correspondendo a um grande estigma da doença, pois interfere nas relações sociais e atividades de trabalho. Umas das principais características da doença é o descolamento da unha (onicólise). Para minimizar, é preciso que o paciente evite traumatismos e mantenha a unha curta, seca e limpa para diminuir as chances de ocorrerem estímulos que possam intensificar o descolamento.

Artrite psoriática — Uma pequena parcela da população de pacientes pode apresentar esse tipo de manifestação da doença, que pode apresentar inflamações nas cartilagens e articulações, desenvolvendo dor, dificuldades nos movimentos e alterações na forma das articulações.

Além dos principais tipos de psoríase, existem ainda: psoríase em gotas, psoríase eritrodérmica, psoríase pustulosa, psoríase invertida e psoríase palmo-plantar.

Tratamento

São várias as formas de tratamento, portanto cabe ao dermatologista avaliar a melhor delas. Nas formas leves, são prescritos medicamentos tópicos sob a forma de pomada, loções, xampus ou géis. Nas formas mais avançadas, além de duas ou três sessões de fototerapia por semana, podem ser indicados medicamentos de uso interno via oral ou injetável, dependendo do caso. As terapias biológicas são os tratamentos mais modernos para psoríase, mas por serem muito caras, destinam-se a casos especiais.

Controle

Não existe cura para essa doença, mas é possível controlá-la e levar uma vida normal. As lesões podem desaparecer e não reaparecer durante muitos anos e, algumas vezes, nunca mais voltar. Porém, para a maioria dos pacientes, a psoríase é uma doença crônica com períodos de erupções e períodos sem manifestações visíveis.

A evolução é completamente imprevisível, variando muito de paciente para paciente. Em muitas pessoas, as lesões são moderadas e se concentram em uma região da pele. Entretanto, existem casos em que as lesões se generalizam pelo corpo todo. As articulações eventualmente podem estar acometidas, inclusive levando a deformidades.

As medicações variam desde cremes para uso local até medicações sistêmicas, dependendo da forma e extensão da doença. O médico dermatologista é o profissional que irá determinar qual deverá ser indicado.

Postado por Larissa Roso

Quando o sofrimento se torna um vício

17 de outubro de 2009 0


Sofrimento é um dos sentimentos intrínsecos ao homem. Mas há casos em que ele transcende a normalidade e se torna uma espécie de doença. É quando esse tipo de dor se torna tão presente na vida do indivíduo que o impede de ter uma vida em equilíbrio, com relações afetivas e emocionais gratificantes. O fenômeno é observado há anos pelas psicoterapeutas Dirce Fátima Vieira e Maria Luiza Pires, que acabam de lançar O Sofrimento como Vício — Entenda e Supere essa Dinâmica. O livro pretende ajudar o leigo a identificar a patologia e sugere exercícios a fim de apontar caminhos para a superação. Dirce explica o problema e garante: o sofrimento é evitável.

Qual é a diferença entre tristeza e sofrimento?

Dirce — Tristeza é um sentimento intrínseco ao ser humano, faz parte da vida. Temos esse sentimento quando perdemos alguém, quando nos deparamos com alguma fraqueza nossa, quando temos uma identificação com algo triste (pobreza, doença, desigualdade etc.). É natural e saudável, pois nos permite refletir e elaborar situações difíceis. Sofrimento também faz parte da condição humana e da vida. Ele nos permite entender a vida, seus mistérios, e nos dá a possibilidade de criar a nossa subjetividade e a nossa individualidade. No livro, falamos de um sofrimento que é evitável, isto é, que a pessoa não precisaria viver e que fatalmente a leva a constantes insucessos. Esse sofrimento é interno: a pessoa padece sem perceber. Gera distúrbios de ansiedade, depressão e a sensação de menos valor. É uma dependência psicológica da dor, gerada pelo sofrimento, e essa dor psíquica é transformada em droga.

Quando o sofrimento passa a ser patológico?

Dirce — Quando começamos a empobrecer nossa vida para se comprazer num evento que tenha nos causado muito sofrimento. Abandonamos a vida para sucumbir em pensamentos obsessivos e compulsivos e justificar o nosso prazer — autoflagelo na dor do sofrimento. É muito comum estar camuflado em outros quadros, com sintomas psicossomáticos e psiquiátricos.

Como a vida atual leva ao vício de sofrer?

Dirce — O vazio existencial, a solidão, o estresse e o excesso de cobrança. Os comportamentos compulsivos de compras, usadas como moeda de afeto e autoestima. O fato de viver só com os valores ditados pela mídia — padrão de beleza, de sucesso (no amor e no trabalho), competição excessiva — e de estar desconectado de seus valores pessoais e de sua ética. A falta de tempo para construir laços afetivos importantes, com parentes e amigos, e tempo de sobra para o ócio. Estar desconectado de sua espiritualidade.

A pessoa que se faz sempre de vítima é uma viciada em sofrimento ou ela pode agir assim somente para atrair a atenção dos outros sem necessariamente estar sofrendo?

Dirce — Às vezes, encontramos pessoas que se fazem de vítima para obter atenção e afeto do outro. No caso do viciado em sofrimento, a pessoa é de fato vítima, mas do seu próprio enclausuramento psíquico, que são os pensamentos compulsivos de pessimismo, de autoflagelo, de menos-valia, que interferem fundamentalmente na baixa da autoestima. São pessoas desejosas de serem amadas, mas que não conseguem se sentir amadas, apesar de muitas vezes serem.

O sofrimento pode nascer ainda na infância. Por que as crianças sofrem?

Dirce — O sofrimento, como disse, faz parte da vida. Muitas vezes, por questões adversas, uma criança pode ter uma infância sofrida. Depressão pós-parto da mãe, separações dos pais, gestação não desejada ou mesmo distúrbios cognitivos e emocionais podem potencializar essas primeiras vivências, deixando marcas profundas na criança e levando a quadros psicológicos. É importante que os pais, ou substitutos, fiquem atentos ao filho. Ao detectarem sofrimento em vez de uma infância como um período de alegria, brincadeiras e comportamentos espontâneos, levem a criança para uma avaliação com um profissional, para um possível encaminhamento terapêutico. Podem assim, muitas vezes, abortar um processo de construção de adulto viciado em sofrimento. Mas é importante ressaltar para os pais que não se sintam culpados caso se identifiquem com algum desses fatores, pois eles por si só não são determinantes para criar um viciado em sofrimento. E é possível mudar esse enredo pelo tratamento psicoterápico ou mesmo pela característica da criança. Temos crianças que tiveram uma infância sofrida e se tornaram pessoas resilientes. Hoje, são adultos de sucesso e realizados.

Crianças, adolescentes, adultos, velhos. Há viciados em sofrimento em todas as fases da vida?

Dirce — Sim. Mas é comum serem detectados a partir da adolescência, quando se potencializam aspectos de modelos relacionais vivenciados e aprendidos com os pais — sentirem-se rejeitados —, somados à timidez e à dificuldade de sociabilização, característicos dessa fase. Por outro lado, se identificar tais dificuldades no filho — isolamento, tristeza, apatia, ausência de amigos e de paqueras, dificuldades de aprendizagem — e encaminhá-los à psicoterapia, esse vício é facilmente superado. Em outras palavras, é possível desconstruir essa atitude de sofredor que irá se caracterizar fortemente na fase adulta.

Como uma pessoa leiga pode perceber que um amigo ou familiar é um viciado em sofrimento?

Dirce — Depende da fase. Na adolescência, já citei algumas características. Na fase adulta, percebe-se nas suas dificuldades de lidar com os novos papéis sociais e afetivos. Exemplo: sempre se desqualifica, não conseguindo lidar com os desafios, não tendo opiniões próprias, mostrando-se com uma autoestima prejudicada, sem amigos, com dificuldade de desenvolver um papel profissional. São pessoas que estão sempre infelizes, insatisfeitas, são autoexigentes e nunca cumprem para si o desejado. Apesar de terem sucesso em algum compartimento da vida — construíram uma família ou mesmo uma profissão —, não se sentem realizadas ou satisfeitas. Estão sempre carentes de afeto ou atenção, muitas vezes se fazendo de duronas.

Que ações práticas podem tirar a pessoa de um processo de sofrimento?

Dirce — O primeiro passo, como em qualquer vício, é perceber e aceitar que é um viciado. Muitas vezes, a pessoa acha que ela não tem sorte, que viver a vida é lutar e sofrer... Camufla seu sofrimento em valores religiosos ou no destino, para justificar a sina. Perceber e desconstruir os pensamentos pessimistas, perceber como anda sua vida. O que é importante? Como distribuir o seu tempo? Do que se compõe a vida? Refletir sobre os seus valores e sua ética e construir um projeto de vida com essa bússola. Nesse processo de autoconhecimento, pode-se sentir dificuldades de superar conflitos internos ou externos. Seja humilde e amoroso consigo, procure ajuda de um especialista em psicoterapia ou psiquiatria para avaliar a necessidade de tratamento.

Postado por Larissa Roso

Você sabe o que significa 0% de gordura?

17 de outubro de 2009 0

Vivemos a era da boa forma e do estilo de vida saudável. Pensando nisso, a indústria alimentícia lançou as versões diet e light para diversos tipos de alimentos. Agora, o que invade os supermercados são as versões com 0% de gordura. E os consumidores, em busca de mais saúde, acabam comprando-os como promessas de qualidade de vida. Porém, essas variações não são garantia de uma dieta saudável.

Para efeitos nutricionais, alimentos sem gordura são todos aqueles que não têm lipídios. Nessa categoria, incluem-se, por exemplo, as gelatinas e as frutas (com exceção do abacate). Elas diferem dos alimentos industrializados que dizem ter zero de gordura.

— Esses possuem uma quantidade mínima de lipídios, que, na porção a ser ingerida, representa 0% — explica a nutricionista Úrsula Tatiana Rodrigues.

A "leveza" desses produtos, no entanto, não deve ser interpretada como um sinal verde para o consumo irrestrito.

— Muitos deles aumentam a quantidade de açúcar, que é tão prejudicial quanto a de gordura, para preservar a consistência e as suas características. Alguns ainda têm um alto índice calórico, fazendo com que engordem da mesma forma — alerta a nutricionista.

À parte essa ressalva, os alimentos com 0% de gordura podem sim ser uma opção mais saudável se comparados a seus similares "gordos". Nos supermercados, já é possível encontrar desde iogurtes a embutidos, como presuntos e mortadelas, além de queijos e sorvetes que se encaixam nessa categoria.

A produtora de moda Patrícia Justino Vaz, 31 anos, é uma das que confere a porcentagem de gordura na embalagem.

— Aprendi a gostar desses alimentos, mas não sou neurótica com isso. Porém, em casa, sempre procuro ter um desses na geladeira — afirma.

Para que o corpo não fique viciado, Patrícia varia marcas e opta por produtos naturais, quando possível.

— Me sinto mais disposta e até mais magra — comenta.

Até as redes de fast food já estão de olho nesse mercado. É o caso das lanchonetes especializadas no frozen yogurt — iogurte congelado com cremosidade de sorvete. Além de ter 0% de gordura, é pouco calórico, fazendo com que seja uma boa opção para um lanchinho eventual nas praças de alimentação.

— Em uma sociedade em que a obesidade já atinge tantas pessoas, ter uma opção mais saudável nas praças de alimentação é muito importante — afirma a nutricionista Kátia Godoy Cruz.

Mais uma vez, os nutricionistas aconselham: não é porque é light que deve ser consumido em grandes quantidades.

— Comer e não ficar saciado é um dos maiores problemas dos produtos diet e light — afirma o nutricionista Rodrigo Valim. A explicação é simples: os lipídios não são esses vilões que andam propagando. Além de provocar a sensação de saciedade, eles são fundamentais para a absorção das vitaminas A, D, E e K.

— Não se deve deixar de comer nenhum grupo de alimentos. O segredo é o equilíbrio — ensina Úrsula Rodrigues.

Postado por Larissa Roso

Saiba mais sobre a osteoporose

15 de outubro de 2009 0

Júlio Cordeiro

A osteoporose é uma das doenças que mais assusta as mulheres após a menopausa. Segundo dados internacionais, ao longo da vida, uma em cada três a desenvolvem nesse período da vida. Esclareça algumas das dúvidas mais comuns sobre essa enfermidade.

As mulheres são as maiores vítimas da osteoporose?

Sim, elas são mais afetadas do que os homens. Geralmente, eles apresentam a doença a partir dos 70 anos, enquanto elas estão sob o risco a partir dos 50 anos.

A doença causa dores?

Não, mas faz com que os ossos fiquem mais frágeis e propensos a fraturas. Estas, sim, podem doer.

Tem cura?

Não. No momento, ainda não há como reestruturar o osso, por isso a prevenção é importantíssima.

Só os mais velhos têm osteoporose?

Não, o uso prolongado de medicamentos como corticoides e outras doenças menos comuns podem desencadear a osteoporose em qualquer idade.

Consumir cálcio ajuda?

Sim, e muito. Atingir as quantidades recomendadas ajuda a ganhar massa óssea na juventude. Depois, auxilia na prevenção da perda óssea. É condição básica para a eficácia de qualquer outro tratamento para a osteoporose.

Quem tem osteoporose pode fazer exercício físico?

Sim, mas desde que tome alguns cuidados. As atividades mais indicadas são os exercícios de impacto e de aumento da resistência muscular. Caminhadas, alongamentos, ioga e até musculação, desde que supervisionados por um especialista, são alguns exemplos.

Pessoas das raças branca e amarela correm mais riscos de desenvolver a doença?

Sim, devido a uma predisposição genética.

Fonte: Departamento Médico e Científico de Caltrate

Postado por Larissa Roso

Absolva o salto alto

10 de outubro de 2009 5


Visivelmente irritada, a mulher se senta em um banco do shopping, tira o sapato alto e faz uma expressão de alívio. A cena trivial é suficiente para que o ortopedista Mário Lopes emita o diagnóstico.

 

— É a típica reação de quem tem o neuroma de Morton — diz o cirurgião, especialista em pés e tornozelos.

Muito comum entre mulheres, a doença é provocada pelo espessamento de terminações nervosas próximas aos dedos. Mas, diferentemente do que muitos pensam, a origem não tem uma relação direta com o uso de saltos altos.

— Se fosse assim, a maioria dos pacientes apresentaria o problema em ambos os pés, o que acontece em menos de 20% dos casos — explica Rodrigo Daher, ortopedista também especializado em pés.

Em geral, o neuroma não oferece maiores riscos à saúde. Mas o incômodo pode ser crescente, a ponto de dificultar o simples caminhar em casos mais avançados, principalmente com o uso de calçados de bicos finos e saltos.

— Pacientes descrevem como a mesma sensação que temos quando há uma pedra dentro do sapato — compara Daher.

Para a grande maioria, o tratamento clínico basta para aliviar a dor. O primeiro passo é uma reorientação na compra dos sapatos, seguido pelo uso de palmilhas anatômicas. A cirurgia só é indicada para casos mais severos, pelo incômodo que provoca. Apesar de simples, exige uma média de 15 dias sem tocar o pé no chão.

Palavra do especialista

Em que casos a cirurgia é recomendada?

Quando nenhum dos outros tratamentos é suficiente para amenizar o problema. Só se indica cirurgia em menos de 30% dos casos, quando as outras possibilidades de tratamento foram esgotadas. Se optar pela cirurgia, o médico terá de escolher a modalidade de procedimento, a depender do caso do paciente. Por exemplo, pode acessar o neuroma pelo dorso ou pela planta do pé. Pode ainda retirar o neuroma ou apenas liberar as cadeias neurais.

Quais as restrições do pós-operatório?

É preciso ficar sem pisar por 15 dias, em média, para que a cicatrização seja completa. Após isso, a recuperação dará o ritmo. É possível voltar a praticar exercícios físicos com 30 dias após a cirurgia, desde que sejam de baixo impacto. Para exercícios mais intensos, é preciso esperar o mínimo de dois meses.

As grandes queixas sobre o neuroma partem de mulheres que gostam de sapatos de salto alto. Após a cirurgia, é possível voltar a usá-los?

Sim, obviamente respeitando o tempo do resguardo. Mas convém lembrar: há certos tipos e alturas de salto que não são recomendáveis a nenhuma pessoa. Em geral, não há reincidência do neuroma após a cirurgia.

Há algum risco de conviver com o neuroma? Ele pode evoluir para uma lesão maligna?

Não há risco. Em geral, ele se mantém como um tumor benigno. O problema é que o incômodo pode ser crescente quando não há tratamento adequado.

Fonte: Mário Lopes, ortopedista e cirurgião especialista em pés e tornozelos

Postado por Larissa Roso

Entenda a esteatose hepática

10 de outubro de 2009 0

Grande parte das pessoas com maus hábitos alimentares e que são obesas sofrem de um problema silencioso que pode trazer graves complicações para a saúde, a esteatose hepática. Trata-se de uma alteração metabólica que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no interior das células hepáticas (as células do fígado), segundo André Siqueira Matheus, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e cirurgião do serviço de cirurgia de vias biliares e pâncreas do Departamento de Gastroenterologia da instituição.

A professora Maria Rita Souza, 37 anos, descobriu a esteatose há três anos.

— Meu médico disse que eu teria que emagrecer, que meu fígado estava com o dobro do tamanho normal. Eu comia muitas frituras, então comecei cortando esses alimentos. Também reduzi os doces e refrigerantes. Perdi 10 quilos em três meses e fiz o exame de novo, que mostrou que o problema tinha regredido. Agora, só me esforço para manter o peso e não comer alimentos muito gordurosos — diz a professora.

Eduardo Berger, gastroenterologista do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, ressalta que a esteatose, por si só, não é uma doença, mas um sinal de que algo não vai bem no organismo.

— Ela frequentemente representa uma síndrome metabólica. É acompanhada por colesterol e triglicérides elevados, além de diabetes ou pré-diabetes.

Normalmente, acomete adultos, com maior incidência na faixa entre os 40 e os 50 anos, de acordo com Matheus, mas isso não quer dizer que crianças não possam ter o problema.

— Há muitas crianças diabéticas que podem ter esteatose — diz Berger.

Descoberta por meio de ultrassom, a alteração costuma ser detectada por acaso, devido à falta de sintomas. Pode ser percebida até durante um ultrassom ginecológico, por exemplo. E, quando é diagnosticada, precisa ser tratada para que não evolua para doenças graves, como a cirrose, dizem os médicos.

Causas e tratamento

Diabetes, alcoolismo, desnutrição e obesidade podem ser causadores da esteatose hepática. E não é apenas a ingestão de gordura que provoca a alteração, mas também carboidratos e açúcares, que são transformados em gordura para serem acumulados no organismo em forma de energia. Daí a importância da alimentação equilibrada.

O peso, porém, não é fator primordial, já que magros podem ter a doença, e obesos podem desenvolver esteatose em graus muito pequenos, afirma Matheus.

Os especialistas afirmam que o melhor tratamento é sempre a adequação da dieta do paciente, aliada a exercícios físicos. E, em alguns casos, há medicamentos que podem ajudar.

Verdades e mentiras sobre a esteatose hepática

O excesso de peso pode causar o acúmulo de gordura no fígado.

Verdade. Quando há um excesso de gordura armazenada no organismo, isso pode contribuir para o acúmulo também nas células do fígado.

O problema pode ter causas hereditárias.

Verdade. Na realidade, alguns dos fatores associados ao aparecimento dessa alteração do metabolismo, como diabetes e colesterol alto, é que podem ser hereditários.

A esteatose hepática é um problema que só acomete adultos.

Mentira. Embora seja mais difícil de acontecer, crianças também podem ter esteatose hepática. Segundo médicos, isso ocorre especialmente em crianças diabéticas.

Trata-se de uma alteração metabólica irreversível.

Mentira. Quando as causas são tratadas e controladas, o problema pode regredir completamente. Mas os cuidados adotados devem ser mantidos para que a esteatose não volte a ocorrer.

Postado por Larissa Roso

Proteja seu filho

06 de outubro de 2009 1

Confira, a seguir, dicas importantes para pais e cuidadores:

Sufocamento

Sempre coloque o nenê para dormir de barriga para cima, coberto até o peito.

Sempre proteja o berço e o cercado com grades altas e estreitas.

Sempre selecione brinquedos grandes, inquebráveis e sem pontas para o bebê.

Nunca dê ao nenê brinquedos pequenos, sacos plásticos, balões ou fios.

Nunca deixe objetos pequenos como botões, moedas e tachinhas no chão.

Nunca dê pipoca, amendoim e balas a crianças menores de três anos.

Intoxicação e envenamento

Sempre guarde material de limpeza e remédios longe do alcance das crianças.

Nunca acondicione detergente ou produtos tóxicos em garrafas de refrigerante.

Nunca guarde inseticida ou veneno em frascos e potes de alimentos.

Nunca chame medicamento de "doce" ou "bala".

Afogamento

Nunca dê as costas a uma criança quando ela estiver na banheira, próximo a pias, vasos sanitários, baldes, piscinas ou recipientes com água.

Sempre coloque cerca e portão trancado em torno da piscina.

Nunca se afaste de uma criança que estiver com bóia dentro d`água.

Queimaduras

Sempre verifique a temperatura da água do banho.

Nunca beba líquidos quentes com uma criança no colo.

Nunca deixe utensílios e alimentos quentes próximos à criança.

Choques elétricos

Nunca deixe as tomadas sem proteção.

Nunca deixe uma criança próxima de fios elétricos.

Quedas e lesões

Nunca use o andador com rodas, prefira o cercado (chiqueirinho).

Sempre impeça o acesso de crianças pequenas a escadas.

Sempre instale telas ou grades nas janelas e sacadas.

Nunca coloque berços ou outros móveis próximos de uma janela.

Nunca deixe seu bebê sozinho em mesas, camas ou outros móveis.

Sempre adote para suas crianças equipamentos de segurança como capacete, joelheiras e cotoveleiras ao usarem patins e skates.

Mordedura de animais

Nunca permita que se filho brinque com cães de rua.

Nunca permita que seu filho fique sozinho em um ambiente com um animal.

Sempre mantenha cães de grande porte com focinheira e presos quando estiver com crianças por perto.

No carro

Nunca deixe seu filho sozinho dentro do carro.

Sempre carregue seu filho no banco de trás. Até os sete anos e meio, as crianças devem ser acomodadas na cadeirinha de segurança com cinto próprio. Garanta que um adulto estará ao lado delas.

Nunca permita que seu filho ande no seu colo na direção do veículo.

Na rua

Sempre leve seu filho pela mão ao andar na rua.

Nunca permita que criança menor de 10 anos atravesse a rua sozinha.

Sempre atravesse a rua somente na faixa de segurança e com a sinaleira aberta para pedestre.

Nunca atravesse a rua correndo com uma criança pela mão.

Nunca permita que seu filho brinque dentro ou perto de carros. Entrada de garagem, rua ou estacionamento não é lugar de brincadeira.

Fontes:

Dr. Sérgio Amantea — Chefe das Emergências do Hospital da Criança Santo Antônio da Unidade Pediátrica da Santa Casa de Porto Alegre

Site da Ong Criança Segura: www.criancasegura.org.br

Site do Centro de Informação Toxicológica do RS: www.cit.rs.gov.br/

Telefones de emergência

CIT — Centro de Informação Toxicológica do RS — 0800 721 3000

Bombeiros — 193

Brigada Militar — 190

Campanha: Rede Rissul Unidão

Postado por Larissa Roso