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Posts de fevereiro 2010

Sol e cirurgia plástica

27 de fevereiro de 2010 0

Quem se submete a uma cirurgia plástica precisa ter cuidado com a exposição ao sol. O cirurgião plástico Ruben Penteado faz um alerta, principalmente para quem vai fazer algum procedimento durante o verão:
— O paciente deve ser orientado, de uma maneira geral, de que não é possível expor-se ao sol diretamente por 30 dias após a cirurgia, em nenhuma circunstância. As cicatrizes podem escurecer e as equimoses (manchas roxas da lipoaspiração ou da própria cirurgia) ficarão com aspecto de tatuagem com a ação do sol.
O médico explica que isto acontece porque o ferro presente no sangue concentra-se na equimose e, com a ação do sol, marca a pele.
— Quem toma muito sol após a cirurgia também sentirá maior inchaço e latejamento, devido à ação da vasodilatação — explica.
Tomar sol moderadamente é aconselhável apenas 30 dias após a realização da cirurgia plástica.
A seguir, confira algumas das cirurgias plásticas mais realizadas e o tempo médio necessário para que o paciente se exponha ao sol com moderação. O uso de protetor solar é indispensável em todos os casos.
— Blefaroplastia: a exposição direta ao sol deve ser evitada, principalmente, enquanto persistirem as manchas roxas, o que poderia tatuar a pele, retardando o desaparecimento das equimoses.
— Plástica da fronte: a exposição pode ser feita após 20 dias, gradativamente.
— Lifting das sobrancelhas: após 20 dias, gradativamente.
— Rinoplastia: evite sol, vento ou friagem nos três primeiros dias.
— Lipoaspiração: após 30 dias gradativamente, desde que não haja nenhuma esquimose residual.
Em relação aos procedimento a seguir, o tempo de espera deve ser de 30 dias. Após esse período, a exposição deve ser gradativa:
— Plástica da face
— Plástica do queixo
— Plástica do pescoço
— Otoplastia
— Colocação de prótese de mama
— Redução de mamas
— Levantamento de mamas
— Plástica do abdômen
— Plástica dos braços e das coxas
— Plástica das panturrilhas
— Ginecomastia

Fonte: Centro de Medicina Integrada

Osteoporose: alerta para os homens

27 de fevereiro de 2010 0

A incidência de osteoporose está crescendo no mundo inteiro em proporções epidêmicas, segundo a Sociedade Brasileira de Clínica Médica. No Brasil, já atinge mais de 10 milhões de pessoas. Porém, apenas um terço dos portadores tem o diagnóstico clínico. O restante não sabe que corre perigo de fratura. Estima-se em 1 milhão o número de fraturas, por ano, decorrentes da osteoporose. Destas, 250 mil são de quadril, o tipo mais grave pelo alto risco de incapacidade e morte por complicações.
Muito conhecida entre as mulheres,a doença está atingindo cada vez mais homens. Segundo a National Osteoporosis Foundation, nos Estados Unidos, 2 milhões de homens estão com osteoporose e outros 12 milhões já apresentam risco para a doença. Apesar da grande incidência entre pacientes do sexo masculino, a osteoporose, nesse grupo, ainda está subdiagnosticada.
A nutricionista Ana Beatriz Barrella recomenda como medida preventiva o consumo adequado de alimentos fonte de cálcio diariamente.
— Homens com menos de 50 anos apresentam uma necessidade de mil mg de cálcio por dia. Para os homens com 50 anos ou mais, a necessidade sobe para 1,2 mil mg por dia — diz a nutricionista.
Uma das principais fontes de cálcio é o leite. Para atingir as necessidades deste nutriente, um homem deve consumir de quatro a cinco copos de 200ml por dia.

— Leite desnatado: 1 copo (200ml) contém 244mg de cálcio  
— Leite semidesnatado: 1 copo contém 239mg de cálcio  
— Leite integral: 200ml contém 236mg de cálcio 

PRESTE ATENÇÃO
Fatores como sedentarismo, tabagismo, hereditariedade e baixo consumo de alimentos fontes de cálcio estão associados ao aumento do risco para homens.

Quando retirar o glúten da dieta

20 de fevereiro de 2010 0

Presente em pães, bolos, biscoitos e em quase todos os produtos industrializados, o glúten não deve fazer parte da dieta em dois casos: quando a pessoa é portadora da doença celíaca e ou tem hipersensibilidade à substância. Os celíacos têm intolerância permanente e não podem ingeri-lo de forma alguma. A doença não tem cura, mas, quando a proteína é retirada da dieta, é possível levar uma vida saudável e normal. No caso da hipersensibilidade, a pessoa sente desconforto — como é uma alergia mais leve, o paciente não é diagnosticado como celíaco.
A nutricionista Flávia Morais explica que existem diversas pesquisas que sugerem que a ingestão de glúten por pessoas hipersensíveis afeta a função normal do cérebro e pode causar sintomas como constipação intestinal, rinite, asma, artrite, prurido, dermatite e acne, além de alterações de humor, ansiedade, depressão e síndrome do pânico.
— Quando não são imediatos, os sintomas podem se manifestar até quatro dias depois da ingestão do alimento, e muitas vezes de maneira crônica. Por isso, torna-se difícil para a maioria das pessoas identificar qual alimento ocasionou o sintoma. Daí a necessidade de observar permanentemente e, se possível, anotar em um papel como o corpo responde após a ingestão dos alimentos — alerta.
No caso do glúten, um grande número de pessoas observa que os sintomas são atenuados e até desaparecem com a retirada do componente alergênico. Por isso, a dieta é sugerida para verificar se a exclusão da proteína proporciona melhoria nos sinais.
É o caso da aposentada Sônia Regina Moreira Cobo, 58 anos, que cortou o glúten de sua dieta há cerca de um ano. Ela não é celíaca, mas sentia mal-estar e foi orientada a fazer o teste da dieta sem glúten:
— Eu sentia um desconforto intestinal muito grande e fiz o teste durante um mês. Mesmo com pouco tempo, a melhora já foi significativa, então resolvi segui-la. Hoje posso dizer que obtive uma melhora de 70%.
Para pessoas que apresentam problemas crônicos de constipação, flatulência, artrite, coceiras pelo corpo, enxaqueca, alterações de humor e ansiedade e que ingerem glúten com frequência, a sugestão é restringir o consumo para observar se há melhora dos sintomas.
— É preciso lembrar que o glúten não é um nutriente essencial para a saúde. A sua retirada da dieta não causa prejuízos — afirma Flávia.
Dicas para uma dieta sem glúten
Preste atenção: antes de tomar qualquer decisão, é sempre importante consultar um profissional de nutrição para que não haja prejuízos à saúde.
— A restrição ao glúten deve ser feita pelo período de duas semanas a 40 dias. Nesta fase, não se deve ingerir qualquer alimento que contenha a proteína em sua formulação. A leitura do rótulo é fundamental para identificar a ausência de glúten nos produtos.
— Após o período de exclusão, o glúten deve ser reintroduzido na dieta, em três refeições, num mesmo dia. Depois, volta-se a excluir o glúten da dieta. Observa-se se, nos quatro dias seguintes, os sintomas indesejados se manifestam novamente. Se for identificada a melhora dos sintomas, a sugestão é persistir na dieta sem a proteína.
— Durante o período de exclusão, trigo, aveia, centeio e cevada podem ser substituídos por arroz integral, trigo sarraceno, quinua, soja, milho, tapioca e tubérculos como batata, mandioca e inhame.
Frutas, de todos os tipos, não contêm glúten e são ótimas opções para lanches no meio da manhã e da tarde.
— Lembre-se: esta não é uma dieta com a finalidade de perda de peso, mas isso pode acontecer devido ao melhor funcionamento do corpo sem a exposição ao alérgeno.
— É importante ainda manter bons hábitos: escolher lugares calmos para realizar as refeições, mastigar bem os alimentos, evitar a ingestão de líquido durante as refeições para não prejudicar o processo de digestão e diminuir o consumo de alimentos refinados e industrializados.
— Também é recomendável aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos. Incluia no cardápio óleos vegetais como óleos de linhaça e de gergelim e azeite de oliva extravirgem, além de oleaginosas como castanha do Brasil, amêndoas, sementes de abóbora, linhaça e girassol.

Evite dormir com lentes de contato

20 de fevereiro de 2010 0

Quem usa lentes de contato deve ter muito cuidado. Um estudo conduzido pelo oftalmologista do Instituto Penido Burnier Leôncio Queiroz Neto mostra que dois em cada 10 brasileiros que usam lente de contato têm complicações na córnea. O uso prolongado responde por 45% das lesões, seguido de alergia (35%) e manutenção incorreta (20%).
Desde setembro tramita na Câmara Federal parecer do Conselho Federal de Medicina (CFM) para que a indicação, adaptação e prescrição de lentes de contato sejam feitas exclusivamente por oftalmologistas, mas até agora o procedimento não é regulamentado. De acordo com Queiroz Neto, as complicações oculares atingem mais quem compra lentes em farmácias ou óticas sem prescrição médica. Isso porque, explica o especilista, para evitar ferimentos na córnea, é necessário analisar a curvatura e o relevo da córnea, avaliar o filme lacrimal, fazer exames de refração e fundo de olho, além de utilizar lentes para teste. Nem todo mundo pode usar o acessório. Quem tem baixa produção lacrimal ou doenças alérgicas pode não ter uma boa adaptação. 
— O problema é que, por serem gelatinosas, as lentes cosméticas dificilmente provocam desconforto. Isso faz muitos adolescentes acreditarem que dá para dormir com elas. Mesmo as indicadas para uso noturno devem ser retiradas dos olhos antes de dormir porque à noite a produção de lágrima é menor — afirma.
Dormir com lentes ou usá-las além do tempo prescrito reduz a oxigenação da córnea. Isso aumenta em até 10 vezes a chance de contrair contaminação por bactérias que podem levar à ulcera corneana e, consequentemente, à cegueira.
Outro erro comum apontado por Queiroz Neto é lavar a lente e o estojo com soro fisiológico em vez de usar as soluções multiuso indicadas para a boa higienização. O soro não contém conservantes e, por isso, torna-se um campo fértil para a proliferação de bactérias e fungos.
As principais recomendações para quem quer trocar a cor dos olhos ou substituir os óculos de grau são:
— Fazer a adaptação com um oftalmologista. 
— Lavar cuidadosamente as mãos antes de manipular as lentes. 
— Utilizar soluções multiuso na limpeza e no enxágue das lentes e do estojo.
— Friccionar as lentes para eliminar completamente os depósitos de sujeira.
— Não usar soro fisiológico ou água na higienização. 
— Retirar as lentes antes de remover a maquiagem e quando usar spray no cabelo. 
— Colocar as lentes sempre antes da maquiagem. 
— Guardar o estojo em ambiente seco e limpo .
— Trocar o estojo a cada quatro meses.
— Respeitar o prazo de validade dos produtos. 
— Jamais dormir com lentes, mesmo aquelas liberadas para uso noturno. 
— Interromper o uso a qualquer desconforto ocular e procurar um oftalmologista. 
— Retirar as lentes durante viagens aéreas com duração superior a três horas. 
— Não entrar no mar ou na piscina usando lentes.

Como acabar com as olheiras

20 de fevereiro de 2010 0

Costuma-se associar olheiras a noites maldormidas, mas estresse, cansaço físico e emocional, genética, alterações hormonais e TPM também integram a lista dos responsáveis pelo aparecimento das sombras abaixo dos olhos. 
— Sob a fina pele abaixo dos olhos, localiza-se um tecido subcutâneo frouxo, onde estão espalhados pequenos vasos sanguíneos. A fadiga libera substâncias químicas que estimulam a vasodilatação. O resultado é um maior afluxo de sangue nessa área, formando-se, assim, uma espécie de sombra na pele. É a olheira — explica o cirurgião plástico Ruben Penteado.
O incômodo que as olheiras provocam é enorme. Envelhecem, dão a impressão de cansaço e desleixo.
— O aspecto escurecido ou avermelhado das olheiras é provocado pelo depósito de melanina na região, pela dilatação dos vasos sanguíneos ou pela congestão vascular. Existem também olheiras que aparecem quando a região abaixo dos olhos é mais funda que o normal, formando uma sombra — explica o cirurgião plástico.
A melhor maneira de prevenir o aparecimento das olheiras é seguindo a fórmula da vida saudável: alimentação balanceada, exercícios físicos, noites bem dormidas e nada de abusos.
— Mas quando é necessário tratar o problema, existem alternativas para todos os tipos de olheiras. Algumas medidas são velhas conhecidas: compressas frias de chá de camomila, cosméticos com ativos despigmentantes e peelings clareadores. Quando o quadro é mais complexo, pode-se indicar preenchimentos e até mesmo uma cirurgia plástica — explica o médico.
Preenchimento para olheiras
Para tratar olheiras muito profundas, é possível fazer um preenchimento da área com ácido hialurônico.
— Esta alternativa é indicada para pessoas que têm a região abaixo dos olhos mais funda, o que ajuda a formar a sombra, devido à conformação óssea do local. Ao contrário do tratamento de rugas, onde o preenchimento é aplicado superficialmente, aqui é preciso fazer uma aplicação mais profunda da substância para combater as olheiras — explica o médico.
O efeito pode ser percebido dentro de um a quatro dias, após a aplicação da substância, período necessário para que o inchaço regrida.
— Além de o ácido hialurônico preencher a região, ele também estimula a produção de colágeno, melhorando a textura da pele. O efeito pode perdurar por até um ano. Depois, a substância é reabsorvida pelo organismo — diz Penteado.
Cirurgia plástica
Além de retirar as bolsas de gordura dos olhos, a blefaroplastia contribui também para o fim das olheiras.
— Esse procedimento não é indicado para casos em que a pessoa apresenta apenas a região abaixo dos olhos escurecida. É preciso que a olheira seja caracterizada também pelo volume extra na região abaixo dos olhos — explica.
A blefaroplastia consiste em fazer uma pequena incisão na mucosa abaixo dos olhos, por meio da qual o cirurgião plástico retira as bolsas de gordura. No pós-operatório, a recomendação é fazer compressas frias e evitar a exposição ao sol.
— Os resultados podem ser percebidos logo após a regressão do inchaço, o que costuma acontecer entre sete e 14 dias após a cirurgia, quando o paciente ganha um olhar rejuvenescido e livre das olheiras.

10 dicas contra a obesidade

13 de fevereiro de 2010 0

O médico Abrão José Cury Jr. lista 10 dicas para se sentir melhor e começar a combater a obesidade, doença que pode ter sérias consequências. Ele ressalta que o importante não é chegar ao peso ideal, mas mantê-lo pelo resto da vida com a adoção definitiva de hábitos saudáveis.
Até graus menores de sobrepeso podem deixar o paciente suscetível a doenças. Mesmo que o obeso esteja com seu colesterol controlado, não tenha diabetes nem hipertensão, a tendência é que venha a desenvolver alguma dessas doenças no futuro.
Estima-se que, no Brasil, cerca de 40% da população está acima do peso ou é obesa. A obesidade é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença grave, de proporções epidêmicas no mundo.
1. Cuide de sua saúde mais do que de seu aspecto estético.
2. Não sucumba às promessas de medicamentos mágicos, dietas milagrosas e equipamentos de ginástica que trabalham por você.
3. Perigo: medicamentos com hormônio tireoidiano, estimulantes, inibidores de apetite, diuréticos, laxantes, tranquilizantes e antidepressivos, usados em conjunto para emagrecer, são prejudiciais à saúde. Quando unidos a dietas milagrosas, são catastróficos. Podem provocar fraqueza, desmaios, palpitação, infarto, redução da resistência, síncopes e mal-estar súbito.
4. Procure um médico. Com um exame clínico, o especialista avalia sua condição física e sua saúde. Só ele está habilitado a indicar o tratamento adequado para perder peso, o que pode incluir medicamentos.
5. Um profissional da saúde, como um educador físico, deve ser consultado para que indique a atividade física adequada a seu biofísico.
6. Procure uma nutricionista para desenvolver um plano alimentar adequado a suas características e necessidades.
7. No início, sem exageros e respeitando seus limites, a pessoa deve deixar mais o carro em casa e caminhar mais. Troque o elevador por alguns lances de escadas.
8. Evite alimentos gordurosos, doces e fast-food.
9. Nas refeições, prefira legumes, verduras e frutas.
10. Mantenha-se hidratado, ingerindo água frequentemente.
Fonte: Abrão José Cury Jr., coordenador do Congresso Paulista de Clínica Médica, que acontece nos dias 16 e 17 de abril de 2010, em São Paulo

Exercícios após os 40

13 de fevereiro de 2010 0

A vida tem início aos 40 anos? No que diz respeito à prática de atividades físicas, para muitas pessoas, o ditado popular não poderia ser mais verdadeiro. O foco na carreira e na família frequentemente é usado como justificativa para a demora em encarar as academias, mas ainda há esperança para quem quer recuperar o tempo perdido e prestar mais atenção à saúde. Pelo menos, essa é a proposta de A Vida Começa aos 40 (Editora Leya), livro do professor, preparador físico e personal trainer José Alexandre Filho.
Quatro meses para reconquistar o físico perdido após anos e anos de sedentarismo pode parecer uma verdadeira missão impossível em um primeiro momento, mas nada que uma boa dose de determinação não resolva. José Alexandre propõe uma rotina de treinos dividida em cinco fases, cuja intensidade aumenta com o tempo.
— O programa foi montado para pessoas comuns. O Daniel (voluntário usado pelo personal trainer para testar o programa) ia para a academia quatro vezes por semana, durante duas horas por dia.
Ao final do teste, o aluno-modelo perdeu 11 quilos de gordura, ganhou seis quilos de massa muscular e baixou sua gordura corporal de 23,29% para 11,93%.
Além de se movimentar, José Alexandre frisa que adotar uma alimentação balanceada e mudar o estilo de vida — ao menos temporariamente — são essenciais para garantir o sucesso da empreitada. Segundo ele, até o modo como a pessoa lida com o próprio círculo de amizades precisa ser repensado, uma vez que é comum amigos e familiares boicotarem o programa alheio.
— As pessoas acham difícil porque não têm disciplina para investir. Isso até verem os resultados. É preciso quebrar o paradigma de que perder a barriga não é coisa de homem. É mais fácil tomar cerveja com os amigos do que ir treinar.

Alerta para as otites no verão

13 de fevereiro de 2010 0

No verão, é impossível resistir a praia e piscina. É preciso ficar atento ao risco maior de inflamações e infecções do ouvido, as chamadas otites externas — que atingem o canal externo do órgão auditivo. Por ser quente, úmida e escura, a região pode facilmente sofrer com a ação de fungos e bactérias.
Segundo o otorrinolaringologista Sady Selaimen da Costa, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, a doença é muito mais comum no verão por causa da maior umidade do ar, do calor e dos hábitos típicos da estação. O problema afeta adultos e crianças e deve ser diferenciado da otite média aguda, que apresenta uma incidência muito maior nos meses de inverno e em crianças de até seis anos.
Quando o ambiente está úmido e quente, o contato constante com a água (muitas vezes imprópria para o banho) pode modificar o revestimento do canal auditivo externo, causando descamação e coceira.
— Como reação imediata, muitas pessoas costumam coçar o ouvido, utilizando os mais variados objetos como cotonetes, tampas de caneta, agulhas de tricô etc., o que pode causar sérios traumas no revestimento interno do ouvido. Essas microrrupturas na pele servem como porta de entrada a micro-organismos que podem causar infecções locais ou generalizadas — alerta Costa.
Segundo o otorrinolaringologista, é preciso tomar muito cuidado com alguns tratamentos ou métodos caseiros, como utilizar álcool ou vinagre na região infectada. Para as pessoas que adotam essas medidas, ele faz um alerta:
— Nunca pingue nada no ouvido sem orientação médica. Essa tentativa de tratamento é desastrada e inoportuna.
Costa também é contra o uso de tampões, recurso muito utilizado por nadadores e atletas que fazem travessias em alto-mar para evitar a entrada de água.
A falta de circulação de ar pode provocar infecção. Esses tampões são ferramentas muito úteis na prevenção de certas doenças do ouvido, mas devem ter indicações específicas — orienta.
Para prevenir a otite externa recorrente, é preciso, em alguns casos, o uso de medicação, além de cuidados locais realizados em consultório. É recomendável também não nadar em águas poluídas, principalmente em praias. Sempre que tiver dor de ouvido, procure um otorrinolaringologista, pois existem outras doenças que podem estar associadas à otite externa.

Sete sinais de alerta para o coração

06 de fevereiro de 2010 0

Mulheres que estão chegando aos 50 anos devem dobrar os cuidados com a saúde do coração, já que o risco de sofrer um infarto aumenta. Entre as principais causas, está a dificuldade feminina em controlar o peso, os níveis de colesterol e a pressão alta. 
— Tanto a hipertensão como o colesterol alto comprometem os vasos sanguíneos, causando problemas de circulação, principalmente a formação de coágulos — diz o cardiologista Otávio Gebara.
O médico afirma que o processo de envelhecimento aumenta os riscos para diversas doenças, incluindo as do coração.
— Os homens têm duas vezes mais chance de sofrer um infarto do que as mulheres. Mas, depois do período da menopausa, as chances se igualam. A fase mais crítica para as mulheres é depois dos 45 a 50 anos. Principalmente porque o ritmo acelerado de sua jornada dupla ou tripla acaba afastando a mulher de hábitos saudáveis, como manter uma dieta bem equilibrada, praticar exercícios regularmente, evitar o sal (hipertensão), controlar os níveis de stress e inclusive fazer check up anualmente. Por volta dos 50 anos, em média, ocorre a diminuição dos hormônios produzidos pelo ovário, principalmente o estrogênio. Isso predispõe a maior risco cardíaco.
Entre os fatores que mais contribuem para as doenças cardíacas, o médico destaca tabagismo, obesidade, sedentarismo, hipertensão, diabetes, altos níveis de colesterol e triglicérides e hereditariedade.
— O fator genético é mais um alerta de que a paciente não pode nem deve descuidar da saúde. Mas não é o único, daí a importância de cuidar da saúde sob vários aspectos. Hoje sabemos que 80% do risco podem ser eliminados com mudanças no estilo de vida e/ou medicações. Apenas 20% do risco podem ser atribuídos ao fator genético. Ou seja, a responsabilidade do cuidado e o futuro estão em nossas mãos.
As avaliações de rotina mais importantes para a prevenção do infarto incluem o controle do peso, da pressão sanguínea e dos índices de colesterol. Quando há queixa de cansaço e falta de ar, o cardiologista diz que são necessários testes mais específicos — de um simples eletrocardiograma até procedimentos mais invasivos, como um cateterismo.
Sinais de alerta para o coração
— Sensação de opressão no peito
— Dor no lado esquerdo ou no meio do peito — que pode irradiar para o pescoço e para o braço esquerdo
— Suor frio e intenso
— Desconforto acompanhado de tontura
— Desmaio
— Náuseas
— Falta de ar
Mudanças necessárias
— Quando a paciente adota uma alimentação saudável e perde peso e medidas, acaba se sentindo mais disposta a praticar esportes, caminhadas e outras atividades que contribuem para diminuir a pressão sanguínea e fortalecer o coração.
— Inclua mais frutas, legumes e verduras no cardápio diário e modere o consumo de carnes, massas e frituras.
— O consumo excessivo de álcool também pode ocasionar sérios problemas cardíacos, incluindo derrame cerebral.
— Com relação ao fumo, o melhor a fazer é parar definitivamente, já que a nicotina e o monóxido de carbono atingem o sistema cardiovascular, aumentando as chances de infarto.

Dúvidas frequentes sobre próteses de silicone

06 de fevereiro de 2010 0

Diferentemente do que muitas mulheres acreditam, quem tem prótese de silicone nos seios pode, e deve, fazer periodicamente a mamografia, que é um importante exame ginecológico. Não há riscos de a prótese romper durante o procedimento.
— Outro mito é o de que a prótese atrapalha a amamentação — lembra o cirurgião plástico Maurício de Maio, mestre em Medicina e doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). — Após três a seis meses da cirurgia, a mulher pode engravidar normalmente e não terá problema algum em amamentar. Vale ressaltar que mulheres com mamas pequenas, "pouco desenvolvidas", já não iriam mesmo produzir leite por características genéticas, e não pela presença da prótese.
A redução ou a perda de sensibilidade pode, sim, acontecer, em especial em mamas de maior volume.
— Mas, na grande maioria dos casos, esse sintoma é temporário — salienta De Maio.
Sobre o receio que algumas pessoas têm de a prótese estourar, o médico conta que é bem raro isso acontecer:
— O material pode romper em situações que envolvam traumas muito fortes, como acidentes automobilísticos graves.
Mais um mito deve ser desfeito:
É completamente equivocada a afirmação de que a prótese de silicone aumenta as chances de a mulher desenvolver câncer — esclarece De Maio.
Ele acrescenta que mesmo após colocar o implante a mulher deve continuar fazendo o autoexame.
A substituição da prótese é recomendada após 10 ou 15 anos.
— A indicação é para que a paciente seja examinada periodicamente pelo especialista. É ele quem vai decidir se a prótese deve ou não ser trocada.
Com relação ao tamanho, o ideal é que a escolha fique a cargo do cirurgião plástico, pois é ele quem pode avaliar as proporções físicas em relação a outras partes do corpo, de forma a garantir um resultado bom e saudável.