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Posts de março 2010

Uma doença incapacitante

27 de março de 2010 0

Segundo dados do Datasus, só no Brasil, a doença pulmonar obstrutiva crônica, conhecida pela sigla Dpoc, mata 37 mil pessoas por ano. Progressiva e irreversível, é caracterizada pela manifestação conjunta da bronquite crônica e do enfisema pulmonar. Assim como o diabetes e a hipertensão, apesar de não ter cura, pode ser controlada, mas o sucesso dessa investida depende de atenção do paciente e do diagnóstico correto por parte dos profissionais de saúde. 
— A doença é grave e requer cuidados. Infelizmente, ainda é subdiagnosticada no Brasil — afirma Oliver Nascimento, pneumologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.
Causada pela inalação de substâncias tóxicas, principalmente as do cigarro, a Dpoc afeta adultos e exige tratamento específico para controlar sintomas como tosse, pigarro e falta de ar progressiva, chegando, até mesmo, à incapacidade de realizar atividades diárias.
— O paciente com Dpoc avançada, muitas vezes, não consegue subir escadas, tomar banho sozinho e, em alguns casos, pentear os cabelos — exemplifica Nascimento.
O especialista afirma ainda que, de modo geral, os pacientes procuram o médico quando a dificuldade para respirar já está interferindo no seu dia a dia. Mas, quanto antes o diagnóstico for feito e o tratamento adequado iniciado, melhor será sua qualidade de vida.
Além de reforçar a importância de cessar o tabagismo, médicos costumam dar dicas para melhorar a qualidade de vida do paciente.
— Os exercícios físicos melhoram a condição do paciente na realização de suas atividades. O indivíduo deve passar por uma avaliação médica para conhecer o grau de capacidade respiratória. Após essa avaliação, o especialista poderá determinar qual a atividade física é mais adequada a ele — explica Nascimento.
O tratamento medicamentoso também é fundamental. Análises do estudo UPLIFT, um dos maiores já realizados em pneumologia, demonstraram que a intervenção precoce com brometo de tiotrópio pode evitar a progressão da doença desde sua fase inicial, além de manter o paciente ativo e reduzir a mortalidade. Recomendado pelos consensos internacional e brasileiro de Dpoc, o tiotrópio é um broncodilatador de longa duração, desenvolvido especificamente para essa enfermidade. O medicamento, com ação anticolinérgica, dilata os brônquios, controla o diâmetro das vias aéreas e proporciona melhora da qualidade de vida, aumentando a resistência a exercícios e reduzindo as crises que o paciente frequentemente apresenta.
Diagnóstico
É necessário que o médico esteja atento aos sinais clínicos da doença, principalmente, tosse, pigarro e falta de ar progressiva, que ocorre em fumantes crônicos. A espirometria, teste que avalia a função pulmonar, é um exame complementar para o diagnóstico.
A fim de padronizar e orientar o diagnóstico e o tratamento, o GOLD (Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) desenvolveu um questionário com cinco perguntas básicas que podem ajudar a identificar o paciente com Dpoc:
— Tem mais de 40 anos?
— É fumante ou ex-fumante?
— Apresenta tosse diária e constante?
— Apresenta catarro pulmonar ou muco, na maioria dos dias?
— Fica com mais falta de ar que as pessoas da mesma idade?
Se o paciente responder "sim" às duas primeiras questões e a pelo menos uma das três últimas, deve procurar um especialista para que a Dpoc seja ou não confirmada.

Mitos sobre a perda de peso

27 de março de 2010 1

O Vigilantes do Peso esclarece alguns dos principais mitos relacionados às dietas, que tantas vezes desestimulam quem está tentando alcançar o peso ideal. O livro Emagrecimento Definitivo — Derrubando os Dez Maiores Mitos das Dietas, de James Rippe, traz orientações sobre como superar as armadilhas que atrapalham o emagrecimento.
Mito: É impossível emagrecer e nunca mais voltar a engordar
O método de emagrecimento é fundamental para a quantidade de peso que se pretende perder e para a manutenção. Há fatores que asseguram o sucesso do emagrecimento, como a prática regular de exercício físico, a adesão a um programa e a definição de metas, por exemplo.
Mito: Alguns quilinhos a mais não fazem a menor diferença
É bem comum não se importar com uns quilinhos a mais. O corpo, no entanto, à medida que envelhece, deixa de funcionar com plena eficiência. Emagrecer é muito bom para a saúde. Basta perder de 5% a 10% do peso corporal para se obter benefícios significativos.
Mito: As calorias não importam — se quiser emagrecer, basta evitar gorduras ou carboidratos
O equilíbrio é o mais adequado, pois proporciona a variedade necessária. Os alimentos ricos em gorduras ou carboidratos contêm nutrientes essenciais para a saúde e a prevenção de doenças, mas nem todas as gorduras ou carboidratos são iguais em termos do impacto sobre a saúde.
Mito: Seu metabolismo ou sua genética poderão impedir o sucesso da iniciativa
A herança genética não é uma sentença. Diversos fatores afetam o emagrecimento de maneira moderada, mas nenhum fator específico impede esse objetivo. O emagrecimento duradouro é possível para todos.
Mito: O método de emagrecimento não importa, mais tarde eu penso em como manter
Para manter o emagrecimento, a chave é integrar à vida diária as habilidades e os hábitos que você experimentou durante o emagrecimento. Se você aprendeu a fazer escolhas alimentares inteligentes, as ocasiões sociais que farão parte da sua vida não serão um desafio tão grande.

Saiba mais sobre a dor pélvica

27 de março de 2010 0

A dor pélvica é uma dor no baixo ventre que pode ser sentida na forma de cólica, aperto ou pontada. As causas são diversas, e entre elas destaca-se a presença de mioma, alterações vasculares no útero como a presença de varizes pélvicas, cistos de ovário e endometriose, que é, atualmente, a principal causa de dor pélvica nas mulheres em idade reprodutiva.
A ginecologista Rosa Maria Neme, doutora em Ginecologia pela Universidade de São Paulo, tira algumas das principais dúvidas sobre o problema.
Como a dor é sentida pela paciente?
Na grande maioria das vezes, como uma cólica que pode acontecer na menstruação ou fora dela, sensação de peso ou pontada. A dor pélvica está sempre ligada ao sistema reprodutivo e é um sinal de alguma outra doença presente na região, por isso precisa ser investigada.
Atinge apenas os órgãos genitais internos?
Em geral, sim. Pode acometer os órgãos externos, mas a manifestação, nesses casos, não é de dor, mas sim de ardor e coceira, entre outros sintomas.
Quais as diferenças entre dor pélvica aguda e crônica?
A dor aguda acontece de forma inesperada, e a crônica é aquela que já está presente há algum tempo.
Quais os tratamentos?
O tratamento depende da causa. Se for endometriose, a cirurgia é indicada. Se for mioma, recomenda-se a retirada ou o tratamento com medicamentos. No caso de varizes pélvicas, recorre-se a medicações analgésicas.
Quantas mulheres sofrem com o problema?
Existem estimativas para outras doenças, mas não sobre a dor pélvica. A endometriose acomete cerca de 15% a 20% das mulheres em idade reprodutiva. Mulheres acima dos 50 anos têm 50% de chance de ter miomas.
Se a dor pélvica não for bem tratada, ela pode evoluir para outro problema?
Tudo depende da causa da dor. No caso da endometriose, a mulher pode ter infertilidade e dor crônica. No caso do mioma, pode ter ciclos menstruais com hemorragia e infertilidade.
Que faixa etária é atingida?
Pode acometer mulheres de qualquer idade.

Alerta de contaminação na carne de sol e na carne seca

20 de março de 2010 0

Carne de sol e charque ou carne seca. As duas formas de carnes desidratadas curtidas com sal são adoradas por muitos Brasil afora. Uma dissertação de mestrado da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), entretanto, aponta que esses produtos consumidos em todo o país podem ser foco de alto índice de contaminação.
No estudo, que avaliou 44 amostras do produto vendido na Região Metropolitana da capital paulista, verificou-se que junto à carne havia desde pelos de rato e restos de insetos até bactérias causadoras de diarreia. A pesquisa serve como alerta sobre a qualidade da carne de sol e da carne seca consumidas em todas as regiões.
Segundo a autora do estudo, a médica veterinária Tatiana Almeida Mennucci, a maior parte dos problemas relacionados à carne de sol e à carne seca é causada por manipulação e armazenamento incorretos. 
— Como a carne de sol é produzida artesanalmente, não existem normas oficiais para a sua elaboração e controles de qualidade e segurança — afirma a pesquisadora.
Ela conta que, por se tratar de um alimento de origem animal, ele merece os mesmos cuidados da carne comum, o que nem sempre acontece.
Após visitar diversas casas de produtos típicos do Norte e do Nordeste do país, a pesquisadora coletou amostras e enviou para análise microbiológica no Laboratório de Microscopia Eletrônica do Instituto Adolfo Lutz. 
— Houve presença significativa de contaminantes proibidos pela legislação, como insetos mortos, fragmentos e larvas de insetos e pelos de roedores — relata a médica veterinária. — Também foram encontrados ácaros, bárbulas (filamentos das penas de aves), fungos e pedaços de ossos, madeira e plástico — afirma.
Segundo o estudo, pelo menos 90% das amostras apresentavam algum tipo de contaminação.
Outro problema apontado pela pesquisa foi a contaminação por bactérias. A análise da USP apontou que metade das amostras possuíam algum tipo de contaminação do gênero. 
— Verificou-se contaminação por Salmonella spp, Escherichia coli e Staphylococcus aureus, todas associadas a quadros de diarreia em seres humanos. Os maiores riscos à saúde são causados pela Staphylococcus aureus, cuja multiplicação no produto salgado in natura propicia a produção de uma toxina nociva, que não é eliminada quando o produto é submetido a processo térmico — alerta.
A manipulação da carne pelos vendedores também foi outro problema detectado. Segundo Tatiana, muitos estabelecimentos não apresentavam condições adequadas de higiene. Foram comuns, por exemplo, casos em que a pessoa que manipula a carne utilizava adornos como relógios e pulseiras. 
— O contato com diversos tipos de alimentos e produtos faz com que esses objetos acumulem sujeira, que também poderá ser um veículo de contaminação cruzada — explica a médica veterinária.
Para ela, a solução para o problema passa pela fiscalização.
As entidades fiscalizadoras devem exigir a presença de lavatórios para higienização das mãos nesses locais, além de maior proteção dos alimentos que, de preferência, devem ser mantidos sob refrigeração — aponta Tatiana.
Ela sugere também que sejam oferecidos cursos de treinamento para as pessoas que manipulam esse tipo de alimento, "para que possam lidar com os alimentos de forma adequada, evitando riscos para a saúde".
Cuidados
— Na hora da compra, verifique as condições de higiene do local e das pessoas que manipulam a carne. Elas devem estar com as unhas curtas e limpas e não podem portar nenhum acessório. Devem vestir roupas limpas e, de preferência, usar luvas e avental.
— Nunca coma carne seca ou de sol sem nenhum tipo de cozimento. Mesmo em pequenas quantidades, o produto pode conter bactérias que causam, principalmente, diarreia.
— Em casa e no açougue, a carne de sol deve ser conservada em locais ventilados e protegidos, com telas ou em expositores próprios para o produto.

24 de março: Dia Mundial de Combate à Tuberculose

20 de março de 2010 0

A tuberculose é uma doença causada pela bactéria conhecida como Bacilo de Koch e é contagiosa. Sua transmissão acontece pelo ar, especialmente por intermédios das secreções expelidas pelos doentes sem tratamento, em locais pouco ventilados e aglomerações. No mundo, estimam-se 9,4 milhões de casos, o equivalente a 139 ocorrências a cada 100 mil pessoas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que 80% dos casos ocorrem em países dependentes como o Brasil. De acordo com a OMS, em 2008 os maiores números ocorreram na Ásia (55%) e na África (30%), e em proporções menores no Oriente Médio (7%), na Europa (5%) e nas Américas (3%).
Segundo Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), embora a doença seja grave, existe grande possibilidade de cura se o paciente tiver um acompanhamento constante para identificar logo no início os sintomas. 
— O atendimento do médico de família e comunidade atende essa expectativa já que acompanha o indivíduo como um todo, não apenas tratando uma doença — afirma.
Os sintomas mais frequentes da tuberculose são tosse por três semanas ou mais com produção de catarro que pode ou não estar acompanhado de sangue, febre, suor excessivo à noite, indisposição e fraqueza, perda de apetite e peso. Alguns dos fatores que facilitam o surgimento da doença são: estar em ambientes suscetíveis à contração do bacilo, tais como a residência de doentes ou hospitais e serviços de saúde em geral, idade avançada, predisposição genética, desnutrição, abuso de álcool ou drogas ilícitas, entre outros. Portadores de HIV têm maiores possibilidades de contrair a tuberculose, devido à baixa imunidade.
Para comprovar a doença, quase sempre é necessário realizar um exame do escarro para verificar se o bacilo está presente.
— É de grande importância identificar o mais rápido possível os doentes, pois um dos maiores reservatórios, se não o maior, da bactéria é o próprio corpo humano. Durante as duas primeiras semanas de tratamento, o doente pode ainda contagiar outras pessoas. Por isso, é necessário que proteja a boca ao tossir ou espirrar — orienta Gusso.

Pontada depois do exercício

13 de março de 2010 0

Primeiro, ela surge como um incômodo após a prática da atividade física. Em seguida, a dor cresce e, ao mesmo tempo, diminui o tempo entre o início do exercício e o surgimento da primeira pontada. Assim é a pubalgia ou dor no púbis. Comum aos atletas de fim de semana, ela pode surgir em decorrência de outros fatores, como a diferença no tamanho de membros e até mesmo uma hérnia inguinal.
O diagnóstico preciso é a principal arma para o tratamento eficiente. Em alguns casos, é necessário combinar exame clínico, ecografias e ressonâncias. De acordo com o ortopedista Marcus Montenegro, especialista em traumatologia desportiva, pode-se levar até um ano para a recuperação total da lesão.
— Para isso, é preciso conter a ansiedade do paciente e do terapeuta, que devem levar o tratamento até o fim. Assim, os sintomas não voltarão a aparecer em breve — adverte.
Pablo Marinho, fisioterapeuta especializado em reabilitação desportiva, ressalta a importância de um trabalho muscular preventivo. Segundo ele, na maioria dos casos, a pubalgia é resultado de problemas mecânicos, decorrentes de posturas erradas e desequilíbrio muscular.
— Dessa forma, o fisioterapeuta deve corrigir o elemento causador, para evitar novas incidências.
Palavra do especialista
Quem são os indivíduos mais propensos à pubalgia?
Os atletas de fim de semana. Principalmente os que jogam futebol, homens ou mulheres. Geralmente, esse grupo costuma chutar sempre com a mesma perna, levando a musculatura à fadiga de forma desigual. Por esse motivo, é importante manter um trabalho de fortalecimento muscular paralelo ao esporte.
Como a musculação deve ser orientada?
A musculação preventiva deve ser planejada por um educador físico ou por um fisioterapeuta que conheça o perfil do paciente. Ele deverá orientar os exercícios de acordo com as atividades cotidianas e também os esportes praticados pelo indivíduo, para que as cadeias musculares usadas nessa prática possam ser fortalecidas e equilibradas com as demais.
Quais os riscos de se ignorar os sintomas e partir para a automedicação?
Analgésicos e relaxantes musculares são úteis para alguns casos. Mas o diagnóstico e a prescrição devem ser feitos por um ortopedista habilitado, com prática em avaliação de desportistas. Ele saberá descartar as possibilidades de outras patologias, como hérnia inguinal. Também é necessário, para a maioria dos pacientes, fazer um trabalho de reabilitação fisioterápica para evitar que a doença atinja o estado crônico, em que a dor passa a ser constante e impede a realização de atividades físicas. A cirurgia é necessária em poucos casos.
Fonte: Marcus Montenegro, ortopedista especializado em traumatologia esportiva

A pior dor que existe

13 de março de 2010 0

Numa escala de 1 a 10, ela é considerada a dor mais intensa que um ser humano pode sentir. De origem neurológica, a neuralgia do trigêmeo — nervo da face com ramificações oftálmica, maxilar e mandibular — atinge uma em cada 100 mil pessoas e, apesar da baixa incidência, preocupa os médicos, porque provoca uma grande perda na qualidade de vida do paciente. Além disso, faltam informações sobre a doença, não só entre o público em geral. Uma pesquisa realizada com 240 médicos de cinco especialidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Curitiba e Porto Alegre mostrou que 23% deles têm dificuldades em diagnosticar dores neuropáticas.
Segundo o anestesiologista Geraldo Carvalhaes, não há exames que detectem as dores neuropáticas, caracterizadas por lesões ou disfunções do sistema nervoso. O cérebro interpreta essas lesões de forma exagerada, fazendo com que os pacientes as sintam com muita intensidade. Para chegar à conclusão de que uma pessoa sofre do problema, o principal diagnóstico é clínico. A partir dos sintomas, o médico descarta outros problemas, como infecções e tumores, até chegar à neuropatia.
Além de indicar a dificuldade dos médicos em fazer esse diagnóstico, a pesquisa realizada pelo laboratório Pfizer mostrou que 82% dos pacientes precisaram passar por mais de um médico até descobrirem de que mal sofriam. O diretor-médico da empresa, João Fittipaldi, lembra que as pessoas costumam associar a dor a alguma alteração física, coisa que não existe no caso das neuropatias.
— Sentir dor é muito desagradável e pode impossibilitar o trabalho e os relacionamentos pessoais, porque não há humor que resista a ela. Acontece que, muitas vezes, as pessoas acham que, por não terem uma alteração física detectada por exames como o de raios X, a alteração é psicológica. Por isso, é comum os pacientes contarem que passaram por vários especialistas antes de saber o que têm.

Planeje-se antes de jantar fora

06 de março de 2010 0

Quem está de dieta ou tentando se manter em paz com a balança não precisa fugir de restaurantes. É possível comer fora e administrar a perda de peso. O Vigilantes do Peso dá algumas dicas para explorar os cardápios das lanchonetes e dos restaurantes favoritos sem culpa:
Estabeleça limites
Determine o quanto quer comer antes de olhar o menu. Você pode se dar uma folga, praticando alguma atividade física no mesmo dia ou num dia próximo àquele em que planeja comer fora. Algum tempo na academia ou uma caminhada acelerada ajudarão a compensar pequenos excessos. Mas seja sensato. Você pode relaxar um pouco em ocasiões especiais, desde que coma cuidadosamente nos outros momentos. Não trate todos os dias como ocasiões especiais.
Concentre-se
Estabeleça algumas regras antes de ir para o restaurante e procure segui-las. Por exemplo: evite bufês e rodízios. Prefira fazer pedidos a la carte. Isso pode não ser tão econômico, mas assim é mais provável que você coma menos. Sirva-se com moderação e recuse o couvert.
Faça pedidos especiais
Você está pagando pela refeição, então tem o direito fazer pedidos especiais e pequenas modificações. Que tal solicitar que o prato venha sem manteiga, grelhado ou com o molho à parte? Substitua a batata frita pela salada verde.
Controle as porções
Em alguns restaurantes, as porções são duas, três e até quatro vezes maiores do que o normal. Peça uma salada como entrada e divida o prato principal com o acompanhante. Crie a sua própria refeição — menor — a partir de alguns aperitivos e/ou acompanhamentos.
Quebre barreiras (de linguagem!)
Se você não conhece o modo de preparação, pergunte e tire suas dúvidas. Normalmente, as seguintes palavras e expressões equivalem a pratos muito gordurosos e calóricos: gratinados, empanados, amanteigados, à parmigiana, à milanesa, à bolonhesa.
Diminua os supertamanhos
Os tamanhos grande, super e mega dos restaurantes de fast-food estão lotados de calorias. Faça pedidos de pratos menores, como um hambúrguer simples. Afinal, a primeira mordida tem o mesmo gosto da última. Escolha o prato júnior ou infantil.
Cuidado com os extras
O hambúrguer comum com ketchup, alface e tomate não é tão ruim. Mas um "xis tudo" é um pesadelo calórico. Esqueça o bacon, o queijo, a maionese e o hambúrguer duplo.
Pegue leve nos molhos e ingredientes
Bufês e pratos de salada decoram os cardápios de todo o país, mas os ingredientes e molhos extras podem sabotar as escolhas inteligentes mais inofensivas. Pegue leve em croutons, queijos ralados e bacon. Prefira pequenas quantidades de molhos, mesmo que sejam light.
Não encha o caneco
Uma bebida durante o jantar é uma boa, mas muitas caipirinhas vão destruir a sua determinação de emagrecer. Alterne bebidas alcoólicas com refrigerantes diet e light ou água com gás. Não beba de estômago vazio.
Renuncie ao "Clube do Prato Limpo"
Você pagou, então tem que comer, certo? Errado. Pense nos custos emocionais e de saúde que as calorias extras trarão. Coma a metade do prato e leve o restante para casa. Afaste o prato quando estiver satisfeito. Coma devagar. O seu corpo leva 20 minutos para reconhecer que está satisfeito.

Atenção para as doenças renais

06 de março de 2010 0

Especialistas reforçam o alerta para a prevenção de doenças renais com a proximidade do Dia Mundial do Rim, na próxima quinta-feira. As sociedades Gaúcha e Brasileira de Nefrologia destacam que um estilo de vida saudável é fundamental. O sobrepeso e a obesidade são responsáveis pelo aumento da ocorrência de diabetes e facilitam a elevação da pressão arterial, as duas causas mais frequentes de problemas.
Pacientes do grupo de risco (diabéticos, hipertensos, obesos e familiares de doentes renais) devem se submeter a revisões médicas de rotina, verificando a pressão arterial e fazendo exames simples para a detecção de anormalidades. Assim, alterações iniciais podem ser reconhecidas e tratadas.
Sinais de alerta
Caso qualquer desses sinais de disfunção renal apareça, procure imediatamente um médico:
— Alteração na cor da urina (fica escura ou com manchas de sangue)
— Dor ou ardor ao urinar
— Urinar com muita frequência e mais de uma vez durante a noite
— Inchaço dos tornozelos ou ao redor dos olhos
— Dor lombar
— Pressão sanguínea elevada
— Anemia (palidez anormal)
— Fraqueza e desânimo constante
— Náuseas e vômitos frequentes pela manhã
Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Gaúcha de Nefrologia