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Posts de agosto 2010

Sexo em debate

30 de agosto de 2010 0

Saúde Sexual para Todos é o tema do evento que a Associação Mundial para Saúde Sexual promove na quinta-feira, das 19h30min às 21h30min, no Auditório da Livraria Cultura (Avenida Túlio de Rose, 80, Capital).
Como palestrantes, a psicóloga Iara Camaratta Anton, presidente da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul, a advogada Rubia Abs da Cruz e a coordenadora do evento, a ginecologista e sexóloga Jaqueline Brendler. A entrada é franca. Informações pelo telefone (51) 3228-0322.

Pintas na pele exigem atenção

28 de agosto de 2010 0

Algumas podem ser bem charmosas, mas nem todas as pintas são bem-vindas e, alguns casos, precisam de avaliação especializada. De acordo com o cirurgião plástico Fábio Busnardo, responsável pelo Grupo de Cirurgia Plástica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e pelo Serviço de Câncer de Pele da Divisão de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas, uma pinta muito grande, de alto relevo, tons variados e com forma assimétrica pode ser sinal de lesões graves e evoluir para um câncer de pele.
Saiba mais
Qual é o número normal de pintas nos adultos?
Pode variar conforme as características genéticas da pessoa, a tonalidade da pele e a sua história de exposição ao sol. Entretanto, indivíduos com histórico pessoal ou familiar de um grande número de pintas (mais de 80) devem passar por uma avaliação com um médico especialista.
Como identificar se uma pinta tem propensão a "virar" um câncer de pele?
Deve-se prestar atenção a alterações nas características. O ideal é procurar um dermatologista ou cirurgião plástico para avaliar a necessidade de retirada e análise. Os sinais mais comuns de maior possibilidade de transformação em câncer de pele são:
— Alterações da coloração: variações de tonalidade de marrom, preto, vermelho ou azul. Também deve ser observado se a pinta tem áreas com perda da pigmentação.
— Alterações de tamanho: aumento súbito ou contínuo.
— Alterações na forma: presença de bordas irregulares.
— Alterações na superfície: áreas de elevação súbita ou feridas. Além de coceira e dor local.
O que se pode fazer para evitar que as pintas se transformem em câncer de pele?
A prevenção está relacionada, principalmente, ao cuidado com a exposição excessiva ao sol. O aparecimento do melanoma parece estar relacionado ao excesso de exposição na infância e na adolescência. Pessoas de pele clara e que se queimam com facilidade devem ter atenção redobrada. Também é muito importante evitar horários de maior intensidade de luz ultravioleta — entre 10h e 15h. O uso de protetor solar de boa qualidade com reaplicações frequentes (a cada duas horas e quando sair da água) também é importante. Pessoas com história familiar de câncer de pele devem ser mais cuidadosas e realizar consultas rotineiras com especialistas.

Luta contra sequelas do ataque de jararacas

28 de agosto de 2010 0

Correio Braziliense
Márcia Neri
O veneno da jararaca, serpente responsável por entre 70% e 90% dos acidentes que envolvem cobras venenosas no Brasil, não é temido somente pelo efeito imediato altamente tóxico provocado ao organismo, dano neutralizado pelo soro antiofídico. A secreção venenosa da Bothrops jararaca ou das variações desse gênero tem ação específica no local da picada, podendo causar uma série de complicações. Pelo menos 10% dos casos evoluem para hemorragia, necrose ou até amputação de membros.
A responsável por essas mazelas é a jararagina, toxina isolada em 1992 e estudada desde então por cientistas do Brasil e do mundo. Foi no Laboratório de Imunopatologia do Instituto Butantan, porém, que o mecanismo de ação dessa proteína foi desvendado. A pesquisa de quatro anos realizada como tese de doutorado da bióloga Cristiani Baldo trouxe perspectivas animadoras para o desenvolvimento de medicamentos que atuarão na soroterapia.
O estudo de Cristiani provou que a jararagina é uma das principais responsáveis pelas manifestações locais decorrentes da picada. Hemorragia, edema, inflamação e a possível perda de função do membro são algumas. Segundo a pesquisadora, o soro antibotrópico consegue neutralizar bem os efeitos sistêmicos do veneno — aqueles que causam alterações cardiovasculares, renais e na coagulação sanguínea _, mas não rebate as complicações locais, que se estabelecem rapidamente.
— O veneno da jararaca é composto por uma grande variedade de substâncias tóxicas que agem na pele, principalmente as metaloproteinases, grupo que inclui a jararagina. Já sabíamos que tal proteína era hemorrágica, o que desvendamos foi a maneira como ela age nos vasos e induz a hemorragia — explica.
O trabalho da bióloga, publicado na revista PLoS Neglected Tropical Disease, descreve que a substância tóxica procura os vasos capilares. Ao se concentrar neles, provoca rupturas e induz o sangramento local. Nos experimentos, a toxina recebeu um marcador fluorescente e foi injetada na pele de camundongos.
— Com um microscópio confocal, acompanhamos o caminho que ela percorreu até causar o estrago no tecido. A jararagina destrói os vasos. O oxigênio e os nutrientes carregados pelo sangue não chegam mais à região atingida pela picada — pontua a cientista.
A degradação impulsiona a inflamação, a necrose e todas as complicações que podem culminar com a amputação.
— Trabalho com pesquisa básica, campo que abre portas para futuros estudos. Outros cientistas investigarão os inibidores de jararagina mais adequados para serem ministrados com o soro _ acrescenta.
Saiba mais
— A Organização Mundial da Saúde (OMS) enquadrou o acidente com serpente na lista de doenças tropicais negligenciadas. A própria OMS estima que 5 milhões de pessoas sejam picadas por cobras todos os anos. A metade resulta em envenenamento, o que gera um saldo de 120 mil mortes e 250 mil pessoas com sequelas.
— No Brasil, dados preliminares referentes a 2009 revelam que foram notificados 22.763 mil acidentes — pelo menos 16 mil, com jararacas. Oficialmente, 106 pessoas morreram. Especialistas garantem, no entanto, que o número pode ser muito maior, pois nem todas as vítimas são socorridas em hospitais e muitos casos nem chegam ao conhecimento do Ministério da Saúde.
— O gênero Bothrops compreende cerca de 19 espécies, distribuídas por todo o território nacional. A Bothrops jararaca é encontrada no sul da Bahia, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. As outras jararacas, cujo veneno tem praticamente as mesmas toxinas, são encontradas em todo o país.
Logo após a picada, geralmente ocorre um pequeno sangramento no local. O inchaço, a vermelhidão, a dor, a dificuldade de coagulação do sangue e a hemorragia dependem de alguns fatores. Socorristas alertam que a idade da serpente, a quantidade de veneno injetado e o período de tempo transcorrido entre o acidente e o atendimento são muito relevantes na questão dos efeitos provocados pela jararagina, assim como o peso do paciente e a região anatômica atingida.

Evite lesões em caminhadas

21 de agosto de 2010 0

Das práticas mais comuns entre quem procura manter uma atividade física regular, a caminhada requer alguns cuidados para que não acarrete problemas físicos. Rodrigo Arbo, ortopedista e traumatologista, diz ser essencial ao praticante utilizar tênis com sistema de amortecimento. Dependendo do peso da pessoa, alguns calçados são mais adequados do que outros.
— Há tênis com amortecimento em toda a extensão, e estes são os mais apropriados para evitar lesões nos tornozelos e nos joelhos. Porém, é fundamental solicitar auxílio a um especialista no assunto e consultar um médico antes de iniciar qualquer atividade física — destaca Arbo.
Os riscos aumentam quando a caminhada é praticada em calçamento, onde a rigidez do solo exige mais do corpo. Outro desafio é evitar as irregularidades da calçada, propícias para entorses. Pisos como areia e terra oferecem menos impacto em relação à calçada, e as condições ficam ainda melhores quando a caminhada é feita em esteira.
— A tecnologia do sistema de amortecimento da esteira conta com uma zona emborrachada e amortecedores para reduzir o impacto das passadas — explica o médico.
Outro cuidado para evitar lesões é fazer um aquecimento antes de iniciar os exercícios, e isto não significa que tenha de ser alongamentos. Conforme Arbo, o alongamento é essencial após a caminhada.
— O risco de lesão por causa de um alongamento exagerado, feito antes da caminhada, é muito maior que depois da prática do exercício. Como o corpo está frio e com pouca flexibilidade, um movimento brusco pode ocasionar lesão. Porém, após os exercícios, o corpo já está aquecido, e as chances diminuem — explica.

Saiba mais sobre o câncer de pele

21 de agosto de 2010 0

O câncer de pele é o tipo de câncer de maior incidência no Brasil. Representa cerca de 25% dos tumores malignos registrados no país nos últimos anos. Em 2008, mais de 50 mil brasileiros manifestaram a doença, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer.
Marco Antônio de Oliveira, dermatologista especializado em oncologia e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que a doença se caracteriza pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. As células formam camadas, umas mais profundas que as outras. Os diferentes tipos de câncer de pele estão relacionados à profundidade das camadas afetadas.
— A pele humana possui uma substância chamada melanina, que é responsável por criar uma espécie de barreira que protege o núcleo das células contra os efeitos malignos de agentes externos, como, por exemplo, a radiação ultravioleta dos raios solares. Quando as células da pele que possuem esse pigmento perdem sua função normal, elas se proliferam de maneira desordenada, reproduzindo e formando lesões irregulares, que caracterizam o câncer — explica Oliveira.
Existem três tipos mais comuns de câncer de pele:
Carcinoma basocelular: é o mais frequente, representando 85% dos casos. É mais comum surgir ao redor dos 40 anos, pois está diretamente ligado à exposição solar cumulativa durante a vida. Apesar de raramente causar metástase (disseminação para outros órgãos), pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo até cartilagens e ossos.
Carcinoma espinocelular: representa 10% dos casos e é uma modalidade mais grave do que o carcinoma basocelular. Pode se disseminar por meio de gânglios e acabar em metástase. Entre suas causas, além da exposição prolongada aos raios solares durante a vida, principalmente sem a proteção adequada, também está o tabagismo.
Melanoma: é o tipo mais perigoso, com alto potencial de produzir metástase. Não responde bem a tratamentos e representa aproximadamente 3% dos casos. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoces. É mais frequente em pessoas de pele clara e sensível. Normalmente, inicia-se com uma pinta escura.
A que a maior arma contra o câncer de pele é a prevenção. Predisposição genética, exposição constante a raios X e a substâncias químicas (como arsênico e outros produtos tóxicos) e ao vírus do HPV são outras causas que podem levar ao surgimento do câncer.
No entanto, a principal medida é, sem dúvida, evitar a exposição aos raios solares, pois seus efeitos são cumulativos, fazendo com que a doença apareça após muitos anos. Utilizar sempre o filtro solar e evitar os horários em que a incidência dos raios ultravioleta é maior (entre 10h e 16h) são medidas simples que ajudam a manter a pele saudável e a evitar problemas desagradáveis e perigosos no futuro.
— Cabe ao médico especializado em oncologia dermatológica identificar as causas da doença, a fim de fazer o diagnóstico correto e estabelecer o tratamento mais adequado a cada caso — alerta Oliveira.

Participe do Conselho do Leitor

16 de agosto de 2010 0

O caderno Vida está selecionando novos participantes para o seu Conselho do Leitor. O grupo se reunirá mensalmente, durante um semestre, para avaliar o conteúdo do suplemento, fazendo críticas e sugestões.
Os encontros serão na primeira segunda-feira de cada mês, às 18h30min, na Redação de Zero Hora (Av. Ipiranga, 1.075, 4º andar). A participação não é remunerada.
Interessados devem escrever para vida@zerohora.com.br, informando nome, idade, profissão, endereço e telefone para contato e dizendo por que gostaria de fazer parte do conselho.

Antídoto para o veneno de abelha

14 de agosto de 2010 1

Correio Braziliense
Márcia Neri
Um século após a descoberta da especificidade dos soros antiofídicos pelo sanitarista Vital Brazil, que são responsáveis por evitar a morte de milhares de vítimas picadas por serpentes nos quatro cantos do planeta, o Brasil continua referência em imunologia. Cientistas brasileiros desenvolveram e produziram o primeiro soro contra veneno de abelhas do mundo. Depois dos testes em voluntários, o produto deve chegar aos hospitais em um ano.
O soro, desenvolvido a partir de uma parceria entre o Instituto Butantan, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), poderá salvar pacientes atacados por enxames. Testes feitos em laboratório provaram que o antídoto neutraliza 90% dos danos à saúde causados pelas ferroadas das abelhas africanizadas, espécie mais comum nas Américas. A novidade chegou em um momento importante.
Em todo o Brasil, os casos de ataques (acima de 50 picadas) e de feridos com risco de morte vêm crescendo e já preocupam o Ministério da Saúde. Dados revelam que em 2008 foram registradas 13 mortes decorrentes de acidentes com abelhas. Em 2009, o número saltou para 50. As serpentes, animais peçonhentos que mais matam, fizeram 106 vítimas no ano passado. Ao contrário do que se imagina, a maioria das investidas dos enxames ocorre na zona urbana. Em 63% dos casos notificados, a vítima é do sexo masculino, com idade que varia de 20 a 49 anos.
A bióloga Keity Souza Santos, responsável pela pesquisa, explica que cientistas de todo o mundo perseguiam o desenvolvimento do soro contra o veneno de abelhas há mais de uma década. Segundo ela, a complexidade da substância venenosa produzida pelos insetos voadores exigiu uma investigação detalhada da composição e do mecanismo de ação da peçonha.
— O veneno em si é conhecido há muito tempo. O desafio foi identificar todas as proteínas presentes no composto, uma mistura com mais de cem componentes. A partir daí, foi possível trabalhar para conseguirmos um soro que neutralizasse o máximo de propriedades tóxicas — explica Keity.
O protocolo desenvolvido por Keity — método usado para a obtenção do soro — já está patenteado. Até agora foram produzidos 80 litros do medicamento. Os cientistas trabalham no terceiro lote do antídoto. Os resultados dos testes do produto serão enviados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável por validar as provas em laboratório e autorizar o uso em seres humanos. Isto só ocorre depois de a agência testar três lotes do produto.
O processo de produção do soro antiveneno de abelhas é similar ao do antiofídico. Após a identificação das proteínas, o veneno é injetado em cavalos. Os animais desenvolvem anticorpos, que são as moléculas capazes de neutralizar a substância venenosa.
— Quando o teor de anticorpos atinge o nível desejado, retiramos o sangue do animal para a extração do plasma. O soro é obtido a partir da purificação e da concentração desse plasma — define Keity.
As hemácias são devolvidas ao animal por meio da plasmaferese, técnica que reduz os efeitos colaterais provocados pela retirada do sangue e que também foi desenvolvida no Butantan. O antídoto é aplicado na veia do paciente. Cerca de 20 mililitros trazem ao corpo os anticorpos capazes de neutralizar o veneno.
Dependendo da idade e do peso do indivíduo, 30 microgramas de veneno são suficientes para colocar a vida em risco. Cada abelha injeta até dois microgramas da substância no corpo da vítima. Além da dor, se a pessoa não for alérgica, uma ferroada não causará mal algum ao organismo.
— O soro é destinado apenas a indivíduos atacados por um enxame. Nesse caso, a quantidade de veneno é suficiente para lesar rins, fígado e coração, podendo causar a falência múltipla dos órgãos. Atualmente, os acidentados ainda são tratados com drogas e terapias que variam de analgésicos a hemodiálise — acrescenta a pesquisadora.

Síndrome da "covinha" é confundida com hérnia de disco

14 de agosto de 2010 0

Durante três meses, a dona de casa Enid Moratti Pereira, 71 anos, conviveu com uma dor quase insuportável. A pontada descia da região lombar e corria até a perna esquerda.
Era uma dor terrível. Parecia que eu estava tomando choques elétricos. Para andar, precisava segurar nas paredes, meio agachada, tamanha era a dor de ficar em pé — relata.
O sofrimento nada mais era do que uma distensão do músculo multífidus, conhecida como a síndrome de multífidus.
Enid faz parte de uma triste estatística: oito em cada 10 pessoas adultas sofrem com dores na coluna lombar. Segundo o ortopedista e diretor da Clínica da Dor, em Belo Horizonte, Geraldo Carvalhaes, são inúmeras as doenças associadas a isso. Uma delas, a síndrome de multífidus — ou da "covinha", como é popularmente conhecida — é, muitas vezes, confundida com hérnias de disco, explica o especialista.
— O multífidus faz parte da camada mais profunda da coluna e é responsável pela estabilidade das articulações entre as vértebras. É ele que liga as vértebras, além de ligar a última delas ao osso íliaco (bacia). Essa região é conhecida como articulação sacro-ilíaca, a covinha no fim da lombar (aquele furinho muito comum, principalmente nas mulheres). Quando há um estiramento desse músculo, começam as dores.
A confusão entre as duas doenças pode significar que o tratamento definido seja inadequado — para uma ou para outra —, o que provocaria a manutenção por mais tempo das dores e até o agravamento do problema. A diferença da síndrome de multífidus para a hérnia de disco, segundo Carvalhaes, reside nas alterações neurológicas provocadas pela hérnia, como falta de reflexo e sensibilidade.
— A hérnia irrita os nervos, enquanto a síndrome atinge o músculo. Quem tem hérnia sente dores das costas até os pés. Na síndrome de multífidus, as dores podem chegar até à panturrilha — esclarece o médico.
As causas dessa síndrome são geralmente associadas a uma distensão muscular. Segundo Carvalhaes, carregar muito peso ou simplesmente levantar-se da cama ou da cadeira de forma errada pode provocar a distensão.
É quando o paciente está bem e, de repente, a coluna trava. Isso geralmente é causado pelo espasmo dessa musculatura lombar, provocado pelo estiramento do músculo.
Rosemary Chaves Fonseca, chefe da Fisiatria do Hospital de Base do Distrito Federal, diz que não há uma causa específica para a síndrome, mas ela chama a atenção para a falta de exercício e para o envelhecimento.
Com o tempo e a falta de exercícios, há o encurtamento de músculo. Um esforço maior, ou um movimento de torção, podem provocar a distensão.
O diagnóstico da síndrome é feito por meio de exame clínico, pois não existe um teste que identifique o problema.
— A imagem ainda não mostra os estiramentos que essa musculatura pode ter — diz Carvalhaes.
Ele explica que quando o paciente está acometido pela síndrome, uma pequena pressão na área das covinhas faz com que o paciente logo acuse a dor.
— Não precisa nem colocar muita pressão, pois o local fica extremamente dolorido.
Como tratar
O tratamento da síndrome consiste em aplicar uma média de três a cinco injeções de analgésicos, terapia bioxidativa (injeção de ozônio no músculo) e a crioterapia — aplicação de gelo no local. De acordo com Carvalhaes, a primeira coisa a ser feita é tirar a dor do paciente. Depois, faz-se a correção postural.
— Já na primeira aplicação de analgésico foi alívio imediato, como jogar água no fogo — relata Enid.
A fisiatra Rosemary acrescenta que, para ter sucesso no tratamento, o paciente deve ser orientado a fazer exercícios que reforcem a musculatura.
Alongamentos também são muito importantes, para que a síndrome não reincida — pontua.
Para prevenir a síndrome, é necessário um programa de exercícios de reforço na musculatura pélvica — os músculos reto-abdominais, os do períneo e os das nádegas — por meio da fisioterapia.
— A gente deveria exercitar mais os nossos músculos no dia a dia. Em casa ou no trabalho, as pessoas podem se exercitar e adquirir hábitos saudáveis para manter uma boa postura e evitar a síndrome — orienta Carvalhaes.
O fisioterapeuta Fernando Santiago também concorda com a prevenção e acrescenta que as pessoas que sentem dores na região lombar devem aprender a cuidar da coluna e a fazer movimentos corretos que não sobrecarreguem os músculos.
— O ideal é que as pessoas façam uma avaliação mecânica. Ela permite entender como está a mobilidade de suas costas. Com isso, o profissional pode ensinar os cuidados corretos para se movimentar e corrigir problemas de postura. Isso previne distenções e outras eventuais dores musculares na região — conclui o fisioterapeuta.

Acne na mulher adulta

10 de agosto de 2010 1

Inimiga da boa aparência e da autoestima, a acne, na maioria dos casos, pode ser classificada como persistente (continua após a adolescência) ou tardia (desenvolve-se a partir dos 25 anos, provocada pelo aumento de hormônios sexuais), mas estudos revelam que existem outros fatores associados. 
O estresse pode desencadear o quadro de acne, pois nessa situação ocorre a liberação do hormônio cortisol. Esse hormônio, por diversas maneiras, estimula a atividade das glândulas sebáceas, e com isso há uma piora da acne — conta a dermatologista Luciana Godoi.
Um estudo realizado pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, revela que a acne nas mulheres aumentou nas últimas décadas. Para se ter uma ideia, em 1979, a doença atingia apenas 10% delas, e hoje o percentual subiu para 30%.
Ainda de acordo com a dermatologista, a acne persiste após a adolescência ou por alterações hormonais, ou por um aumento na sensibilidade de receptores na pele.
— A paciente pode ter alteração na dosagem de hormônios ou todos os exames se apresentam normais, entretanto a pele dessa paciente capta muito mais esses hormônios, presentes em níveis normais no sangue — explica.
Quando a causa é hormonal, o tratamento inicial consiste em uma combinação de medicamentos.
— Nesses casos, além do uso dos produtos habituais para tratamento da acne, é fundamental uma parceria com o ginecologista e/ou endocrinologista na administração de medicamentos — completa a especialista.
Para que os medicamentos proporcionem bons resultados, é necessário que as pacientes não abandonem o tratamento. Geralmente, os resultados são obtidos a longo prazo.

Atenção para o uso de colírio

07 de agosto de 2010 0

Nos meses frios, de acordo com um levantamento do Instituto Penido Burnier, em Campinas (SP), aumenta a incidência de combinações perigosas de colírios e medicamentos. O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto diz que esse tipo de situação compõe 20% dos casos atendimentos.
— Esta é a média dos 12 mil atendimentos realizados nos últimos três meses. Comparado ao período de janeiro a março, o dobra o número de interações medicamentosas — afirma.
Os grupos de maior risco são idosos que fazem tratamentos para doenças crônicas e mulheres que tomam contraceptivos ou fazem terapia de reposição hormonal.
O especialista diz que a inocente mistura de aspirina com colírio para combater a irritação ocular, tão comum nesta época do ano, pode causar uma hemorragia. Não é comum, ressalta, mas hipertensos, cardiopatas, asmáticos e até fumantes que têm as artérias obstruídas pelos componentes do cigarro devem manter atenção redobrada com esse tipo de interação medicamentosa. Isso porque a aspirina é um antiagregante plaquetário que interfere na coagulação.
Já o colírio mais usado para deixar os olhos branquinhos é o vasoconstritor. Ao diminuir o calibre dos vasos pode causar, a longo prazo, elevação da pressão arterial, alterações cardíacas e catarata. Como a maioria das pessoas não pressiona o canal lacrimal durante a instilação, os princípios ativos interagem, potencializando o risco de hemorragia.
A recomendação do médico é usar lágrima artificial ou compressa de água fria para reduzir o desconforto da irritação ocular provocada pelo frio. Se o sintoma não desaparecer em dois dias, a recomendação é consultar um oftalmologista.
Para Queiroz Neto, o problema no Brasil é a venda livre da maioria dos medicamentos.
— Os efeitos dos medicamentos associados diferem de quando são tomados isoladamente. Por isso, quem vai ao médico deve informar todos os medicamentos que está usando para proteger sua saúde _ alerta.
Como usar o produto corretamente
— Lave as mãos antes da aplicação. 
— Verifique, no frasco, se é recomendado agitar o produto antes de usar. 
— Incline a cabeça para trás. Flexione a pálpebra inferior com o indicador. Com a outra mão, segure o dosador.  
— Coloque o medicamento sem tocar no bico dosado, evitando a contaminação. 
— Feche os olhos por três minutos para garantir o efeito. 
— Pressione com o polegar o canto interno do olho para reduzir efeitos colaterais. 
— Se usar lentes de contato, retire-as antes da aplicação. Recoloque-as depois de 10 minutos.
— Em caso de prescrição de mais de um colírio, aguarde 15 minutos entre um e outro. 
— Só aplique medicação dentro do prazo de validade estipulado na embalagem.