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Posts de setembro 2010

Crianças estrábicas devem ter acompanhamento constante

25 de setembro de 2010 0

Estudo da Mayo Clinic (Estados Unidos) recentemente divulgado no American Journal of Ophthalmology revela que 90% das crianças que sofrem de exotropia intermitente serão míopes por volta dos 20 anos. Na exotropia intermitente, os olhos se voltam para os cantos externos quando a criança tenta focar um objeto. Trata-se de um tipo de estrabismo menos frequente do que a esotropia, quando os olhos se voltam para dentro.
O estudo norte-americano recomenda que as crianças com exotropia intermitente façam um acompanhamento rígido com um oftalmologista, por duas razões: correção do desalinhamento dos olhos e diagnóstico e correção de miopia na adolescência. Cerca de 7,4% das crianças com essa condição desenvolvem miopia por volta dos cinco anos de idade, enquanto 46,5% desenvolvem próximo dos 10 anos e 91,1%, na faixa dos 20 anos.
De acordo com o oftalmologista Renato Neves, o estrabismo ocorre quando o cérebro não consegue alinhar os olhos apropriadamente. Como resultado, um olho pode apontar para dentro, para fora, para cima ou para baixo, fazendo com que duas imagens distintas sejam enviadas para o cérebro.
Como o cérebro não consegue fundir duas imagens tão distintas entre si, a criança passa a ter visão dupla. A solução encontrada pelo cérebro, então, é suprimir a imagem capturada pelo olho problemático. Ou seja, a criança passará a usar apenas um olho para enxergar.
Neves diz que o olho fraco deve receber uma imagem nítida e ser forçado a funcionar como visão principal, a fim de corrigir a disfunção.
Normalmente, costuma-se usar um tampão no olho sadio por alguns períodos, obrigando o olho fraco a reagir e a funcionar adequadamente. Por fim, há situações que exigem cirurgia de alinhamento dos olhos ou retirada de opacidades nos meios ópticos da córnea e do cristalino (catarata).
É imperativo que os pais da criança portadora de qualquer tipo de estrabismo entendam claramente quais são as opções de tratamento, escolhendo a terapia mais adequada e dando todo incentivo e suporte durante a fase mais crítica da correção.
— Os ganhos são permanentes, uma vez que o cérebro passa a fundir as imagens, garantindo a binocularidade e a acuidade visual. O primeiro exame oftalmológico da criança deve ocorrer logo ao nascimento, devendo ser repetido aos dois, quatro e seis anos de idade, em princípio — alerta o especialista.

O que pode influenciar na evolução do glaucoma

25 de setembro de 2010 0

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira irreversível em todo o mundo. No Brasil, atinge mais de 1 milhão de pessoas, mas metade dos pacientes não sabe que tem o problema. Se não tratado adequadamente, o glaucoma leva ao dano permanente do nervo óptico, causando uma perda progressiva do campo visual que pode progredir para cegueira.
De acordo com Tiago Prata, coordenador do Setor de Glaucoma do Hospital Medicina dos Olhos e médico assistente do Departamento de Oftalmologia da Unifesp, o problema tem caráter hereditário e tende a ser mais frequente nos familiares de primeiro grau (pais, irmãos e filhos) de portadores da doença, que também está ligada ao processo de envelhecimento.
Após os 70 anos, a incidência de glaucoma sobe significativamente — de 2% para 5% na população. Outras condições que favorecem o surgimento da doença são diabetes, raça negra, enxaqueca, traumas oculares e cirurgias intraoculares prévias.
No entanto, não são apenas essas condições que aumentam o risco.
Alguns hábitos de vida que, inicialmente, não estão relacionados à visão ou à saúde dos olhos podem contribuir para o desenvolvimento de problemas oculares — alerta Prata.
Diversos estudos buscam identificar possíveis fatores que podem comprometer a pressão intraocular, de maneira transitória ou prolongada. Já existem conclusões relevantes, apontadas a seguir.
Atividade física: alguns exercícios podem aumentar ou diminuir a pressão intraocular. Atividades prolongadas, como corrida e ciclismo, levam à redução transitória em pacientes com glaucoma. Estudos mostram que indivíduos com bom condicionamento físico apresentam pressão ocular mais baixa do que aqueles não condicionados ou sedentários.
Já em relação às atividades que envolvem aplicação rápida e máxima de força por um curto período de tempo, como levantamento de peso, pode ocorrer elevação durante o exercício.
Pacientes com glaucoma que praticam ioga devem ser constantemente orientados e evitar a posição invertida de cabeça e tronco (Sirsasana), pois nessa posição a pressão ocular pode subir muito, e existem relatos de pacientes que tiveram piora da doença em curto espaço de tempo.
Cafeína: um estudo mostrou que a pressão ocular é, em média, de 15% a 20% mais alta em pessoas que tomam café do que naquelas que não tomam. Quando analisados somente os participantes que tomam café diariamente, a pressão dos olhos se mostrou mais alta naqueles que consomem mais café (mais de 200mg de cafeína/dia), em comparação ao demais (que tomam menos de 200g de cafeína/dia).
Tabagismo: embora não exista relação direta entre tabagismo e desenvolvimento de glaucoma, fumar causa aumento transitório da pressão intraocular. Estudos indicam que a pressão ocular é mais alta em pessoas que fumam do que naquelas que não fumam.
Medicamentos: diversos medicamentos podem levar ao aumento da pressão ocular. Dentre eles, os mais temidos são os anti-inflamatórios à base de cortisona, utilizados frequentemente para tratar doenças respiratórias, reumatológicas e quadros alérgicos.
Pesquisas mostram que muitas pessoas apresentam elevação significativa da pressão ocular após uso de cortisona, principalmente por períodos prolongados (em alguns casos, chega a dobrar). Como a maior parte dos pacientes não sente qualquer sintoma, é importante que o clínico faça o encaminhamento a um oftalmologista para avaliação. Embora não seja algo comum, muitas drogas utilizadas para o tratamento de doenças diversas, como incontinência urinária, depressão, crises convulsivas e enxaqueca, podem causar elevação significativa de pressão ocular em olhos predispostos. Um simples exame oftalmológico é capaz de orientar o clinico sobre a existência de riscos com o uso dessas medicações.
Tiago Prata comenta ainda que muitos pacientes com glaucoma questionam se o uso de Viagra (sildenafil) pode aumentar o risco de progressão da doença.
— Nenhum estudo mostrou associação entre o uso dessa medicação e a hipertensão ocular, mas alguns pacientes podem apresentar efeitos colaterais como embaçamento visual e sensibilidade à luz — completa.

Aparência das unhas ajuda a identificar doenças

25 de setembro de 2010 0

Alterações nas unhas podem auxiliar no diagnóstico de várias doenças. A análise é realizada por exame visual, com a ajuda de lupa ou dermatoscópio, para avaliação mais profunda da lesão. De acordo com a dermatologista Márcia Grieco, pode-se identificar desde carência de vitaminas até doenças graves como câncer e diabetes.
As alterações nas unhas ajudam no diagnóstico, mas não devem ser a única maneira de identificar problemas de saúde.
— É importante que a suspeita de doenças sérias seja avaliada com diferentes tipos de exame até o diagnóstico final. Nem todas as alterações de unhas são perigosas. Muitas vezes, o uso de produtos de limpeza sem a proteção de luvas ou pequenos traumas são responsáveis por alterações passageiras — explica a especialista.
Veja algumas alterações que facilitam o diagnóstico de doenças graves.
Psoríase: depressões puntiformes, superfície rugosa, unhas quebradiças e grossas.   
Doenças renais: quando ocorre perda de proteína pelo rim, podem surgir estrias transversas. Unhas brancas próximas da raiz e vermelhas nas pontas ocorrem no caso de insuficiência renal crônica.   
Doenças do sangue (anemias crônicas): palidez, descamação e fragilidade.
Doenças cardíacas e pulmonares: unhas azuladas (causadas pela falta de oxigenação) e muito côncavas.   
Linfedema e infecção por HIV: síndrome das unhas amarelas   
Doenças do fígado: unhas quebradiças, com estrias e frágeis. Em casos de cirrose, as unhas ficam brancas no centro e de cor rosada ao redor. Nos casos de perda de proteína, surgem manchas brancas.   
Doenças do aparelho digestivo (doença de Chron e diarreias crônicas): unhas fracas e quebradiças.   
Hipertireoidismo: crescimento rápido, unhas finas e moles.
Hipotireoidismo: crescimento lento, descamação e estrias.   
Diabetes: facilita infecções por bactérias e fungos causadores de micose.   
Doenças da suprarrenal: unhas escuras.   
Desnutrição: unhas finas, esbranquiçadas, com pequenas hemorragias.   
Doenças infecciosas graves (meningite, septicemia): pequenas manchas roxas sobre as unhas.

Livre-se dos espirros na primavera

23 de setembro de 2010 0


É só setembro chegar que uma situação se torna recorrente: pessoas espirrando, com coceira nos olhos, nos ouvidos, na garganta, além de outros sintomas respiratórios. Saiba mais, a seguir, sobre a polinose:
O que é
— Afeta somente indivíduos geneticamente predispostos.
— Os anticorpos, que nos defendem de invasores como vírus, bactérias e vermes, reconhecem o pólen como inimigo no organismo do alérgico. Acabam travando uma batalha desnecessária com o grão que se deposita nas mucosas, identificado como invasor.
— São desencadeados sintomas como prurido ocular, com olhos vermelhos e lacrimejantes, coriza, espirros, coceira no nariz e na garganta, ausência ou presença de obstrução nasal e asma. Podem durar três meses. Incidência
Cuidados
— Mantenha as janelas fechadas ao amanhecer e ao entardecer. A mesma dica vale para as janelas do carro.
— Utilize ar-condicionado com filtro.
— Permaneça o maior tempo possível dentro de casa ou no local de trabalho durante durante os dias de maior concentração polínica — os ensolarados, quentes, secos e ventosos.
— Os óculos de sol podem diminuir o contato do pólen com os olhos.
— Não esqueça de proteger os olhos ao andar de moto ou bicicleta.
— Evite passear em clubes de campo, cortar grama ou serviços de jardinagem.
— Tome banho à noite e lave os cabelos para evitar a deposição de resíduos no travesseiro e na cama.
— Não coloque as roupas que usou em cima da cama. Deixe calçados e roupas em alguma peça distante do quarto.
— Tome a medicação prescrita pelo seu médico.
Faça o teste
Em um dia úmido de primavera, seu nariz começa a coçar, e os espirram não cessam. De repente começa a chover, e a alergia some quase imediatamente. Se isso ocorrer, há grandes chances de você ser alérgico a pólen.
— A chuva tira o pólen do ar, depositando-o no chão e aliviando a crise de alergia — explica o professor de Medicina da UFRGS Luiz Fernando Jobim.

Saiba mais sobre os corticoides

18 de setembro de 2010 0

O médico Luiz Carlos Corrêa da Silva, chefe do Serviço de Pneumologia da Santa Casa de Porto Alegre e professor da UFCSPA, da UFRGS e da UPF, fala sobre os corticoides:

Os corticoides são medicamentos muito usados na prática médica. Têm potente efeito anti-inflamatório e imunossupressor, sendo frequentemente indicados para tratamento diversas doenças, sendo muito comum sua prescrição para problemas respiratórios. Sempre que nos referirmos a esses medicamentos, devemos considerar que são constituídos por dois grandes grupos — tópicos e sistêmicos —, com peculiaridades bem diferentes.
Os corticoides sistêmicos agem em todo o organismo, são usados por via oral ou injetável, e se usados em alta dose e por longo tempo podem causar efeitos colaterais significativos. Seu uso por curto prazo pode trazer muitos benefícios à saúde, com riscos insignificantes.
Os corticoides tópicos, usados por aplicação local, nas mucosas respiratórias (nasal e brônquica) ou na pele, não costumam apresentar efeitos colaterais significativos mesmo se usados a longo prazo.
Portanto, os efeitos colaterais desses dois grupos de medicamentos são muito diferentes. Como regra, os corticoides tópicos são bastante seguros mesmo quando usados a longo prazo.
Lembre-se de que, no caso das doenças respiratórias crônicas como rinite alérgica, asma e DPOC (bronquite crônica e enfisema), é comum seu uso por longo tempo. Nas últimas três décadas, a asma tem sido muito bem tratada e controlada graças ao uso contínuo de corticoide inalatório, geralmente em associação com broncodilatador de longa ação. Reduziram-se as crises, as internações hospitalares e a mortalidade, e melhorou muito a qualidade de vida dos pacientes.
Quando os pacientes recebem prescrição de corticoide, tópico ou sistêmico, devem tirar dúvidas diretamente com o seu médico, evitando fazer pressupostos baseados em situações, por vezes anedóticas, de outras pessoas que tiveram experiência desagradável com medicamentos.

Alerta para as quedas de idosos

18 de setembro de 2010 0

O diálogo é comum em consultórios:
— Como foi mesmo que a senhora caiu? — pergunta o médico.
— Foi um escorregãozinho de nada... — diz o paciente.
Mas o estrago pode ser grande. As quedas de idosos já estão sendo classificadas pelo Ministério da Saúde como epidemia. Os custos sociais para quem cai e sofre uma fratura são incalculáveis. A incidência de fraturas é diretamente proporcional à idade — quanto mais avançada a idade, maior o risco de um problema grave.
Os tombos podem causar sérios prejuízos à qualidade de vida, podendo acarretar imobilidade e dependência dos familiares, sem falar no índice de mortalidade pós-cirúrgico. As complicações advindas de uma queda vão desde fraturas mais comuns no punho, no fêmur — que pode prejudicar a capacidade de andar — e na coluna até um traumatismo crânio encefálico. Nos casos mais graves, pode provocar a morte. Considerando todo o país, somente em 2005, foram 1.304 óbitos por fraturas de fêmur. Em 2009, esse número subiu para 1.478 casos.
Os principais motivos de quedas são as condições físicas e motoras do idoso, que podem ser prejudicadas por influência de medicamentos, tonturas, problemas oftalmológicos, fraqueza muscular ou de audição. Doenças articulares — artroses, hérnias de disco e bicos de papagaio — são mais incidentes nessa população e trazem limitações que também favorecem tombos, assim como a osteoporose. Eventualmente, as quedas podem ser o primeiro sintoma de doenças graves como uma patologia óssea ou metabólica, tumores ou ainda a fase inicial do Parkinson.
As alterações nutricionais também são fonte de preocupação na terceira idade. A mastigação se torna ruim, o apetite se altera e a ingestão de proteínas fica abaixo do esperado. O resultado é uma aceleração da perda de massa muscular, que gera redução de força e equilíbrio.
Esses acidentes afetam muito também a família, na medida em que o idoso que fratura um osso acaba hospitalizado e frequentemente é submetido a procedimentos cirúrgicos. Para o sistema de saúde, os custos também são altos. Por causa da osteoporose, as mulheres ficam mais vulneráveis às fraturas. Os homens caem, mas não sofrem tantas fraturas quanto as mulheres.
Por questões de segurança, todo idoso deve avisar ao médico que o acompanha se ele caiu nos últimos seis meses. Isto porque é comum a pessoa cair uma primeira vez e não sofrer maiores consequências além de um susto. Mas o susto pode se transformar em algo mais grave se as quedas se tornarem habituais.
O investimento em prevenção poder diminuir os gastos com o tratamento. Um exame de densitometria óssea, por exemplo, pode indicar a presença da osteoporose, doença que pode ser tratada e prevenida.
Adapte a casa
Além do estado de saúde do idoso, as quedas também estão relacionadas a causas externas:
— O ideal é que, acompanhando o processo de envelhecimento, sejam feitas alterações na residência a fim de diminuir os riscos de quedas e garantir uma velhice saudável.
— É preciso ter um banco dentro do box, para que o idoso possa tomar banho sem correr riscos.
Tapetes, nem pensar. O idoso arrasta mais o pé, tropeça e cai.
— Opte por calçados antiderrapantes.
Elimine obstáculos como raízes de árvores, degraus ou calçadas esburacadas.
— É preciso também acabar com o preconceito em relação ao uso de andadores e bengalas. Se eles forem indicados como um cuidado para prevenir a queda, é melhor usá-los do que lidar com as possíveis consequências.
Fonte: Sergio Bontempi Lanzotti, reumatologista, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares

Saiba mais sobre os tipos de dor de cabeça

11 de setembro de 2010 1

Conheça os tipos de dor de cabeça e a atividade física indicada para cada uma delas:

PRIMÁRIAS

Enxaqueca
Afeta um lado da cabeça, geralmente, e tem origem genética. O seu mecanismo é complexo e não está ainda elucidado. A dor é decorrente, em parte, de uma inflamação das artérias das meninges ( e do couro cabeludo. Pode estar ligada ao hormônio sexual feminino, tende a se iniciar após os 20 anos e a durar para a vida toda. É comum médicos e pacientes confundirem com sinusite (infecção dos seios da face). Há ainda a enxaqueca pré-menstrual, desencadeada por queda dos níveis de estrógeno.
Sintomas: dor de cabeça de moderada a forte, geralmente latejante. Costuma ser acompanhada por enjoo, aversão à luz e ao barulho.
Divide-se em dois tipos:
Com aura
: Precedida de alterações no campo visual. A pessoa sente que vai ter enxaqueca depois que começa a ver linhas em ziguezague, manchas escuras. A dor tende a ocorrer de 10 a 60 minutos depois das perturbações. Existem auras mais raras como a sensitiva (formigamento ou dormência na face e nos membros superiores) e a disfásica (dificuldade para falar).
Sem aura: Corresponde a 70% a 90% das enxaquecas.Não é antecedida pelas alterações listadas acima. O tratamento é o mesmo para os dois tipos.
Atividade física: é comum a dor aumentar com a atividade física durante a crise. Muitas vezes, só de baixar a cabeça a dor piora. De forma preventiva, entretanto, exercícios aeróbicos e de relaxamento podem beneficiar com o paciente.

Cefaleia em salvas

É rara e mais prevalente em homens, começando, em média, aos 28 anos. Episódica, dura de 15 minutos até três horas e acomete um lado da cabeça, mais na região frontal, próximo dos olhos. A tendência é de que os olhos fiquem vermelhos e lacrimejantes, com a queda da pálpebra do lado da dor. É comum as crises ocorrerem sempre na mesma hora do dia, principalmente à noite, durante todos os dias por um certo período no ano. Seguem-se meses sem a presença de sintomas. Álcool e cigarro são potenciais desencadeadores de crises. Há ainda a forma crônica, ainda mais rara, em que a pessoa fica por um longo período sem alívio.
Atividade física: não há nenhuma comprovação de que exercícios contribuam para o alívio do quadro.

Cefaleia tipo tensional
É a mais comum das dores de cabeça. Quem tem não costuma procurar ajuda médica. Acreditava-se que ocorria uma tensão da musculatura que envolve o crânio, com causas emocionais, mas nada disso foi comprovado. Pode ocorrer de forma episódica, com frequência variável.
Atividade física: é o tipo que melhor responde aos estímulos aeróbicos, benéficos até durante a crise. Para as dores provocadas por estresse, recomendam-se aulas de pilates, ioga e alongamento.

SECUNDÁRIAS

Apesar de raras (não chegam a representar 1,7% das dores de cabeça), as cefaleias secundárias são as mais preocupantes. Aparecem em decorrência de um problema maior como um tumor cerebral, aneurisma, coágulos no cérebro e meningite. Alguns sinais de alerta, que devem ser analisados em conjunto, indicam a probabilidade da existência de uma causa preocupante. Esses sintomas podem ser obtidos durante a história clínica do paciente e pelo exame neurológico.
Sinais de alerta
Não deixe de procurar um médico quando a dor de cabeça:
— É recente e de curso progressivo. Por exemplo: uma pessoa que nunca teve dor de cabeça e passa a senti-la de modo progressivo por dias ou semanas.
— É súbita e intensa. É comum o paciente dizer que é a pior dor que já sentiu.
— Inicia-se na terceira idade e se torna frequente.
— Está associada a uma crise convulsiva.
— Surge após um traumatismo craniano recente.
— Ocorre em portadores de câncer de mama e de pulmão.
— Muda de padrão. A pessoa tinha uma dor episódica e passa a ocorrer de modo progressivo e frequente.

Saiba mais
— A dor de cabeça afeta pelo menos 36 milhões de pessoas no Brasil, o que representa 20% da população. Esse percentual é mais do que o dobro do registrado nos Estados Unidos (12%) e na Europa (8%).
— 6,9% dos brasileiros sofrem de dor de cabeça por pelo menos 15 dias no mês.
— A Região Sul é a segunda colocada no ranking nacional da enxaqueca (16,4%), vindo logo após o Sudeste (20,5%), conforme pesquisa da Sociedade Brasileira de Cefaleia realizada em 2009 com 4 mil pessoas entre 18 e 79 anos.
— A enxaqueca está ligada à agitação e ao estresse das grandes cidades, mas os fatores genéticos têm importância crucial. Essas pessoas têm um cérebro hiperexcitável, o que as deixa superssensíveis às crises e ao ambiente.

Saiba mais sobre o aparelho digestivo

11 de setembro de 2010 0

Doenças crônicas ou agudas no aparelho digestivo tendem a trazer problemas sérios.
— Nos últimos anos, algumas pesquisas conseguiram demonstrar que doenças antes descritas como de origem nervosa são, na realidade, consequência de infecções ou distúrbios da motilidade intestinal, por exemplo. Atualmente, os médicos sabem que uma úlcera no estômago está relacionada à presença de uma bactéria do que o nível de estresse do paciente — afirma Vladimir Schraibman, gastroenterologista e cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.
O especialista elencou alguns problemas que ocorrem no aparelho digestivo e esclarece alguns mitos. Confira:
A hérnia de hiato causa azia
Em parte. Algumas pessoas que sofrem de azia também têm hérnia hiatal, mas ela aparece também com outras doenças. Um problema mais comum associado à hérnia hiatal é o aumento da pressão abdominal produzido por tosse, vômitos, constipação crônica, esforços físicos abruptos e aumento de peso. A maioria das pessoas acima de 60 anos tem hérnia hiatal e não apresenta qualquer outro problema.
Chocolates, mentolados e cigarro causam azia
Verdade. A azia ocorre quando o esfíncter inferior do esôfago, localizado na junção do esôfago com o estômago, relaxa de maneira inapropriada ou apresenta uma fraqueza. Isso faz com que o ácido produzido pelo estômago reflua para o esôfago. Tanto chocolates quanto mentolados causam esse relaxamento, o que ocasiona o refluxo do ácido. Outros alimentos que contribuem para isso são: tomate e derivados, frutas cítricas, café (cafeína), frituras e gorduras. Com relação ao fumo, estudos revelam que esse hábito diminui o tônus da musculatura do esfíncter inferior do esôfago, contribuindo para o refluxo.
O uso de antiácidos melhora a azia
Em partes.
O uso de antiácidos melhora, por um curto prazo, os sintomas da azia. Mas o consumo indiscriminado pode resultar em diarreia, alterações no metabolismo do cálcio (um elemento importante para os ossos) e retenção de magnésio (que pode levar a complicações graves em pacientes com problemas renais).
A úlcera é a doença mais comum entre as pessoas sob estresse constante
Mentira.
A úlcera péptica gástrica ou duodenal ocorre em muitas pessoas. Atualmente, sabe-se da existência de uma bactéria chamada Helicobacter pylori, que é o grande vilão causador da maioria das úlceras.
Pessoas que consomem ácido acetilsalicílico regularmente tem maior risco de desenvolver úlcera gástrica
Verdade.
Tomadores crônicos de ácido acetilsalicílico ou que consomem essa substância quatro dias por semana, durante três meses ou mais, têm maior risco de desenvolver uma úlcera gástrica e de apresentar sangramento dessa úlcera (hemorragia digestiva alta).
Úlcera péptica (gástrica ou duodenal) deve restringir a ingestão de alguns alimentos
Verdade.
Aconselhamos evitar a ingestão de café, chá mate, chá preto, bebidas à base de cola, alimentos com muito tempero, gorduras, frituras e frutas ácidas como laranja, limão, entre outras, porque aumentam a secreção ácida do estômago.
Intestino regular é aquele que funciona todos os dias
Mentira.
A frequência da normalidade varia entre três vezes ao dia até três vezes durante uma semana. Pessoas com intestino regular podem variar dentro desta faixa de normalidade, sem apresentar qualquer problema intestinal. Dessa forma, o entendimento de intestino regular varia de pessoa para pessoa.
O uso de laxativos comprados no balcão da farmácia é seguro e cura o problema da prisão de ventre
Mentira.
O laxativo, geralmente, resolve o problema por um período, mas o uso indiscriminado e constante, além de danificar a musculatura do intestino, pode levar à redução na absorção de vitaminas importantes e de outras medicações.
Doença diverticular geralmente causa problemas graves
Mentira.
A diverticulose é uma condição em que pequenas saculações (divertículos) se desenvolvem a partir da parede do intestino grosso. A maioria das pessoas com esse problema não apresenta sintomas e não sabe ser portador de divertículos, a não ser por meio de exames de raios X ou colonoscopia. Apenas 20% das pessoas portadoras de diverticulose apresentam complicações como diverticulite, perfuração ou sangramento.
O alcoolismo crônico é a única causa de cirrose do fígado
Mentira.
A cirrose tem muitas causas, entre elas a hepatite viral. Nas crianças, a cirrose pode ser causada por problemas hereditários, incluindo fibrose cística, deficiência de alfa-1-antitripsina, atresia biliar, doença de acúmulo de glicogênio. Nos adultos, a cirrose ainda pode ser causada pela hepatite B ou outras doenças mais raras, tais como a cirrose biliar primária, doenças de acúmulo de metais no corpo, reação severa contra algumas drogas administradas e exposição prolongada a toxinas do ambiente.
Pode-se ter cirrose no fígado e não saber
Verdade.
O início da cirrose é frequentemente silencioso, tem poucos sintomas específicos que, normalmente, se manifestam quando a doença já se encontra em fase avançada.
A cirurgia de criação de uma ostomia (procedimento cirúrgico que consiste na desconexão de algum trecho do tubo digestivo ou outro qualquer) é um procedimento comum
Verdade.
A ostomia é um procedimento bastante simples e é realizada quando uma parte do intestino delgado ou grosso é removida, criando uma comunicação direta entre a superfície corporal e a porção restante do intestino. Uma bolsa é aplicada no local da ostomia para captar o material expelido pelo intestino. Em situações de cirurgia intestinal de urgência ou no tratamento do câncer de reto, isto pode ser necessário.

A visão após a cirurgia de catarata

11 de setembro de 2010 0

Dados da Academia Americana de Oftalmologia revelam que 17% da população acima dos 40 anos sofrem de catarata nos Estados Unidos. A incidência da doença salta para 90% depois dos 70 anos. No Brasil, pelo menos metade dos idosos sofrem com a doença, em que a lente do cristalino vai ficando opaca e esbranquiçada, reduzindo a visão. Apesar de simples, a cirurgia de catarata não costuma desobrigar o paciente do uso de óculos. As lentes tóricas, então, são um excelente recurso para a pessoa enxergar ainda melhor do que antes.
— A cirurgia de catarata é apenas parte da conquista para se enxergar melhor, principalmente no caso dos pacientes com astigmatismo. Até recentemente, depois da cirurgia, a pessoa ainda teria de conviver com seus óculos. Além de não favorecer muito do ponto de vista estético, os óculos representam um custo alto para quem tem de trocar pelo menos de dois em dois anos — diz o oftalmologista Renato Neves.
De acordo com o médico, as lentes tóricas, que são intraoculares, não somente recuperam a translucidez do cristalino como corrigem o astigmatismo, permitindo que o paciente volte a enxergar como quando tinha 20 anos, tendo tudo em foco. A cirurgia custa cerca de R$ 4,5 mil por olho e 98% dos pacientes também são dispensados do uso de óculos para perto ou para longe.
A catarata avança aos poucos. O portador pode sofrer alterações na visão durante meses ou anos sem se dar conta da gravidade do problema. Pessoas com mais de 40 anos, então, devem fazer exames de fundo de olho anualmente.
O fator hereditariedade é bastante presente no diagnóstico de catarata. Entretanto, a doença vem aumentando a passos largos entre os que fazem uso de determinados medicamentos, como cortisona e esteroides, ou ainda entre pessoas que se expõem demasiadamente ao sol, ingerem muito sal na alimentação, fumam e consomem muito álcool — diz o médico.
Na fase inicial da doença, o paciente nota maior facilidade para enxergar de perto, o que progride para uma maior sensibilidade à luz e, principalmente, aos reflexos e brilhos à noite, visão embaçada, sensação de que as cores estão desbotadas e mudanças na cor da pupila. Em estágio mais avançado, a pessoa já não se sente mais capaz de realizar tarefas simples, como ler ou dirigir.

Teste seus conhecimentos

05 de setembro de 2010 0

Que tal testar seus conhecimentos sobre saúde e ainda concorrer a iPhones? O quiz Um Novo Olhar, elaborado por Zero Hora, apresenta questões sobre exercícios físicos, prevenção contra doenças, sono e estresse, entre outras.
Há também outros questionários temáticos: Futebol, Cultura, Política e Economia.