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Posts de outubro 2010

Compradores compulsivos

30 de outubro de 2010 0

O comprar compulsivo é considerado um transtorno mental quando não se consegue controlar o impulso de comprar e esse comportamento resulta numa série de consequências danosas para a pessoa ou sua família. Esse problema afeta muita gente na faixa dos 35 a 40 anos, em sua maioria mulheres que já atingiram certa estabilidade financeira. No entanto, o início do transtorno ocorre geralmente na metade da adolescência , podendo contínuo ou episódico, com períodos de remissão por meses ou até anos.
O comprar compulsivo, em geral, está associado a outros distúrbios como depressão, abuso e dependência de álcool ou outras drogas, transtornos de ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Muitas pessoas com sintomas depressivos ou depressão propriamente dita associam compras com melhoras no humor, ânimo ou disposição e desenvolvem compulsão não apenas pelo prazer ou desejo de adquirir o objeto em si, mas também por serem bem tratadas pelos atendentes, pelo ambiente agradável das lojas e shoppings.
A sensação de bem-estar pela compra é momentânea e, não raro, imediatamente após a pessoa percebe a gravidade da aquisição de mais uma dívida. Para evitar conflitos familiares, costuma não levar os objetos para casa, escondê-los da família ou não desfazer os pacotes.
A compulsão nem sempre envolve o descontrole de comprar só para si, mas em presentear, comprar para filhos, marido ou mulher, amigos, comprar objetos para casa e se exceder nas compras de supermercado.
Tipos de consumidores
— Eventual: compra por necessidade e só o necessário.
— Impulsivo: não consegue resistir a um produto dos sonhos em promoção ou com um desconto significativo.
— Compulsivo: considera importante comprar sem considerar o que e quando. Tenta compensar distúrbios emocionais com compras.
Características do transtorno
— Falha recorrente em resistir aos impulsos para comprar objetos desnecessários. A pessoa não consegue distinguir entre necessidade e vontade.
— Aumento da compulsão e da impulsividade diante de objetos atraentes. Pensamentos de não encontrar mais aquele objeto,  senso de necessidade de aquisição e temor de não suportar as frustrações.
— Tentativa de obter prazer, gratificação, satisfação ou alívio de emoções negativas como tristeza, frustrações, raiva, ansiedade, sentimento de vazio e angústia.
— Gastos desmedido,  aquisição de produtos acima de real poder aquisitivo, sem ter o dinheiro nem expectativas de poder pagar. Muitas vezes, os objetos ficam esquecidos no armário.
— Culpa e arrependimento após a compra.
— Incapacidade de avaliar os riscos ou resistir às promoções e perda do limite para aquisição de produtos promocionais (fazer estoques), mesmo quando não precisa.
— Manifestação de sintomas depressivos quando não pode gastar; quando percebe a gravidade da situação ou quando as dívidas são impagáveis.
— Exceder limites de cheque especial, cartões de crédito e emissão de cheques pré-datados. Fazer dívidas e pedidos recorrentes de empréstimos a família, amigos, agiotas e financiadoras.
— Dificuldade em admitir a existência de um padrão patológico de consumo, não assumir a responsabilidade por seus atos, atribuir a culpa de seus comportamentos à família, ao emprego, ao patrão, à condição social, a governantes. Relutância em procurar ou aceitar ajuda profissional.
— Presença de outros distúrbios emocionais, desconhecimento da gravidade da situação e sentimentos de orgulho em cada nova aquisição.
Fonte: Mara Lúcia Mdureira, psicóloga cognitivo-comportamental

Entenda melhor o colesterol

30 de outubro de 2010 0

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, cerca de 20% da população apresentam o colesterol LDL (colesterol ruim) acima do ideal. Aqui no Brasil, esse problema atinge de 12% a 15% da população — aproximadamente 22 milhões de pessoas. Um número bastante significativo, já que níveis altos de colesterol aumentam o risco de desenvolver doenças coronarianas, que ocorrem quando há a obstrução dos vasos sanguíneos pelo acúmulo de gordura nas artérias.

Mas para combater o inimigo, é preciso conhecê-lo melhor.
Existem dois tipos principais de colesterol. O HDL, conhecido como o colesterol bom, remove o excesso de colesterol no sangue, o que reduz o risco de formação das camadas de gordura. Já o LDL, o colesterol ruim, é o responsável direto pela formação dessas camadas de gordura, que prejudicam a passagem do sangue através das artérias.
Os níveis de LDL aumentam devido à ingestão de gordura saturada, presente na carne, no leite e em derivados do leite, colesterol dietético, encontrado nos alimentos de origem animal, e gordura trans, formada no processo de hidrogenação industrial, que transforma óleos vegetais em gordura sólida.
Já os níveis de HDL podem ser aumentados com uma dieta rica em gordura polinsaturada, presente na soja, no girassol e em peixes, e gordura monoinsaturada, encontrada nos azeites e nas frutas oleaginosas como nozes e castanhas. Além disso, frutas, verduras e cereais integrais devem fazer parte de uma alimentação saudável. Atividades físicas também ajudam no controle do colesterol.
Como o colesterol alterado não apresenta nenhum tipo de sintoma, além de seguir essas dicas de alimentação e exercício, é importante realizar exames periódicos para saber se os níveis de colesterol estão saudáveis — afirma a cardiologista Ana Cristina Camarozano.

Dores causadas pela direção

30 de outubro de 2010 0

Como se não bastasse todo o estresse que o trânsito causa, os engarrafamentos podem favorecer o aparecimento de doenças vasculares, causar de dores de cabeça e provocar fortes dores musculares e problemas ortopédicos em várias partes do corpo. Para motoristas profissionais, principalmente, é preciso ficar de olho para evitar problemas futuros que levem até mesmo ao abandono da profissão. As muitas horas na mesma posição ou as simples ações como passar a marcha repetidas vezes podem resultar em cirurgias ou em dores crônicas.
Recente pesquisa mostra que o paulistano passa duas horas e 42 minutos se deslocando no trânsito todos os dias. A situação do tráfego da cidade é considerada péssima ou ruim por 68% dos entrevistados. Outro estudo revela que motoristas das capitais ficam presos no trânsito duas vezes por dia: no Rio (47%), em Porto Alegre (53%) e em Belo Horizonte (45%).
De acordo com os especialistas do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, o passar da marcha repetidas vezes pode causar diferentes inflamações: bursite nos ombros e tendinite nas mãos e nos punhos. A região lombar pode ser uma das mais prejudicadas, principalmente se o motorista não se posiciona adequadamente. Os membros inferiores também sofrem. Pés e tornozelos se prejudicam o tempo todo com os movimentos do freio, do acelerador e da embreagem. A posição inerte ainda favorece uma doença conhecida por síndrome da dor anterior no joelho, chamada assim por abrigar vários problemas entre a articulação da patela com o fêmur.
— O resultado são dores bem fortes — ressalta o ortopedista Luiz Antonio Vieira, especialista em joelhos.
Para pessoas com artrose na região (degeneração da cartilagem), a dor pode ser ainda pior e frequente.
— Ao ficar muito tempo numa mesma posição, o motorista tem dificuldade para sair da inércia. É preciso "esquentar" a articulação com alguns passos até "engrenar" — alerta.
A dica para amenizar o quadro de dores e doenças é, sempre que possível, manter a musculatura alongada.
— É importante se esticar, fazer algum tipo de exercício de alongamento para lubrificar as articulações — indica Luiz Antonio Vieira.
Quando as viagens forem muito longas, de duas horas ou mais, o especialista avisa que vale dar uma parada e ensaiar alguns passos. E para quem não tem a direção como ofício, a dica é fugir dos horários de rush e até mesmo optar pelo transporte público, onde as pessoas podem manter a musculatura mais relaxada.

Como poupar a sua coluna

23 de outubro de 2010 0

Dor nas costas. Com a vida moderna nas grandes cidades, tempo gasto no trânsito e o dia todo dentro de um escritório, quem nunca reclamou? Difícil, pois de acordo com o neurocirurgião e especialista em cirurgia de coluna vertebral Alexandre José Reis Elias, 90% da população terão pelo menos um episódio ou crise de dor na coluna ou lombalgia no decorrer da vida. E os motivos para isso estão cada vez mais frequentes.
— Podemos dizer que o número de pessoas que sofrem de dor nas costas tem aumentado principalmente em função do sedentarismo, do sobrepeso e do estresse — afirma o médico.
Como definir quando a dor nas costas é passageira ou pode indicar um problema mais grave? Elias explica que o problema mais comum é a lombalgia aguda, com duração da dor inferior a 12 semanas. Trata-se de uma dor que aparece na coluna lombar (entre a última costela e as nádegas), que piora muito ao fazer qualquer movimento com o corpo. Por isso, o paciente anda com o corpo duro. A causa mais comum é algum movimento errado que o paciente fez (carregar peso em excesso ou de forma errada, abaixar o tronco para pegar algum objeto com as pernas esticadas, fazer rotação do corpo mantendo os pés parados no chão em vez de rodar todo o corpo, pegar algum objeto em uma estante alta inclinando o corpo para trás).
Quando a dor nas costas dura mais de 12 semanas, é caracterizada como lombalgia crônica. Por ter causa multifatorial, é bem mais difícil de ser tratada, requerendo a procura de um centro especializado em dor, com equipe multidisciplinar formada por neurocirurgião, reumatologista, fisiatra, ortopedista etc. Independentemente da duração da dor, o indicado é, com o surgimento dos sintomas, que a pessoa procure um especialista para avaliar a gravidade do problema e iniciar o tratamento.
— Apesar de rara, a causa da dor pode ser a presença de fraturas, tumores ou até mesmo uma infecção da coluna. Somente com uma avaliação médica podemos saber se é alguma doença mais grave ou não — completa.
Dicas para evitar a sobrecarga na coluna e a dor
— Não durma de bruços, mas de lado e com um travesseiro entre os joelhos. Ou de barriga para cima, com um travesseiro atrás dos joelhos.
— O colchão não deve ser muito mole nem muito duro. Os semiortopédicos são uma boa opção, porém não existe regra, e a escolha é individual.
— Na hora de sair da cama, vire o corpo para o lado e comece a se levantar de lado.
— Para transportar objetos pesados que estão no chão, agache-se dobrando os joelhos, próximo ao objeto, e pegue-o sem inclinar a coluna. Não carregar peso excessivo (exemplo: maior que três quilos).
— No escritório, utilize cadeiras que não reclinem para trás, com apoio para os braços. Sente-se usando todo o encosto e mantenha os pés totalmente encostados no chão. A tela do computador deve ficar na altura dos olhos para a coluna cervical (pescoço) ficar em posição confortável.
— Carregue mochilas nas costas, usando as duas alças. Cuidado com o excesso de peso, principalmente nas crianças.
— Sapatos de salto alto podem acarretar dor na coluna lombar. Calce-os eventualmente e, caso provoquem dor, evite o uso.
— Dirija sempre com as costas apoiadas no banco e os braços parcialmente flexionados (não esticados totalmente).
— Gestantes devem manter atividade física supervisionada e ficar dentro do peso. As dores lombares em grávidas são comuns e, na maior parte das vezes, não representam nenhum problema sério de coluna. Procure um especialista em coluna para fazer o diagnóstico correto, tratamento e prevenção de novas crises.
— Massagem e outras terapias podem trazer alívio e bem-estar, mas sempre com a indicação de um especialista.
— Para os pacientes com forte dor aguda, é indicada a fisioterapia analgésica com RPG. Para os pacientes que melhoraram, recomenda-se RPG ou pilates para tentar prevenir novas crises.

Influência infantil no cardápio

23 de outubro de 2010 0

Mesmo sem poder real de compra, as crianças são as principais responsáveis por grande parte do que é consumido dentro de suas casas. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pelo Instituto Alana, realizada com pais de crianças de três a 11 anos. Os números mostram que 70% dos pais são influenciados na hora da compra. O que mais preocupa os pediatras é o alto consumo de guloseimas solicitadas pelos pequenos.
Para se ter uma ideia dos pedidos, 43% dos entrevistados citaram chocolate, bala, chiclete, doce e biscoito. Em segundo lugar, estão os salgadinhos (34%) e, na sequência, sorvete (32%). Esses percentuais aumentam entre os mais novos, o que deixa os especialistas ainda mais atentos ao fenômeno picky eater (termo que pode ser traduzido como "comedores seletivos").
O nutrólogo e pediatra Mauro Fisberg, professor da Unifesp, explica que a família é o principal modelo para a criança, e que os pais são responsáveis pela compra e pela correta educação alimentar. De acordo com o especialista, as pressões infantis existem sempre, e cabe aos adultos a determinação do que é adequado ou não. O hábito alimentar correto passa pelo padrão familiar, e as crianças tendem a copiar comportamentos.
— Se as refeições não são feitas à mesa, se os pais e os irmãos mais velhos só comem lanches, não incluem em sua alimentação frutas, verduras e legumes, dificilmente a criança vai gostar desses alimentos — exemplifica Fisberg.
Em muitos casos, é importante recorrer ao pediatra para avaliar se a dificuldade alimentar está comprometendo o desenvolvimento da criança. Porém, em todos os casos, corrigir erros alimentares na infância é um processo lento, que requer empenho de toda a família.
Dicas
Combine que doces, biscoitos e salgadinhos serão liberados, com limite, aos fins de semana. Quando esse tipo de alimento for consumido, sirva-o em um prato ou pote plástico para estabelecer a quantidade que será ingerida
— Se a criança já está habituada a comer guloseimas diariamente, vale estabelecer o consumo de apenas uma porção ao dia.
— Apresente pratos coloridos, faça carinhas com a comida, ofereça o alimento rejeitado pelo menos 10 vezes, em refeições e com apresentações diferentes (modo de preparo: cozido, frito, assado, purê etc.).
— Brinque com o alimento, mas não com a alimentação. Isto é, não distraia, não engane, não force, não castigue ou premie a criança. Ela precisa se concentrar na refeição, sentir o sabor dos alimentos e entender a sensação de fome e de saciedade.
— Envolva a criança na preparação da refeição. Passe tarefas simples como lavar os alimentos ou arrumar a mesa.

Check-up da visão para crianças

16 de outubro de 2010 0

Cerca de 24 milhões de crianças, no Brasil, estão na faixa etária mais importante para a detecção e a correção de irregularidades visuais que podem garantir ou impedir o desenvolvimento da visão que os acompanhará a vida inteira. É nessa etapa da vida que se recuperam erros de refração como miopia, astigmatismo e hipermetropia. Também a ambliopia e casos mais severos como a retinopatia da prematuridade, a catarata congênita e o estrabismo se manifestam nessa fase.
— Depois fica difícil, e a visão pode estar comprometida para sempre — alerta a oftalmopediatra Dorotéia Matsuura, do Hospital Oftalmológico de Brasília.
De acordo com o IBGE, quase 13% da população brasileira são formados por crianças de zero a seis anos. Para esse expressivo grupo, a médica sugere que o primeiro check-up oftalmológico seja feito antes que se complete o primeiro ano de vida. Se os exames estiverem normais, deve-se fazer um retorno anual ao oftalmologista.
— Se a criança já for usuária de óculos ou tiver alguma irregularidade, por exemplo, o ideal é visitar o oftalmologista a cada seis meses — orienta.
A primeira atenção aos olhos de uma criança deve ser ainda na maternidade, quando os pais precisam providenciar o teste do olhinho, que já é obrigatório por lei em alguns Estados. Dorotéia diz que o teste do olhinho é a avaliação que vai descartar a presença de tumores, catarata congênita, glaucoma congênito, doenças infecciosas ou qualquer malformação.
— Mas não identifica erros de refração, como a necessidade de correção com óculos ou estrabismo — assinala.
Quando o bebê nasce prematuro, outro cuidado é fundamental antes de sair da maternidade. O exame de fundo de olho nos primeiros dias vai avaliar os impactos do nascimento prematuro na visão.
— Esse exame é importante, realiza um mapeamento da retina para detectar se há retinopatia da prematuridade — informa.
Até um ano de idade, também é possível que se manifestem as conjuntivites neonatal, que não são raras, segundo a médica, destacando que a obstrução das vias lacrimais é frequente no mesmo período.
O estrabismo se manifesta a partir dos três meses e deve ser tratado precocemente, porque, como a ambliopia (olho preguiçoso) e a alteração de grau, pode impedir o desenvolvimento visual da criança.
Quando o diagnóstico é de catarata congênita (pacificação do cristalino desde os primeiros dias de vida), Dorotéia relata que os oftalmologistas fazem o procedimento de retirada da lente natural opacificada. A correção é feita com óculos até os cinco anos, quando a criança já estará apta a fazer o implante de lente intraocular.
— Esse processo é indicado porque, como a criança, o olhinho também cresce. Esperar é a melhor forma de evitar que sejam feitos vários implantes para substituição da lente — explica.

Tempo demais ao computador pode provocar síndrome do olho seco

16 de outubro de 2010 0

O uso intensivo de computadores (quando se pisca menos) e o trabalho em tempo prolongado em ambientes com ar-condicionado (mais seco) favorecem a desidratação da córnea, ocasionando a síndrome da disfunção lacrimal. Mais conhecida como "olho seco", essa queixa é cada vez mais frequente nos consultórios oftalmológicos.
São as alterações do filme lacrimal, camada líquida responsável pela limpeza, proteção mecânica e química, homogeinização e lubrificação do olho, que causam a síndrome.
— O filme lacrimal é constituído por três camadas: uma proteica, em contato direto com a córnea, recoberta por uma camada aquosa derivada da lágrima, e uma camada lipídica (gordurosa) que impede a evaporação da camada aquosa. Quando existe um defeito em qualquer uma dessas camadas, os sintomas da doença aparecem — explica o oftalmologista Pedro Carricondo.
Segundo estimativa da Associação dos Portadores do Olho Seco, aproximadamente 18 milhões de pessoas no Brasil sofrem com esse mal.
— O olho seco é considerado uma doença, pois compromete o bem-estar do indivíduo. A síndrome tem graus e intensidades muito variáveis, mas mesmo os casos mais leves alteram o cotidiano e a qualidade de vida dos pacientes — afirma o oftalmologista.
Os principais fatores para o aparecimento e o desenvolvimento da doença são as mudanças decorrentes do processo de envelhecimento, como alterações palpebrais, quadros inflamatórios crônicos das bordas palpebrais e da superfície ocular e alterações hormonais (menopausa). No inverno ou em dias de clima seco, a baixa umidade do ar, o vento e a poluição provocam queda na produção de lágrima e também ajudam no aparecimento da síndrome. Crianças são raramente são afetadas.
Os principais sintomas do olho seco são vermelhidão, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento, vista embaçada e sensibilidade à luz. O tratamento da síndrome se inicia com medidas gerais como evitar os ambientes e as atividades em que os sintomas aparecem.
Fazer pausas ao trabalhar com o computador ou ler, evitar ar-condicionado sempre que possível, hidratar os olhos para manter uma boa produção de lágrimas, tratar doenças oculares como conjuntivites, entre outras medidas, são os principais cuidados — esclarece Carricondo.
Ainda de acordo com o especialista, caso os sintomas persistam, é aconselhável que o paciente procure um oftalmologista. Nesses casos, o médico recomenda o uso de colírios lubrificantes, que repõem os componentes da lágrima, géis cicatrizantes quando há lesão da córnea e géis específicos para repor determinadas camadas do filme lacrimal.
— É importante alertar que, caso seja detectada a síndrome do olho seco e o paciente não fizer o tratamento corretamente, as consequências podem afetar a visão de forma definitiva — afirma.

Dieta saudável faz bem à visão

09 de outubro de 2010 0

Vários estudos já comprovaram os benefícios da alimentação saudável, com redução de carne vermelha, açúcar e sal, frituras e gordura trans. O que pouco se fala é que, além de prevenir diversos tipos de câncer e doenças do coração, uma dieta bem equilibrada também tem o poder de retardar ou atenuar doenças oculares.
— Obviamente, é preciso tomar uma série de medidas para o bem da saúde em geral, não apenas mudar os hábitos de alimentação. Combater o sedentarismo, realizar check-ups regulares, usar protetor solar todos os dias (inclusive quando não há sol) e, principalmente, parar de fumar são atitudes que contribuem grandemente para fortalecer o organismo. Mas uma dieta bem elaborada, privilegiando alimentos antioxidantes, que combatem o envelhecimento, pode trazer grandes benefícios, retardando doenças como a degeneração macular, catarata, olho seco e tantas outras — diz o oftalmologista Renato Neves.
De acordo com o especialista, todas as dietas saudáveis devem incluir grandes quantidades de frutas, legumes e verduras frescas — que podem ser consumidas ao longo do dia.
— Frutas de várias cores e verduras de tonalidade verde-escuro, como espinafre, couve e brócolis, contêm antioxidantes que protegem os olhos. Ovos, milho verde, mamão, laranja e kiwi também contêm luteína, substância fundamental no combate à degeneração macular relacionada à idade (DMRI). A esses alimentos, acrescentamos cenoura e abóbora, que também são ricas em vitamina A e contêm muita vitamina C — diz Neves.
Na opinião do médico, as pessoas ainda devem procurar fontes de ômega-3 e reduzir a ingestão de sódio. Peixes, castanhas, óleo de linhaça e canola contribuem também para evitar a síndrome do olho seco _ tão comum nas grandes cidades e na terceira idade.
— Se alguns alimentos contribuem para a saúde dos olhos e para o bem-estar do paciente, o sódio pode colocar tudo a perder quando ingerido em altas quantidades, levando ao desenvolvimento de catarata. Por isso é tão importante ficar de olho nas embalagens e preferir comprar alimentos prontos com baixa quantidade de sódio.
Pessoas que não têm restrições médicas — como quem faz uso de determinados remédios de uso contínuo, gestantes ou mulheres que estão amamentando — podem tirar grande proveito dos complexos vitamínicos, contribuindo para ter uma visão melhor por mais tempo.
Na opinião de Neves, as cápsulas são bastante úteis para quem não consegue se adequar à dieta de forma natural. O médico ainda sugere uma "salada para os olhos". Confira:
— 1 maço de espinafre cortado
— 6 folhas frescas de alface romana
— 2 cenouras raladas
— 1 berinjela pequena levemente cozida e cortada em cubos
— 1 maço de brócolis
— Cubinhos de pimentões amarelo, vermelho e verde, sem pele
— 6 couves-de-bruxelas
— Sementes de linhaça dourada
— Castanhas-do-pará trituradas
Molho
— 2 colheres (sopa) de óleo de canola
— Suco de um limão
— 2 colheres (sopa) de vinagre de maçã
— 1 filé de anchova ralado
— 1 gema de ovo
— 1 colher (sopa) de mostarda de Dijon
— 100g de queijo parmesão

A evolução dos antidepressivos

09 de outubro de 2010 0

Falar abertamente sobre a depressão nem sempre é fácil, pois há ainda um misto de desconhecimento e preconceito, principalmente com relação aos medicamentos usados no tratamento. Porém, com a evolução da ciência, novas classes terapêuticas surgiram e são cada vez mais eficazes no controle e no tratamento da depressão.
De acordo com o médico assistente do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas do Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Frederico Navas Demétrio, os medicamentos têm evoluído ao longo dos anos e atuado no organismo de maneira mais eficaz, com diminuição significativa dos efeitos adversos. Entre eles, a pouca interferência no peso e na libido, além de baixa probabilidade de interação medicamentosa, inclusive com anticoncepcionais, o que é um ganho para as mulheres.
— Essa nova era do tratamento é marcada por um importante avanço dentro da terceira geração de medicamentos antidepressivos, os chamados duais — afirma Demétrio.
O especialista explica que, nos últimos 20 anos, os antidepressivos inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) — considerados antidepressivos de segunda geração — foram os medicamentos mais prescritos para o tratamento da depressão. Eles mostraram eficácia com menores índices de eventos adversos observados nos antidepressivos de primeira geração (chamados de tricíclicos), responsáveis pelo baixo índice de adesão ao tratamento pelos pacientes.
— No entanto, quando se comparam os ISRS aos da terceira geração, estes últimos conseguem um incremento na eficácia do tratamento por atuar também na noradrenalina, além da serotonina — completa o especialista.
Aliada ao tratamento medicamentoso e à psicoterapia, é importante a prática de atividades físicas, pois liberam endorfina, substância que causa sensações de alegria e bem-estar. Isso acontece porque o cérebro do depressivo apresenta alterações químicas que precisam ser equilibradas, especialmente no sistema nervoso, responsável pelos níveis de humor, alegria, tristeza, energia e interesse.
Pesquisa divulgada em setembro de 2009 pela Organização Mundial da Saúde alerta que nos próximos 20 anos a depressão deverá ser a doença mais comum do mundo, mais prevalente do que enfermidades cardíacas ou câncer. Na divisão entre sexos, a mulher tem maior tendência à depressão do que os homens, segundo Demétrio, por conta das questões hormonais. Ele esclarece ainda que o desequilíbrio químico causado pelo quadro depressivo tem grandes efeitos nos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) e na menopausa.
Sintomas da doença
— Humor deprimido
— Perda de interesse em fazer coisas que antes eram motivo de prazer
— Insônia ou muita sonolência
— Falta de concentração e dificuldade de tomar decisões
— Agitação ou lentidão
— Alterações no peso e no apetite
— Fadiga diária
— Sensação de inutilidade
— Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.
Segundo Demétrio, a falta de percepção desses sinais dados pelo organismo ou a insistência em interpretá-los como normais ou passageiros pode mascarar a doença, favorecendo uma piora do quadro.
— Ao contrário de uma gripe ou febre, o tratamento deve continuar por vários meses após o desaparecimento dos sintomas. Caso contrário, poderá haver uma recaída do paciente. Por isso que a orientação médica é tão importante na remissão da depressão — conclui o especialista.
Alguns tipos de depressão
— Bipolar: alterna períodos de euforia e de estabilidade
— Psicótica: com delírios ou alucinações 
— Atípica: padrão diferente do habitual, com aumento do peso e apetite
— Pós-parto
— Sazonal: relacionada à época do ano, geralmente outono e inverno 
— Melancólica ou endógena: depressão típica
— Distimia: depressão leve, crônica, de curso variável

Boa forma faz bem à gengiva

09 de outubro de 2010 0

O sedentarismo e a má alimentação podem atuar, além de tantos outros benefícios já divulgados, na prevenção de problemas periodontais. Estudo publicado recentemente no Journal of Periodontology mostra que pessoas que mantêm boa forma física e praticam algum tipo de exercício são menos propensas a esse tipo de enfermidade bucal.
As doenças periodontais são inflamações crônicas na gengiva. Em casos extremos, podem acarretar perda de dentes devido à reabsorção dos ossos que dão suporte a eles, provocando amolecimento dental — afirma Eduardo Rollo Duarte, dentista e periodontista.
A gengivite é uma das principais causas de perda dentária em adultos. Enfermidades como diabetes, arritmias e doenças cardíacas estão relacionadas aos cuidados com a saúde bucal. A pesquisa fez uma comparação do índice de massa corporal (IMC) dos participantes e comprovou que aqueles que apresentavam menor IMC e praticavam exercícios frequentemente tinham menos chances de contrair doenças periodontais em relação aos participantes considerados sedentários.
A alimentação incorreta pode levar a gengivite e cáries. Se a dieta for pobre em nutrientes essenciais ao corpo, a boca estará mais vulnerável a infecções. A prática de exercícios e o controle dos alimentos ingeridos serve não só para se ter um corpo em forma, mas também saudável. Todos os cuidados com a saúde estão ligados, é preciso cuidar tanto da saúde no geral quanto da saúde bucal, pois uma enfermidade acaba levando a outra.
Cuidados essenciais
— Escovação e uso de fio dental diariamente
— Visitas regulares ao dentista