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As polêmicas terapias do envelhecimento

06 de julho de 2011 1

Objeto central de estudo de inúmeros cientistas mundo afora, o envelhecimento – incluindo fórmulas e terapias para retardá-lo ou minimizar seus efeitos – é alvo de preocupação de muita gente. Anualmente, milhares de pessoas correm a clínicas e consultórios médicos atrás de formas de ser (ou aparentar), jovialidade. A todo momento, surgem reportagens que divulgam os benefícios de alguma novidade. É o caso da Fisiologia do Envelhecimento, baseada na mudança do estilo de vida, controle de estresse e prática regular de atividades físicas. Embora não seja novidade (existe há mais de uma década nos EUA e chegou ao Brasil há 11 anos), o tratamento consiste em promover a saúde por meio de medidas preventivas, evitando que a maior parte das doenças se manifeste e proporcionando uma vida mais saudável e mais longa.

– Não é parar o tempo, é reduzir a velocidade com que envelhecemos – explica Helena Espartel Freitas, que aplica a fisiologia no Rio Grande do Sul.

Segundo ela,  a técnica consiste na suplementação de nutrientes e do reequilíbrio hormonal, fazendo uso de hormônios iguais aos produzidos pelo organismo, chamados bioidênticos.

– Eles desaceleram o catabolismo do envelhecimento e aperfeiçoam a performance metabólica. Cada paciente tem uma terapia personalizada, levando em conta os primeiros sintomas comuns do envelhecimento, sinais que passam quase despercebidos a partir dos 30 anos, como, por exemplo, uma certa preguiça, um pequeno déficit na concentração e alguns quilinhos que insistem em se alojar. Não se trata tão somente do aspecto estético – afirma.

Helena utiliza a chamada Terapia de Modulação Hormonal Bioidêntica. Segundo ela, são identificados, por meio de exames clínicos e laboratoriais, as deficiências hormonais, nutricionais e metabólicas de cada paciente.

– O principal diferencial do tratamento para evitar os sinais de envelhecimento está na utilização dos hormônios bioidênticos, cujas características farmacológicas são completamente diferentes das terapias que utilizam a reposição hormonal sintética – explica.

O tratamento baseado na Fisiologia do Envelhecimento teve início há cerca de 21 anos nos Estados Unidos. No Brasil, esse modelo de medicina foi introduzido há 11 anos por Ítalo Rachid, mas ainda não é reconhecido como especialidade médica no país.

Porém, há quem seja cético quando o assunto é envelhecimento. Segundo o geriatra Newton Luiz Terra, professor do Instituto de Geriatria e Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) – que esrceveu um artigo ao lado de Ricardo Carbonera Boschin, da Faculdade de Medicina da PUCRS, intitulado Mitos e Verdades sobre Terapias Antienvelhecimento –, "tentativas para prolongar a juventude ou restaurar o vigor sexual e atividade física têm sido feitas há muitos séculos e ocorrem ainda hoje. A ausência de uma teoria que explique o processo de envelhecimento, por falta de uma maior compreensão desse, não oferece justificativa para o uso de intervenções antienvelhecimento. Todo remédio, intervenção ou clínica que garanta desacelerar ou impedir as mudanças intrínsecas ao envelhecimento, não passam de uma  charlatanice fraudulenta destinada a fazer com que os indivíduos caiam em mais uma armadilha".

Os médicos afirmam que não há como interferir no processo de envelhecimento. A adoção de um estilo de vida saudável ao longo da vida, primando por medidas simples, como dieta variada e balanceada, controle de peso, atividade física regular, lazer e diversão, entre outras medidas, podem promover uma velhice com menos problemas de saúde e melhor qualidade de vida.

Uma resposta para “As polêmicas terapias do envelhecimento”

  1. Dra. Helena Espartel diz:

    Infindáveis estudos já publicados demonstram, inequivocamente, a importância da fisiologia humana e do metabolismo hormonal no processo de envelhecimento. A fisiologia da Longevidade é embasada em parâmetros científicos internacionalmente estabelecidos, comprovados através de critérios técnicos. Não é uma promessa de não envelhecimento, pois este processo é inevitável e não existe mágica para evitá-lo, mas é sim uma maneira de minimizar as comorbidades comumente associadas a ele.
    O que conhecemos como doença, nada mais é do que a soma das carências graduais, crônicas e cumulativas de matérias-primas básicas de que o nosso corpo necessita para funcionar com perfeição. A função desta medicina é reduzir substantivamente a velocidade com que envelhecemos através da reposição das matérias primas necessárias e indispensáveis ao nosso equilíbrio, minimizando, desta forma, as possibilidades de patologias. É uma maneira de, através da ciência, tornar este processo mais lento, mais sadio e mais digno, trazendo mais qualidade de vida para esses pacientes.

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