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Posts de agosto 2011

Entenda como os fios envelhecem

31 de agosto de 2011 0


O que diferencia nosso cabelo em cada fase da vida? Assim como há perfis metabólicos nas devidas faixas etárias, não podemos nos esquecer que quando se fala em cabelos – uma estrutura que se coloca sem capacidade de regeneração quando está fora da pele – os hábitos de cada um tem um efeito significativo.
Nas mulheres, as principais diferenças capilares nas faixas diferentes etárias estão relacionadas a questões hormonais. O uso de métodos anticonceptivos hormonais, alimentação, exposição dos cabelos aos raios UV, prática de esportes em meio aquático (piscina ou praia), cigarro e químicas diversas também influenciam a velocidade do envelhecimento dos fios.

Veja o que ocorre aos:

20 anos

No que diz respeito ao metabolismo feminino, é esperado que a mulher na faixa dos 20 anos, que tenha hábitos saudáveis e que não se submeta a químicas diversas e frequentes, apresente uma produção significativa e equilibrada de substâncias que hidratam os fios de cabelo. Nestes casos, o brilho dos cabelos é mais uniforme e a tendência é a de que os fios sejam bonitos.
Exceções ocorrem nas que produzem excesso de oleosidade pelo couro cabeludo, quando os fios ficam ensebados, pesados e apesar do brilho, este não se mostra realmente com um brilho bonito. Isto por conta ainda da proximidade com a adolescência que promove modificações importantes nos perfis hormonais destas mulheres.

30 anos

Com 30 anos as secreções femininas tendem a ser mais equilibradas e os cabelos tendem a ser mais bonito e saudáveis.

40 anos

A proximidade com a menopausa e a entrada de muitas mulheres nesta fase da vida feminina já nesta década de vida faz com que os cabelos tenham uma tendência a serem mais secos, sem brilho e fragilizados.

Apesar destes parâmetros, a juventude dos fios está intimamente ligada à qualidade de vida – e, portanto, à maneira como se cuida da vaidade. É claro que a canície – nome científico do aspecto grisalho – é, sim, um sinal importante, que denuncia a perda de células produtoras de pigmentos. Outros aspectos, porém, merecem atenção: fios ralos, perda de textura, diâmetro e densidade, quebras, pontas partidas e, em casos extremos, queda.

Assim como acontece na indústria de cosméticos faciais e corporais, as empresas de produtos capilares têm concentrado esforços em retardar, ao máximo, os efeitos do tempo sobre os fios. Ainda não se chegou a nenhuma fórmula mágica capaz de deter o surgimento dos brancos, mas várias novidades podem ajudar a preservar a saúde e a aparência bonita das madeixas. Antes de conhecer tais novidades, é preciso entender como acontece o envelhecimento capilar.

À medida que os anos passam, segundo o tricologista Ademir Jr., de São Paulo, as raízes não trabalham produzindo o crescimento adequado dos fios e seus componentes, principalmente as proteínas, ficam mais fracos e suscetíveis a danos.

– O resultado é o aparecimento de cabelo quebradiço, arrebentado, fino, sem brilho, desidratado e menos maleável e macio – diz o especialista.

Fatores externos como alterações climáticas, sol, poluição, água do mar, cloro e uso inadequado ou excessivo de pranchas, secadores, modeladores de cachos e químicas acabam prejudicando a saúde dos fios. Também é possível citar fatores internos como stress, tabagismo, má alimentação, doenças, problemas hormonais e ingestão de medicamentos.

O passar dos anos também faz com que haja diminuição da atividade das glândulas sebáceas, deixando o cabelo e o couro cabeludo ressecados. Há o enfraquecimento do manto hidrolipídico (camada de gordura que reveste a pele e o couro cabeludo), resultando na perda de vitalidade e de nutrição da raiz, que passa a fabricar um fio mais fino e frágil, com menos brilho e beleza. É por essa razão que as empresas de cosmética capilar se empenham cada vez mais em lançar produtos que atuem no couro cabeludo.

Felizmente, de um tempo para cá as pesquisas científicas avançaram muito no que diz respeito ao cabelo.  Filtros de proteção solar podem ajudar a evitar o desbotamento, perda de brilho, entre outros problemas. Agentes oleosos, como os ácidos graxos essenciais, ajudam a corrigir problemas capilares pré-existentes e previnem novos prejuízos. Há também silicones que diminuem a perda de água do cabelo e promovem elasticidade e maleabilidade.

Já os ativos que normalmente costumam fazer parte das fórmulas cosméticas antiaging são aqueles que aceleram o metabolismo celular, reconstroem e protegem o fio ou, ainda, combatem os radicais livres, que por sua ação oxidante, são responsáveis pelo envelhecimento da pele e do cabelo. VBitaminas como a C e a E ou extratos naturais como o de chá verde costumam ser bastante eficazes. Outras substâncias muito empregadas são os aminoácidos como a serina, arginina, prolina e cisteína, principais componentes da fibra capilar, que melhoram a resistência dos fios, conferem hidratação, brilho e maleabilidade. Alguns produtos, como o óleo de oliva, aumentam a elasticidade, enquanto o d-panthenol, por exemplo, previne sua desidratação e mantém a vitalidade.

Maioria é negligente com diabetes, diz pesquisa

17 de agosto de 2011 0

O maior estudo sobre diabetes tipo 1 acaba de ser divulgado e revela dados preocupantes, mostrando que doença é negligenciada no país e que há poucos dados sobre a doença em território nacional. O Estudo Multicêntrico de Diabetes Tipo 1 teve início em dezembro de 2008 e foi finalizado no início desse ano, com o apoio de Farmanguinhos/Fiocruz/Ministério da Saúde, da Fundação Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e da Sociedade Brasileira de Diabetes. A doença afeta 10 milhões de brasileiros, dos quais, 10% apresentam a doença do tipo 1, a mais grave. O objetivo foi avaliar a proporção de pacientes diabéticos que tenham controle glicêmico adequado nas diferentes regiões do País. Além disso, os médicos quiseram conhecer o perfil clínico, demográfico e a qualidade do atendimento oferecido a estes pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A pesquisa envolveu 3.591 pacientes, de 28 cidades, localizadas em todas as regiões do País, e incluiu uma entrevista e o uso de questionário para conhecer as características demográficas, econômicas e clínicas dos pacientes, além de coleta de dados nos prontuários médicos. O levantamento foi coordenado pela Dra. Marília de Brito Gomes, professora Associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e doutora em Endocrinologia pela Escola Paulista de Medicina.

Dentre os pacientes que participaram do estudo, 39,7% são da região Sudeste, 28,3% da Nordeste, 22,8% da Sul, 6,5% da Centro-Oeste e 2,7% de estados do Norte do País. A maioria dos pacientes (57,1%) era de brancos, do sexo feminino (56%) e com idade média, na época, de 21 anos (50%). Se levarmos em conta os níveis de escolaridade, a maioria dos pacientes, 37,7%, tem nível fundamental incompleto, mas 1,1% eram analfabetos.

– A baixa escolaridade dos pacientes associada à renda econômica familiar, entre um e cinco salários mínimos, da maioria dos entrevistados (77,4%) é uma barreira importante na obtenção de um controle adequado do diabetes. Considera-se ainda a complexidade do tratamento da doença como uso, em geral, de dois tipos de insulina e avaliação da glicemia (determinação dos níveis de glicose no sangue) em vários horários, além de dieta, exercício, avaliação da capacidade funcional do paciente e seus familiares são fundamentais para a condução adequada do tratamento, explica Marília.

Diagnóstico

A maioria dos pacientes, 71,5%, teve a doença diagnosticada antes dos 15 anos e cerca de 20% tiveram diagnóstico antes dos cinco anos. Esses números configuram um cenário da doença de longa duração com maior probabilidade de evolução para complicações crônicas e, portanto, com maior custo para o Sistema de Saúde e para a sociedade como um todo. Até o momento não existem meios de prevenção da doença, apenas formas de minimizar seus efeitos a curto, médio e longo prazo através do controle clínico e metabólico adequado.

A maioria dos pacientes (42%), principalmente as crianças, teve o diagnóstico da doença em cetoacidose diabética, que é uma complicação aguda do diabetes com necessidade de internação hospitalar e que apresenta importante risco de vida. Os fatores de risco mais importantes para a ocorrência desta complicação foram: a classe socioeconômica, a baixa idade e a região de moradia dos pacientes (Sudeste).

É importante ressaltar que existe uma mudança gradativa no modo como a doença é diagnosticada. Em cerca de 39% dos pacientes, ela foi descoberta por métodos de rotina, sem a necessidade de internação hospitalar. Quanto aos fatores de risco mais importantes, destacam-se a classe socioeconômica, a baixa idade e a região de moradia dos pacientes (Sudeste)

Ressaltamos que o custo atual de uma internação de quatro dias, usando a tabela SUS, é de RS 360,00. Caso o paciente seja atendido ambulatorialmente, considerando-se todos os itens do tratamento, esse custo seria de R$ 81,8, ou seja, 4,5 vezes menor. É importante ressaltarmos que esses custos são subestimados

– Em relação a esse item, ressaltamos que cerca de 6% dos pacientes, ainda em idade produtiva, já estavam desempregados ou licenciados pelo INSS ou aposentados devido às complicações que surgem com o diabetes, explica Marília.

A maioria dos casos teve início com sintomas tratados como inofensivos como idas constantes ao banheiro para urinar, sentir muita sede e perder peso. Essa situação permite ao Sistema de Saúde elaborar políticas de alerta em unidades de emergência para que realizem testes de glicemia em todos os pacientes que apresentarem os sintomas já mencionados.

O controle glicêmico, avaliado pelo HbA1c, provou que, independentemente do método laboratorial de mensuração, a maior parte dos pacientes está muito mal controlada, com média de HbA1c de 9,2%. Do total, apenas 18.6% tinham HbA1c menor que 7%, que seriam considerados os pacientes com controle adequado. Em 46%, o HbA1c estava maior que 9%, o que demonstra um péssimo controle. Esse cenário em indivíduos ainda jovens, e em fase produtiva, se configura como de altíssimo risco de evolução para complicações crônicas como doenças degenerativas da retina, neuropatia (perda gradual da função de nervos), doenças renais e cardiovasculares.

Cerca de 30% a 65% dos pacientes não haviam realizado um rastreamento das complicações crônicas no ano anterior à realização do estudo. Um importante fato analisado foi que pouquíssimos pacientes realizaram o devido rastreamento para doença cardiovascular, responsável por até 44 % dos índices de mortalidade.

– Sabemos hoje que essas complicações resultam em menor expectativa de vida para o paciente e em elevado custo para o sistema de saúde. Do total do custo direto relacionado ao diabetes, cerca de 50% são decorrentes das complicações crônicas da doença, explica Marília.

Os custos indiretos também são elevados porque a qualidade de vida do paciente vai, progressivamente, diminuindo à medida que há o desenvolvimento das complicações crônicas.

– O tratamento intensivo da hiperglicemia, e de todos os fatores de risco cardiovasculares, diminui, significativamente, a evolução para complicações crônicas. Sendo assim, é fundamental que as políticas de saúde pública sejam orientadas nesse sentido. Devemos intensificar o tratamento, mas é importante que o paciente tenha noção da importância do conhecimento da doença e da necessidade do controle adequado. Os dados coletados durante o estudo ratificam a necessidade de programas eficazes de educação em saúde no Brasil para que se atinjam as metas de controle do diabetes com intervenções terapêuticas, incluindo o exercício e um plano alimentar saudável, explica a Dra. Marília.

Doença de Gianecchini ainda é pouco conhecida

12 de agosto de 2011 0

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia afirmou que 86% dos pacientes diagnosticados com o linfoma de não-Hodgkin – câncer descoberto no ator Reinaldo Gianecchini e na presidente Dilma Rousseff – nunca tinham ouvido falar na doença. O levantamento, realizado com 1.455 portadores de linfoma em 2010, também constatou que 70% dos pacientes demoraram mais de três meses para iniciar o tratamento.  

Dividido em dois subtipos, os linfomas de Hodgkin (maior incidência em adultos jovens de 25 a 30 anos) e os linfomas não-Hodgkin (mais comum em crianças) possuem sintomas similares, marcados pelo inchaço indolor dos linfonodos (conhecido popularmente como íngua) no pescoço, nas axilas ou na virilha. Outros sinais também comuns são febre, suor (geralmente à noite), cansaço, dor abdominal, perda de peso, pele áspera e coceira.

O tratamento de ambos é baseado em quimioterapia, radioterapia e medicamentos chamados de anti-corpos monoclonais. O transplante de medula óssea só é indicado quando o paciente não responde bem ao tratamento ou se já tem um doador compatível. Com o objetivo de alertar a todos sobre a importância do diagnóstico precoce, sintomas e tratamento, a Abrale, em parceria com a IK Ideas, realiza pelo segundo ano consecutivo a campanha Movimento Contra o Linfoma. Se toca. Quanto Antes Você Descobrir, Melhor.

A importância do autoexame, por meio do toque, continua sendo o centro da campanha, já que os nódulos podem ser sentidos com as mãos e, dependendo do estádio da doença, serem vistos a olho nu. Para obter mais informações sobre o linfo, acesse www.abrale.org.br ou ligue para 0800 773 9973.


Dias frios aumentam depressão

02 de agosto de 2011 0


Além do cachecol, quem acompanha os dias mais frios é a depressão. A temperatura faz com que os casos da chamada depressão de inverno – ou depressão sazonal – aumente consideravelmente. Desânimo, fadiga, aumento do sono, mudanças no apetite, maior irritação e também um chato mau humor. Os sintomas são bem parecidos com a tradicional depressão, mas é a exposição solar que provoca este distúrbio biológico.

Isso porque a diminuição de horas diárias ao sol pode levar a mudanças neuroquímicas. A intensidade da luz é importante para a secreção, por exemplo, da serotonina, um neurotransmissor que regula o humor, o apetite e o sono. Além disso, a maioria das pessoas tende a contrair e enrijecer os músculos e, dessa maneira, a postura também fica prejudicada.

As terapias corporais ajudam aliviar os sintomas. Elas auxiliam no relaxamento muscular do corpo todo, liberam energia guardada e são capazes de provocar mudança brusca na expressão facial e corporal.

_ A experiência de receber, sentir o toque e as manobras dedicadas ao bem estar vão além do físico. Liberam emoção e transmitem alegria, ânimo, felicidade e resultados que proporcionam melhora do desempenho físico e mental _ detalha a especialista em bem-estar Patrícia Castellar Pirozzi.

O psiquiatra e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Acioly Lacerda explica que o problema tem relação com a falta de luz, não com o frio. O especialista explica o que é e como tratar o problema, que, na maioria dos casos, acaba junto com a estação mais fria do ano.

Saiba mais sobre a depressão sazonal:

O que é?

Ela é caracterizada por episódios depressivos que tendem a se concentrar no período de inverno. A depressão no inverno ou sazonal é um quadro mais comum em países com latitudes mais elevadas (superior a 50°). Nesses países, chega atingir 10% da população. Em países com a latitude inferior a 30º, como é o Brasil, atinge 1% das pessoas.

O que causa?

A falta de luminosidade causa mudanças na melatonina, um hormônio secretado pelo cérebro durante a noite e inibido pela manhã, com o retorno da luminosidade natural. Períodos longos de pouca luminosidade aumentam significativamente a secreção diária total de melatonina, o que leva o funcionamento do indivíduo ao padrão noturno, ou seja, ele vai ter menos disposição e mais sonolência mesmo durante o dia.

Quem é mais atingido?

Assim como a depressão comum, o quadro é mais frequente em mulheres. A depressão sazonal pode atingir qualquer idade, mas na maioria dos casos acomete pessoas entre os 20 e 40 anos.

Quais são os sintomas?

Os sintomas da depressão sazonal (que é atípica) são mais marcantes entre o final da tarde e o início da noite. Além da sonolência e falta de motivação, o indivíduo pode apresentar aumento do apetite, especialmente para carboidratos e doces, ganho de peso, perda de energia e tristeza.

Tratamento

De uma maneira geral, o paciente melhora espontaneamente à medida que passa esse período. Se for diagnosticado depressão, o tratamento é feito com antidepressivos e psicoterapia. Em países que o inverno é rigoroso, costuma-se usar a light terapia – o raio de luz incide de uma maneira oblíqua no olho e essa estimulação na retina é que inibe a secreção da melatonina pelo cérebro. Esse é um tratamento incômodo, mas bastante eficaz. No Brasil não existe porque não se justifica comercialmente.

Tristeza e depressão

Não confunda depressão e tristeza. Elas são bem diferentes. Tristeza todo mundo tem e não precisa de tratamento. Depressão é doença. Para deixar qualquer tipo de depressão bem longe de você, a melhor forma é encontrar maneiras de gerenciar o estresse. Atividades físicas e o consumo de alimentos aliados do bom-humor, como verduras verde-escuras (couve, brócolis) e que contenham ômega 3 (peixes como salmão e atum) podem colaborar para o seu bem-estar mesmo com o rigoroso clima gaúcho.