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Posts de julho 2012

Brasil quer vacinar 95% dos jovens contra a hepatite B até 2015

29 de julho de 2012 0

Levantamento do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde indica que 71,3 milhões de pessoas foram vacinadas contra a hepatite B de 1998 e julho deste ano. O número representa 75,3% da população com idade até 29 anos. A meta do governo é ultrapassar 95% de cobertura até 2015. As informações são da Agência Brasil.

A pasta destacou que a vacina é a melhor forma de prevenir a doença e é recomendada para pessoas até 29 anos, profissionais de saúde e populações consideradas vulneráveis, como prostitutas e usuários de drogas.

No caso de recém-nascidos, a orientação é que a primeira dose seja administrada logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Se a gestante tiver a doença, a criança deverá receber, além da vacina, a imunoglobulina contra a hepatite B também nas primeiras 12 horas de vida. O medicamento serve para evitar a transmissão de mãe para filho.

Dados do ministério indicam que, no Brasil, a doença é mais frequente na faixa etária de 20 a 49 anos. A maioria dessas pessoas desconhece sua condição e só percebe que está doente quando as manifestações já são graves, como cirrose ou câncer de fígado.

Saiba quem pode se vacinar contra a hepatite B no SUS (Sistema Único de Saúde):

População em geral com idade até 29 anos

- Profissionais das seguintes áreas: bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários; profissionais envolvidos em atividade de resgate; carcereiros de delegacias e penitenciárias; profissionais de saúde; manicures, pedicures e podólogos; profissionais do sexo; coletadores de lixo hospitalar e domiciliar; e caminhoneiros.

- Populações em situação de vulnerabilidade, como gestantes (após o primeiro trimestre de gravidez); populações indígenas; usuários de drogas injetáveis e inaláveis; gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros; vítimas de abuso sexual; vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente suspeito de infecção pelo vírus da hepatite B; pessoas reclusas (populações de presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, Forças Armadas etc.); pessoas em convívio domiciliar contínuo ou que mantêm relações sexuais com portadores do vírus da hepatite B; doadores de sangue; transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea; doadores de órgãos sólidos ou de medula óssea; potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou pessoas que já realizaram mais de uma transfusão de sangue; populações de assentamentos e acampamentos.

- Pessoas com as seguintes doenças: fibrose cística (mucoviscidose); doença autoimune; doenças sexualmente transmissíveis; doenças do sangue; hemofilia; hepatopatias crônicas; hepatite C; imunodeprimidos; nefropatias crônicas, dialisados, síndrome nefrótica; asplenia anatômica (ausência de baço) ou funcional e doenças relacionadas.


O que comer no inverno?

23 de julho de 2012 0

Joelso Peralta *

O inverno está aí e surge aquela preocupação: o que comer neste frio? É comum, nesta época do ano, aumentar o consumo de alimentos quentes, como bebidas quentes (incluindo chá, café e chocolate quente), caldos e sopas (caseiras ou industrializadas). Contudo, sem perceber, sua dieta de inverno acaba sendo mais calórica, rica em gordura e sódio, o que tende a prejudicar sua saúde, desempenho atlético e composição corporal. Sendo assim, abaixo apresento uma série de estratégias dietéticas e com argumentação científica a fim de suportar o friozinho sem prejudicar sua saúde.

É absolutamente normal aumentar o consumo de alimentos quentes para suportar o frio, o que inclui a ingestão de bebidas quentes (como o chá, o café e o chocolate quente), caldos e sopas (caseiras ou industrializadas). O que nos cabe a responder é: estes alimentos são saudáveis? Posso introduzi-los em minha dieta? Porque meu corpo parece perdir alimentos mais calóricos e quentes?

Em primeiro lugar, seu corpo realmente parece pedir por alimentos mais calóricos e quentes já que deve manter a temperatura corporal (meio interno) em 36ºC ou 37ºC, frente a uma temperatura do meio externo mais fria. Este processo é conhecido como termogênese facultativa ou adaptativa e você percebe ele quando passa frio. Por exemplo, você saiu de casa em um dia muito frio, mas esqueceu de pegar o casaco mais quente de seu guarda-roupa e seu lenço preferido de pescoço. Neste momento, seu pêlos eriçam e você pode até sentir tremores e calafrios. Isso indica que seu corpo tentando queimar mais calorias a fim de elevar a temperatura corporal para você não morrer de frio, digamos assim. Este é o exempo clássico da termogênese associada ao metabolismo que, neste caso, serve para elevar a temperatura corporal dentro da normalidade, que é essencial a sobrevivência da espécie.

O processo descrito é absolutamente verdadeiro a fim de produzir calor e garantir a vida. Sendo assim, pessoas submetidas ao frio intenso e por longos períodos podem vir, até mesmo, a falecer. A hipotermia (temperatura corporal abaixo de 35ºC) não é condizente com a vida. E o contrário tambem é verdadeiro, ou seja, a hipertermia (temperatura corporal acima de 38,5ºC) conduz a transpiração excessiva, convulsão e contração espasmódica da musculatura. Hipertermias severas (acima de 40ºC) causam confusão mental, sangramento, edema pulmonar, insuficiência renal, difunção de múltiplos órgãos e óbito.

A ideia é: nem tanto frio, nem muito quente. Neste sentido, nós brasileiros temos um clima bastante favorável. Imagine, agora, você viver em Ridge A, que fica a 4 mil metros de altitude e a 600 km do Pólo Sul e possui a menor temperatura anual da face da Terra: 70 graus negativos! Ou, quem sabe, você prefira visitar Yakuzia, na região norte-ocidental da Sibéria, que já registrou 71,2 graus abaixo de zero! Para finalizar, talvez seria interessante dar um passeio em Vostok na Antártica, que já registrou 90 graus negativos! Isso me deu até frio, vou pegar um casaco...

Agora que entendemos a termogênese adaptativa ou facultativa, vamos ao segundo ponto: que alimentos selecionar neste frio? Bem, as sopas parecem ser uma das estratégias mais práticas e saborosas para serem manipuladas no frio, principalmente no fim do noite. Entretanto, podem ser bastante calóricas, ricas em gordura e sódio, o que depende da seleção correta de alimentos e maneira de preparação. Por exemplo, sopas caseiras com 3 até 5 legumes e mais uma porção pequena de carne bovina ou de frango, aquela mesma da receitinha da vovó, pode ser extremamente saudável e uma bela maneira de introduzir fibras, vitaminas e minerais em sua alimentação diária. Contudo, o exagero no óleo de preparação utilizado ou na quantidade consumida pode comprometer totalmente sua alimentação, saúde e composição física. A sopa industrializada, por sua vez, é pouco calórica, mas rica em sódio. Como sabemos, sódio em excesso não é recomendado para indivíduos hipertensos. Lembramos que hipertensão é responsável por 60% dos óbitos por acidente vascular cerebral (AVC) e 40% dos óbitos por infarto agudo do miocárdio (IAM). Além disso, entre os hipertensos os riscos para doenças cardiovascular triplicam. Puxa, acabei com sua sopinha? Não exatamente!

Quanto às sopas dê preferência para sopas caseiras, desde que sem exageros no óleo de preparação. Prefira caldos mais encorpados e não adicione creme de leite. Abuse nos vegetais, incluindo vegetais verdes escuros. Fiquem atentos aos vegetais dos grupos A, B e C. Os vegetais dos grupos A não necessitam de grande quantificação quanto à ingestão, pois geralmente são pouco calóricos e ricos em fibras dietéticas, tais como abobrinha, acelga, agrião, alface, rúcula, aspargo, berinjela, brócolis, brotos, cebola, chicória, chuchu, cogumelos, couve, couve-flor, espinafre, mostarda, nabo, palmito, pepino, pimentão, rabanete repolho e tomate. Os vegetais do grupo B (por exemplo, abóbora, beterraba, cenoura, milho e vagem) devem ter certos cuidados, como ingerir apenas dois a quatro colheres de sopa apenas por refeição. Já os vegetais do grupo C, estes sim, merecem total atenção, pois são ricos em carboidratos e podem “quebrar” as calorias diárias previstas em sua dieta. Neste grupo destacam-se a batata barôa, batata-doce, batata inglesa, inhame, mandioca (aipim) e milho verde. Mas ainda existem os temperos, que você poderia usar a vontade, criando novos e saborosos cardápios. Por exemplo: alho, canela, chá, cebolinha, limonada, cominho, cravo, erva-doce, limão, orégano e salsa.

Em resumo, os vegetais A possuem sinal VERDE, que são livres para o consumo ou consumir à vontade. Os vegetais B possuem sinal AMARELO, que devem ter certo cuidado, evitando exageros. Os vegetais C possuem sinal VERMELHO, que merecem atenção especial, onde seu consumo deve ser controlado pela dieta ou orientações do profissional nutricionista. Para sopas industrializadas, procure ler os rótulos dos alimentos, buscando aqueles com menor concentração de sódio.

Para chás e cafés quentes, cuidado com o excesso de açúcar adicionado. Para chocolate quente o cuidado deve ser redobrado, pois são bastante calóricos. Por fim, sua melhor estratégia seria consultar um profissional nutricionista, especialmente se estiver submetido a um programa de condicionamento físico. Antes de introduzir alimentos no clima frio você precisa saber quais são seus objetivos: hipertrofia muscular, manutenção de peso ou emagrecimento? Com base nisso o profissional nutricionista pode calcular seu consumo e gasto calórico diário adequando, corretamente, na alimentação de inverno.


* Joelso Peralta é nutricionista da Companhia Athletica Barra Shopping Sul e professor do Centro Universitário La Salle (Canoas-RS)

Chocolate: amigo ou vilão?

22 de julho de 2012 0

O chocolate é visto como o vilão para sua dieta e também para a sua pele, não é mesmo? O que poucos sabem é que aquele tão temido pedacinho pode lhe proporcionar diversos benefícios para sua pele, cabelos e também para a sua dieta.

Composto por gordura, proteína, vitaminas A, E e C, antioxidantes e ácido oleico, o chocolate pode ser uma boa pedida para quem quer combater o envelhecimento da pele e deixar suas madeixas mais sedosas e macias, já que estes elementos auxiliam na eliminação de radicais livres, promovem a renovação e a cicatrização da pele, deixando-a mais saudável.

Com o consumo diário de 30g de cacau em pó sem açúcar, chocolate amargo ou chocolate amargo com 70% de cacau, é possível prevenir doenças cardiovasculares e ajudar na circulação sanguínea, sem falar que o chocolate ainda tem o magnésio, que é capaz de melhorar o seu humor.

Segundo uma pesquisa realizada na Universidade Real de Copenhaghen, na Dinamarca, verificou-se que uma porção de 25 a 30 gramas de chocolate amargo pela manhã aumenta a saciedade e auxilia na redução de peso. Mas, é claro que não basta comer um delicioso pedaço de chocolate, pois sozinho ele não faz milagres.

– Associado à quantidade diária de 30 gramas de chocolate amargo, devemos ter uma alimentação saudável e realizar exercícios físicos regulares –  explica a nutricionista Renata Fidelis, do Spa Sorocaba.

Vale lembrar que o chocolate branco contém pelo menos 20% de manteiga de cacau e perde o componente ativo que é o flavonoide. Já o chocolate ao leite, além de agregar maior proporção de gordura saturada, possui 25% de cacau com adição de açúcar, sendo assim altamente calórico e engordativo.

O melhor mesmo é o consumo do chocolate amargo ou com até 70% de cacau, pois eles preservam os flavonoides e as vitaminas, e contêm importantes benefícios para a saúde.

Abaixo, uma receita deliciosa para quem é fã do ingrediente, mas não quer abrir mão da dieta.

BRIGADEIRO LIGHT

Ingredientes:

1 Xícara de chá de leite em pó desnatado

½ Xícara de chá de água

1 Colher de sopa de maisena

1 Colher de sopa de margarina light

120g de chocolate em barra diet

½ Xícara de chá de leite desnatado

5g de adoçante em pó

Raspas de chocolate diet

Modo de fazer:

No liquidificador, bata o leite em pó com a água, a maisena, a margarina e o leite. Despeje em uma panela, misture o chocolate e leve ao fogo até engrossar. Retire do fogo, misture o adoçante, coloque em um prato untado e leve à geladeira. Depois de frio, molde pequenas bolinhas e passe-as o chocolate granulado e sirva-se!

Rendimento: 50 porções de 18 calorias cada.


Dicas para dentes perfeitos

21 de julho de 2012 0

A busca por dentes bonitos, brancos e saudáveis lota consultórios odontológicos. Os pedidos são muitos: vão desde a correção dos dentes através do uso de aparelhos ortodônticos, clareamento, colocação de facetas de porcelana até os implantes dentários. Mas qual a medida certa para cada um deles?

Celso Marques, cirurgião, professor e especialista em reabilitação oral, ajuda a entender quando e como buscar os melhores recursos e técnicas para sua dentição – ou sorriso.

Clareamento – laser, facetas, em casa ou com pasta?

Segundo o especialista, o paciente deve consultar um dentista para saber qual o método mais indicado para um sorriso branco, como muitos desejam. Um clareamento feito com laser pode ter de dois a três anos de efeito, e precisa de cuidados, como algum tempo sem ingerir substâncias que possam manchar o dente (chá, café, vinho ou refrigerantes). Já a utilização de facetas deve ser feita com critério e respeitando uma escala de cor para que o sorriso fique harmônico. Além disso, é um tratamento que deve ser feito com um especialista de confiança, pois exige desgaste do dente e manutenção.

O clareamento feito em casa, com molde e substância clareadora, exige cuidados, uma vez que a principal substância contida no gel é o peróxido de carbamida.

– É um elemento muito instável, que precisa ser corretamente manipulado e armazenado. Comprá-lo em qualquer farmácia pode ser perigoso e a utilização excessiva pode fazer mal à gengiva e ao estômago – alerta o especialista.

Aparelhos dentários

É muito comum hoje em dia crianças, cada vez menores, usando aparelhos fixos, assim como adultos de todas as faixas etárias também recorrendo ao ortodontista, seja para reposicionar toda a mordida, seja para corrigir uma área específica e melhorar o sorriso, ou ainda, facilitar uma posterior reabilitação com implantes ou dentes de porcelana na área.

A variedade de técnicas utilizadas também tem evoluído muito, inclusive com a confecção de aparelhos com materiais que os tornam quase imperceptíveis. Celso alerta, porém, que não cabe às pessoas escolher os modelos invisíveis.

– O material varia de caso para caso e a definição é do ortodontista. Há situações em que os aparelhos mais discretos não resolvem o problema porque não são rígidos o suficiente – diz o dentista.

O mesmo alerta vale para a definição entre móveis ou fixos. A decisão cabe ao dentista e os modelos móveis exigem disciplina, uma vez que seu uso deve seguir a prescrição determinada – que normalmente indica utilização contínua.

Implantes

Hoje, existem novos tipos de implantes, mas o padrão ainda é a base de titânio, que funciona como raiz para a colocação de um dente de porcelana. Para casos mais graves, em que ocorre perda óssea na mandíbula e maxilar (o que pode ocorrer por doenças periodontais, tumores, fraturas, problemas odontológicos graves e até mesmo alterações hormonais), é necessário fazer enxerto de ossos.

– Pode se usar tecido ósseo do próprio paciente, retirado da mandíbula ou do queixo, ou proveniente de bancos de tecidos. Nesse caso, elimina-se a necessidade de um procedimento apenas para extração do osso – conta Celso Marques.

A técnica corrige problemas graves, inclusive de casos em que a pessoa tem falhas antigas, já que o enxerto induz e conduz o organismo a formar um novo osso. O período de maturação costuma ser entre 6 e 9 meses.

– Após este intervalo, o dentista pode realizar o implante, mas há casos, quando temos a indicação correta, em que os novos dentes podem ser instalados imediatamente após os implantes – diz o professor.

Com o aumento das técnicas e facilidade de acesso, a dentaduras estão caindo em desuso.

Gengiva aparente

Para corrigir o sorriso gengival, em que a gengiva fica muito à mostra durante o gesto, existem duas alternativas: a mais conhecida é a cirurgia, que tem um pós-operatório um pouco difícil por conta da região. Outra opção, mais recente e bem eficaz, é a utilização da toxina butolínica, o botox.

– Ele diminui a atividade dos músculos do lábio superior, fazendo com que ele não levante tanto, e o resultado é imediato – explica Celso Marques, que avisa que é preciso atentar para o intervalo entre as aplicações, inclusive em outras regiões, que não pode ser inferior a três meses.

Escova ou fio dental? Os dois!

A limpeza é e sempre será o fator fundamental para a conquista de um sorriso perfeito. Fazer a higiene após a ingestão de alimentos e líquidos é fundamental para a saúde e estética dos dentes. E, assim como a escovação deve ser bem-feita, o uso de fio-dental tem que ser um hábito recorrente, efetuado após cada refeição.

Engana-se quem pensa que o fio é para limpar o que a escova não conseguiu entre os dentes. O papel principal dele é fazer a higiene gengival e impedir o tártaro e a placa bacteriana. O cirurgião explica, ainda, que sangramentos são um sinal que a gengiva está inflamada e necessitando de limpeza – portanto, do fio-dental.

Outras dúvidas:

-  Escovar dente antes ou depois do café da manhã? O ideal seria nos dois momentos, mas se for escolher para fixar o hábito, depois.

- Assaltei a geladeira antes de dormir ou de madrugada. E agora? Escove os dentes – a boca fechada durante o sono facilita a fermentação dos restos de alimentos dentro da boca, causando, além de mau-hálito, um ambiente mais propício para cáries e outros problemas. A mesma lógica vale para a mamadeira das crianças antes de dormir.

- Crianças e balas – é preferível comer 10 balas de uma vez e escovar o dente depois do que chupar cinco ao longo do dia sem escovar dente. Não reprima a criança por gostar de bala dizendo “que ela vai ter que escovar dentes depois”. É melhor matar a vontade de uma vez e colocar a escovação como parte da brincadeira.



Médico da Fórmula 1 explica como é feita transferência aérea

20 de julho de 2012 0

Pacientes em estado grave requerem aparato médico de tecnologia e equipe multidisciplinar apta a reverter qualquer quadro adverso. Contudo, em determinadas ocasiões, é necessária a transferência de um hospital a outro.

– O transporte de alguém em estado grave só deve ser realizado quando a outra instituição oferecer melhores recursos humanos e tecnológicos para o tratamento ou favorecer a proximidade geográfica da família – afirma Dino Altmann, cirurgião responsável pelo atendimento Rede D’Or São Luiz no GP Brasil de Fórmula 1.

Geralmente, acidentes automobilísticos resultam em traumas de grande magnitude, sejam nas ruas, rodovias ou nas pistas de corrida. Para se ter ideia, de acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em 2011, ocorreram 188.925 acidentes graves nas estradas do Brasil, sendo 63.980 deles com feridos. Nesta situação, de acordo com Dr. Altmann, todas as funções vitais da vítima devem ser checadas e estabilizadas no local do acidente e durante o transporte para o hospital de trauma de referência. “Estabilizar um paciente significa corrigir as alterações clínicas que colocam sua vida em risco”, informa o médico.

– Caso haja uma parada cardiorrespiratória em vítimas de trauma fechado, ou seja, aqueles que não levaram tiro, facada ou que não tiveram algum ferimento penetrante, a situação é de extrema emergência. A menos que se chegue a um hospital de trauma em 20 minutos, ele não sobreviverá – complementa.

Num primeiro momento, entretanto, nem sempre a vítima de uma colisão é encaminhada a uma unidade de saúde próxima da família ou com infraestrutura adequada àquele caso, exigindo o transporte para outro local. Para tanto, algumas recomendações devem ser seguidas com rigor.

Medidas imprescindíveis:

· Paciente monitorado: monitoramento de funções vitais, como ritmo cardíaco, frequência cardíaca, pressão arterial, oximetria de pulso, capnografia (mede o CO2 expirado), frequência respiratória, além de ter um bom acesso venoso para infusão de volume e drogas. É importante manter a temperatura do corpo adequada e estável.

· Tempo de transporte: quanto mais rápido, melhor.

· Tipo de transporte: a escolha deve estar entre o transporte terrestre com ambulâncias ou aéreo, com helicópteros ou aeronaves, dependendo sempre da distância a ser percorrida. Quando o percurso pode ser realizado no mesmo tempo por dois meios diferentes, dar sempre preferência ao mais simples ou ao que tem mais recursos para monitoramento e tratamento. Para o transporte com helicópteros, é sempre importante lembrar que deve existir helipontos no hospital de origem e naquele que recebe o paciente.

· Planejamento prévio: ajustar a infraestrutura da ambulância, helicóptero ou avião para atender plenamente as necessidades do doente no tempo estipulado de transporte. Se há acesso a medicamentos, espaço para manipular o paciente caso necessário, equipamentos para monitoramento do ritmo cardíaco, da frequência cardíaca e pressão arterial, oximetria de pulso e, ainda, se existe a necessidade de um respirador com o capinógrafo (aparelho para medir gás carbônico) para controle da respiração. Outros equipamentos podem ainda ser necessários, como as bombas que controlam a infusão de drogas.

· Preparação do paciente: questões críticas precisam ter sido solucionadas, como permeabilidade das vias aéreas, boa condição de respiração e de circulação, bom acesso venoso e estancamento de hemorragias externas. Analisar estado neurológico e necessidade de sedação.

· Durante um transporte aéreo: médicos de emergência e de UTI devidamente treinados acompanham o paciente. Previamente, esses especialistas traçam uma espécie de plano de voo a fim de se antecipar à pressurização da aeronave. Por exemplo, atenção especial deve ser despendida caso inexista pressurização, como nos helicópteros, pois decolagem e pouso precisam ser lentos, principalmente, se houver algum sangramento.

· Recebimento do paciente: no hospital que o receber, médicos farão exatamente o mesmo procedimento de monitoramento realizado antes de deixar a unidade de saúde anterior.


Bloqueando o avanço do câncer de pulmão

17 de julho de 2012 0

Jacksonville, Florida, julho de 2012 — Alterações celulares que se acreditava acontecer apenas em estágios avançados de câncer, colaborando para sua disseminação, também ocorrem em estágios iniciais de câncer de pulmão, de uma forma incontrolável, afirmam pesquisadores da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida. A descoberta, relatada na edição de 11 de julho do jornal Science Translational Medicine, representa um novo entendimento da extensão da transformação que ocorre no desenvolvimento do câncer de pulmão inicial – e provavelmente muitos outros tipos de tumores, dizem os cientistas. Esta descoberta também indica uma possível estratégia para interromper esse processo, conhecido como transição epitelial-mesenquimal (EMT – epithelial-mesenchymal transition).

– Nosso estudo indica a EMT como uma etapa fundamental na progressão do câncer de pulmão, durante os estágios iniciais do desenvolvimento da doença – diz o principal pesquisador e especialista em biologia do câncer, Derek Radisky.

– As células normais reconhecem quando estão sendo divididas muito rapidamente e ativam programas que bloqueiam a divisão inadequada das células. Aqui descobrimos que as células do câncer de pulmão em estágio inicial se desviam do processo EMT para se desviarem dos processos de controle da divisão celular descontrolada.

A descoberta pode oferecer uma nova maneira de prevenir a progressão para estados mais avançados do câncer, possivelmente por inibir o funcionamento de uma molécula em particular, afirma Radisky. Como EMT é um processo bem conhecido de transição para estágios finais da doença e que ocorre em todas as espécies de tumores sólidos, os pesquisadores acreditam que o mesmo processo EMT que encontraram no câncer de pulmão em estágio avançado provavelmente ocorre também em outros tipos de câncer. EMT é um processo biológico usado no desenvolvimento embrionário para permitir o desenvolvimento do corpo, que requer a capacidade das células e dos tecidos de se transformar de um tipo para outro e se desenvolver em uma maneira orquestrada. O câncer em estágio avançado usa o processo EMT para alterar as células do tumor para uma forma que pode migrar pelo sangue.

– As lacunas em nosso conhecimento sobre o câncer de pulmão não nos permitem desenvolver tratamentos específicos mais eficazes. Esse estudo nos oferece novos e ótimos indícios para uma nova abordagem do tratamento do câncer de pulmão e, possivelmente, de outros tipos de câncer, em estágio mais inicial possível.

Entre os coautores do estudo estão pesquisadores da Clínica Mayo de Rochester, Minnesota; do Hospital Universitário Giessen e Marburg, na Alemanha; do Instituto do Câncer de Ontário, em Toronto; e da Universidade do Colorado, em Denver.

O estudo foi financiado por doações do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos e pela Fundação James e Esther King.

Para mais informações sobre tratamento de câncer de pulmão e outros tipos de câncer na Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, os interessados podem contatar o seu departamento de Serviços Internacionais pelo telefone +1-904-953-7000 ou pelo email para intl.mcj@mayo.edu


Cuba enfrenta epidemia de Aids

12 de julho de 2012 0


Yudelsy Garcia O'Connor, 25 anos




Ronald G. Mcneil Jr.

Havana – Yudelsy Garcia O'Connor, o primeiro bebê a ter nascido com AIDS em Cuba, não está apenas viva. Ela é uma jovem vibrante e engraçada que, aos 25 anos, divorciou-se recentemente, mas espera se casar de novo e ter filhos. O pai de Yudelsy morreu de AIDS quando ela tinha 10 anos; a mãe, quando ela tinha 23. Ela mesma quase morreu durante a adolescência.


"Não tenho medo da morte", disse. "Sabia que ela poderia bater na minha porta. Todo mundo morre. Mas tomo meu remédio."

Yudelsy está viva em parte graças a uma boa genética, e em parte à intensidade com que Cuba enfrenta a epidemia de AIDS no país. Sejam quais forem as críticas às duras táticas implementadas pelo governo no início da epidemia – até 1993, todos os soropositivos eram forçados a viver em quarentena – não há dúvida de elas trouxeram resultados positivos.

Cuba tem atualmente uma das menores epidemias do mundo, menos de 14.038 casos. A taxa de infecção no país é de 0,1 por cento, à altura dos índices da Finlândia, Cingapura e Cazaquistão. Isso corresponde a um sexto da taxa registrada nos Estados Unidos e a um vigésimo da registrada no Haiti. A população de Cuba é apenas ligeiramente maior do que a de Nova York. Nas três décadas da epidemia mundial de AIDS, 78.763 nova-iorquinos morreram por causa da doença. Apenas 2.364 cubanos faleceram.

Assistência gratuita para grupos de risco

Outros elementos contribuíram para o sucesso de Cuba: o país oferece assistência básica de saúde universal e gratuita, com testes de HIV realizados rotineiramente e preservativos distribuídos gratuitamente, principalmente para grupos de alto risco, como prostitutas. Os adolescentes do país recebem uma educação sexual bastante contundente e quaisquer pessoas cujos testes dão positivo têm todos seus contatos sexuais rastreados.

Em contraste com isso, a reação dos Estados Unidos ao problema parece mínima – o país registra 50 mil novas infecções por ano. Milhões de pessoas pobres nunca são atendidas por um médico. O teste do HIV é voluntário e muitos pacientes não retornam para buscar seus resultados. A educação sexual é tão politizada que muitas escolas não ensinam nada sobre sexo seguro; os preservativos são caros e a distribuição gratuita é apenas ocasional.

Medidas rigorosas

Cuba obteve êxito mesmo tendo a epidemia geneticamente mais diversa fora da África. Quase todos os casos americanos resultam de um tipo de vírus, o subtipo B. Cuba tem 21 tipos diferentes. A diversidade genética é um legado proveniente da ajuda externa. Desde 1960, Cuba mandou ao exterior milhares de "internacionalistas" – soldados, médicos, professores e engenheiros. Com bases espalhadas por toda a África, eles trouxeram ao país uma grande variedade de subtipos do vírus. De acordo com um estudo realizado em 2002, 11 dos 21 tipos do vírus presentes em Cuba não são conhecidos em outros países, tendo se formado quando dois subtipos se misturaram.

Além disso, o êxito de Cuba foi possível apesar de o país ser um destino visitado por europeus e canadenses para a prática de turismo sexual.  Embora a polícia faça cumprir leis contra fazer ponto abertamente na rua, em bares e lobbies de hotéis de centro de Havana, a cidade está cheia de mulheres jovens conhecidas como jineteras – gíria que significa "lacaias" – que se aproximam dos estrangeiros, perguntam se eles gostariam de tomar uma bebida ou talvez dançar, com o pressuposto tácito de que a aproximação vai render outros frutos. Mesmo assim, das cerca de mil novas infecções diagnosticadas a cada ano, 81 por cento estão entre os homens e muito poucas entre jovens mulheres solteiras.

"A maioria das prostitutas que têm relações sexuais com turistas sabe que devem usar preservativos", disse o Dr. Ribero Wong, especialista em AIDS daqui.

Em uma pesquisa realizada em 2009, 77 por cento de todas as garotas de programa disseram usar preservativos regularmente. É claro que também há "jineteros" disponíveis para turistas gays, "mas acreditamos que a transmissão entre homossexuais acontece principalmente entre a própria população", disse o Dr. Luis Estruch Rancano, vice-ministro de saúde pública. "Principalmente na parte mais promíscua da comunidade homossexual, aquela dos indivíduos que têm muitos parceiros e não tomam precauções."

Um exemplo é Carlos Emilio Garcia, de 50 anos, um enfermeiro que viveu e trabalhou em um hospital de quarentena. Ele foi obrigado a fazer teste de HIV no trabalho de seis em seis meses entre 1990 e 1996, mas seu teste deu positivo em 1997. Ele admite ter muitos parceiros. "Não, eu não sei quem foi meu assassino", afirmou.

Homens cubanos que são secretamente bissexuais normalmente transmitem o vírus para as poucas mulheres cubanas que são infectadas, dizem especialistas. A "transmissão homobissexual" é uma categoria específica de Cuba; socialmente, um homem que tiver relações sexuais com outros homens ocasionalmente não é considerado gay se ele for "ativo" – isto é, se ele for quem penetra o parceiro, explicou Ramon Arango Garcia, estilista e educador do Centro Nacional de Prevenção de AIDS e Doenças Sexualmente Transmissíveis.

O consumo de heroína, que motiva epidemias em muitos países, é praticamente inexistente em Cuba, garantem as autoridades. Além disso, desde 1986, apenas 38 bebês nasceram com o vírus. No sistema de saúde de Cuba, que cuida do cidadão do berço ao túmulo, as mulheres grávidas recebem até 12 consultas pré-natais gratuitas, durante as quais se submetem a testes de HIV pelo menos duas vezes.

Antes da chegada dos medicamentos antiretrovirais, as mulheres infectadas pelo HIV tinham a opção de fazer um aborto. Caso tenham o bebê, precisam fazer cesárea. Para reduzir o risco de transmissão, a amamentação não é recomendada. Hoje elas recebem os medicamentos gratuitamente.

Cobertura universal


Promotores distribuem material educativo e camisinhas




Por pior que seja sua situação econômica, Cuba ainda se orgulha de um legado conquistado por sua revolução de 1959: a assistência básica à saúde é universal e gratuita. Cuba tem 535 mil profissionais atuando na área da saúde ("Somos todos médicos ou jogadores de beisebol", brincou um microbiologista hospitalar) e cada cidadão é oficialmente registrado como paciente de um médico de família que atua nas proximidades de sua residência; se o paciente deixa de ir a um atendimento, o médico deve descobrir por quê.

O Dr. Jorge Pérez Ávila é o Tony Fauci de Cuba, o mais conhecido médico especializado em AIDS do país. Em seu livro "SIDA: Confesiones a un médico" ("AIDS: confissões a um médico"), publicado somente em espanhol, Perez descreveu o encontro que motivou a reação de Cuba à doença.

Em 1983, Fidel Castro visitou o Instituto Pedro Kouri, melhor hospital de doenças tropicais de Cuba, para assistir a uma apresentação sobre a malária e a dengue. Logo que a apresentação terminou, ele perguntou de repente ao diretor: "Gustavo, o que você está fazendo para impedir que a AIDS entre em Cuba?".

Dr. Gustavo Kouri, filho do fundador do instituto, foi pego de surpresa, contou Perez, e balbuciou: "AIDS, comandante? AIDS? É uma doença nova. Nós nem sequer sabemos se ela é produzida por uma bactéria, um vírus ou um fungo. Não há muitos dados sobre ela, apenas o que foi relatado nos Estados Unidos e sobre alguns casos na Europa. Levará algum tempo para conhecermos as proporções da doença".

Castro respondeu: "Eu acho que ela vai ser a epidemia do século. E é de sua responsabilidade, Gustavo, impedir que ela se torne um problema grave aqui".

A comunidade médica reagiu rapidamente. O primeiro passo foi jogar fora todo o sangue importado – 20 mil unidades. Isso evitou a desgraça que os hemofílicos sofreram nos Estados Unidos e na França. O país enviou médicos ao Brasil e à França para que estudassem casos. Todos os médicos de família do país foram obrigados a monitorar as infecções que indicam AIDS, como o sarcoma de Kaposi ou a pneumonia por Pneumocystis carinii. Como ainda não havia nenhum teste de HIV no país, os primeiros casos foram identificados no estágio final da doença, levando os médicos a pensarem que a maioria dos pacientes morreria dentro de um ano – uma suposição errônea que ajudou a justificar a política da quarentena.

Em 1986, com o impedimento de comprar kits de teste norte-americanos por conta do embargo, Cuba comprou 750 mil kits franceses. Segundo a Dra. Maria Isela Lantero, chefe da área de AIDS do Ministério da Saúde, 11 milhões de cidadãos de Cuba se submeteram a testes 43 milhões de vezes; no ano passado, mais de 2 milhões de testes foram feitos. Isso equivale a fazer testes com a população sexualmente ativa a cada três anos, embora, na realidade, o foco esteja em grupos de alto risco, que passam por testes com mais frequência.

Também é possível se submeter voluntariamente a um teste anônimo em 700 clínicas e hospitais. Qualquer pessoa cujo resultado dê positivo é encaminhada para uma consulta com uma enfermeira especializada em epidemiologia, que pede os nomes de todas as pessoas com quem o paciente já dormiu.

Por lei, responder é voluntário.

"Se eles disserem não, nada acontece", disse Perez.

Mas é nítido que existe uma pressão. O paciente que disser não à enfermeira é encaminhado para uma consulta com o médico, depois com uma assistente social e, em seguida, às vezes com um psicólogo. Em seguida, uma equipe de educadores que têm o vírus HIV faz uma visita domiciliar. A Comissão de Defesa da Revolução às vezes também realiza visitas. Há quem diga que esses comitês são defensores da democracia cubana; outros garantem que são espiões domésticos; outros dizem que são apenas intrometidos patrocinados pelo Estado.

Desafio crescente

Com a obrigatoriedade da quarentena abandonada há muito tempo e o vírus propagado principalmente entre homens gays e bissexuais, as novas infecções estão crescendo de forma constante e lenta. Elas agora são aproximadamente mil ao ano "e estamos esperando que esse número se estabilize", disse o Dr. Jose Joanes Fiol, epidemiologista-chefe do Ministério da Saúde.

Os preservativos e a educação sexual são as principais armas hoje. A sociedade cubana é o oposto de uma sociedade puritana: é comum usar pouca roupa, assim como flertar abertamente, divorciar-se e ter casos extraconjugais. O governo distribui mais de 100 milhões de preservativos por ano. Todos os locais que recebem clientes jovens, até mesmo pizzarias, precisam ter camisinhas para distribuição. Apenas cerca de metade dos 11.674 cubanos que vivem com HIV tomam antiretrovirais.

Em teoria, Cuba seria o laboratório ideal para o "teste e trate", novo protocolo segundo o qual os pacientes cujo teste for positivo começam imediatamente a tomar os remédios para que a probabilidade de infectarem outras pessoas seja reduzida em 95 por cento. No entanto, isso exigiria remédios modernos e Cuba só produz os mais antigos e fortes. Apenas cerca de 1,1 mil pacientes recebem medicamentos novos, pagos por doadores estrangeiros.

"Sabemos do 'teste e trate'", disse Perez. "Gostaríamos de utilizá-lo, se pudéssemos. Mas precisamos de verba para isso."

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Hipnose contra o vício do cigarro

02 de julho de 2012 0


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o cigarro é a segunda causa de mortalidade no mundo, respondendo por um em cada dez óbitos registrados entre adultos. O fumo só perde, em número de mortes, para a hipertensão. Outra estimativa da OMS aponta que o tabaco vai matar mais de 8 milhões de pessoas por ano até 2030, sendo mais de 80% em países de baixa e média renda.

Junto com estes números alarmantes, surgem novas práticas que levam esperança às pessoas para a cura de este que é um dois maiores malefícios à saúde da humanidade. Para quem busca parar de fumar, é possível sair do tradicional e não cair em tentação? Com o avanço da medicina, muitas pessoas ainda buscam técnicas como os adesivos de nicotina e outros meios que ainda não diminuem completamente a vontade de fumar.

Assim, as mudanças promovidas pela ciência em favor da extinção deste vício são inúmeras. Atualmente, existem algumas práticas que apresentam índices favoráveis no combate ao cigarro. Entre elas, a hipnose se destaca como um meio saudável para ter menos sofrimento no abandono deste hábito.

Ao procurar a Hipnose para deixar de fumar, o paciente encontra-se motivado. Então, a prática tem como função atuar exatamente em cima desta vontade. Tornando mais leve e harmonioso, o período de desintoxicação do organismo e a libertação do vício. Geralmente, a ansiedade ou o aumento da vontade de comer, por exemplo, acabam virando obstáculos e fazendo com que esta realização se torne cansativa e desgastante.

A hipnose trabalha de forma a diminuir estes sintomas responsáveis pelas recaídas. Pois quando o indivíduo decide parar de fumar, ele está sujeito a constantes reações psicológicas que afloram ainda mais as probabilidades de uma forte abstinência pela nicotina.

A hipnose do novo século chega para mudar os mitos e se enquadrar como uma terapia alternativa, em que o seu funcionamento exerce um papel fundamental sobre as vontades de cada paciente. Ajustando estas expectativas para minimizar vícios, como o do cigarro. Sendo assim, a hipnose é um meio de encarar a batalha contra a nicotina sem recorrer a qualquer tipo de medicamento ou administração desta substância por outras vias. O presidente da Humanize, Alexandre Cury Hadad, explica melhor como estas técnicas de hipnose auxiliam para largar o vício do cigarro.

De que forma a hipnose age na mente do indivíduo? A hipnose é uma técnica para induzir um comportamento ou um pensamento na pessoa. Todos nós somos influenciados pelas pessoas, pela televisão, pelos jornais. Quando você vê uma pessoa tomando sorvete e desperta o interesse de tomar um sorvete, esta é uma influência visual, onde o meio desperta o desejo, a vontade. Da mesma forma, a hipnose, através da comunicação, influencia a forma de pensar do indivíduo.

Como fazer com que a pessoa largue um vício através da hipnose? Não existe uma fórmula única. O vício é estruturado em uma série de fatores, como status social, comportamentos compulsivos e fatores emocionais. Sendo assim, a hipnose irá em busca desses fatores para eliminá-los ou modificá-los.

Como o cigarro causa dependência física e psíquica, como tratar isso com a hipnose? Assim como qualquer vício, a parte psicológica e física deve ser tratada de forma a não agredir mente e físico do individuo. Sendo assim, a hipnose vai rapidamente eliminar a dependência psicológica e auxiliar na adaptação do físico.

Qual a porcentagem de sucesso de pessoas que deixam o vício com a hipnose? Se o vício for apenas psicológico, a chance de sucesso é total, desde que a pessoa esteja disposta a isso.