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Saiba mais sobre a artrite reumatoide

20 de fevereiro de 2012 0


Mãos, punhos, joelhos e pés. A artrite reumatoide (AR) atinge várias partes do corpo, impactando a vida do paciente de maneira bastante generalizada: pode prejudicar desde atividades simples como levantar-se da cama pela manhã, segurar um copo de água e até mesmo trabalhar. Estudos mostram que cerca de 66% dos pacientes perdem uma média de 39 dias por ano de trabalho devido a esta enfermidade. Outros estudos indicam que de 20% a 30% dos que sofrem com AR tornam-se incapacitados profissionalmente em até três anos desde o início da doença.

– Apesar de poder atingir articulações diferentes, é importante lembrar que a AR é uma doença sistêmica e, por isso, a inflamação acomete o corpo de maneira generalizada – enfatiza Boris Cruz, médico do Serviço de Reumatologia do Biocor Instituto, em Minas Gerais.

Assim, além de limitação funcional, quando não controlada, a enfermidade provoca com frequência fadiga e pode ainda causar o aumento de risco de problemas cardiovasculares, como infarto ou acidente vascular cerebral, o AVC. Não à toa, a perda de produtividade no trabalho, redução da qualidade de vida e convívio social são consequências importantes da AR. Quando se avalia as articulações do paciente, percebe-se que as das mãos e punhos são comumente acometidas, limitando atividades rotineiras, como se vestir, se alimentar ou cuidar da higiene pessoal.

– Quando atinge articulações das pernas, como joelhos, tornozelos ou pés, a doença pode prejudicar significativamente a locomoção – complementa Cruz. Na tabela abaixo, há detalhes que permitem entender melhor como a doença afeta cada parte do corpo e como isso impacta no cotidiano do paciente. Vale destacar que, independentemente de qual parte for acometida e da diferença nos sintomas, o processo inflamatório da doença é generalizado.

Impacto da artrite reumatoide

Ombro: É a articulação de maior amplitude de movimento do corpo humano. Composto por três ossos, precisa ser flexível, pois dele depende a movimentação do braço e da mão. Além de ser flexível, o ombro deve ser forte o bastante para executar movimentos como puxar e empurrar, que não são possíveis para alguém que tem AR.

Cotovelo: Também formado por três ossos, é ele que controla os movimentos de alongar e contrair dos braços. Tarefas simples, como escovar os dentes ou comer com talheres podem se tornar muito dolorosas se essa articulação for atingida pela AR.

Mão: A mão é uma ferramenta valiosa: é por meio dela que o ser humano se expressa e executa atividades simples, porém de grande importância, como segurar objetos, digitar ou dirigir. Se a mão for atingida pela AR, o paciente terá grandes dificuldades em executar tarefas manuais, tornando-se dependente até mesmo para cuidar da higiene pessoal.

Joelho: Essa é a maior articulação do corpo humano, formada por quatro ossos: fêmur, paleta, tíbia e fíbula. A dor e o inchaço, causados pela AR, dificultam o movimento de flexão e extensão. Sentar e levantar pode se tornar uma tarefa possível apenas com ajuda.

: Composto por uma complexa estrutura que equilibra, estabiliza, absorve impactos, suporta o peso e movimenta o corpo, o pé permite movimentos como a caminhada ou a corrida. Caso o pé seja atingido pela AR, movimentos relacionados à locomoção podem ser extremamente prejudicados ou até impossibilitados.

Sobre a artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica e progressiva que atinge articulações, resultado de uma disfunção do sistema imunológico. Normalmente, o surgimento dos sintomas é lento: uma ou várias articulações podem ser acometidas desde o início. Geralmente, a AR começa nas articulações das mãos e dos punhos, de forma simétrica, podendo atingir outras partes do corpo.

A doença gera dor persistente, inchaço e perda da mobilidade das articulações Outros sintomas que podemos destacar são a fadiga e rigidez matinal, ou seja, dificuldade para se movimentar pela manhã.

Diagnóstico

O diagnóstico da AR é baseado na avaliação dos sintomas pelo médico. É possível ainda que o especialista solicite exames complementares como de sangue, radiografias, ultrassom ou ressonância. A análise em conjunto dos exames clínico e complementares confirmam o diagnóstico. A doença pode ser classificada como leve, moderada, ou grave, de acordo com o grau de severidade que atinge o paciente:

Classificação:

Leve: pelo menos três articulações com sinais de inflamação

Moderada: paciente com seis a 20 articulações acometidas

Grave: Mais de 20 articulações persistentemente acometidas, perda de cartilagem e erosão óssea

Vale ressaltar que somente um médico pode fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento adequado, que geralmente inclui mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos e até cirurgia para os casos mais graves. Não existe cura para a doença, mas hoje podemos controlá-la, acabando com a dor e limitação decorrentes da inflamação, além de impedir que complicações como deformidades ocorram. Quando a AR é controlada, há ainda um aumento na expectativa de vida – inclusive pela redução do risco de infarto do miocárdio e derrame cerebral.

Em relação aos medicamentos, existem diferentes abordagens farmacológicas, como analgésicos, anti-inflamatórios, corticoides e modificadores do curso da doença (DMCD). Um grande avanço no tratamento da artrite foi o desenvolvimento dos agentes biológicos. A primeira classe destes medicamentos foi a dos anti-TNF – que bloqueiam o Fator de Necrose Tumoral (ou TNF), uma molécula que estimula e perpetua a inflamação na artrite reumatoide. Outras formas de terapia biológica também estão disponíveis no nosso meio e incluem medicamentos que atuam em outros pontos da inflamação da artrite reumatoide como o linfócito B, o linfócito T e a interleucina 6. Com a variedade de opções, o médico reumatologista pode, hoje, controlar a doença e garantir a manutenção da qualidade de vida dos pacientes com artrite reumatoide.

Impacto

- A doença atinge mais mulheres do que homens e pode surgir em qualquer idade.

- A doença afeta aproximadamente 1% da população mundial.

- Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que a prevalência e a incidência da artrite reumatoide são maiores nas mulheres do que nos homens.

- A doença pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum entre os 40 e 70 anos.


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Os mitos da dieta

14 de fevereiro de 2012 0

Existem muitas crenças em torno dos alimentos, mas nem todas são verdadeiras. Embora algumas acabem até sendo úteis –como a do refrigerante que dá mais celulite do que qualquer outra coisa, sendo o  açúcar do refrigerante que dá celulite e não o gás – é preciso que estejamos sempre bem informados sobre o que colocar no prato e quais as opções mais saudáveis.Confira alguns mitos, desmantelados com a ajuda do Centro de Recuperação e Estudo da Obesidade (CREEO).


Mito 1: Manteiga engorda mais que azeite de oliva

O azeite pode ser até mais saudável, pois trata-se de gordura vegetal, e possui diversos componentes que fazem bem para a saúde. Mas o número de calorias é o mesmo, cerca de 40kcal em uma colher de chá. Achou muito?Então, se você está de dieta, é preciso ter cuidado não só com a manteiga, mas também com a quantidade de azeite.

Mito 2: Vitaminas são energéticas

A função das vitaminas é a de oferecer ao corpo substâncias que ajudam em suas defesas. O que dá energia ao organismo são as calorias presentes nas gorduras, nas proteínas e nos carboidratos. Não adianta, portanto, tomar suplementos vitamínicos com esse objetivo. O mito de que as vitaminas são energéticas provém da ação das vitaminas do complexo B, que desempenham um papel importante nas reações químicas fazem com que os alimentos liberem energia.

Mito 3: O jejum elimina impurezas e toxinas

Não existe evidência que justifique esta ideia. O corpo humano está desenhado para processar os alimentos, e isto inclui a remoção de toxinas naturais, através dos rins, como a amônia, que é gerada a partir da ruptura das proteínas. Para a maioria das pessoas, um dia de jejum não é perigoso, mas também não representa um hábito saudável. Mas jejuns prolongados são muito perigosos: produzem desidratação, diminuição da pressão arterial, desintegração dos músculos e órgãos, irregularidade nos batimentos cardíacos. Aliás, pessoas com doenças cardíacas, diabéticas ou com problemas renais jamais devem fazer jejum.

Mito 4: Só se emagrece comendo menos

O emagrecimento é um balanço energético negativo, ou seja, comer menos calorias do que se gasta no dia. Mas não necessariamente comer menos quantidade de comida ou passar fome. Muitas vezes uma grande restrição, sem orientação, acaba fazendo o efeito contrário. O metabolismo basal baixa muito sua carga e a pessoa acaba retendo energia, e não emagrecendo.Mito 5: Algumas pessoas nasceram para ser gordasÉ verdade que a herança genética influencia o tamanho e a forma do nosso corpo. Mas isto não significa que a pessoa que herda o gene da obesidade deva ser, necessariamente, gorda. A obesidade não é definitiva como a cor dos olhos ou da pele. Afinal, para aumentar de peso, você tem que ingerir mais calorias do que queima.

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Sal: importante, mas perigoso

08 de fevereiro de 2012 0

Justo Antero Leivas*


O sal, substância essencial a todos os organismos animais por suas propriedades específicas, tem seu registro através da história da humanidade, onde ilustrações e escritos evidenciaram sua importância desde o início da civilização. Contam os documentos que após a descoberta do fogo e, conseqüente, utilização para o cozimento da carne, o sabor da mesma mudou devido à perda do sal natural, tendo começado aí, a busca pelo chamado sal adicional. Os povos costeiros é que podiam desfrutar desse condimento, pois o mar o ofertava de acordo com os humores das condições climáticas, sendo sua única fonte, muito antes da descoberta da tecnologia de mineração. Seu valor inestimável é confirmado por percepções como a do senador romano Cassiodoro, que ao comercializar o grama desse ingrediente, equivalendo-o ao peso do ouro, concluiu: Alguns não precisam de ouro, mas qual é o homem que não precisa de sal?  Nessa época da Roma antiga, a principal estrada que viabilizava o transporte dos grandes carregamentos de tal produto chamava-se “Via Salaria” e, ao final de suas jornadas, os soldados recebiam esse tempero como parte de sua remuneração, originando a palavra salarium. Mas esse pó foi motivo de discórdia entre os homens, pois o controle e o abuso nos impostos pelos governos durante séculos precipitaram movimentos históricos, sendo uma das causas da revolução Francesa em 1789 e, mais recente, liderado por Ghandi na década de 30 do século passado, a Índia começou uma ação contra os ingleses devido às taxas escorchantes praticadas.

Até o século 18, o saleiro de prata, colocado numa mesa de banquete, balizava a importância dos comensais, estando acima, o anfitrião, juntamente com os convidados mais nobres, e abaixo, os menos ilustres, mas a genialidade de Leonardo de Vinci, demonstrada em sua tela sobre A Última Ceia, em que o sal também simboliza cenários preocupantes, na medida em que colocou Judas frente a um saleiro tombado, prenunciando desfechos sombrios. Por sua capacidade em aumentar o sabor dos alimentos, contribuindo até mesmo na confecção dos doces, sua participação tem crescido através dos tempos, mas também tem aumentado muito a preocupação quanto a sua contribuição em doenças tão prevalentes, como a Hipertensão Arterial Sistêmica e em suas consequências, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o Infarto do Miocárdio, em especial no nosso estado, onde temos por hábito, abusar nesse tempero em iguarias tão presentes em nossas confraternizações. Temos a informação sobre o efeito prejudicial dessa substância; começamos timidamente um movimento para mudar a concentração desse ingrediente no nosso pãozinho (pão francês), mas alerto: é pouco! Os argentinos já transformaram em lei a proibição dos saleiros nas mesas dos restaurantes, numa política acertada de diminuição da oferta. O que estamos esperando para modificarmos nossa relação com esse pó branco, que, apesar de ser legalizado, mata mais que outros, usados em lugares recônditos? Pense sobre isso, ou poderá perder essa capacidade ao ter um AVC!


* Presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS)

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Combatendo as doenças negligenciadas

02 de fevereiro de 2012 0


Uma parceria entre a DNDi (sigla em inglês para Iniciativa para Medicamentos para Doenças Negligenciadas) e a indústria farmacêutica Abbott representa um grande avanço no combate a tais enfermidades.O acordo, assinado em 30 de janeiro, é válido por quatro anos e incentivará a pesquisa conjunta e o licenciamento não exclusivo para o desenvolvimento de novos tratamentos para várias das doenças tropicais mais negligenciadas do mundo, incluindo doença de Chagas, verminoses, leishmaniose e doença do sono.

Por este acordo de colaboração, os cientistas da DNDi e da Abbott irão concentrar seus esforços iniciais na descoberta e desenvolvimento de novos agentes antimicrobianos, que agem nessas doenças negligenciadas.

Desde 2009, a Abbott fornece compostos para a DNDi analisar sua ação contra doenças negligenciadas. Este novo acordo amplia este relacionamento e oferece acesso para a DNDi a determinadas classes de moléculas e acompanhamento de dados levantados pela Abbott, que são fundamentais para o desenvolvimento e acesso a novos tratamentos para as doenças negligenciadas.

– As parcerias para o desenvolvimento de produtos inovadores possibilitam suprir as necessidades das doenças negligenciadas – disse John Leonard, vice-presidente sênior da divisão de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Farmacêuticos da Abbott.

Segundo ele, com a combinação inédita da expertise cientifica e dos recursos da DNDi e da Abbott, "esperamos avançar a pesquisa para descoberta de novas opções de tratamentos úteis para as pessoas afetadas por essas doenças”.

– Não apenas compartilharemos seus compostos, mas também sua perícia científica e recursos. Para a DNDi, esta parceria significa uma nova massa crítica de conhecimento que nos permitirá sair em busca de atender as necessidades ainda não supridas de pacientes negligenciados nas áreas mais pobres do mundo – afirmou Bernard Pécoul, Diretor Executivo da DNDi.

O acesso adequado a tratamentos para doenças negligenciadas em todos os países endêmicos, não somente nos países menos desenvolvidos, é a parte central do acordo; como resultado do acordo, a DNDi tem o compromisso de garantir o menor preço sustentável para quaisquer produtos desenvolvidos e distribuídos. A propriedade intelectual relacionada a este acordo, sobre patentes já existentes e sobre futuras patentes resultantes deste acordo, estará sujeita ao principio de licenciamento não exclusivo para atender as necessidades de tratamento das doenças negligenciadas nos países endêmicos. Pelo acordo, a Abbott tem o direito à primeira negociação para se tornar parceiro no desenvolvimento da DNDi e na distribuição dos medicamentos. A DNDi é livre para incluir outros parceiros caso a Abbott não atue como um parceiro de desenvolvimento e de distribuição. Em resumo, o acordo inclui:

- Compartilhamento da DNDi e da Abbott da expertise e dos recursos para desenvolver medicamentos adaptados às necessidades dos pacientes

- Acesso da DNDi aos compostos, dados e informações da Abbott para apressar o desenvolvimento de medicamentos.

- Estrutura de licenciamento não exclusiva para patentes importantes no campo de doenças negligenciadas, o que oferece flexibilidade e amplia também as possibilidades do desenvolvimento de medicamentos.

- Fornecimento de quaisquer produtos resultantes deste acordo aos países endêmicos pelos menores preços sustentáveis para aumentar o acesso dos pacientes

Os compromissos anunciados pela DNDi fazem parte de um novo acordo de parcerias público-privadas para combater 10 doenças tropicais negligenciadas até 2020. Todos os parceiros deste acordo também assinaram a Declaração de Londres para Doenças Tropicais Negligenciadas, no qual concordam com novos níveis de colaboração.

O grupo também concorda em manter ou expandir programas de doações de medicamentos conforme as demandas até 2020; em compartilhar conhecimento e compostos para agilizar as pesquisas e o desenvolvimento de novos medicamentos; e contribuir com mais de US$ 785 milhões em apoio aos esforços de P&D, além de fortalecer os programas de implantação e distribuição de medicamentos. Os novos acordos de investimento irão apoiar totalmente o trabalho de erradicação de verminoses, assim como cumprir as metas estabelecidas para até 2020: eliminação da filariose, da cegueira causada por tracoma, da doença do sono e da lepra; controle de vermes transmitidos pelo solo, esquitosomasiose, oncocercose (“cegueira dos rios”), Chagas e leishmaniose visceral.

Doenças negligenciadas

As doenças negligenciadas forma um grupo de doenças tropicais infecciosas que afetam as populações pobres e marginalizadas do mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 1 bilhão de pessoas, ou um sexto da população global, sofre de uma ou mais doenças tropicais infecciosas. O acordo entre a DNDi e a Abbott se concentra na descoberta de novos tratamentos para as seguintes doenças:

Doença de Chagas, endêmica em 21 países da America Latina, que mata mais pessoas na região do que qualquer outra doença parasitária, incluindo malária. No total são mais de 100 milhões de pessoas em risco no mundo todo e o número de pacientes cresce também em países não endêmicos, EUA, Austrália e países da Europa. A doença é transmitida pelo inseto “barbeiro” e, quando não tratada, pode ser fatal. Os tratamentos disponíveis não apresentam uma taxa de cura satisfatória e podem apresentar efeitos tóxicos.

Doenças causadas por vermes, incluindo-se filarioses, oncocercioses (cegueira de rio) e filariose linfática (elefantíase), causadas por vermes parasitários, e que representam o maior impacto socioeconômico entre todas as doenças tropicais negligenciadas e afetam milhões de pessoas em áreas devastadas pela pobreza. Os tratamentos atuais para estas doenças não podem ser usados por pacientes que são infectados por um verme nematódeo, o Loa loa, por causa dos graves efeitos adversos causados pela exterminação rápida de vermes loa loa juvenis. Há urgência para novos tratamentos para oncocerciose e filariose linfática nas regiões infestadas pelo loa loa.

A leishmaniose ocorre em 98 países, colocando cerca de 350 milhões de pessoas em risco em todo o mundo. O parasita que causa a infecção é chamado de leishamania e é transmitido por um tipo de mosquito. A leishmaniose é uma doença associada à pobreza e se manifesta de diferentes formas. A leishmaniose visceral, que é fatal se não tratada, e a leishmaniose cutânea são as mais comuns. Os tratamentos existentes são difíceis de serem administrados, tóxicos e caros. A resistência ao medicamento também é um problema crescente.

A doença do sono, ou tripanossomose Africana humana é endêmica em 36 países africanos e cerca de 60 milhões de pessoas estão em risco de serem infectadas. Esta doença é transmitida pela mosca tse-tse e é fatal, quando não tratada. Até 2009, os tratamentos existentes para o estágio 2 da doença eram tóxicos e difíceis de serem administradas. Nesse ano de 2009, a DNDi e seus parceiros lançaram o primeiro tratamento para a doença em 25 anos.

Sobre a DNDi - A “Iniciativa para Medicamentos para Doenças Negligenciadas” (DNDi) é uma organização de pesquisa e desenvolvimento sem fins lucrativos, cuja missão é oferecer novos tratamentos para doenças negligenciadas, especialmente para doença do sono, doença de Chagas, leishmaniose, infecções intestinais por vermes, HIV pediátrico e malária. A DNDi foi criada em 2003 pelas entidades Médicos sem Fronteira, Fundação Oswaldo Cruz (Brasil), Conselho Indiano para Pesquisa Médica (Índia), Instituto de Pesquisa Médica do Quênia, Ministério da Saúde da Malásia e Instituto Pasteur, da França. O programa especial para Pesquisa em Doença tropical atua como um observatório permanente. Desde sua criação, a DNDi já lançou seis novos tratamentos para pacientes negligenciados: medicamento antimalária de 2 doses fixas (ASAQ e ASMQ), terapia combinada de nurtimox-eflornitina para o último estagio da doença do sono, terapia combinada de estibogluconato de sódio e paromomicina para leishmaniose visceral na África; e um conjunto de terapias combinadas para leishmaniose na Ásia e benzimidazol para doença de Chagas em dosagem infantil. Mas informação em www.dndi.org


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Os cuidados para quem caminha ou corre na praia

06 de janeiro de 2012 0

Nesta época do ano, é comum encontrar pessoas correndo ou fazendo caminhadas à beira-mar. O período de férias e a permanência da luz do sol por mais tempo ao entardecer motivam os veranistas a praticarem exercícios. Porém, alguns cuidados se fazem necessários para a prática de atividades físicas na areia da praia nos dias de descanso.

Para todas as pessoas que queiram praticar atividades físicas na beira da praia, o ideal é que iniciem nas primeiras horas da manhã, período em que a radiação solar ainda é menos agressiva e o desgaste físico é menor. Utilizar protetor solar é imprescindível em qualquer horário.

O médico ortopedista e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Renato Brufato Machado, relaciona as dicas em três grupos distintos:

1° grupo: praticantes eventuais

São aquelas pessoas que praticam atividade física somente quando vão à praia e que trabalham o dia inteiro usando calçados fechados. Esses, devem apenas realizar caminhadas e poderão fazer o exercício de pés descalços e, de preferência, nas áreas de areia mais solta. Essas pessoas devem estar atentas para não cometerem exageros, mesmo que permaneçam por apenas alguns dias na praia. Mas atenção: normalmente, quando os músculos estão parados há bastante tempo podem aparecer dores indesejadas que impossibilitem a continuidade do exercício no dia seguinte.

2° grupo: aos praticantes regulares

No caso do veranista habituado à prática esportiva (mais de 3 vezes por semana), é recomendado que sempre use tênis para correr ou caminhar mais próximo da água. Aqui, o cuidado especial é com o impacto provocado pelo piso mais duro, onde a areia da praia é seca. Por isso, o ideal é que procurem correr ou caminhar na areia levemente molhada, que é uma superfície mais macia.

3° grupo: aos corredores habituais

Estes devem correr sempre usando tênis com amortecimento, não sendo recomendado que usem um calçado novo para correr na areia da praia. Caso estejam utilizando o tênis pela primeira vez, é aconselhável que realizem a prática esportiva também na superfície levemente molhada. Mesmo correndo diariamente, devem ter cuidados com lesões por normalmente utilizarem o piso mais rígido, onde a areia é mais seca.  Para esses, o uso de palmilhas sob medida poderá trazer mais conforto e melhorar o desempenho da atividade física.
Segundo Renato Machado, forçar o ritmo do exercício pode levar ao chamado estresse muscular ou até mesmo ao surgimento de distensões. É importante observar desníveis, como saliências na areia e pequenos buracos, para evitar problemas como entorse de tornozelo e até mesmo fraturas.


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Para ler antes de beber

28 de dezembro de 2011 0

A comemoração da virada do ano sempre vem regada a muita champanhe, cerveja, destilados e outras variações de bebidas alcoólicas. Antes de "encher o caneco", vale a pena prestar atenção para o alerta sobre os malefícios do álcool à saúde e sobre os riscos de acidentes de trânsito que uma pessoa alcoolizada pode causar.

Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais: cada um reage de um jeito à bebida. Tudo depende do peso do indivíduo (uma estrutura física de grande porte terá uma maior resistência aos efeitos do álcool) e da capacidade de processá-lo. No entanto, a seguradora enfatiza que, independente destes fatores, a ingestão de bebida alcoólica deve ser feita com moderação e responsabilidade.

– Acreditamos que nunca é demais colocar esse assunto em discussão já que o consumo abusivo do álcool é responsável por diversas doenças como esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), cirrose hepática (fibrose e formação de nódulos) e pancreatite (inflamação no pâncreas), além de ser o responsável por grande parte dos atos de violência e dos acidentes dos mais variados, desde trânsito até de trabalho – afirma médico do trabalho e atuante no Programa Saúde Ativa na SulAmérica,  Paulo Nadal.

Atenta ao bem estar de seus segurados e da população em geral, a SulAmérica realiza há oito anos o programa Saúde Ativa, que disponibiliza às empresas clientes um conjunto de ações com foco em promoção à saúde e prevenção de doenças ou suas complicações. O Saúde Ativa inicia com o levantamento do perfil de risco para o desenvolvimento de doenças específicas, por meio de questionário, exames de colesterol total e glicemia e medição de pressão arterial, peso e altura. Com estes dados é feita a análise de risco e o participante recebe seu relatório com orientações específicas de acordo com o resultado encontrado. A empresa recebe os dados estatísticos do grupo auxiliando no desenvolvimento de ações em promoção da saúde no ambiente de trabalho (alimentação saudável, estresse, atividade física, consumo de álcool e cessação do tabagismo).

De acordo com os dados do Saúde Ativa,  o número de indivíduos com consumo elevado de bebida alcoólica é de 3%.

– Mesmo sendo uma análise feita em um cenário diferente e em épocas do ano cujo foco não é a comemoração, este é um dado que deve ser considerado principalmente em um universo corporativo – destaca Nadal.

Afinal, o que significa beber com moderação?

National Institute of Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), utiliza o termo "beber moderado" para se referir ao consumo com limites onde não há prejuízos ao indivíduo e sociedade.

O impacto do consumo de álcool sobre a doença e lesões é determinado por duas dimensões: a primeira é o volume total de álcool consumido, cujos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) adotados como referências de beber seguro são de uma dose ao dia para as mulheres e duas doses por dia para os homens, sendo considerada uma dose 350 ml de cerveja, 90 ml de vinho ou 40 ml de destilados; a segunda é o padrão de beber, cuja uma das principais características é o consumo excessivo episódico, também conhecido como “binge”, particularmente danoso à saúde física e mental.  É considerado “binge” a ingestão de 60g de álcool num curto espaço de tempo (aproximadamente 5 doses para homens e 4 doses para mulheres).


A OMS recomenda não ingerir bebidas alcoólicas pessoas nas seguintes condições:

-          Se estiver grávida ou a amamentando.

-          Se for dirigir ou trabalhar com uma máquina.

-          Pessoas em uso de medicamentos.

-          Portadoras de doença do fígado ou pressão alta.

-          Dependência alcoólica.

-          Presença de tremores pela manhã durante os períodos de ingestão excessiva de álcool.

-          Menores de 18 anos de idade.

-          História de dependência de álcool ou outras drogas no passado.


Alguns números reforçam esta preocupação. Dados apresentados no I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira, desenvolvido pelo Governo Federal, apontam que cerca de 45% dos brasileiros adultos que bebem tiveram pelo menos um problema relacionado ao álcool, mais prevalente entre homens (58% homens; 26% mulheres) e mais comuns na região Centro-Oeste.

O mesmo levantamento aponta que, dentre os indivíduos que consumiram álcool nos últimos 12 meses, 1.152 pessoas, sendo 599 homens e 553 mulheres, dirigiram em seguida.

– A ingestão de álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículos, ou operar outras máquinas – conclui.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), no início de 2011, divulgou as informações em um relatório global sobre saúde e consumo de álcool, com dados referentes até o ano de 2005 e adverte que o uso abusivo de álcool provoca 2,5 milhões de mortes todos os anos e, aproximadamente 320 mil jovens entre 15 e 29 anos de idade morrem de causas relacionadas ao consumo de álcool, representando 9% da mortalidade nessa faixa etária.

Mesmo sem ser dependente do álcool, uma pessoa que o utiliza sem moderação pode ter complicações tão ou mais sérias que os alcoólatras.


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Um placebo para os mais necessitados

22 de dezembro de 2011 0

Pedro Piccaro de Oliveira*
Matias Kronfeld**




O governo tem feito uma grande divulgação de sua mais nova iniciativa para solucionar a assistência à saúde em áreas remotas do país. Em bem elaboradas peças publicitárias expostas em jornais, revistas, internet e canais de televisão, se faz referência de como esse novo programa, intitulado Provab (Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica), irá trazer médicos para perto de todos os brasileiros.

A ideia é muito bonita e ninguém se opõe a ela. Porém, infelizmente, esse programa não passa de um arremedo demagógico planejado às pressas dentro do Ministério da Saúde, com pouca preocupação na sua real efetividade, a não ser para o programa eleitoral das próximas eleições. O grande “incentivo” para o médico que vai para os municípios participantes do programa seria um “bônus” (de até 20%) na prova de residência médica.

Para quem não sabe, residência médica, nos dias de hoje, é uma etapa obrigatória na formação completa do médico. São mais de duas mil e seiscentas horas de treinamento, sob supervisão, por ano durante um período entre 2 e 5 anos, após os 6 anos da faculdade, que transformam o recém formando em um ginecologista, cardiologista, cirurgião e outras seis dezenas de especialidades, entre elas a medicina de família. Sim, após seis anos de faculdade, ainda são necessários mais de cinco mil horas de treinamento para proporcionar o melhor atendimento em um posto de saúde. A residência médica em medicina de família envolve o treinamento dentro da unidade básica de saúde, mas também dentro de unidades de emergência e de internação pediátricas e gerais, centros obstétricos, atendimento psiquiátrico inicial e pequenos procedimentos. Tudo isso ao longo de dois anos e sempre com orientação de médicos com experiência em cada uma das áreas.

Para o governo, todo esse treinamento é desnecessário para atender os brasileiros mais desassistidos pelo estado. Para eles um recém formado, que há um mês não poderia nem prescrever um simples analgésico, é a grande promessa de saúde. Além disso, será um recém formado coagido a prestar um atendimento para o qual ele não tem o devido preparo, visto que esse “bônus” desequilibra de tal forma a tão disputada vaga de residência médica, que a participação no programa se torna quase obrigatória. Para se ter uma idéia, no concurso para as vagas de residência médica para o ano de 2011 no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, a diferença entre os 100 primeiros colocados foi de 10% do total de pontos. Centésimos fazem a diferença. Portanto, qualquer que seja o bônus, a participação no PROVAB será uma pausa obrigatória no já tão longo tempo de formação do médico e, infelizmente, para prestar o atendimento sem o devido treinamento e suporte.

No edital do Provab, é prometida supervisão à distância e presencial duas vezes ao mês para os dois mil participantes nas mais remotas áreas do país. Para se ter uma idéia, no Rio Grande do Sul, existe pouco mais de duas mil vagas para residência médica. Demorou 40 anos para atingir esse número e dezenas de instituições e centenas de médicos experientes são responsáveis por supervisionar diariamente esses dois mil médicos em treinamento. Qual a possibilidade de ser criado um corpo de supervisão adequado, recebendo, cada um desses supervisores, um salário de R$1.500,00 por mês, e para estar em pleno funcionamento em um prazo de três meses conforme planeja o Ministério da Saúde?

O Provab não passa de mais um engodo, um placebo, para os brasileiros mais abandonados pelo Estado, que terão que se contentar com uma solução barata e imediatista, cuja pressa para implantação só é justificada pelas eleições municipais no próximo ano. A ilusão criada por esse programa da melhora dos números da distribuição demográfica de médicos no país irá atrasar a implementação de medidas que realmente possam melhorar a assistência à saúde para todos os brasileiros. Obviamente essas medidas envolvem necessariamente gestão pública de qualidade e combate à corrupção. Para o Ministério da Saúde, hoje em dia, é mais fácil explorar um recém formado do que fazer o dever de casa.


* Presidente AMEREHCPA (Associação dos Médicos Residentes do Hospital de Clínicas de Porto Alegre - HCPA)

** Professor adjunto da Faculdade de Medicina (FAMED) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)


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A nutrição do paciente com câncer

12 de dezembro de 2011 0

No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) 66,3% dos pacientes com câncer estão com o peso abaixo do ideal devido ao tratamento quimioterápico. Pessoas  diagnosticadas com câncer apresentam quase três vezes mais quadro de desnutrição do que aquelas que sofrem de doenças como a tuberculose e o HIV. Segundo o nutrólogo do Hospital São Luiz, Celso Cukier, além do comprometimento do estado nutricional causado pelo tumor, o tipo de tratamento também influenciará em seu estado de saúde.

– Qualquer paciente tende a ficar fraco durante o tratamento oncológico, por isso um especialista precisa formular uma alimentação balanceada e que seja aliada a este tratamento – afirma Cukier.

No momento do diagnóstico, aproximadamente 80% dos pacientes perdem peso substancialmente.  A ocorrência e a severidade da desnutrição são maiores em portadores de tumores gastrointestinais e pulmonares. Isso acontece porque as doenças ligadas à respiração e à digestão os deixam mais sensíveis aos alimentos que ingerem e causam alteração do paladar e dificuldade em sentir sabores, além de sensibilidade ou de insensibilidade ao doce e de intolerância ao amargo.

É comum que com o tratamento quimioterápico o paciente tenha uma diminuição no apetite, por outro lado, ele apresenta um aumento de suas necessidades de energia e de ingestão proteínas em virtude da doença. A somatória destes fatores pode contribuir com a desnutrição. Com a dificuldade na alimentação e a falta de alguns nutrientes, ele começa a perder peso, por isso o tratamento nutricional deve ser simultâneo ao do câncer, segundo o nutrólogo.

Quando existe um desequilíbrio entre as necessidades do organismo e a ingestão de nutrientes, o indivíduo pode entrar neste estado de desnutrição. Um de seus sinais mais simples é a perda de peso. Outros que podem ser citados são desânimo, cansaço, mal-estar, unhas quebradiças e pele ressecada. Mesmo as pessoas com um histórico saudável antes de ter o câncer podem ficar desnutridas após o diagnóstico, pois a doença afeta o metabolismo.

Se não houver o acompanhamento nutricional, o tratamento de câncer, apesar de combater o tumor, pode ter um impacto negativo sobre o organismo. Os pacientes diagnosticados com câncer podem se alimentar com que mais gostam, de forma balanceada e moderada, para que a perda de peso não aconteça.

Segundo a nutricionista Serviço de Nutrição do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, Maíra Pereira Perez, é indispensável o auxílio da nutricionista para uma detalhada avaliação visando identificar mais precocemente as alterações nutricionais para a adoção de uma adequada terapia, objetivando não só manter ou recuperar o estado nutricional, como proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente.


Dicas de alimentação no tratamento do paciente com câncer:

- Faça uma dieta fracionada, comendo pequenas quantidades e frequentemente.

- Evite a ingestão de líquidos durante as refeições, pois pode causar refluxo.

- Evite comer em locais abafados, quentes ou que tenham cheiros vindos da cozinha que podem causar náuseas.

- Não tente ingerir seus alimentos preferidos quando sentir náuseas. Isso pode criar repugnância permanente por esses alimentos.

- Descanse após refeições, pois a atividade pode retardar a digestão. É melhor descansar sentado durante cerca de uma hora após as refeições.

- Se a náusea costuma aparecer durante o tratamento, evite comer uma ou duas horas antes da quimioterapia ou da radioterapia.

- Tente descobrir quando a náusea ocorre e qual sua causa (determinados alimentos, situações, ambientes).

- Introduza mudanças no seu plano alimentar. Fale com seu médico e/ou nutricionista.

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Fitoterápico é promessa contra varizes

09 de dezembro de 2011 0

A chegada do verão traz, além da preocupação estética com os vasinhos e varizes, os sintomas de aumento da sensação de peso e cansaço nas pernas, bem como inchaço e dor. Estes sintomas são indicativos  de um problema chamado Insuficiência Venosa Crônica, ou IVC, doença que  demonstrou atingir cerca de um terço da população estudada no país e que afeta, especialmente, mulheres e profissionais que trabalham muito tempo em pé ou sentados, mais propensos a esta condição.

Para ajudar a reduzir os sintomas de varizes, o laboratório alemão Boehringer Ingelheim acaba de lançar um fitoterápico produzido a partir das folhas da Vitis Vinifera. As pesquisas com a Vitis Vinifera para o tratamento da IVC começaram há alguns anos, quando médicos perceberam que os vinicultores franceses quase nunca tinham problemas nas veias, apesar de também trabalharem jornadas exaustivas em pé. Foi então que descobriram que os fazendeiros faziam infusões e emplastros com as folhas de parreira para tratar a sensação de peso, inchaço e dor nas pernas. O medicamento é produzido com as folhas da videira vermelha cuidadosamente selecionadas, lavadas e secas. Elas ainda passam por um processo especial desenvolvido pela Boehringer Ingelheim para obtenção e padronização do extrato seco de folhas de Vitis Vinifera.

Segundo pesquisas realizadas, as folhas da Vitis Vinifera possuem um flavonóide que tem ação antiinflamatória, ajudando a reduzir o edema, fortalecendo as veias e melhorando a circulação venosa2,3. O tratamento deve ser feito em conjunto com outros cuidados, como manutenção do peso, uso de roupas e sapatos confortáveis e atividades físicas além da utilização de meias compressivas elásticas, entre outros conforme recomendação médica.

A IVC afeta, especialmente, as pessoas que permanecem muito tempo sentadas ou em pé, em geral devido a sua atividade profissional, o que dificulta o retorno do sangue para o coração. Com o tempo, as válvulas venosas deixam de funcionar adequadamente e o sangue se acumula nas pernas, gerando dor e desconforto. Não tratada, a IVC pode resultar em úlceras nas pernas e flebite (inflamação nas veias), estágios bastante graves da doença.

O extrato padronizado de Vitis vinifera demonstrou eficácia para amenizar os sintomas das varizes em portadores de IVC leve a moderada. Um grande benefício é que basta um comprimido por dia, o que melhora a aderência ao tratamento. O fitoterápico está à disposição de médicos e pacientes em mais de 20 países 5 e agora chega ao Brasil, em apresentações com 18 ou 30 comprimidos.


O que são as varizes?

Varizes, ou veias varicosas, são veias dilatadas, alongadas e tortuosas. Aparecendo geralmente nas pernas por motivos crônicos e/ou hereditários, são o pesadelo de muitas pessoas, principalmente das mulheres, pelo caráter prejudicial à estética. Entre os fatores que contribuem para o surgimento de varizes estão o uso de pílulas anticoncepcionais e a reposição hormonal, o envelhecimento, a obesidade, o sedentarismo e o tabagismo.

Para prevenir o surgimento do problema, especialistas recomendam o uso de meias elásticas, a manutenção de peso ideal e prática de exercícios aeróbicos

As meias irão agir desviando o sangue das veias superficiais, onde as varizes se formam, para as veias mais profundas, onde as varizes não existem. As pessoas com tendência hereditária e as que ficam muito tempo em pé ou sentadas devem usar este tipo de meia.

Exercícios como a caminhada, o ciclismo, a natação e a hidroginástica são recomendáveis. Eles ajudam a melhorar a circulação sanguínea facilitando o retorno venoso e fortalecendo a panturrilha. Ao praticar atividades físicas, os músculos das pernas realizam o mecanismo de contração e relaxamento ativando a circulação e consequentemente prevenindo o surgimento de varizes.

Evite também o uso contínuo de sapatos com de salto alto, pois estes forçam as pernas em posição desconfortante e dificultam o fluxo de sangue nas veias. Não sente com as pernas cruzadas e evite o consumo excessivo de sal, que favorece a retenção de líquidos e o inchaço nas pernas.

Sol, sauna, banhos muito quentes e demorados provocam o aquecimento da pele e a passagem de uma maior quantidade de sangue pelos vasos da pele, por isso também precisam ser evitados.


Para mais informações, visite www.boehringer-ingelheim.com

e www.ajudareomelhorremedio.com.br.

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Todos os benefícios da cirurgia bariátrica

06 de dezembro de 2011 0

Os resultados da cirugia bariátrica, popularmente conhecida como redução do estômago, vão muito além do controle da obesidade mórbida. A cirurgia, que é indicada no tratamento da obesidade mórbida também é eficaz no controle de outras comorbidades, como diabetes tipo 2, apnéia do sono, hipertensão arterial, infertilidade e o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como o de útero e no pâncreas. A eficácia do procedimento para o controle geral de doenças metabólicas foi o grande destaque do 13° Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (realizado no início de novembro em Gramado), que contou com a presença dos mais renomados especialistas nacionais e internacionais.

– Nos últimos anos a cirurgia bariátrica teve um grande crescimento em todo o mundo e o Brasil é um país de destaque nesse procedimento. Hoje é de conhecimento público que a cirurgia bariátrica não é eficaz somente no controle da obesidade, mas de diversas doenças relacionadas e, por isso, ela está sendo tratada como cirurgia metabólica, devido às mudanças hormonais e os diversos benefícios que traz para o paciente – explica Roberto Rizzi, cirurgião bariátrico, certificado pela Surgical Review Corporation (SRC), que comandou um painel com vários especialistas internacionais sobre o tema.

Estudo da Sociedade Britânica de Cirurgia Bariátrica avaliou 8.710 pacientes, sendo que 7.045 foram operados entre abril de 2008 e março de 2010. Antes da cirurgia bariátrica, cerca de dois terços dos pacientes apresentavam três ou mais doenças associadas à obesidade. A hipertensão arterial afetava 32% dos pacientes, o colesterol 17% e a apnéia do sono 15%. Um ano após a cirugia, o número de pacientes com hipertensão caiu para 20%, com colesterol caiu para 8% e de apnéia de sono para 6%.Diabetes - Outro grande benefício da cirurgia bariátrica está no controle do diabetes tipo 2. O Brasil figura entre os 10 países com maior percentual de diabéticos. A doença atinge 6,4% da população geral e esse número não para de crescer. A estimativa é que a doença avance 65% nos próximos 20 anos, atingindo 438 milhões de diabéticos em todo mundo.

Maior problema de saúde pública é o diabetes e a obesidade

No mês de abril, a Federação Internacional do Diabetes apresentou durante o 2° Congresso Mundial do Tratamento do Diabetes uma nova diretriz para a aplicação da cirurgia bariátrica no tratamento do diabetes tipo 2. Anteriormente indicada apenas para pacientes obesos com IMC acima de 35, com comorbidades, o documento apresentado defende que a técnica seja liberada para pacientes com IMC entre 30 e 35 nos casos que os pacientes não tiveram respostas com o tratamento medicamentoso. A entidade reconhece a associação entre o diabetes e a obesidade como o maior problema de saúde pública da atualidade.

Três tipos de cirurgia se mostram eficientes no controle do diabetes e, por isso, são conhecidas como Cirurgia do Diabetes: o by-pass gastrojejunal e as derivações bilio-pancreáticas (scopinaro e "duodenal switch"). Com a cirurgia há a estimulação do hormônio GLP1, responsável pela produção da insulina. O hormônio é gerado no íleo (parte final do intestino delgado) quando este entra em contato com os alimentos.

– As três técnicas criam um atalho para o alimento, que é desviado do duodeno e chega antes à parte final do intestino. Esse desvio altera a secreção de alguns hormônios intestinais, como o GLP-1, cujo aumento estimula a produção de insulina, resultando na melhora ou até mesmo no controle do diabetes tipo 2 – diz Rizzi.


Um terço das mortes por câncer  tem relação com obesidade

Levantamento divulgado pela Sociedade Americana do Câncer diz que um terço das mortes por câncer são relacionadas à obesidade. Considerada uma epidemia mundial, a obesidade é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, ficando atrás apenas do tabagismo.
A obesidade está ligada ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Publicação do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, diz que a redução dos níveis de obesidade no país pode evitar 19% dos casos da doença. O controle da obesidade pode fazer com que o câncer de mama tenha sua incidência reduzida em 30%.

– Temos que repensar nossa alimentação, pois ela pode ser fator de proteção ou aumentar os riscos de desenvolvimento do câncer. Precisamos aumentar o consumo de frutas, fibras, verduras, legumes e peixes e deixar de lado alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas, como refrigerantes e alimentos industrializados – afirma Rizzi.

Obesidade x Infertilidade

Existe, ainda, uma relação entre a obesidade e a infertilidade. Ela causa na mulher alteração da produção de insulina, liberada pelo pâncreas, que pode levar a uma condição de infertilidade, conhecida como Síndrome do Ovário Policístico (SOP). Esse problema está associado a ciclos menstruais irregulares, anovulação (diminuição ou parada da ovulação) e níveis elevados de hormônios, diminuindo, dessa forma, as chances de gestação.

O excesso de gordura corporal influencia, ainda, a produção do hormônio liberador de gonadotropina (GnRH), essencial para regular a ovulação nas mulheres. Esse hormônio é responsável pela liberação do hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH), ambos fundamentais para o desenvolvimento de óvulos.

– Mulheres obesas que pensam em ser mãe precisam de um acompanhamento médico prévio, pois, além da dificuldade para conseguir engravidar, o risco de uma gestação complicada é muito alto. Quanto maior o grau de obesidade, maior o problema para a mulher e para o feto – destaca Rizzi.

Um estudo realizado nos Estados Unidos, na Brown University School of Medicine, avaliou 54 mulheres em idade sexualmente ativa com obesidade mórbida antes e depois de serem submetidas à cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução de estômago. As mulheres tiveram um índice de massa corporal (IMC) de 45 antes da cirurgia, que significa que estavam com cerca de 100 quilos a mais que o peso recomendado.

Antes do procedimento cirúrgico, 63% das mulheres apresentaram algum problema de disfunção sexual. As pacientes que foram submetidas à cirurgia perderam em média 60% do peso em seis meses e, em uma nova avaliação, apenas 32% das mulheres ainda apresentavam alguma disfunção sexual. A cirurgia bariátrica é muito benéfica para mulheres com obesidade extrema, é uma ajuda rápida na função sexual. Há uma melhora hormonal e na auto-estima da mulher, que se sente mais bonita e atraente. A grande maioria das mulheres do estudo relatou melhoras em todos os aspectos da função sexual, incluindo o desejo, excitação e satisfação.

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