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Os cuidados para quem caminha ou corre na praia

Nesta época do ano, é comum encontrar pessoas correndo ou fazendo caminhadas à beira-mar. O período de férias e a permanência da luz do sol por mais tempo ao entardecer motivam os veranistas a praticarem exercícios. Porém, alguns cuidados se fazem necessários para a prática de atividades físicas na areia da praia nos dias de descanso.

Para todas as pessoas que queiram praticar atividades físicas na beira da praia, o ideal é que iniciem nas primeiras horas da manhã, período em que a radiação solar ainda é menos agressiva e o desgaste físico é menor. Utilizar protetor solar é imprescindível em qualquer horário.

O médico ortopedista e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Renato Brufato Machado, relaciona as dicas em três grupos distintos:

1° grupo: praticantes eventuais

São aquelas pessoas que praticam atividade física somente quando vão à praia e que trabalham o dia inteiro usando calçados fechados. Esses, devem apenas realizar caminhadas e poderão fazer o exercício de pés descalços e, de preferência, nas áreas de areia mais solta. Essas pessoas devem estar atentas para não cometerem exageros, mesmo que permaneçam por apenas alguns dias na praia. Mas atenção: normalmente, quando os músculos estão parados há bastante tempo podem aparecer dores indesejadas que impossibilitem a continuidade do exercício no dia seguinte.

2° grupo: aos praticantes regulares

No caso do veranista habituado à prática esportiva (mais de 3 vezes por semana), é recomendado que sempre use tênis para correr ou caminhar mais próximo da água. Aqui, o cuidado especial é com o impacto provocado pelo piso mais duro, onde a areia da praia é seca. Por isso, o ideal é que procurem correr ou caminhar na areia levemente molhada, que é uma superfície mais macia.

3° grupo: aos corredores habituais

Estes devem correr sempre usando tênis com amortecimento, não sendo recomendado que usem um calçado novo para correr na areia da praia. Caso estejam utilizando o tênis pela primeira vez, é aconselhável que realizem a prática esportiva também na superfície levemente molhada. Mesmo correndo diariamente, devem ter cuidados com lesões por normalmente utilizarem o piso mais rígido, onde a areia é mais seca.  Para esses, o uso de palmilhas sob medida poderá trazer mais conforto e melhorar o desempenho da atividade física.
Segundo Renato Machado, forçar o ritmo do exercício pode levar ao chamado estresse muscular ou até mesmo ao surgimento de distensões. É importante observar desníveis, como saliências na areia e pequenos buracos, para evitar problemas como entorse de tornozelo e até mesmo fraturas.


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Para ler antes de beber

A comemoração da virada do ano sempre vem regada a muita champanhe, cerveja, destilados e outras variações de bebidas alcoólicas. Antes de "encher o caneco", vale a pena prestar atenção para o alerta sobre os malefícios do álcool à saúde e sobre os riscos de acidentes de trânsito que uma pessoa alcoolizada pode causar.

Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais: cada um reage de um jeito à bebida. Tudo depende do peso do indivíduo (uma estrutura física de grande porte terá uma maior resistência aos efeitos do álcool) e da capacidade de processá-lo. No entanto, a seguradora enfatiza que, independente destes fatores, a ingestão de bebida alcoólica deve ser feita com moderação e responsabilidade.

– Acreditamos que nunca é demais colocar esse assunto em discussão já que o consumo abusivo do álcool é responsável por diversas doenças como esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), cirrose hepática (fibrose e formação de nódulos) e pancreatite (inflamação no pâncreas), além de ser o responsável por grande parte dos atos de violência e dos acidentes dos mais variados, desde trânsito até de trabalho – afirma médico do trabalho e atuante no Programa Saúde Ativa na SulAmérica,  Paulo Nadal.

Atenta ao bem estar de seus segurados e da população em geral, a SulAmérica realiza há oito anos o programa Saúde Ativa, que disponibiliza às empresas clientes um conjunto de ações com foco em promoção à saúde e prevenção de doenças ou suas complicações. O Saúde Ativa inicia com o levantamento do perfil de risco para o desenvolvimento de doenças específicas, por meio de questionário, exames de colesterol total e glicemia e medição de pressão arterial, peso e altura. Com estes dados é feita a análise de risco e o participante recebe seu relatório com orientações específicas de acordo com o resultado encontrado. A empresa recebe os dados estatísticos do grupo auxiliando no desenvolvimento de ações em promoção da saúde no ambiente de trabalho (alimentação saudável, estresse, atividade física, consumo de álcool e cessação do tabagismo).

De acordo com os dados do Saúde Ativa,  o número de indivíduos com consumo elevado de bebida alcoólica é de 3%.

– Mesmo sendo uma análise feita em um cenário diferente e em épocas do ano cujo foco não é a comemoração, este é um dado que deve ser considerado principalmente em um universo corporativo – destaca Nadal.

Afinal, o que significa beber com moderação?

National Institute of Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA), utiliza o termo "beber moderado" para se referir ao consumo com limites onde não há prejuízos ao indivíduo e sociedade.

O impacto do consumo de álcool sobre a doença e lesões é determinado por duas dimensões: a primeira é o volume total de álcool consumido, cujos critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) adotados como referências de beber seguro são de uma dose ao dia para as mulheres e duas doses por dia para os homens, sendo considerada uma dose 350 ml de cerveja, 90 ml de vinho ou 40 ml de destilados; a segunda é o padrão de beber, cuja uma das principais características é o consumo excessivo episódico, também conhecido como “binge”, particularmente danoso à saúde física e mental.  É considerado “binge” a ingestão de 60g de álcool num curto espaço de tempo (aproximadamente 5 doses para homens e 4 doses para mulheres).


A OMS recomenda não ingerir bebidas alcoólicas pessoas nas seguintes condições:

-          Se estiver grávida ou a amamentando.

-          Se for dirigir ou trabalhar com uma máquina.

-          Pessoas em uso de medicamentos.

-          Portadoras de doença do fígado ou pressão alta.

-          Dependência alcoólica.

-          Presença de tremores pela manhã durante os períodos de ingestão excessiva de álcool.

-          Menores de 18 anos de idade.

-          História de dependência de álcool ou outras drogas no passado.


Alguns números reforçam esta preocupação. Dados apresentados no I Levantamento Nacional sobre os Padrões de Consumo de Álcool na População Brasileira, desenvolvido pelo Governo Federal, apontam que cerca de 45% dos brasileiros adultos que bebem tiveram pelo menos um problema relacionado ao álcool, mais prevalente entre homens (58% homens; 26% mulheres) e mais comuns na região Centro-Oeste.

O mesmo levantamento aponta que, dentre os indivíduos que consumiram álcool nos últimos 12 meses, 1.152 pessoas, sendo 599 homens e 553 mulheres, dirigiram em seguida.

– A ingestão de álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículos, ou operar outras máquinas – conclui.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), no início de 2011, divulgou as informações em um relatório global sobre saúde e consumo de álcool, com dados referentes até o ano de 2005 e adverte que o uso abusivo de álcool provoca 2,5 milhões de mortes todos os anos e, aproximadamente 320 mil jovens entre 15 e 29 anos de idade morrem de causas relacionadas ao consumo de álcool, representando 9% da mortalidade nessa faixa etária.

Mesmo sem ser dependente do álcool, uma pessoa que o utiliza sem moderação pode ter complicações tão ou mais sérias que os alcoólatras.


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Um placebo para os mais necessitados

Pedro Piccaro de Oliveira*
Matias Kronfeld**




O governo tem feito uma grande divulgação de sua mais nova iniciativa para solucionar a assistência à saúde em áreas remotas do país. Em bem elaboradas peças publicitárias expostas em jornais, revistas, internet e canais de televisão, se faz referência de como esse novo programa, intitulado Provab (Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica), irá trazer médicos para perto de todos os brasileiros.

A ideia é muito bonita e ninguém se opõe a ela. Porém, infelizmente, esse programa não passa de um arremedo demagógico planejado às pressas dentro do Ministério da Saúde, com pouca preocupação na sua real efetividade, a não ser para o programa eleitoral das próximas eleições. O grande “incentivo” para o médico que vai para os municípios participantes do programa seria um “bônus” (de até 20%) na prova de residência médica.

Para quem não sabe, residência médica, nos dias de hoje, é uma etapa obrigatória na formação completa do médico. São mais de duas mil e seiscentas horas de treinamento, sob supervisão, por ano durante um período entre 2 e 5 anos, após os 6 anos da faculdade, que transformam o recém formando em um ginecologista, cardiologista, cirurgião e outras seis dezenas de especialidades, entre elas a medicina de família. Sim, após seis anos de faculdade, ainda são necessários mais de cinco mil horas de treinamento para proporcionar o melhor atendimento em um posto de saúde. A residência médica em medicina de família envolve o treinamento dentro da unidade básica de saúde, mas também dentro de unidades de emergência e de internação pediátricas e gerais, centros obstétricos, atendimento psiquiátrico inicial e pequenos procedimentos. Tudo isso ao longo de dois anos e sempre com orientação de médicos com experiência em cada uma das áreas.

Para o governo, todo esse treinamento é desnecessário para atender os brasileiros mais desassistidos pelo estado. Para eles um recém formado, que há um mês não poderia nem prescrever um simples analgésico, é a grande promessa de saúde. Além disso, será um recém formado coagido a prestar um atendimento para o qual ele não tem o devido preparo, visto que esse “bônus” desequilibra de tal forma a tão disputada vaga de residência médica, que a participação no programa se torna quase obrigatória. Para se ter uma idéia, no concurso para as vagas de residência médica para o ano de 2011 no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, a diferença entre os 100 primeiros colocados foi de 10% do total de pontos. Centésimos fazem a diferença. Portanto, qualquer que seja o bônus, a participação no PROVAB será uma pausa obrigatória no já tão longo tempo de formação do médico e, infelizmente, para prestar o atendimento sem o devido treinamento e suporte.

No edital do Provab, é prometida supervisão à distância e presencial duas vezes ao mês para os dois mil participantes nas mais remotas áreas do país. Para se ter uma idéia, no Rio Grande do Sul, existe pouco mais de duas mil vagas para residência médica. Demorou 40 anos para atingir esse número e dezenas de instituições e centenas de médicos experientes são responsáveis por supervisionar diariamente esses dois mil médicos em treinamento. Qual a possibilidade de ser criado um corpo de supervisão adequado, recebendo, cada um desses supervisores, um salário de R$1.500,00 por mês, e para estar em pleno funcionamento em um prazo de três meses conforme planeja o Ministério da Saúde?

O Provab não passa de mais um engodo, um placebo, para os brasileiros mais abandonados pelo Estado, que terão que se contentar com uma solução barata e imediatista, cuja pressa para implantação só é justificada pelas eleições municipais no próximo ano. A ilusão criada por esse programa da melhora dos números da distribuição demográfica de médicos no país irá atrasar a implementação de medidas que realmente possam melhorar a assistência à saúde para todos os brasileiros. Obviamente essas medidas envolvem necessariamente gestão pública de qualidade e combate à corrupção. Para o Ministério da Saúde, hoje em dia, é mais fácil explorar um recém formado do que fazer o dever de casa.


* Presidente AMEREHCPA (Associação dos Médicos Residentes do Hospital de Clínicas de Porto Alegre - HCPA)

** Professor adjunto da Faculdade de Medicina (FAMED) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)


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A nutrição do paciente com câncer

No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) 66,3% dos pacientes com câncer estão com o peso abaixo do ideal devido ao tratamento quimioterápico. Pessoas  diagnosticadas com câncer apresentam quase três vezes mais quadro de desnutrição do que aquelas que sofrem de doenças como a tuberculose e o HIV. Segundo o nutrólogo do Hospital São Luiz, Celso Cukier, além do comprometimento do estado nutricional causado pelo tumor, o tipo de tratamento também influenciará em seu estado de saúde.

– Qualquer paciente tende a ficar fraco durante o tratamento oncológico, por isso um especialista precisa formular uma alimentação balanceada e que seja aliada a este tratamento – afirma Cukier.

No momento do diagnóstico, aproximadamente 80% dos pacientes perdem peso substancialmente.  A ocorrência e a severidade da desnutrição são maiores em portadores de tumores gastrointestinais e pulmonares. Isso acontece porque as doenças ligadas à respiração e à digestão os deixam mais sensíveis aos alimentos que ingerem e causam alteração do paladar e dificuldade em sentir sabores, além de sensibilidade ou de insensibilidade ao doce e de intolerância ao amargo.

É comum que com o tratamento quimioterápico o paciente tenha uma diminuição no apetite, por outro lado, ele apresenta um aumento de suas necessidades de energia e de ingestão proteínas em virtude da doença. A somatória destes fatores pode contribuir com a desnutrição. Com a dificuldade na alimentação e a falta de alguns nutrientes, ele começa a perder peso, por isso o tratamento nutricional deve ser simultâneo ao do câncer, segundo o nutrólogo.

Quando existe um desequilíbrio entre as necessidades do organismo e a ingestão de nutrientes, o indivíduo pode entrar neste estado de desnutrição. Um de seus sinais mais simples é a perda de peso. Outros que podem ser citados são desânimo, cansaço, mal-estar, unhas quebradiças e pele ressecada. Mesmo as pessoas com um histórico saudável antes de ter o câncer podem ficar desnutridas após o diagnóstico, pois a doença afeta o metabolismo.

Se não houver o acompanhamento nutricional, o tratamento de câncer, apesar de combater o tumor, pode ter um impacto negativo sobre o organismo. Os pacientes diagnosticados com câncer podem se alimentar com que mais gostam, de forma balanceada e moderada, para que a perda de peso não aconteça.

Segundo a nutricionista Serviço de Nutrição do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, Maíra Pereira Perez, é indispensável o auxílio da nutricionista para uma detalhada avaliação visando identificar mais precocemente as alterações nutricionais para a adoção de uma adequada terapia, objetivando não só manter ou recuperar o estado nutricional, como proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente.


Dicas de alimentação no tratamento do paciente com câncer:

- Faça uma dieta fracionada, comendo pequenas quantidades e frequentemente.

- Evite a ingestão de líquidos durante as refeições, pois pode causar refluxo.

- Evite comer em locais abafados, quentes ou que tenham cheiros vindos da cozinha que podem causar náuseas.

- Não tente ingerir seus alimentos preferidos quando sentir náuseas. Isso pode criar repugnância permanente por esses alimentos.

- Descanse após refeições, pois a atividade pode retardar a digestão. É melhor descansar sentado durante cerca de uma hora após as refeições.

- Se a náusea costuma aparecer durante o tratamento, evite comer uma ou duas horas antes da quimioterapia ou da radioterapia.

- Tente descobrir quando a náusea ocorre e qual sua causa (determinados alimentos, situações, ambientes).

- Introduza mudanças no seu plano alimentar. Fale com seu médico e/ou nutricionista.

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Fitoterápico é promessa contra varizes

A chegada do verão traz, além da preocupação estética com os vasinhos e varizes, os sintomas de aumento da sensação de peso e cansaço nas pernas, bem como inchaço e dor. Estes sintomas são indicativos  de um problema chamado Insuficiência Venosa Crônica, ou IVC, doença que  demonstrou atingir cerca de um terço da população estudada no país e que afeta, especialmente, mulheres e profissionais que trabalham muito tempo em pé ou sentados, mais propensos a esta condição.

Para ajudar a reduzir os sintomas de varizes, o laboratório alemão Boehringer Ingelheim acaba de lançar um fitoterápico produzido a partir das folhas da Vitis Vinifera. As pesquisas com a Vitis Vinifera para o tratamento da IVC começaram há alguns anos, quando médicos perceberam que os vinicultores franceses quase nunca tinham problemas nas veias, apesar de também trabalharem jornadas exaustivas em pé. Foi então que descobriram que os fazendeiros faziam infusões e emplastros com as folhas de parreira para tratar a sensação de peso, inchaço e dor nas pernas. O medicamento é produzido com as folhas da videira vermelha cuidadosamente selecionadas, lavadas e secas. Elas ainda passam por um processo especial desenvolvido pela Boehringer Ingelheim para obtenção e padronização do extrato seco de folhas de Vitis Vinifera.

Segundo pesquisas realizadas, as folhas da Vitis Vinifera possuem um flavonóide que tem ação antiinflamatória, ajudando a reduzir o edema, fortalecendo as veias e melhorando a circulação venosa2,3. O tratamento deve ser feito em conjunto com outros cuidados, como manutenção do peso, uso de roupas e sapatos confortáveis e atividades físicas além da utilização de meias compressivas elásticas, entre outros conforme recomendação médica.

A IVC afeta, especialmente, as pessoas que permanecem muito tempo sentadas ou em pé, em geral devido a sua atividade profissional, o que dificulta o retorno do sangue para o coração. Com o tempo, as válvulas venosas deixam de funcionar adequadamente e o sangue se acumula nas pernas, gerando dor e desconforto. Não tratada, a IVC pode resultar em úlceras nas pernas e flebite (inflamação nas veias), estágios bastante graves da doença.

O extrato padronizado de Vitis vinifera demonstrou eficácia para amenizar os sintomas das varizes em portadores de IVC leve a moderada. Um grande benefício é que basta um comprimido por dia, o que melhora a aderência ao tratamento. O fitoterápico está à disposição de médicos e pacientes em mais de 20 países 5 e agora chega ao Brasil, em apresentações com 18 ou 30 comprimidos.


O que são as varizes?

Varizes, ou veias varicosas, são veias dilatadas, alongadas e tortuosas. Aparecendo geralmente nas pernas por motivos crônicos e/ou hereditários, são o pesadelo de muitas pessoas, principalmente das mulheres, pelo caráter prejudicial à estética. Entre os fatores que contribuem para o surgimento de varizes estão o uso de pílulas anticoncepcionais e a reposição hormonal, o envelhecimento, a obesidade, o sedentarismo e o tabagismo.

Para prevenir o surgimento do problema, especialistas recomendam o uso de meias elásticas, a manutenção de peso ideal e prática de exercícios aeróbicos

As meias irão agir desviando o sangue das veias superficiais, onde as varizes se formam, para as veias mais profundas, onde as varizes não existem. As pessoas com tendência hereditária e as que ficam muito tempo em pé ou sentadas devem usar este tipo de meia.

Exercícios como a caminhada, o ciclismo, a natação e a hidroginástica são recomendáveis. Eles ajudam a melhorar a circulação sanguínea facilitando o retorno venoso e fortalecendo a panturrilha. Ao praticar atividades físicas, os músculos das pernas realizam o mecanismo de contração e relaxamento ativando a circulação e consequentemente prevenindo o surgimento de varizes.

Evite também o uso contínuo de sapatos com de salto alto, pois estes forçam as pernas em posição desconfortante e dificultam o fluxo de sangue nas veias. Não sente com as pernas cruzadas e evite o consumo excessivo de sal, que favorece a retenção de líquidos e o inchaço nas pernas.

Sol, sauna, banhos muito quentes e demorados provocam o aquecimento da pele e a passagem de uma maior quantidade de sangue pelos vasos da pele, por isso também precisam ser evitados.


Para mais informações, visite www.boehringer-ingelheim.com

e www.ajudareomelhorremedio.com.br.

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Todos os benefícios da cirurgia bariátrica

Os resultados da cirugia bariátrica, popularmente conhecida como redução do estômago, vão muito além do controle da obesidade mórbida. A cirurgia, que é indicada no tratamento da obesidade mórbida também é eficaz no controle de outras comorbidades, como diabetes tipo 2, apnéia do sono, hipertensão arterial, infertilidade e o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como o de útero e no pâncreas. A eficácia do procedimento para o controle geral de doenças metabólicas foi o grande destaque do 13° Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (realizado no início de novembro em Gramado), que contou com a presença dos mais renomados especialistas nacionais e internacionais.

– Nos últimos anos a cirurgia bariátrica teve um grande crescimento em todo o mundo e o Brasil é um país de destaque nesse procedimento. Hoje é de conhecimento público que a cirurgia bariátrica não é eficaz somente no controle da obesidade, mas de diversas doenças relacionadas e, por isso, ela está sendo tratada como cirurgia metabólica, devido às mudanças hormonais e os diversos benefícios que traz para o paciente – explica Roberto Rizzi, cirurgião bariátrico, certificado pela Surgical Review Corporation (SRC), que comandou um painel com vários especialistas internacionais sobre o tema.

Estudo da Sociedade Britânica de Cirurgia Bariátrica avaliou 8.710 pacientes, sendo que 7.045 foram operados entre abril de 2008 e março de 2010. Antes da cirurgia bariátrica, cerca de dois terços dos pacientes apresentavam três ou mais doenças associadas à obesidade. A hipertensão arterial afetava 32% dos pacientes, o colesterol 17% e a apnéia do sono 15%. Um ano após a cirugia, o número de pacientes com hipertensão caiu para 20%, com colesterol caiu para 8% e de apnéia de sono para 6%.Diabetes - Outro grande benefício da cirurgia bariátrica está no controle do diabetes tipo 2. O Brasil figura entre os 10 países com maior percentual de diabéticos. A doença atinge 6,4% da população geral e esse número não para de crescer. A estimativa é que a doença avance 65% nos próximos 20 anos, atingindo 438 milhões de diabéticos em todo mundo.

Maior problema de saúde pública é o diabetes e a obesidade

No mês de abril, a Federação Internacional do Diabetes apresentou durante o 2° Congresso Mundial do Tratamento do Diabetes uma nova diretriz para a aplicação da cirurgia bariátrica no tratamento do diabetes tipo 2. Anteriormente indicada apenas para pacientes obesos com IMC acima de 35, com comorbidades, o documento apresentado defende que a técnica seja liberada para pacientes com IMC entre 30 e 35 nos casos que os pacientes não tiveram respostas com o tratamento medicamentoso. A entidade reconhece a associação entre o diabetes e a obesidade como o maior problema de saúde pública da atualidade.

Três tipos de cirurgia se mostram eficientes no controle do diabetes e, por isso, são conhecidas como Cirurgia do Diabetes: o by-pass gastrojejunal e as derivações bilio-pancreáticas (scopinaro e "duodenal switch"). Com a cirurgia há a estimulação do hormônio GLP1, responsável pela produção da insulina. O hormônio é gerado no íleo (parte final do intestino delgado) quando este entra em contato com os alimentos.

– As três técnicas criam um atalho para o alimento, que é desviado do duodeno e chega antes à parte final do intestino. Esse desvio altera a secreção de alguns hormônios intestinais, como o GLP-1, cujo aumento estimula a produção de insulina, resultando na melhora ou até mesmo no controle do diabetes tipo 2 – diz Rizzi.


Um terço das mortes por câncer  tem relação com obesidade

Levantamento divulgado pela Sociedade Americana do Câncer diz que um terço das mortes por câncer são relacionadas à obesidade. Considerada uma epidemia mundial, a obesidade é o segundo maior fator de risco evitável para o câncer, ficando atrás apenas do tabagismo.
A obesidade está ligada ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Publicação do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, diz que a redução dos níveis de obesidade no país pode evitar 19% dos casos da doença. O controle da obesidade pode fazer com que o câncer de mama tenha sua incidência reduzida em 30%.

– Temos que repensar nossa alimentação, pois ela pode ser fator de proteção ou aumentar os riscos de desenvolvimento do câncer. Precisamos aumentar o consumo de frutas, fibras, verduras, legumes e peixes e deixar de lado alimentos ricos em açúcares e gorduras saturadas, como refrigerantes e alimentos industrializados – afirma Rizzi.

Obesidade x Infertilidade

Existe, ainda, uma relação entre a obesidade e a infertilidade. Ela causa na mulher alteração da produção de insulina, liberada pelo pâncreas, que pode levar a uma condição de infertilidade, conhecida como Síndrome do Ovário Policístico (SOP). Esse problema está associado a ciclos menstruais irregulares, anovulação (diminuição ou parada da ovulação) e níveis elevados de hormônios, diminuindo, dessa forma, as chances de gestação.

O excesso de gordura corporal influencia, ainda, a produção do hormônio liberador de gonadotropina (GnRH), essencial para regular a ovulação nas mulheres. Esse hormônio é responsável pela liberação do hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH), ambos fundamentais para o desenvolvimento de óvulos.

– Mulheres obesas que pensam em ser mãe precisam de um acompanhamento médico prévio, pois, além da dificuldade para conseguir engravidar, o risco de uma gestação complicada é muito alto. Quanto maior o grau de obesidade, maior o problema para a mulher e para o feto – destaca Rizzi.

Um estudo realizado nos Estados Unidos, na Brown University School of Medicine, avaliou 54 mulheres em idade sexualmente ativa com obesidade mórbida antes e depois de serem submetidas à cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução de estômago. As mulheres tiveram um índice de massa corporal (IMC) de 45 antes da cirurgia, que significa que estavam com cerca de 100 quilos a mais que o peso recomendado.

Antes do procedimento cirúrgico, 63% das mulheres apresentaram algum problema de disfunção sexual. As pacientes que foram submetidas à cirurgia perderam em média 60% do peso em seis meses e, em uma nova avaliação, apenas 32% das mulheres ainda apresentavam alguma disfunção sexual. A cirurgia bariátrica é muito benéfica para mulheres com obesidade extrema, é uma ajuda rápida na função sexual. Há uma melhora hormonal e na auto-estima da mulher, que se sente mais bonita e atraente. A grande maioria das mulheres do estudo relatou melhoras em todos os aspectos da função sexual, incluindo o desejo, excitação e satisfação.

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Iniciativa global luta contra a hipertensão

Hoje, dia 29 de novembro, foi lançada no mundo todo uma campanha endossada pela Sociedade Europeia de Hipertensão e pela Sociedade Americana de Hipertensão. A iniciativa, com cunho educativo, é destinada a pacientes e médicos, com o objetivo de munir as partes envolvidas no tratamento da hipertensão para melhor controle da doença.

Para o lançamento, está sendo lançadauma pesquisa que ouviu mais de 4.500 pacientes com hipertensão arterial resistente ao tratamento, a forma mais grave da doença. Participaram cerca de 600 pacientes do Brasil. Essa pesquisa trouxe algumas informações sobre o perfil comportamental desses pacientes, o que pensam e como convivem com essa doença crônica.

Os números impressionam: apesar de cuidados médicos contínuos, 71% dos brasileiros com hipertensão resistente ao tratamento que participaram da pesquisa afirmam que a hipertensão continua a ser seu problema de saúde mais grave. E crca de nove em cada 10 entrevistados (87%) dizem que precisam de novas opções de tratamento para manter sua hipertensão sob controle.

A hipertensão resistente ao tratamento, definida como pressão arterial persistentemente elevada apesar do tratamento com três ou mais medicamentos de diferentes classes, representa uma séria ameaça à saúde para quase 100 milhões de pessoas em todo o mundo. Esse novo levantamento foi conduzido pela Harris Interactive com mais de 4.500 pacientes com pressão arterial elevada ao redor do mundo, incluindo Brasil, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. No Brasil, 589 pessoas responderam à pesquisa. O levantamento é o primeiro passo para uma campanha de saúde global chamada Power Over Pressure – Vencendo a Pressão, que conta com a chancela da Sociedade Europeia de Hipertensão e da Sociedade Americana de Hipertensão, e foi desenhada para educar e capacitar pacientes e médicos para finalmente assumirem o controle dessa doença desafiadora – visite www.poweroverpressure.com

A pesquisa, apoiada pela Medtronic, também aponta que as pessoas no Brasil com hipertensão resistente ao tratamento são extremamente preocupadas com a sua saúde em geral. Mais de dois terços (67%) dos entrevistados descrevem a sua saúde em geral como "regular ou ruim", apesar do fato de a maioria dos pacientes com hipertensão resistente ao tratamento afirmar que está sob os cuidados de um clínico geral (72 %) ou de um cardiologista (49%).

– Uma nova abordagem é necessária para melhorar o controle desta forma mais desafiadora de hipertensão – diz Suzanne Oparil, vice-presidente da campanha Power Over Pressure - Vencendo a Pressão, professora de Medicina, Fisiologia e Biofísica e diretora do Programa de Biologia Vascular e Hipertensão na Divisão de Doenças Cardiovasculares da Universidade do Alabama, em Birmingham, nos Estados Unidos.

– O número de pacientes resistentes ao tratamento aumentou em 62% nos últimos 20 anos. Os resultados da pesquisa ressaltam o impacto que a hipertensão resistente ao tratamento tem sobre os pacientes e a necessidade crítica de uma maior colaboração entre os pacientes e seus médicos, bem como encaminhamentos adequados para especialistas para auxiliar no gerenciamento desta doença – afirma a especialista.

Luiz Bortolotto, diretor da Unidade de Hipertensão do Instituto do Coração (Incor) e coordenador do Centro de Hipertensão Arterial do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), de São Paulo, acrescenta que "os resultados dessa pesquisa confirmam a necessidade de que esses pacientes e seus médicos melhorem os resultados gerais por meio de estratégias de tratamento novas ou mais eficazes. Estamos lançando a campanha para ajudar a enfrentar este desafio de saúde pública”.

A pesquisa revelou que os brasileiros com hipertensão resistente ao tratamento enfrentam mais desafios do que os pacientes com formas menos avançadas da doença. Eles são mais propensos a sofrer de doenças de risco como diabetes tipo 2 (11% contra 7%), doença cardíaca (21% contra 12%) e obesidade (38% contra 29%). Esses pacientes com a forma mais grave de hipertensão tomam diariamente uma média de quatro comprimidos de medicamentos prescritos para a pressão arterial (contra dois entre os adultos com hipertensão não controlada) e muitos têm se esforçado para controlar a pressão arterial elevada por um período médio de oito anos (contra três anos para adultos com hipertensão não controlada).

Pacientes com hipertensão resistente ao tratamento entrevistados indicam que a condição é seu problema de saúde mais significativo e tem profundo impacto na sua vida cotidiana. A maioria dessas pessoas (62%) admite estar muito preocupada em ter um acidente vascular cerebral (AVC), como resultado de sua pressão arterial elevada.  Oito em cada dez pacientes com hipertensão resistente ao tratamento dizem que sua pressão arterial alta tem um impacto negativo sobre sua tranquilidade (83%) e saúde em geral (90%)

Além disso, pacientes com hipertensão resistente ao tratamento querem mais opções para gerenciar sua condição. Mais de três em cada quatro pacientes (85%) com hipertensão resistente ao tratamento expressam preocupação sobre o número de medicamentos que estão tomando e mais de quatro entre cinco pacientes (85%) dizem que gostariam que fosse mais fácil manter sua pressão arterial sob controle. Três em cada quatro pacientes com hipertensão resistente ao tratamento (84%) disseram que sua qualidade de vida melhoraria muito se pudessem controlar sua pressão arterial com menos medicamentos.

Sobre a hipertensão resistente ao tratamento

A hipertensão resistente ao tratamento é uma doença crônica especialmente perigosa por causa de sua associação com maior risco cardiovascular, incluindo derrame e ataque cardíaco, bem como insuficiência cardíaca e doença renal. A pesquisa sugere que 28% dos hipertensos tratados são considerados como resistentes ao tratamento. Além disso, esses pacientes têm três vezes mais risco de eventos cardiovasculares em comparação com indivíduos com hipertensão controlada.

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Proteja sua pele nesse verão

Para boa parte dos gaúchos, a chegada do verão é sinônimo de mais dias ao ar livre, principalmente nos finais de semana. Depois de um inverno rigoroso, marcado por dias cinzentos e frios, praias, piscinas, parques e clubes lotam com quem disputa, literalmente, um lugar ao sol. A ideia pode ser animadora, mas essa é a época de alerta vermelho para um problema intimamente relacionado à exposição às radiações UVA e UVB, responsáveis pelo invejável bronzeado mas também por diversos cânceres de pele. Se formos levar em conta dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que 66,3% dos brasileiros se expõe ao sol sem nenhuma proteção, estamos diante de um comportamento tão nocivo quanto abusar de gorduras, ser sedentário, fumar ou fazer sexo sem camisinha.

Um dado estatístico coloca o Rio Grande do Sul num patamar preocupante: o câncer de pele não melanoma é o mais incidente em homens na maioria das regiões do país, com um índice estimado de 85 a cada 100 mil habitantes. Na Região Sul, este percentual é de 53 a cada 100 mil pessoas, e nas mulheres, maior ainda: 87 a cada 100 mil. Em Porto Alegre, 13,9% da população é diagnosticada com a doença, número considerado elevado em relação ao restante do Brasil (11,1%).                    

_ No Rio Grande do Sul, o risco é alto, especialmente porque parte da população tem pele clara, mais suscetível ao sol _ alerta o presidente da SBD-RS, Gustavo Pinto Corrêa.

Em estágio inicial, todos os tipos de câncer, incluindo o mais letal de todos os tumores de pele conhecidos pela medicina _ o melanoma _ tem alto índice de cura.  Embora represente 4% dos tipos de câncer de pele, mata em 75% das vezes que se manifesta, de acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde). Todo ano, são registrados cerca de 132 mil casos de melanoma no planeta, além de 2 milhões de outros tipos de câncer de pele. Felizmente, nos últimos anos, houve uma grande melhora na sobrevida dos pacientes com o melanoma, principalmente devido à detecção precoce. Nos países desenvolvidos, a sobrevida média estimada em cinco anos é de 73%, enquanto que, para os países em desenvolvimento, a sobrevida média é de 56%. A média mundial estimada é de 69%. A grande dificuldade é quando é descoberta a doença tardiamente, já que ela tem uma notável facilidade de dar origem a metástases, ou seja, se espalhar para outros órgãos, uma vez que uma célula cancerosa entre em contato com a corrente sanguínea ou linfática.

O outro tipo de câncer de pele, o carcinoma, é bem menos agressivo e raramente fatal. Na forma basocelular, surge em 70% dos casos, tem crescimento lento e raramente se dissemina. Na forma espinocelular ou de células escamosas (cerca de 25% das ocorrências), cresce mais rápido e as lesões maiores podem levar à metástase.

Uma questão cultural

Para descobrir as raízes da expansão da doença, é possível retroceder no tempo. Mais precisamente há 50 anos, quando o bronzeado deixou de ser um estigma social para virar moda. Ser branco como uma folha de papel, durante séculos, era um traço nobre. Segundo o dermatologista David Horne, em entrevista à revista Men's Health, "a pele bronzeada era característica das classes baixas, que faziam o trabalho braçal sob o sol", lembra, citando que apenas mais recentemente é que as pessoas passaram a tomar sol para "melhorar" a aparência.

O grande problema é que, mais cedo ou mais tarde, o corpo vai pedir a conta do excesso de exposição ae sol sem proteção. E não significa que quem tem a pele mais escura está livre de desenvolver a doença.

_ A ideia de que a pessoa bronzeada não pode ter câncer de pele é fantasiosa. Até negros estão sujeitos _ afirma Corrêa.  

Para o dermatologista Erasmo Tokarski, as pessoas estão cientes dos danos que o sol pode causar, mas nunca acham que podem ser atingidas.

_ Os efeitos do sol são cumulativos. Uma queimadura hoje pode virar um câncer amanhã. As pessoas que tiveram melanoma são propensas a terem novamente. O protetor solar é indispensável e deve ser aplicado com generosidade de duas em duas horas, e a pele deve receber o produto meia hora antes da exposição solar.

Os cremes protetores, segundo os especialistas, deve ser aplicado todos os dias, mesmo quando está nublado. Segundo a dermatologista Simone Sotto Mayor, diretora de dermocosméticos da Biolab, são frequentes queimaduras quando as nuvens predominam.
_ São muito comuns queimaduras em montanhas e estações de turismo com neve, por exemplo, locais muitas vezes não associados a esses riscos _ afirma Simone.
Simone explica que, quando falamos em Fator de Proteção Solar (FPS), nos referimos à medição da proteção em relação à radiação UVB, que causa como efeito imediato queimaduras e, com o passar dos anos, lesões ligadas ao câncer. Já a radiação UVA é mais ligada ao envelhecimento cutâneo, e também ao surgimento de alguns tipos de cânceres de pele e melasmas.      

POR DENTRO DA DOENÇA

Basicamente, existem três tipos de câncer de pele:

Carcinoma basocecular
É o tipo mais comum. Pode aparecer como uma área que parece uma cicatriz, com bordas mal definidas e superfície brilhante. Também pode ser um sinal avermelhado ou uma área que parece sempre irritada, ou uma superfície saliente e rosada, com uma crosta no centro.

Carcinoma espinocelular
É o segundo câncer de pele mais frequente. Pode ser um ferimento aberto que sangra e cria casca, ou uma mancha vermelha escamosa, com borda irregular, que forma casca e sangra.

Melanoma

Tipo mais letal de câncer de pele, sobretudo se não detectado na fase inicial. Pode aparecer como um pequeno caroço, de cor uniforme, simétrico e muitas vezes firme ao toque. Também pode ser uma marca achatada, levemente levantada, com bordas irregulares, ou ter diferentes cores (castanho, preto, vermelho, azul ou branco).          

FATORES DE RISCO

Em ordem de importância, são: sensibilidade ao sol (queimadura pelo sol e não bronzeamento), pele clara, exposição excessiva ao sol, história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), maturidade (após 15 anos de idade a propensão para este tipo de câncer aumenta), xeroderma pigmentoso (doença congênita que se caracteriza pela intolerância total da pele ao sol, com queimaduras externas, lesões crônicas e tumores múltiplos) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas).

PREVENÇÃO
Como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, quando os raios são mais intensos. Mesmo durante o período adequado é necessária a utilização de proteção como chapéu, guarda-sol, óculos escuro e filtros solares com fator de proteção 30 ou mais.

TRATAMENTO
A cirurgia é o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Quando há metástase, o melanoma é de difícil cura, na maior parte dos casos. A estratégia de tratamento para a doença avançada deve ter então como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.




Há como me bronzear sem agredir a pele?

O tom da pele e a capacidade de se bronzear dependem da genética de cada um. Quem tem pele morena tem facilidade de deixá-la ainda mais morena. Quem tem pele clara dificilmente se bronzeia, e fica vermelho quando exposto ao sol. Conforme o tom avermelhado melhora, a pele até ganha um bronzeado que logo passa. Em qualquer situação, o bronzeado é uma defesa do nosso corpo contra a agressão dos raios de sol. Para se defender, a pele produz melanina, um pigmento escuro. Assim, a produção de melanina é uma tentativa natural da pele de evitar queimaduras futuras, no caso de a exposição ao sol continuar.

Você só ficará bronzeado naturalmente se sua pele tiver necessidade de se defender continuamente contra o sol. Portanto, não há modo de você se bronzear naturalmente sem agredir sua pele. E lembre-se: essa agressão acelera o envelhecimento da pele, o aparecimento de manchas e rugas, e aumenta a predisposição a câncer de pele. Se mesmo assim você quiser se bronzear, evite horários de sol forte (entre 10h e 16h), período de maior concentração de raios ultravioleta tipo B (UVB), mais associados ao câncer de pele. Além disso, exponha sua pele pouco tempo a cada dia, e evite ficar vermelha.

Os bronzeamentos artificiais  _ mesmo que estejam liberados desde o início de 2010 _ são contraindicados pelos dermatologistas, devido à ausência de controle dos efeitos da radiação sobre a pele.  

NOVIDADES

– Centros médicos de todo o Brasil começam a usar uma nova terapia contra o câncer de pele. O tratamento é gratuito e a tecnologia foi desenvolvida pela USP de São Carlos. A pomada é passada sobre a pele, que é exposta a radiação ultravioleta. As lesões provocadas pelo câncer são facilmente identificadas pelo equipamento. Se o diagnóstico é positivo, o tumor é tratado, na sequência, com outra luz. A interação do medicamento com a luz vermelha de alta potência provoca uma reação fotoquímica. As células cancerígenas morrem. Na hora, já é possível identificar o resultado da terapia. O procedimento não dura mais que quatro horas.

– Em abril deste ano, a conceituada revista British Journal of Dermatology publicou um estudo científico que promete revolucionar esse cenário. Trata-se de um método para detectar melanoma através de um teste genético. A ferramenta é uma fita adesiva especial, que é colada na lesão suspeita e puxada em seguida. A fita arranca células para serem usadas no teste genético.  Os pesquisadores concluíram que esse método _ que evita anestesia, cortes e cicatriz _ tem 100% de sensibilidade para detectar melanoma: todos os casos de melanoma que passarem por esse exame serão detectados. E nesse processo, só uma pequena porcentagem de lesões benignas será confundida com melanoma.

Para saber mais sobre o assunto, entrevistamos Simone Sotto Mayor, diretora de dermocosméticos da Biolab, especialista em proteção solar.

– Quando falamos em câncer de pele, assim como outras doenças, a palavra-chave sempre é prevenção. Sendo assim, o que podemos indicar para cada tipo de pele no dia-a-dia?

A radiação solar é aferida pela intensidade dos raios UVB e UVA. Quando falamos em FPS, nos referimos à medição da proteção em relação a radiação UVB, que causa como efeito imediato queimaduras e, com o passar dos anos, lesões ligadas ao câncer. Já a radiação UVA é  mais ligada ao envelhecimento cutâneo e também ao surgimento de alguns tipos cânceres de pele e melasmas. Estudos mais recentes tem abordado em maior profundidade os danos causados pela radiação UVA. Mas de maneira geral obtém-se boa proteção, atenuação dessas consequencias indesejáveis e da ocorrência de doenças mais graves como o câncer, quando se faz uso de fotoprotetores diariamente , e respeitando os intervalos de aplicação em cada situação de exposição.

– É preciso passar protetor mesmo em dias nublados? Por que?

Sim, claro. O protetor solar deve ser usado todos os dias tanto para colaborar na prevenção do câncer e até mesmo do envelhecimento. Porque os raios solares estão presentes também nos dias nublados, tendo a sua luminosidade muitas vezes aumentada pelo espectro  de luz. São comuns, por exemplo, queimaduras de sol em dias nublados em montanhas e estações de turismo com neve, locais muitas vezes não associados a esses riscos,  muito mais freqüentemente relacionados à ambientes de praia.

– Um fator de proteção 100, como o desenvolvido para a Biolab, pode beneficiar que tipo de paciente? Qual a vantagem dele em relação a outros de fator elevado existentes no mercado?

Com a nanotecnologia, tecnologia utilizada no desenvolvimento do Photoprot, permite-se uma liberação lenta dos ativos e uma agregação melhor dos componentes. Obtivemos fotoestabilidade excelente da formulação, o que garante a eficácia da proteção por mais tempo. Após 4h de exposição à radiação simulada do sol de meio-dia,  obtivemos mais de 97% da estabilidade do FPS e da proteção UVA intensa, enquanto a média atingida pelos protetores comuns  é de 80%.


– Sobre bronzeamento artificial: qual sua posição sobre este método?

É contra-indicado  pelos dermatologistas, devido à ausência de controle dos efeitos da radiação sobre a pele.

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Implantes com carga imediata abreviam tratamento dentário

O implante com carga imediata tem se popularizado bastante nos últimos anos. O termo passou a fazer parte do vocabulário dos leigos, principalmente devido ao grande número de propagandas a respeito do assunto. A técnica trás grande benefício estético, pois proporciona a possibilidade de evitarmos o uso de provisórios removíveis ou presos aos dentes vizinhos. No entanto, a recomendação é não deve ser usada em qualquer caso, pois alguns requisitos devem ser preenchidos para garantirmos o sucesso do tratamento.

No Brasil, são cerca de 26 milhões de pessoas sem dentes e a estimativa é de  que 120 milhões de implantes são necessários para reverter esse quadro. Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou que os procedimentos de implantes dentários poderão ser realizados em toda rede do SUS (Sistema Único de Saúde), passando a fazer parte do Programa Brasil Sorridente.

Veja as principais dúvidas sobre os implantes de carga imediata.

- O que é carga imediata?

É uma técnica que possibilita a instalação de um dente preso a um implante dentário logo após o ato cirúrgico da colocação do implante.

- Qualquer pessoa pode ser beneficiada com esta técnica?

Não. Implantes com carga imediata são limitados, e não devem ser usados para qualquer caso. É importante que as pessoas não se deixem levar por propagandas, pois para se colocar carga imediata sobre um implante dentário, é de grande importância que sejam satisfeitas algumas condições, como a qualidade óssea e o torque de travamento do implante. Essas condições técnicas, na maioria das vezes, só são definidas durante o ato cirúrgico. Sendo assim, seria de grande irresponsabilidade prometermos ao paciente que iremos fazer carga imediata antes de conhecer esses fatores.

- Se eu fizer um implante com carga imediata, posso começar a mastigar assim que sair do dentista?

Não. A carga imediata, na verdade, deveria se chamar “Estética imediata”. O implante dentário recem instalado não deve sofrer carga mastigatória, e o provisório colocado sobre ele deverá ter função exclusivamente estética. O dente normalmente é instalado em infra-oclusão, ou seja, não toca no dente antagônico, e o paciente deverá evitar mastigar naquela região durante pelo menos 4 meses, que é o período mínimo que o organismo necessita para reorganização óssea na região onde o implante foi instalado.

Novo implante promete eliminar necessidade de enxerto ósseo

Uma das maiores empresas nacionais em pesquisa e desenvolvimento de implantes dentários, a SIM lançou recentemente a linha Strong SW, que pode reduzir o tempo de tratamento e elimina a necessidade de enxerto ósseo (mesmo em pacientes com perda óssea acentuada), com resultado final mais harmonioso. O tratamento com implantes tradicionais pode demorar entre dois a quatro meses para ser concluído – período necessário para integração do implante com o tecido ósseo, sendo que este tempo é maior para casos que precisem de enxerto ósseo.

O implante SW recebe um tratamento especial em sua superfície, tornando-a mais “rugosa”, o que permite melhor integração do tecido ósseo e o próprio implante. Esta é uma tecnologia exclusiva da SIN e é resultado de aproximadamente oito anos de pesquisas.

– A implantodontia está deixando de ser um procedimento elitizado, sendo hoje praticada de maneira crescente em todos os continentes, para tratamentos com diferentes níveis de complexidade e com  resultados estéticos e funcionais que mimetizam a dentição natural – afirma Fábio Bezerra, consultor científico do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da SIN e diretor clínico do INEPO (Instituto Nacional de Experimentos e Pesquisas Odontológicas).

O novo implante já sendo distribuído para todo o Brasil e exportado para outros países da América Latina e Europa. Estima-se que o Brasil seja o segundo país que mais realiza implantes no mundo, só atrás dos EUA.


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Novo sistema agiliza cadastro de doadores de medula

Boa notícia para pacientes que necessitam da doação de medula óssea. Os hemocentros públicos do Estado, assim como de todo o País, ingressaram agora em novembro em um novo sistema de cadastro de potenciais doadores de medula óssea, o Redome Net. Criado pelo setor de tecnologia da informação do Instituto Nacional do Câncer – Inca, o software tem por objetivo agilizar em todo o País a colocação de dados do candidato à doação no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea – Redome, bem como tornar mais fácil sua localização em caso de compatibilidade com um paciente receptor.

A ferramenta será usada no Rio Grande do Sul pelo Hemocentro do Estado (Porto Alegre) e hemocentros regionais e hemonúcleos localizados em Alegrete, Caxias do Sul, Cruz Alta, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria e Santa Rosa. Cada instituição recebeu login e senha para inserir diretamente os dados cadastrais no sistema Redome Net.

As campanhas de doação de medula óssea igualmente serão inseridas no sistema para que os doadores cadastrados nas mobilizações possam ser identificados. As solicitações de campanhas também serão enviadas pelos hemocentros públicos para autorização junto ao Inca. O sistema informatizado possibilita o acompanhamento do registro de voluntários e das coletas de sangue realizados pelos hemocentros, mostra o resultado do exame de antígenos leucócitos humanos e a compatibilidade entre doador e o receptor.

Os laboratórios que analisam a carga genética também vão abastecer o sistema com os resultados de compatiblidade (HLA). Aqui no Estado, os laboratórios que recebem as amostras e realizam essas análises funcionam no Hospital de Clínicas de Porto Alegre e na Santa Casa de Porto Alegre.

Como ser doador

Para se tornar um candidato à doação de medula é preciso estar em boas condições de saúde e ter entre 18 e 55 anos incompletos. Após o preenchimento da ficha cadastral, são coletados 5ml de sangue para análise da carga genética (histocompatibilidade – HLA). Todos esses dados vão para o Redome Net. O doador será chamado caso haja um receptor compatível. O registro de doadores cresce a cada ano no Brasil, que hoje conta com 2,2 milhões de voluntários.

Atualmente, o Inca e a Central de Transplantes do Estado identificaram que o grupo genético que mais carece de candidatos a doadores de medula localiza-se na região da campanha do RS e fronteira com a Argentina e o Uruguai. Ocorre que a ampla divulgação de campanhas na região metropolitana, sul e nordeste do estado já contemplou o cadastro Redome com praticamente sua totalidade de potenciais doadores tipo caucasiano (que pertence a uma divisão da espécie humana originária da Europa, com características físicas e genéticas comuns, especialmentenotadamente pele clara).

O Hemocentro do Estado é um departamento técnico da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde – Fepps, instituição vinculada à Secretaria Estadual da Saúde.

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