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Sete sinais de alerta para o coração

Mulheres que estão chegando aos 50 anos devem dobrar os cuidados com a saúde do coração, já que o risco de sofrer um infarto aumenta. Entre as principais causas, está a dificuldade feminina em controlar o peso, os níveis de colesterol e a pressão alta. 
— Tanto a hipertensão como o colesterol alto comprometem os vasos sanguíneos, causando problemas de circulação, principalmente a formação de coágulos — diz o cardiologista Otávio Gebara.
O médico afirma que o processo de envelhecimento aumenta os riscos para diversas doenças, incluindo as do coração.
— Os homens têm duas vezes mais chance de sofrer um infarto do que as mulheres. Mas, depois do período da menopausa, as chances se igualam. A fase mais crítica para as mulheres é depois dos 45 a 50 anos. Principalmente porque o ritmo acelerado de sua jornada dupla ou tripla acaba afastando a mulher de hábitos saudáveis, como manter uma dieta bem equilibrada, praticar exercícios regularmente, evitar o sal (hipertensão), controlar os níveis de stress e inclusive fazer check up anualmente. Por volta dos 50 anos, em média, ocorre a diminuição dos hormônios produzidos pelo ovário, principalmente o estrogênio. Isso predispõe a maior risco cardíaco.
Entre os fatores que mais contribuem para as doenças cardíacas, o médico destaca tabagismo, obesidade, sedentarismo, hipertensão, diabetes, altos níveis de colesterol e triglicérides e hereditariedade.
— O fator genético é mais um alerta de que a paciente não pode nem deve descuidar da saúde. Mas não é o único, daí a importância de cuidar da saúde sob vários aspectos. Hoje sabemos que 80% do risco podem ser eliminados com mudanças no estilo de vida e/ou medicações. Apenas 20% do risco podem ser atribuídos ao fator genético. Ou seja, a responsabilidade do cuidado e o futuro estão em nossas mãos.
As avaliações de rotina mais importantes para a prevenção do infarto incluem o controle do peso, da pressão sanguínea e dos índices de colesterol. Quando há queixa de cansaço e falta de ar, o cardiologista diz que são necessários testes mais específicos — de um simples eletrocardiograma até procedimentos mais invasivos, como um cateterismo.
Sinais de alerta para o coração
— Sensação de opressão no peito
— Dor no lado esquerdo ou no meio do peito — que pode irradiar para o pescoço e para o braço esquerdo
— Suor frio e intenso
— Desconforto acompanhado de tontura
— Desmaio
— Náuseas
— Falta de ar
Mudanças necessárias
— Quando a paciente adota uma alimentação saudável e perde peso e medidas, acaba se sentindo mais disposta a praticar esportes, caminhadas e outras atividades que contribuem para diminuir a pressão sanguínea e fortalecer o coração.
— Inclua mais frutas, legumes e verduras no cardápio diário e modere o consumo de carnes, massas e frituras.
— O consumo excessivo de álcool também pode ocasionar sérios problemas cardíacos, incluindo derrame cerebral.
— Com relação ao fumo, o melhor a fazer é parar definitivamente, já que a nicotina e o monóxido de carbono atingem o sistema cardiovascular, aumentando as chances de infarto.

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Dúvidas frequentes sobre próteses de silicone

Diferentemente do que muitas mulheres acreditam, quem tem prótese de silicone nos seios pode, e deve, fazer periodicamente a mamografia, que é um importante exame ginecológico. Não há riscos de a prótese romper durante o procedimento.
— Outro mito é o de que a prótese atrapalha a amamentação — lembra o cirurgião plástico Maurício de Maio, mestre em Medicina e doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). — Após três a seis meses da cirurgia, a mulher pode engravidar normalmente e não terá problema algum em amamentar. Vale ressaltar que mulheres com mamas pequenas, “pouco desenvolvidas”, já não iriam mesmo produzir leite por características genéticas, e não pela presença da prótese.
A redução ou a perda de sensibilidade pode, sim, acontecer, em especial em mamas de maior volume.
— Mas, na grande maioria dos casos, esse sintoma é temporário — salienta De Maio.
Sobre o receio que algumas pessoas têm de a prótese estourar, o médico conta que é bem raro isso acontecer:
— O material pode romper em situações que envolvam traumas muito fortes, como acidentes automobilísticos graves.
Mais um mito deve ser desfeito:
— É completamente equivocada a afirmação de que a prótese de silicone aumenta as chances de a mulher desenvolver câncer — esclarece De Maio.
Ele acrescenta que mesmo após colocar o implante a mulher deve continuar fazendo o autoexame.
A substituição da prótese é recomendada após 10 ou 15 anos.
— A indicação é para que a paciente seja examinada periodicamente pelo especialista. É ele quem vai decidir se a prótese deve ou não ser trocada.
Com relação ao tamanho, o ideal é que a escolha fique a cargo do cirurgião plástico, pois é ele quem pode avaliar as proporções físicas em relação a outras partes do corpo, de forma a garantir um resultado bom e saudável.

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Os riscos da obesidade infantil

Poucas atividades físicas, jogos no computador, falta de horários para se alimentar e uma cobrança cada vez maior por corpos magros e bonitos para manter os padrões de beleza atuais. Essa é uma rotina comum para crianças e jovens de hoje. O resultado é o aumento de casos de transtornos alimentares como obesidade, anorexia e bulimia.
Segundo dados recentes da Pesquisa de Orçamentos Familiares, realizada pelo Ministério da Saúde, o número de crianças e adolescentes com excesso de peso subiu para 18% entre o sexo masculino e para 15,5% entre o sexo feminino. Na década de 70, o número de jovens obesos era de 4% entre os meninos e 7,5% entre as meninas. Um salto de mais de 300% de aumento. No total, já são mais de 6 milhões de jovens brasileiros com o problema.
Embora essas doenças sejam mais frequentes por volta dos 15 anos, jovens de nove e 10 anos têm chegado aos consultórios com perda exagerada de peso e achando-se “gordinhos”. 
— Muitas vezes, o início da doença passa despercebido, e os pais só se dão conta quando já está avançado ou causando outros problemas — afirma a endocrinologista pediátrica Leandra Steinmetz. A especialista esclarece abaixo alguns mitos e verdades sobre a obesidade infantil.
O excesso de peso infantil é grave?
A obesidade é uma doença crônica que pode causar vários outros problemas como diabetes tipo 2, hipertensão e outras complicações mais sérias. É importante controlar o excesso de peso para que a criança não sofra com as doenças associadas, principalmente na fase adulta.
Qual a melhor forma de tratar a obesidade infantil?
A melhor forma de combater a obesidade — em qualquer idade — é manter hábitos de vida saudáveis, como uma dieta equilibrada e exercícios físicos. É importante também estabelecer horários para as refeições. O bom exemplo dos pais incentiva a atitude positiva das crianças.
Refrigerante diet e guloseimas adoçadas artificialmente devem ser evitados?
Nenhum estudo, até agora, comprovou que esses produtos sejam nocivos à saúde das crianças. Porém, pelo fato de serem artificiais, é recomendado que sejam consumidos raramente. O ideal é oferecer sucos, frutas e outros alimentos naturais.
A dieta das crianças deve ser igual à dos adultos?
Crianças e adultos devem manter a alimentação equilibrada, ingerindo todos os grupos alimentares. O consumo de legumes, frutas, verduras, pães e massas, carnes magras e pouca gordura também está indicado para todos — desde que não haja restrição médica por algum alimento específico. A diferença está, basicamente, na quantidade ingerida.
Alimentação saudável para toda a família
Reeducar uma criança obesa demanda a dedicação de toda a família. É importante que os jovens vejam os pais e os irmãos se alimentando de forma parecida ou poderão se sentir excluídos. Os pais devem incentivar e também ingerir alimentos como verduras, frutas e legumes, servindo de exemplo para os filhos.
É importante também estabelecer horários para as refeições e reduzir o consumo de alimentos muito calóricos e pouco nutritivos, como bolachas recheadas, doces e hambúrgueres.
— Vale lembrar também que a restrição alimentar das crianças não é similar à dos adultos. Uma reeducação alimentar é mais adequada do que restringir completamente certos alimentos — explica a nutricionista Priscila Kakitsuka.
Dicas para crescer com saúde
— Manter um peso saudável
— Fazer atividade física diariamente
— Orientar as escolhas corretas dos filhos
— O equilíbrio nutricional é obtido pelo consumo de boa quantidade de grãos integrais, frutas e verduras; carnes magras; quantidades limitadas de gorduras (manteiga, maionese) e gorduras trans (bolachas recheadas).
— Para ensinar uma criança a se alimentar bem, os pais devem dar o exemplo, seguindo uma dieta saudável que forneça os nutrientes necessários para estimular o crescimento infantil.
Para as crianças obesas
— Reduzir o açúcar, as frituras e a gordura dos molhos nas carnes e saladas.
— Diminuir o número de refeições realizadas fora de casa.
— Estimular o consumo de três a cinco porções de frutas e vegetais por dia.

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Saiba mais sobre as doenças sexualmente transmissíveis

Quais são os números das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) no Brasil e no mundo?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram, no mundo, cerca de 340 milhões de casos por ano. Nessa estimativa, não estão incluídos os casos de herpes genital e HPV. Os números são alarmantes. Uma pesquisa recente realizada pelo Ministério da Saúde sugere que mais de 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de uma DST. Desse total, cerca de 18% dos homens e 11,4% das mulheres não buscaram atendimento médico. Os problemas causados pelas DSTs podem aumentar em até 18 vezes as chances de contrair o vírus da aids (HIV). No Brasil, as estimativas de infecções de transmissão sexual na população sexualmente ativa são: 
— Sífilis: 937 mil
— Gonorreia: 1,5 milhão
— Clamídia: 1,9 milhão
— Herpes genital: 640 mil
— HPV: 685 mil
Quais as DSTs mais comuns?
As DST são tidas como um grave problema de saúde pública, por afetarem muitas pessoas. Além disso, os sinais e sintomas são de difícil identificação. Uma das principais preocupações relacionadas às DSTs é o fato de facilitarem a transmissão sexual do HIV. Um grande número de infecções é transmitido predominantemente ou exclusivamente por contato sexual. Vários estudos mostram que as DSTs afetam pessoas de ambos os sexos, de todas as raças e de todos os níveis sociais.
Muitos dos casos são epidêmicos, incluindo gonorreia (uretrite gonocóccica), infecção da uretra não causada pela gonorreia (uretrite não gonocóccica), herpes genital, condiloma, escabiose e infecções na uretra e na vagina causadas por bactérias e fungos.
Além dessas doenças epidêmicas, podemos incluir a sífilis, o chato (pediculosis pubis), infecção vaginal e outras. Aids e hepatite B são transmitidas pelo contato sexual, mas também também de outras formas.
Quanto à gravidade, doenças como aids, sem uma vacina ou cura até o momento, hepatite B, que pode se tornar uma doença crônica levando à insuficiência hepática, e sífilis, que se não tratada pode apresentar um quadro neurológico grave, representam, ainda nos dias de hoje, grandes desafios.
Quais os sintomas de uma DST?
As DSTs são causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual sem o uso consistente da camisinha, seja feminina, seja masculina, com uma pessoa que esteja infectada e, geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Algumas são de fácil tratamento e rápida resolução. Outras têm tratamento mais difícil ou podem persistir ativas, apesar da sensação de melhora.
Mulheres, em especial, devem ser bastante atenciosas, já que, em diversos casos de DST, não é fácil distinguir os sintomas das reações orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher consultas periódicas ao médico. Algumas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como a hepatite B. Outras DSTs (aids e sífilis) também podem ser transmitidas da mãe infectada para o bebê durante a gravidez, o parto ou a amamentação.
O tratamento melhora a qualidade de vida, interrompe a cadeia de transmissão e também diminui o risco de transmissão do HIV/Aids, pois as feridas nos órgãos genitais favorecem a entrada do vírus.
Existe um grupo de risco para as DSTs?
Atualmente, podemos concluir que a multiplicação dos grupos de risco para aquisição de DST/aids faz com que praticamente toda a população sexualmente ativa possa se contagiar. Além disso, acredita-se que o termo “grupo de risco”, além de discriminatório, está desatualizado, e que as chances de infecção são relacionadas mais ao comportamento do que à opção sexual. Desta forma, faz-se necessário substituir o “grupo de risco” para “comportamento de risco” ao se avaliar as chances de contaminação.
Fora a área genital, os sinais podem aparecer em outras regiões do corpo?
Apesar das doenças venéreas se manifestarem na genitália externa, elas podem atingir a próstata, o útero, os testículos e outros órgãos internos. Algumas dessas infecções causam apenas irritação local, coceira e leve dor. A gonorreia e a clamídia podem causar infertilidade em mulheres.
Quais delas causam graves consequências no organismo da mulher ou do homem?
Assim como qualquer doença, as DSTs, quando não tratadas, podem levar a consequências sérias. Por exemplo, um HPV pode originar uma câncer de pênis no homem e câncer de colo de útero na mulher. Algumas uretrites mais graves podem levar a uma estenose da uretra (canal por onde passa a urina), sífilis pode originar consequências neurológicas graves, assim como promover o aparecimento de lesões genitais, que podem levar a cicatrizes e deformidades no corpo do pênis.
Pais infectados podem transmitir a doença para seus filhos?
As DSTs, quando acometem gestantes, podem atingir o feto durante seu desenvolvimento, causando-lhe lesões. Podem, também, provocar aborto, determinar uma gravidez ectópica (fora do útero) ou, ainda, causar o nascimento de crianças com graves malformações. Durante o parto, podem atingir o recém-nascido, causando doenças nos olhos e nos pulmões, entre outros problemas.
Quais são os tratamentos mais modernos?
Apesar de os tratamentos para as DST’s, hoje em dia, serem baseados no antibiótico, devem-se adotar medidas que visem não só ao tratamento da infecção clínica como à remoção das lesões em muitos pacientes. Nenhum dos tratamentos disponíveis é superior aos outros; e nenhum tratamento será o ideal para todos os pacientes nem para todas as lesões, ou seja, cada caso deverá ser avaliado para que se tenha a conduta mais adequada.
Outras medidas são necessárias para um melhor resultado: ênfase na adequada higiene, geral e genital, tratamento de patologias associadas, em especial infecções genitais, investigação e tratamento das parcerias e parceiros sexuais e abstenção das relações sexuais durante o período de tratamento. O uso regular de preservativos é fundamental paraa todos os portadores ou não de DST.

Fonte: Oskar Kaufmann, urologista, especialista em cirurgia robótica em urologia

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Entenda a incontinência urinária feminina

A perda urinária involuntária, conhecida como incontinência urinária, gera situações constrangedoras pela dificuldade de segurar o xixi até chegar ao banheiro, principalmente para a mulher. Esta perda pode ser precedida de um esforço (tosse, espirro, risada ou exercícios), de uma vontade urgente de urinar ou de ambos.
— A perda do controle da bexiga não é uma doença, mas sim um sintoma que pode surgir por determinadas causas. Pode afetar qualquer pessoa, em qualquer idade: de crianças a idosos, homens e mulheres. As mulheres, contudo, têm três vezes mais chance de sofrer incontinência urinária por causa de fatores como esforço físico causado pela gestação e queda nos níveis de estrogênio depois da menopausa — explica Oskar Kaufmann, doutor em Urologia e integrante do corpo clínico dos Hospitais Albert Einstein e São Luiz.
A incontinência urinária chega a atingir 25% da população feminina. Mesmo os quadros leves interferem diretamente nas atividades diárias, comprometendo a qualidade de vida.
— Muitas consideram que a perda urinária faz parte dos problemas que as mulheres têm de aceitar ao se aproximar da velhice. Por conta desse falso conceito e por não conhecerem a existência de tratamentos modernos, nem sempre cirúrgicos, muitas não procuram ajuda médica — completa o especialista.
Mas o que leva à incontinência urinária?
— O aumento do peso do conteúdo abdominal e uterino, devido à gravidez, é uma das causas da incontinência urinária futura. Durante a gestação, o aumento do volume abdominal e a presença da cabeça fetal na pelve podem causar uma pressão maior sobre o diafragma muscular pélvico, levando à flacidez dessa musculatura — explica Kaufmann.
Tipos de incontinência
— Incontinência de esforço: é causada por danos ou enfraquecimento dos músculos da pélvis, em especial do assoalho pélvico. Esse conjunto de músculos, que fica na parte inferior da pélvis, dá sustentação aos órgãos baixos e ajuda-os a manter sua forma e a realizar suas funções adequadamente. Partos, menopausa, fraturas na pélvis e certos tipos de cirurgia, como histerectomia (remoção do útero), podem fazer com que esses músculos se tornem deficientes. Como resultado, qualquer atividade que exige esforço repentino ou pressão na bexiga, como espirrar ou jogar tênis, pode causar a liberação de urina.
— Incontinência de urgência (bexiga hiperativa): a pessoa sente uma necessidade repentina de urinar e não consegue chegar ao banheiro a tempo. Ocorre quando há danos nos nervos que conectam o cérebro e a bexiga, resultando em contrações incontroláveis do músculo da bexiga, que forçam a eliminação da urina. Esses danos nervosos podem ser causados por derrames, traumas na medula ou doenças como esclerose múltipla, que causam disfunções nervosas.
— Incontinência mista: algumas pessoas sofrem, simultaneamente, tanto de incontinência de esforço quanto de urgência.
— Incontinência de superenchimento: o corpo produz mais urina do que a bexiga consegue armazenar, causando o vazamento ou o gotejamento do excesso de urina. Pode ser resultado de uma obstrução ou de um mau funcionamento dos músculos da bexiga, que impedem que seja esvaziada completamente, causando vazamento da urina.
Tratamento
Dependendo do tipo de incontinência, os tratamentos podem incluir mudanças no estilo de vida ou comportamento, medicação, exercícios especiais ou cirurgia. Vários aparelhos e produtos podem ajudar a lidar com o problema.

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Dificuldade de engolir pode ser indício de doença grave

A dificuldade moderada, ou até mesmo leve, de engolir líquidos ou sólidos não deve ser negligenciada. 
— Assim que é diagnosticado o problema, é fundamental investigar a sua causa, pois em alguns casos pode ser o alerta de algo mais sério — aponta Rubens Sallum, gastroenterologista e diretor do Serviço de Cirurgia do Esôfago do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
A disfagia é um sintoma comum em doenças graves como megaesôfago e câncer de esôfago. Segundo o médico, muitas vezes os pacientes acabam procurando tratamento tardio.
— Em ambas as doenças, dois ou três meses subestimando o sintoma podem ser cruciais. Quando o médico é procurado, a situação já se agravou — alerta, ressaltando que assim que o sintoma é reconhecido é recomendável rapidamente procurar um médico e, quando necessário, fazer uma endoscopia.
Os tumores epidermoide (próprio do revestimento do esôfago) e adenocarcinoma (que atinge a junção do esôfago com o estômago), quando diagnosticados, têm alto percentual de cura. Segundo o médico, a cura nos estágios iniciais chega a 90%. Quando a doença é tratada em estágios mais avançados, os índices de cura podem chegar em 60%, mas dependem de modernas técnicas de tratamento.
— Em alguns casos, é necessário fazer uma cirurgia radical de retirada do esôfago (esofagectomia). Mas, para oferecer essa operação, é fundamental diagnosticar a doença em estágio menos avançado — diz Rubens Sallum.
No megaesôfago, a musculatura no final do esôfago — que funciona como um esfíncter que abre e fecha — para de abrir normalmente, impedindo a passagem de alimentos, o que leva a uma dilatação do esôfago. Uma das consequências é a dificuldade de engolir alimentos, podendo gerar alteração do estado nutricional do paciente.
O especialista alerta que, além da atenção que a população em geral deve ter à disfagia, é fundamental que fumantes, alcoólatras e aqueles que já sofreram alguma agressão no esôfago (como, por exemplo, quem ingeriu soda cáustica no passado) façam regularmente o exame de endoscopia.

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Atenção à diarreia

De acordo com especialistas, é comum haver um aumento de casos de diarreia no verão por causa das condições climáticas — que propiciam a proliferação de micro-organismos nos alimentos, além da circulação de vírus no ar e nas águas. O pediatra Gerson Matsas alerta para o risco da desidratação, que, se não for tratada adequadamente, pode levar à morte. Caso a pessoa apresente vômito e diarreia, sem conseguir ingerir líquidos e se alimentar, deve procurar um pronto-socorro.
— É importante manter a higiene durante o manuseio dos alimentos, lavar as mãos com e usar água potável no preparo das refeições e das bebidas — alerta a nutricionista Weruska Barrios.
Dicas de prevenção e tratamento
O que causa a diarreia?
A doença é transmitida pelo contato direto e indireto com pessoas, objetos, alimentos ou água contaminados. O contágio também pode ocorrer por meio da água de piscina, mar, rios e lagos.
O que é?
É o aumento do número das evacuações e/ou alteração na consistência das fezes. Tem início súbito e com duração inferior a três semanas. Na maior parte dos casos, a diarreia dura entre três e cinco dias. Pode ser causada por vírus, bactérias ou parasitas. A doença pode ser provocada pelo consumo ou exposição à água não tratada e contaminada, má higienização das mãos antes e depois de atividades diárias e consumo de alimentos contaminados. Utensílios de cozinha contaminados e higiene pessoal inadequada também podem causar o problema.
Quais os riscos?
Caso não seja tratada adequadamente, a diarreia pode causar desidratação, que, em casos mais graves, pode levar à morte. 
E os sintomas?
Desconforto abdominal, cólica, estufamento, gases, mal-estar, aumento no número de evacuações _ com diminuição da consistência das fezes _, náuseas e vômito. Em casos graves, são registrados sangramentos, febre, pus ou muco nas fezes.
O que fazer para prevenir?
Beba somente água filtrada ou fervida e consuma alimentos produzidos em locais limpos. Se fizer as refeições fora de casa, procure estabelecimentos com segurança alimentar controlada. Conserve a comida sempre em local refrigerado, embalada e livre de animais e insetos. Evite consumir alimentos perecíveis que estiverem fora da geladeira por mais de duas horas. Alimentos crus ou mal cozidos também devem ser evitados, e o ambiente doméstico e de trabalho devem estar sempre limpos.
Estou com diarreia. O que devo fazer?
Ingira muitos líquidos e mantenha alimentação leve. Caso o vômito e a diarria persistam ou se agravem procure um médico ou pronto-socorro. Não utilize medicamentos antidiarreicos e/ou antibióticos sem orientação médica. Lave as mãos antes e depois de qualquer atividade, especialmente, após utilização do sanitário. Além disso, intensifique a higiene do ambiente com uso de produtos com cloro.
Recomendações
— Evite ingerir açúcar simples, doces e refrigerantes.
— O leite também deve ser evitado, pois pode ocorrer intolerância.
— Consuma aproximadamente dois litros de líquidos por dia.
— Consulte um nutricionista em caso de dúvida.
Alimentos permitidos
— Frutas como maçã, pera, banana, goiaba (sem casca ou cozidas)
— Papas de frutas sem açúcar
— Sagu, gelatina, picolé de frutas não ácidas
— Tapioca, farinha de mandioca
— Purês (chuchu, cenoura, batata, mandioquinha), preparados sem leite
— Massas (pães, macarrão sem molhos ácidos e à base de leite), arroz
— Carnes magras brancas (bem cozidas, assadas ou grelhadas)
— Temperos: sal, cebola, tomate e cheiro verde
Alimentos a serem evitados
— Cereais integrais
— Grãos de leguminosas
— Hortaliças cruas ou cozidas
— Frutas com bagaço, como laranja e bergamota
— Mamão, ameixa, uva
— Oleaginosas como nozes, castanha, amendoim
— Doces concentrados
— Doces gordurosos como tortas, bolos, massa folhada, musses, sorvetes à base de leite, doces com chocolate, biscoitos amanteigados e/ou recheados
— Frituras, salgadinhos, balas, croissant, chocolate
— Bebidas alcoólicas ou gasosas
— Leite e derivados
— Alimentos como repolho, couve, couve-flor, brócolis, rabanete, pimentão, vagem
— Alimentos condimentados e gordurosos como catchup, maionese, mostarda, creme de leite
— Frios e embutidos
— Patês industrializados ou com maionese ou creme de leite
— Alimentos industrializados como hambúrguer, almôndegas, quibe, nuggets etc.

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Gestação e medicamentos: falta orientação

Pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) mostra que 60% das gestantes que utilizam medicamentos durante a gravidez não recebem informação sobre possíveis riscos da medicação para a saúde do feto. O estudo, realizado com 699 mulheres com mais de 30 semanas de gestação, no interior de São Paulo, ressalta a necessidade de orientação adequada sobre medicamentos muito utilizados, como os receitados para cólicas, mas que não dispõem de estudos aprofundados sobre seus efeitos.
— Durante a gestação, os medicamentos ingeridos pela mãe podem atravessar a placenta e provocar efeitos teratogênicos, como defeitos na formação do feto — afirma a farmacêutica Andrea Fontoura, que realizou a pesquisa. — Todo medicamento é lançado após exaustivos testes clínicos com seres humanos, mas como eles não podem ser realizados em gestantes, seus efeitos deletérios são conhecidos apenas quando já estão no mercado — completa.
Das gestantes entrevistadas, 98% disseram usar pelo menos um tipo de princípio ativo, com um número médio de sete princípios ativos por gestante — uma das mulheres revelou que usava 34 medicações diferentes. O trabalho utilizou a classificação da Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de medicamentos nos Estados Unidos, que divide os princípios ativos em cinco grupos. Os medicamentos mais utilizados pelas gestantes estão nas categorias A e B, com 20,55% e 25,20%, respectivamente.
— Os estudos existentes demonstram que esses grupos de medicamentos não tiveram efeitos teratogênicos sobre os fetos — afirma Andrea.
A farmacêutica alerta para os riscos da utilização dos princípios ativos da categoria C, verificada em 14,07% das mulheres pesquisadas, e que inclui a escopolamina, receitada em casos de dor e cólicas.
— Essa categoria inclui medicamentos que apresentaram efeitos adversos no feto em pesquisas sobre reprodução animal. Entretanto, em seres humanos, não existem estudos adequados ou os resultados não foram divulgados.
Orientação
Embora 86,4% das gestantes usem medicamentos com prescrição médica, 60% não receberam nenhuma orientação sobre a medicação utilizada. De acordo com a pesquisadora, essa disparidade acontece porque em muitos casos os medicamentos são apenas entregues pelo farmacêutico com a apresentação da receita.
— Na verdade, a medicação deveria ser dispensada, ou seja, no ato da entrega são fornecidas todas as informações necessárias para o usuário — explica.
Apenas uma das gestantes pesquisadas usava medicamentos da categoria X, que apresenta maiores riscos ao feto: uma mulher que tomava anticoncepcional e soube da gestação apenas no quinto mês de gravidez.
— Além dos contraceptivos, o grupo também inclui medicamentos como a isotretinoína, para tratamento de acne severa, e a vitamina A em doses elevadas. A Política Nacional de Humanização do Pré-Natal e Nascimento, adotada pelo Ministério da Saúde, prevê a captação precoce das gestantes, que devem passar pela primeira consulta do pré-natal antes de completarem 120 dias de gravidez.
Andrea recomenda a presença de farmacêuticos nas equipes de saúde que cuidam das gestantes durante o pré-natal.
— Elas não devem utilizar medicamentos sem receber informações adequadas sobre os possíveis efeitos negativos dos princípios ativos.
A farmacêutica também aponta que a realização de estudos farmacoepidemiológicos sobre a utilização de medicamentos ajuda a promover seu uso de forma mais racional.
— De posse dessas informações, é possível deixar de prescrever medicação apenas por prescrever, sem consciência dos riscos para a gestação.

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Entenda o câncer de peritônio

O câncer primário de peritônio atinge, na maior parte das vezes, mulheres na pós-menopausa (cerca de 70% das pacientes são diagnosticadas em idades avançadas). A apresentadora Hebe Camargo, 80 anos, foi diagnosticada neste mês com a doença, um tipo raro de neoplasia, mas com grandes chances de cura.
O peritônio é a maior membrana do corpo. Ela reveste o interior do abdômen (barriga), abrangendo e protegendo intestino, fígado, estômago e ovários, entre outros.
A enfermidade normalmente se inicia na parte inferior do abdômen, conhecida como pélvis, onde se localizam os ovários. Por esta razão, o câncer primário de peritônio e o câncer de ovário se comportam de forma muito semelhante e são tratados, quase sempre, da mesma maneira.
Sabe-se que mutações genéticas podem estar ligadas à formação desse câncer.
— Cinco em cada cem mulheres são acometidas pelo câncer de peritônio — afirma Sérgio Simon, oncologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, médico que cuida da apresentadora.
Sintomas
O câncer primário de peritônio, geralmente, não apresenta qualquer sintoma durante um longo período. Quando os sinais aparecem, podem se apresentar das seguintes formas:
— Perda de apetite
— Inchaço no abdômen
— Dor abdominal
— Constipação ou diarreia
— Necessidade de urinar com frequência
— Esses sintomas podem ser causados por uma série de outras doenças e não exclusivamente pelo câncer primário de peritônio. Por esse motivo, procure orientação de um médico de confiança, que poderá fazer o diagnóstico.
Tratamento
— Cirurgia: pode ser um dos tratamentos. O intuito é retirar o maior volume de tumor ou tumores possível.
— Quimioterapia: é o uso de drogas, geralmente administradas após a cirurgia, para destruir as células cancerosas. No entanto, há casos em que o médido opta por administrá-la primeiro, para posteriormente realizar a cirurgia. O objetivo é diminuir o tamanho do tumor e facilitar a retirada cirúrgica do mesmo.
— Radioterapia: trata o câncer usando raios X de alta energia para destruir as células cancerosas. Ocasionalmente, utiliza-se a radioterapia no tratamento de câncer primário de peritônio.
Fonte: Oncoguia

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Café pode reduzir risco de diabetes tipo 2

O consumo regular de café ou chá pode reduzir o risco de diabetes tipo 2, mostra a análise de 18 estudos publicada no Archives of Internal Medicine. Os pesquisadores avaliaram trabalhos que consideraram a ingestão de café normal, descafeinado e chá.

Após excluírem variáveis que poderiam influenciar no aparecimento do diabetes, eles calcularam, em comparação com quem não ingere nenhuma dessas bebidas, que cada xícara (150 ml) de café diária reduz em 7% as chances de desenvolver a doença. No caso do descafeinado, o consumo de três ou quatro xícaras por dia foi relacionado a um risco 36% menor, e quem bebia a mesma quantidade de chá apresentou 18% menos chances.

Uma das hipóteses é a de que substâncias antioxidantes presentes nas bebidas, como os ácidos clorogênicos, atuem nas células beta, responsáveis por sintetizar insulina (hormônio que promove a absorção de glicose). O excesso de oxidação pode lesar as células.

— Esse processo de oxidação é muito importante para a gênese do diabetes — afirma o endocrinologista Antônio Carlos Lerário, da Sociedade Brasileira de Diabetes.

A Universidade de Brasília (UnB) também desenvolve uma pesquisa para avaliar a ação do café na prevenção do diabetes. Foram entrevistados por telefone cerca de mil voluntários. Desses, 70 foram avaliados em laboratório. Os dados serão divulgados este ano, mas os resultados preliminares são bons.

— Populações de diferentes países apresentaram resultados consistentes, e agora avaliamos no Brasil. Várias pesquisas apontam que quem consome café regularmente tende a desenvolver o quadro de diabetes mais tardiamente. No entanto, temos o hábito de consumir com açúcar e, por isso, podemos ter diferença de resposta — afirma a nutricionista Teresa Helena Macedo da Costa, uma das responsáveis pelo trabalho e professora da UnB.

Quanto consumir

Pesquisadores indicam a ingestão diária de até 600 ml de café filtrado ou de chá, o equivalente a quatro xícaras, para se obterem os benefícios.

— Esses estudos mostram que, do ponto de vista cardiológico, não há razões para evitar tomar café — afirma o cardiologista Luiz Antônio Machado César, do Instituto do Coração (InCor), onde também pesquisa sobre esse assunto.

— É uma revisão de vários estudos, mas isso não se transfere para a prática clínica de imediato. Quando sai um trabalho em uma revista de impacto, a interpretação pode ser “vamos tomar café para prevenir diabetes”, mas não é assim —  contrapõe Antônio Roberto Chacra, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo.

Médicos ouvidos pela reportagem e os autores do estudo consideram que ainda faltam estudos controlados que comparem pessoas que consomem as bebidas com grupos controle que não as ingerem para ser possível passar a uma indicação clínica desses alimentos.

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