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Fúria de Titãs

21 de setembro de 2015 1

SILMARA CIUFFA_446

Lançado no ano passado, Nheengatu é um dos melhores discos de toda a carreira dos TITÃS. Na esteira da boa recepção tanto de crítica quanto de público, a banda caiu na estrada com o show novo – que acaba de ser lançado em CD e DVD.

Em NHEENGATU AO VIVO, o quarteto misturou as músicas do álbum com sucessos de mais de 30 anos de estrada, como TelevisãoDesordemPolíciaDiversãoAA UUFloresBichos Escrotos e Sonífera Ilha. A Contracapa trocou uma ideia com TONY BELLOTTO SÉRGIO BRITTO sobre essa ótima fase titânica.

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TONY BELLOTTO

Nheengatu tem a mesma virulência do clássico Cabeça Dinossauro (1986), né?
O disco começou a nascer com a turnê comemorativa de 25 anos do Cabeça. Reforçou na gente a percepção que as pessoas têm que somos mesmo aquela banda do Cabeça.Nheengatu é um retrato do Brasil atual, ecoa o clima das manisfestações de 2013. Estamos nos renovando, sem renegar o passado.

Vocês tocam as primeiras músicas usando umas máscaras de palhaço do mal. Aquilo é sinistro, hein?
A ideia surgiu quando gravamos o clipe da música Fardados, em que estamos maquiados. No dia da gravação, a gente achou que poderia se apresentar assim.

O rock está agonizando no Brasil?
O rock brasileiro está praticamente desaparecido no país. As pessoas até consomem rock no Brasil, mas rock estrangeiro. O rock também perdeu muito da sua força contestadora, que ficou com o rap. O rock ficou mais juvenil, falando de temas como garotas e namoros. Mas o rock tem como característica surpreende, tenho esperança de que isso aconteça e que ele volte com força.

SILMARA CIUFFA_1

SERGIO BRITTO

O que significou para vocês o êxito deNheengatu?
É muito bacana ver que esse esforço foi recompensado. A realização artística é o que nos mantêm unido, é a cola. A ligação entre os membros da banda se fortaleceu.

O Tony Bellotto me disse que só escuta coisas antigas, tipo Stones e Clash, e que você e o Paulo Miklos é que ouvem as novidades. O que está rolando na tua vitrola?
Acabei de ouvir os discos do Supercombo e do Far From Alaska. Aliás, pena o FFA não ter nada em português, porque acho que uma letra econômica com aquela vocalista deles será ótimo. Ouvi também o Maglore. Tenho curiosidade de saber o que esses grupos novos estão fazendo para saber por onde está indo a linguagem do pop rock.

Quando teremos disco novo dos Titãs?
Por mim, seria no ano que vem, até para não perder esse ímpeto do bom momento. A gente sempre está premeditando. Já estamos pensando no novo disco, trocando uma ideia.

Crédito: Fotos Silmara Ciuffa/Divulgação

Comentários (1)

  • Icaro Neves Rocha diz: 21 de setembro de 2015

    Banda que não lança nada que preste desde o acústico Mtv, vive de regurgitar sucessos de quase 40 anos atrás. Musicalmente involuíram muito. Esse Nheengatu aí só caiu no “gosto” da crítica de um modo geral por levantar temas com viés esquerdista. Basta pegar as letras. Letra contra a polícia (Regurgitando o Cabeça dinossauro), letra sobre “Minorias”, letra contra religião (De novo…) tudo pinçado com um instrumental que até é bem produzido mas peca na execução(Paulo Miklos de guitarrista e principalmente eo Tony Bellotto são muito fracos, o Tony conseguiu a proeza de ser um meia -boca que ficou até sem o “meia” só com a “boquinha” de tocar no nome e o Branco Mello no baixo é piada)
    Enfim, soa muito fake senhores de quase 60 anos bancando os revoltados e ainda por cima mamando na lei Rouanet.

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