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Posts com a tag "Festival de Cinema de Gramado"

Três projetos gaúchos são beneficiados pelo edital do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados

26 de março de 2013 2



A Oi Futuro anunciará nesta quarta-feira o resultado do edital 2013 do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados. E o blog anuncia, em primeira mão, que três projetos gaúchos  estão entre os beneficiados. São eles: o Festival de Cinema de Gramado, o Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre e a Bienal de Artes Visuais do Mercosul.


Nesta edição, foram selecionados 102 projetos de 12 estados brasileiros, nas áreas de música, cinema, teatro, artes visuais, dança, patrimônio cultural, publicação e documentação, cultura popular, e tecnologia e novas mídias. A lista poderá ser acessada no site www.oifuturo.org.br.



O Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados tem como objetivo estimular a produção artística no Brasil, valorizando a diversidade como elemento fundamental da identidade nacional. O programa destina recursos para o financiamento total ou parcial de projetos aprovados em leis de incentivo à cultura de todo o país.

Confira as datas dos projetos beneficiados do Rio Grande do Sul:

> 5º Festival de Teatro de Rua de Porto Alegre - Ano 2013
De 8 a 17 de abril de 2013

> 41º Festival de Cinema de Gramado
De 9 a 17 de agosto de 2013

> 9ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul

13 de setembro a 10 de novembro de 2013

Pata Negra em imagem e sabor

29 de agosto de 2012 2

Na ativa desde 2011, a produtora audiovisual Pata Negra teve seu lançamento oficial este mês, no 40º Festival de Cinema de Gramado. E na estreia já foi conquistando quatro prêmios na Mostra Nacional de curtas, inclusive o Kikito de melhor direção para Gilson Vergas, que assina A Casa Afogada, primeiro trabalho da Pata Negra.

Vargas está à frente da produtora, na companhia da desenhista de som Gabriela Bervian e da produtora executiva Itamony Barros – os três representados do desenho acima pelo ilustrador Felippe Steffens, responsável pelo visual do também recém-lançado site, com design de Thiana Kawski. Na página da produtora, constam os filmes e projetos e uma seção com receitas acompanhadas de dicas de filmes que dão água na boca.

A primeira ensina como fazer um risoto de Pata Negra. Um dos próximos trabalhos da produtora são os curtas Domingo de Marta Stein, dirigido por Gabriela, e O Relâmpago e a Febre, de Vargas, que prepara sua estreia em longa: o road movie Dromedário no Asfalto.

Curta gaúcho encerra a mostra nacional do Festival de Cinema de Gramado

16 de agosto de 2012 0

O curta-metragem gaúcho Um Diálogo de Ballet, de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, será exibido nesta sexta-feira, dia 17 de agosto, no Festival de Cinema de Gramado durante a mostra competitiva de curtas nacionais do festival.

Um Diálogo de Ballet estreou no ano passado no Festival de Cannes. O filme aborda o conflito de gerações e é uma produção da Avante Filmes e protagonizado pelo ator Lauro Ramalho e o bailarino Giovanni Rizzo.


Festa Premium Black & Gold encerra a última noite do Festival de Cinema de Gramado

16 de agosto de 2012 0

A festa Premium Black & Gold estreia no Brasil, no sábado dia 18 de agosto, encerrando a última noite do 40º Festival de Cinema de Gramado. A noite promete unir cinema, artistas e música eletrônica. No line up, o DJ internacional Rudy Stocker - residente do Festival de Cannes - é a grande atração. Ao lado dele, também comandam as pick-ups Edo Krause, Ricardinho Goldfarb, Dudu Petrelli e Lio Krieger.

A Black & Gold by Posh foi lançada durante o verão Europeu de 2011 e desembarca na serra gaúcha em uma parceria com a Kiss & Fly, de Porto Alegre, na Casa Branca, em Gramado - Rod. 235, Km 32. Os ingressos custam R$ 150 para mulheres e R$ 450 para homens e estão a venda no site Blue Ticket.

Tatiana Fontes se apresenta em festa para o Festival de Cinema de Gramado

10 de agosto de 2012 0

No dia 16 de agosto, a DJ Tatiana Fontes comanda as pick ups da festa La Barra Grand Opening Party, no Serra Partk, preparada pela Carpe Vita e o La Barra para esquentar o último final de semana do Festival.

Tatiana toca regularmente em clubs como Mynt, em Miami, Guys and Dolls, em Los Angeles, Lavo, em Nova York, e Marquee Club, em Las Vegas. Mas antes de se tornar DJ, Tatiana trabalhava com modelo. Ela chegou a atuar em desfiles e campanhas em Paris, Milão e Alemanha.

Filme gaúcho é selecionado para a competição do Festival de Cinema de Gramado

09 de agosto de 2012 0

O filme Insônia, de Beto Souza, é o único longa-metragem gaúcho a ser selecionado para a competição oficial do Festival de Cinema de Gramado deste ano, na categoria Longas Nacionais. Estrelado por Luana Piovani, Insônia será exibido no dia 14 de agosto, no Palácio dos Festivais.


Após a sessão, os atores do longa-metragem se reunirão no San Tao Restobar, onde Luiza Caspary, Gabriel von Brixen, Leo Henkin e Jader Cardoso - responsáveis pela trilha sonora do filme - apresentarão um pocket show com as músicas do longa.

A estrela é o tapete

14 de agosto de 2010 1

O ponto alto do Festival de Gramado é a entrega dos Kikitos. Mas o momento mais glamouroso repete-se todas as noites, quando os artistas pisam o tapete vermelho, do lado de fora do Palácio do Festivais, entre flashes e gritos do público.

Este ano o tapete vermelho ganhou ainda mais espaço e importância, avançando em mais 20 metros na Rua Coberta: ao todo, são 80 metros a percorrer.

– O tapete vermelho foi fundamental para dar mais glamour e visibilidade aos artistas –  explica Mário Alberto Kleinowski, um dos coordenadores de infraestrutura do Festival.

No passado, o tapete ficava apenas em frente ao Palácio, onde muitos artistas chegavam de carro, sem tanto contato com o público, como lembra o pesquisador e cineasta Antônio Jesus Pfeil.

5 passagens inesquecíveis

Antonioni – Com a intenção de reerguer o festival depois da crise da Era Collor, Gramado chamou o mestre italiano Michelangelo Antonioni. Ele veio em 1994, aos 82 anos, na 22ª edição. Não mexeu com multidões, mas emocionou fãs de clássicos como A Noite e Blow Up, num dos momentos mais marcantes da história do festival. No ano seguinte, foi a vez da atriz Gina Lollobrigida.

Zezé di Camargo & Luciano – Fenômeno do cinema nacional, o longa 2 Filhos de Francisco fez carreira consagradora nos cinemas em 2005. O sucesso do filme de Breno Silveira pôde ser medido dias antes de sua estreia nacional, com a exibição, em première, na 33ª edição de Gramado. A dupla sertaneja, cuja trajetória é tema do longa, desfilou pelo tapete transformando a sessão no evento mais concorrido daquele festival.

Sandy & Júnior – Um ano depois dos filhos de Francisco, os filhos de Xororó apresentaram o projeto de curta-metragem musical Estranho Jeito de Amar. Inspirado em Tudo sobre Minha Mãe, o filme não marcou Gramado em 2006. Mas a passagem de ambos pelo tapete teve histeria de fãs como o festival poucas vezes viu igual.

Didi – Ídolo na TV, o personagem de Renato Aragão também foi um dos principais nomes do cinema popular no Brasil – participou de 47 longas-metragens. Em 2008, Aragão recebeu um Kikito Especial. Seu choro no palco, disse, foi consequência do carinho que recebeu dos fãs. No tapete vermelho, eles se acotovelaram para ver Didi.

Xuxa – Uma das homenageadas mais contraditórias do evento esteve em Gramado em 2009 para receber um troféu criado pela prefeitura da cidade serrana. Sua frase “Eles tiveram de me engolir”, direcionada aos críticos, pegou mal. Mas a passagem de Xuxa pelo tapete, diante de um esquema de segurança nunca visto no festival, foi festejada por centenas de fãs.

Raio x

Comprimento – 80 metros
Largura – 2 metros
Hall com pórtico – 150 metros quadrados
Ponta com Kikito – 8 metros de diâmetro
Iluminação – 26 mil leds de alta resolução iluminam o tapete e dão efeitos especiais nos arcos da Rua Coberta
Decoração – arborização com samambaias e coqueiros, que não prejudicam a visibilidade
Montagem – a partir de 3 de agosto. Demorou seis dias para ficar pronto
Limpeza – é varrido diariamente e, quando necessário, uma máquina esfrega-o para tirar manchas

Famosos no tapete vermelho

13 de agosto de 2010 2

Aos poucos, os rostos dos atores famosos vão "enfeitando" o tapete vermelho do Festival de Cinema de Gramado. Na noite de ontem, somaram-se aos que já estavam na serra Sidney Sampaio, Marco Antônio Gimenez, Daniela Escobar, Rocco Pitanga, André Ramiro e Rômulo Arantes Neto.

O global Sidney Sampaio, 30 anos, arrancou suspiros das mulheres. Ele, que já fez novela, diz que é um sonho trabalhar com cinema.
_ Minha paixão por interpretar começou no cinema. Eu ia assistir filmes no início da tarde e saía somente à noite, e acabei só fazendo um longa de baixo orçamento até agora. Estou louco para sair da poltrona para a telona _ disse o ator a Zero Hora.
Sem planos de voltar à tevê, Sampaio divulga seu novo projeto: um site pessoal onde, mais do que informações de sua carreira, vai expressar suas opiniões.

Opinião: O Contestado – Restos Mortais

12 de agosto de 2010 0

Por Roger Lerina

Quarenta anos depois de levar para as telas a Guerra do Contestado no drama histórico A Guerra dos Pelados (1970), o cineasta Sylvio Back volta ao tema _ agora, no registro documental. Concorrendo em Gramado com O Contestado _ Restos Mortais, o diretor traça um painel exaustivo de um dos mais impressionantes episódios da história nacional: a Guerra do Contestado (1912 _ 1916), conflito que envolveu questões de fronteira entre Paraná e Santa Catarina, disputa pela posse da terra, exploração por empresas estrangeiras e messianismo.]

Como é usual nos documentários de Back, O Contestado reúne muitos depoimentos de historiadores, escritores e jornalistas, cujas teses são cotejadas com as falas de pesquisadores diletantes e pessoas da região do conflito _ muitas delas centenárias _, que relembram o embate a partir de recordações e experiências pessoais. Essa multiplicidade de vozes, porém, torna-se um tanto excessiva na tela: os 155 minutos de O Contestado são ocupados em demasia por uma avalancha de relatos, às vezes reiterativos, que se tornam cansativos porque carecem de mais imagens de apoio, como mapas e fotos. Uma ausência surpreendente, por sinal, já que uma das características de documentários do realizador como Guerra do Brasil (1987) é justamente a riqueza da iconografia apresentada.

Nessa nova batalha da boa guerra que trava em prol da memória da história brasileira, Back acerta em uma decisão arriscada: intercalar as entrevistas com cenas de médiuns em transe, alegadamente incorporando espíritos de alguns dos cerca de 20 mil mortos do Contestado. As impressionantes sequências são uma inusitada forma de inserir algo semelhante a dramatizações no documentário _ recurso, aliás, coerente com um conflito que, no final das contas, foi marcado pelo misticismo.

Foco feminino: Estrelas atrás das câmeras

12 de agosto de 2010 1

Por Faniel Feix

Patrícia Moran e Ana Luíza Azevedo se cumprimentam entusiasmadas, enquanto Ana Carolina aproveita o reencontro com Suzana Amaral para pedir uma cópia de seu mais recente longa, Hotel Atlântico (2009).
– Não consegui ver o seu filme, Suzana – diz.

Foi em meio à muita correria, mas as quatro cineastas brasileiras se dispuseram a posar juntas para ZH e, logo depois, engatar um papo – até serem interrompidas por reuniões de júri ou, no caso de Patrícia e Ana Carolina, se preparar para subir ao palco do Palácio dos Festivais.

A primeira apresentaria seu longa Ponto Org na mostra competitiva. A segunda receberia o Troféu Eduardo Abelin – que havia definido, minutos antes, como um marco em sua extensa trajetória.

A rápida conversa teve início já sem a presença da homenageada da noite, com uma tentativa da reportagem de que se falasse sobre o ofício do ponto de vista feminino.

– Não, não. Isso é muito antigo – refutou Suzana, para em seguida fazer uma defesa do cinema de autor:

– Um problema grave do cinema brasileiro é que o mercado regula a nossa produção. As verbas estatais são destinadas sobretudo a quem consegue grandes bilheterias. Vivemos um massacre dos filmes mais autorais.

Ana Luiza ponderou que mesmo quem trabalha visando a se comunicar com públicos mais amplos enfrenta dificuldades para produzir. Suzana, a mais tagarela das quatro, ainda teve tempo para uma pequena confissão:

– Considero Hotel Atlântico o meu melhor filme, melhor ainda que A Hora da Estrela (1985). Só não entendo por que ele teve uma carreira tão efêmera nos cinemas. Sei que não é um trabalho para competir por espaço com Avatar, mas tinha potencial para fazer mais do que acabou fazendo.

Conheça

(da esquerda para a direita)

Ana Carolina Soares tem 66 anos e é conhecida por seus longas que abordam a alma feminina, sobretudo pela trilogia formada por “Mar de Rosas” (1977), “Das Tripas Coração” (1982) e ”Sonho de Valsa” (1987). Entre seus filmes mais recentes está o elogiado “Amélia” (2000). É a homenageada com o Troféu Eduardo Abelin

Suzana Amaral, 78 anos, dirigiu o multipremiado – em Brasília, Havana e até Berlim – “A Hora da Estrela” (1985), além de “Uma Vida em Segredo” (2001) e do recente “Hotel Atlântico” (2009), todos baseados em grandes obras da literatura brasileira. Integra o júri encarregado da distribuição de Kikitos aos longas brasileiros

Patrícia Moran, 49 anos, é mineira e tem carreira consolidada como curta-metragista – com títulos como “Clandestinos” (2001) e “Plano-Sequência” (2002), exibido no Festival de Berlim. Paulo César Pereio, o homenageado com o troféu Oscarito, está em seu primeiro longa, “Ponto Org” (2010), apresentado ontem à noite em Gramado

Ana Luíza Azevedo, 50 anos, é uma das fundadoras da Casa de Cinema de Porto Alegre. Foi assistente de direção de Jorge Furtado e assinou curtas como “Três Minutos” (1999), que integrou a seleção oficial do Festival de Cannes. Estreou na direção de longas com “Antes que o Mundo Acabe” (2009), premiado em Paulínia no ano passado

daniel.feix@zerohora.com.br

Opinião: História de un Día

12 de agosto de 2010 0

Por Daniel Feix

Na terça-feira, o Palácio dos Festivais reservou ao público uma amostra da riqueza da linguagem documental. Se em O Contestado _ Restos Mortais Sylvio Back seguiu uma abordagem tradicional do gênero, intercalando entrevistas com registros iconográficos de pesquisa, em História de un Día a venezuelana Rosana Matecki adotou um procedimento bem diferente _ mais contemporâneo e melhor sucedido que o cineasta catarinense.

Com a câmera muitas vezes parada, planos longos e sem falas, o longa observa 24 horas na vida de camponeses da Venezuela. Há apenas música incidental a dialogar com os sons ambientes, o que remete ao belo Suíte Havana, premiado em Gramado em 2004. Como no filme cubano de Fernando Pérez, o espectador é convidado a construir ele próprio a narrativa a partir do que vê. A diretora se contém: não interfere no que se passa diante da câmera, mantendo uma postura radicalmente passiva que só faz instigar a reflexão e enriquecer esse exercício do público.

Rosana rodou História de un Día durante um ano, o que significa dizer que usou a montagem para rearranjar as imagens de modo que o tempo fílmico ficasse bem diferente do tempo real. O problema do filme, no entanto, é outro _ até porque a manipulação da realidade não é por si só passível de condenação. O que acontece é que o conjunto de dramas apresentados não alcança a mesma emoção, por exemplo, de seu correspondente cubano.
De todo modo, o título venezuelano é uma das boas supresas do festival, até porque faz parte da mesma edição em que o longa de encerramento é Ex-Isto, de Cao Guimarães _ o que leva a concluir que o tradicional evento serrano está abrindo as portas para tentativas de renovação da linguagem cinematográfica e de aproximação com outras linguagens, como a das artes visuais. Surpreendentemente.

O “aspira” voltou promovido

12 de agosto de 2010 3

Por Vanessa Franzosi

Em 2007, ele ganhou notoriedade como o soldado André Matias em Tropa de Elite. Agora o ator e rapper André Ramiro passa por Gramado com a expectativa do lançamento da sequência do filme – Tropa de Elite 2 chega aos cinemas dia 8 de outubro.

Agora, o “aspira” Matias está no comando do Batalhão de Operações Especiais do Rio (Bope). Tropa de Elite 2 é anunciado como o maior lançamento do cinema brasileiro recente – deve estrear em 600 salas.

Em Gramado desde segunda-feira, o ator aproveita para assistir aos longas nacionais e também conversar com as crianças na Mostra Infantil.

– Essa minha “segunda vez” em Gramado traz ainda a expectativa do lançamento de meu primeiro disco solo de rap, Crônicas de Um Rimador – conta.

O hit Tropa de Elite, cantado por Ramiro ao lado do Tihuana, lhe rendeu o primeiro disco, em 2008. (Vanessa Franzosi).

Gramado: Frio no tapete vermelho

11 de agosto de 2010 1

Por Vanessa Franzosi

O frio, que dá ainda mais charme a Gramado e que tem sido assunto entre artistas e envolvidos com o Festival de Cinema, vai se intensificar até o final de semana.  Por isso, quem já está vestindo todas as peças de roupas que trouxe a Gramado, deve se preparar com mais.

Durante a tarde de ontem, mesmo com Sol, a temperatura média foi de 8ºC, mas com um vento frio que impedia a permanência na sombra. Para se esquentar, muita roupa, manta, cachecol, luva e, como não falta na Serra, chocolate quente e vinho, mesmo durante o dia.

– A mistura do chocolate com rum fica melhor ainda para esquentar – garante o ator carioca Cláudio Mendes.

E ele tem outros truques para encarar o frio serrano e o longo tempo na rua: por baixo da roupa, veste peças especiais para esquiar na neve. É como uma segunda pele feminina que faz com que o frio não atrapalhe a programação de cinema.

– Agora de tarde até está bom, pois colocamos mais roupa do que o necessário para podermos ficar na rua até a meia-noite – complementa a mulher do ator, a atriz Marianna Mac Niven.

Pela diversidade do público que circula na cidade do cinema, não há um tipo de casaco que aqueça todo mundo. Os gorros, as mantas e as luvas, porém, são peças indispensáveis para a maioria dos turistas. Mesmo assim, entre os artistas, a moda invernal não é unanimidade. Muitos desfilam pelo tapete vermelho sem peças muito volumosas. Eles privilegiam trajes mais leves e encaram o frio como um charme a mais ao luxo gramadense.

E aqueles que conseguiram encarar as baixas temperaturas com poucas roupas até agora, devem se preparar para mais frio. Entre quinta e sexta-feira haverá chuva pelo Estado, atingindo também a Serra, e no sábado, o frio volta seco, com mínimas que podem chegar a 0ºC. Na manhã de ontem, a mínima no Rio Grande do Sul foi registrada em Cambará do Sul. Fez 0,9ºC na cidade distante 111 km de Gramado.

O mundo bizarro de Ricardinho

11 de agosto de 2010 0

Por Roger Lerina

Ele já é considerado entre os jornalistas que cobrem os principais festivais de cinema do Brasil uma das maiores personas da história do curta-metragem nacional. Ricardo Lilja, 30 anos, levou o prêmio de melhor ator no Cine-PE interpretando a si mesmo em Amigos Bizarros do Ricardinho, de Augusto Canani _ um dos dois únicos títulos gaúchos na competição de curtas brasileiros do Festival de Gramado deste ano.

Por onde passa, o filme sobre o arte-finalista de Viamão que conta aos colegas de agência de publicidade suas histórias improváveis protagonizadas por personagens esquisitos faz sucesso e leva prêmios: Recife, Fortaleza, até Nova York _ como se fosse mais um causo do Ricardinho, a estreia internacional da produção em março foi no prestigioso MoMA.

_ É tudo verdade o que acontece no filme. Eu até tremo _ assegura Ricardinho, enquanto mostra para o entusiasmado público que o cerca para cumprimentá-lo no Palácio dos Festivais depois da sessão o tremor da mão direita e o dente da frente torto, características que o identificam na tela.

Guitarrista da banda Garota Verde, Ricardinho continua morando em Viamão e trabalhando com arte final, como no filme. Desde que começou a espalhar suas histórias em 1997 pela internet (e chegando um dia até a tela do computador do diretor Canani), o figuraça já divulgou as peripécias absurdas de cerca de uma centena de amigos, não esquecendo os "animais bizarros" e as "festas bizarras" _ relatos que agora são contados pelo Twitter @amigosbizarros. Todos autênticos, insiste:

_ Tem um critério para ser amigo bizarro: eu tenho que conhecer a pessoa.

Ricardinho relatou especialmente para Zero Hora a triste história de um de seus amigos _ e que não aparece no filme:

_ O Beto Maloca é uma personalidade conhecida em Viamão por inventar coisas que já foram inventadas. Um dia, ele inventou uma asa-delta de papel crepom e decidiu se jogar com ela do alto de uma pedreira. Mas não teve coragem: parou na beira do morro e desatou a chorar.

Por aí: curiosidades do Festival de Gramado

11 de agosto de 2010 1

Grande talento

Intérprete de um garoto que vai ao Rio de Janeiro em busca do pai no longa Não se Pode Viver sem Amor, o pequeno Victor Navega Motta (foto), 12 anos, encantou quem o conheceu em Gramado. Astro no tapete vermelho e até no debate do longa exibido na noite de segunda-feira, ele recebeu os parabéns de críticos e debatedores por seu desempenho no filme – contracenando com Simone Spoladore, Ângelo Antônio e Cauã Reymond – e alegrou o final da entrevista coletiva falando, com sotaque carioca, sobre sua vida:

– Foi muito bom fazer este personagem, conheci coisas novas, fui pro centro do Rio! Até então eu ficava muito tempo trancado dentro de casa.

Ocupação

Tem sido rotina em todo o festival, desde seus primeiros dias: tanto as reprises matinais dos longas em competição quanto as sessões hors-concours da tarde e da noite ocorrem com presença pífia de espectadores no Palácio dos Festivais. As exibições do ótimo Dois Irmãos, novo longa do diretor argentino Daniel Burman (de O Abraço Partido, Esperando o Messias e O Ninho Vazio), e do irregular 5x Favela: Agora por Nós Mesmos, projeto de direção coletiva capitaneado por Cacá Diegues e Renata Magalhães, por exemplo, foram prestigiadas por uma plateia que ocupava não mais que 20% dos assentos do cinema

 

 

Não se Pode Viver sem Amor

10 de agosto de 2010 1

Por Daniel Feix

Se a mostra de longas latinos privilegiou, até aqui, documentários de forte carga política _ são assim Ojos Bién Abiertos e Mi Vida con Carlos, duas das três produções exibidas até ontem _, os longas brasileiros em competição evidenciam um gosto do júri de seleção pelos dramas que fogem às escolas mais clássicas e realistas de roteiro. Dois dias após a exibição do quebra-cabeças de 180°, na segunda-feira Jorge Durán apresentou o igualmente intrincado e ainda mais fantasioso Não se Pode Viver sem Amor.

Durán escreveu títulos como Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977) e Pixote, a Lei do Mais Fraco (1981). Neste que é seu quarto longa na direção, repete a parceria de É Proibido Proibir (2007) com a roteirista Dani Patarra. Ousa mais do que no filme anterior _ o que acabou sendo fatal para o projeto.
A trama acompanha intercaladamente diversos personagens até seus destinos se cruzarem na véspera do Natal, no Rio de Janeiro. Destinos é a palavra mais adequada mesmo: o diretor aposta numa série de acontecimentos improváveis buscando preparar terreno para registrar, ao fim, a ocorrência de um milagre natalino _ algo que transcende a ideia de limitação da vida, o que permite alinhavar o filme aos dois documentários de Gramado que exploram o tema da psicografia, O Último Romance de Balzac e O Contestado _ Restos Mortais.

Durán pagou o preço do risco máximo: parte da plateia no Palácio dos Festivais riu incrédula no final de Não se Pode Viver sem Amor. Se isso aconteceu foi porque as coisas não funcionaram como o realizador pensou. Culpa de um roteiro problemático, que com suas elipses e passagens de tempo confundem o espectador e não o ajudam a adentrar no universo contraditório, porém humano dos personagens. E culpa, também, de uma direção de cena hesitante _ que só faz acentuar essa dificuldade de envolvimento do público.

Mi Vida con Carlos

10 de agosto de 2010 0

Por Roger Lerina

A cicatriz deixada na sociedade chilena pelo golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet marcou a noite de segunda-feira em Gramado. Se a ditadura do Chile assombra o tempo inteiro o filme Mi Vida con Carlos, o longa Não se Pode Viver sem Amor também guarda relação com esse regime autoritário: o chileno Jorge Durán, diretor dessa produção ambientada no Rio, trocou seu país pelo Brasil depois que os militares tomaram o poder em 1973.

O documentário Mi Vida con Carlos é dirigido por Germán Berger, filho de um casal de militantes da esquerda chilena. Ainda criança, o realizador perdeu o pai, assassinado de forma brutal em outubro de 1973 pela Caravana da Morte _ operação do governo encarregada de eliminar oposicionistas presos e desfazer-se dos corpos. A tragédia abateu-se então na família Berger de maneira devastadora: exílios, perseguições, sofrimento, doença e suicídios acompanharam a vida dos parentes próximos a partir da morte de Carlos Berger. Cerca de 35 anos depois do início desse pesadelo, Germán decide contar a história de sua família em um documentário comovente, em que o realizador dirige-se ao pai em primeira pessoa, como em uma conversa íntima.

O tom de acerto de contas de Mi Vida con Carlos extrapola o reencontro e a troca de lembranças, cartas e confidências entre Germán e sua mãe e tios. Alertar para a urgência de a sociedade chilena colocar o sombrio período ditatorial e seus personagens sob o julgamento da história está de braços dados no filme com o exorcismo dos fantasmas pessoais do autor. Os belos planos e os fluidos movimentos de câmera registrando os encontros entre Germán e seus familiares traduzem em imagens a melancolia dos relatos _ explorada, no entanto, às vezes em excesso no documentário por sequências como a dos tios lendo uma mensagem no túmulo do irmão Carlos.

Pereio: o homem da noite

10 de agosto de 2010 1

Por Vanessa Franzosi

O homenageado com o Troféu Oscarito no Festival de Cinema, Paulo Cesar Pereio, subiu ao palco do festival na noite de ontem aplaudido de pé pela maior plateia do cinema até então e, como era esperado, não sorriu em nenhum momento. Estava feliz, contudo.

Com uma carreira consolidada por atuar em mais de 100 filmes desde 1964, Pereio, gaúcho de Alegrete, recebeu a homenagem do festival, que reconhece ícones importantes ao cinema brasileiro.

Depois de olhar rapidamente o troféu e acariciar o rosto reproduzido de Oscarito, Pereio demonstrou, com palavras, o que sentiu com a homenagem:

– É incrível eu receber um troféu do Oscarito, que ainda hoje eu sou um grande fã. Ele que, com humor, colocou o comediante num patamar elevado do cinema brasileiro. Ele é o grande responsável por essa fase da chanchada. A imitação da imitação, da imitação. É com muito orgulho que eu recebo esse troféu.

180º esquenta o debate em Gramado

08 de agosto de 2010 0

O debate sobre o longa carioca 180º, no final da manhã deste domingo, foi o mais concorrido deste 38º Festival de Gramado. Com muitos representantes da equipe do filme à mesa e mais jornalistas presentes - na comparação com os debates de sábado -, a conversa se concentrou na intrincada narrativa não linear elaborada pela roteirista Claudia Mattos e pelo diretor estreante Eduardo Vaisman. Exibido na noite de sábado, 180° conta a história de um triângulo amoroso formado por Anna (Malu Galli), Russell (Eduardo Moscovis) e Bernardo (Felipe Abib), que se envolvem em um quebra-cabeças de amor e traições, e que traz a autoria de um livro como ponto-chave para o desenvolvimento da trama. A narrativa, fora de ordem cronológica, alterna passado, presente e futuro em um jogo para ser montado pelo espectador.

- Quando comecei a escrever a primeira cena, depois a segunda, comecei a voltar no tempo; brincando com os contrastes - explicou a roteirista Claudia Mattos. O longa foi realizado com recursos do prêmio de baixo orçamento do Ministério da Cultura, de 2008, e custou R$ 1 milhão de reais. Filmada no Rio de Janeiro, a produção traz uma temática que não foca nos costumeiros estereótipos cariocas.

- Não precisamos mais estar atados à brasilidade. Não é porque o filme foi filmado no Rio que precisa ter praias e Cristo Redentor - afirma Vaisman, ressaltando que o cinema brasileiro está mais aberto para tratar de temas universais.

A exibição do filme em Gramado teve problemas técnicos. De acordo com o diretor, o som foi afetado pois as caixas de surround estavam mais altas do que o som central, deixando as falas dos personagens em segundo plano.

Crítica cinematográfica em debate

08 de agosto de 2010 0

A Associação dos Críticos de Cinema do RS (ACCIRS) promove amanhã (9/8) o debate Crítica de Cinema e Novas Mídias, que pretende colocar em discussão o papel da crítica cinematográfica atualmente, refletindo alguns dos principais dilemas e desafios enfrentados pelos profissionais da área nos dias de hoje. Ao mesmo tempo em que se viu praticamente banida da mídia impressa de grande circulação, a atividade crítica vem ganhando novo fôlego em anos recentes com a explosão da internet. Revistas eletrônicas e blogs acabaram se transformando em veículos privilegiados para a atuação de uma nova geração de críticos, bem como de profissionais que haviam perdido espaço em publicações impressas.

O painel vai se realizar amanhã, às 15h, na sala de debates da Expogramado e é aberto ao público. Participam da mesa os críticos Luiz Zanin Orichio (jornal O Estado de S. Paulo), Marcelo Miranda (jornal O Tempo e revista eletrônica Filmes Polvo), Francis Vogner (revista eletrônica Cinética), Neusa Barbosa (site Cineweb) e Marcos Petrucelli (site e-Pipoca e rádio CBN).