A apreensão se explicava nas conversas que ouvi no temor de que os desfalques, o mistério na escalação, a falta de tempo para treinar esta escalação, o momento do Inter, a fase do Goiás, o Fernandão...tudo isso somado pudesse significar um resultado ruim para os colorados. Pior, poderia se traduzir em um castigo cruel: uma goleada dentro de casa.
O otimismo era visível no grande movimento de chegada no estádio: a torcida acreditava no time! Não se desiludiu desta vez.
A partida mal começou e já era evidente que havia algo diferente na motivação da equipe. Esta diferença tinha nome. Vários nomes. O mesmo Marquinhos que - aqui mesmo no BLOG GIGANTE - foi alvo de considerações minhas sobre sua entrada e aproveitamento em outra partida, não precisou de muito tempo para mostrar o que estava disposto a fazer no jogo. Fez logo um GOLAÇO. Um gol de jogador maduro, tranquilo, talentoso e inspirado. Jogou muito. Ele foi o maior nome do jogo. Pediu passagem para a titularidade. Virou um ídolo instantâneo.
Aqui mesmo, muitos comentários me acusaram de valorizar demais a questão jurídica e de arbitragem nos jogos do Inter. Eles tinham razão: não vou contestar a arbitragem. Nem vou discutir se a expulsão do Fernandão foi justa ou não. Ele foi expulso e ponto.
Alguns ainda poderão dizer que se ele tivesse ficado em campo a história do jogo poderia ter sido diferente. Isso é uma obviedade que também não cabe discussão. O FATO é que no pouco tempo de jogo até que isto ocorresse (a expulsão) Marquinhos já tinha feito um belo gol e Giuliano quase fez outro. Giuliano foi outro grande nome deste domingão. Jogou MUITO também. Fez de tudo: assistência, lançamentos, marcação,gols e mostrou muita vontade.
Não vou descrever todos os lances e gols - porque não cabe em um blog, este papel jornalístico, e além do mais vc pode encontrar isso em outros espaços do clicEsportes - mas eles foram tantos e tão bonitos a favor do Inter que fiquei com vontade de fazê-lo. Só pelo prazer de relembrá-los um a um...
Fabiano Eller voltou muito bem. Seguro e com a combatividade de sempre, carece apenas de mais ritmo de jogo. Assim como Edu, que por uma questão de justiça, não merecia cobranças, visto que foi escalado emergencialmente e confessou a necessidade de mais tempo para render o que sabe. Mesmo com tudo isso, considero sua estréia auspiciosa. Magrão voltou bem, mas o terceiro NOME do jogo para mim foi Kleber. Creio ter sido esta sua melhor partida desde que chegou ao Inter, coroada com um belíssimo gol.
Tendo em vista os desfalques e as estréias, pode-se dizer que este domingo pode ser marcado como o dia em que o Internacional se reinventou no Brasileirão. Foi muito mais do que todos esperavam. Não se deve olhar apenas o resultado e o jogo em si, mas sim a qualidade do futebol mostrada pelo time. O Goiás não foi adversário para o Inter, não apenas porque acusou o golpe da saída do seu camisa 9, mas porque não encontrou espaço para fazer mais do que fez. Já vi inúmeras partidas em que um time com um homem a menos saiu vencedor e jogou muito mais do que a equipe que estava "completa". Quantos "sufocos" o próprio Inter já levou em circunstâncias assim?
Sou um otimista incurável. Não quero me entusiasmar demais e nem me enganar, por isso proponho o "pé atrás" mas com os olhos voltados para o futuro. O Tite vai ter que pensar muito bem o que deve fazer para não deixar que este NOVO Inter não se perca na volta de alguns "titulares". O futebol que se viu neste domingo é justamente aquele que se exige do Inter, mas com esta escalação de "emergência" que, sinceramente, ninguém esperava tanto. Aí é que está o problema. Um bom e promissor problema. Quarta temos que LOTAR o Beira-Rio e fiscalizar a continuidade deste futebol digno de alimentar esperanças pelo TETRA.
Postado por TC, POA, RS



