Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de fevereiro 2011

SEMANA DECISIVA

28 de fevereiro de 2011 9

Nessa terça o CD do Inter se reúne para deliberar sobre assunto de vital importância para o clube: as obras para a Copa 2014.

Inicialmente havia a ideia de que seria possível realizar as reformas necessárias apenas com recursos advindos do próprio clube. Passado pouco mais de dois meses do início das obras, essa hipótese mostrou-se impraticável - por mais boa vontade e otimismo que existisse nos planos da gestão anterior. E aí não vai nenhuma crítica. Na prática, o planejamento não se sustentou.

Agora existe uma questão a ser resolvida. COMO se encaminhará a questão das obras no que diz respeito à sua continuidade e a conseqüente mudança na abordagem financeira. É importante que se faça uma óbvia e necessária afirmação: as obras já começaram! Elas, portanto, precisam ser finalizadas, seja em uma medida total (conforme o projeto que todos conhecem) ou parcial - simplesmente encerrando o que já está feito.

Considero a segunda hipótese uma insanidade. Não existirá, pelo menos a curto e médio prazo, melhor motivação para investimentos no Beira-Rio do que a questão dele sediar a Copa. Penso que nenhum investidor ou parceiro vai encontrar, num futuro próximo, melhor razão que essa para associar-se ao Internacional na modernização de seu estádio.

Vai daí que - salvo algum interesse escuso - não existe saída para o clube que não a parceria com uma construtora que invista e se responsabilize pela continuidade das obras.

Até onde sei, a proposta existente em nada afeta a relação do Inter com o Beira-Rio. Ou seja, a propriedade e exploração comercial do estádio continua sendo exclusividade do clube. A empresa associada exploraria tudo que ela vier a construir na área ao redor do estádio por um período de cerca de 20 anos. Em síntese, ela se responsabilizaria pela construção e finalização de todas as obras envolvendo o complexo Beira-Rio e poderia explorar comercialmente tudo, menos o estádio em si.

Quando o CD se reunir amanhã, vai ser colocado a par dessa (se realmente for essa) proposta e dos números que a compõe.

É um momento fundamental na história do clube, onde nenhum outro interesse que não o bem-estar do Internacional deve prevalecer.

VITÓRIA E OLHO-VIVO!

25 de fevereiro de 2011 26

A vitória de 4 a 0 do Inter sobre o Jaguares serviu para serenar um pouco os ânimos no Beira-Rio.

Eu disse "um pouco" porque acredito que a exibição - mesmo com esse placar - não foi das melhores.

Sem D'Alessandro, sem Tinga e com Guiñazú como meia-atacante, o Inter perdeu sua principal característica: a articulação. Foi o jogo do balão. Da ligação direta. Zé Roberto foi, para mim, um dos destaques, pois dos pés dele saíram os esboços de articulação que tivemos. Claro que o grande destaque foi Bollati, o volante goleador. Volante, hein!

Damião e Cavenaghi não conseguiam produzir em função da qualidade da bola que chegava a eles - quando chegava.

Tivemos méritos na bola parada com pelo menos uma, de jogada ensaiada, que resultou em gol. Méritos esses do treinador. Time nenhum faz jogada ensaiada sozinho. Roth foi chamado de burro quando o garoto Oscar foi chamado para substituir Damião que parecia ter se machucado a ponto de ter que abandonar a partida. Oscar entrou e marcou um golaço.

Isso apenas quer dizer que era uma daquelas noites em que tudo deu certo para o Inter. Ainda bem!!! Ah! Sem esquecer a bela defesa que Lauro fez logo no início do jogo (em uma bola cabeceada para o chão, e que ele foi rápido para buscar) e que poderia ter mudado o rumo da partida.

Uma vitória de encher os olhos! Quatro gols nos deixam "quase" sem argumentos... Mas o melhor de tudo, é o ganho de confiança do time. Isso sim vale muito. Tomara que a turbulência esteja passando...


@@@@@


Mas existe uma turbulência fora de campo que insiste em não passar.

Mesmo com as obras no cronograma. Sem nenhum operário fazendo paralisação. Com a possibilidade de uma parceria bastante bem encaminhada, o que aliviaria o peso sobre os cofres do clube (aliás, essa é uma questão que pretendo colocar aqui no blog). Mesmo com tudo isso, o fantasma da politicagem assombra o Inter em relação à ser a sede do RS na Copa de 2014.

Nessa quinta, vários sites e colunistas falaram em "acordo" entre a CBF de Ricardo Teixeira e o presidente de um certo clube gaúcho para que - em troca de um apoio na guerra contra o Clube dos 13 - a entidade colaborasse para que a sede passasse para o clube que o referido dirigente preside.

Alguns colunistas ainda citaram uma Rede de TV como interessada direta nesse acordo pois estaria ela também tendo suas dificuldades de negociação com o Clube dos 13.

Boato ou não, é preciso que a sociedade - e não apenas os colorados - fiquem atentos! Ricardo Teixeira  já foi alvo de inúmeras investigações e até mesmo de programas de TV com denúncias graves referentes ao seu comando à frente da CBF. Agora, ignorando ética, escrúpulos, decência e vergonha, surge uma guerra de interesses econômicos envolvendo os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro onde CBF, Clube dos 13 e redes de TV se digladiam pelo melhor "negócio". O torcedor assiste a tudo estarrecido. Então, para piorar, surge o primeiro candidato a vítima nessa guerra: o Internacional.

Eu, sinceramente, acredito que isso tudo não passa de mais um boato mas, em se tratando de alguns personagens envolvidos, não me surpreenderia com nada...

E aproveito para balizar a discussão na opinião da torcida: VOCÊ É A FAVOR OU CONTRA O INTERNACIONAL SEDIAR A COPA DO MUNDO DE 2014?

GOLPE E ESCALAÇÃO

23 de fevereiro de 2011 59

O jornalista está em seu papel em procurar "O FURO". Faz parte do seu labor. Do seu dia-a-dia.

Quando surge uma informação, o jornalista corre para checá-la e, se ela for exclusiva dele, temos aí o tal furo.

No meio desse caminho, dessa lógica, existem variantes que podem comprometer o trabalho do jornalista ou suas fontes. Ele pode checar com alguém que não tinha como confirmar o fato, mas ainda assim o confirma. Passa o tempo e o fato se mostra nada além de um boato e assim fica caracterizada "A BARRIGADA". Mas existem situações que estão no imaginário popular - no censo comum - que de tão disseminadas, alguém aproveita para gerar disso um fato. Sendo claro: todo mundo está dizendo que o Roth cai se empatar contra o Jaguares em casa (não disse nem perder). Bem, se todo mundo está dizendo, é porque deve ser verdade. Será?

A quem interessa essa transformação de boato em fato? Quem cometeria a insanidade de levar adiante essa ideia na véspera de um jogo tão importante? Seria mais ou menos assim...  Siegmann chega no vestiário e diz ao Roth: "Nem pense em empatar! Olha que eu faço contigo o mesmo que fiz com o Enderson! Te cuida magrão!" Alguém consegue enxergar alguma chance disso vir a acontecer? Ninguém que esteja em plena saúde de suas faculdades mentais pensaria algo assim. A não ser que a ideia seja criar tumulto. Desestabilizar. Gerar turbulência. Digo mais: quem acredita em algo assim é cúmplice!

Além de toda essa bagunça que se quer fazer nesse momento, ainda surgiu a "notícia" que o Dunga assumiria na quinta - acontecesse o que acontecesse. Eu não acredito nisso. Não mesmo. Mas já vou dar minha opinião: não gostaria de Dunga no Inter.

Tenho muito respeito por Dunga. Admiro sua trajetória e sei de seu caráter. Acredito que ele errou feio em sua passagem pela seleção, mas não errou sozinho. Ricardo Teixeira pediu a Dunga que se comportasse como ele fez, e depois tirou seu corpo fora.

Em sua passagem pelo Inter, como jogador, ele foi vítima de uma verdadeira sacanagem. Deixar que Leão fizesse o que ele fez com um jogador que tem a história que ele tem no Inter não merece outra palavra. Sacanagem. Mas na seleção, Dunga replicou um pouco da atitude de Leão... Nem vou entrar em tanta discussão. Apenas não acredito que ele seja o nome ideal para o Inter.

Já falei e repito: nesse momento o técnico do Inter é Celso Roth e, ao contrário de alguns, eu quero que ele acerte a mão e faça o colorado patrolar o Jaguares! Qualquer discussão e "campanha", só depois do jogo. Qualquer turbulência antes do jogo é tentativa de GOLPE. Ou alguém acha que ele vai ser demitido antes da partida? Devem ser os mesmos que acreditam que o mundo vai acabar em 2012...

A escalação Inter pra enfrentar o Jaguares: Lauro, Nei, Índio, Sorondo, Kléber; W.Matias, Bolatti, Ginazu, Zé Roberto; Cavenaghi, L.Damião. Dois atacante!, sendo que Zé Roberto funciona quase como um terceiro atacante. A fonte? Um ótimo jornalista e repórter chamado Luciano Calheiros.

DESCLASSIFICAÇÃO E DECISÃO DURA

21 de fevereiro de 2011 19

O Inter B caiu frente ao Cruzeiro de Porto Alegre em uma partida de pouca qualidade e que foi decidida nos penaltis.

É bom que se diga que o Cruzeiro teve bola na trave e chance de gol salva por Agenor, tudo isso no segundo tempo. Ou seja, não foi um resultado absurdo ou injusto. O empate foi justo, mas um vencedor era a exigência da regra, e esse não foi o Inter B.

O mau desempenho - que começou justo na derrota para esse mesmo Cruzeiro - somado a uma certa instabilidade tática foram a gota d'água para que a direção colorada tomasse uma decisão drástica e dura: extinguiu o Inter B e dispensou toda a comissão técnica ligada a ele. Colocou-se um ponto final em uma prática - a de ter dois times - que nunca foi bem assimilada pela torcida e por parte da direção. Uma herança das administrações anteriores e que a nova gestão tratou de rever e acabou resultando nessa nova gestão de apenas UM time daqui para frente.

É bem provável que a reboque dessa firme e forte decisão outras de mesmo impacto se sigam, como uma dispensa massiva no volumoso grupo de jogadores do clube. Outra herança de gestões anteriores. É bom que se diga que não estou apontando essa estratégia (dos dois times) como um equívoco e acusando a gestão anterior, mas eu acho que cabe a reflexão: estava correto?

Você, caro leitor, concordava com a existência do Inter B?

Quando anunciou a decisão, Roberto Siegman disse que, em todas as hipóteses e alternativas, no final das contas, era sempre o Internacional em campo. Ou seja, admitir um Inter B, era reconhecer que aquele era um sub-Inter. Não era nem um time reserva. Era menos que isso, nominalmente.

O treinador que deixou o cargo, Enderson Moreira, disse que havia responsabilidade em excesso sobre o Inter B. Ele tem razão.

Se, no final das contas, é sempre o Inter em campo, talvez o Inter B nunca tivesse que ter entrado em competições onde se alternaria com o Inter A. O único formato que justificaria manter uma equipe reconhecida pelo clube como inferior ao grupo principal - o tal time nº 2 - é se ela fosse um tubo de ensaio para novos valores. Essa era a ideia inicial, mas deixou de ser.

Ficou a cargo do sub-Inter defender a posição, a honra e a história do clube. Um sub-compromisso. No final, não serviu para esse fim, nem para estabilizar o clube na competição. Veja o tamanho do estrago e da responsabilidade, que uma equipe reconhecidamente coadjuvante, está gerando um desgaste de gente grande no ambiente do clube. Uma prova de que não se poderia fugir dessa responsabilidade. Quando o time assumiu o papel principal, a cobrança seria de igual tamanho.

Na minha opinião, o grupo e comissão técnica talvez não tivessem se dado conta disso. Pensaram que seriam sempre julgados como coadjuvantes. Que seriam avaliados sempre com a benevolência que cabe aos "secundários". Se iludiram e acabaram por perder uma chance de ouro de brilhar como protagonistas. Talvez tenha faltado a eles perceber que, mesmo sendo uma "grande responsabilidade", os jogadores do "humilde" Cruzeiro tiveram a ambição que lhes caberia (Inter B) não a deixaram de assumir. Tomaram para eles o papel principal.

MAL?

18 de fevereiro de 2011 55

Jogamos fora de casa a primeira partida da Libertadores 2011. Poderíamos ter ganho pois o Inter foi superior em quase toda a partida. Perdemos uma quantidade industrial de gols - Damião em especial e voltamos para casa com um empate com gosto de derrota...

Foi um Zero a Zero como o Santos? Não. O Inter saiu na frente e cedeu o empate com a partida já finalizada. Isso mesmo!

O Inter foi garfeado. Nem vou falar no penalti que o juiz "não viu". E esse papo de que tá na regra é conversa mole... Ninguém lembra de uma Copa do Mundo onde o Zico bateu um escanteio e o juiz acabou a partida com a bola no ar? Ninguém para pra pensar no motivo que levou o juiz a não dar acréscimos no primeiro tempo e - sem motivo aparente - dar 4 (!) minutos no segundo. Cavenaghi fez uma falta (desnecessária) quase no meio de campo e faltavam menos de 20 segundos para acabar os acréscimos. Mesmo assim - e mesmo com a demora da cobrança - o juiz deixou o jogo correr.

Só não vê quem não quer.

Quanto às substituições equivocadas de Roth, quero dizer que concordo com as críticas. Mas quero fazer a ressalva de que o Inter não jogou bem a maior parte do tempo por acaso. Fomos superiores com um esquema de 3 volantes - e é só o que a crônica esportiva repete - com características extremamente defensivas. Será? Agora eu pergunto: se é tão defensiva e medrosa como alguns afirmam, como tivemos mais de 15 (!!!) chances de gol - sendo que pelo menos 7 foram claríssimas? Damião foi um destaques da partida. Ou não? D'Alessandro foi outro destaque. Ou não? São ambos jogadores de defesa?

Caros leitores, não é porque tive a oportunidade de conversar com Roth que estou aqui para defendê-lo. Longe disso! Apenas me causa surpresa como uma parcela da torcida embarca nas teorias de uma crônica esportiva - por vezes contaminada - para gerar instabilidade e MAIS desconfiança ainda no ambiente colorado.

Zé Roberto e Cavenaghi estrearam bem, há pouco tempo. Bollati foi muito bem. São os tais reforços pontuais que tanto precisávamos.

O cartaz de FICA ROTH - com uma foto de Kidiaba ao lado - estava no meio da torcida gremista. O Brasil inteiro viu. Pergunto novamente: a quem interessa instabilidade no Inter?

Quando Fossati caiu - por ironia, após uma partida para esse mesmo Roth - era visível a deficiência tática do time. Dentro de campo as coisas não aconteciam. Não foi nada nem parecido o que se viu nas finais da Libertadores 2010 e mesmo ontem, contra o Emelec. O que eu quero dizer, é que ainda temos uma gordura para queimar com Roth. Pouca? Pode até ser, mas temos que manter os pés no chão. A troca pura e simples de treinador - como sugerem algumas campanhas - é um desatino e beira a irresponsabilidade. A nossa corneta interna está começando a se tornar perigosa.

Conversei com muitos, mas muitos mesmo, torcedores. Ouvi de uma grande porção, um discurso igual ao dos críticos da crônica esportiva. Uma repetição! Os mesmos que em um dado momento da partida diziam "só dá Emelec em campo!" e que no decorrer do jogo - com o Inter tendo amplo domínio - declaravam "esse Emelec não é mais o mesmo"... Os mesmos caras que disseram que a Libertadores 2010 estava "fácil" de ganhar. Que ficam menosprezando os adversários do Inter para prepararem a piada ou a corneta. Quando ganhamos, não foi "grande coisa", pois os adversários são "muito fracos"... Quando perdemos, é o tal fiasco. Isso cabe na boca de outras torcidas, não na nossa.

Alguns vão me chamar de maluco, mas TUDO isso que estou dizendo - além de um desabafo - é para conclamar a nação colorada a abarrotar o Beira-Rio na próxima quarta! Instabilidade leva a estádio vazio. Leva à falta de confiança do time. Leva à sensação de que o Inter se apequena, e isso a torcida colorada não pode permitir jamais!

Tem muita gente que considera o ano de 2010 o ano do maior fiasco da história colorada. Não posso acreditar que essas pessoas façam parte da nossa torcida. O Inter de 2010 foi Bi-Campeão da Libertadores! Novidade? Claro que não! Mas tá na hora de algumas pessoas pararem de servir aos interesses dos adversários do Inter sem perceber.

Roth vai cair? Pode até ser, mas não vai ser porque alguém gritou isso do meio de uma arquibancada da Azenha.

ROTH RESPONDE - PARTE 2

17 de fevereiro de 2011 5

 

CONTINUANDO...

- Tu não acha que algumas declarações tuas sobre os jogadores jovens podem ter um efeito desmotivador sobre eles?

Antes de falar publicamente, eles já sabem o que digo a respeito deles: eu digo diretamente a eles. E isso não interfere em nada. O que faz diferenca mesmo é saber que eu os valorizo. Tipo: saia do time B e venha pro time A! Venha pro meio das feras! Ninguém sabia quem era o Alex até eu colocá-lo a treinar no A. Eu mesmo disse que ele estava tendo oportunidade porque eu estava sem Sóbis, sem Alecsandro, sem o Sacha... Aí eu coloquei o André no lugar do Alex contra o Veranópolis - porque julguei que para as características daquele jogo seria mais adeqüado - e já virou motivo para falarem tudo isso. Logo o André, que é um jogador adorado pela torcida! É uma coisa estranha: sempre o melhor jogador é o que está fora.

- Acha que o D’Alessandro pode desempenhar a função de atacante no 4-2-3-1, como falou após o jogo contra o Juventude?

Ele tem a capacidade para isso! O que ele só precisa ser mais vertical. Ir mais para o gol. Ele precisa ter mais ambição para o gol. Estou tentando aguçar isso nele!

- Porque o fato de tu fazeres alguns jogadores renderem mais - como foi o caso do Taison e do próprio D'Alessandro, que adquiriu uma impressionante regularidade contigo - não cai na tua "conta"? Ao contrário do que ocorre com outros treinadores...

Quando fui contratado muita gente disse: quero ver o Roth com o D'Alessandro! Ele voltou pra seleção argentina, foi escolhido melhor da américa, não quer sair do Internacional, está feliz aqui... E aí? O que dizem agora?  Eu sou do jeito que sou. Tenho minha metodologia que é a de querer tudo certinho e funcionando: meu dia-a-dia, meu relacionamento com o grupo, minha disciplina... Tudo! Ainda dentro disso tem uma coisa que eu gosto muito, que é a imprensa - por mais irônico que pareça. Só que eu a trato dentro dessa mesma metodologia. Tenho um relacionamento profissional com ela. Não fico além DO. Não passo informação PARA. Não privilegio o órgão TAL. Não pago jantar pra ninguém. Sou igual com todos, em todos os momentos eu tento ser. Não sou perfeito. Dou entrevista duas vezes por semana e no pós-jogo. E nada além disso. E vou, quando acho que devo, a programas previamente marcados. Só que isso gera animosidade. Tem gente que quer privilégio... A informação quer correr antes do fato. O Zé Roberto, por exemplo, estava fora do jogo contra o Pelotas...

- Porque insistir num 4-2-3-1 se os jogadores não são os ideais para este esquema?

Para o mundial eu tinha muita expectativa sobre o Sóbis render. E não vai aqui, porque não fomos felizes lá, uma ideia de que o problema foi ele. Não é nada disso! O esquema foi montado com determinado jogadores e com a saída deles tentamos manter o mesmo sistema com outros jogadores. Não funcionou. Só que nós não tínhamos muita alternativa justamente pela sequencia de trabalho que vínhamos fazendo. Eu tentei fazer contra o Grêmio Prudente o losango e lá nós ganhamos de 3 a 0. Foi um treinamento para nós. No Mundial nós visávamos sempre a Inter de Milão, então eu não poderia deixar os lados do campo abertos porque eu tinha o Maicon de um lado e o Zanetti de outro. Um dos problemas do losango são os lados do campo.

Quando nós vimos o Mazembe jogar, nós vimos um time também com dois laterais que passavam, ao mesmo tempo. Daí eu resolvi manter o esquema - fechando os lados do campo com o 4-2-3-1.  Esse esquema fecha bem os lados do campo. Nós perdemos o jogo para o Mazembe por essas coisas imponderáveis, por que a meu ver era para termos vencido por 3 ou 4 a 0. Mas tem essas situações que não se explicam e nisso o torcedor tem toda a razão de chiar. Foi por isso que não mudei. Nós estudamos tanto o Mazembe quanto a Inter e não podíamos deixar os lados do campo abertos contra estes times qualificados. Mas ninguém fala isso! Só falam: "Que vergonha! Perdeu pro Mazembe!" É realmente uma vergonha, o time é Bi-campeão Africano! Jogaram dois mundiais seguidos!

- E você acha que a preparação para o Mundial foi adeqüada? O planejamento foi correto?

Foi absolutamente correto! Repetiria igual! Aliás, vou repetir para o próximo mundial. O que as pessoas esquecem é que o Internacional começou o brasileiro com time reserva dando prioridade para a Libertadores e acertou. O Internacional terminou o brasileiro com o time reserva dando prioridade para o mundial. Um funcionou, o outro não. E agora?

- Nós lemos na imprensa várias reclamações suas, desde 2010, sobre a pouca efetividade do time em concluir a gol. Por que, então, não escalar o time da forma mais simples que tem: dois volantes e assim liberando os laterais, dois meias (simples, 1 pela direita, 1 pela esquerda) e dois atacantes?

É uma alternativa que podemos usar daqui  a pouco, só que para isso  tenho que repensar os meias que tenho: D'Ale e Tinga. Porque não faço 4-2-2-2? Porque com esse esquema estou aproveitando muito mais a força física deles pra frente do que para marcar. Se houver muito desgaste dos meias para marcar os laterais eles não terão força para atacar. Estou privilegiando a força deles para atacar. Por isso o 4-2-3-1 é usado no mundo inteiro. Não fui eu que inventei. Nosso time não é essencialmente físico, pegador e que se desgasta e marcando muito. O Internacional é um time que joga! Essa é uma característica do time, historicamente falando. Nos últimos dez anos, então, nem se fala!

- E o goleiro? Como tu avalia o rodízio? Funcionou?

O rodízio foi criado  virtualmente por mim para dar um tempo pro Renan. O que eu fiz quando cheguei no Inter? Qual era o clamor popular? O Pato está mal. Está falhando. O Renan havia sido contratado antes da minha chegada para ser o goleiro titular do Internacional. O que eu fiz, dentro da situação: tirei o Pato e coloquei o Renan. Ele realmente falhou em alguns lances. Ele não é perfeito. Isso acontece! Só que goleiro é uma posição diferente. O time já estava na segunda mudança. Saiu o Lauro e entrou o Pato. Depois saiu o Pato e entrou o Renan. Não se pode no mesmo ano fazer tanta mudança numa posição fundamental. Decidi dar força ao Renan. Criei o rodízio virtual para que ele tivesse tempo para trabalhar e treinar bastante, mas eu sabia que seria ele o titular. Agora, se existe um momento em que se pode mexer nisso outra vez, é no início de temporada. Terminamos a temporada com o Renan sendo um dos culapdos - eu, o Renan e o Alecsandro. Só nós três, não é?! Quando inicia a temporada, pode mexer, por isso coloquei o Lauro. Espero que ele vá bem. Ele teve uma seqüencia muito regular no Internacional. Falhou como falha qualquer um. Acontece...

- O que você diria para quem faz a campanha FORA ROTH?

Um abraço para eles! É uma pena que isso aconteça. É uma campanha de antipatia sem me conhecerem. Não conhecem de verdade o conteúdo do meu trabalho. Quando conseguirmos os resultados, não precisa fazer o FICA ROTH. Apenas torçam pelo Inter. Gostaria que eles pensassem um pouco e não se deixassem levar apenas pela emoção. Não quero interferir na opinião das pessoas, mas eles deveriam procurar entender o trabalho que se faz aqui.


@@@@@

Muito obrigado aos leitores que colaboraram com suas perguntas. Algumas fiz diretamente ao Roth. Outras foram colocadas de forma genérica. Espero que com essa entrevista, eu tenha colaborado para que se compreenda melhor o trabalho e o pensamento desse que é o atual treinador do Internacional.

@@@@@

Sigam o Blog Gigante no twitter @BlogGigante ! Em breve, promoções!!!

ROTH RESPONDE - PARTE 1

16 de fevereiro de 2011 14



Foto: Jefferson Bernardes/VIPCOMM



Nossa conversa foi cordial. Sincera e direta. Sem rodeios.

Logo de início, Celso Roth saiu falando o seguinte...

Eu não me incomodo de responder nada. Eu não tenho problema nenhum de responder a perguntas boas ou perguntas ruins pra mim.  Direta e pessoalmente pra mim. As pessoas, às vezes, são absolutamente ofensivas. Nem assim eu tenho problema de responder. Porque, a partir do momento que tu tens noção do meio em que tu vive. Do meio em que tu estás. Que tu tens noção do que chega para as pessoas - e que  tu sabes que não é tudo - o profissional tem obrigação de ter equilíbrio e responder uma coisa razoável para as pessoas puderem entender. Se tu for, na pergunta ofensiva, responder ofensivamente, não vai ajudar em nada.

- Quem faz uma pergunta ofensiva, não deseja te ofender?

Tu tem q ter noção pq está acontecendo isso. Pq ele forma o paradigma dele a partir do que ele ouve.

- Mas é possível mudar a opinião de alguém que se coloca assim?

Não sei. De repente eu posso, pelo menos, fazê-lo pensar.

- Quando vc chegou, o rótulo de um treinador  que se dá muito bem na largada mas que depois começa a enfrentar dificuldades. Será que hoje nós chegamos nessas dificuldades? O que vc acha desse rótulo?

É uma bobagem dizer isso da minha carreira. Só diz isso quem não a acompanha. É uma necessidade de quem precisa rotular os profissionais. Antes, eu era o retranqueiro. De retranqueiro passei a ser o treinador que não ganhava títulos. Depois disso passei a ser o treinador "de largada" - que fica pouco tempo. A mídia - a opinião pública - gosta de rotular os profissionais. Eu tenho tido a perspicácia de, até agora, ir passando por eles (os rótulos). Quem fala essas coisas, não conhece meu histórico. Eu tenho uma metodologia de relação com a mídia onde nunca destratei ninguém - pessoal ou profissionalmente.  Sempre mantive o nível e o equilíbrio, e as pessoas não gostam disso. Elas querem outro tipo de resposta. Elas querem a volta.

No caso do Internacional, ele já deveria ter começado o processo de mudança - até de alguns jogadores - antes da minha chegada. O Internacional demorou. Ele foi campeão da américa, depois do mundo e teve algumas mudanças... Não só de comissão técnica, estou falando basicamente de jogadores. O Internacional fez as mudanças para se manter economicamente, mas não fez as necessárias para continuar no mesmo nível técnico ou mesmo melhorá-lo. Quando fui contratado pelo  Internacional,  ele já estava numa semi-final de Libertadores e ninguém sabe como chegou lá. A certeza que se tinha era que do jeito que estava não se conseguiria ganhar. Então veja o histórico: o Internacional não mudou porque estava tudo bem! Mudou porque estava mal e então conseguiu ganhar.

- Ainda sobre a continuidade no cargo. No futebol inglês os treinadores ficam anos no cargo. No Brasil não existe nem a exceção...

A Inglaterra ainda é um mercado que acredita em metodologia e filosofia de um clube e de seu treinador - que são conceitos complicados e muitos não entendem. O Internacional, por exemplo, não pode contratar um treinador que não esteja inteirado do que é o Internacional. Como ele foi criado. Quais são as raízes do clube e do estado! Um time de futebol representa uma sociedade. Uma comunidade. Então, não se pode contratar treinadores alheios a isso. O futebol é uma extensão da sociedade.

- Mas quando um clube chama um treinador, ele quer títulos. O clube não coloca ou esclarece como ele fará isso.

Não interessa o COMO. Esse é o X da questão. Na sociedade capitalista em que vivemos não interessa o meio, apenas o fim. No caso do Internacional, ninguém perguntou o que foi feito para conquistar a Libertadores de 2006 e nem o Mundial. O que interessou foi o título. Isso não deixa de ter suas razões. Mas como se chegou nisso - o que vem junto - ninguém quer saber. Infelizmente é assim que se faz o futebol. E assim também é a avaliação dos profissionais. O trabalho no futebol não está relacionado diretamente ao ganho. Tu pode trabalhar pra caramba e não levar o título. E o contrário também é verdadeiro.

- Mesmo se trabalhando muito não existe a garantia de sucesso?

Isso é uma verdade! O trabalho, que é o fundamento da coisa, não garante título. Às vezes tu fazes tudo certinho e não leva. Podes fazer um trabalho fantástico. Magnífico! E mesmo assim não leva. Daí as pessoas desconsideram isso, sem mais nem menos. Os dirigentes não tem como avaliar. Quando falo em amadorismo não estou falando no sentido pejorativo e sim no técnico. O cara que é profissional de algo, ele ganha a vida daquilo. Quando digo que os dirigentes são amadores no futebol é porque eles não ganham o seu sustento nele. Não me entendam pelo outro lado, do amador no sentido de não saber lidar com a coisa. Mas, por não viverem daquilo, eles não tem como avaliar o que acontece no dia-a-dia. São profissionais bem sucedidos nos seus ramos de trabalho. Eles tem seus afazeres e precisam se dedicar ao que realmente lhes sustenta. Por isso fica difícil para eles avaliar o trabalho no dia-a-dia. Se avalia apenas a conquista ou não do título.

- Então, em função disso, a avaliação dos dirigentes pode ser resultado do senso comum? A imprensa se manifesta. A torcida se manifesta e isso no fim reverbera no dirigente?

Diretamente! É importante que tudo seja um processo harmônico. Até é possível levar o trabalho sem a harmonia perfeita, mas não hora da decisão ela é extremamente necessária para que não aconteça o imponderável do futebol. O dirigente pode acabar cedendo ao clamor popular. Tanto no caso da demissão como na admissão. "Vocês pediram!" E aí tira um pouco do peso de seus ombros.

- E como o treinador se comporta nessa lógica?

O treinador é a ponta mais fraca no atual futebol brasileiro. Já era antes, mas agora ficou pior com a mudança da lei do passe, onde o jogador tem uma liberdade maior. Acho que essa lei ainda tem que ser aperfeiçoada, tem que melhorar. Os jogadores passaram a ser fortalecidos e junto com eles os seus empresários. Com isso aumentou muito a pressão sobre os treinadores. É o tal do senso comum. A pressão pra escalar.

- Esse senso comum está dizendo que está errado o Internacional jogar com um atacante apenas?

O Internacional está jogando com apenas um atacante de ofício. Desde que chegamos no clube, vendo as características do jogadores - somei essas características - eu vi que precisava de jogadores de qualidade juntos. Normalmente quando se faz isso, se tem um retorno mais rápido. Então montamos um esquema diferente do que vinha sendo utilizado. Fizemos uma linha de 4,  2 volantes, uma linha de 3 pra aproveitar as características e colocamos um atacante. Funcionou muito bem. Daí nós tivemos duas perdas: um volante e também a nossa opção de velocidade num dos lados. Sandro e Taison. E aí nós não conseguimos mais achar nosso equilíbrio. Fomos para o mundial com o Rafael tentando cumprir essa função - que eu acredito que ele tem até mais qualidade para fazer essa função do que tinha o Taison, pois conclui mais - mas infelizmente ele ainda não atingiu seu equilíbrio físico e clínico. A mesma situação aconteceu com o Matias. Ela não conseguiu se firmar por sua própria característica. Ele teve que se readaptar, pois o Sandro era um primeiro volante e o Matias, no México, era um segundo.  Mas olha só, hoje eu estava vendo a escalação do Nápoli, da Roma, Manchester United... Todos eles com 4-2-3-1... Por isso pararam de me chamar de retranqueiro, pois hoje 3 volantes é absolutamente normal. Não fui eu que inventei isso! O Luís Felipe foi campeão com um 5-3-2! Roberto Carlos e Cafú jogavam fechadinhos pelos lados e saíam alternadamente. As pessoas não enxergam isso e não falam. Vou dizer de outra forma: a mídia não enxerga e não fala. A Santa Ignorância não deixa falar. Felizmente, , por ironia, pois se enxergassem tudo que se passa no jogo não nos valorizariam tanto.

Mas voltando ao Inter... Estamos trabalhando também um outro esquema diferente, com dois atacantes, mas deveremos estrear na Libertadores com um atacante e com jogadores com possibilidade de chegar. Estou apostando muito no Zé Roberto - por isso eu o trouxe - porque tem qualidade e velocidade e nos dá a profundidade. Ele se soma muito bem ao atacante.

Mas também estamos treinando esse 4-4-2 simples. 4 na linha de defesa. 4 no meio. Tanto na linha de 4, como no 4-2-2-2.  Dois volantes, dois meias e dois atacantes. Poderei usar isso contra o Emelec. Com a vinda do Cavenaghi há uma opção dele jogar como segundo atacante tendo o Damião como primeiro. Ou mesmo o Alecsandro - apesar do momento dele para o torcedor - e ainda o menino Alex. Ele ainda é imaturo. Tem 20 anos, tem velocidade e um bom perfil físico. Ele está amadurecendo e aprendendo. Está inscrito na Libertadores! E ainda disseram que eu não gostava dele... Tirei do B, coloquei no A e ainda inscrevi na Libertadores! E ainda dizem que não gosto de jogador novo! Nem vou falar do Ronaldinho, que é local - pra não criar polêmica. Vou falar do Robinho, do Diego... O próprio Oscar, quando o Fernando Carvalho me perguntou, eu disse: contrata já! Eu volto a te dizer: quem conhece o meio, tem tolerância com a mídia e a opinião pública.

- E em relação ao grupo? Como é a sua metodologia?

Justa! Justíssima! Minha metodologia é o trabalho e o dia-a-dia. Colocar regras e cumpri-las. Fazer escolhas dentro do que se apresenta no dia-a-dia. Ser justo para com o trabalho, no treinamento e no jogo, não dando privilégios a nenhum. Tentando tratá-los todos iguais e, principalmente, com treinamentos onde eles aprendam alguma coisa. Isso é básico!

Liderança está junto com comando. Isso não se impõe, se conquista. Liderança não é determinar ordens. É fazer as escolhas certas no dia-a-dia. Isso cria respeito, hierarquia e consequentemente a liderança. Se algum deles me convida para aniversário, casamento ou festa... eu me sinto honrado. Isso não significa uma intimidade que influencie no dia-a-dia. As minhas decisões são claras e na frente de todo mundo. Se tiver dúvidas sobre minhas decisões, a porta de minha sala está sempre aberta. Vamos conversar! Isso é metodologia. Sempre digo: o que é combinado não é caro.

AMANHÃ CONTINUA......

- Tu não acha que algumas declarações tuas sobre os jogadores jovens podem ter um efeito desmotivador sobre eles?

ROTH RESPONDE - PARTE 2

@@@@@

Siga o Blog Gigante no twitter @BlogGigante ! Em breve, promoções!!!


DOMINGO DE DAMIÃO

14 de fevereiro de 2011 5

Um bom público enfrentou a chuva - antes do jogo - para conferir o Inter contra o Pelotas. Não se desapontou.

Uma partida com virada, 5 gols e bons lances de ambos os lados.

Celso Roth colocou em campo aquele time que se considera o "principal" do Inter no conhecido esquema 4-2-3-1. De novidade, mas nem tanto, a volta de Zé Roberto e a perspectiva de estréia de Cavenaghi.

De cara a defesa fez água... Desentrosada, fomos vítimas de um contra-ataque rápido do Pelotas e saímos perdendo. Aliás, nosso sistema defensivo comprometeu durante toda a partida. Cada descida do time pelotense era uma aflição para a torcida!

Já o ataque, mesmo com a desvantagem, mostrou qualidade. Na primeira etapa, Zé Roberto foi o destaque. Objetivo, habilidoso e perigoso, ele protagonizou belas jogadas. Um meia-atacante que será muito útil na equipe, mas que ainda não está 100% - no que se refere ao condicionamento físico.

Mas a tarde era de Leandro Damião! Amparado por outro grande destaque (constante e regular destaque), D'Alessandro, ele levou o colorado ao empate. Damião e D'Ale foram os pilares da estabilidade do Inter. Mantiveram o mesmo grau de atenção, dedicação e objetividade. Enquanto isso, a atenção do sistema defensivo e dos laterais (inclusive ao atacar) oscilava e por vezes comprometia.

Tinga não estava em tarde inspirada e errou muitos passes. Creio que sua situação física inspira cuidados...

No segundo tempo tivemos a estréia de Cavenaghi. Uma estréia de verdade!

Foi visível o ganho de qualidade! Articulação, ofensividade, inteligência e a velha garra argentina. No final "faltou perna" para ele e Zé Roberto (que caiu muito de produção). Com Cavenaghi, Roth colocou em prática um esquema que - segundo me disse, na entrevista que publicarei amanhã - está sendo treinado pelo Inter visando o maior aproveitamento dos reforços. O Inter virou um 4-4-2 clássico. No segundo tempo se viu uma luz no fim do túnel no que se refere ao ataque colorado. Não foi por acaso que viramos o jogo e até poderíamos ter ampliado....

É bem verdade que o Pelotas segui ameaçando. A arbitragem pode ter influenciado em dois lances. Primeiro, o impedimento não marcado, em um lance que poderia ser o gol de empate dos pelotenses. Segundo, em dois toques de mão, dentro da área, em dois chutes seguidos do Inter - e que poderiam resultar em penalti.

No resumo,acho que a torcida saiu dividida. Uma parte dela, feliz com as boas perspectivas para o ataque. Outra parte, preocupada com as trapalhadas da defesa. Essa segunda, para mim, uma verdadeira razão para tirar o nosso sono...

A curto prazo não há muito o que fazer. Bolívar está em recuperação. Rodrigo ainda não tem condições de jogar (será?).

Talvez seja a hora dos garotos Juan e Ronaldo. Mas em uma competição cascuda como a Libertadores? Pois é...

Valeu pela vitória e pela mudança de esquema que deixou o Inter mais confiante para o jogo de quarta.

Agora é tudo Libertadores!


@@@@@@

Amanhã publico a primeira parte do longo papo (mais de uma hora) que tive com Celso Roth. Fiz as minhas perguntas e também as dos leitores do Blog Gigante. Não percam!!

@@@@@

Sigam o Blog Gigante no twitter @BlogGigante !!!!


NOVO MANTO!

11 de fevereiro de 2011 11



Apresentacao da colecao 2011. FOTO: Jefferson Bernardes/VIPCOMM


A apresentação da nova linha de uniformes não poderia ter ocorrido em melhor local: o museu do Inter! Justo em um momento como esse, onde estamos precisando valorizar, enaltecer e nos orgulhar da história do clube.

Justo em um momento onde a auto-estima colorada parece estar combalida. Onde o brilho de uma conquista como o Bi da Libertadores ficou ofuscado pelos tropeços recentes. Justo nessas circunstâncias, achei que foi uma escolha feliz da Reebok ter feito o lançamento no museu.

Já na apresentação, os dirigentes da marca fizeram questão de reafirmar o propósito de valorizar a história do Inter.

Confesso que senti um alívio com as palavras deles, pois esse é um meio onde todo mundo quer ser "gênio" e "inovar", jogando, por vezes, na sarjeta a vontade da torcida e a tradição de um clube. O que ouvi dos dirigentes da Reebok foi o contrário! Que agora é a hora de estampar no peito - de vestir - o orgulho de ser colorado. A prova disso, é que a referência para o segundo uniforme foi uma peça tirada de dentro do próprio museu. (veja na foto)


Peça do museu serviu de inspiração. FOTO: Jefferson Bernardes/Preview.com


Eu compareci ao lançamento para ver de perto o novo uniforme. Gostei do novo que não deturpa a tradição - pelo contrário - que a valoriza. Gostei do novo que muda sem mudar demais. Do novo que moderniza sem agredir. Que é sofisticado sem exageros ou firulas. Espero que esse novo manto nos traga sorte - algo que é fundamental em qualquer time de futebol!

@@@@@

Siga o Blog Gigante no twitter!  @BlogGigante

PERGUNTE AO ROTH...

09 de fevereiro de 2011 52

Se você pudesse fazer uma pergunta ao Roth, qual seria?

Sem ofensas ou xingamentos...