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Posts de janeiro 2012

UM DIA PRA NÃO SE ESQUECER JAMAIS

30 de janeiro de 2012 46

O dia do "FICO" de D'Alessandro é daqueles para entrar para a história do Internacional!

O jogo contra o Once Caldas, no Beira-Rio, foi palco de uma manifestação impressionante da torcida colorada.

Quando o telão do estádio mostrou a imagem do argentino em primeiro lugar na fila dos jogadores - com a braçadeira de capitão -, pronto para a entrada, começou a ecoar pelo Beira uma única voz formada por 35 mil vozes: FICA D'ALESSANDRO!

O rosto do jogador era o retrato da emoção. Seu lábio tremia. Ele passava a mão no rosto tentando evitar lágrimas de satisfação e orgulho. A torcida colorada foi FANTÁSTICA! Empurrou a equipe e, em especial o jogador argentino, de forma a garantir um primeiro tempo exuberante. O segundo tempo, segundo o técnico, era para segurar o resultado e buscar o contra-ataque... Pois é...

Vencemos!!! Conquistamos uma vantagem.

Passado esse momento de satisfação, um assunto voltou a angustiar os colorados: a saída de D'Alessandro.

A incerteza e a constante indefinição açoitavam a alma colorada. Todos concordavam que, nesse momento, seria fundamental a permanência do jogador. Foram dias de tristeza. De melancolia e angústia... Até que, inesperadamente, em pleno meio-dia de domingo, a direção torna pública uma de suas maiores conquistas. D'Alessandro havia decidido FICAR NO INTERNACIONAL!

Giovani Luigi trabalhava intensamente nos bastidores - sem fazer alarde, característica forte de sua personalidade - para proporcionar uma alternativa competitiva para que o ídolo "balançasse" e pudesse rever sua praticamente tomada decisão de ir para o futebol chinês.

É preciso que se faça justiça. A direção do Inter trabalhou de forma séria, discreta, responsável, pela permanência do jogador. Sabia que não tinha fôlego financeiro para fazer frente aos chineses, mas buscava se aproximar o máximo que podia. Tinha noção de que o fator emocional fazia parte da equação - ainda mais depois da demonstração da torcida no jogo do Once Caldas.

E aí, veio o desfecho que encheu de alegria o coração da Nação Colorada.

A novela, em termos gerais, já é do conhecimento de todos, mas não é possível que se veja normalidade no seu capítulo final.

D'Alessandro atestou as qualidades que o tornaram o ídolo que é. Deu voz ao seu coração e a sua gratidão ao Inter. Mesmo com a diferença financeira considerável, ele optou por permanecer no colorado!

Quando já é moeda corrente a pouca consideração que os jogadores profissionais de futebol tem pelos clubes em detrimento à melhor proposta financeira, uma atitude como a de D'Alessandro destoa do que acontece em 90% dos casos. O argentino - que agiu com transparência, clareza e honestidade durante toda a negociação - deflagrou um estado de espírito impressionante nos colorados. Ele reacendeu a fé e a paixão na torcida.

O clube de maior número de sócios do país, de tantos títulos nos últimos dez anos e de um sucesso internacional, havia baqueado com a possibilidade da perda de um de seus maiores ídolos - justo nessa fase da disputa da Libertadores. Parecia um pesadelo!

A decisão do jogador veio trazer justamente a sensação oposta. Êxtase! Euforia! Paixão! Alegria! Alegria! E mais Alegria!!!

Algo que parecia impossível aconteceu: um jogador do status e prestígio de D'Alessandro aceitou menos dinheiro em função do seu comprometimento e gratidão com o Internacional e sua torcida!

Não existe meio termo. Foi isso mesmo. Méritos da torcida, que não aceitou passivamente a situação e soltou a voz! Méritos da direção colorada, que respaldada pela torcida, foi à luta para segurar seu ídolo. Méritos da grande Nação Colorada que deu uma demonstração única de fé, acreditando que o futebol pode ser diferente!!! Não aceitou a inquestionável lógica do mercado da bola e deu suporte a um jogador que também demonstrou ser de uma outra categoria.

D'Alessandro mostrou ao mundo que ainda existe quem acredite em algo mais do que o dinheiro. Fato raríssimo, ainda mais em se tratando de futebol. O episódio, como um todo, escreve páginas de orgulho, glória e honra na história do Internacional.

"Glória do desporto nacional

Ó Internacional, que eu vivo a exaltar!

Levas à plagas distantes, feitos relevantes

Vives a brilhar

....

O teu PRESENTE diz tudo

Trazendo à torcida alegres emoções!!!!"

TORCIDA PAGA POR DALE

25 de janeiro de 2012 88

O São Paulo está considerando a hipótese de lançar mão do tal CROWDFUNDING para viabilizar a vinda de Nilmar.

O Corinthians havia cogitado o mesmo para repatriar Cristian.

O crowdfunding (financiado pela multidão, em uma tradução livre) é um modelo de investimento - muito comum na área do showbusiness - que permite que pessoas físicas ou jurídicas financiem seus projetos através de doações coletivas. No caso dos shows tem funcionado assim: alguém organiza (geralmente, via internet) um crowdfunding para trazer um artista ou banda que nenhum contratante se interessou em trazer para determinada cidade. Se o público desse artista se "movimenta" o suficiente e consegue arrecadar os custos do show, ele paga a vinda e, obviamente, não paga o ingresso do show. Quem contribuiu não paga o ingresso. Em alguns casos, se arrecada tanto que chega a sobrar, daí os primeiros que colaboraram ganham seu dinheiro de volta e ainda assistem o show.

A torcida do Inter tem vivido a angústia de perder seu maior ídolo, D'alessandro, para o mega-hiper-super-milionário futebol chinês. A direção está fazendo intensa movimentação para que isso não ocorra. Consta que Luigi já teria autorizado até um aumento no salário anual do jogador de cerca de 1 milhão de Euros. Não seria o suficiente. D'ale, em função dos 31 anos e da oportunidade de ganhos fantástica, estaria bastante inclinado a encarar a China e sua ainda fria e distante relação com o futebol.

Mas é evidente que se conseguisse um valor APROXIMADO por parte do Inter, ele ficaria sem pensar duas vezes.

Mesmo com a economia da venda e negociação de muitos jogadores, as contas do clube ainda não permitiriam um investimento que igualasse a proposta chinesa.

Será que não seria o caso da enorme e fiel torcida colorada fazer o tal crowdfunding e botar um valor significativo na proposta pela permanência do argentino?

O que você acha?

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CATÁSTROFE ??

23 de janeiro de 2012 20

Em um jogo onde pouco se poderia esperar, o Inter nos reservou uma péssima surpresa...

Todos nós sabíamos que era o Inter-reserva quem ia a campo contra o Avenida. O que ninguém poderia imaginar é que jogaria meio jogo apenas.

Confesso que perdi os primeiros 30 minutos do jogo pela falta de sinal na tv... Quando vi que estava 1 a 0, imaginei que não era pela facilidade da partida. Eu estava certo. O Avenida é uma equipe bem treinada por um profissional experiente e que, justamente por isso, usou muito bem as possibilidades de seu limitado plantel.

Enquanto teve pernas - e Gilberto em campo - o equilíbrio de forças pendia para o colorado. Mesmo sendo reserva, o time justificava a teórica melhor qualidade. Gilberto era destaque. Assim como Fabrício, que acabou fazendo o segundo gol. Sandro Silva garantia uma boa saída de bola e Elton segurava a onda da marcação. Fomos para o intervalo com uma tranqüilidade calorenta e enganosa.

Voltamos com o mesmo time e com metade das pernas. Não demorou muito e já se percebia, além da conformidade com o resultado, um peso maior das pernas coloradas. Gilmar Iser foi pra cima e, ao se dar conta da instabilidade do Inter - primeiro pela perda do perigoso Gilberto, e depois pelo cansaço e falta de entrosamento - colocou o Avenida pra correr. Teve todos os méritos pela virada!

Não foi o Inter que perdeu. O inteligente aproveitamento do Avenida das circunstâncias da partida é que conquistaram a vitória.

É claro que o colorado tinha o resultado nas mãos, mas não se pode menosprezar o fato de que nos 45 minutos finais, tudo poderia acontecer. Não foi o Inter que manteve o desempenho razoável do início. A equipe amoleceu. O Avenida aproveitou muito bem a regra: uma partida se resolve em 90 minutos e não em 45, como pensaram alguns jogadores colorados. O próprio Elton reconheceu isso!

A preocupação maior, para mim, foi a falta de brilho nesses reservas. Carlos Winck, apontado como aquele a se observar, teve atuação prá lá de discreta. Zé Mário idem. Marcos Aurélio é bom jogador e já havia acusado a falta de ritmo e preparo. Jô... Bem, Jô não tem estrela, pelo que se pode ver. Se ele não mostrar reação no Gauchão vai mostrar onde?

Sacha e Dellatorre também sucumbiram à boa marcação do Avenida, já que cansados não estavam... É preocupante.

Não se trata de pessimismo, mas de observar a questão anímica daqueles que poderiam sonhar com uma vaga no time titular.

No final, é evidente que se tivesse pernas e uma outra atitude, o Inter não teria desperdiçado a vantagem.

Não é uma catástrofe, mas não se pode deixar prá lá... Preocupante...

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Amanhã, a novela D'alessandro!

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A CONJUNTURA COLORADA

20 de janeiro de 2012 42

D'Ale vai sair. Segundo se sabe, ele quer sair. Não é mais uma questão de campanha da torcida ou algo assim.

Sejamos racionais. É uma proposta realmente irrecusável...se for no patamar que foi dito. Acontece que já houve uma primeira proposta - que foi negada pelo Inter e pelo investidor que detém 50% do valor do jogador - e, até onde sei, ainda não houve a segunda. Tudo indica que haverá. Por conta disso, D'Alessandro já sente que esse é o momento de deixar o clube. Enquanto ela não chega, tenho a impressão que D'Ale começa a ser acometido da "síndrome de Alex" - que periodicamente fazia pressão para deixar o Inter (lembram?). Se os chineses demorarem ou a coisa complicar, creio que, ainda assim, não teremos o "velho D'Ale" à disposição do clube. Sua cabeça, alma e coração já estão a caminho de Xangai... Esta soma de fatores descarta qualquer possibilidade de que ele esteja em campo no dia 25. Eu gostaria muito de estar errado, mas acho que não estou. Daqui para frente será uma longa e triste despedida. De minha parte, quero apenas agradecer à dedicação acima do dever, a alma colorada e o talento enorme que D'Alessandro entregou a nós todos durante sua brilhante e inesquecível passagem pelo Inter. Boa sorte, D'Ale!!!!

Enquanto isso, uma outra agonia aperta a garganta da torcida: o que será de nosso time?

Qual a peça de reposição que vamos encontrar a curtíssimo prazo para a saída de D'Alessandro?

Teremos um novo sistema tático para reconfigurar o Inter sem o meia? Quando chegará o zagueiro que tanto precisamos?

Fernandão está desde sábado "na estrada" em busca de respostas para essas e outras questões. É justo que se diga que a necessidade de uma reposição para D'Alessandro foi uma surpresa para todos. Não há culpa que se possa imputar à direção nesse caso. É bom lembrar que Ilsinho, que poderia fazer parte das alternativas, enfrenta problemas com seus ex-times que o impedem de continuar jogando. Mais uma baixa... A direção luta desde de o final da última temporada para trazer um zagueiro, mas esbarrou em pedidas altíssimas. Valores impeditivos! Mesmo motivo que me leva a acreditar que Montillo não é uma opção.

O Corinthians, com sua disponibilidade financeira de time europeu, arrepiou da contratação. O que dizer do Inter? Além disso, o próprio jogador já afirmou que pretende permanecer no Cruzeiro. Enquanto isso as buscas continuam.

Solução caseira, para o momento, não existe... João Paulo é muito promissor. Tenho certeza que vai chegar a um nível altíssimo! Mas isso ainda leva tempo. Bem mais do que uma semana. Minha esperança tem nome: Oscar. Se o garoto confirmar o que apenas esboçou contra o Novo Hamburgo, podemos sonhar com uma vitória. O mesmo vale para Damião. Apenas Dagoberto, em função do pequeno tempo de preparo, entra dentro do quesito "à espera de um milagre". Ele também vai demorar para alcançar seu melhor nível.

Espero que Dorival Jr encontre um bom termo para avaliar Bollati. Pode ser que nos treinos o argentino não seja um espanto, mas tenho certeza que na hora do jogo é nossa melhor opção na posição. Josimar ainda é uma aposta. Contra o Once Caldas não é admissível apostar. Temos que ir com o que temos de melhor. Isso levando-se em conta toda a conjuntura exposta acima.

Temos que tentar manter a calma e a boa atitude frente à turbulência e o mar revolto que nos espera.

O Inter nunca teve fácil navegação, mas sempre teve forças para enfrentar as piores marés.

Oremos!


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COMEÇOU O ANO!

19 de janeiro de 2012 27

A semana não está sendo fácil para a torcida colorada...

A notícia sobre a saída de D'Alessandro mais parece um pesadelo. As obras ainda não recomeçaram. O novo zagueiro não foi contratado e, para piorar, tudo indica que não existe substituto de rápida contratação e à altura de D'Ale no mercado.

Foi nesse clima pra lá de tumultuado que o Inter fez sua primeira partida oficial (valendo) no ano de 2012.

O Novo Hamburgo é um dos clubes mais organizados do Gaúchão. Sempre prepara uma boa equipe para a competição. Jogar com ele em sua casa não é fácil. Aliás, sou da opinião que não existe mais jogo fácil no futebol moderno... Não contra time profissional. Bem, tem até uns amadores que complicam...

Mas vamos ao jogo.

Com o moral abalado pelas notícias envolvendo o nosso ídolo argentino, o colorado entrou em campo com o jovem João Paulo carregando o peso de substituí-lo. Além disso havia a estréia de Dagoberto e, na minha opinião, a estranha presença de Josimar entre os titulares. Dorival disse em entrevista antes da partida que "Josimar vinha pedindo passagem nos treinos", por isso estava em campo...

A zaga não era a projetada pelas projeções da torcida (e da direção) onde Moledo não tinha a companhia de um novo "xerifão". Ao lado dele estava o "velho" Índio! Mas, sejamos justos, é nossa melhor opção. Durante a partida essa sensação se confirmou.

Moledo demonstrou nervosismo e foi justamente Índio quem arrumou a casa lá atrás. Depois do gol o  jovem zagueiro pareceu equilibrar o seu emocional, mas deve-se levar em conta que o ataque do NH pouco ameaçou...

Nas laterais, nenhuma novidade. Kleber estava um pouco mais participativo que o normal e Nei arriscou menos do que vinha fazendo no final da temporada. DEfensivamente ambos tiveram pouco trabalho...

Nossos volantes já merecem um pouco mais de debate. Guiñazú foi bem. Parece ter melhorado a técnica de carrinhos, sem entrar com os pés de frente e erguidos. Continua vigoroso e esforçadíssimo! E tivemos Josimar.

No primeiro tempo ele teve uma participação quase nula. Não se ouvia seu nome. Ele não se oferecia ao combate. Talvez inseguro pelo peso da estréia, não parecia alguém que pedia passagem. Isso apenas fazia aumentar o mistério da ausência de Bollati no time titular. Aliás, ele não estava escalado nem para o banco! Não fosse a "desistência" de Ilsinho (que pediu para não jogar e deve ir para o Santos) ele - Bollati - nem teria ido para o banco. Josimar continuou apático e pouco participativo na etapa complementar e acabou esgotando a paciência da valorosa torcida colorada presente. Os gritos por Bollati acabaram por sensibilizar o treinador do Inter. O argentino entrou e deixou evidente o equívoco de Dorival: foi infinitamente melhor do que Josimar. Brigou, dominou o meio-campo e ainda foi perigosamente ao ataque. Eu o considero titular. Vamos observar como Dorival vai conduzir essa questão...

Do meio pra frente a coisa estava muito bem encaminhada até a devastadora notícia da saída de D'Ale...

Dagoberto ainda está em fase de recondicionamento. Tem uma inteligência acima da média, mas não consegue que seu preparo o acompanhe. Não foi mal, nem bem. Acabou susbtituído, creio que menos por razões técnicas do que pelo cansaço. Jô, que entrou em seu lugar, parecia querer aproveitar muito a oportunidade. Se nós não o conhecessemos - se fosse sua primeira partida no Inter - e tivéssemos seu histórico de 2011 na memória, até poderíamos ter ficado impressionados.

João Paulo ainda é uma promessa. Uma ótima promessa. Não me parece que ele possa substituir D'Ale nesse momento, mas acredito que isso possa acontecer em breve. Se adquirir ritmo de jogo, confiança e ser devidamente orientado, ele pode decolar antes do que se imagina. Gilberto jogou pouco tempo, mas também me parece promissor. Vejo nele o perfeito reserva (ou opção) para Damião. Aliás, Damião ainda não é o mesmo de antes da lesão. Parece estar a caminho de recuperar seu futebol que deixava a zaga adversária desorientada. Teve seus momentos no jogo! Ele e Dagoberto ainda carecem de entrosamento e treino.

O grande destaque colorado foi justamente o autor do gol da vitória: Oscar. Foi o jogador mais criativo e agudo. Criou situações, buscou o jogo e articulou o ataque colorado.

É bom que se diga que não foi uma boa partida. Foi quase morna... Uma estréia com altas doses de nervosismo e poucas chances de gol.

O fato é que não todo o colorado do planeta está extremamente preocupado com a iminente ausência de D'Alessandro para a primeira partida contra o Once Caldas. Realmente parece um pesadelo.......


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