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TORCIDA PAGA POR DALE

O São Paulo está considerando a hipótese de lançar mão do tal CROWDFUNDING para viabilizar a vinda de Nilmar.

O Corinthians havia cogitado o mesmo para repatriar Cristian.

O crowdfunding (financiado pela multidão, em uma tradução livre) é um modelo de investimento - muito comum na área do showbusiness - que permite que pessoas físicas ou jurídicas financiem seus projetos através de doações coletivas. No caso dos shows tem funcionado assim: alguém organiza (geralmente, via internet) um crowdfunding para trazer um artista ou banda que nenhum contratante se interessou em trazer para determinada cidade. Se o público desse artista se "movimenta" o suficiente e consegue arrecadar os custos do show, ele paga a vinda e, obviamente, não paga o ingresso do show. Quem contribuiu não paga o ingresso. Em alguns casos, se arrecada tanto que chega a sobrar, daí os primeiros que colaboraram ganham seu dinheiro de volta e ainda assistem o show.

A torcida do Inter tem vivido a angústia de perder seu maior ídolo, D'alessandro, para o mega-hiper-super-milionário futebol chinês. A direção está fazendo intensa movimentação para que isso não ocorra. Consta que Luigi já teria autorizado até um aumento no salário anual do jogador de cerca de 1 milhão de Euros. Não seria o suficiente. D'ale, em função dos 31 anos e da oportunidade de ganhos fantástica, estaria bastante inclinado a encarar a China e sua ainda fria e distante relação com o futebol.

Mas é evidente que se conseguisse um valor APROXIMADO por parte do Inter, ele ficaria sem pensar duas vezes.

Mesmo com a economia da venda e negociação de muitos jogadores, as contas do clube ainda não permitiriam um investimento que igualasse a proposta chinesa.

Será que não seria o caso da enorme e fiel torcida colorada fazer o tal crowdfunding e botar um valor significativo na proposta pela permanência do argentino?

O que você acha?

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CATÁSTROFE ??

Em um jogo onde pouco se poderia esperar, o Inter nos reservou uma péssima surpresa...

Todos nós sabíamos que era o Inter-reserva quem ia a campo contra o Avenida. O que ninguém poderia imaginar é que jogaria meio jogo apenas.

Confesso que perdi os primeiros 30 minutos do jogo pela falta de sinal na tv... Quando vi que estava 1 a 0, imaginei que não era pela facilidade da partida. Eu estava certo. O Avenida é uma equipe bem treinada por um profissional experiente e que, justamente por isso, usou muito bem as possibilidades de seu limitado plantel.

Enquanto teve pernas - e Gilberto em campo - o equilíbrio de forças pendia para o colorado. Mesmo sendo reserva, o time justificava a teórica melhor qualidade. Gilberto era destaque. Assim como Fabrício, que acabou fazendo o segundo gol. Sandro Silva garantia uma boa saída de bola e Elton segurava a onda da marcação. Fomos para o intervalo com uma tranqüilidade calorenta e enganosa.

Voltamos com o mesmo time e com metade das pernas. Não demorou muito e já se percebia, além da conformidade com o resultado, um peso maior das pernas coloradas. Gilmar Iser foi pra cima e, ao se dar conta da instabilidade do Inter - primeiro pela perda do perigoso Gilberto, e depois pelo cansaço e falta de entrosamento - colocou o Avenida pra correr. Teve todos os méritos pela virada!

Não foi o Inter que perdeu. O inteligente aproveitamento do Avenida das circunstâncias da partida é que conquistaram a vitória.

É claro que o colorado tinha o resultado nas mãos, mas não se pode menosprezar o fato de que nos 45 minutos finais, tudo poderia acontecer. Não foi o Inter que manteve o desempenho razoável do início. A equipe amoleceu. O Avenida aproveitou muito bem a regra: uma partida se resolve em 90 minutos e não em 45, como pensaram alguns jogadores colorados. O próprio Elton reconheceu isso!

A preocupação maior, para mim, foi a falta de brilho nesses reservas. Carlos Winck, apontado como aquele a se observar, teve atuação prá lá de discreta. Zé Mário idem. Marcos Aurélio é bom jogador e já havia acusado a falta de ritmo e preparo. Jô... Bem, Jô não tem estrela, pelo que se pode ver. Se ele não mostrar reação no Gauchão vai mostrar onde?

Sacha e Dellatorre também sucumbiram à boa marcação do Avenida, já que cansados não estavam... É preocupante.

Não se trata de pessimismo, mas de observar a questão anímica daqueles que poderiam sonhar com uma vaga no time titular.

No final, é evidente que se tivesse pernas e uma outra atitude, o Inter não teria desperdiçado a vantagem.

Não é uma catástrofe, mas não se pode deixar prá lá... Preocupante...

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Amanhã, a novela D'alessandro!

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A CONJUNTURA COLORADA

D'Ale vai sair. Segundo se sabe, ele quer sair. Não é mais uma questão de campanha da torcida ou algo assim.

Sejamos racionais. É uma proposta realmente irrecusável...se for no patamar que foi dito. Acontece que já houve uma primeira proposta - que foi negada pelo Inter e pelo investidor que detém 50% do valor do jogador - e, até onde sei, ainda não houve a segunda. Tudo indica que haverá. Por conta disso, D'Alessandro já sente que esse é o momento de deixar o clube. Enquanto ela não chega, tenho a impressão que D'Ale começa a ser acometido da "síndrome de Alex" - que periodicamente fazia pressão para deixar o Inter (lembram?). Se os chineses demorarem ou a coisa complicar, creio que, ainda assim, não teremos o "velho D'Ale" à disposição do clube. Sua cabeça, alma e coração já estão a caminho de Xangai... Esta soma de fatores descarta qualquer possibilidade de que ele esteja em campo no dia 25. Eu gostaria muito de estar errado, mas acho que não estou. Daqui para frente será uma longa e triste despedida. De minha parte, quero apenas agradecer à dedicação acima do dever, a alma colorada e o talento enorme que D'Alessandro entregou a nós todos durante sua brilhante e inesquecível passagem pelo Inter. Boa sorte, D'Ale!!!!

Enquanto isso, uma outra agonia aperta a garganta da torcida: o que será de nosso time?

Qual a peça de reposição que vamos encontrar a curtíssimo prazo para a saída de D'Alessandro?

Teremos um novo sistema tático para reconfigurar o Inter sem o meia? Quando chegará o zagueiro que tanto precisamos?

Fernandão está desde sábado "na estrada" em busca de respostas para essas e outras questões. É justo que se diga que a necessidade de uma reposição para D'Alessandro foi uma surpresa para todos. Não há culpa que se possa imputar à direção nesse caso. É bom lembrar que Ilsinho, que poderia fazer parte das alternativas, enfrenta problemas com seus ex-times que o impedem de continuar jogando. Mais uma baixa... A direção luta desde de o final da última temporada para trazer um zagueiro, mas esbarrou em pedidas altíssimas. Valores impeditivos! Mesmo motivo que me leva a acreditar que Montillo não é uma opção.

O Corinthians, com sua disponibilidade financeira de time europeu, arrepiou da contratação. O que dizer do Inter? Além disso, o próprio jogador já afirmou que pretende permanecer no Cruzeiro. Enquanto isso as buscas continuam.

Solução caseira, para o momento, não existe... João Paulo é muito promissor. Tenho certeza que vai chegar a um nível altíssimo! Mas isso ainda leva tempo. Bem mais do que uma semana. Minha esperança tem nome: Oscar. Se o garoto confirmar o que apenas esboçou contra o Novo Hamburgo, podemos sonhar com uma vitória. O mesmo vale para Damião. Apenas Dagoberto, em função do pequeno tempo de preparo, entra dentro do quesito "à espera de um milagre". Ele também vai demorar para alcançar seu melhor nível.

Espero que Dorival Jr encontre um bom termo para avaliar Bollati. Pode ser que nos treinos o argentino não seja um espanto, mas tenho certeza que na hora do jogo é nossa melhor opção na posição. Josimar ainda é uma aposta. Contra o Once Caldas não é admissível apostar. Temos que ir com o que temos de melhor. Isso levando-se em conta toda a conjuntura exposta acima.

Temos que tentar manter a calma e a boa atitude frente à turbulência e o mar revolto que nos espera.

O Inter nunca teve fácil navegação, mas sempre teve forças para enfrentar as piores marés.

Oremos!


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COMEÇOU O ANO!

A semana não está sendo fácil para a torcida colorada...

A notícia sobre a saída de D'Alessandro mais parece um pesadelo. As obras ainda não recomeçaram. O novo zagueiro não foi contratado e, para piorar, tudo indica que não existe substituto de rápida contratação e à altura de D'Ale no mercado.

Foi nesse clima pra lá de tumultuado que o Inter fez sua primeira partida oficial (valendo) no ano de 2012.

O Novo Hamburgo é um dos clubes mais organizados do Gaúchão. Sempre prepara uma boa equipe para a competição. Jogar com ele em sua casa não é fácil. Aliás, sou da opinião que não existe mais jogo fácil no futebol moderno... Não contra time profissional. Bem, tem até uns amadores que complicam...

Mas vamos ao jogo.

Com o moral abalado pelas notícias envolvendo o nosso ídolo argentino, o colorado entrou em campo com o jovem João Paulo carregando o peso de substituí-lo. Além disso havia a estréia de Dagoberto e, na minha opinião, a estranha presença de Josimar entre os titulares. Dorival disse em entrevista antes da partida que "Josimar vinha pedindo passagem nos treinos", por isso estava em campo...

A zaga não era a projetada pelas projeções da torcida (e da direção) onde Moledo não tinha a companhia de um novo "xerifão". Ao lado dele estava o "velho" Índio! Mas, sejamos justos, é nossa melhor opção. Durante a partida essa sensação se confirmou.

Moledo demonstrou nervosismo e foi justamente Índio quem arrumou a casa lá atrás. Depois do gol o  jovem zagueiro pareceu equilibrar o seu emocional, mas deve-se levar em conta que o ataque do NH pouco ameaçou...

Nas laterais, nenhuma novidade. Kleber estava um pouco mais participativo que o normal e Nei arriscou menos do que vinha fazendo no final da temporada. DEfensivamente ambos tiveram pouco trabalho...

Nossos volantes já merecem um pouco mais de debate. Guiñazú foi bem. Parece ter melhorado a técnica de carrinhos, sem entrar com os pés de frente e erguidos. Continua vigoroso e esforçadíssimo! E tivemos Josimar.

No primeiro tempo ele teve uma participação quase nula. Não se ouvia seu nome. Ele não se oferecia ao combate. Talvez inseguro pelo peso da estréia, não parecia alguém que pedia passagem. Isso apenas fazia aumentar o mistério da ausência de Bollati no time titular. Aliás, ele não estava escalado nem para o banco! Não fosse a "desistência" de Ilsinho (que pediu para não jogar e deve ir para o Santos) ele - Bollati - nem teria ido para o banco. Josimar continuou apático e pouco participativo na etapa complementar e acabou esgotando a paciência da valorosa torcida colorada presente. Os gritos por Bollati acabaram por sensibilizar o treinador do Inter. O argentino entrou e deixou evidente o equívoco de Dorival: foi infinitamente melhor do que Josimar. Brigou, dominou o meio-campo e ainda foi perigosamente ao ataque. Eu o considero titular. Vamos observar como Dorival vai conduzir essa questão...

Do meio pra frente a coisa estava muito bem encaminhada até a devastadora notícia da saída de D'Ale...

Dagoberto ainda está em fase de recondicionamento. Tem uma inteligência acima da média, mas não consegue que seu preparo o acompanhe. Não foi mal, nem bem. Acabou susbtituído, creio que menos por razões técnicas do que pelo cansaço. Jô, que entrou em seu lugar, parecia querer aproveitar muito a oportunidade. Se nós não o conhecessemos - se fosse sua primeira partida no Inter - e tivéssemos seu histórico de 2011 na memória, até poderíamos ter ficado impressionados.

João Paulo ainda é uma promessa. Uma ótima promessa. Não me parece que ele possa substituir D'Ale nesse momento, mas acredito que isso possa acontecer em breve. Se adquirir ritmo de jogo, confiança e ser devidamente orientado, ele pode decolar antes do que se imagina. Gilberto jogou pouco tempo, mas também me parece promissor. Vejo nele o perfeito reserva (ou opção) para Damião. Aliás, Damião ainda não é o mesmo de antes da lesão. Parece estar a caminho de recuperar seu futebol que deixava a zaga adversária desorientada. Teve seus momentos no jogo! Ele e Dagoberto ainda carecem de entrosamento e treino.

O grande destaque colorado foi justamente o autor do gol da vitória: Oscar. Foi o jogador mais criativo e agudo. Criou situações, buscou o jogo e articulou o ataque colorado.

É bom que se diga que não foi uma boa partida. Foi quase morna... Uma estréia com altas doses de nervosismo e poucas chances de gol.

O fato é que não todo o colorado do planeta está extremamente preocupado com a iminente ausência de D'Alessandro para a primeira partida contra o Once Caldas. Realmente parece um pesadelo.......


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1 ANO EM 90 MINUTOS

Foi um jogo tenso - como todo bom clássico deve ser. Para o Inter valia muito, para o Grêmio poderia significar muito. Essa pode ter sido toda a diferença.

A vitória colorada poderia significar a vaga para a Copa Libertadores da América 2012. Os resultados paralelos faziam parte da equação, infelizmente. Então o jogo VALIA muito. Mas para o Inter, ele também significava uma barbaridade. Na verdade, ele poderia resumir o ano colorado. A derrota e a perda da vaga tornariam 2011 um ano negro para a nação colorada. Alguém poderia dizer que "não é bem assim", mas no frigir dos ovos, os momentos de turbulência e frustração deste ano seriam o emblema do clube.

Com a vitória, o resumo do ano para o Inter é positivo.

- Conquista do Gauchão 2011 com vitória em pleno Olímpico - e ainda buscando a desvantagem da primeira partida.

- Conquista da Recopa 2011 - também revertendo resultado.

- Digna participação na Copa Audi onde enfrentou Barcelona e Milan e conquistou o 3º lugar.

- 5º colocação no Brasileiro 2011 conquistando o direito à disputa da Libertadores 2012

O quinto lugar dá direito à disputa numa condição dentro da chamada "pré-Libertadores", o que é tratado pela mídia em geral apenas como "Libertadores". Ainda existe o iminente fim da novela com a construtora Andrade Gutierrez que projeta a retomada das obras de reforma do Beira-Rio para a primeira semana de 2012.

A partida, em si, foi difícil e cheia de riscos. O Grêmio foi perigoso e chegou a assustar a torcida colorada com duas bolas na trave. Uma por uma tentativa de desvio de Gilberto e a outra por uma cobrança de escanteio de Douglas. Mas foi o próprio Inter que desperdiçou as maiores chances com bola rolando. Damião cruzou e Gilberto, sozinho no meio da área, não alcançou o cabeceio. Oscar cruzou e a bola raspou a cabeça de Gilberto sem que ele conseguisse desviar para o gol.

Gilberto protagonizou cena que deixou Damião irritado. Ele avançou dentro da área e, optando pelo chute em cima de Vítor, desperdiçou a posição privilegiada de Damião - sozinho com o gol aberto a sua frente. Creio que a falta de visão de Gilberto também irritou Dorival, que o sacou logo em seguida.

Creio que Gilberto tem ainda que amadurecer como atacante, mas é - ainda sem poder contar com Dagoberto - a melhor opção para fazer dupla com Damião.

D'Alessandro foi O CARA do GreNal! Jogou muito! Chamou a responsabilidade, brigou, chutou, driblou, deu preciosas assistências e ainda fez o gol de penalti. Aliás, Leandro Vuaden teve atuação discutível. Os gremistas - como o insano Paulo Santana - insinuam que ele favoreceu o Inter. Já o Inter alega que ele deixou o jogo correr demais e poupou cartões para o time tricolor. De minha parte, tenho convicção - como de resto teve a maioria esmagadora da imprensa - de que sua atuação não afetou o resultado. Obteve a vitória quem mais a desejou.

Mas um ponto deve ser creditado a um jogador que entrou no final: Andrezinho.

Ele foi magnífico na retenção da bola! Ele chamou para si a responsabilidade de sanar o grave problema que se manifestou tantas vezes nos jogos do Inter: levar gol nos instantes finais. O seu controle e frieza à lateral do campo no final da partida me fizeram lembrar o mesmo papel cumprido por Iarley - com maestria - na final do Mundial contra o Barcelona. Andrezinho matou a possibilidade de uma reação. Reteve a bola e assegurou o resultado. Ele foi fundamental!

Agora é projetar 2012. Teremos pouco tempo, pois a primeira partida da Libertadores já é no dia 25 de janeiro.

Mas isso é assunto para os próximos posts. Agora é comemorar um final de ano que, se não foi o ideal, está bem próximo do "BOM"!

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THE DREAM IS OVER?

Não faltou luta. Não faltaram atitude e garra. Faltou sorte?

Falta de sorte? Não admito resumir o ano de 2011 nessa frase anterior. Pode até ter faltado, mas o acúmulo de situações perdidas - esse sim - resume as últimas participações coloradas no Brasileirão. O Inter ameaça chegar. Se candidata ao título. Ronda as primeiras posições. Atinge a Libertadores - às vezes, nem isso - e termina, invariavelmente, frustrando a torcida.

Tirando 2005, onde o Inter foi o campeão de fato, mas não de direito, não deixamos de beliscar o título e as primeiras colocações.

Em algum momento rondávamos a taça - ou a possibilidade de obtê-la.

Vai daí que o caráter decisivo do jogo contra o Cruzeiro deixava claro que o Inter não havia feito a lição de casa até então.

É triste ver o time jogar como jogou e não sair da derrota por apenas um gol (ou seja, não era uma diferença "impossível"). Mais triste ainda é dúvida rondando a cabeça do torcedor querendo entender o motivo de tanta irregularidade. A verdade é que sempre tem uma boa explicação. Para cada partida uma explicação... Somadas as explicações, não existe o convencimento...

O Inter tomou a frente das ações contra um Cruzeiro desesperado. Teve muito mais posse de bola, enquanto os mineiros tinham como principal recurso o referido desespero. Atacavam "a morrer"! Talvez essa tenha sido toda a diferença.

O Inter perdeu gols como nunca (sete vezes, segundo a estatística da tv) e desperdiçou como sempre...

Tinga, Oscar, Nei e Gilberto tentaram e não conseguiram. Lugar comum? Rotina?

O pior é que não.... A rotina verdadeira foi a fragilidade do sistema defensivo. Temos (tínhamos) o segundo melhor ataque da competição. Então por que estamos nessa situação? Temos, invariavelmente, culpado a má pontaria do ataque. Mas foi assim contra o Santos, o Corinthians, o Fluminense e láááááá contra o Ceará? A defesa fura e é o ataque que tem que correr atrás do prejuízo! Nem sempre foi assim, mas não fosse a estatística, poderíamos pensar em outra deficiência...

Claro, se os volantes não seguram ,a zaga fica desprotegida. Se o ataque não segura a bola, a defesa fica sobrecarregada.

Mas no todo o que se viu contra o Cruzeiro foi um time lutador - e com um jogo muito mais rápido que o normal do Inter - mas o desperdício de gols como tônica. A zaga teve dificuldades mas contou com a sorte pra não ter a diferença ampliada. Já o ataque - mais uma vez improvisado -, que deveria "buscar" o resultado,  não teve nem eficiência nem sorte.

Ainda para piorar, quando parecia que o gol colorado era iminente - devido à pressão -, Elton é expulso. O amarelo poderia ser interpretação do juiz. Não foi. Não há choro... Mesmo assim o time não arrefeceu o ímpeto, a pressão e o ataque. O pavor dos cruzeirenses era evidente. Foi então que, na tentativa de fazer algo, creio que Dorival deixou de vez de ser uma unanimidade.

Eu sei que muitos leitores discordam de mim, mas eu não tiraria D'Alessandro sob circunstância alguma. Minutos antes de sair ele foi o protagonista de mais uma jogada perigosa pelo lado esquerdo da grande área mineira mas, super marcado, não contou com a ajuda dos colegas e perdeu a bola. Com Kleber e Nei, por mais incrível que pareça, ele pratica o futebol de aproximação - ou, como chama alguns, das pequenas comunidades. Domingo ele lutou e foi fundamental na articulação - que o Inter perdeu com sua saída. Oscar bem que tentou, mas eles não conseguiam trocar passes com a objetividade desejada. Eu não tiraria o argentino. Não sacaria Gilberto que fez uma partida "promissora". Inclusive, acredito que ele deveria ser o segundo atacante quando da volta de Damião. Mas se alguém deveria ter entrado antes, esse era João Paulo. Teve pouco tempo, mas fico imaginando como teria funcionado com ele, D'Ale e Gilberto em campo. Zé Roberto entrou - já de cabeça quente - e com certa lentidão. Quase perdido. Andrezinho até foi bem, mas não creio que era um jogo pra um atleta com sua característica. Ele não é veloz como se precisaria.

Em resumo, não concordo com as substituições de Dorival - não na ordem e na hora em que aconteceram. Creio que no final, o Inter era um time previsível. O ímpeto e determinação apenas não bastaram. O sonho acabou.

Mas sejamos realistas, com o futebol irregular que temos apresentado, ele provavelmente acabaria numa das próximas rodadas. Ainda mais levando-se em conta que o fator local pouco tem feito pelo colorado.

Esse final de 2011 pode ser melancólico, mas deve servir de alerta para que o histórico que citei lá no início não se repita no ano que vem. Devemos tratar de enxugar a folha de pagamento JÁ, desintoxicar e renovar o grupo. Caso contrário, não temos onde depositar as esperanças...

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FRUSTRAÇÃO, MAS NÃO O FIM DA ESPERANÇA

Foi uma partida ruim do Inter.

Tivemos pegada, atitude e oportunidades no primeiro tempo. Poderíamos ter empatado ou até mesmo virado se tivéssemos mantido a organização da etapa inicial. O fato é que o intervalo foi prejudicial ao time de uma forma que eu nunca vi.

D'Alessandro, que vinha ótimas apresentações, não conseguiu repeti-las. E não se tratava apenas da ótima marcação do Fluminense. Ele errou passes e não demonstrou a inspiração habitual. Mesmo assim, eu não concordo com sua substituição. Acredito que ele sempre pode fazer diferença.

Damião ainda não voltou ao time. Deu o passe para o gol de empate e até não foi mal mas, com certeza, não lembrou nem de longe o maior artilheiro do Brasil em 2011. No xadrez dos técnicos, Dorival segurou os laterais cariocas e eles, por sua vez, anularam os nossos. Com isso, mesmo se estivesse inspirado, Damião teria dificuldades, já que a bola poucas vezes chegou a ele com qualidade. Na verdade, foi a primeira partida onde Dorival Jr foi muito mal. Não soube reordenar e nem substituir.

A quantidade de erros de passe foi industrial e, para piorar, o primeiro gol pode ser creditado a uma saída ruim de Muriel.

Resumindo, foi uma jornada onde nada deu muito certo para o Inter. O Fluminense tem muitos méritos por sua marcação eficiente. Em compensação, o cai-cai foi um tanto constrangedor. Pior foi constatar que o juiz não coibiu os excessos (como no caso do tapa em Damião na sua frente!) e ainda distribuiu cartões a rodo para os colorados. Teremos vários desfalques para o jogo contra o Cruzeiro.

Já está insuportável essa rotina de, quando os resultados paralelos são inacreditavelmente favoráveis ao Inter, o colorado desperdiçá-lo. Já perdi a conta de quantas vezes isso já aconteceu. Ainda por cima, teremos imensa dificuldade de mobilizar a torcida depois desse triste espetáculo deste domingo. Foi uma piscina olímpica de água fria.

Gostaria de destacar algum aspecto positivo. Talvez uma atuação melhor de Oscar... Mas acho difícil fazer esse milagre acontecer. Vou parecer tolo. Elogiar a zaga, que falhou? O novo corte de cabelo de Andrezinho?

Amigos, é triste ver o Inter dominado dentro do Beira-Rio por um time que, se não fez uma partida brilhante, soube conter nossas ações até com certa facilidade.

Sóbis teve uma das atitudes mais dignas que já vi em um jogador ao afirmar, ao sair do jogo, que jamais iria imaginar tamanha tristeza em marcar um gol no Inter dentro do Beira-Rio. Nos fez pensar se deveríamos ter deixado que fosse embora...

Ainda podemos lutar pela Libertadores, mas hoje, por algumas horas (antes e durante o jogo) estivemos ainda na briga pelo título. Não fosse aquela rotina... Triste segunda-feira.

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CABEZÓN, EL CAPITÁN!

A teoria é de meu amigo Jojô. Achei que ela procede, a tal ponto de decidir compartilhar com os leitores...

Se D'Alessandro fosse o capitão colorado - em função do "cargo" -  teria levado menos cartões amarelos.

É público e notório que o argentino é esquentado, passional e gosta de reclamar. Tal comportamento já lhe rendeu uma quantidade industrial de cartões amarelos. Esse perfil faz parte do jogador que ele é. Não se pode pedir que ele faça diferente: está fora de sua capacidade mudar de atitude. Ele é assim e ponto.

O capitão tem, por dever, defender e representar a equipe e seus pleitos dentro de campo. Reclamar faz parte desse "representar".

Reclamar quando o juiz se equivoca ou demonstra falta de critérios. E COMO ISSO ACONTECE!!

Se D'Alessandro tivesse a braçadeira de capitão, teria a prerrogativa e o direito de colocar suas reclamações com mais veemência do que um jogador "comum". Ou seja, ele teria uma "margem" de reclamação maior. Assim, seria até apropriado que ele colocasse em prática sua atitude aguerrida e briguenta de uma forma, digamos, oficial. Até porque, convenhamos, Kleber não tem o perfil de capitão. Ele nunca está "no bolo" quando a temperatura sobe na partida. Esse é o perfil dele: fechado e quieto. Não imagino que essa "falta" de atitude seja adequada a um capitão.

Já que D'Alessandro não vai deixar de jogar - ainda mais com a bola que vem jogando - e nem deixar de reclamar, porque não tornar oficial a voz do Cabezón como a do capitão colorado.

No máximo, talvez, ele até sentisse o "peso" da braçadeira e do cargo e resolvesse maneirar um pouco.

O que vocês acham?

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DEU PRO GASTO!

Todo mundo sabia que ia ser um jogo complicado -  mesmo com a volta de Damião. O que ninguém poderia saber era como o Inter iria reagir sem D'ale, Nei e Moledo - três jogadores que vem rendendo muito bem.

A resposta do resultado foi uma. A do desempenho foi outra.

O Inter não jogou bem. Tomou muito sufoco e teve dificuldades de articulação de ataque. Damião acusou a falta de ritmo de jogo - além de ter sido pouco acionado. A defesa fez água mas, graças a pontaria ruim dos atleticanos de Goiás, não comprometeu.

Por partes...

Sandro Silva não rendeu como substituto de Nei. Talvez apenas no início do jogo. Depois ele caiu de rendimento.

Bolívar foi melhor do que vinha sendo antes de seu "afastamento". Juan me parece ainda afobado...e isso é um perigo.

Kleber foi, durante quase todo o tempo, não mostrou nenhuma mudança em relação às suas características, até que marcou o gol salvador! Isso ele não costuma fazer...

Guiñazú e Bollati foram corretos e no primeiro tempo conseguiram ocupar bem os espaços defensivos. No segundo tempo, perdemos o domínio relativo do meio-de-campo e começou por ali nosso sufoco.

Tinga estava bem mais preocupado com as ações defensivas, o que colaborou para deixar Damião isolado no ataque.

Oscar e Andrezinho tiveram alguns rompantes, mas foram irregulares no decorrer da partida. Também demonstravam extrema preocupação defensiva. Quando João Paulo entrou, também ficou isolado no ataque e pouco rendeu.

Andrezinho voltou a ser um jogador de "segundo tempo"... Ele tem dificuldades na leitura do jogo quando entra de titular. Sua bola parada já foi mais perigosa e efetiva e, assim como Oscar, talvez formem o ponto fraco na articulação colorada atualmente. Talvez precisem se reciclar... Quem sabe uma chance para Ilsinho e João Paulo como titulares nesse momento não seria mais conveniente? Mas duvido, pois Dorival não deve arriscar contra o Fluminense. Assim como ele fugiu um pouco de suas características e arriscou pouco contra o Atlético Goianense. As entradas de Elton e Fabrício, mesmo que tivessem sido para "matar tempo" fizeram a torcida lembrar de Celso Roth...

Mas o FUNDAMENTAL foi voltar com a vitória!! Continuamos vivos no campeonato e dependendo apenas do Inter mesmo para alcançar a vaga na Libertadores, já que o colorado ainda vai jogar com adversários diretos na briga.

Quem sabe esse resultado, apesar do desempenho, não esteja apenas mostrando que a sorte pode estar se virando para o Inter?!

Já não seria sem tempo...

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DESPERDÍCIO

Enquanto o comandante anunciava que estavam fechadas as portas do avião que me levaria de Teresina à Brasília, o juiz dava o apito inicial do jogo do Inter contra o Corinthians. O voo durou 2:10h. Ou seja, perdi todo o jogo.

Por isso mesmo, não vou comentar o que não vi. Apenas lamentar que tivéssemos deixado escapar a vitória pela falta de cuidado do time (e não apenas Muriel) em armar uma barreira de falta - frontal - a ser batida nosso conhecido Alex.

O time foi descuidado. Isso nos custou a vitória e a possibilidade de ainda sonhar com o título...

Algo mais a declarar?

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