Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

POÇO SEM FUNDO

26 de novembro de 2012 50

Tarefa sem sentido: comentar o jogo do Inter contra a Portuguesa.

A torcida colorada assistiu, boquiaberta, mais uma derrota para uma equipe que luta contra o rebaixamento.

Não existem mais explicações. Basta.

Essa mesma torcida tem manifestado - nas redes sociais, bares, faixas e conversas em geral - a vontade de ver Dunga como novo treinador do Inter.

Às 14h de domingo isso parecia difícil de acontecer. Quando chegou a noite, é o mais provável!

Manifestei através dos canais de comunicação que possuo - redes sociais entre eles - um pedido de que a direção atenda a este apelo da torcida. Não se trata de apenas mais um treinador. A torcida que alguém que consiga sacudir o vestiário colorado! Alguém que tenha um histórico de conduta inquestionável no que se refere a disciplina e retidão. Alguém que seja mais que um treinador. Um colorado!

Essa pessoa é Dunga.

Se tudo ocorrer como sonha a torcida - e insinuam alguns jornalistas - Dunga viria acompanhado de outros dois nomes que carregam a confiança da torcida: Paulo Paixão e Taffarel.

Espero que entre a tarde de segunda e a manhã de terça, esse sonho se torne realidade.

A torcida colorada é que está sem forças... Não suportaria outro golpe. Outra vergonha.

FOGO NAS CINZAS

19 de novembro de 2012 79

Pensei em não comentar o jogo do Corinthians... Seria um jogo de dois times sem motivação. Sem um objetivo. Engano meu.

O Corinthians veio disposto a treinar para o mundial. O Inter foi seu sparring. Mesmo assim, a derrota, por si só, já não configura - e isso é triste - uma novidade. O que parecia estar ruim conseguiu ficar ainda pior.

Tanto se falou em encerrar o ano com dignidade e a performance do time colorado está abaixo da crítica. Abaixo da linha digna.

Mas se isso parecia o pior, veio a entrevista de Fernandão após a derrota. O treinador conseguiu gerar um estrago de proporções ainda incertas. Revelou a negativa de Bolívar em participar do jogo e expôs um ambiente deteriorado no departamento de futebol colorado. Disse que esse teria sido um ato de indisciplina do jogador e que tudo agora estava nas mãos da direção. Ou seja: um assunto que havia virado cinzas - a permanência de Bolívar na equipe - voltou como uma labareda!

A derrota perdeu importância e a tão falada dignidade se esvaziou de sentido, já que - segundo a postura de F9 - era evidente que o vestiário estava sem rumo. O que parecia impossível aconteceu. O que não parecia mais possível de piorar, piorou.

E piorou ainda mais quando o empresário de Bolívar disse, em outras palavras, que tinha "merda" pra jogar no ventilador...

Essa foi a pá de cal na dignidade colorada. Algo precisa ser feito IMEDIATAMENTE.

Não é mais possível que se espere uma derrota no GreNal, que se prenuncia vexatória, para se tomar uma atitude. A situação ficou insustentável.

Sou admirador de Fernandão como pessoa e jogador, mas acho que ele falhou no episódio da "zona de conforto" e falhou novamente ao trazer uma situação que deveria ser resolvida pela direção - entre quatro paredes - para o calor de uma derrota.

É inevitável que se conclua que o caminho desse grupo leva a sua dissolução. Muitos deverão sair. E não apenas entre os jogadores. Infelizmente não existe mais ambiente que faça com que a torcida leve à sério o futebol colorado.

Ídolos que seriam pretendidos por qualquer grande clube, como Forlan, D'alessandor e Damião, caíram em desgraça com a torcida. Perderam a credibilidade. Atitudes como a de Kleber - que xingou um torcedor no aeroporto - ilustram esse ambiente.

Seria lógico pensar que Fernandão não prosseguiria como treinador - em virtude dos resultados - e que um novo nome surgiria apenas ao final do campeonato. Mas com o estrago causado por sua entrevista de domingo, o próprio treinador tornou a situação insustentável. Talvez tenha agido para revelar o estado de espírito reinante no vestiário e que engessou seu trabalho.

Talvez.

O mais certo é que, muito provavelmente, a "zona de conforto" teve conseqüências nefastas para todos. Perda de confiança e de sintonia. Ou os jogadores desaprenderam a jogar, ou não conseguiam seguir as orientações do treinador ou, simplesmente, essas orientações não tinham a efetividade necessária. Em qualquer hipótese, o destino do futebol colorado já estava traçado.

Com mais esse triste episódio de domingo criou-se um abismo profundo, ameaçador e perigoso onde antes só havia monotonia e expectativa pelo fim do ano.

Posso estar enganado, mas acredito que essa foi uma longa noite no Beira- Rio... e se tudo acontecer como deveria, com uma manhã de novidades e mudanças.

Aguardemos...


QUE VENHA 2013!!!

13 de novembro de 2012 44

Está complicado ter o que dizer...

O que restava de esperança - pouco mais do que um fio - de ainda conquistar uma vaga na seletiva da Libertadores caiu por terra numa vexatória derrota para outro postulante ao rebaixamento. O discurso da dignidade, que já era frágil e pouco convincente, passou como água embaixo da ponte.

A torcida vinha de uma semana onde a eleição acabou ocorrendo de forma indigesta.

Sobre isso, gostaria de deixar claro que NÃO SOU conselheiro. Não votei. Mesmo assim penso que a cláusula de barreira deveria ser reavaliada - quem sabe diminuída em percentual - de uma forma que eliminasse aqueles com pouca ou quase nenhuma representatividade. O que não é correto é mudar as regras do jogo para favorecer esse ou aquele grupo faltando uma semana para a eleição. Aí sim o CD se transformaria em uma bagunça.

A análise que cabe - frente a um resultado que impediu a votação do sócio - é que a situação UNIDA é que decidiu a eleição. Pela convicção de seus conselheiros no trabalho de Luigi e considerando que o futebol não poderia ser o único parâmetro de avaliação (ou pelo menos unicamente a campanha do Brasileirão), decidiram apoiar o candidato de sua chapa. Aliás, são 7 grupos de articulação política de apoio a Luigi.

Mas se alguém voltou sua raiva contra estes conselheiros, faço apenas uma referência ao ano de 2008 e proponho uma reflexão... Naquele ano, frente a possibilidade de não haver segundo turno, as oposições acharam por bem unirem-se e formar uma chapa de coalizão em torno de Cláudio Bier para confrontar as propostas da situação - Vitorio Píffero - à época.

O conselho estava - como hoje - bastante dividido e quando ocorreu a união das chapas de oposição, foi garantido o segundo turno. Em 2012, o conselho também estava dividido e em equilíbrio de forças. A prova está nos números. Luigi venceu com 166 votos dos 314 conselheiros presentes. A oposição teria garantido segundo turno com o número de votos somados - caso estivesse unida em torno de um candidatura. Ou seja, a oposição teve muita responsabilidade no fato de não haver segundo turno. Ninguém quis coalizão, união em torno de uma chapa ou composição de chapa. Foram 4 chapas de oposição. Cada uma fechada em sua proposta e todas absolutamente cientes de que dessa forma as chances de segundo turno seriam pequenas.

Antes que venham me criticar por "defender" a situação, pensem se não estava também nas mãos da oposição a possibilidade de forçar o segundo turno?

Com isso quero dizer APENAS que a responsabilidade nas decisões é do conselho e de TODAS as chapas. Ninguém abriu mão de suas convicções. E no frigir dos ovos, isso também faz parte da democracia...mesmo com a indesejável situação da ausência dos sócios no processo. Tivessem feito como 2008 e estaríamos debatendo propostas...

Mas voltando ao futebol, é imperioso que se anuncie uma repaginação nesse departamento. A tentativa de renovação, definitivamente, não funcionou. Ganhamos do Atlético Mineiro com um time semi-improvisado. Perdemos para a Ponte Preta com Damião, Forlan, Dale e Fred em campo... A lógica se esvai e a capacidade de compreensão do torcedor chega ao seu limite!

Se é que não existe problema de vestiário, pode-se dizer - no mínimo - que a química não rolou. Ou os jogadores não fazem o que Fernandão orienta ou o que ele orienta não funciona. Em ambos os casos, as peças já deram sinais de desgaste e mal funcionamento.

Luigi sabe que precisa de uma intervenção urgente no departamento de futebol, e numa direção oposta à renovação. Ou seja, a  opção deve recair sobre uma comissão técnica experiente e vitoriosa. Um treinador que tenha empatia com a torcida e inspire confiança. Não existe outro caminho.

2012 foi um ano difícil para a torcida colorada. De pressão e mais pressão! Obras, luta para manter jogadores, mais obras, boataria de ídolos colorados debandando para o Grêmio, chineses levando D'ale, interdição do estádio...... e, por fim, um Brasileirão pra se esquecer. Espero que 2013 traga melhores ventos!!!

E espero, mais ainda, que todas as chapas - situação e oposição - se unam em torno do Inter! O clube conquistou seus maiores feitos UNIDO. A pior notícia do ano foi a irremediável perda dessa união.

DIGNIDADE

06 de novembro de 2012 42

Ouço declarações de jogadores de que deve-se jogar o restante do Brasileirão "pela dignidade".

Lamento dizer, mas a nem a vaga nem a dignidade estão mais ao alcance do Inter. Recuperar ambas, depende de um acontecimento extraordinário! Algo que combina com o Inter, mas não para o lado positivo. A dignidade se foi... Depois do jogo contra o Sport, onde a dignidade foi ferida mortalmente - e veio o episódio conhecido como "zona de conforto" - o Inter oscilou a tal ponto que ninguém tinha coragem de fazer prognósticos em nenhuma partida.

Se a dignidade foi ferida mas chegou a sobreviver, com a goleada para o Atlético Goianense (lanterna e 20º na tabela) e a vexatória virada para o Figuerense em casa (19º lugar na tabela), ela teve a terceira parada cardíaca e não resistiu. Acabou sendo sepultada em Recife. A dignidade do time colorado terá sua missa de 7º dia no domingo, contra a Ponte PRETA...

Quem acompanha o blog sabe que eu gosto de debater sobre a tática, o uso deste o aquele jogador, o esquema mais adequado e tal... Mas vai tempo essas discussões parecem ter se esvaziado.

Não sou maniqueísta (adepto da filosofia dualística que divide o mundo entre bem, ou Deus, e mal, ou o Diabo) e acredito que Fernandão faz das tripas coração pelo que julga o melhor para o Inter. Ele não é mau. Não acho que Luciano Davi seja mau! Do diabo! Mas a condução do futebol do Inter pode ter se mostrado além das forças e capacidade de ambos. Mesmo com todo o esforço na busca pelo acerto.

As dificuldades em manter a escalação traria imensas dificuldades até mesmo ao mais experiente treinador, imaginem a um que está iniciando. As inúmeras escalações (quase nunca repetidas) foram um duro teste para o F9. Por isso, quando falo em oscilação e dignidade, essas duas palavras se encontram na simples justificativa de que a torcida colorada "aceitaria" ou "entenderia" as dificuldades da equipe frente aos times da parte de cima da tabela. Ocorre que o Inter foi presa (fácil) da parte de baixo da tabela. Dos rebaixados. Nesse caso, a nem toda a teoria futebolística da história do esporte consegue ser convincente quando a prática é tão absolutamente destruidora.

Contra o Náutico, por exemplo, a opção Lucas Lima e Josimar foi equivocada. Mais ainda quando a busca pela correção veio apenas no segundo tempo, quando o Inter já perdia por 2 a 0. O fato de os gols terem acontecido de bola parada em nada justificam a permanência de ambos em campo depois dos 33 minutos (segundo gol). O Inter era "melhor"? Não chutava, não tinha posse, não articulava e Lucas quase nunca carimbava a as jogadas. Estava sozinho na articulação. Talvez Bollati (que estava no banco) tivesse tido melhor rendimento já que é um volante que vai à frente e carrega bem a bola. Josimar, que deveria cobrir a subida dos laterais e ficar na sobra dos volantes, não fazia nenhuma das funções de forma a dar segurança ao sistema defensivo. Então falar em bola parada parece estranho, pois se ela "parou" foi em função de uma (duas) falta. A falta é recurso extremo ou sinal de insegurança. Bem, mas agora que está abusando da teoria sou eu...

Ao trocar um articulador por outro, Otávio entrou no lugar de Lucas, Kleber passou para o meio e Fabrício entrou como lateral. Não sei afirmar, mas pergunto: houve algum treino com essa formação? Na teoria poderia funcionar...

É evidente - os números dão suporte a isso - que quando o ataque do Inter "não joga", o sistema defensivo não segura a onda.

A virada do Figuerense é um exemplo eloqüente. O Inter conseguiu virar duas vezes por conta da eficiência de seu ataque e meio articulador. Saiu em desvantagem e teve que se superar. Foi o caso do gol do Palmeiras, onde Josimar marcava a bola e foi vítima fácil  de Luan que simplesmente se antecipou e meteu para as redes. Nosso sistema defensivo comprometeu e, o que é pior, contra os adversários menos qualificados - segundo posição na tabela.

SE a lógica se transformasse em fato e a dignidade fosse uma imposição, o Inter teria vencido (ou pelo menos empatado) algum dos confrontos contra a parte de baixo da tabela e hoje ainda poderia sonhar com o G4. Agora, vamos falar de eleições, de estádio e esperar o nascimento de uma dignidade, novinha em folha, em 2013...

A dignidade versão 2012 chama-se Gaúchão.

DESFALQUES, SINA DE 2012

30 de outubro de 2012 23

Se alguém fizesse uma estatística, muito provavelmente a palavra que mais foi repetida nos noticiários referentes ao Inter seria DESFALQUE.

Quando pensamos em alimentar por mais uns dias a possibilidade de superação e vitória contra o perigoso Náutico - que joga em casa - a palavra e a circunstância se repete. Seja por conta de cartões, lesões ou convocações, lá vamos nós para mais um time improvisado...

Sem o trio de ouro - D'ale, Fred e Forlan - nossa esperança racaía na volta de Dátolo e Damião. Nenhuma delas está confirmada.

O pesadelo continua. Talvez Damião esteja mais próximo de voltar ao time. Dátolo passa por reforço muscular como precaução contra novas lesões. Faltando cinco rodadas, não sei se não seria melhor mandá-lo a campo. Sendo assim, o time do Inter pode ser Muriel; Nei, Moledo, Índio e Kleber; Ygor, Josimar, Guiñazu e Lucas Lima; Cassiano e Leandro Damião.

Elton é o reserva mais utilizado. Pode ser que apareça como surpresa. Eu preferia a experiência e inteligência de Bollati no meio. Em um jogo fora de casa contra um adversário cascudo, experiência é fundamental.

Kleber é um jogador contestado. Muitos atribuem a ele uma falta de empenho. Não me parece o caso. Seu estilo de jogo sempre foi esse. O do toque de bola, da jogada sem confronto. Ele não é o lateral do carrinho e embate. No jogo contra o Palmeiras houve um momento em que os laterais trocaram de lado e Kleber chegou a articular pelo meio abastecendo os homens de frente. Na carência de um articulador, talvez ele pudesse ser testado novamente.

Sei que parte da torcida ficou indignada com ele por questões como o xingamento do torcedor (onde ele estava absolutamente errado) e o bate-boca com Muriel. Ao que parece existe alguma instabilidade de relacionamento entre os jogadores mais experientes e os jovens. O tom da cobrança estaria fora do que os "boleiros" estão acostumados a lidar. Coisas da juventude.

Mas esse atrito se mostrou positivo nos últimos jogos. Transformou-se em uma tensão produtiva. O grupo do Inter me parece unido, mas com seus pontos de atrito. Mas qual grupo não seria assim?

A propósito de se falar em grupo e seu valor (em salários) recomendo a leitura do seguinte artigo...

http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/36685/Descubra+quanto+gastam+os+clubes+em+salarios+

Os valores seguem uma certa lógica em relação a posição na tabela.

Estamos a sete pontos do G4, que na prática significam 14, pois são os 7 que o Inter deve ganhar e os 7 que o São Paulo não pode ganhar para continuarmos sonhando com a Libertadores.

APENAS VITÓRIAS

29 de outubro de 2012 23

Sábado o Inter deu mais um passo rumo ao G4!!! Será?

Eu escreveria com muita firmeza a frase acima umas cinco rodadas atrás, mas cinco é justamente o número que falta de rodadas para o final da competição. Mais do que um número, trata-se da famosa areia da ampulheta que já vai escoando rumo às verdades absolutas.

Mesmo com uma belíssima atuação contra o Vasco da Gama e uma vitória inquestionável sobre o Palmeiras, os planos colorados seguem no campo do milagre e da superação. Digo isso, sem pessimismo, baseado apenas nas campanhas dos clubes que estão no G4 nessa 33ª rodada. O Inter está a 7 pontos do São Paulo (este sim, um time que promoveu uma arrancada consistente) e 9 do Grêmio. Nem vou falar de Fluminense e Atlético...

Ao observar a tabela até o final, os confrontos do Inter não são nada fáceis. Buscar sete pontos, por si só, já seria complicado, mas ainda existe a necessidade de tropeço dos que estão acima. Mais complicação!

Se contra o Vasco - fora de casa - o Inter não correu tantos riscos, o mesmo não se pode dizer do jogo contra o Palmeiras.

No primeiro tempo o colorado foi à frente, mas quem começou perigoso foi o time paulista. Não fosse Muriel, a desvantagem teria aparecido ainda antes do que apareceu. Nossa zaga deu espaços e a cobertura não funcionava devidamente. Mas foi numa falha individual de marcação de Josimar - que marcou a bola enquanto o jogador palmeirense se antecipou a ele - que o verdão abriu o placar. Então é preciso que se diga que uma lógica que vinha valendo até recentemente no time do Inter se inverteu...

Se antes a defesa garantia e o ataque não funcionava, agora temos visto o inverso. Novamente D'ale, Forlan e Fred foram muito bem. Com excelente movimentação e a inteligência acima da média desse trio, a torcida não se assustou "tanto" como em outras partidas. Era visível que poderíamos empatar e, talvez, virar. Não havia uma apatia colorada e até mesmo Rafael Moura fazia boa partida, tanto que a jogada de empate começou em seus pés. Ele carregou a bola, chamou a marcação para encontrar um Guiñazú livre à esquerda para cruzar. Fórlan fez um passe/desvio genial de cabeça e Fred teve a calma de mandar para as redes.

Daí em diante, era o Inter que buscava o gol de forma mais organizada e eficiente. Foi assim no início do segundo tempo. A pressão colorada teve resultado com um cruzamento primoroso de D'ale na cabeça de Rafael Moura que não perdoou. Na comemoração agradeceu ao argentino.

Mas depois, um velho defeito reapareceu... O Inter recuou demais. Deu espaço e poderia ter perdido. Foi quando ocorreu a confusão do gol de mão de Barcos. As versões são conflitantes. O quarto árbitro teria visto? O delegado do jogo consultou uma repórter? Houve interferência externa? Para colocar minha posição sobre o ocorrido, vou reproduzir as palavras de Marcos, ex-goleiro e um dos maiores ídolos da história do Palmeiras.

"Se for para acontecer o pior, que seja com dignidade. Não precisamos que anule o jogo, afinal o gol foi de mão. Numa época de tanta luta para que a justiça seja feita no Brasil, nós (todos) do futebol brasileiro temos que dar exemplo."

Acho que ele coloca uma pedra sobre a discussão.

Quanto ao Inter. Não pode apenas fazer contas e projeções. Tem continuar a jogar como jogou as duas últimas partidas. Com inteligência e garra, mas seria bom que não descuidasse tanto da defesa...

Não diria que podemos continuar sonhando com a vaga. Seria leviano dizer isso, mas faço a reflexão da "crise" que recaiu sobre o Beira-Rio... A quinta colocação HOJE, ameniza a situação?

O que você acha?


MURO!

24 de outubro de 2012 38

Bastou eu colocar um post sobre as eleições que a discussão ficou acalorada.

Uns partem para o xingamento e decidem me desqualificar ("vai cantar que de futebol tu não entende nada") e outros simplesmente não conseguem lidar com uma opinião divergente.

Podemos começar por aí: opinião. São 3 anos de blog, 324 posts onde manifesto MINHA opinião. Se não tivesse credibilidade ou um trabalho confiável nos textos, o blog não teria durado três meses...

Não concorda comigo? Você está no seu direito. Quer debater sua divergência comigo? Veio ao lugar certo. Este blog é um fórum legítimo para discussão e debate da torcida colorada. Não concorda e nem quer discutir por me considerar "desqualificado"? A web é quase infinita em opções. É só procurar outro blog.

Quanto ao post chamado "Cartas na mesa", alguns disseram que fiquei em cima do muro. Decerto esperavam que eu abrisse o voto e começasse a fazer campanha. Isso JAMAIS vai acontecer nesse blog. Não o usarei para fazer campanha, mas me reservo o direito de criticar IGUALMENTE todos os candidatos ou propostas. Se eu, por ventura, optar por um ou outro candidato, não farei manifestações aqui. Agora, não esperem que eu detone este ou aquele candidato "só porque algum leitor quer".

Luigi tem apoio de parte da torcida sim. Isso é um fato.

O Convergência Colorada é um dos mais importantes e promissores movimentos surgidos no Inter recentemente. Isso também é um fato. O radicalismo que me referi passa por um experiência pessoal, apenas isso. Mas é bom que se diga que existem radicais em todos os movimentos...

Quanto a Luiz Antonio Lopes, não o conheço a ponto de fazer um julgamento de qualquer espécie. Aliás, não faria julgamento algum, pois não me cabe JULGAR alguém aqui no blog. É fato também que o grande trunfo de sua candidatura é Píffero.

Sobre Píffero, quero dizer que tenho enorme respeito por ele. Digo mais, tenho respeito e uma relação de amizade com ele e sua família. Então aqueles que gostariam de ver "sangue nos olhos" em relação a ele, podem esquecer. Farei críticas, quando julgar procedentes, mas sempre com respeito ao dirigente e sua história.

Na verdade, entendo quem diz que sou em cima do muro... Se esperavam análises alopradas e carregadas de ódio e preconceito, não é meu perfil. Com certeza existem pessoas que julgam isso com alguma associação torta em relação a um muro...


CARTAS NA MESA

23 de outubro de 2012 19

Já que o futebol parece fadado ao segundo plano, as eleições começam a dominar o debate entre a torcida colorada.

Luiz Antonio Lopes lançou sua candidatura e anunciou Vitório Píffero como homem do futebol.

Giovani Luigi colocou-se à disposição do Movimento Inter Grande para a reeleição. Na prática, é candidato. Sua chapa ainda não foi revelada e está envolta em mistério e indefinição.

Esses são os fatos. As suposições podem não ter fim...

É bem verdade que a torcida colorada pouco ou quase nada sabe de Luiz Antonio Lopes. É conselheiro e ex-presidente do Conselho Deliberativo do clube. Também trabalhou no departamento jurídico do Inter. Seu trunfo para a campanha não reside em seu próprio nome e histórico, mas sim na presença de Píffero no futebol.

Já Luigi tem grande apoio de vários movimentos políticos e respaldo de grande parte da torcida que, apesar do tropeço no futebol, considera que ele teve encrencas complicadíssimas para lidar e sempre conseguiu o benefício do Inter acima de tudo. Mas sua chapa pode ser seu calcanhar de Aquiles. Ele deve evitar zonas de desgaste.

Como torcedor, eu gostaria de ver os movimentos e os principais nomes do clube unidos, mas Luigi e Píffero entraram em rota de colisão por conta das obras. A outra figura fundamental nesse cenário - Fernando Carvalho - está afastado "oficialmente" da administração do clube e também teve sua relação com Píffero estremecida. O cristal teria quebrado e coisas foram ditas para que ele não consiga ser colado. Ou seja, não tem conserto por enquanto...

Ainda existe a terceira via do grupo Convergência Colorada que, apesar de demonstrar crescimento e ter uma postura construtiva em sua essência, ainda abriga radicalismos que colocam em dúvida sua real capacidade de gerir o clube. Sandro Farias - pessoa extremamente ponderada e de bom senso - não seria o candidato.

Nesse quadro, recheado de indefinições, a torcida segue desmotivada pelo futebol e tem imensa dificuldade de olhar o ano de 2012 em perspectiva e fazer um balanço positivo.

As cartas estão na mesa, mas algumas seguem viradas para baixo. Sem revelar-se...

A BUSCA

22 de outubro de 2012 30

Estava em Avaré (SP) acompanhando o jogo contra o Figueirense pelo twitter...

Quando tive que parar - para realizar uma palestra - confesso que fiquei receoso. O Inter ganhava de 2 a 1 e mesmo assim eu não desliguei o celular tranqüilo... Quando terminou a palestra e eu fui, ansioso, descobrir o resultado. Confesso que não fiquei surpreso. A derrota não era esperada, mas era previsível.

Mas qual seria o motivo de ser assim? Em que ponto chegamos? O ponto é da perda.

Perda de segurança. De auto-estima. De respeito dos adversários e da própria confiança. O final de ano melancólico porém digno não se configura e a inconstância insiste em torturar a torcida colorada. A mesma torcida que já testemunhou a necessidade de algumas "operações de salvamento", mas que - desolada - percebe que isso seria inútil nesse momento. Resta pouco tempo para uma reação. Se não aconteceu até agora - daqui para frente ela seria desnecessária.

A química entre Fernandão e o grupo do Inter não aconteceu. Creio que o discurso da "zona de conforto" pode ter deixado marcas mais profundas do que se imaginava...

Mas existem informações que dão conta que o grupo ainda busca resgatar sua dignidade. Um almoço - que usualmente ocorre fora - foi convocado pelos jogadores e pelo departamento de futebol. Mais que uma refeição em conjunto, tratou-se de um "lamber as feridas". Quando se achava que a curva de recuperação chegaria, o grupo, constrangido, percebeu que algo mais seria necessário. Diálogo. Conciliação. A busca por um resgate que vai além dos pontos na tabela. Uma reação de conduta.

O Inter, como clube, busca explicações. O departamento de futebol foi pego de surpresa pelos maus resultados de uma tentativa de renovação. Nada parece funcionar. Mas sabe-se que não existe terra arrasada em futebol. É impossível trocar TODAS as peças de um time de futebol - dos jogadores ao treinador, passando pelos dirigentes. A praxe já é conhecida de todos.

Mas, nesse momento, essa praxe nem se justifica. Não há tempo. Não existe mais esperança de reação.

Resta apenas a busca.

A busca pela dignidade. Por uma luz de futuro, que passa por jovens jogadores que deram bom resultado, como Fred, Cassiano, Lucas, Otavinho... Busca pelo entendimento. Busca pela paz que traria de volta o grupo favorito ao título e que, na prática, parece não ter entrado em campo. Lesões, convocações e alguma falta de sorte. Estas justificativas não colocam fim a essa busca.

Como eu disse, a terra arrasada não existe, e nela não reside o ponto dessa busca.

Onde está a base fundamental para a reconstrução. Esse é o ponto! Se nem esse sonho - da existência de lago sólido para essa reconstrução - é garantido, apenas o tempo dirá.

Depois da novela das obras, da saída que se evitou de D'ale e Damião, do caso Oscar, da vinda de Fórlan e do desempenho no Brasileiro, é certo que algo foi perdido.

Mas nem tudo. Está na hora de levantar a cabeça e começar a reconstrução!

FICA DIFÍCIL

14 de outubro de 2012 63

Sou otimista incurável. Meus posts mais recentes foram alvo de apoios (muitos) e críticas ácidas (algumas).

Não assisti ao jogo contra o Atlético (o mineiro) - por razões profissionais. Agora tenho uma tarefa ingrata pela frente: falar sobre um Inter que vence um postulante ao título na quarta e leva um rodião do lanterna no sábado. Essa tarefa resume a história recente do Inter. Inconstância. Instabilidade e desconfiança da torcida.

Sejamos honestos. Essa instabilidade já vinha do período de Dorival Júnior. Dificuldades de relacionamento e disciplina causando problemas no vestiário...

Saudei a iniciativa de sangue novo no departamento de futebol. Luciano Davi trouxe sua experiência nas categorias de base e novas ideias, a principal delas, Fernandão como novo treinador do Inter.

Depois de assistir ao jogo contra o Atlético (o goianense) fica difícil sustentar o otimismo, pois tomar a virada do lanterna desafia toda e qualquer explicação. Ainda mais levando-se em conta que o colorado foi para o intervalo com a vantagem e voltou reforçado de D'alessandro. Mas a verdade é que já no primeiro tempo a vantagem não retratava o que se via na partida.

O Inter era frágil defensivamente e pouco criativo ofensivamente. As principais chances foram dos donos da casa. Muriel foi decisivo. Imaginei que a volta do intervalo traria estabilidade ao time colorado. Foi o oposto.

Voltamos desequilibrados. Nos lançamos ao ataque e nos tornamos presa fácil de um adversário que ocupa a última posição do campeonato. Não existe justificativa. Não existe um argumento que nos faça enxergar um comportamento lógico na equipe.

D'alessandro desequlibrou a equipe? Até mesmo a defesa? Caras de talento inegável como Dagoberto e Otavinho entram e o que era ruim fica trágico?

É com IMENSO pesar que chego à conclusão de que parece Fernandão não conseguiu dar o padrão de jogo que tanto sonhamos em 2012. Ele é um ídolo. Um dos maiores da história colorada! Mas reforçou a tese dos críticos que esperavam como substituto de Dorival alguém com alguma experiência de comando de uma equipe - mesmo que "mais modesta" - ao invés de um treinador de primeira viagem.

Torci pela ideia e pelo projeto de renovação, mas, na prática, os resultados tem sido um banho de água gelada no meu otimismo.

Não conseguimos encarreirar vitórias e, o mais complicado, não repetimos um padrão de jogo. Mesmo com desfalques, espero um comportamento tático semelhante no Inter de um jogo para outro, mas o fato é que a equipe oscila demais.

Como eu disse no início, como explicar dois comportamentos tão díspares num espaço de três dias? Não acredito na teoria de que o time "escolheu" um jogo para derrubar o treinador. Ninguém ganharia nada com isso nessa altura do campeonato - literalmente! Não acredito que queiram derrubar Fernandão.

A iniciativa de renovação, que tinha a melhor das intenções - isso não ninguém duvida - parece ter chegado a um ponto cruel e sem volta.

Digo sem volta pois no pouco que resta do Brasileiro 2012, as chances de mudança (e de sucesso) se tornaram reduzidas.

Não há tempo para grandes correções de rumo. Muito menos de troca de comando. Ninguém, em sã consciência, faria isso. Resta apenas a tarefa de terminar 2012 com dignidade e evitar resultados tristes como o de ontem...