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A eterna juventude

27 de março de 2006 0

Daniel Luna, AP
Maradona gritou gol ao lado da filha, Dalma, no empate entre Boca e River, domingo. Berrou do camarote da Bombonera, lá do alto, meio corpo do lado de fora.

Maradona está sarado, quase em forma, depois de perder 50 quilos e deixar as drogas, especialmente a cocaína, no passado que ele pediu que todos esquecessem. Aquele passado que escorre entre 1995 e 2005. Dez anos que ele não quer mais falar, muito menos lembrar. No estádio, ontem, Maradona preencheu todos os refrões dos cantos da torcida azul e amarela do Boca. Quase todos pediam, exigiam, imploravam a volta de Maradona, mesma camisa 10 e um par de chuteiras mágicas na grama bem aparada. Ele ria e acenava. Ria e jogava as duas mãos para o alto. Parecia tão feliz quanto com uma bola nos pés, no pé esquerdo. A cabeça dizia sim, o corpo, sempre contra, falava que não.

 Quando o jogador de futebol perde a juventude, perde tudo. Mas, às vezes, num gol, ela volta, mesmo por 30 segundos.

Postado por zini, de porto alegre

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