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Posts de maio 2006

Os hooligans estão chegando

30 de maio de 2006 0

Lampard perde o pênalti e irrita os hooligans/Dave Thompson, AP
Exatos 3.286 hooligans têm programa definido nos dias de jogos da Seleção da Inglaterra. Mas não nos estádios do país sede da Copa, a Alemanha, mas no seu mesmo, a Inglaterra, e numa delegacia de bairro.

Quem fugir do compromisso oficial, independentemente do motivo, pode ficar preso durante 180 dias e ainda pagar uma multa de cerca de R$ 26 mil. Os vândalos já começaram a entregar seus passaportes nas delegacias das cidades onde vivem.

Os que escaparam da Justiça britânica serão caçados na Alemanha. Quatro advogados ingleses já estão na atual capital do futebol em busca de possíveis sinais de violência dos torcedores que decidiram chegar mais cedo. Quem se portar mal, antes, durante ou depois das partidas, vai ser banido dos mundiais.

Cerca de 90 policiais da Scotland Yard devem acompanhar muito de perto os 10 mil fãs ingleses que podem, de uma forma ou de outra, se comportar como hooligans – bebendo, provocando, brigado e quebrando bares.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Quando o 8 a 0 engana

30 de maio de 2006 5

Zé Roberto passeou em campo, ele e os outros/Eddy Risch, AP
Você sabe quando um jogo não vale nada. Quando um time enfia oito gols no outro. Foi o que a Seleção Brasileira fez na Suíça, ao vencer por 8 a 0 o Lucerna, time da Primeira Divisão do país. A diferença entre os dois times é de dois oceanos de bola.

O adversário era tão fraco, mas tão fraca que o jogo não teve por parte do Lucerna:

1) entradas fortes. 2) marcação vigorosa 3) ímpeto ofensivo 4) condições de exibir um futebol competitivo.

Parreira faria melhor se chamasse um coletivo, entre times A e B, ou fizesse aquilo que as outras seleções estão fazendo. Buscar adversários mais fortes, os que realmente servem de teste. O jogo não teve valor.

O amistoso foi um legítimo caça-níquel, apesar dos gols de Ronaldo (2), Adriano (2), Kaká, Lúcio, Juninho Pernambucano e Robinho. Serviu apenas para colocar mais alguns milhões no gordo cofre da CBF.

Domingo, a Seleção espera a Nova Zelândia, em Leverkusen, no último amistoso antes da estréia, dia 13 de junho, contra a Croácia. Mas espere coisa muito, muito melhor.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Acredite, a Austrália gosta de futebol

25 de maio de 2006 6

Hinddink ficou satisfeito com o que viu/Mark Baker, AP
Quem afirmou que o australiano não gosta de futebol, que seu fã não conhece nem as regras do jogo secular?

Quem?

Quem disse precisava ter sentido a atmosfera que envolveu a despedida da Seleção Australiana, no Cricket Ground, em Melbourne – ok, o nome do estádio não recomenda.

A tevê mostrou parte. Exibiu exatos 95.103 espectadores atentos na vitória sobre a Grécia, 1 a 0. O gol foi de Josip Skoko, homem de meio-campo do Wigan, da Inglaterra. Dois titulares importantes, Tim Cahill, do Everton, e Harry Kewell, do Liverpool, não atuaram.

O goleiro Zeljko Kalac, reserva de Dida no Milan, ocupou o lugar de Mark Schwarzer, do Middlesbrough.

Quem viu o jogo, notou algumas virtudes no time de técnico holandês Guus Hiddink. Não, a Austrália não é uma galinha morta: 

1) Entrosamento: os jogadores se conhecem e jogam juntos com facilidade e apostam no coletivo.

2) Velocidade: a Austrália faz a bola correr e gosta de investir na rapidez dos atacantes.

3) Marcação: o controle do adversário é duro, tão forte quanto o futebol britânico sabe ser.

4) Preparo físico: a seleção corre os 90 minutos como se houve ainda mais 45. Sobra fôlego.

A Austrália espera o Brasil em Munique, às 13 horas de um domingo, 18 de junho

Postado por Zini, Porto Alegre

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Poucos acreditam na dona da casa

25 de maio de 2006 6

A Alemanha e a sua vontade de fazer história/Anja Niedringaus. AP
Raros acreditam na Alemanha na Copa. Os fãs não botam fé num time que não tem nem um jogador de exceção, exceto Ballack, nova contratação do Chelsea. Tlaves os únicos otimistas sejam o técnico Klinsmann e seus jogadores.

A situação chega a ser constrangedora quando notamos que o melhor jogador da Copa do Mundo da Ásia, quatro anos atrás, o goleiro Khan, é hoje uma acomodado segundo goleiro do time.

A Alemanha pode vencer pelo bafo da torcida, tradição da camiseta, mas será uma grande supresa, uma enorme surpresa.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Pelé podia lembrar 1974

25 de maio de 2006 11

Michal Ruzika / AP
Como Pelé fala. É impressionante. Em frente ao microfone, porém, Pelé não é tão bom como foi na grama verde viva, seca, esburacada ou qualquer uma que se apresentasse. O Rei falou o óbvio outra vez. Disse que a Seleção Brasileira precisa de atenção, já que os favoritos nunca confirmam numa Copa.

Ele podia ter lembrando que, em 1974, a Seleção era favorita depois da campanha espetacular no México, quatro anos antes. Mas não foi o favoritismo que parou o Brasil na Alemanha no ano em que a Seleção Alemão ganhou o título e a Holanda levou o segundo lugar – nem o salto alto.

Foi Pelé mesmo. Ele não quis jogar sua quarta Copa. Não por lesão ou falta de tesão. Foi por dinheiro mesmo. Pelé não jogou porque a CBF não chegou no seu preço.

Pelé podia, pelo menos, esclarecer a questão de uma vez por todas.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os sete pecados do futebol europeu

23 de maio de 2006 0

Robinho saiu do Brasil ainda muito jovem/CBF, AP
A União Européia e a UEFA se uniram, pesquisaram e lançaram um documento que analisa do futebol na Europa. O português José Luis Arnaut é o autor do informe de 165 páginas.

O estudo recomenda, entre outras ações, a adoção de teto salarial nos clubes, e o uso de um mínimo de jogadores nascidos no país de origem do clube. Pede ainda ajuda aos líderes políticos que, segundo Arnaut, devem trabalhar ao lado dos homens que comandam os clubes.

O informe ainda lembra os sete pecados do bilionário futebol europeu:

1) O futebol está mergulhado em escândalos de todas as espécies. Seja financeiro, com clubes quebrando e maquiando seus balanços, morais, com partidas sendo arranjadas e juízes aceitando suborno.

2) Apostas ilegais de jogos, algumas bancadas pelos próprios jogadores envolvidos nas competições.

3) Lavagem de dinheiro na compra ou na renovação dos contratos dos craques.

4) Racismo antes, durante e depois dos jogos..

5) Abusos nas contratações milionários de jogadores muito jovens.

6) Risco de que os clubes caiam nas mãos de pessoas sem preparo, sem compromisso com os clubes, objetivando apenas o interesse pessoal, econômico ou político.

7) O futebol pode perder sua identidade, desestimular o público e desaparecer

Postado por Zini, Porto Alegre

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O poder britânico

22 de maio de 2006 6

Eriksson, técnico do English Team/Tom Hevezi, AP
Os ingleses calçaram as chuteiras, entraram e campo e começaram a tocar na bola em Watford, na Inglaterra. A seleção reuniu a sua melhor geração desde 1966, ano do único título mundial.

Seus fãs confiam no time, acreditam em mais uma taça, apesar do Brasil e da Argentina, os maiores favoritos do planeta. O English Team é realmente muito forte:

1) Há três grandes jogadores na defesa, os zagueiros Campbell, Terry e o ala Cole, que o Real Madrid deseja para ocupar o posto de Roberto Carlos. Terry, por outro lado é um dos melhores zagueiros do continente.

2) O meio-campo inglês é quase perfeito. É o quadrado dos britânicos, que pode atuar com Beckham, Lampard, Gerrard e Cole.

3) Na frente, o técnico Eriksson tem Owen, que pouco jogou em 2006, depois de uma grave lesão no pé, e Rooney, atualmente fora de ação com um pé quebrado em dois lugares.

4) Sem Rooney, os ingleses sabem que fica difícil marcar gols e têm certeza que fica ainda mais difícil ainda um bicampeonato mundial.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Senna acertou na loteria

22 de maio de 2006 2

Senna (D) briga com Luis Garcia pela bola/Paul White, AP
Marcos Senna ganhou a sorte grande. Aos 29 anos, dono de um passaporte europeu, pode exibir a cidadania espanhola e a brasileira, Marcos Senna ocupa agora lugar seguro entre os 23 jogadores da Fúria.

Está na Copa do Mundo, não é titular, mas é uma das opções do meio-campo da Seleção Espanhola. Ganhou a vaga por mérito próprio, mas foi ajudado pelo poder do Villarreal, que fez uma boa campanha na Liga dos Campeões.

Queira ou não, Senna jogou ao lado dos argentinos Riquelme e Sorin e cresceu à sombra deles, especialmente do primeiro que foi eleito um dos destaques da Liga dos Campeões.

Se jogasse no Brasil, Senna não estaria nem entre os 50 melhores do país.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Ronaldo quer menos bola dividida

22 de maio de 2006 0

Ronaldo andou falando com o jornal Marca, da Espanha. O jornal é de Madri e está nas bancas sete dias por semana. Ao diário, o Fenômeno disse que pode deixar o Real Madrid no começo da temporada 2006/2007, que começa no segundo semestre. Foi mais além ainda.

Garantiu que pensa em jogar em um clube onde a pressão não seja tão intensa como no Madrid. Talvez, o atacante encontre guarida na Inglaterra, o Chelsea pensa nele desde o século passado. Tem dinheiro, mas o Chelsea joga num campeonato duro como o Inglês, além de outras competições internacionais.

Quem sabe o Japão ou ainda um time árabe, onde ele poderia fazer o contrato da sua vida e o maior da história do futebol. Jogar, enfrentar jogadores de série B.

Ronaldo está pensando, diz o jornal. Quer encontrar o novo presidente do Real Madrid, que assume em agosto, e discutir seu futuro.

Ronaldo, nós sabemos, mesmo de longe, não está à vontade no Real Madrid. A torcida não o quer, nem ele quer o Real Madrid.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A festa de Beckham

21 de maio de 2006 1

Rooney e a namorada foram conferir o festão/Sang Tan, AP
Antes do foco na Copa, da concentração mais dura, David Beckham, o capitão do English Team, promoveu a festa do ano na sua mansão em Sawbridgeworth, Hertfordshire, na Inglaterra.

Ele convidou seu colegas de seleção, gente famosa, políticos locais e herdeiros da realeza. Os mortais apenas observaram de longe ou estão vendo através de fotos, como nós no outono gaúcho.

A Seleção da Inglaterra é, depois do Brasil e da Argentina, uma das favoritas ao título. Já foi mais, quando Rooney, que quebrou o pé, estava 100%. A Inglaterra foi campeã do mundo em 1966, no Estádio de Wembley, em Londres.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A opção Edmílson

21 de maio de 2006 2

Edmilson (D) de olho em Henry e na Seleção/Matt Dunham
Parreira desembarca na Suíça 18 dias antes da estréia da Alemanha na Copa do Mundo. Quatro dias depois, a Seleção Brasileira enfrenta a Croácia em Berlim, às 16h de uma terça-feira da mais pura primavera européia. O técnico pisa na Europa com uma quase certeza. Que o quadrado faz parte do seu time ideal. Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano são titulares.

Mas a Seleção com os quatro jogou apenas 65 minutos de uma partida contra a descartável Venezuela. Fez 3 a 0 e os dois atacantes marcaram dois gols – o terceiro foi de Roberto Carlos.

Como os dois atacantes estão distante da melhor forma física, não será surpresa se Parreira mudar o esquema nos dois amistosos programados para as duas próximas semanas. A dupla pouco jogou em 2006.

Assim, Parreira pode colocar Edmílson no meio, para ajudar Emerson na marcação, sacar Adriano ou Ronaldo, e avançar Ronaldinho. O gaúcho atuaria como no Barcelona – e maravilhosamente bem. Livre, jogando com a bola, como um atacante de verdade.

E a Seleção, bem mais protegida com Edmíslon, ainda exibiria Zé Roberto e Kaká na articulação, com poder de chute, experiência e qualidade técnica de sobra.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A vitória era esperada, mas não assim

17 de maio de 2006 7

Lehmann sai, o Arsenal fica com 10 e perde/Matt Dunham, AP
Barcelona é um grito só: %22Es campio! Es campio!

Os catalães bateram o Arsenal por 2 a 1 na final da 50ª Liga dos Campeões da UEFA. Vitória esperada, cantada, mas não da maneira como aconteceu. Os ingleses perderam seu goleiro Lehmann antes dos primeiros 15 minutos de jogo. O técnico Wenger tirou Pires e colocou o goleiro reserva Almunia. Sem Pires, com 10, o Arsenal perdeu a ligação entre o meio-campo e o ataque e Henry ficou isolado na frente.

Mesmo assim, fez o primeiro gol, aos 37 com uma espetacular cabeçada do zagueiro Campbell, da Seleção Inglesa. Mas apesar da pouca inspiração de Ronaldinho, o Barcelona forçou o ataque e chegou ao 2 a 1 no segundo tempo com Eto%27o e Belletti. Dois gols em seis minutos.

O Arsenal resistiu até aos 31 minutos do segundo tempo. Resistiu porque se mostrou um time mais organizado, determinado e só não ganhou porque Henry teve a bola do jogo, antes do empate do adversário, entrou na área e chutou em cima de Victor Valdés. Eto%27o teve a mesma chance e fez. Era dia dele, do Barcelona, o melhor time da temporada européia.

Foi um grande jogo, digno de final. Pena que não foi 11 contra 11. Pena que Ronaldinho não brilhou, mas desta vez o Barcelona venceu com Eto%27o sendo o melhor em campo. Um atacante que estará fora da Copa da Alemanha, lugar que vai tomar todas as nossas atenções a partir de agora.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O palco das ilusões

16 de maio de 2006 0

O palco ideal de Ronaldinho e Henry/Bernat Armangue, AP
Os franceses chamam de Stade de França. O lugar fica nos arredores de Paris, em Saint Denis. Foi na sua grama aveludada que o Brasil levou um banho de bola da Seleção da França, em 1998, e deixou o Penta para quatro anos depois na Ásia.

É num dos mais belos e majestosos estádios da Europa mais rica que Ronaldinho e Henry se encontram. De um lado, o Barcelona, dono do melhor jogador do mundo. Do outro, o Arsenal, orgulhoso time do melhor atacante europeu.

Os dois mereciam um campo assim, observados por 500 milhões de pessoas espalhadas em volta do planeta. A 50ª final da Liga dos Campeões não vai ser esquecida facilmente. Ganhe quem ganhar.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A final Liga dos Campeões em seis movimentos

16 de maio de 2006 1

O Barcelona não chama gol, chama Eto`o/Bernat Armangue, AP
Seis razões para não perder de vista Arsenal e Barcelona na final da 50ª Liga dos Campeões da Europa:

UM) A Liga dos Campeões chega aos seus 50 anos com uma decisão pouco comum, no Stade de France, em Saint Dennis, lugar da final da Copa do Mundo de 1998. O Barcelona que ganhou apenas um título contra o Arsenal, que nunca esteve numa decisão. Duas escolas de futebol, dois estilos. Todos olham o Barcelona, se encantam com Ronaldinho, mas esquecem o futebol de resultados do Arsenal.

DOIS) O favorito é o time espanhol, que usa o melhor jogador do mundo. Ronaldinho ainda tem ao seu lado Eto%27o, o goleado do Campeonato Espanhol, o meia Deco, melhor jogador da Seleção Portuguesa e ainda astros das seleções do México, Espanha, Brasil e Holanda. Outra arma poderosa é a volta de Messi, que não joga desde março, e é considerado o sucessor de Maradona na Argentina.

TRÊS) O Arsenal não exibe estrelas como o Barcelona, mas parece um time mais equilibrado e mais organizado. O time inglês não sofre gols há 10 jogos, desde o dia 27 de setembro do ano passado. O Arsenal refez o seu time na presente temporada, lançou jovens, recuperou Gilberto Silva e Campbell, perdeu Cole e aplaudiu sem parar Henry, o melhor atacante europeu do momento. Dois espanhóis da seleção são os homens de criação do time, Reyes e Cesc.

QUATRO) O técnico francês Arsene Wenger destaca o time do treinador Frank Rijkaard como favorito. Lembra que a experiência internacional do Barcelona pode contar pontos numa decisão. Rijkaard não deseja falar em favorito num partida única, onde valem os 90 minutos. Homem da escola holandesa, discípulo de Rinus Michels, Rijkaard não sabe jogar atrás, só na defesa, tanto que o seu time é o mais ofensivo da Europa.

CINCO) Arsenal e Barcelona chegam à final com números parecidos. Em 12 jogos, cada um teve oito vitórias e quatro empates. Os espanhóis fizeram 22 gols contra 14 dos ingleses. O Arsenal sofreu apenas dois em toda a competição.

SEIS) O Arsenal não vai bem contra os espanhóis em decisões de competições continentais: perdeu as finais da Recopa para Valência (1979-80) e Zaragoza (1994-95). Os únicos títulos europeus foram as Copas da Uefa de 1994 e 1970.

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Chelsea compra zagueiro de 16 anos

14 de maio de 2006 1

Rajkovic recebe atenção médica /Darko Vojinovic, AP
O jogador de hoje chega agora em Londres. Ballack assina logo o seu milionário contrato, e até agora secreto, com o Chelsea. A aposta de amanhã, mesmo contratada, espera mais um pouco.

Por Slobodan Rajkovic, o OFK Belgrade aceitou cerca de R$ 10 milhões. Mas o zagueiro de 16 anos fica no time do seu país por mais algum tempo. Só chega ao Chelsea na teporada de 2007/2007. Se, claro, jogar tudo que se espera dele na maior cidade da Sérvia e Montenegro.

Milan e Arsenal fizeram proposta pelo jovem, mas não conseguiram competir com os milhões Chelsea quecompra quem quer, a hora que assim desejar.

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Os grandes mandam na Europa

14 de maio de 2006 0

Terry festeja o Bicampeonato do Chelsea/Andrews Parsons, AP
Os grandes estão mandado na Europa mais rica. E quando eles mandam, os títulos se sucedem. Os pequenos não fizeram nem cócegas na temporada 2005/2006. No máximo, mas no máximo mesmo, roubaram meia dúzia de pontos dos grandes clubes que lideraram seus campeonatos de pontos corridos desde o começo.

O Lyon chegou ao seu quinto consecutivos, 15 pontos distantes do Bordeaux, no Campeonato Francês.

A Juventus, de posse do seu 29º Scudetto, levou quatro campeonatos em cinco anos. Ficou três pontos longe do Milan no que terminou ontem.

Na Espanha, o Barcelona foi bicampeão distante do segundo colocado e nunca encontrou um adversário real pela frente. Alias, Real Madrid e Valência ainda brigam pelo vice e um posto direto na Liga dos Campeões.

Na Inglaterra, o Chelsea dominou a temporada desde o começo. Jamais foi ameaçado pelo Manchester United, Liverpool ou mesmo pelo renovado Arsenal.

Na Alemanha, o Bayern festejou seu oito títulos em 11 ligas e não levou susto algum na competição.

Na Holanda, onde o Ajax é o time tipo exportação, o PSV brindou ao seu quinto título em sete anos. Seu técnico é Guus Hiddink, que vai treinar a Seleção da Austrália no Mundial

Postado por Zini, Porto Alegre,

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Oito histórias de Copa do Mundo

14 de maio de 2006 0

Reina defende seu terceiro pênalti na decisão/Alastair Grant, AP
 

Oito história, oito personagens da Copa do Mundo da Alemanha, que começa em 26 dias

1) Káká fez 14 gols no Campeonato Italiano. Superou Adriano, que marcou um a menos. O goleador foi Luca Toni, da Fionrentina, com 31 gols. Grandalhão, perfeito na bola aérea, ganhou também uma vaga na Seleção da Itália.

2) Todos falam em Henry, mas esquecem que o seu companheiro de ataque na França é Trezeguet. Ele foi campeão com a Juventus e marcou 23 gols. Superou até mesmo Shevchenko, que anotou 19.

3) Makay fez 17 gols no Campeonato Alemão. O jovem Klaas-Jan Huntelaar comemorou 33 no Holandês. Pois Van Basten deixou os dois de fora da convocação. Preferiu van Nistelrooy, o centroavante que andava freqüentando o banco de reservas do Manchester United. Os holandeses fazem parte da chave C, o grupo da morte, com Sérvia, Argentina e Costa do Marfim.

4) O Chelsea foi buscar Ballack em Munique. É a primeira grande contratação da próxima temporada. Aos 29 anos, 30 gols em 63 jogos, Ballack é o capitão da Seleção Alemã.

5) Giuly, do Barcelona, e Pires, do Arsenal, estão fora da Copa. O técnico francês Raymond Domenech surpreendeu na lista dos 23 jogadores convocados para o Mundial da Alemanha. Chamou os novatos Ribéry (Olympique ) e Pascal Chimbonda (Wigan). Garantiu ainda que o experiente goleiro Fabien Barthez, do Olympique, será o número 1 no Mundial.

6) Reina, terceiro reserva da Espanha, pegou três pênaltis na decisão da Copa da Inglaterra, entre Liverpool e West Ham. O jogo estava 3 a 2 perto do final quando Gerrard acertou um direitaço de fora da área e empatou.

7) A Copa pode perder o melhor goleiro do mundo. Buffon, da Juventus e da Seleção da Itália, está sendo investigado por participar de apostas ilegais na Itália. Ele deve ser interrogado logo.

8) Mesmo jogando apenas 14 partidas desde o início Fred fez 14 gols no Lyon. Pauletta anotou sete mais e foi o goleador do Campeonato Francês. Pauletta é titular da Seleção de Portugal. Fred ainda não sabe se vai ao Mundial.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Nem todo o dia é dia de centroavante

12 de maio de 2006 0

Adriano precisa reencontrar o caminho do gol/Luca Bruno, AP
Os torcedores ingleses lamentam, os ucranianos choram, os brasileiros, os italianos e os argentinos desconfiam. Todos os atacantes com vocação de goleadores das cinco seleções não estão nos seus melhores dias.

Rooney – Quebrou o pé dias atrás, foi convocado, mas nem os médicos sabem se ele poderá jogar a Copa. Lampard disse que sem ele a Inglaterra não é mais favorita.

Owen – Faria a dupla com Rooney, mas quebrou o pé no ano passado. Fez só um jogo nos últimos cinco meses e ainda continua se queixando de dores.

Shevchenko – O craque precisa ficar longe da bola durante 25 dias, depois de uma lesão no joelho. Dia 14 do mês que vem, a Ucrânia enfrenta a Espanha na sua estréia, possivelmente sem o seu melhor jogador.

Ronaldo – Com uma lesão muscular, não pega na bola desde o começo de abril. Está acima do peso, fora de forma e sem seqüência de jogo. Aliás, Ronaldo não é mais o Fenômeno desde 2002.

Adriano – Na Inter, ele freqüenta o banco por três motivos simples, porém definitivos: as lesões, a má forma física e a falta de gols.

Gilardino – Titular da seleção italiana ao lado do goleador Luca Toni, o atacante não consegue ficar entre os 11 do Milan. Vive no banco e está sem confiança.

Crespo – A discreta temporada de Crespo no Chelsea faz os argentinos morrerem de saudade de Batistuta.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O novo caminho de Roberto Carlos

11 de maio de 2006 2

Uma cena do passado do Real Madrid/Jasper Juinen, AP
Há uma certa desconfiança no ar com Roberto Carlos. Aos 33 anos, ele não seria mais o lateral quase perfeito que foi. Dinâmico na marcação, temível no apoio, aterrorizante nos chutes de pé esquerdo de fora da grande área adversária.

A desconforto é tamanho que o Real Madrid não vai renovar seu contrato, que começou em 1997. Nos últimos 10 anos, RC ganhou tudo o que era possível vencer. O lateral foi três vezes campeão espanhol,  três vezes da Liga Espanhola, outras três vezes da Liga dos Campeões, além do Mundial Interclubes de 2002.

Mas faz três temporadas que o Real Madrid não sente o sabor de uma taça. E, sem títulos, os clubes mudam e, em Madrid, as mudanças começam em Roberto Carlos. Bom para o Chelsea que o quer e, em Londres, ao menos nos escritórios dos Blues, dinheiro não é o maior problema.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Ronaldo longe da bola

09 de maio de 2006 1

A esperança do gols do Brasil da Alemanha só volta ao futebol no dia 30 de maio, duas semanas antes da estréia da Seleção – em Berlim, contra a Croácia, às 16h.

Ronaldo, não tão Fenômeno nos últimos meses, talvez anos, jogou pela última vez dia 8 de abril, 32 dias atrás. A cicatriz da ruptura fibrilar da coxa esquerda não estava totalmente fechada. Seria um perigo autorizar Ronaldo a jogar sem a cicatrização completa.

No dia 21, Ronaldo viaja para a Weggis, Suíça, onde o Brasil treina antes do Mundial.

No dia 22, a Seleção começa os treinamentos em Weggis. Na cidade, o atacante do Real Madrid receberá os cuidados especiais do preparador físico Moraci Sant%27Anna. Não está descartada uma dieta especial para o atacante.

No dia 4 de junho, os brasileiros desembarcam na Alemanha

Postado por Zini, Porto Alegre

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A segunda copa da Europa

08 de maio de 2006 1

Steve McClaren é técnico do Middlesbrough/Scott Heppell, AP
Quarta-feira é dia de final de Copa na Europa. Mas ainda não é a hora da Liga dos Campeões, programada para o dia 17, outra quarta-feira, em Paris. É apenas a data da decisão da Copa da UEFA, a segunda mais importante do continente europeu.

Jogam Sevilla e Middlesbrough na cidade holandesa de Eindhoven. Parece difícil descobrir o favorito. Nem os espanhóis, muito menos os ingleses, destes dois times, têm tradição em finais de competições européias. Assim, qualquer resultado é resultado. O gaúcho Fábio Rockenbach, ex-colorado, joga na equipe do interior da Inglaterra. No ano passado, o Sporting bateu o Sporting (3 a 1), em Portugal, e venceu sua primeira Copa da UEFA..

Veja os títulos por países:

Com 10: Itália e Inglaterra

Com 9: Espanha

Com 6: Alemanha

Com 4: Holanda

Com 2: Suécia

Com 1: Iugoslávia, Hungria, Turquia, Bélgica, Portugal e Rússia.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Adeus, Highbury

07 de maio de 2006 3

Depois de 93 anos, o Arsenal troca de casa/Chris Young, AP
Henry fez três gols, o Arsenal bateu o Wigan (4 a 2), garantiu o quarto lugar na Premier League e uma vaga na Liga dos Campeões. Não foi só.

O Arsenal se despediu do seu estádio de 93 anos, Highbury, pois começa a temporada 2006/2007 no moderno Estádio Emirates, com 60 mil lugares.

Em Highbury, Henry marcou 114 gols em 125 partidas.

Postado por Zini, POrto Alegre

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A bola chora por Zidane

07 de maio de 2006 4

O adeus de Zidane no Santiago Bernabeu/Paul White, AP
Foi com Zidane no time que o Real Madrid começou a ser chamado de galáctico. Ele custou US$ 66 milhões e ganhou a Liga dos Campeões e o título espanhol de 2003, o último troféu conquistado pela equipe.

Ao sair, hoje, num sagrado domingo de futebol, ele disse aos fãs do Real Madrid que o viram pela última vez com a camisa merengue:

– Fui muito feliz nestes cinco anos. Houve maus momentos, mas só vou me lembrar dos bons. Sinto orgulho por ter atuado em duas grandes equipes, o Real Madrid e a Juventus, mas estou me despedindo porque não posso mais render 100%.

Ele fez um gol de cabeça ontem no empate de 3 a 3 com o Villarreal. Zidane pendura as chuteiras depois da Copa.

O francês foi o melhor jogador do mundo, antes da chegada de Ronaldinho, depois da saída de Maradona. Foi perfeito na virada do século.

Ele não corria, flutuava. Zidane fazia gols de todos os jeitos. Driblava como um bailarino, marcava como um volante, enfrentava os zagueiros com a coração dos beques.

Vi poucos iguais a ele. Não tenho visto nada igual.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Tudo o que você precisa saber sobre goleiros

05 de maio de 2006 0

Autor do livro Goleiros, Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1 (Editora Alameda, 320 páginas, preço médio de R$ 48), Paulo Guilherme de Moraes Ramos de Oliveira conversou com o blog 90 Minutos.

Jornalista, 36 anos, trabalhando atualmente no jornal Jornal da Tarde, editado na capital paulista, Paulo Guilherme fala dos melhores goleiros do Brasil, escolhe o seu goleiro da Copa da Alemanha e, não satisfeito, escala até mesmo os dois reservas da Seleção Brasileira.

Leia e saiba um pouco mais sobre os goleiros, tão malditos que pisam num lugar onde a grama morre mais rapidamente, mas tão benditos que podem defender um pênalti na hora da decisão:

90 minutos – Por que escrever um livro sobre goleiros?

Paulo Guilherme
– Fiquei muito surpreso quando descobri que não havia uma bibliografia específica sobre o tema, não um livro sobre fundamentos e treinamentos de goleiros, mas um livro sobre a história da posição, de como o futebol evoluiu em função do desenvolvimento do goleiros (regras, uniformes, tecnologia). Era para ser um livro sobre o Taffarel, mas resolvi ampliar o tema depois que percebi que não apenas o Taffa, apesar de tudo o que fez pela Seleção e pelo futebol brasileiro, não tinha o devido reconhecimento no país. Batatais, Lara, Barbosa, Oberdan, Gilmar, Félix, o próprio Dida é muito questionado, enfim, quem são esses grandes homens, e outros nem tão famosos – Borrachinha, Marolla, Tuffy, Jaguaré – que viveram aventuras incríveis dentro e fora de campo.

90 Minutos – Hoje a gente percebe que o goleiro é o grande líder de uma equipe.
Guilherme
– Ele é o que passa mais tempo no clube (os jogadores de linha ficam um ano e já são negociados), acaba virando o elo de ligação entre a torcida e o time. Rogério Ceni/São Paulo, Marcos/Palmeiras, Fábio Costa/Santos, Júlio César/Flamengo, Clemer/Inter, Danrley/Grêmio, são alguns exemplos.

90 minutos – Quem foi o maior goleiro de todos os tempos no mundo?
Guilherme
– Não procurei no livro falar quem foi o melhor, nem o pior… (risos). Dizem que o melhor do mundo foi o Yashin. E o próprio Yashin dizia que o melhor do mundo era o Gilmar dos Santos Neves. Por isso o capítulo que fala dos dois chama-se Os deuses da meta. Pelo que pude pesquisar, Planicka, da Checoslováquia, Copas 1934 e 1938; Grosics, Hungria, Copa de 1954; Maier, Alemanha, 1974; Zoff, Itália, 1982; Leão, Brasil, 1974 e 1982, e Taffarel, Brasil, 1990/94/98 estariam na seleção dos melhores.

90 minutos – Cite três grandes goleiros da história do Brasil.
Guilherme
– Marcos Carneiro de Mendonça, goleiro da primeira formação da Seleção Brasileira, em 1914, foi também o primeiro ídolo do futebol brasileiro, antes mesmo que o Friedenreich.

90 Minutos – E os outros?
Guilherme
– Waldir Peres, goleiro da Copa de 1982, perdeu apenas um jogo em sua carreira na Seleção. A única derrota em 30 jogos foi para a Itália de Paolo Rossi. Foi o único jogo que Waldir tomou mais de um gol. Taffarel… 18 jogos de Copa do Mundo, todos com ótima atuação. Goleiro que mais tempo ficou sem sofrer gols na Seleção Brasileira (830 minutos). Goleiro que acabou com o trauma do Brasil em não ter um goleiro de confiança e deu o devido respeito à posição lá fora. Hoje, os principais times do mundo tem um brasileiro como camisa 1.

90 minutos – Dá para citar outros?
Guilherme
- Não dá para deixar de citar Gilmar, Castilho, Leão e Barbosa entre os melhores.

Postado por Luiz Zini Pires

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05 de maio de 2006 1

90 minutos – Você acha que a Seleção Brasileira está bem servida de goleiros?
Guilherme
– Com certeza. Qualquer um que for o titular na Copa o Brasil estará bem representado.O Brasil tem o goleiro campeão do mundo (Marcos), o campeão do mundo de clubes (Rogério Ceni), e os titulares de dois dos três principais clubes da Itália (Dida e Júlio César).

90 Minutos – Quem será o número 1 do Brasil na Alemanha?
Guilherme
– Acho que o Parreira tem que manter a coerência e bancar o Dida, como ele fez com o Taffarel em 1994, quando o Zetti estava em ótima fase, o Taffarel era reserva no Parma e tinha ido para o modesto Reggiana, recebeu apoio da Comissão Técnica e foi muito bem naquele mundial. Acho incoerente levar o Marcos para ser reserva. Ele é campeão do mundo, testado e aprovado. Ou vai para ser titular, ou não vai. Nunca um goleiro campeão mundial foi reserva na Copa seguinte.

90 minutos – E o Rogério Ceni?
Guilherme
– O Ceni é o melhor goleiro do momento no Brasil e acho que no mundo. Está com estrela de campeão. Acho um desperdício descartar um jogador que está com alma de vencedor. Se eu fosse o técnico, ele seria o titular. Mas se o Parreira confia no Dida, ele deve bancar o Dida até o fim.

90 Minutos – Para terceiro goleiro?
Guilherme
– Júlio César ou Gomes podem ser o terceiro goleiro. Não vão jogar, tanto faz. Esse negócio de pegar experiência para a outra Copa é bobagem. Na outra Copa teremos outro técnico, que pode mudar tudo. O Marcos foi titular em 2002 sem ter experiência e foi muito bem.

Postado por Luiz Zini Pires

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