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Posts do dia 14 junho 2006

A Casa do Gol (20)

14 de junho de 2006 0

Neuville marca aos 46 do segundo tempo/Anja Niedringhaus, AP
O goleiro Boruc saiu da foto. Os zagueiros poloneses sumiram. Ficou a bola aninhada, mansa, na rede, o grito de Oliver Neuville e a explosão da torcida alemã no Estádio de Dortmund e em toda a Alemanha.

Gol nos descontos é o gol perfeito. Retira do adversário qualquer poder de reação, qualquer um mesmo.

O gol aos 46 minutos do segundo tempo coloca a Alemanha nas oitavas-de-final, onde deve esperar Suécia ou Paraguai ou ainda a surpresa Trinidad e Tobago.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Mundial e a tevê

14 de junho de 2006 0

A audiência das tevês preocupa o mundo da bola/EUgene Hoshiko, AP
A Agência Initiative divulgou os números da audiência da tevê na primeira rodada da Copa do Mundo. Foram 16 jogos – ainda faltam 48 até a final, 9 de julho, um domingo, às 15 horas, em Berlim. A audiência está mais alta em todo o mundo ou 21% a mais na comparação com os jogos da Coréia e do Japão, quatro anos atrás. É bom lembrar que o fuso horário da Ásia atrapalhou a audiência em muitos países em 2002.

Mas os números ainda estão 10% abaixo dos registrados em 1998, quando a Copa foi realizada na França.

A Copa de 2006 é a primeira a ter as partidas exibidas na web e em celulares, mas seus números ainda não estão disponíveis. Especialistas acreditam que essas mídias, ao menos por enquanto, não terão grande impacto na audiência, seja local, européia ou global.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (19)

14 de junho de 2006 0

O pavor do goleiro no momento do gol/Dieter Endlicher, AP
Radhi Jaidi (15) busca a bola no segundo andar, cabeceia e deixa Mabrouk Zayed sem a mínima ação no gol de empate (2 a 2), quarta-feira, em Munique.

O goleiro da Arábia Saudita ficou paralisado, petrificado, dentro da pequena área, embaixo da sua meta, no exato momento do segundo gol da Tunísia. Ahmed Dokhi (2), que podia fazer algo, parece assustado.

Diz o manual que bola aérea na pequena área é sempre do goleiro. Não é.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os gols murcharam na Alemanha

14 de junho de 2006 0

Neuville marca e os alemães sossegam/Murad Sezer, AP
Palavra da Fifa: A Copa da Alemanha exibe a média de gols mais baixa desde a Copa Itália. 16 anos atrás.

Em 16 jogos, os 39 gols marcados mostram uma média de 2,44 por partida, contra 2,21 em 1990 ou 115 gols em 52 jogos.

A média de espectadores por jogo é de 51.413 pessoas, a terceira maior da história das Copas, atrás apenas dos Mundiais dos EUA (1994), com 68.991, e do Brasil (1950), com 60.772.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (18)

14 de junho de 2006 1

Centroavante e goleiro brigam pelo gol no ar/Murad Sezer, AP
Artur Boruc se estica todo, pernas, braços e mãos. Tenta a trapalhar a mira do centroavante Klose.

Ele subiu sozinho no interior da grande área e cabeceou mais livre ainda. Mas a presença do goleiro de 1m93cm de altura perturbou o atacante alemão, que perdeu a concentração e, junto, o gol, em Dortmund.

A bola saiu pelo lado esquerdo do goleiro polonês e foi encontrar as placas de publicidade, não as redes. Vitória do goleiro.

%22As outras 17 histórias da série %22A Casa do Gol%22 você lê mais abaixo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Inglaterra espera a zebra

14 de junho de 2006 0

Rooney (E) é o nome do gol contra T&T/Matt Dunhan, AP
De um lado, o English Team. Do outro, Trinidad e Tobago. Jogadores famosos, como Lampard, Gerrard e Beckham, estrelas de Chelsea, Liverpool e Real Madrid, contra discretos jogadores da terceira (Birchall) e da quarta (Lawrence) divisões do futebol inglês, entre outras menos votadas.

Podia ser um treino no Frankenstadion, em Nuremberg. A Inglaterra, campeão do mundo de 1966 e a segunda seleção mais cara da Copa de 2006, contra Trinidad e Tobago, o menor país que já atuou uma Copa e que vem de uma surpreendente empate com a Suécia (0 a 0). A Inglaterra venceu o Paraguai, mas não jogou o que sabe, nem o que pode, Já T&T fez quase um milagre ao empatar com a Suécia.

É um jogo, salvo todas as zebras, ainda ausentes da 18ª Copa, para a Inglaterra golear, garantir a classificação e se apoderar do primeiro lugar. E, assim, esperar o Equador nas oitavas-de-final, dia 25, um domingo, ao meio-dia, em Stuttgart.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Na Casa do Gol (17)

14 de junho de 2006 0

Ali Boumnijel viu a bola, mas nada pode fazer/Daniel Maurer, AP
O goleiro da Tunísia. Ali Boumnijel, perdeu o rumo da bola no primeiro gol da Arábia Saudita, em Munique. Ela entrou e ele não reagiu. Só levou um susto, dada a violência da bola. A rede estufou.

O goleiro sofreria outro gol, mas seu time empatou nos descontos (2 a 2).

O africano tem experiência em grande área. Boumnijel é o goleiro mais velho da Copa. Fez 40 anos em maio passado e atuou na França durante quase toda a década de 90.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O show espanhol

14 de junho de 2006 1

A Espanha estreou, fez quatro e comemorou/Julie Jacobson, AP
A Espanha foi uma agradável surpresa. Eu não esperava muito dos espanhóis. Sabia que estavam invictos desde a Eurocopa de 2004. Sua última derrota foi para Portugal (1 a 0). Sabia também que a seleção tem bons jogadores, todos atuando em times de ponta do continente europeu, mas não acreditava no futebol coletivo do conjunto de Luis Aragones.

Gostei do toque de bola, da organização tática e mais ainda da vocação ofensiva do time na goleada sobre frágil Ucrânia (4 a 0). A Espanha deve ser primeira colocada do Grupo H, pegando, quem sabe, o Brasil nas quartas-de-final.

Há bons jogadores em todas as posições, do goleiro Casillas, passando pelo zagueiro Pablo, lembrando o meio com Senna, Alonso e Luis Garcia e destacando o ataque com dois goleadores de primeira linha, Villa e Torres. E olha que Raul é reserva.

A Espanha completou oito partidas sem perder, cinco vitórias e três empates, em Mundiais. A última derrota foi para a Nigéria, em 1998 (3 a 2).

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (16)

14 de junho de 2006 0

Shovkovsky vai, se estica todo e não pega nada/Jasper Juinen, AP
Shovkovsky vai, tenta, mas não pega. A bola beija as redes no primeiro gol da Espanha, obra de Xavi, no Central Stadium, em Leipzig, na Alemanha.

A Espanha fez quatro gols na Ucrânia e passeou em campo.

Quem mais sofre nas goleadas é sempre o goleiro. Muitas vezes é o grande culpado pelo escore, acusado de frangueiro. Não é o caso de Shovkovsky. Ele é bom goleiro e está sofrendo, talvez até agora, como o último homem de uma frágil seleção.

Postado por Zini, Porto Alegre

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