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Posts do dia 15 junho 2006

A Casa do Gol (23)

15 de junho de 2006 0

O desânimo de Porras depois do gol/Joer Sarbach, AP
A imagem é cruel. Oferece o desânimo do goleiro depois do gol. E não o primeiro, nem o segundo.

É o terceiro gol que Jose Porras sofreu no jogo com o vibrante Equador. Ou melhor: o sétimo gol em dois jogos, depois dos quatro da Alemanha.

Porras é o goleiro mais vazado da Copa, depois de 20 jogos, 1,800 minutos de bola rolando em seis rápidos dias.

A Costa Rica fracassou. Porras, como o seu último homem, foi junto.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (23)

15 de junho de 2006 1

O holandês Van Basten conhecia os segredos do gol/Bas Czerwinsky, AP
Entre os anos 80 e os anos 90, ao menos na Europa, não havia uma centroavante melhor. Parecido, talvez. O holandês Marco Van Basten era perfeito dentro da grande área adversária.

Ele tinha tamanho de zagueiro, mobilidade de meio-campo e força de atacante. Os zagueiros adversários destruíram seu tornozelo direito. O pegavam por baixo, na hora do giro, já que no corpo a corpo, ele ganhava do adversário.

Mas o que o velho centroavante, hoje treinador, deve estar pensado ao mirar duas goleiras vazias em Stuttgart, antes do treino da Holanda, que enfrenta a Costa do Marfim?

Que a Holanda não tem ninguém igual a ele e que o adversário ostenta Drogba, um centroavante da melhor escolas dos números 9?

Pode, não pode?

Postado por Zini, Porto Alegre

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Classificação antecipada

15 de junho de 2006 2

O melhor da Suécia está nas arquibancadas/Armando Franca, AP
Entre os europeus, os jogadores suecos parecem os menos interessados na Copa do Mundo. Sua seleção empatou sem gols com a frágil Trinidad & Tobago e só ganhou do defensivo Paraguai depois de um milagroso gol no final da partida. Deve enfrentar a Alemanha ou Equador na próxima fase.

Não há uma só pessoa no planeta, exceto os suecos, lógico, enxergando futebol promissor na seleção, 14ª colocada em 2002. O grande jogador do time, Ibrahimovic parece tão motivado quanto Ronaldo. A sorte deles é contar com Ljungberg.

Já as suecas batem um bolão. Deveriam ser convidadas para todos os mundiais, sem passar por nenhuma fase classificatória, não é mesmo? Aliás, as duas da foto já estão convocadas para a Copa da África do Sul, em 2010

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (22)

15 de junho de 2006 0

A bola foi mais rápida que o goleiro Bobadilla/Roberto Pfeil, AP
A bola chegou alta, os zagueiros se passaram e Freddie Ljungberg, que não aparece na foto, cabeçeou firme, cruzado, pegando Aldo Bobadilla no contrapé. O goleiro estava na pequena área, observando a trajetória da bola, sem poder intervir.

O goleiro de 1m90cm de altura ainda se esticou todo, depois da cabeçada do sueco, mas a bola passou longe do alcance do seu longo braço direito.

O gol da Suécia liquidou os paraguaios.

** Mais histórias da série %22A Casa do Gol%22 abaixo

Postado por Zini, Porto Alegre

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Sete europeus em ação

15 de junho de 2006 1

A Inglaterra cresce com Gerrard/Kevork Djansezian, AP
Os europeus mais recomendados estão assim:

Inglaterra: Dois jogos, três gols e o primeiro lugar do Grupo B. Não jogou bem nenhuma das partidas, mas contra Trinidad & Tobago, depois da entrada de Rooney, foi outro time. Mais ofensivo, mais determinada. Deve crescer.

Alemanha: Dois jogos, cinco gols e o segundo lugar no Grupo A. Perde para o Equador no saldo de gols. A Alemanha é um time limitado, mas decidido. É a vitória ou nada. Passa os 90 minutos martelando o adversário. Seu cartão postal é o chute de fora da área. Pode mais.

Espanha: Fez 4 a 0 na Ucrânia e deu show de bola estréia. Reuniu um grupo de jogadores de grande qualidade, experiente em decisões, e talvez os melhores da história da Espanha. Tem tudo para crescer na Copa. Despachou a Ucrânia, antes elogiada e temida.

Holanda: Exibiu um futebol ofensivo, mas não tem a mesma qualidade de anos atrás. Apenas Robben parece fazer a diferença numa seleção que prometia mais, bem mais. Mas, às vezes, a estréia abala alguns jogadores. É uma incógnita.

França: A maior decepção entre os grandes europeus. Ofereceu um futebol burocrático, dependente do talento de Zidane, que pouco brilhou no empate com a valente Suíça. Henry jogou pouco. Falta companhia. O reserva Trezeguet pode acabar com o jejum de gols. Ninguém sabe o que esperar dos franceses.

Portugal: Figo apareceu pouco, Cristiano Ronaldo não brilhou e Deco ficou de fora na estréia. Venceu Angola com naturalidade, mas sem consistência, sem o brilhantismo dos seus grandes jogadores – apesar da jogada de Figo no único gol. Portugal pode mais, Felipão sabe demais, mas poucos acreditam.

República Checa: Começou enfiando 3 a 0 no sempre valente Estados Unidos. Ofereceu um esquema tático, onde Nedved e Rosicky se movimentam por todo o campo. Defendem, armam e marcam. O ótimo Rosicky, recém contratado pelo Arsenal, marcou duas vezes. Vai crescer muito.

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (21)

15 de junho de 2006 2

Crouch alcança o terceiro andar e fuzila de cabeça/Nick Potts, AP
O gigante britânico Peter Crouch dobra o seu tamanho, sobe onde ninguém alcança e batiza as redes de Trinidad e Tobago, em Nuremberg.

O bom goleiro Hislop, que joga no West Ham londrino, sente apenas o vento da bola. Reconhece apenas a famosa cabeçada à queima-roupa, o lance definitivo, o gol que escancarou a sua defesa.

A força aérea da rainha funcionou, a Inglaterra venceu e se acomodou em primeiro lugar do Grupo B.

Postado por Zini, Porto Alegre

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As três opções sem Ronaldo

15 de junho de 2006 0

Ronaldinho tenta encontrar um sorriso em Ronaldo/Fernando Llano, AP
Fosse outro, Parreira teria novo titular. Bastaria olhar para o banco e escolher o substituto de Ronaldo. Há, no mínimo, três opções:

A) Troca Ronaldo por Robinho. O quadrado volta ao começo, já que o sistema nasceu com Adriano, Robinho, Kaká e Ronaldinho, em POrto Alegre, no Beira-Rio, na vitória contra o Paraguai. Foi a troca feita no joga da estréia, no segundo tempo, terça-feira passada. Esta é a primeira opção. 

B) Muda o sistema tático. Some o quadrado, entra Juninho ou Gilberto Silva ou ainda Mineiro. Assim, teoricamente, a Seleção se protege mais e libera muito mais Ronaldinho. É segunda opção, talvez para enfrentar times mais qualificados que os três da primeira fase.

C) Substitui um atacante pelo outro. Sai o Fenômeno, entra Fred, o reserva imediato. Pode ser uma tentativa de meio de segundo tempo, quando o Brasil estiver atrás num escore ou querendo sair do empate. Não será o mais comum.

Só que Ronaldo é o Fenômeno, campeão mundial em 2002, goleador da última Copa, melhor jogador do Planeta três vezes, entre outros títulos. Parreira vai continuar apostando no atacante até o último momento, até o derradeiro segundo.

Se jogar apenas 50% do que sabe e pode, Ronaldo é titular do Brasil e de qualquer seleção do planeta. Mas se jogar apenas 10%, como 48 horas atrás, Ronaldo não serve nem para o banco.

O Ronaldo do próximo domingo ainda é um mistério. Mas Parreira, agarrado no passado do goleador, está pagando para ver.

Postado por Zini, Porto Alegre

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