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Posts do dia 19 junho 2006

Robinho, Juninho e o futuro

19 de junho de 2006 4

Robinho é o 12º jogador/Fernando Llano, AP
Robinho jogou duas vezes na Copa. Ocupou o lugar de Ronaldo. Atuou como manda o melhor figurino dos atacantes.

Fez tabelas, correu, passou, ousou, driblou, criou situações de gol e, contra a Austrália, chegou a concluir três vezes em menos de seis minutos. Como segundo homem do ataque, deu mais mobilidade à Seleção.

Só não está no time porque Parreira acha que Ronaldo ainda é o que era. Mais: que ele pode ser o que foi nos próximos jogos.

Robinho anda pedindo passagem, Ele é o 12º jogador da Seleção. É o substituto natural dos dois atacantes, apesar do gol de Fred.

Mas quando Parreira fala em Juninho, ele o coloca como reserva imediato de Kaká. Vai ser difícil vê-lo em outro lugar. Os que desejam o fim do quadrado, a entrada de Juninho no lugar de um dos dois grandalhões da frente, podem esperar sentados.

Juninho está triste e aborrecido. Sabe, como boa parte do Brasil, que pode entrar e acertar o time.

Imagine Émerson, Zé Roberto e Juninho juntos no meio. Pense na liberdade de Kaká e de Ronaldinho. Fica fácil sonhar com gols. O centroavante seria o goleador da Copa. Fácil. Seja Adriano, Ronaldo ou Fred.

Parreira não acena com medidas tão radicais assim. Afinal, a sua Seleção já está nas oitavas de final. O quadrado fica, no máximo, sem Ronaldo e com Robinho. No máximo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (31)

19 de junho de 2006 0

Uma barreira espanhola contra Tunísia/Daniel Maurer, AP
O goleiro espanhol Casillas está escondido. Espera a bola atrás da barreira, formado por mais de meio time espanhol. O medo do gol move um time inteiro na proteção ao goleiro.

Seis homens se mexem e se contorcem, todos com medo da violência da bola. Ou da certeza dos atacantes que conseguem colocar a bola no fundo das redes independentemente da extensão e da largura da barreira humana.

Anis Ayari mirou, caprichou, mas o chute foi inútil. A Espanha virou o jogo e venceu bem a Tunísia, 3 a 1.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os Estados Unidos do Brasil

19 de junho de 2006 1

Toda a boa energia brasileira está no futebol/Patrícia Santos, AP
O brasileiro é muito exigente. Mas no futebol. Fora dele andamos na contramão, estacionamos em faixas de segurança, votamos em políticos corruptos e não estamos nem aí com o aumento da população nas favelas.

O país não interessa. Mas com a bola nos pés, não aceitamos ser o número 2. Só o 1. Os cinco títulos mundiais são nossos cartões de visita. E não basta ganhar, avançar na Copa em apenas dois jogos, garantir a classificação antes de todos na Alemanha. É preciso jogar muito bem, oferecer show no estádio, passar, driblar e golear. Golear: eis a palavra mágica.

Parreira não recebeu um só elogio por colocar a Seleção nas oitavas-de-final 90 minutos antes do tempo previsto, que era o jogo com o Japão. Assim como raros o festejaram na conquista do Tetra, título que parece ter sido quase todo de Romário e um pouco, mas um pouquinho só, do capitão Dunga, em 2004.

Fôssemos exigentes assim com o Brasil, e com quem manda nele desde sempre, não estaríamos remando no Terceiro Mundo do desnível social e da corrupção. Seríamos, quem sabe, algo como os Estados Unidos do Brasil. Uma nação de ponta.

Que pena que a eenrgia do futebol não é encaminhada ao nosso dia-a-dia. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (30)

19 de junho de 2006 0

Schevchenko faz o seu na goleada da Ucrânia/Kai-Uwe Knoth, AP
Aí está. A clássica foto do gol. O goleiro batido, o centroavante festejando, o companheiro em busca do abraço. A bola ainda quicando, se acostumando com a grama do fundo da goleira.

A cena é de Ucrânia e Arábia Saudita e o jogo foi 4 a 0, em Hamburgo.

A comemoração envolve o centroavante mais caro do mundo e um dos dois melhores da Europa, Andriy Shevchenko, recém contratado pelo Chelsea. Ele marcou de cabeça o seu primeiro gol no Mundial

A desolação do goleiro Mabrouk Zaid é total.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (29)

19 de junho de 2006 0

Zuberbuehler vai ao céus em busca da bola/Mark Terrill, AP
Pascal Zuberbuehler aprende com Mohamed Kader. Bota asas nos pés, voa, é mais rápido que o atacante adversário e busca a bola quase no céu, em outro ataque nulo do Togo.

O goleiro da Suíça trabalhou pouco na vitória de 2 a 0 em Dortmund, mas quando precisou estava lá.

Foi firme, forte e seguro como todo o bom goleiro precisa se comportar durante os 90 minutos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Liberdade para Ronaldinho

19 de junho de 2006 13

Será que ele quer trocar o meio pelo ataque?/Daniel Maurer, AP
O Brasil pergunta: Ronaldinho perdeu seu futebol, depois de 180 minutos sem brilho?

A resposta não é uma. Podem será varias. Leia quatro e mande a sua.

A mais cômoda: Ele não está atuando bem porque anda jogando fora de posição. Atua mais perto da grande área no Barcelona, mais centralizado no meio-campo na Seleção. No seu clube, sempre, é um atacante. É um finalizador, joga mais perto da área, mais colado ao camaronês Eto%27o.

A mais incômoda: Depois de ser eleito duas vezes o melhor jogador do mundo, de fazer duas temporadas exuberantes, ele passa por um momento ruim. Simples. Algo natural na carreira de um jogador de alto nível. Ronaldinho está em más fase neste começo de Copa do Mundo.

A mais ouvida: Basta mudar o seu posicionamento. Fazer com que ele jogue como no Barcelona. Livre para criar, mais perto da área para concluir ou para fazer a tabela com que está na frente ou vem de trás.

A minha tese:

1) Ele jamais será na Seleção o que é no Barcelona. O Barcelona vive no seu entorno. Foi criado um esquema tático onde ele tem liberdade absoluta na criação ofensiva. Os outros 10 jogadores jogam em função dele.

2) O quadrado de Parreira tira parte da sua liberdade ofensiva. Deixa o jogador mais plantado no meio, fazendo o papel de um verdadeiro meio-campo. Sua vida pode melhor, e muito, se Juninho assumir uma vaga no lugar de um dos avantes. Aí, suas obrigações de meio-campista diminuem e ele pode absorver uma função mais ofensiva. Mas ele nunca vai ter, como nunca teve, na Seleção, a liberdade que desfruta no Barça.

Postado por Zini, Porto Alegre

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