O rosto da Copa da Alemanha estava mais ou menos desenhado, praticamente esboçado. Estamparia o sorriso de Ronaldinho.
Dois jogos depois, 180 minutos de futebol, mostram que o 18º Mundial anda carente de dono. Não possui uma cara definida.
Ronaldo, uma outra opção verde e amarela, está fora do foco. Faz dois jogos que não marca numa Copa. Nunca tinha acontecido nada parecido com o Fenômeno.
Mas basta um gol, apenas um, de canela, ombro ou barriga, para Ronaldo sair da companhia de Pelé e somar 13 gols. O recorde é do histórico alemão Gerd Müller, que soma 14.
Nos treinos, Ronaldo é o mais desmotivado entre os 23 brasileiros que treinam na Alemanha. Corre pouco, parece cansado e desanimado. Está com cabeça em outro lugar, segundo todos que acompanha o dia-a-dia da Seleção.
1) Será que um gol pode animá-lo? 2) Será que ele sabe que dois gols podem elevá-lo aos céus do goleadores. 3) Será que ele imagina que três gols o colocam no topo, num lugar jamais freqüentados pelos goleadores de todas as nações e raças? 4) Será que o Fenômeno tem a devida noção?
Pelé nunca chegou lá, nem chegará. O Rei ficou nos 12 gols em quatro Copas. Mas, claro, entre os dois não existe comparação. A Copa da Alemanha pode ser a última do Fenômeno. É agora ou nunca.
Postado por Zini, Porto Alegre








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