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Posts do dia 20 junho 2006

Ronaldo pode mais que Pelé

20 de junho de 2006 0

O rosto da Copa da Alemanha estava mais ou menos desenhado, praticamente esboçado. Estamparia o sorriso de Ronaldinho.

Dois jogos depois, 180 minutos de futebol, mostram que o 18º Mundial anda carente de dono. Não possui uma cara definida.

Ronaldo, uma outra opção verde e amarela, está fora do foco. Faz dois jogos que não marca numa Copa. Nunca tinha acontecido nada parecido com o Fenômeno.

Mas basta um gol, apenas um, de canela, ombro ou barriga, para Ronaldo sair da companhia de Pelé e somar 13 gols. O recorde é do histórico alemão Gerd Müller, que soma 14.

Nos treinos, Ronaldo é o mais desmotivado entre os 23 brasileiros que treinam na Alemanha. Corre pouco, parece cansado e desanimado. Está com cabeça em outro lugar, segundo todos que acompanha o dia-a-dia da Seleção.

1) Será que um gol pode animá-lo? 2) Será que ele sabe que dois gols podem elevá-lo aos céus do goleadores. 3) Será que ele imagina que três gols o colocam no topo, num lugar jamais freqüentados pelos goleadores de todas as nações e raças? 4) Será que o Fenômeno tem a devida noção?

Pelé nunca chegou lá, nem chegará. O Rei ficou nos 12 gols em quatro Copas. Mas, claro, entre os dois não existe comparação. A Copa da Alemanha pode ser a última do Fenômeno. É agora ou nunca.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (32)

20 de junho de 2006 0

Joe Cole afugenta a coruja que dorme no ângulo/Owen Humphreys, AP
O sueco Andreas Isaksson subiu, subiu, subiu, mas não encontrou nada. O chute de pé direito do inglês Joe Cole, ainda no primeiro tempo de Inglaterra e Suécia, foi perfeito. Brilhante.

O meia acertou o ângulo, exatamente onde a coruja dorme, com um preciso arremesso de fora da grande área.

O gol de Cole foi o de número 1.999 na história de oito décadas de Copa do Mundo. Merecia ter sido o 2 mil. O futebol ficaria agradecido.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Saudade de goleador

20 de junho de 2006 0

Fãs britânicos levam o seu apoio ao jovem Rooney/Sang Tan, AP
O goleador da Copa, após três rodadas ainda incompletas, é um alemão, Klose. Ele chegou aos quatro gols. O espanhol Fernando Torres é o segundo. Fez três.

Eles exibem ótima forma física, correm e fazem a diferença nas suas respectivas seleções.

Quem esperava um goleador inglês errou. Tropeçou no azar. Owen, que quebrou o pé recentemente, jogou pouco, mal e torceu o joelho. Vai ficar longe dos titulares outra vez.

Rooney, que também quebrou o pé direito, voltou no seu mínimo. Ainda não conseguiu jogar 90 minutos. Está pesado, mais lento e com dificuldades de movimentação. Não consegue nem chutar em gol.

A Inglaterra perde pontos no seu favoritismo pela má forma de Rooney e também pela nova lesão de Owen. A dupla era a esperança de gol. Com eles, por certo, a Inglaterra seguiria em frente. Agora, é mais complicado. Muito mais.

Já o atacante sueco Allbäck entrou hoje para a história ao marcar
o gol de número 2.000 da história das Copas.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (31)

20 de junho de 2006 0

Cole tenta voar, mas a bola é mais ligeira. É gol/Martin Rikett, AP
Socorro, o goleiro inglês sumiu. A dupla de zaga foi junto. Ficou apenas o lateral esquerdo.

Ashley Cole, porém, impulsionou seus 1m73cm de altura, mas não alcançou a bola do sueco Marcus Allback. A rede já está balançando, balançado.

Inglaterra e Suécia empataram em dois gols. Os ingleses fugiram dos alemães nas oitavas-de-final. Os suecos jogaram bem, dominaram parte do jogo, mas devem encarar os alemães.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A última palavra deve ser de Ronaldinho

20 de junho de 2006 8

O melhor precisa dizer onde quer jogar/Fernando Llano, AP
Ronaldinho está fora de lugar. Sua função precisa ser mais ofensiva, menos armadora, muito menos defensiva.

Carlos Alberto Parreira, que é mais inteligente que a maioria, sabe, mas não muda a função tática do craque. Aposta em outro esquema, que corta as asas de Ronaldinho e não o deixa voar como no Barcelona. Até o paulista Kaká tem mais liberdade de movimentação que o gaúcho.

Ronaldinho não é líder, muito menos xerife, nem norte da Seleção. Se fosse, se a sua personalidade deixasse, chamaria Parreira num canto, na concentração alemã. Então, só, ao lado do experiente técnico, olhos nos olhos, diria mais ou mesmo assim:

– Professor, desculpe, mas eu fui duas vezes o melhor jogado do mundo como atacante e quero jogar na minha verdadeira posição. Acho que seria mais útil.

Ronaldinho precisa se impor nos bastidores da Seleção se quiser garantir seu verdadeiro espaço em campo e voltar a ser o jogador brilhante de outras jornadas. Deve usar sua estrela de melhor jogador do mundo. Exibir sua condição. Lembrar do seu bicampeonato.

Não que ele não possa jogar como ninguém na partida contra o Japão, nunca duvide dos craques, jamais. Mas, no quadrado de Parreira, ele é só mais um e não o melhor. Às vezes pode ser um dos mais discretos, como ocorreu no jogo com a Austrália.

Não sei se é timidez, receio ou medo de enfrentar o técnico. Aparentemente Ronaldinho deixa tudo nas mãos do técnico. Não pode.

Ele precisa dizer que não está satisfeito. Deve lembrar ao treinador que muitos companheiros também não estão contentes com o esquema e o desempenho de alguns jogadores, os que só estão entre os titulares pelo nome e o passado que ostentam.

Nomes? Claro: Ronaldo, Adriano Roberto Carlos e Cafu.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Alemanha 100%

20 de junho de 2006 2

Alemanha, um só time, uma só nação/Frank Augustein, AP
Os alemães são cem por cento. Não é milagre, é esforço. É a mais pura determinação.

A seleção começou desacreditada. Mas, em campo, desde o começo. não encontrou adversário no Grupo A. Bateu a Costa Rica, superou a Polônia, passou por cima do Equador. Fez sete gols, levou dois. Exibe um dos melhores ataques e o goleador da Copa, Klose.

Quem viu os alemães em campo, esperando os equatorianos, notou um time inteligente. Nem ofensivo demais, nem defensivo que justifique uma retranca.

O 3 a 0 (Equador) surgiu naturalmente. A bola esteve mais com os sul-americanos (57% contra 43%), mas os alemães chutaram mais (15 contra sete).

A Alemanha atua com uma linha de quatro no meio, com Ballack, mais solto, e dois atacantes. Se fecha com oito na defesa, às vezes nove, e sai em contra-ataques com a rapidez característica do melhor futebol europeu.

Klinsmann não exige futebol bonito. Quer apenas os resultados. Um a zero é ótimo. Mais, como 3 a 0, lembra a perfeição. Os fãs vão no embalo, apoiam, o time cresce e vai em frente.

Postado por Zini, Porto Alegre

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