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Posts do dia 27 junho 2006

Ronaldinho está devendo futebol na Copa

27 de junho de 2006 9

O melhor do mundo não é o número 1 na Copa/Michael Sohn, AP
Ronaldinho não está sendo Ronaldinho. Não é o número 1 do mundo que todos esperavam ver em ação na Alemanha.

Ronaldinho é a maior decepção da Copa.

A situação está tão complicada que Parreira, depois do jogo com a República de Gana, caracterizou a atuação do atacante gaúcho como %22razoável%22. Gesto elegante, óbvio. Razoável foi um elogio. Ronaldinho jogou menos.

Ronaldinho está assim:

1) Está longe do gol, jogando no meio.

2) Quando domina a bola, no meio-campo, precisa enfrentar três, quatro adversários, no caminho do gol.

3) Anda impreciso nos passes e lançamentos.

4) Não chuta mais ao gol adversário.

Ele pode estar:

1) Atravessando apenas um mau momento técnico, depois de duas temporadas espetaculares. O que ele joga ninguém duvida.

2) Sendo prejudicado pelo esquema tático da Seleção, o que influiria na sua performance.

3) Exausto de bola, depois de um título espanhol e outro europeu.

 4) Sentindo o peso da responsabilidade de ser o melhor jogador da Seleção e ter de brilhar o tempo todo. Intranqüilo com o peso do mundo da bola nos seus ombros.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Gol é com o Fenômeno

27 de junho de 2006 2

O drible matador do Fenômeno/Lionel Cironneau
Ronaldo é Fenômeno. Nunca um apelido pegou tão bem. O drible que ele deu no goleiro Kingson merece o carimbo de gol de Copa.

Seus 15 gols em Copas, retiram do alemão Gerd Müller o título de maior goleador dos Mundiais. O celebrado posto agora é de Ronaldo.

O Mundial da Alemanha já é dele. Ronaldo está na história da bola. Ele pode festejar, mais gordo ou mais magro

Mesmo que o Brasil volte ao país nas quartas-de-final, Ronaldo já ganhou o seu Mundial particular.

Ronaldo é campeão de gols e não há nada mais definitivo do que o gol no futebol.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (41)

27 de junho de 2006 0

O guerreiro Vieira manda os espanhóis de volta/Luca Bruno, AP
Patrick Vieira entra na área espanhola como se o espaço fosse francês. Faz o segundo gol e comemora.

Casillas está no fundo das redes, abatido, e os dois zagueiros da Espanha não podem fazer mais nada.

A França avança na Copa. A Espanha volta. O Brasil precisa ficar mais esperto nas quartas-de-final, agora sim com cara de decisão..

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os velhos guerreiros franceses

27 de junho de 2006 3

Eles voltaram com tudo na Alemanha/Luca Bruno, AP
Alguns passaram dos 30 anos, outros estão em busca da terceira década de vida, entre 12 e 15 verões de futebol profissional. São veteranos.

Não exibem mais a elasticidade de outras decisões. O fôlego encurtou, assim como o ritmo acelerado que os 90 minutos exigem. Mas a garra ficou intacta, preservada, à vista.

Os guerreiros franceses estão de volta: Barthez, Thuran, Gallas, Vieira, Makelele, Zidane, Henry e Wiltord. São determinados. Palmilham cada pedaço de grama. A França eliminou a Espanha, 3 a 1. A jovem Espanha patinou na experiência adversária.

Os velhos podem ser brilhantes, às vezes. O gol de Zidane foi espetacular. Lembrou seus momentos de melhor do mundo anos atrás. A força de Makelele reforça os companheiros. A vibração de Vieira contagia o time. A velocidade de Henry pode liquidar uma defesa.

O Brasil ainda não experimentou nada igual nesta Copa. Talvez não tenha visto nada parecido nem na frágil Copa da Ásia, em 2002. Mas viu e sentiu a França oito anos atrás.

A França está mais velha, mas muito mais guerreira. O Brasil está mais jovem e com melhor jogadores. Não há quem arrisque uma previsão.

Nem mesmo os fãs da fantástica individualidade brasileira ousam uma aposta. É um jogo de gente grande.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Insatisfação brasileira

27 de junho de 2006 11

O tanque Adriano, dois gols em quatro jogos/Murad Sezer
Qualquer outro povo de língua estrageira, fã ligado ao futebol, estaria comemorando. Festejando nas praças, bebendo nos bares, cantando nas esquinas e gritando: quatro jogos, quatro vitórias, nove gols pró, um contra e um lugar assegurado nas quartas de final da Copa do Mundo.

Mas o Brasil não. O brasileiro não está contente. Não estão gostando da Seleção. Não aprova o futebol da Seleção, a escalação de Parreira, a ausência de Juninho.

O brasileiro, seis vezes campeão do mundo, não quer apenas ganhar. Não tem mais nem graça superar os adversários jogando menos. Quer espetáculo, um futebol bonito, mais elegante.

A vitória precisa nascer com jogadas de Garrincha, gols de Pelé, pedaladas do Fenômeno. E a Seleção está longe de oferecer show.

Parreira já disse. Não quer show. Prefere ganhar. Ele não está preocupado com brilho. Não está nem aí que Ronaldinho não jogue como um verdadeiro número 1. Prefere elogiar a atuação do grupo, a performance coletiva. Ele saúda o resultado, não o individualismo.

A França vem aí. Foi a responsável pela nossa única grande derrota em três Copas. Contra os franceses, pelo seu passado recente, o brasileiro vai se comportar de uma maneira diferente. Vai pedir, show, óbvio, mas ficará satisfeito com 1 a 0, gol de canela.

Postado por Zini, POrto Alegre

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Foi fácil, sem susto, 3 a 0

27 de junho de 2006 6

Ronaldo marcou o seu/Martin Meissner, AP
Você viu o jogo, eu vi, e como eu já havia escrito neste mesmo espaço, Gana era do terceiro mundo da bola. Foi, levou 3 a 0.

O Brasil está nas quartas-de-final e segue favorito rumo ao título em Berlim.

O adversário preocupava na sua movimentação entre uma intermediária e outra, tocava bem a bola, mas jamais ameaçou de verdade. O gol aos 4 minutos deu absoluta tranqüilidade ao Brasil. Depois, nem precisou jogar bem para vencer com naturalidade.

A arbitragem ainda ajudou os brasileiros no segundo gol, ao não marcar impedimento de Adriano. Com 2 a 0, a Seleção entrou no segundo tempo com o jogo definido. Fez o terceiro e passeou em campo.

Parreira escalou os dois centroavantes e acertou outra vez. Ganhou seu quarto jogo.É 100%.

Postado por Zini, Porto Alegre

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