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Posts do dia 29 junho 2006

11 razões para a Argentina bater a Alemanha

29 de junho de 2006 8

O maestro argentino chama-se Riquelme/Armando Franca, AP
1) A qualidade individual dos 11 titulares.

2) A incrível reserva técnica que Pekerman tem disponível no banco, com Tevez e Messi.

3) Pelo menos três reservas argentinos seriam titulares na Alemanha: Tevez, Messi e Cambiasso.

4) A sempre bem-vinda garra argentina, aliado ao time, que parece competitivo e determinado.

5) A necessidade absurda que a Seleção da Alemanha tem de vencer o jogo na frente de milhares de alemães, o que pode gerar nervosismo e intranqüilidade.

6) A seleção com o melhor toque de bola da Copa.

7) O maestro Riquelme é um dos nomes do Mundial.

8) A defesa sofreu apenas um gol em quatro jogos e o ataque marcou nove vezes.

9) Desde a final da Copa de 1990 (1 a 0), na Itália, os alemães não vencem os sul-americanos. Foram quatro jogos: duas vitórias argentinas e dois empates.

10) Pakerman tem mais experiência em competições internacionais à frente de seleções do que Klinsmann.

11) Das 17 Copas, os sul-americanos venceram nove torneios, contra oito conquistas dos europeus. É a tradição ao lado dos argentinos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Mundial e os negros

29 de junho de 2006 4

Onde estão os mascotes negros da Copa?/Julie Jacobson, AP
A Fifa quer ajudar a derrotar o racismo, pelo menos nos campos de futebol. Até anunciou, numa nota, que deseja enviar %22...uma clara mensagem a bilhões de pessoas no mundo todo sobre a luta do futebol contra o racismo...%22

Fez os 736 jogadores e membros das delegações das 32 equipes participantes da Copa da Alemanha a assinaram uma declaração em favor do espírito esportivo e contra apostas, o racismo e a discriminação.

Agora eu pergunto: Você viu crianças negras entrando em campo junto aos jogadores das 32 seleções?

Eu não vi nenhuma. Não sei se sou distraído, sei lá, mas não lembro.

Só lembro de ter visto filas e mais filas de crianças muito brancas.

Você lembra?

Mas dentro de campo, como de costume, os negros estão brilhando.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O México 70 atrapalha o Brasil

29 de junho de 2006 5

Robinho é de Santos, mas não é nem sombra de Pelé/Fernando Llano
O Mundial do México, 36 anos atrás, não desgruda da memória dos brasileiros. Foi o ano do Tricampeonato, do auge de Pelé, de uma seleção que milhões, mesmo os nascidos anos depois, sabem a escalação de cor em português, inglês, espanhol, etc..

O Brasil ganhou, fez atuações memoráveis e jogou como ninguém nunca jogou. Exibiu um futebol bonito, exuberante, sem abdicar da competitividade. Todos, a cada edição da Copa, de quatro em quatro anos, recordam da época dourada do futebol brasileiro. Assistem aos jogos que a tevê repete, compram DVDs da competição, consomem livros e colam figurinhas em álbuns.

O torneio de 1970 permanece como referência no futebol. Gérson, Rivelino, Pelé, Jairzinho e Tostão formaram um dos quintetos mais admiráveis da história do futebol. E esta referência é tão poderosa, mas tão forte, que milhões de brasileiros querem que toda as seleções repitam as performances de meio século atrás.

Quando a Seleção da vez não consegue, o humor volta aos níveis mais baixos. Aí, o Brasil não joga nada, os jogadores são inferiores, o técnico é incapaz.

Mas é impossível igualar 1970:

1º) Os craques não se repetem. Pelé não tem clone, mesmo que muitos queiram.

2º) O futebol está diferente. A força domina, só os atletas sobrevivem.

3º) Os espaços diminuíram, os jogadores são mais velozes, o tempo de trabalho com a bola é mínimo.

4º) O futebol mundial está globalizado. As surpresas acabaram. Os técnicos mais competentes estão preparados para tudo. Os jogadores se conhecem dos campeonatos europeus.

Postado por Zini, Porto Alegre

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