Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 30 junho 2006

A Casa do Gol (43)

30 de junho de 2006 0

Luca Toni comemora o seu segundo e decisivo gol/Fabian Bimmer, AP
O centroavante fincado é uma espécie de número 9 quase em extinção.

O futebol de extrema velocidade dos nossos dias prioriza o atacante mais movediço, menos presente na área, muito preocupado em buscar os espaços deixado pelos zagueiros.

Mas o italiano Luca Toni, 1m93cm de altura, fez dois gols, superou a Ucrânia e mostrou que o matador está em alta.

Ele é durão, ruim de drible, mas está sempre na cara do gol, acesso em busca do bote. Foi o goleador máximo do Campeonato Italiano 2005/2006 com a camisa da Fiorentina, marcando 31 gols na temporada..

Ele é Luca Toni, 29 anos, fez dois gols na Copa e está levando a Itália adiante.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

A foto do dia

30 de junho de 2006 0

Fãs de Manchester acamparam em Gelsenkirchen/Martin Meissner, AP
Hooligan é uma praga tipicamente inglesa.

Muitos confundem. Imaginam que todos os torcedores ingleses são hooligans. Não são. Eles representam uma barulhenta minoria.

O hooligan normalmente tem ficha na polícia. O fã não tem.

Um é alegre, gosta de futebol, bebe, mas não briga. O outro é um marginal, se mistura aos torcedores para brigar e roubar.

Os seis da foto são de Manchester. Os alemães esperam mais de 50 mil ingleses no jogo com Portugal em Gelsenkirchen.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

O fator Felipão

30 de junho de 2006 0

Rooney precisa acertar o pé/Matt Dunham, AP
Os ingleses fazem esforço para esquecer. Os portugueses lembram o tempo todo. No último confronto oficial entre as duas seleções, em Lisboa, deu Portugal. Foi um 3 a 2 espetacular.

Os ingleses pularam na frente, marcando duas vezes. A virada, com um golaço de Figo, definiu uma das partidas mais marcantes da Eurocopa e começou a cimentar o carisma de Felipão entre os torcedores locais.

Dois anos depois, na mesma Europa, mas mais ao norte, no Estádio Fritz-Walter, em Gelsenkirchen, Inglaterra e Portugal buscam espaço nas semifinais da Copa do Mundo.

A Inglaterra parece mais preparada. Chora apenas a ausência de Owen. Portugal lamenta mais. Reclama da falta de Deco e Costinha. Mas conta com o fator Felipão. Sem os dois, Felipão perde o melhor articular e o grande marcador.

Sorte dos ingleses que exibem o melhor meio-campo do continente, com Beckham, Lampard, Gerrard e Cole, e não têm problemas graves na contenção, nem na articulação.

Felipão promete cuidar mais da defesa, mesmo que o sueco Eriksson seja admirador do 4-5-1. O problema inglês é no sistema ofensivo. O meio-campo cria, gira, toca, roda, mas não pode alimentar ninguém.

Rooney, que quebrou o pé 42 dias antes da Copa, ainda procura a sua melhor forma. Se movimenta pouco, aparece raramente nos espaços. O gigante magricela Crouch parece apenas um bom reserva.

Em todas as entrevistas, Felipão destacou a marcação, seu assunto favorito em qualquer conversa. Ele tem dois esquemas. Um tenta neutralizar Rooney. O outro busca evitar a bola aérea e anular as subidas de Crouch, 1m98cm de altura.

Mas o que ele não fala é da sua principal jogada ofensiva. Quando Cristiano Ronaldo pega a bola, parte para cima dos zagueiro em busca das laterais e do cruzamento para Pauleta, o goleador do Campeonato Francês.

É um jogo que ainda não está jogado, mas oferece as maiores chances aos ingleses, que têm um time mais qualificada.

Mas quem é que ainda duvida dos times ou das seleções orientadas por Felipão? Quem? Quem?

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

O primeiro grande adversário

30 de junho de 2006 0

Zinedine Zidane vem aí/Crhistophe Ena, AP
Acabou a pré-Copa. Sumiram os adversários do Terceiro Mundo da Bola, Croácia, Austrália, Japão e Gana. Começou o Mundial 2006. O Brasil pisa no Waldstadion, 43 mil lugares, em Frankfurt, em busca da revanche. Encara o seu maior inimigo dos últimos oito anos, a França.

Os mesmos franceses liderados por Zidane que enfiaram 3 a 0 na Seleção, em Paris. O jogo está na lista brasileira das tragédias. Só outro 3 a 0 pode afastá-lo da má memória verde-amarela. O problema é fazer três, talvez só um.

Pela primeira vez na 18ª edição da Copa do Mundo, o Brasil encontra uma verdadeira seleção. Parte dos jogadores adversários atua nos melhores times do mundo, está acostumados com decisões e não teme ninguém.

A França tem esquema definido e não muda conforme o adversário. É um time organizado, tem garra, sabe o que quer e não faz reverência aos brasileiros como outras seleções.

Claro que o Brasil tem valores individuais superiores aos franceses. Seus jogadores são mais jovens e tão treinados em decisões como os europeus. Não há inexperientes em nenhum dos dois grupos.

A França joga muito fechada. Povoa o meio-campo com cinco jogadores. Na frente se move Henry, o atacante mais letal da Europa em contra-ataques. Zidane, na seleção, está jogando com mais liberdade. Como o Brasil ataca muito, e às vezes avança em bloco, Henry sonha com os espaços que Juan e Lúcio podem deixar.

O jogo é uma incógnita, assim como era Argentina e Alemanha. Mas o Brasil é favorito porque sempre é favorito, independentemente do adversário. Pelo passado, pela suas história em Copa, pelos jogadores que ostenta. Mas poucos dizem, poucos desejam se comprometer, ainda mais os que estão Alemanha esperando o grande jogo.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share

A maldição dos pênaltis

30 de junho de 2006 3

Os alemães festejam a classificação/Jasoer Juinen, AP
O pênalti é a maldição do futebol. É um castigo duro demais numa partida de futebol depois de 90 minutos e ainda com mais 30 minutos de prorrogação. Ninguém fica satisfeito. Nem quem ganha.

O correto seria marcar nova partida. Medir forças outra vez. Na Copa do Mundo, porém, não há segunda chance. Não existe tempo útil para um bis.

E o amaldiçoado da vez foi a Argentina que errou dois pênaltis – antes o juiz Lubos Michel não deu um pênalti em Maxi Rodriguez, um pênalti que o mundo inteiro viu.

Mas, depois, a Alemanha acertou todos os quatro da decisão e continua no Mundial. Está nas semifinais.

Foi um jogo muito igual, muito disputado, cada espaço de campo era defendido com o coração. Os argentinos tiveram mais posse de bola, mas criaram raras situações de gols. Os alemães marcaram mais e chegaram mais perto do gol. O 1 a 1 foi justo.

O que se viu em campo, porém, foi um time argentino mais equilibrado, oferecendo melhores valores individuais, tocando a bola com categoria.

O que se viu fora de campo foi um técnico argentino confuso, fazendo trocas equivocadas, Julio Cruz por Crespo, Cambiasso por Riquelme. Deixando no banco ótimas opções como Saviola, Messi e Aimar.

Ontem escrevi as minhas 11 razões pelas quais a Argentina venceria a Alemanha. Não subtraio nenhuma depois do apito final. Aliás, não sou torcedor. Não torço em jogos do Mundial.

Escrevi o que observei nos jogos anteriores das seleções. Continuo acreditando que a Argentina tem mais time, mais valores individuais e um esquema mais interessante.

Aliás, nas últimas 13 Copas, a Alemanha venceu três e chegou na final em outras quatro. Os alemães nunca perderam uma decisão em pênaltis. Venceu quatro vezes assim: Espanha (1982), México (1986), Inglaterra (1990) e agora a Argentina.

Postado por Zini, Porto Alegre

Bookmark and Share