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Posts de junho 2006

A Casa do Gol (43)

30 de junho de 2006 0

Luca Toni comemora o seu segundo e decisivo gol/Fabian Bimmer, AP
O centroavante fincado é uma espécie de número 9 quase em extinção.

O futebol de extrema velocidade dos nossos dias prioriza o atacante mais movediço, menos presente na área, muito preocupado em buscar os espaços deixado pelos zagueiros.

Mas o italiano Luca Toni, 1m93cm de altura, fez dois gols, superou a Ucrânia e mostrou que o matador está em alta.

Ele é durão, ruim de drible, mas está sempre na cara do gol, acesso em busca do bote. Foi o goleador máximo do Campeonato Italiano 2005/2006 com a camisa da Fiorentina, marcando 31 gols na temporada..

Ele é Luca Toni, 29 anos, fez dois gols na Copa e está levando a Itália adiante.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A foto do dia

30 de junho de 2006 0

Fãs de Manchester acamparam em Gelsenkirchen/Martin Meissner, AP
Hooligan é uma praga tipicamente inglesa.

Muitos confundem. Imaginam que todos os torcedores ingleses são hooligans. Não são. Eles representam uma barulhenta minoria.

O hooligan normalmente tem ficha na polícia. O fã não tem.

Um é alegre, gosta de futebol, bebe, mas não briga. O outro é um marginal, se mistura aos torcedores para brigar e roubar.

Os seis da foto são de Manchester. Os alemães esperam mais de 50 mil ingleses no jogo com Portugal em Gelsenkirchen.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O fator Felipão

30 de junho de 2006 0

Rooney precisa acertar o pé/Matt Dunham, AP
Os ingleses fazem esforço para esquecer. Os portugueses lembram o tempo todo. No último confronto oficial entre as duas seleções, em Lisboa, deu Portugal. Foi um 3 a 2 espetacular.

Os ingleses pularam na frente, marcando duas vezes. A virada, com um golaço de Figo, definiu uma das partidas mais marcantes da Eurocopa e começou a cimentar o carisma de Felipão entre os torcedores locais.

Dois anos depois, na mesma Europa, mas mais ao norte, no Estádio Fritz-Walter, em Gelsenkirchen, Inglaterra e Portugal buscam espaço nas semifinais da Copa do Mundo.

A Inglaterra parece mais preparada. Chora apenas a ausência de Owen. Portugal lamenta mais. Reclama da falta de Deco e Costinha. Mas conta com o fator Felipão. Sem os dois, Felipão perde o melhor articular e o grande marcador.

Sorte dos ingleses que exibem o melhor meio-campo do continente, com Beckham, Lampard, Gerrard e Cole, e não têm problemas graves na contenção, nem na articulação.

Felipão promete cuidar mais da defesa, mesmo que o sueco Eriksson seja admirador do 4-5-1. O problema inglês é no sistema ofensivo. O meio-campo cria, gira, toca, roda, mas não pode alimentar ninguém.

Rooney, que quebrou o pé 42 dias antes da Copa, ainda procura a sua melhor forma. Se movimenta pouco, aparece raramente nos espaços. O gigante magricela Crouch parece apenas um bom reserva.

Em todas as entrevistas, Felipão destacou a marcação, seu assunto favorito em qualquer conversa. Ele tem dois esquemas. Um tenta neutralizar Rooney. O outro busca evitar a bola aérea e anular as subidas de Crouch, 1m98cm de altura.

Mas o que ele não fala é da sua principal jogada ofensiva. Quando Cristiano Ronaldo pega a bola, parte para cima dos zagueiro em busca das laterais e do cruzamento para Pauleta, o goleador do Campeonato Francês.

É um jogo que ainda não está jogado, mas oferece as maiores chances aos ingleses, que têm um time mais qualificada.

Mas quem é que ainda duvida dos times ou das seleções orientadas por Felipão? Quem? Quem?

Postado por Zini, Porto Alegre

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O primeiro grande adversário

30 de junho de 2006 0

Zinedine Zidane vem aí/Crhistophe Ena, AP
Acabou a pré-Copa. Sumiram os adversários do Terceiro Mundo da Bola, Croácia, Austrália, Japão e Gana. Começou o Mundial 2006. O Brasil pisa no Waldstadion, 43 mil lugares, em Frankfurt, em busca da revanche. Encara o seu maior inimigo dos últimos oito anos, a França.

Os mesmos franceses liderados por Zidane que enfiaram 3 a 0 na Seleção, em Paris. O jogo está na lista brasileira das tragédias. Só outro 3 a 0 pode afastá-lo da má memória verde-amarela. O problema é fazer três, talvez só um.

Pela primeira vez na 18ª edição da Copa do Mundo, o Brasil encontra uma verdadeira seleção. Parte dos jogadores adversários atua nos melhores times do mundo, está acostumados com decisões e não teme ninguém.

A França tem esquema definido e não muda conforme o adversário. É um time organizado, tem garra, sabe o que quer e não faz reverência aos brasileiros como outras seleções.

Claro que o Brasil tem valores individuais superiores aos franceses. Seus jogadores são mais jovens e tão treinados em decisões como os europeus. Não há inexperientes em nenhum dos dois grupos.

A França joga muito fechada. Povoa o meio-campo com cinco jogadores. Na frente se move Henry, o atacante mais letal da Europa em contra-ataques. Zidane, na seleção, está jogando com mais liberdade. Como o Brasil ataca muito, e às vezes avança em bloco, Henry sonha com os espaços que Juan e Lúcio podem deixar.

O jogo é uma incógnita, assim como era Argentina e Alemanha. Mas o Brasil é favorito porque sempre é favorito, independentemente do adversário. Pelo passado, pela suas história em Copa, pelos jogadores que ostenta. Mas poucos dizem, poucos desejam se comprometer, ainda mais os que estão Alemanha esperando o grande jogo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A maldição dos pênaltis

30 de junho de 2006 3

Os alemães festejam a classificação/Jasoer Juinen, AP
O pênalti é a maldição do futebol. É um castigo duro demais numa partida de futebol depois de 90 minutos e ainda com mais 30 minutos de prorrogação. Ninguém fica satisfeito. Nem quem ganha.

O correto seria marcar nova partida. Medir forças outra vez. Na Copa do Mundo, porém, não há segunda chance. Não existe tempo útil para um bis.

E o amaldiçoado da vez foi a Argentina que errou dois pênaltis – antes o juiz Lubos Michel não deu um pênalti em Maxi Rodriguez, um pênalti que o mundo inteiro viu.

Mas, depois, a Alemanha acertou todos os quatro da decisão e continua no Mundial. Está nas semifinais.

Foi um jogo muito igual, muito disputado, cada espaço de campo era defendido com o coração. Os argentinos tiveram mais posse de bola, mas criaram raras situações de gols. Os alemães marcaram mais e chegaram mais perto do gol. O 1 a 1 foi justo.

O que se viu em campo, porém, foi um time argentino mais equilibrado, oferecendo melhores valores individuais, tocando a bola com categoria.

O que se viu fora de campo foi um técnico argentino confuso, fazendo trocas equivocadas, Julio Cruz por Crespo, Cambiasso por Riquelme. Deixando no banco ótimas opções como Saviola, Messi e Aimar.

Ontem escrevi as minhas 11 razões pelas quais a Argentina venceria a Alemanha. Não subtraio nenhuma depois do apito final. Aliás, não sou torcedor. Não torço em jogos do Mundial.

Escrevi o que observei nos jogos anteriores das seleções. Continuo acreditando que a Argentina tem mais time, mais valores individuais e um esquema mais interessante.

Aliás, nas últimas 13 Copas, a Alemanha venceu três e chegou na final em outras quatro. Os alemães nunca perderam uma decisão em pênaltis. Venceu quatro vezes assim: Espanha (1982), México (1986), Inglaterra (1990) e agora a Argentina.

Postado por Zini, Porto Alegre

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11 razões para a Argentina bater a Alemanha

29 de junho de 2006 8

O maestro argentino chama-se Riquelme/Armando Franca, AP
1) A qualidade individual dos 11 titulares.

2) A incrível reserva técnica que Pekerman tem disponível no banco, com Tevez e Messi.

3) Pelo menos três reservas argentinos seriam titulares na Alemanha: Tevez, Messi e Cambiasso.

4) A sempre bem-vinda garra argentina, aliado ao time, que parece competitivo e determinado.

5) A necessidade absurda que a Seleção da Alemanha tem de vencer o jogo na frente de milhares de alemães, o que pode gerar nervosismo e intranqüilidade.

6) A seleção com o melhor toque de bola da Copa.

7) O maestro Riquelme é um dos nomes do Mundial.

8) A defesa sofreu apenas um gol em quatro jogos e o ataque marcou nove vezes.

9) Desde a final da Copa de 1990 (1 a 0), na Itália, os alemães não vencem os sul-americanos. Foram quatro jogos: duas vitórias argentinas e dois empates.

10) Pakerman tem mais experiência em competições internacionais à frente de seleções do que Klinsmann.

11) Das 17 Copas, os sul-americanos venceram nove torneios, contra oito conquistas dos europeus. É a tradição ao lado dos argentinos.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Mundial e os negros

29 de junho de 2006 4

Onde estão os mascotes negros da Copa?/Julie Jacobson, AP
A Fifa quer ajudar a derrotar o racismo, pelo menos nos campos de futebol. Até anunciou, numa nota, que deseja enviar %22...uma clara mensagem a bilhões de pessoas no mundo todo sobre a luta do futebol contra o racismo...%22

Fez os 736 jogadores e membros das delegações das 32 equipes participantes da Copa da Alemanha a assinaram uma declaração em favor do espírito esportivo e contra apostas, o racismo e a discriminação.

Agora eu pergunto: Você viu crianças negras entrando em campo junto aos jogadores das 32 seleções?

Eu não vi nenhuma. Não sei se sou distraído, sei lá, mas não lembro.

Só lembro de ter visto filas e mais filas de crianças muito brancas.

Você lembra?

Mas dentro de campo, como de costume, os negros estão brilhando.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O México 70 atrapalha o Brasil

29 de junho de 2006 5

Robinho é de Santos, mas não é nem sombra de Pelé/Fernando Llano
O Mundial do México, 36 anos atrás, não desgruda da memória dos brasileiros. Foi o ano do Tricampeonato, do auge de Pelé, de uma seleção que milhões, mesmo os nascidos anos depois, sabem a escalação de cor em português, inglês, espanhol, etc..

O Brasil ganhou, fez atuações memoráveis e jogou como ninguém nunca jogou. Exibiu um futebol bonito, exuberante, sem abdicar da competitividade. Todos, a cada edição da Copa, de quatro em quatro anos, recordam da época dourada do futebol brasileiro. Assistem aos jogos que a tevê repete, compram DVDs da competição, consomem livros e colam figurinhas em álbuns.

O torneio de 1970 permanece como referência no futebol. Gérson, Rivelino, Pelé, Jairzinho e Tostão formaram um dos quintetos mais admiráveis da história do futebol. E esta referência é tão poderosa, mas tão forte, que milhões de brasileiros querem que toda as seleções repitam as performances de meio século atrás.

Quando a Seleção da vez não consegue, o humor volta aos níveis mais baixos. Aí, o Brasil não joga nada, os jogadores são inferiores, o técnico é incapaz.

Mas é impossível igualar 1970:

1º) Os craques não se repetem. Pelé não tem clone, mesmo que muitos queiram.

2º) O futebol está diferente. A força domina, só os atletas sobrevivem.

3º) Os espaços diminuíram, os jogadores são mais velozes, o tempo de trabalho com a bola é mínimo.

4º) O futebol mundial está globalizado. As surpresas acabaram. Os técnicos mais competentes estão preparados para tudo. Os jogadores se conhecem dos campeonatos europeus.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (42)

28 de junho de 2006 1

Dida está jogando como nunca jogou na vida/Fernando Llano, AP
A Copa ofereceu os três melhores goleiros da Europa: o italiano Buffon, o checo Cech e o espanhol Casillas. Dois já tombaram, Cech e Casillas. Estão em casa outra vez.

Ficou o da Seleção da Itália. Ao menos até as oitavas-de-final, dos três melhores, apenas Buffon tenha jogado tanto quanto Dida.

O goleiro brasileiro calou todos os seus críticos e voltou a ser o goleiro firme, seguro, elásticos e frio como nos grandes jogos do Milan.

Dida está 100% seguro. Em quatro jogos, levou apenas um gol, num chute indefensável no jogo com o Japão.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A esperança de Felipão

28 de junho de 2006 0

A esperança portuguesa é um outro Ronaldo/Paulo Duarte, AP
Cristiano Ronaldo é o melhor jogador de Portugal. O atacante tem algumas qualidades especiais:

1) É atrevido, driblador e joga em direção do gol.

2) É veloz, cabeceia como um centroavante, cobra faltas e chuta bem de fora da área.

O atacante tem alguns problemas:

1) Segura demais a bola e faz pouco gols.

2) Enfeita demais algumas jogadas, gosta de usar o calcanhar e pedalar, adora abusar da jogada plástica.

Mas somando as coisas boas, com as nem tão boas assim, Cristiano Ronaldo é um ótimo jogador.

Ele é novo, recém fez 21 anos e ainda está aprendendo, É apontado como o sucessor de Figo no futebol português.

Cristiano Ronaldo foi substituído aos 34 minutos do primeiro tempo do jogo contra a Holanda, no último domingo, após ser caçado em campo. Ele voltou aos treinos e deve enfrentar a Inglaterra, onde mora e joga pelo Manchester United. O jogo é sábado.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Bom humor alemão

28 de junho de 2006 0

O recado na janela tem destinatário certo/Roberto Candia, AP
Acabou o namoro, a admiração, os afagos e os pedidos de autógrafos. Alemão e argentino não combinam mais, ao menos até o meio da tarde de sábado, dia do encontro das duas seleções pela quartas-de-final.

Uma faixa, estendida num prédio a cerca de 30 metros do centro de treinamentos da Argentina, em Herzogenaurach, mostra como anda a cabeça dos alemães.

Mas tudo numa boa, sem gritos, palavrões, nada de violência. Só no bom humor.

Postado por Zini, Porto Alegre,

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Espanhol apita jogo do Brasil

28 de junho de 2006 2

Medina Cantalejo usa vermelho/Emilio Morenatti, AP
O espanhol Luiz Medina Cantalejo foi escolhido pela Fifa como o árbitro do jogo entre Brasil e França, sábado, em Frankfurt.

Medina Cantalejo foi o mesmo que marcou um pênalti duvidoso a favor da Itália na partida contra a Austrália nas oitavas-de-final, aos 48 min minutos do segundo tempo. No lance, Grosso tropeçou no goleiro australiano e o juiz correu para a marca fatal. Pênalti que Toti bateu, garantiu 1 a 0 e levou os italianos às quartas-de-final.

Na Copa, o espanhol trabalhou em dois jogos até momento: no 0 a 0 entre Argentina e Holanda e quando a Alemanha venceu a Polônia (1 a 0).

Cantalejo tem 42 anos, apita o seu primeiro Mundial e é velho conhecido de jogadores como Zidane, Ronaldo, Ronaldinho e Roberto Carlos.

Já os brasileiro Carlos Eugênio Simon e os auxiliares Aristeu Leonardo Tavares e Edmilson Corona estão fora do Mundial. Voltam ao Brasil sexta-feira, depois de trabalharem em três jogos.

Mas o argentino Horacio Elizondo, o melhor árbitro da América do Sul, fica e apita Inglaterra e Portugal. Felipão vai precisar contrtolar seus palavrões na beira do campo.

Postado por Zini, POrto Alegre

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Quem é quem nas quartas-de-final

28 de junho de 2006 1

A má forma física de Rooney diminui a Inglaterra/Adrian Dennis, AP

Argentina e Alemanha:

Os argentinos encantaram o mundo ao vencer Sérvia e Montenegro por 6 a 0. Foi o jogo-espetáculo da Copa até agora (o avesso foi o quebra pau entre Portugal e Holanda). Nos jogos seguintes, botaram o pé no chão, jogaram menos, foram mais marcados, mas continuam favoritos, mesmo sábado.

Os alemães começaram lotados de dúvidas, cresceram na competição, venceram todos os jogos e já assustam. Jogam em casa e são seguidos por multidões. A seleção alemã perde nas individualidades, empata na vontade de vencer e ganha no conjunto.

Itália e Ucrânia:

Os italianos começaram vencendo Gana com autoridade, Nos três jogos seguintes não repetiram a atuação da estréia. O quarto jogo é um incógnita, mesmo enfrentando o adversário mais fraco das quartas-de-final.

A Ucrânia é a intrusa desta fase. Vive de um forte esquema defensivo e de um maravilho centroavante, Shevchenko, que vive só, por absoluta falta de boa companhia. É jogo jogado, dá Itália com folga.

Inglaterra e Portugal:

Os ingleses sofrem com a falta de ataque. Owen está fora. Rooney está fora de forma. Seu fantástico meio-campo, Beckham, Lampard, Gerrard e Cole, não tem ninguém para alimentar. A falta de ataque pode matar o English Team.

O fator Felipão, que nós conhecemos de perto, faz a diferença. Mas com Costinha e Deco fora do jogo, talvez com Cristiano Ronaldo sem as melhores condições físicas, Portugal deixa a Inglaterra como favorita.

Brasil e França:

Os Brasil jogou quatro vezes, venceu todas, mas não agradou em nenhuma vitória. As críticas se sucedem pela fragilidade do time, pela ausência do real futebol de Ronaldinho, pela falta do esperado, do aguardado, do ansiado %22show de bola%22. A Seleção ainda não foi a Seleção, mas pode ser. Tem talento entre os 11 titulares, sobra talento no banco.

A França fez uma primeira fase discreta e cresceu ma decisão com a Espanha, 3 a 1. Exibiu seus veteranos, dois deles fazendo a diferença – Viera comandando o meio, e Zidane tendo lampejos dos seus gloriosos tempos. É um jogo sem prognósticos, embora os jogadores do Brasil sejam superiores.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Ronaldinho está devendo futebol na Copa

27 de junho de 2006 9

O melhor do mundo não é o número 1 na Copa/Michael Sohn, AP
Ronaldinho não está sendo Ronaldinho. Não é o número 1 do mundo que todos esperavam ver em ação na Alemanha.

Ronaldinho é a maior decepção da Copa.

A situação está tão complicada que Parreira, depois do jogo com a República de Gana, caracterizou a atuação do atacante gaúcho como %22razoável%22. Gesto elegante, óbvio. Razoável foi um elogio. Ronaldinho jogou menos.

Ronaldinho está assim:

1) Está longe do gol, jogando no meio.

2) Quando domina a bola, no meio-campo, precisa enfrentar três, quatro adversários, no caminho do gol.

3) Anda impreciso nos passes e lançamentos.

4) Não chuta mais ao gol adversário.

Ele pode estar:

1) Atravessando apenas um mau momento técnico, depois de duas temporadas espetaculares. O que ele joga ninguém duvida.

2) Sendo prejudicado pelo esquema tático da Seleção, o que influiria na sua performance.

3) Exausto de bola, depois de um título espanhol e outro europeu.

 4) Sentindo o peso da responsabilidade de ser o melhor jogador da Seleção e ter de brilhar o tempo todo. Intranqüilo com o peso do mundo da bola nos seus ombros.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Gol é com o Fenômeno

27 de junho de 2006 2

O drible matador do Fenômeno/Lionel Cironneau
Ronaldo é Fenômeno. Nunca um apelido pegou tão bem. O drible que ele deu no goleiro Kingson merece o carimbo de gol de Copa.

Seus 15 gols em Copas, retiram do alemão Gerd Müller o título de maior goleador dos Mundiais. O celebrado posto agora é de Ronaldo.

O Mundial da Alemanha já é dele. Ronaldo está na história da bola. Ele pode festejar, mais gordo ou mais magro

Mesmo que o Brasil volte ao país nas quartas-de-final, Ronaldo já ganhou o seu Mundial particular.

Ronaldo é campeão de gols e não há nada mais definitivo do que o gol no futebol.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (41)

27 de junho de 2006 0

O guerreiro Vieira manda os espanhóis de volta/Luca Bruno, AP
Patrick Vieira entra na área espanhola como se o espaço fosse francês. Faz o segundo gol e comemora.

Casillas está no fundo das redes, abatido, e os dois zagueiros da Espanha não podem fazer mais nada.

A França avança na Copa. A Espanha volta. O Brasil precisa ficar mais esperto nas quartas-de-final, agora sim com cara de decisão..

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os velhos guerreiros franceses

27 de junho de 2006 3

Eles voltaram com tudo na Alemanha/Luca Bruno, AP
Alguns passaram dos 30 anos, outros estão em busca da terceira década de vida, entre 12 e 15 verões de futebol profissional. São veteranos.

Não exibem mais a elasticidade de outras decisões. O fôlego encurtou, assim como o ritmo acelerado que os 90 minutos exigem. Mas a garra ficou intacta, preservada, à vista.

Os guerreiros franceses estão de volta: Barthez, Thuran, Gallas, Vieira, Makelele, Zidane, Henry e Wiltord. São determinados. Palmilham cada pedaço de grama. A França eliminou a Espanha, 3 a 1. A jovem Espanha patinou na experiência adversária.

Os velhos podem ser brilhantes, às vezes. O gol de Zidane foi espetacular. Lembrou seus momentos de melhor do mundo anos atrás. A força de Makelele reforça os companheiros. A vibração de Vieira contagia o time. A velocidade de Henry pode liquidar uma defesa.

O Brasil ainda não experimentou nada igual nesta Copa. Talvez não tenha visto nada parecido nem na frágil Copa da Ásia, em 2002. Mas viu e sentiu a França oito anos atrás.

A França está mais velha, mas muito mais guerreira. O Brasil está mais jovem e com melhor jogadores. Não há quem arrisque uma previsão.

Nem mesmo os fãs da fantástica individualidade brasileira ousam uma aposta. É um jogo de gente grande.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Insatisfação brasileira

27 de junho de 2006 11

O tanque Adriano, dois gols em quatro jogos/Murad Sezer
Qualquer outro povo de língua estrageira, fã ligado ao futebol, estaria comemorando. Festejando nas praças, bebendo nos bares, cantando nas esquinas e gritando: quatro jogos, quatro vitórias, nove gols pró, um contra e um lugar assegurado nas quartas de final da Copa do Mundo.

Mas o Brasil não. O brasileiro não está contente. Não estão gostando da Seleção. Não aprova o futebol da Seleção, a escalação de Parreira, a ausência de Juninho.

O brasileiro, seis vezes campeão do mundo, não quer apenas ganhar. Não tem mais nem graça superar os adversários jogando menos. Quer espetáculo, um futebol bonito, mais elegante.

A vitória precisa nascer com jogadas de Garrincha, gols de Pelé, pedaladas do Fenômeno. E a Seleção está longe de oferecer show.

Parreira já disse. Não quer show. Prefere ganhar. Ele não está preocupado com brilho. Não está nem aí que Ronaldinho não jogue como um verdadeiro número 1. Prefere elogiar a atuação do grupo, a performance coletiva. Ele saúda o resultado, não o individualismo.

A França vem aí. Foi a responsável pela nossa única grande derrota em três Copas. Contra os franceses, pelo seu passado recente, o brasileiro vai se comportar de uma maneira diferente. Vai pedir, show, óbvio, mas ficará satisfeito com 1 a 0, gol de canela.

Postado por Zini, POrto Alegre

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Foi fácil, sem susto, 3 a 0

27 de junho de 2006 6

Ronaldo marcou o seu/Martin Meissner, AP
Você viu o jogo, eu vi, e como eu já havia escrito neste mesmo espaço, Gana era do terceiro mundo da bola. Foi, levou 3 a 0.

O Brasil está nas quartas-de-final e segue favorito rumo ao título em Berlim.

O adversário preocupava na sua movimentação entre uma intermediária e outra, tocava bem a bola, mas jamais ameaçou de verdade. O gol aos 4 minutos deu absoluta tranqüilidade ao Brasil. Depois, nem precisou jogar bem para vencer com naturalidade.

A arbitragem ainda ajudou os brasileiros no segundo gol, ao não marcar impedimento de Adriano. Com 2 a 0, a Seleção entrou no segundo tempo com o jogo definido. Fez o terceiro e passeou em campo.

Parreira escalou os dois centroavantes e acertou outra vez. Ganhou seu quarto jogo.É 100%.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Sabedoria britânica

26 de junho de 2006 1

Daniel Roland, AP
Há um bom jornal, o melhor dos jornais ingleses, o The Independent para mirar a Copa com outros olhos que não os verdes e os amarelos.

Mas no The Observer de domingo passado, o cantor Elton John saiu com esta preciosidade que vale a pela ler, contar e espalhar:

– Se o Brasil é o melhor time da Copa, eu sou Geri Halliwell (umas das Spice Girls).

Mas, pergunto, ele já não era uma? Ou melhor, ele já não foi uma?

Postado por Zini, Porto Alegre

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A foto do dia

26 de junho de 2006 0

Murad Sezer, AP
A festa dos jogadores ucranianos após a eliminação da Suíça nos pênaltis, em Colônia. Os eslavos estão na sua primeira Copa e já ocuparam as quartas-de-final – e esperam a Itália. 

A Ucrânia é um das 15 repúblicas que integravam a extinta URSS, é o segundo maior país da Europa, depois da Rússia, e lar de 47 milhões de habitantes.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (40)

26 de junho de 2006 0

A reação do atacante depois do pênalti perdido/Michael Sohn, AP
O ucraniano completa 30 anos em setembro. Dois anos atrás foi escolhido o melhor jogador da Europa. Aos 18 anos era um fenômeno no Dínamo de Kiev.

Jogou no Milan, onde ganhou fama mundial, e agora é a nova atração do Chelsea. Andriy Shevchenko é um dos melhores atacantes da Europa, talvez o segundo, depois de Tierry Henry.

Na decisão com a Suíça, na horas dos pênaltis, Shevchenko falhou no primeiro e sofreu. Sentiu o erro, depois reparado pelos seus companheiros que levaram a Ucrânia às quartas-de-final, onde a Itália os aguarda.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Casa do Gol (39)

26 de junho de 2006 2

Pascal Zuberbuehler vê a bola passar, sair/Michael Sohn, AP
A pequena área do suíço Pascal Zuberbuehle é um trânsito só. Oito jogadores congestionam o seu espaço. O gol está fechado.

Não há espaço para a bola que sai à esquerda do goleiro, rente ao poste.

Ucrânia e Suíça empataram em 0 a 0 nos 90 minutos. Repetiram o escore na prorrogação. Nos pênaltis, deu Ucrânia.

A Suíça deixa a Copa sem perder no tempo normal e sem levar gol. Podia, pelo menos, ter treinado séries de pênaltis antes da decisão.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os fregueses africanos

26 de junho de 2006 0

Gana busca seu norte contra os brasileiros/Mark J. Terrill, AP
Os africanos nunca fizeram cócegas na Seleção Brasileira em jogos de Copa do Mundo. Foram quatro vitórias em quatro jogos. Fez 10 gols e jamais sofreu um gol sequer. Olha a lista:

1974: 3 a 0, Zaire, gols de Jairzinho, Rivelino e Valdomiro.

1986: 1 a 0, Argélia, gol de Careca.

1994: 3 a 0, Camarões, gols de Romário, Márcio Santos e Bebeto

1998: 3 a 0, Marrocos, gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto

O experiente técnico sérvio Ratomir Dujkovic pediu que Gana esquecesse do passado e só pensasse no futuro. E, de uma maneira ou outra, tentou dizer que está história de inocência africana, ao menos nos nossos dias, é a mais pura bobagem:

– Todos os meus atletas jogam em grandes equipes e disputam a Liga dos Campeões ou a Copa da Uefa. Eles não têm medo de ninguém.

Em 1990, a lembrança não é boa, a Seleção Brasileira perdeu para a Argentina por 1 a 0 nas oitavas-de-final da Copa da Itália. Foi embora mais cedo e adiou por mais quatro anos o sonho do Tetra, perseguido desde 1974

Postado por Zini, Porto Alegre

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Appiah é bom de bola

26 de junho de 2006 0

Appiah é o ganês acima da média/Mark J. Terril, AP
É da República de Gana um dos melhores jogadores de meio-campo que atuam na Europa. Seu nome é Essien, joga no Chelsea e não joga contra o Brasil, punido pelo segundo cartão amarelo.

Depois de Essian, quem brilha é Appiah. Ele é da mesma estirpe de Essian, Yeboah e Abedy Pelé. Essien é um meia mais defensivo. Stephan Appiah é um organizador de time. Joga do meio-campo, passa, lança e faz gols. A seleção de Gana é do terceiro mundo do futebol, mas Appiah pode jogar no primeiro e com brilho.

Ele atuou na Juventus, quase sempre na posição errada, mais atrasado, com funções defensivas. Appiah gosta mais de criar, alimentar o ataque e arrisca com naturalidade chutes de fora da área.

Appiah saiu da Itália quando o francês Vieira chegou para fazer dupla com Émerson. Foi jogar na Turquia, onde faz dupla com o brasileiro Alex no Fenerbahçe. Custou cerca de R$ 20 milhões.

Na seleção ganense, Appiah é outrou jogador. É um dos comandantes da equipe dentro de campo e tem total liberdade de criação e ação. Appiah é jogadores que pode criar as maiores dificuldades para o Brasil. .

Postado por Zini, Porto Alegre

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