
Carlos Alberto Parreira podia ter renunciado após o jogo com a França. Seria digno assumir sua parte de responsabilidade na derrota. Repetir o gesto do argentino Pekerman.
Acho que Parreira quer continuar. Quer nova chance, afinal ele foi campeão em 1994. Mas ele não pode, nem deve. Leia e concorde ou não:
1º) Ele já disputou duas Copas, ganhou uma, perdeu outra. Tem 63 anos, terá 67 na próxima Copa da África do Sul. Não sei se o técnico carioca teria energia suficiente que o cargo exige. Nem motivação.
2º) A Seleção precisa de uma renovação. Parreira não sai do Rio, não viaja aos estados para assistir jogos, conhecer jogadores e avaliar promessas.
3º) Mais do que um técnico, a CBF precisa de uma comissão técnica qualificada, com certeza um profissional com cargo superior ao do técnico para comandar a Seleção. Gente capaz de dizer ao Parreira algo assim:
– Ô professor, o Zidane precisa de uma marcação especial.
4º) Nas duas últimas Copa que venceu, uma delas com Parreira, o Brasil jogou de forma cautelosa. Parreira concordou com o favoritismo desde o início, entrou na onda e organizou um time com característica ofensivas. E ficou dependente do individualismo dos seus craques.
5º) Não teve pulso para enquadrar os jogadores veteranos. Ficou refém de alguns craques.
6º) Deixou que o ambiente da Seleção se desintegrasse e deixou que um clima de oba-oba reinasse nas concentrações, que nunca estiveram tão escancaradas à mídia.
7º) Colocou o melhor jogador do mundo fora da sua posição original, apostou num centroavante que havia jogado muito pouco nas duas últimas temporadas, entre outros erros de avaliação.
OBS: com todo o respeito, Zagallo é um nome histórico do futebol brasileiro e mundial, mas a sua hora de aposentadoria chegou. E já faz algum tempo. Só a CBF não sabe, não vê..
Postado por Zini, Porto Alegre






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