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Posts do dia 2 julho 2006

Sete razões para o adeus de Parreira

02 de julho de 2006 21

O adeus do Velho Lobo/Fernando Llano, AP
Carlos Alberto Parreira podia ter renunciado após o jogo com a França. Seria digno assumir sua parte de responsabilidade na derrota. Repetir o gesto do argentino Pekerman.

Acho que Parreira quer continuar. Quer nova chance, afinal ele foi campeão em 1994. Mas ele não pode, nem deve. Leia e concorde ou não:

1º) Ele já disputou duas Copas, ganhou uma, perdeu outra. Tem 63 anos, terá 67 na próxima Copa da África do Sul. Não sei se o técnico carioca teria energia suficiente que o cargo exige. Nem motivação.

2º) A Seleção precisa de uma renovação. Parreira não sai do Rio, não viaja aos estados para assistir jogos, conhecer jogadores e avaliar promessas.

3º) Mais do que um técnico, a CBF precisa de uma comissão técnica qualificada, com certeza um profissional com cargo superior ao do técnico para comandar a Seleção. Gente capaz de dizer ao Parreira algo assim:

 – Ô professor, o Zidane precisa de uma marcação especial.

4º) Nas duas últimas Copa que venceu, uma delas com Parreira, o Brasil jogou de forma cautelosa. Parreira concordou com o favoritismo desde o início, entrou na onda e organizou um time com característica ofensivas. E ficou dependente do individualismo dos seus craques.

5º) Não teve pulso para enquadrar os jogadores veteranos. Ficou refém de alguns craques.

6º) Deixou que o ambiente da Seleção se desintegrasse e deixou que um clima de oba-oba reinasse nas concentrações, que nunca estiveram tão escancaradas à mídia.

7º) Colocou o melhor jogador do mundo fora da sua posição original, apostou num centroavante que havia jogado muito pouco nas duas últimas temporadas, entre outros erros de avaliação.

OBS: com todo o respeito, Zagallo é um nome histórico do futebol brasileiro e mundial, mas a sua hora de aposentadoria chegou. E já faz algum tempo. Só a CBF não sabe, não vê..

Postado por Zini, Porto Alegre

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O novo patrão de Ronaldo

02 de julho de 2006 0

Calderon, o novo chefe de Ronaldo/Paul White, AP
O advogado Ramón Calderón, 55 anos, é o novo presidente do Real Madrid, futuro chefe de Ronaldo, Roberto Carlos e Robinho. Ele venceu a eleição no voto dos sócios.

Antes do pleito, em Madrid, falando como candidato, ele prometeu os seguintes reforços: Kaká, Cesc e Robem.

Ele não falou sobre os brasileiros, mas a tendência é ficar apenas com Cicinho e Robinho e tentar negociar Roberto Carlos e Ronaldo.

Seu treinador é o italiano Fabio Capello, atualmente na Juventus, e o diretor de esporte deve ser o ex-jogador Pedja Mijatovic.

Um dos seus projetos mais interessantes é criar uma categoria de base com jogadores de todo o mundo. Ele quer formar craques no clube. Vai continua gastando milhões com craques prontos, mas quer ver jogadores fora-de-série nascendo nos campos de treinamento do Real Madrid.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Os alvos da ira brasileira

02 de julho de 2006 5

Henry aproveitou o domingo para dar outro passeio/Christophe Ena, AP
A França, o bailado de Zidane, a fulminante entrada de Henry na pequena área, ainda está na retina do brasileiro. Todos buscam uma explicação, procuram um culpado, querem uma explicação. A caça às bruxas começou.

O vilão da vez é Parreira. O técnico que não soube oferecer um futebol coletivo ao Brasil, que confiou demais nas extraordinárias individualidades do grupo, que usou Ronaldinho fora da sua posição original. Talvez o treinador, campeão do mundo em 1994, seja mesmo o grande culpado da derrota no torneio de 2006.

Há os que apontam os dois alas, Cafu e Roberto Carlos. Cafu foi mal, Roberto Carlos foi muito pior. Os dois veteranos fizeram temporadas irregulares nos seus clubes. Mas tinham cadeira cativa na Seleção. Pelo menos um, qualquer um, podia ter ganhado férias durante o torneio.

Roberto Carlos foi alcançado por uma brasileira enquanto apanhava um táxi na saída do hotel em Frankfurt. Ela gritava:

– Vergonha, vergonha, vergonha...

O jogador olhou para a mulher, colocou o indicador à boca, fazendo o gesto de silêncio, tomou o carro e foi embora.

Ronaldo é o maior exemplo de falta de profissionalismo e o pior exemplo para todos os jovens deste país. Ele chegou acima do peso, fora de forma, sem seqüência de jogo e reclamando de tudo e de todos. Atuou em todos os jogos, fez três gols em seleções fracas, bateu o recorde histórico que era do alemão Gerd Müller e ganhou a sua Copa particular. Ronaldo pensou nele, só nele e nunca no coletivo.

Ronaldinho foi um fracasso, a maior decepção individual da Copa, superior mesmo a de Parreira. O melhor jogador do mundo, bicampeão na eleição da Fifa, não fez uma só partida de exceção. Ainda não se sabe se faltou personalidade, confiança ou compromisso. O que se viu é que Ronaldinho jamais chamou a responsabilidade para si.

Kaká fez uma boa apresentação na estréia, quando marcou um gol. Depois caiu, foi afundando cada vez até ser o pior em campo, ao lado de Ronaldinho, Ronaldo e Roberto Carlos no jogo com a França.

A Seleção de Parreira encerra um período de quatro Copas e quatro técnicos, Ele, duas vezes, Luxemburgo, Leão e Parreira. O balanço é muito bom: dois títulos, uma final e um quinto lugar.

0 2006 é que foi péssimo e, como a imagem é a última que fica, Frankfurt lembrou Paris. E a França é sinal de tragédia.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Seleção do futuro

02 de julho de 2006 2

A cara do Brasil no domingo pós França/Fernando Llano
Certos jogadores, como Cafu e Ronaldo, foram coadjuvantes no título da Copa do Mundo de 1994. Foram vices quatro anos depois na França. Subiram ao pódio com todas os holofotes pregados neles no Mundial da Ásia. Fracassaram na Alemanha, viram a Seleção ocupar apenas um desprezível quinto lugar.

Cafu e Ronaldo, mas Roberto Carlos, Dida, Émerson e Zé Roberto, representaram o Brasil da melhor forma possível nas últimas duas décadas. O tempo deles passou. Agora, é o momento da renovação.

Na Alemanha, com raras exceções, a Seleção não teve grandes individualidades, algonatural no futebol brasileiro, nem espírito coletivo, muito menos um técnico decidido no banco de reservas.

Carlos Alberto Parreira foi campeão nos Estados Unidos. Montou um time forte na defesa, organizado no meio-campo e letal no ataque. Seu material humano na época era muito, mas muito inferior ao atual.

Parreira deve sair. Paulo Autuori e Vanderlei Luxemburgo são os preferidos. Gostaria de ver Autuori fazendo um trabalho de renovação.

É a hora de Kaká e Ronaldinho deixarem os seus papéis secundários e assumirem as suas reais posições. Kaká já disse que gostaria de ser o capitão da Seleção. Ronaldinho não exibe personalidade para tanto.

A bola está com os dois melhores jogadores da geração que podem comandar a renovação em busca do Hexa na África do Sul, em 2010.

A Seleção deve começar pelos dois, ao menos num primeiro momento.

Postado por Zini, Porto Alegre

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