
Luiz Felipe Scolari derrapou antes da final da Copa. Sua meta é sempre chegar em primeiro. Felipão não se contenta com elogios. Ele flutua acima dos elogios. Ser terceiro, quarto, ou nada significa quase a mesma coisa para quem já foi campeão do mundo com o Brasil e saboreou os maiores títulos possíveis na América do Sul com Grêmio e Palmeiras.
O jogo de hoje não é um amistoso, claro. O terceiro lugar tem valor histórico para os portugueses, que só conseguiram algo igual em 1966, na Copa da Inglaterra. A vitória serve aos portugueses, como fica muito bem aos alemães.
Mas os resultados, independentemente de quem ganha ou perde, não vai mudar a vida de ninguém. Serve, no máximo, para colocar um ponto final na história de Felipão em Portugal. Ele deve sair, quase quatro anos depois. Convites de outros países não faltam. Talvez o Brasil seja seu novo roteiro.
Mas eu não acredito. Felipão quer ficar na Europa. Há uma nova geração chegando, a de Cristiano Ronaldo, e uma velha saindo, a de Figo. Não sei se Felipão carrega no seu íntimo vontade suficiente para continuar trabalhando num país limitado em numero de jogadores, em talentos, em craques de futebol.
Acho que ele já deu o que tinha que dar aos portugueses. E vice-versa. Agora, é partir para outra. E com a sensação do dever cumprido. Há quatro décadas que Portugal não sabia que era ser feliz num Mundial.
Postado por Zini, Porto Alegre



FELIPÃO TEM TRANSITO LIVRE EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO , SÓ ACHO QUE NUM PAIS COM UM IDIOMA COMO O INGLES ELE NÃO TERIA VIDA FACIL , POIS O DIFERENCIAL DELE É A CONVERSA AO PÉ DO OUVIDO E A COBRANÇA FORTE NA BEIRA DO CAMPO ABRAÇOS
Eu duvído que Felipão venha p/ seleção Brasileira, êle não faz esquema, não é sócio de Empresário de jogador, não aceitaría ter Parreira c/ supervisor, não daría participação nos lucros a Ricardo Teixeira, que aliás, sabe disso e já falou que técnico é Autori. O Brasil não merece está gentalha. Um abraço a todos.
Felipão eh o cara!
Se você tivesse estado (como eu estive) no estádio nacional de Portugal a receber Felipão (com bandeiras portuguesas e brasileiras), se tivesse ouvido 10000 vozes gritarem em uníssono "fica, fica", se visse o Sargentão interromper o discurso emocionado, se o ouvisse dizer que já não corre só atrás do dinheiro, se soubesse que os jogadores pediram a permanência do técnico Gaúcho em vez de aumentos dos prémios de jogo, saberia que Portugal e Scolari ainda têm muito a fazer em conjunto.