
Dunga tem de sobra aquilo que Parreira não teve na Copa da Alemanha, que é vibração. Mas não tem aquilo que Parreira tem, a experiência como treinador. Ricardo Teixeira, como muitos presidentes de federações da Europa que não conhecem futebol, às vezes, despreza a bagagem dos técnicos de carteirinha.
A CBF já se quebrou feio com alguns, como Luxemburgo e Leão – que estão fora e ainda bem que estejam fora de cogitação. Como o momento é de transição, a Copa é só em 2010, Teixeira está fazendo experiência, como a Alemanha fez com Klinsmann. Pegou um ex-jogador, líder, carismático e disposto a mudar. Aposta na mudança radical, até porque o Brasil é um país carente de técnicos. O tempo está ao lado da CBF.
Dunga nunca sentou em banco de reservas como treinador porque não quis. Podia ter sido um na Itália, na Alemanha, no Japão ou no Brasil. Dentro de campo, foi técnico em todos estes lugares. Mandou, desmandou, liderou, xingou e foi o capitão perfeito que a Seleção esperou durante 24 anos, o do Tetra.
Vivi os bastidores da Seleção, como membro da Fifa, em 1994, nos Estados Unidos. Notei a liderança discreta de Dunga no dia-a-dia, sua mão firme sobre Romário, sua seriedade nos vestiários, seus gritos decididos e com endereço certo, sua liderança clara, aberta e conselheira.
Dunga pode não dar certo. O futebol é ilógico. Mas falta de atitude, noitadas consentidas, barrigas flácidas e salto alto não fazem parte do seu dicionário de chuteiras.
Postado por Zini, Porto Alegre



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