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Posts de julho 2006

O Beira-Rio vai ferver

28 de julho de 2006 4

Jorge Wagner e Bonet lutam pela bola/Jorge Saenz, AP
O Inter trouxe um 0 a 0 de Assunção. O resultado foi bom. Mas quem viu o jogo, sabe. Podia ter sido melhor. Só faltou o gol.

No mais, o Inter teve de tudo: garra, disposição, atitude, chances de gol e sorte, levou duas bolas no poste.

O Libertad não jogou o que se esperava. Até concedeu certas facilidades ao Inter. Uma vitória colorada não seria uma injustiça. O Inter teve muito mais volume de jogo e boas chances de gol.

O Libertad no Beira-Rio não deve ter a mínima chance. Se jogar cinqüenta por cento do que sabe e pode, o Inter faz dois, três, talvez bem mais, uma goleada histórica. O Inter tem mais time e terá 50 mil fãs ao seu lado.

O jogo sem gols no Paraguai, deixa o Inter na seguinte situação:

1) qualquer vitória dá Inter 2)

2) qualquer empate, de 1 a 1 em diante, dá Libertad.

3) derrota, claro, oferece a vaga aos paraguaios.

Pela performance recente de São Paulo e de Inter, a probabilidade de dois brasileiros disputarem a final da Tala Libertadores da América é muito grande.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O efeito Tinga

27 de julho de 2006 6

O irregular Clemer é sempre uma interrogação/JOrge Saenz, AP
O Inter encontrou em Tinga, depois de repatriá-lo de Portugal, o seu pulmão e o seu coração. Tinga não é um jogador com inteligência acima da média, não é um exemplo de fortaleza física, não é também o melhor chutador de todos os tempos.

Mas Tinga faz o Inter jogar, roda, combate, luta e é capaz de entrar na área e fazer gols. Tinga pode ser destacado como o jogador modelo do Inter dos nossos dias. Um time agora mais acostumado às vitórias, menos aos tropeços que o moldou nas últimas duas décadas.

Tinga não joga hoje. É uma perda terrível. É um choque não será absorvido pelos outros jogadores, mesmo os de melhor qualidade.

Com Tinga, o Inter seria favorito, mesmo em Assunção. Sem ele, não é, mesmo enfrentando um time que é mais competitivo pelo seu conjunto do que pelas suas individualidades.

Tinga vai fazer falta contra o Libertad. Você verá.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O senhor zagueiro

25 de julho de 2006 1

Cannavaro é zagueiro do Real Madrid/Paul White, AP
O Real Madrid sofreu anos com um buraco na defesa e outra cratera no meio-campo. Desde que Fernando Hierro buscou a aposentadorai e Makele a Inglaterra.

Ao importar o italiano Cannavaro e chamar o brasileiro Emerson, um antigo sonho, os pesadelos defensivos perdem intesidade.

Já dá para sonhar com um defesa mais segura, um meio-campo muito mais compacto. Já é possível atacar com mais segurança.

Fabio Capello é um técnico italiano. E, lógico, vai começar o seu novo time pela defesa. Com relação ao ataque, ele tem uma certeza, pelo menos uma.

Centroavante gordo não tem vez. Jogador acima do peso, com ele, não senta nem no banco, nem na emergência.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A pizza italiana pós-Copa

25 de julho de 2006 0

Fabrizio Giovannozzi, AP/Fãs da Fiorentina comemoram o retorno
Na terra da pizza, alguns escândalos têm gosto de pizza. Pura pizza, como no extremo sul da América Latina. O Tribunal de Recursos de Roma analisou os pedidos de revisão de sentenças dos clubes envolvidos no escândalos de manipulação de resultados no Campeonato Italiano e ajudou todo o mundo. Deu tapinha nas costas, ofereceu afagos e abrandou punições. O efeito Copa chegou atrasado na Itália.

As decisões mais importantes: Fiorentina e Lazio, que voltam à Série A, mas a Juventus permanece na Série B, embora com menor pontuação negativa.

 ) A Fiorentina que estava na Série B (com 12 pontos negativos), retornou ao grupo de elite. Começa o campeonato com 19 pontos negativos.

2) A Lazio, também rebaixada (e com menos 7 pontos), permanece milagrosamente na Série A, embora com 11 pontos negativos.

3) O Milan estava na Série A, com menos 15 pontos, mas larga apenas com menos oito pontos. E o melhor, descontaram do Milan apenas 30 pontos e não os 44 que o time conquistou na temporada passada. Assim, a equipe de Kaká ficou em terceiro lugar na classificação da temporada 2005-2006 e poderá disputar a fase preliminar da Liga dos Campeões da Europa.

4) Para a Juve, não houve muitos sorrisos e afagos. O clube de Turim fica mesmo na Série B, só que com 17 pontos negativos e não 30 com foi anunciado 11 dias atrás.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A nova Era Dunga, a fora de campo

24 de julho de 2006 6

Antes e depois, Dunga e Parreira/CBF News
Dunga tem de sobra aquilo que Parreira não teve na Copa da Alemanha, que é vibração. Mas não tem aquilo que Parreira tem, a experiência como treinador. Ricardo Teixeira, como muitos presidentes de federações da Europa que não conhecem futebol, às vezes, despreza a bagagem dos técnicos de carteirinha.

 A CBF já se quebrou feio com alguns, como Luxemburgo e Leão – que estão fora e ainda bem que estejam fora de cogitação. Como o momento é de transição, a Copa é só em 2010, Teixeira está fazendo experiência, como a Alemanha fez com Klinsmann. Pegou um ex-jogador, líder, carismático e disposto a mudar. Aposta na mudança radical, até porque o Brasil é um país carente de técnicos. O tempo está ao lado da CBF.

 Dunga nunca sentou em banco de reservas como treinador porque não quis. Podia ter sido um na Itália, na Alemanha, no Japão ou no Brasil. Dentro de campo, foi técnico em todos estes lugares. Mandou, desmandou, liderou, xingou e foi o capitão perfeito que a Seleção esperou durante 24 anos, o do Tetra.

Vivi os bastidores da Seleção, como membro da Fifa, em 1994, nos Estados Unidos. Notei a liderança discreta de Dunga no dia-a-dia, sua mão firme sobre Romário, sua seriedade nos vestiários, seus gritos decididos e com endereço certo, sua liderança clara, aberta e conselheira.

Dunga pode não dar certo. O futebol é ilógico. Mas falta de atitude, noitadas consentidas, barrigas flácidas e salto alto não fazem parte do seu dicionário de chuteiras.

Postado por Zini, Porto Alegre

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De Lippi a Parreira, quatro histórias

12 de julho de 2006 2

Lippi, um grande técnico disponível/Massimo Pinca
Quatro técnicos de Copa, quatro histórias distintas:

Marcelo Lippi – O técnico campeão com a Itália está fora da seleção. Pediu demissão. Lippi é um dos melhores treinadores europeus. Já venceu o campeonato italiano, a Copa dos Campeões e o Mundial de Tóquio, sempre com a Juventus. Ainda não tem clube, nem seleção, mas não deve faltar convite. O Manchester United pensa no seu nome para o lugar do quase aposentado Sir Alex Ferguson. Lippi, mais o filho Davide, também foram citados no escândalo da arbitragem. Lippi teria convocado jogadores a pedido de Davide, que cuidava de uma agência que cuidava da carreira de dezenas de jogadores da Itália.

Jürgen Klinsmann – Pegou a seleção e fez um time. Foi atacando, vaiado, contestado antes da Copa. Deu o terceiro lugar aos alemães e pediu o boné. Volta aos EUA, onde mora com a mulher e dois filhos na Califórnia. Seu nome está sendo cotado para trabalhar na seleção dos Estados Unidos. Ele ainda não fala sobre o assunto.

Luis Felipe Scolari – É rei em Portugal e os português ainda o querem no trono. Insistem. Ele gostaria de uma novo desafio, de uma seleção mais qualificada. O Brasil é difícil. A CBF quer formar uma comissão técnica e Felipão não deseja estar abaixo do chefe da comissão técnica. A sua família, por outro lado, quer ficar na Europa.

Carlos Alberto Parreira – Está em baixa. A derrota brasileira o atingiu em cheio. Seu cartaz no Brasil é quase zero. Em outros continentes, como o africano, ele continua sendo considerado, tanto que a África do Sul, país sede da Copa de 2010, andou falando no nome do brasileiro. Tudo depende da CBF, que o queria como chefe da comissão técnica, mas o desejo nasceu em outros tempos. Quando a Seleção parecia imbatível e Parreira o treinador top do Planeta Terra.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Cura para a ressaca pós-Copa

12 de julho de 2006 0

Alessandra Tarantino, AP
A Itália vive a ressaca pós-Copa. Bola na grama só em setembro, mas antes é preciso colocar a casa em ordem.

Julgar os árbitros e dirigentes, por tabela os clubes envolvidos em escândalos, e penalizá-los conforme a lei.

Mas enquanto a bola não vem e o juiz não bate o martelo, não custa admirar um desfile de moda onde as roupas com as cores da Azzurra foram a atração principal.

Não é futebol, mas é uma homenagem aos Tetracampeões.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Materazzi que você não conhece

11 de julho de 2006 10

Zidane e Materazzi, mas numa cabeçada legal/Michael Sohn, AP
Os fãs do futebol italiano, os que se grudam nas tevês nos finais de semana em busca de emoções no mais forte e disputado campeonato do mundo, conhecem o canhoto Marco Materazzi. Conhecem bem.

Ele tem 32 anos e joga com a camisa 23 da Inter de Milão desde 2001. É um marcador duro, agressivo, violento e, quando precisa, desleal. Pesa 91 quilos e mede 1m93cm de altura. Nasceu em Lecce.

Materazzi ganhou seus minutos de fama, ok, horas, dias, depois de sofrer uma cabeçada no peito, quase no centro do Estádio Olímpico de Berlim na final da Copa do Mundo da Alemanha. Antes, provocou Zidane, cidadão francês, mas filho de pais argelinos:

– Todos sabemos que você é um filho da puta terrorista.

No minuto seguinte, ainda no calor da decisão, 1 bilhão de pessoas se perguntavam:

– Quem é aquela cara cheio de tatuagens chamado Materazzi?

Uma das tatuagens do jogador é a data do seu nascimento escrito em caracteres romanos no braço. O zagueiro militou até os 24 anos na Série C. Jogou na B e custou R$ 16 milhões a Inter.

Antes passou pelo Everton (1998-1999), jogou 32 vezes, foi expulso em quatro jogos. Os ingleses o mandaram adiante quando receberam recados dos árbitros locais dizendo que Materazzi era violento, agressivo demais para jogar na Inglaterra.

Na Inter, ele já atuou ao lado de Ronaldo. Hoje joga com Adriano e Julio César. Não tem a simpatia dos brasileiros, que o consideram um destes italianos que não se dão muito bem com estrangeiros, mesmo vestindo a mesma camisa.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O que eu vi na Copa, gostei e quero ver de novo

10 de julho de 2006 1

Buffon e a faixa,

1) A garra, a determinação e a vontade de vencer de algumas seleções, especialmente da Itália e Alemanha

2) Goleiros espetaculares, como Buffon

3) Zagueiros que são exemplos da raça, como o italiano Cannavaro e o francês Thuram

4) Festa para terceiro e quarto colocados, com absoluto reconhecimento da torcida para com os jogadores que lutaram em busca da vitória até o último segundo

5) O brilhante futebol de Zidane, mas antes da cabeçada que o colocou na lista dos piores lances de Copas de todos os tempos

6) A qualidade do estádios que abrigaram os 64 jogos

7) A atmosfera que reinou dentro destes mesmos estádios

8) Técnicos interessados, organizados e organizadores, destemidos e estudiosos como Lippi, Klinsmann e Domenech. Não apenas técnicos, mas peças de uma engrenagem azeitada, a Comissão Técnica

9) Os uniformes futuristas de algumas seleções

10) Os pênaltis perfeitos cobrados pela seleção italiana

11) Uma festa em Roma, com muito vinho

12) Os laterais, alas e meio-campistas Zambrotta e Grosso, os dois italianos estavam em todos os lugares do campo

13) A insistência de Felipão com os seus jogadores, sempre em busca de algo superior no Mundial

Postado por Zini, POrto Alegre

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O que eu vi na Copa e não gostei

09 de julho de 2006 3

Zidane perdeu para ele mesmo/Bob Edme, AP
As 22 decepções da Copa, não necessariamente na ordem abaixo:

1) A apatia Ronaldinho Gaúcho

2) O fracasso tático de Carlos Alberto Parreira

3) A Seleção Brasileira como um todo

4) A cabeçada de Zidane em Materazzi final

5) O futebol sul-americano que colocou nenhuma seleção nas semifinais.

6) A agressão de Wayne Rooney

7) O incompetência da dupla de meio-campo da Inglaterra, Gerrard e Lampard

8) A irregularidade de Riquelme

9) O técnico argentino que não mudou o time nas quartas-de-final

10) Os dribles de Cristiano Ronaldo

11) A fragilidade da República Tcheca

12) Zico como técnico de futebol

13) A vitória das defesas sobre os frágeis ataques

14) O discreto combate ao racismo praticado pela Fifa

15) A incapacidade de superação do futebol espanhol

16) O desaparecimento dos grandes jogadores durante a competição

17) Árbitros que não gostam de marcar pênaltis

18) A violência em jogos como Holanda e Portugal

19) O fornecedor de meias da Seleção, especialmente as de Roberto carlos, que insistiam em cair perna abaixo durante os jogos

20) Ballack, que jogou menos do que sabe e pode

21) A lesão de goleador gigante da República Tcheca, Köller, logo na sua estréia

22) O quadrado mágico verde e naturalmente amarelado

Postado por Zini, Porto Alegre

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Valeu, Azzurra

09 de julho de 2006 0

Cannavaro e o troféu de uma vida/Andrew Medichini, AP
Pênalti é loteria. Ninguém acerta o resultado. Ganhou a Itália, que pareceu mais tranqüila, mais focada e cobrou os tiros diretos bem melhor que os franceses.

Nos 120 minutos, a França foi melhor. Saiu na frente, podia ter aumentando, mas deixou a Itália empatar numa desatenção de Vieira.

Falhou Vieira. Falhou estupidamente Zidane, que deu uma cabeçada no zagueiro Materazzi e levou o mais justo cartão vermelho de todos os tempos. Saiu pela porta dos fundos de uma Copa, quando seu lugar verdadeiro seria levantando o troféu do título.

Falhou o preparo físico da França, que viu Henry cansar e sair antes do final. A França perdeu um pouco para ela mesmo.

Não que a Itália não tenha merecido o título. Mereceu por cinco razões:

1) Fez uma campanha mais equilibrada.

2) Exibiu melhor jogadores, dois deles, talvez, os melhores do torneio.

3) Apresentou um excelente técnico, Marcello Lippi, que já havia sido campeão italiano, europeu e mundial com a Juventus.

4) Teve a sorte ao seu lado nos momentos mais decisivos.

A Itália é Tetra. Mereceu. É um país que ama tanto o futebol como nós, decepcionados brasileiros.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O futuro de Felipão

08 de julho de 2006 4

Felipão deve sair de Portugal, mas fica na Europa/Mark J. Terril, AP
Luiz Felipe Scolari derrapou antes da final da Copa. Sua meta é sempre chegar em primeiro. Felipão não se contenta com elogios. Ele flutua acima dos elogios. Ser terceiro, quarto, ou nada significa quase a mesma coisa para quem já foi campeão do mundo com o Brasil e saboreou os maiores títulos possíveis na América do Sul com Grêmio e Palmeiras.

O jogo de hoje não é um amistoso, claro. O terceiro lugar tem valor histórico para os portugueses, que só conseguiram algo igual em 1966, na Copa da Inglaterra. A vitória serve aos portugueses, como fica muito bem aos alemães.

Mas os resultados, independentemente de quem ganha ou perde, não vai mudar a vida de ninguém. Serve, no máximo, para colocar um ponto final na história de Felipão em Portugal. Ele deve sair, quase quatro anos depois. Convites de outros países não faltam. Talvez o Brasil seja seu novo roteiro.

Mas eu não acredito. Felipão quer ficar na Europa. Há uma nova geração chegando, a de Cristiano Ronaldo, e uma velha saindo, a de Figo. Não sei se Felipão carrega no seu íntimo vontade suficiente para continuar trabalhando num país limitado em numero de jogadores, em talentos, em craques de futebol.

Acho que ele já deu o que tinha que dar aos portugueses. E vice-versa. Agora, é partir para outra. E com a sensação do dever cumprido. Há quatro décadas que Portugal não sabia que era ser feliz num Mundial. 

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Papa do futebol quer aumentar as goleiras

06 de julho de 2006 7

Blatter quer uma chuva de gols nas outras Copas/Markus Schreiber, AP
A Copa da Alemanha tem a segunda pior média de gols em Mundias. Em 62 jogos (ainda faltam dois) uma média de 2,27 gols por partida, com 141 gols.

A pior de todas as Copas foi na Itália, em 1990. Foram marcados 115 gols em 52 jogos, numa média de 2,21 por partida.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, algo assim como o Papa do futebol, não tem dormido bem à noite pela falta de gols nos jogos. O 0 a 0 deixa Blatter maluco. O 1 a 0 o entristece profundamente. Ele falou assim a agência alemã DPA:

– O futebol não tem sido ruim, mas não há gols suficientes, e quando há poucos gols o público não mostra entusiasmo, porque a essência do jogo são os gols.

E foi além:

– Teremos um longo encontro com os treinadores das 32 equipes do Mundial, que contará ainda com árbitros, médicos e o Grupo de Estudo Técnico da Fifa para ouvir o que têm a dizer para que o futebol seja ainda mais atrativo para o público.

Em nome do sagrado gol, o Senhor da Bola já disse que pensa em mexer nas sagradas leis do futebol:

Um) Quer mudar a regra do impedimento, mas não ofereceu detalhes.

Dois) Deseja mudar o tamanho das goleiras, que hoje medem oficialmente 7,32 metros de largura por 2,44 metros de altura, porém não ofereceu novos números

Mas já garantiu, reafirmou, que a Fifa não vai permitir a retirada de um jogador e deixar cada time com 10 jogadores nas partidas.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Solidariedade em Wimbledom

06 de julho de 2006 2

O espaço é da bola, que também pode ser de tênis/Anja Niedringhaus, AP
O blog é sobre futebol. O foco está na Copa do Mundo, já quase no final. Mas seria impossível não oferecer nossa solidariedade ao monumento Maria Sharapova, que está infelizmente fora do Torneio de Wimbledon (lógico que a audiência da tevê vai cair)

A russa do momento perdeu para a francesa Amelie Mauresmo (olha a França aí de novo) por 6-3, 3-6, 6-2.

Não seria má idéia convidá-la para comer um pote de moranguinhos em Londres. Tirar o tênis da cabeça de Maria por alguns momentos.

Você não concorda?

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Seleção da Copa da Alemanha

06 de julho de 2006 9

Você viu um goleiro melhor do que Buffon? Eu não/Luca Bruno, Ap
Antes da final, ainda sob o calor das duas semifinais, não é difícil alinhar uma boa seleção da Copa. Passados 62 jogos, antes da disputa pelo terceiro lugar (Alemanha e Portugal) e o primeiro (Itália e França), fica fácil escrever (dizer) que o Brasil não está representado entre os 11 jogadores. Possivelmente não estaria nem entre os 22.

Eis a minha lista, que não deve mudar, mesmo faltando dois jogos para o the end do torneio. E a sua?

Goleiro: Buffon (Itália, Juventus)

Zaga: Zambrotta (Itália, Juventus), Thuram (França, Juventus), Cannavaro (Itália, Juventus) e Groso (Itália, Inter).

Meio-campo: Maniche (Portugal, Dínamo, de Moscou), Vieira (França, Juventus), Pirlo (Itália, Milan) e Frings (Alemanha, Bayern).

Ataque: Zidane (França, Real Madrid) e Klose (Alemanha, Werder Bremen)

Postado por Zini, POrto Alegre

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A foto do dia

05 de julho de 2006 0

Paulo Duarte
O pão baguete de miolo macio e casca crocante é uma especialidade francesa, que ainda oferece 81 tipos de pães regionais.

Qualquer uma das suas 55 mil padarias acha que faz os melhores do país. E se orgulha de dizer aos estrangeiros.

Na falta de bandeiras tricolores, os fãs levaram pães ao estádio, em Munique. Seriam reconhecidos como franceses até no escuro.

Era justamente o que eles queriam.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O adeus de Zidanen será num palco perfeito

05 de julho de 2006 3

O planeta inteiro estará ligado em Zidane/Thomas Kienzle, AP
Ainda restam rápidos 90 minutos corridos da carreira de 18 anos de Zidane. Com sorte, mais 30 de prorrogação domingo que vem na decisão entre França e Itália. Quem nunca viu o francês, nem na Juventus, na sua melhor fase, entre 1996 e 2001, e no Real Madrid, 2001 e 2006, precisa ficar atento.

A despedida de Zidane vale uma Copa do Mundo e seguramente uma tarde de domingo inesquecível. Será um jogo para elmbrar e contar. Nunca, em toda a história, um jogador do seu quilate levantou as mãos, abanou e disse adeus numa final.

Zidane merece. O capitão francês é o melhor jogador do mundo desde a aposentadoria precoce de Maradona. Dois bilhões de olhos de todo o mundo estarão com ele no Estádio Olímpico de Berlim, 66 mil lugares e que foi reformado com R$ 700 milhões.

No antepenúltimo jogo, Zidane trocou de camisa com Ronaldo. Vestiu a camisa de Portugal, depois de oferecer a sua ao amigo Figo, companheiro de outros épocas de Real Madrid.

Quem será que vai merecer a sua preciosa e histórica 10 no próximo jogo? Del Piero, velho companheiro de tabelas na Juventus, ou Cannavaro, implacável marcador dos tempos mais gloriosos do Parma?

A camisa pode até ficar com Zidane mesmo, guarda como um tesouro, na sua casa na França.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A França só vai

05 de julho de 2006 1

Barthez pode encarar o Império Romano?/Thomas Kienzle, AP
A França parecia melhor que Portugal no papel, analisando jogador por jogador. Parecia superior também no retrospecto em Copas, um título mundial contra um raquítico terceiro lugar do adversário 40 anos atrás. Pareceu mais time em campo, não em cada um dos 90 minutos, mas na maior parte da decisão.

A França foi melhor, fez um gol de pênalti e venceu a partida. Zidane está levando o seu país até Berlim, liderando a marcha em busca do Bicampeonato. Algo impensável na primeira semana de Copa, depois do tímido começo francês de dois empates em 0 a 0 e apenas uma vitória com o modesto Togo (2 a 0).

Não faltou vontade aos portugueses. Faltou qualidade, futebol. É difícil fazer gols com um atacante como Pauleta, dotado de força, mas sem nenhum inteligência. Ele peca até na colocações.

É complicado criar quando Deco está bem marcado. É muito arriscado deixar todo o trabalho nos pés do veterano Figo e do ainda inexperiente Cristiano Ronaldo.

Ao contrário do jogo com o Brasil, onde flutuou em campo como se jogasse sozinho, Zidane ganhou a sombra de Costinha. O francês jogou menos. Felipão sabe onde o calo dói. Porém, Zidane fez o suficiente, o mínimo que se espera de um camisa 10.

Se olhassem para os recordes pessoais, que os jogadores brasileiros da geração Cafu adoram, os franceses notariam Fabien Barthez chegando aos seu 10º jogo alternado sem levar gol em Mundias: cinco (1998), um (2002) e quatro (2006).

O goleiro de 35 anos, 1m83cm de altura, superou gente da melhor qualidade, como o alemão Sepp Maier (1974-1978) e os brasileiros Emerson Leão (1974-1978) e Cláudio Taffarel (1990-1998), e está empatado com o inglês Shilton. Barthez já atuou 86 vezes com a camisa da França.

 

 

Postado por Zini, Porto Alegre

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Cinco histórias da bola longe dos estádios

05 de julho de 2006 0

Emilio Morenatti, AP
Os de casas mais tranqüilas, donos dos melhores sofás e distantes dos palcos das decisões enxergam uma Copa na frente da tevê. Observam no conforto jogos disputados em estádios onde os investimentos passam dos 280 milhões de euros, como o colosso de 59.416 lugares de Munique. As atrações são as melhores do mundo na sua especialidade.

Longe da grama tratada como jardim de milionário e fora do foco da bola revolucionária da Adidas, porém, as partidas planetárias provocam histórias inacreditáveis. Conheça cinco delas

Primeira) Foto acima apresenta um grupo de palestinos assistindo Itália e Alemanha na rua, deitados na areia, na Faixa de Gaza. Como suas casas foram bombardeadas pelo exército israelense na cidade de Rafah, eles ficaram sem água e sem luz e apelaram para um gerador artificial. Só assim conseguiram ver a decisão.

Segunda) No Quênia, no distrito de Siaya, onde uma loja de vídeo cobrava ingressos dos seus clientes para depois exibir os jogos, um jovem foi morto numa briga envolvendo futebol. O jovem 21 anos foi agredido por dois homens mais velhos. Ele torcia pelo Brasil. Os outros eram fâs do futebol francês.

Terceira) Depois de uma série considerável de cervejas, dois berlinenses foram convidados a chutar bolas de futebol. As bolas eram seis. Estavam amarradas em árvores. Junto, uma pichação perguntava: %22Você pode chutá-las?%22 Dois tentaram e se deram mal, muito mal. As bolas estavam recheadas de concreto. A polícia procura quem organizou a pegadinha.

Quarta) Cerca de 60 torcedores alemães azucrinaram a vida dos italianos residentes em dois municípios vizinhos, em Quedlinburg e Stendal, na Alemanha. Agrediram os estrangeiros, atacaram bares, restaurantes, uma sorveteria e quebraram vidros, mesas e cadeiras. A polícia entrou em ação e prendeu os fás ainda inconformados com a derrota nas semifinais.

Quinta) O prêmio dos jogadores alemães na Copa está definido. Cada um deve receber cerca de R$ 300 mil. O título oferecia 50% a mais. Os campeões de 1954, os primeiros da história do país, ganharam bem menos Ficaram com R$ 3, 6 mil, um televisor, uma mala e uma bicicleta motorizada. Com Franz Beckenbauer, em 1974, os jogadores levaram R$ 100 mil e um fusca.

Postado por Zini, POrto Alegre

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A foto do dia

04 de julho de 2006 1

Andrew Medichini, AP
O grito do gol segundos depois do gol no último minuto de uma prorrogação de semifinal de Copa do Mundo.

O nome do urro, Alessandro Del Piero, 31 anos, natural de Conegliano, Itália.

Um dos heróis de Itália 2, Alemanha 0.

Postado por Zini, Porto Alegre

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Sucesso na Alemanha, vergonha na Itália

04 de julho de 2006 0

O premier Romano Prodi quer investigação completa/Luca Bruno
A seleção está bem, os italianos festejam e podem ser tetracampeões domingo. Tudo muito bom, tudo ótimo, caso o foco seja apenas a Seleção da Itália. O futebol local, por outro lado, está minado, atravessando a maior crise da sua história.

Escutas telefônicas descobriram que dirigentes de clubes da Série A mantinham contato constante com integrantes da comissão de arbitragem e organizavam jantares para manipular os juízes. Depois de estudar o processo, o promotor Stefano Palazzi pediu as seguintes penas para os clubes.

Juventus - Rebaixamento para a Série C, inicia a próxima temporada com 6 pontos negativos fica sem os títulos nacionais de 2004/2005 e 2005/2006.

Milan - Cai para a Série B.

Fiorentina e Lazio - Rebaixamento para a Série B, iniciando a próxima temporada com 15 pontos negativos.

Mais de uma dezena de dirigentes destes mesmos clubes e da federação italiana, entre eles seu ex-presidente, Franco Carraro, devem ser suspensos e multados.

Postado por Zini, Porto Alegre

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A Itália ganhou atacando

04 de julho de 2006 2

Del Piero dá o golpe final na Alemanha/Jasper Juinen
Os últimos 10 minutos da prorrogação valeram pelos outros 110 da decisão de uma das semifinais. Sem medo de ser feliz, rasgando o seu manual tático de muitas décadas, a Itália usou cinco homens ofensivos e ganhou o jogo por 2 a 0. A Alemanha fica. A Itália está na final. O medo da decisão por pênaltis, onde a Itália historicamente vai mal, deve ter pesado na decisão do técnico Marcello Lippi.

Apostando em dois centroavantes (Iaquinta e Gilardino), dois meias (Totti e Del Piero) e um homem de meio-campo com bom poder ofensivo (Pirlo), Lippi mudou a história da partida e da Copa. Resolveu atacar e nos contra-ataques matou os alemães. Os dois times exibiram o mesmo número de finalizações: 18 a 18. A Itália chutou duas bolas no poste.

O jogo foi abaixo da média da Copa, porém veloz e muito disputado. Lances viris, às vezes violentos, apareceram em muitas jogadas.

Mas os gols de Grosso e Del Piero recompensaram quem ficou grudado na tevê até o final da prorrogação. Gols trabalhados, tramados, pensados e finamente executados. A entrada na área de Del Piero, bola colada ao pé, e o toque que desnorteou Lehmann deve ser lembrado durante muitas Copas.

Quando a Alemanha saiu e buscou o ataque, a decisão, encontrou Buffon. O melhor goleiro da Copa fez defesas perfeitas. Os alemães jamais se entregaram. Klinsmann ainda tentava animar o seu time, mesmo perdendo de 1 a 0 aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação.

A Alemanha chegou ao seu máximo com o seu time limitado, porém cem por cento guerreiro. Caiu diante de uma Itália que exibiu maiores talentos individuais. Mas ao contrário dos brasileiros, os craques italianos correram, suaram, lutaram e os gols saíram no final.

A Seleção de Parreira felizmente não existe mais, mas as outras podem se mirar neste clássico Itália e Alemanha. Buscar exemplos de doação, encontrar atitude e observar a garra dos envolvidos no jogo.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Ronaldo que deu certo na Copa

04 de julho de 2006 0

Cristiano Ronaldo joga pelos outros dois/Paulo Duarte, AP
Perto do final da Copa do Mundo, o único Ronaldo ainda visível na Alemanha é o português Cristiano Ronaldo. Nada de Ronaldinho ou Ronaldo.

O melhor do mundo e o Fenômeno ainda nem começaram a juntar os cacos de um Mundial sem luz, nem brilho. Já decidiram pelas férias, longe da bola e dos brasileiros.

O gaúcho foi a decepção do torneio. O carioca pode ter marcado três gols, assumido o posto de maior goleador das Copas. No seu caso, a vitória foi pessoal.

Cristiano Ronaldo, 21 anos, 1,85cm de altura, joga no Manchester United. O veloz e hábil meia de chute forte é ótimo no cabeceio. Está fazendo uma Copa típica de um guerreiro.

Ele pode mais, individualmente, mas está jogando para o time. Luta, corre e marca. Está sempre ao lado do meio campo, ora auxiliando nas funções defensivas, ora puxando os contra-ataques.

Cristiano Ronaldo marcou apenas um gol, de pênalti, mas o chute certo levou os portugueses às semifinais. O jogador, que perdeu o pai recentemente, foi praticamente adotado por Felipão. Os dois se dão muito bem e têm, talvez a melhor relação pessoal possível.

Postado por Zini, Porto Alegre

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O Alvo de Felipão

03 de julho de 2006 1

Ele atrai a bola como um ímã/Christophe Ena, AP
O carrasco do Brasil, sábado passado, flutuou em campo. Jogou como um número 1 real, três vezes escolhido o melhor do mundo pela Fifa.

Jogou fácil, livre, sem a marcação de um homem de ofício. O único volante de carteirinha da Seleção era Mineiro.

O Makelele brasileiro ficou no banco de reservas.Sentado, inútil, observou as facilidades que Gilberto Silva e Zé Roberto ofereciam ao craque.

Mas Portugal vai tratar o gênio francês com outro remédio. Felipão decidiu escalar Costinha, um homem que tem a marcação como a sua principal virtude.

Zidane tem tudo para repetir a sua grande performance dos últimos quatro anos, mas não vai ser tão fácil.

Ah, não vai. Você pode apostar. De volantes e sistemas defenivos, de marcação e disposição, Felipão é professor. É mestre, um doutor.

Postado por Zini, POrto Alegre

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Roberto Carlos sai de cena

03 de julho de 2006 2

Roberto Carlos sai de cabeça baixa/Lionel Cironneau
Roberto Carlos desistiu horas atrás de continuar ocupando o lado esquerdo da defesa da Seleção:

 – Foi minha última partida.

O lateral esquerdo de 33 anos, 132 jogos com a camisa da Seleção, 10 gols, disse que o seu tempo passou. Vai fazer falta e não deixa substituto.

Seu problema é ter parado tarde demais. Podia ter largado antes da Copa do Mundo. Sua imagem de um dos melhores laterais esquerdos da história do Brasil estaria preservada, intacta.

As péssimas atuações na Alemanha  colocaram o lateral no centro das críticas. Ele foi um dos piores da Seleção, ao lado de Ronaldinho.

Roberto Carlos foi campeão do mundo em 2002, vice quatro anos antes. Sobram títulos e lembranças para que ele seja reverenciado por muitas gerações.

Sua vida no futebol vai continuar na Europa. Se o Real Madrid, clube de uma década, buscar outro ala, o brasileiro tem boas opções. Ganhar uma fortuna na Turquia e despencar no ranking do futebol ou aceitar uma propostas financeira menos vantajosa do Chelsea e continua no futebol do Primeiro Mundo da Bola.

Na Seleção não joga mais, mas merecian uma bela partida de despedida. Ele foi um grande lateral, uma referência mundial.

Postado por Zini, Porto Alegre

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