Abel é campeão do mundo. Abel é campeão da América. Em Porto Alegre, ao menos, ele é tratado como se fosse um técnico qualquer por muita gente, gente experimentada, gente que anda pelo futebol desde muito tempo.
Abel é bom treinador, um dos melhores do país. Se sair agora, o Inter vai penar um busca de outro técnico. Não há bons nomes disponíveis no mercado.
Os dois títulos de 2006 oferecem ao ex-zagueiro imunidade para continuar no Beira-Rio. Ao menos garantem ao técnico mais um tempo para trabalhar em paz.
Parte da mídia local chama Abel de inventor. Parte da torcida vermelha o dispensaria agora. Abel não tem no Rio Grande do Sul o reconhecimento que lhe oferece a imprensa do Rio, especialmente, e a de São Paulo. Não adianta nem exibir seus dois títulos, os maiores da história colorada.
Abel não pode ser atacado por dar entrevistas aos cariocas e evitar, às vezes, jornalistas gaúchos. Ele tem o direito de falar com quem quiser, quando quiser e na hora que quiser. Ele é livre. No clube, ele tem a obrigação da entrevista coletiva. Nunca fugiu de uma.
Hoje Abel trabalha num Inter que é exemplo de clube no Brasil. Não acredito que ele troque o Inter pelo instável e confuso Fluminense, por exemplo. No Flu rarmente os meses têm 30 dias. Os salários atrasam.
Já um convite para morar no Exterior cria um outro apelo, especialmente se o clube oferecer um projeto de trabalho de dois, três anos.
Postado por Zini, Porto Alegre





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